CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2620 DE 19 DE DEZEMBRO DE 2025

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Ano 11 | nº 2620 | 19 de dezembro de 2025

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: estabilidade nas praças paulistas

Grande parte das indústrias estava com as escalas de dezembro preenchidas, e muitas tinham começado as escalas de janeiro.

Grande parte das indústrias estava com as escalas de dezembro preenchidas, e muitas tinham começado as escalas de janeiro. A média estava para 13 dias. Além disso, havia uma parte dos compradores em férias coletivas para manutenção. Nesse sentido, um ponto que tinha ajudado a manter as cotações sustentadas era a oferta mais diminuta, principalmente dos confinamentos. A cotação de todas as categorias ficou estável. Em Santa Catarina, a oferta de bovinos estava boa, de certa forma, era o marasmo dos feriados de fim de ano. As escalas de abate estavam, em média, para 11 dias. Em Alagoas, estabilidade para todas as categorias. No

Espírito Santo, o mercado abriu estável para todas as categorias. No Rio de Janeiro, sem alteração na cotação de todas as categorias na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA

Tentativas de compras em patamares mais baixos no Pará e em São Paulo

Mercado físico do boi gordo se deparou com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos, com destaque para o movimento deflagrado no Pará, o que sinaliza que frigoríficos estão com escalas de abate confortáveis

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias aponta que em São Paulo também foi evidenciada queda, mas de maneira mais comedida. “Os frigoríficos passam a operar com escalas de abate mais confortáveis, em um período de maior ociosidade. Sob o prisma da demanda, as exportações ainda são o grande destaque para o mercado no Brasil”, disse. Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 320,80 — ontem: R$ 322,10. Goiás: R$ 313,75 — R$ 314,64. Minas Gerais: R$ 307,94 — R$ 308,53. Mato Grosso do Sul: R$ 310,68 — R$ 311,23. Mato Grosso: R$ 298,27 — R$ 298,48. O mercado atacadista ainda se deparou com preços acomodados para a carne bovina, ainda em viés de alta no curtíssimo prazo, considerando o bom momento de consumo no mercado interno por conta da entrada do 13º na economia e as festas de fim de ano. Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo; Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo; Ponta de agulha: R$ 18,20 por quilo.

SAFRAS NEWS

Boi/Cepea: Maior demanda contribui para sustentar altas de preços da carne

Os preços da carne bovina seguem em alta neste final de 2025, apontam levantamentos do Cepea 

Segundo o Centro de Pesquisas, a valorização da carcaça casada (que é a junção do traseiro, do dianteiro e da ponta de agulha) vem sendo puxada principalmente pela elevação nos preços do traseiro e da ponta de agulha, mais procurados nesta época do ano, sobretudo para churrasco. O dianteiro (cortes mais baratos) tem se valorizado menos, o que também é comum neste período. Analisando-se a média dos principais cortes desossados consumidos em churrasco (picanha, maminha e fraldinha), de outubro/25 até a semana encerrada em 12 de dezembro, as valorizações são de 21,5%, 11,2% e 12,8%, nessa ordem, conforme pesquisas do Cepea. Já o mercado de animais para abate sente o arrefecimento típico da proximidade dos feriados. Pesquisadores explicam que boa parte das escalas deste final de ano e do começo de janeiro está completa, afastando alguns frigoríficos das compras. Pecuaristas, por sua vez, também se mostram mais recuados, seja porque já fecharam as vendas do ano, seja porque esperam preços maiores em janeiro.

CEPEA

Preço do boi gordo segue sem mudanças com mercado preparado para o fim de ano

Em geral, os negócios têm se mantido nos patamares há vários dias. Um ponto que ajuda a manter as cotações sustentadas é a oferta mais diminuta, principalmente dos confinamentos

O mercado pecuário já mostra lentidão com a proximidade das festas de fim de ano. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maioria dos frigoríficos está com as escalas razoavelmente preenchidas até janeiro e a procura segue comedida. Em geral, os negócios têm se mantido nos patamares há vários dias. Nesta quinta-feira (18/12), das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 29 não tiveram alterações nos preços do boi gordo. Foram registradas quedas no Sul de Goiás, sudoeste de Mato Grosso e em Paragominas (PA). Apenas em Roraima houve alta de valores. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para os negócios, a cotação de todas as categorias ficou estável. A cotação do boi gordo no mercado paulista segue em R$ 321 a arroba para o pagamento a prazo. Segundo a Scot, grande parte das indústrias no Estado de São Paulo estava com as escalas de dezembro preenchidas, e muitas tinham começado as escalas de janeiro. A média estava para 13 dias. Além disso, havia uma parte dos compradores em férias coletivas para manutenção. Nesse sentido, um ponto que tinha ajudado a manter as cotações sustentadas era a oferta mais diminuta, principalmente dos confinamentos. O Cepea lembra que, nos leilões, a oferta está reduzida, mas os preços seguem firmes. No geral, o mercado pecuário vai fechando o ano com preços firmes.

GLOBO RURAL

ECONOMIA 

Dólar fecha estável com comentários de Galípolo e cenário político no foco

Após subir a R$5,56 pela manhã, o dólar perdeu força no Brasil e encerrou a sessão praticamente estável ante o real, em sintonia com a melhora mais ampla dos ativos brasileiros após o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçar em entrevista à imprensa que a decisão sobre a Selic em janeiro ainda não está tomada.

A esperança de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda seja o principal nome da direita na eleição presidencial também tirou força da moeda norte-americana, em meio ao noticiário político do dia. O dólar à vista fechou o dia com variação positiva de 0,04%, aos R$5,5244. No ano, a moeda acumula baixa de 10,59%. Às 17h29, o contrato de dólar futuro para janeiro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,01% na B3, aos R$5,5340. Entre o fim da manhã e o início da tarde a moeda perdeu força, chegando a ceder ante o real, em meio a uma melhora dos ativos locais. Um dos fatores para isso foi a sinalização de Galípolo de que o BC ainda não definiu se cortará ou não em janeiro a taxa básica Selic, hoje em 15% ao ano. Mais cedo, o Relatório de Política Monetária mostrou que o BC projeta uma inflação em 12 meses de 3,2% no terceiro trimestre de 2027 — ainda um pouco acima do centro da meta contínua perseguida pela instituição, de 3%. O terceiro trimestre de 2027 passou a ser considerado pelo mercado como um período-chave, já que se torna a referência para o horizonte relevante da política monetária na reunião de janeiro do BC. Durante coletiva de imprensa sobre o relatório, porém, tanto Galípolo quanto o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, pontuaram que as projeções são embutidas de incerteza e que há limitações para elas em um horizonte de 18 meses. Sobre isso, Guillen reforçou a ideia, já contida no comunicado da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), de que o BC mira “o redor da meta” de inflação. Galípolo também disse que a autarquia segue dependente de dados e que “não há portas fechadas” nem “setas dadas” para as decisões de política monetária. Os comentários de Galípolo e Guillen mantiveram a expectativa de que o BC possa cortar a Selic em 25 pontos-base em janeiro, o que pesou sobre a curva de juros e deu força ao Ibovespa.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com endosso de Wall St

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, após duas quedas seguidas, em movimento endossado por Wall Street e com as ações da petrolífera Brava Energia e da fabricante de papel e celulose Suzano entre os destaques positivos.

Investidores também repercutiram dados mais fracos do que o esperado sobre a inflação nos Estados Unidos e declarações do presidente do Banco Central do Brasil de que “não há portas fechadas” nem “setas dadas” para as decisões envolvendo a Selic, enquanto seguem acompanhando noticiário sobre eleições no país. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,53%, a 158.163,42 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 158.495,49 na máxima e 157.123,58 na mínima do dia. O volume financeiro somava R$24,3 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

BC espera desaceleração do crescimento e vê sinais de moderação do mercado de trabalho, diz Guillen

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, afirmou nesta quinta-feira que a instituição espera a desaceleração da atividade ao longo dos próximos trimestres e reforçou a ideia de que o BC mira “o redor da meta” de inflação.

Durante coletiva de imprensa na manhã de ontem em Brasília, Guillen pontuou que dados iniciais referentes ao quarto trimestre deste ano indicam uma continuidade da moderação da atividade. Além disso, o diretor avaliou que o mercado de trabalho apresenta sinais incipientes de moderação no Brasil. Mais cedo, o BC informou por meio de seu Relatório de Política Monetária que a projeção de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 passou de 2,0% para 2,3%. No caso de 2026, a estimativa de elevação passou de 1,5% para 1,6%. No documento, a instituição informou ainda que a projeção de inflação em 12 meses é de 3,2% para o terceiro trimestre de 2027 — horizonte relevante para a política monetária a partir de janeiro –, ainda um pouco acima do centro da meta contínua perseguida pela instituição, de 3%. Ao tratar das projeções, no entanto, Guillen pontuou que elas “são embutidas de grande incerteza”. “Discordo da visão mecanicista que se tem sobre projeções”, disse o diretor de Política Monetária. “Por conta das incertezas de projeções que chamamos atenção no comunicado que miramos o redor da meta de inflação”, acrescentou. No comunicado mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC afirmou que “decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. O terceiro trimestre de 2027 passou a ser considerado pelo mercado como um período chave, já que se torna a referência para o horizonte relevante da política monetária na reunião de janeiro do BC. No mercado, os agentes seguem divididos sobre se a instituição cortará ou não a Selic no próximo mês.

REUTERS

IPPA/Cepea: IPPA cai em novembro, mas acumula alta de 10% no ano

Levantamento do Cepea mostra que, em novembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 0,71% em relação a outubro. 

Segundo pesquisadores, o recuo esteve atrelado sobretudo à forte retração de 21,62% no IPPA-Hortifrutícolas; para o IPPA-Grãos e o IPPA-Pecuária, as variações foram positivas em 1,62% e 0,2%, respectivamente. O IPPA-Cana-Café caiu 1,88% e o IPA-OG-DI, 0,18%, indicando que, em novembro, os preços agropecuários apresentaram desempenho ligeiramente inferior ao dos valores industriais acompanhados pelo Índice. No âmbito internacional, os preços dos alimentos em dólares recuaram 1,2%, movimento acompanhado pela desvalorização de 0,83% da taxa de câmbio, o que resultou em queda de 2,02% nos preços internacionais de alimentos medidos em reais. No ano, levantamentos do Centro de Pesquisas indicam que o IPPA/CEPEA acumula alta de 10,2%, com destaque para os expressivos avanços do IPPA-Pecuária (17,31%) e do IPPA-Cana-Café (20,71%). O IPPA-Grãos também apresenta variação positiva, de 2,7%, enquanto o IPPA-Hortifrutícolas registra queda, de 14,41%. Em termos comparativos, o IPA-OG-DI acumula elevação de 3,11%, e os preços internacionais de alimentos em reais avançam 3,57%, apesar da baixa de 1,66% quando medidos em dólares.

CEPEA

BC eleva projeção para crescimento do PIB para 2,3% em 2025 e para 1,6% em 2026

Mudanças se devem a revisões na série e efeito do Imposto de Renda

O Banco Central (BC) elevou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025 para 2,3%, de 2%, principalmente por causa das revisões nos dados do primeiro semestre por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção para 2026 foi ajustada para 1,6%, de 1,5%, mantendo a perspectiva de crescimento moderado ao longo do ano. As informações constam do Relatório de Política Monetária (RPM) do BC de dezembro. A nova projeção para 2025 contou ainda com o resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado e com uma reavaliação do desempenho esperado para o quarto trimestre, considerando os indicadores disponíveis até a data de corte do relatório. A revisão do IBGE foi particularmente relevante para a atualização da projeção da agropecuária, segundo o BC. Para a indústria e o setor de serviços, diz, o impacto agregado das revisões das séries foi pequeno, embora significativo em alguns segmentos específicos. Pela ótica da demanda, a revisão afetou principalmente a estimativa para o consumo do governo, afirma o BC. Sob a ótica da oferta, houve alta nas projeções para agropecuária (para 11%, de 9%) e indústria (para 1,6%, de 1%), acompanhada de leve redução na estimativa para o setor de serviços (para 1,7%, de 1,8%). “A projeção para os setores menos cíclicos foi elevada, refletindo, principalmente, revisões altistas na agropecuária e na indústria extrativa, parcialmente compensadas pela redução na previsão para serviços de intermediação financeira. A previsão para os setores mais cíclicos também avançou, com aumento nas estimativas para construção, indústria de transformação e algumas atividades mais cíclicas do setor de serviços”, diz o BC no relatório. No âmbito da demanda interna, a projeção do BC para o crescimento do consumo das famílias recuou para 1,5%, de 1,8%. Em sentido oposto, as estimativas para o consumo do governo e para a formação bruta de capital fixo (FBCF), medida para os investimentos no PIB, foram elevadas, para 2%, de 0,5%, e para 3,8%, de 3,3%, respectivamente. “Essas revisões foram bastante influenciadas por surpresas nos resultados do terceiro trimestre — baixa para o consumo das famílias e alta para o consumo do governo e para a FBCF. No caso do consumo do governo, a estimativa de crescimento foi ainda afetada pela revisão da série, que elevou o resultado no primeiro semestre”, afirma o BC. No setor externo, a projeção para as exportações foi elevada para 4%, de 3%, enquanto a estimativa para as importações passou para 5%, de 4,5%. Assim, as contribuições da demanda interna e do setor externo para a evolução do PIB em 2025 são estimadas pelo BC em 2,4 ponto percentual (p.p.) e -0,1 ponto, respectivamente. No caso da projeção para 2026, a revisão foi influenciada, segundo o BC, pela maior “herança estatística” decorrente do crescimento mais alto de 2025 e pela inclusão de estimativas preliminares para os efeitos da isenção ou desconto no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para as primeiras faixas de renda. Em contrapartida, diz, revisões negativas para agropecuária e indústria extrativa, devido às primeiras projeções da safra e às perspectivas menos favoráveis para minério de ferro, limitaram a alta para 2026. “Entre os fatores que influenciam esse cenário estão a expectativa de manutenção da política monetária em campo restritivo, o baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, a perspectiva de desaceleração da economia global e a ausência do impulso agropecuário observado em 2025. A dinâmica projetada também incorpora os efeitos de medidas recentes com impacto potencial sobre a demanda, como a isenção ou desconto no IRPF para as faixas iniciais de renda”, afirma o BC. Do lado da oferta, na indústria, a previsão de alta passou para 1,9%, de 1,4%, influenciada por altas nas perspectivas para a indústria de transformação e para a construção. Por outro lado, a expectativa para a indústria extrativa foi reduzida devido a perspectivas menos favoráveis para a produção de minério de ferro, diz o BC. Nos serviços, a revisão foi pequena, para 1,6%, de 1,5%, mantendo-se a perspectiva de crescimento gradual ao longo do ano. Por fim, a projeção para agropecuária foi reduzida para 0,5%, de 1%, refletindo as primeiras previsões para a safra de 2026, segundo o BC. Pelo lado da demanda, as previsões para o consumo das famílias, o consumo do governo e a FBCF foram ampliadas para 1,5%, 1,5% e 1%, respectivamente, ante 1,4%, 1% e 0,3%. “As revisões para o consumo do governo e a FBCF refletem, sobretudo, ajustes nas estimativas de crescimento desses componentes em 2025, que elevaram o carregamento estatístico. Já a leve alta na previsão para o consumo das famílias foi influenciada pelo impacto esperado de medidas aprovadas recentemente, especialmente a isenção ou desconto no IRPF para as faixas iniciais de renda”, diz o BC. No setor externo, a previsão para as exportações foi reduzida para 2%, de 2,5%, refletindo, principalmente, diminuição nas projeções para a agropecuária e para a indústria extrativa, enquanto a estimativa de crescimento das importações permaneceu em 1%. As contribuições das demandas interna e externa para o crescimento de 2026 são estimadas pelo BC em 1,4 ponto e 0,2 ponto percentual, respectivamente.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

UE acha que agora tem maioria para assinar acordo MERCOSUL em três semanas

Macron questiona se o prazo será suficiente para atender exigências da França, mas que espera que sim

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acredita ter agora maioria suficiente entre os 27 países da União Europeia para assinar o acordo com o Mercosul dentro de três semanas, embora reconheça que ainda há acertos a serem concluídos no bloco. ”Sim, estou confiante de que temos a maioria suficiente, mas ainda há trabalho a fazer com os Estados-Membros”, afirmou ela às 4h da manhã da sexta-feira na entrevista coletiva sobre o balanço da reunião do Conselho Europeu. ”Mas, após 26 anos de negociações, um atraso de três semanas é, na minha opinião, tolerável. É fantástico que estejamos caminhando para a conclusão do acordo”, acrescentou. Reunião dos líderes europeus ocorreu em meio a protestos de agricultores nas ruas de Bruxelas.  O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa — uma espécie de presidente informal da UE — adotou tom semelhante. “Não gosto de estar aqui às 4h da manhã, mas gosto do fato de que agora, após 26 anos de negociações com o Mercosul, concordamos em assinar não no sábado, mas três semanas depois”, afirmou. Costa comentou, rindo, que “acho que o mundo não perde muito com essas três semanas depois de 26 anos. Gosto disso e gosto muito de estarmos unidos na nossa diversidade, apesar de todas as nossas diferenças”. O chanceler alemão, Friedrich Merz, confirmou que a UE já dispõe da promessa de uma maioria qualificada para aprovar a assinatura do acordo. Disse que esperava sair da reunião com o sinal verde para a assinatura, mas que a chefe do governo italiano, Giorgia Meloni, pediu duas semanas adicionais para trabalhar internamente, junto ao seu governo e ao Parlamento italiano, a fim de superar divergências. Merz observou que após oito anos de acordo com o Canadá, o comércio bilateral aumentou 50%, com os dois lados se beneficiando do tratamento preferencial. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, deixou Bruxelas na madrugada alertando que ainda é cedo para afirmar se um adiamento de um mês na decisão sobre o acordo comercial entre a UE e o Mercosul será suficiente para atender às condições estabelecidas pela França — embora espere que sim. Macron defende mais endurecimentos para travar importações agrícolas provenientes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Disse esperar que a UE e os países do Mercosul aprovem, em janeiro, medidas que garantam que as importações sul-americanas cumpram os mesmos requisitos exigidos aos produtores europeus. Para ele, isso transformaria o pacto num “novo” acordo entre o Mercosul e a UE – uma maneira para ele de vender na França que conseguiu impor sua demanda, quando parece cada vez mais em minoria. Para produtores agrícolas europeus, as salvaguardas – ou seja, barreiras contra o Mercosul – propostas pela UE ”continuam a ser insuficientes para evitar perturbações no mercado, não garantem condições de concorrência equitativas, tendo em conta as divergências entre as normas de produção, e não oferecem garantias credíveis aos agricultores e fabricantes da UE que já operam sob restrições regulamentares e económicas muito mais rigorosas”. Giorgia Meloni chefe do governo italiano, promete dar a maioria para a assinatura do acordo dentro de três semanas. Como de costume, as reuniões de líderes da UE tiveram a sua dose de drama. Desta vez, houve ainda um protesto de rua com cerca de 10 mil agricultores e mais de 150 tratores em Bruxelas. Líderes agrícolas foram recebidos antes da reunião e saíram dizendo que ”a luta continua”.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos/Cepea: Festas de fim de ano elevam demanda e preços

A demanda por alguns cortes suínos tipicamente consumidos nas festas de final de ano tem se aquecido no mercado atacadista, elevando as cotações, conforme levantamentos do Cepea.

Segundo o Centro de Pesquisas, a média do pernil negociado no atacado do estado de São Paulo na parcial de dezembro (até o dia 16) está em R$ 14,11/kg, 2,3% acima da registrada em novembro/25. Entre os outros cortes tradicionalmente mais demandados neste período, o lombo também vem se destacando, conforme pesquisas do Cepea.

CEPEA

Suinocultura independente mantém estabilidade em MG e SC

As bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026 

Os preços dos suínos seguiram majoritariamente estáveis nos principais polos produtores na terceira semana de dezembro. Com semanas encurtadas, negociações pontuais e foco já voltado para janeiro, as bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026. No mercado mineiro, os preços dos animais seguiram com estabilidade e o valor está em R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos registraram uma leve baixa de 0,82%, na qual passaram de R$ 8,57/kg para os atuais R$ 8,50/kg. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou a última reunião de negociação da Bolsa de Suínos de 2025. O encontro definiu os parâmetros que nortearão o mercado independente até o início do próximo ano, visto que as atividades da bolsa entram em recesso, retornando apenas no dia 8 de janeiro. No estado de São Paulo, a última bolsa realizada ocorreu na quinta-feira passada, conforme dados da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), com o preço fixado em R$ 9,33 por arroba. Considerando a média semanal (entre os dias 11/12/2025 e 17/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,36. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 0,43% em relação à semana do dia 19/11/2025.

APCS/ Asemg/ ACCS/ LAPESUI/UFPR

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