CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2180 DE 13 DE MARÇO DE 2024

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Ano 10 | nº 2180 |13 de março de 2024

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo está estável

Na comparação feita dia a dia, o mercado do boi gordo está estável. A arroba do boi gordo está sendo negociada por R$230,00, a da vaca gorda em R$205,00 e a da novilha em R$220,00, preços brutos e a prazo. O “boi China” está cotado em R$235,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@

Habilitação de plantas frigoríficas brasileiras para exportação. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), anunciou a habilitação de 38 plantas frigoríficas brasileiras para exportação para a China. Da lista, contendo 37 frigoríficos, 25 são de abate de bovinos, 9 de abate de aves, uma unidade de beneficiamento de carne e produtos cárneos, e demais, entrepostos de produtos de origem animal, sendo um de carne bovina, dois de frangos e um de suínos. As plantas habilitadas estão no Mato Grosso (6), Mato Grosso do Sul (6), Paraná (5), Santa Catarina (4), Pará (4), Rio Grande do Sul (4), Rondônia (3), Goiás (2), São Paulo (1), Tocantins (1) e Minas Gerais (1). Na exportação de carne bovina in natura, até a segunda semana de março foram exportadas 50,6 mil toneladas – média diária de 8,4 mil toneladas – crescimento expressivo de 56,0% frente à média diária em março de 2023. A cotação média está em US$4,5 mil/t, retração de 6,4% considerando o mesmo intervalo de tempo. Contudo, mesmo com a retração do preço, o volume dos embarques elevou o faturamento médio diário do período em 45,9%. No mercado atacadista de carne com osso, as cotações das carcaças casadas de bovinos castrados e de bovinos inteiros subiram 0,6% e 3,5%, respectivamente, na comparação feita semana a semana. A carcaça de bois castrados está cotada em R$16,10/kg e a de bovinos inteiros R$14,85/kg. Este comportamento de preços é típico dos primeiros dez dias do mês. Para as outras carnes, como a carcaça especial suína*, a cotação está em R$9,50/kg, alta de 3,3%, em comparação com a última semana. A cotação do frango médio** está estável, em R$6,60/ kg. Nesses preços, o frango médio está mais competitivo frente às demais opções.

Scot Consultoria

Novas habilitações podem gerar R$ 10 bilhões em comércio de carne com a China

Incremento na balança comercial leva em consideração o faturamento de uma planta de médio porte que exporta para a China, segundo Secretário de Comércio Roberto Perosa. China habilita plantas para exportação de quase todas as regiões do país

O Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, afirmou que as habilitações de 38 novos frigoríficos para a China podem gerar um incremento de cerca de R$ 10 bilhões na balança comercial brasileira ao ano. O cálculo de incremento na receita das exportações leva em consideração o faturamento de uma planta de médio porte que exporta para a China, em torno de R$ 300 milhões anuais. Na terça-feira (12/3), os chineses anunciaram o aval para 34 frigoríficos e quatro entrepostos comerciais. A maior parte das empresas é de carne bovina. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias avalia que as novas habilitações colocam o Brasil em uma posição muito privilegiada enquanto fornecedor de proteína animal ao mercado chinês. Ao mesmo tempo, a China também dá uma sinalização clara ao mercado internacional de que quer seguir como compradora de carne dos brasileiros, embora não possa elevar o valor pago pelos produtos. “A China deve ampliar volumes de carne bovina, principalmente, mas não a preços mais altos. O problema é que os preços internacionais da proteína estão deprimidos porque a moeda chinesa segue muito desvalorizada, o que acaba tornando as importações mais onerosas para o país”, explicou o especialista. Este cenário força os importadores chineses a revisarem suas estratégias de compras, na tentativa de baixar os preços da tonelada adquirida. Um segundo aspecto que contribui para o patamar menor das cotações é a ampla oferta de carne suína que há disponível no mercado chinês. A produção da China cresceu após o combate da peste suína africana (PSA) nos últimos anos, e acabou atingindo níveis ainda elevados atualmente. Iglesias acredita que um efeito imediato das habilitações pode vir sobre a arroba do boi, limitando um movimento de queda que vinha acontecendo. Entretanto, uma eventual reação da arroba pode não se estender por muito tempo. “Não podemos esquecer que ainda é um ano de muita oferta de bovinos, e que o primeiro semestre, em especial a segunda metade dele, será de grande pressão”. O Secretário do Ministério da Agricultura destacou que as autorizações da China ajudaram a diversificar as origens das exportações, já que a lista inclui plantas habilitadas em quase todas as regiões do Brasil. Apenas o Nordeste ficou de fora. “Houve habilitação de grandes, médias e pequenas empresas, em todos os lugares do país, em Estados como Tocantins, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Isso capilarizou bastante e ajuda a distribuir a demanda”, apontou Perosa. Na visão do analista da Safras & Mercado, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Mato Grosso foram os destaques entre os Estados contemplados. “Mato Grosso tem potencial para se tornar o maior exportador de proteína animal do Brasil novamente, posto que foi ocupado por São Paulo de 2019 para cá”, estima. O Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga, disse que o número expressivo de habilitações reflete o “bom trabalho técnico e diplomático do atual governo para aumentar participação do mercado do Brasil na China, que é o mais importante do mundo”. Apesar disso, ponderou ele, é preciso intensificar a atuação para que frigoríficos de outras regiões sejam habilitadas. Mustefaga cita o caso do Nordeste, onde não há nenhuma planta autorizada a comercializar com a China até hoje. “O Nordeste também tem pecuária. Maranhão e Bahia são Estados com setor forte, grandes rebanhos. Se falamos do ponto de vista de gerar oportunidade e riqueza, o governo tem que olhar para essas regiões menos favorecidas e para as empresas instaladas lá”, disse o Presidente da Abrafrigo. Ele ressaltou que todas as plantas habilitadas agora foram aprovadas por atender critérios técnicos estabelecidos pela China, mas que há espaço para impulsionar pequenos e médios frigoríficos de locais ainda sem habilitação. Uma das medidas, segundo ele, é dar mais oportunidades para que essas empresas, com ajuda da ApexBrasil, possam participar de feiras e eventos internacionais onde são iniciadas tratativas e negociações de acesso ao mercado mundial. A China é o principal destino das exportações de carne brasileira. Em 2024, já foram comercializadas 192 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo a entidade.

Valor Econômico/Globo Rural

Preço do boi gordo sobe no mercado futuro, com arroba a mais de R$ 230

Mercado físico segue pressionado, enquanto o pecuarista tenta resistir às ofertas de preços mais baixos. Tendência para o mês de março ainda é de um mercado físico de boi gordo sob pressão

O preço do boi gordo no mercado futuro sinaliza alta, com os principais contratos na B3 acima de R$ 230 por arroba. Na segunda-feira, o vencimento de março subiu 1,81%, fechando a R$ 233,85. Situação bem diferente do mercado físico, que, neste momento, segue pressionado pela indústria, enquanto o pecuarista tenta resistir às ofertas de preços mais baixos pelo animal pronto para abate. Segundo a consultoria Agrifatto, o mercado físico está em clima de “queda de braço” cada vez mais intensa entre o criador de gado e o frigorífico. Diante da recusa de preços mais baixos por parte dos pecuaristas, houve estabilidade na maioria das praças de comercialização do país. O Pará, no entanto, está entre as que registrou alta do boi gordo. Tempestades e enchentes dificultam o transporte dos animais das fazendas aos abatedouros. Neste cenário, a segunda-feira foi de valorização de 1,4% em uma semana, com a arroba precificada, em média, a R$ 209,50. Levantamento da Scot Consultoria aponta arroba a R$ 228 à vista em Araçatuba (SP); R$ 223 no norte de Minas Gerais; R$ 232,50 em Dourados (MS) e R$ 203 em Mato Grosso. O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), acumula queda de 0,66% na parcial do mês até a segunda-feira (11/3), quando a cotação foi de R$ 233,85 por arroba, base São Paulo. Em relatório de mercado divulgado no fim de fevereiro, a consultoria de agronegócios do ItaúBBA avalia que a tendência para o mês de março ainda é de um mercado físico de boi gordo sob pressão. Segundo os analistas, a oferta de gado terminado, especialmente fêmeas, deve se manter em patamares elevados no curto prazo. “Além da questão estrutural do ciclo pecuário na fase de descartes de fêmeas, que deve continuar marcante neste ano, março é, geralmente, um mês de maior concentração dos descartes das vacas que não emprenharam, o que pode continuar pesando sobre os preços do boi gordo”, diz o relatório.

Globo Rural

Abates de bovinos com selo SIF atingem volume recorde no 1º bimestre de 2024

No acumulado de janeiro a fevereiro deste ano, o Brasil abateu 4,60 milhões de cabeças em plantas com Selo de Inspeção Federal, informou a Agrifatto
No acumulado de janeiro a fevereiro deste ano, o Brasil abateu 4,60 milhões de cabeças em plantas com Selo de Inspeção Federal (SIF), informou a Agrifatto. “Trata-se do maior volume bimestral de bovinos abatidos na história, superando em 0,82% o antigo recorde, alcançado em 2014 (4,57 milhões de cabeças)”, destacou a consultoria. Como se sabe, os abates com inspeção federal não representam a totalidade de animais levados aos ganchos, mas, calcula a Agrifatto, na média dos últimos cinco anos, representou cerca de 74% do abate formal de bovinos no Brasil. Segundo a consultoria, somente em fevereiro/24 foram abatidos 2,27 milhões de bovinos em frigoríficos SIF no Brasil, volume 2,49% inferior ao registrado em janeiro/24, mas 29,4% acima do computado em fevereiro/23. “Essa quantidade de bovinos abatidos já é a maior da história para um mês de fevereiro e supera em 9,25% o antigo recorde atingido em fevereiro/14”, relatou a Agrifatto.

Portal DBO

Mais frigoríficos podem ser habilitados pela China no 2º semestre, diz secretário

Autoridades chinesas farão nova auditoria presencial em unidades brasileiras ainda neste ano

Secretário disse que o trabalho continua para atender aos critérios chineses e consolidar a habilitação das demais plantas que estão na lista

Mesmo com o número recorde de frigoríficos habilitados em uma única rodada por Pequim, novas autorizações para a China podem ocorrer ainda neste ano, estimou o Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa. A Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) comunicou o governo em Brasília que ainda fará outra auditoria presencial em plantas brasileiras no segundo semestre deste ano. “A GACC informou que o enfoque em 2023 era na área vegetal e que o deste ano é na área animal. Então, a chance de habilitar mais plantas existe”, afirmou Perosa em entrevista à reportagem. O Secretário também acredita que o cenário atual aumenta as chances de avanço nas negociações para estabelecer o sistema de “pre-listing”, acordo em que a fiscalização do ministério brasileiro é suficiente para garantir o acesso a determinado mercado. A China só adota o modelo de pré-listagem para os Estados Unidos atualmente. No modelo atual, os frigoríficos brasileiros precisam se adaptar e atender aos critérios da China para serem incluídos em uma lista de espera, que depende do aval técnico de Pequim, geralmente feito após auditorias presenciais ou por videoconferência. Apesar das 38 habilitações divulgadas pelos chineses ontem para frigoríficos do Brasil, seis foram avaliados e reprovados por inconformidades. Perosa disse que o trabalho continua para atender aos critérios chineses e consolidar a habilitação das demais plantas que estão na lista. Uma fonte que atua nessa frente de negociações ponderou que ainda existe um longo caminho para o Brasil conseguir estabelecer o pre-listing com a China, pois depende de avanços técnicos do setor privado para atendimento pleno aos requisitos. Segundo essa fonte, muitas inconformidades ainda foram detectadas nas auditorias feitas pelos técnicos da GACC, o que inviabiliza o acesso ao pré-listing. “Temos que fazer nossa parte para chegar nisso. As empresas brasileiras precisam aprimorar seus autocontroles para atender à legislação chinesa”, disse. Para ele, alguns frigoríficos não foram habilitados nesta última rodada por conta de “erros bobos”. “Isso mostra certo desconhecimento de parte das empresas brasileiras. Com isso, a China percebe que não pode avançar [no pre-listing]”

Valor Econômico

Exportadores de carne bovina diversificam destinos e elevam vendas no ano

O Brasil elevou as exportações de carne bovina (in natura e processada) no primeiro bimestre de 2024 em 39%, impulsionadas por compras de tradicionais importadores e novos destinos para a proteína, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)

As exportações somaram 466,4 mil toneladas nos primeiros dois meses de 2024, gerando receita 20% maior, a US$ 1,85 bilhão. O Brasil exportou grandes volumes para os compradores tradicionais de carne bovina e elevou os embarques para novos destinos. A China, principal comprador brasileiro de carne bovina, importou 194,1 mil toneladas da proteína no primeiro bimestre, 12% a mais que no mesmo período de 2023. Em seguida, ficaram Estados Unidos (89,1 mil toneladas, +150%), Emirados Árabes (26,7 mil t, +326,9%), Hong Kong (21 mil t, +50,5%) e Chile (11,9 mil t, +2,7%). O México, que não realizou compras de carne bovina brasileira em 2023, comprou 7,2 mil toneladas em 2023 e é o oitavo maior comprador da proteína do Brasil. Outro destaque é a Turquia, que elevou as compras de 713 toneladas no ano passado para 5.421 toneladas neste ano e já está entre os 20 maiores compradores. A Argélia, que não importou carne bovina brasileira nos dois primeiros meses de 2023, comprou 5,3 mil toneladas neste ano. Somente no mês de fevereiro, o Brasil exportou 231,2 mil toneladas de carne bovina, 51,9% acima do registrado um ano antes. O faturamento com as exportações subiu 33% para US$ 924,7 milhões. O preço médio por tonelada exportada ainda ficou abaixo do ano passado, caindo de US$ 4.564 em fevereiro de 2023 para US$ 4.000 em fevereiro deste ano.

Carnetec

ECONOMIA

Dólar cai ante real após dados dos EUA não alterarem expectativas sobre Fed

O dólar fechou em queda discreta frente ao real na terça-feira, depois que investidores não alteraram significativamente suas expectativas para o ciclo de afrouxamento monetário do Federal Reserve após aceleração em dados de inflação norte-americanos

A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 0,08%, a 4,9750 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,14%, a 4,979 reais na venda. O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,4% no mês passado, depois de ter avançado 0,3% em janeiro, mostraram dados nesta terça-feira. Nos 12 meses até fevereiro, os preços ao consumidor aumentaram 3,2%, de 3,1% em janeiro. Economistas consultados pela Reuters projetavam alta de 0,4% no mês e de 3,1% na base anual. “A inflação de fevereiro mostra um quadro de estabilidade e não irá ajudar os membros do Fomc a ganharem a confiança adicional que precisam para iniciar o ciclo de queda na taxa de juros, mas tão pouco irá alterar as expectativas de que os cortes devem ocorrer no meio do ano”, disse Danilo Igliori economista-chefe da Nomad. Os dados desta sessão não alteraram as apostas de mercado de que o banco central dos EUA manterá sua taxa básica de juros até um primeiro corte em junho. A próxima reunião de dois dias do Federal Reserve acontecerá na semana que vem. Enquanto isso, no Brasil, a inflação brasileira acelerou mais do que o esperado em fevereiro e atingiu o nível mais alto em um ano, informou o IBGE na terça-feira. Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,83%, acelerando a alta de 0,42% em janeiro. Os custos de serviços vêm sendo acompanhados com cautela pelo Banco Central para a condução da política monetária, mas, apesar da surpresa para cima em fevereiro nesse indicador, economistas destacaram que há forte efeito sazonal dos custos de educação por trás do resultado. Ao mesmo tempo, eles destacaram sinais de arrefecimento dos preços subjacentes de serviços, que excluem itens mais voláteis. O mercado segue apostando em nova redução de 0,50 ponto percentual da taxa Selic quando o Comitê de Política Monetária do BC se reunir na semana que vem, a 10,75%, segundo probabilidades implícitas no mercado de juros futuros.

Reuters

Petrobras sobe 3%e impulsiona Ibovespa

O índice subiu 1,22%, fechando aos 127.668 pontos

Após três sessões consecutivas de quedas, o Ibovespa avançou na terça-feira (12), impulsionado pela recuperação parcial das ações da Petrobras (os papéis preferenciais subiram 3,28%), em meio à discussão sobre o represamento de dividendos extraordinários pela companhia. No cenário macro, investidores analisaram dados de inflação do Brasil e, principalmente, dos Estados Unidos, conforme o cenário de juros da maior economia do mundo segue incerto. No fim do dia, o índice subiu 1,22%, aos 127.668 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 17h15) foi de R$ 21,18 bilhões no Ibovespa e R$ 23,68 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 1,12%, aos 5.175 pontos, Dow Jones fechou com ganhos de 0,61%, aos 39.005 pontos e Nasdaq avançou 1,54%, aos 16.265 pontos. Petrobras ON e PN subiram 3,03% e 3,28%, respectivamente, depois do tombo de 10% registrado na sexta-feira e de ampliar perdas na sessão de ontem. Alexandre Cancherini, sócio e gestor da Galápagos Capital, diz que a decisão da empresa de represar o pagamento de dividendos extraordinários em favor de investimentos traz de volta os temores do mercado com relação à qualidade de alocação de capital da companhia. Por isso, houve impacto não só nas ações da empresa, como algum contágio em câmbio, juros e papéis de estatais. “Como parte dos comentários do presidente da República foram feitos ontem com o mercado aberto, investidores precificaram uma possível saída de Jean Paul Prates do comando da estatal. O fato de isso não ter se materializado, somado à indicação de Rafael Dubeux ao Conselho da empresa, propiciaram algum alívio. Mas a tendência é que as ações continuem exibindo comportamento volátil até a assembleia de investidores, em abril, que deve trazer posicionamento mais claro sobre a distribuição de proventos”, diz.

Valor Econômico

IPCA sobe mais que o esperado e tem maior nível em um ano em fevereiro por peso de Educação

A inflação brasileira acelerou mais do que o esperado em fevereiro e atingiu o nível mais alto em um ano diante da pressão sazonal dos custos da educação, embora aumento dos preços dos alimentos tenham arrefecido

Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,83%, acelerando a alta de 0,42% em janeiro e acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,78% no mês. Com o resultado divulgado na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula nos 12 meses até fevereiro alta de 4,50%, de 4,51% em janeiro. A expectativa era de um aumento de 4,44%. Isso deixa a inflação em 12 meses exatamente no teto da meta para a inflação, cujo centro para este ano é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. No mês o maior impacto foi exercido pelo grupo de Educação, com alta de 4,98%, em um movimento sazonal de início de ano. A maior contribuição nesse segmento partiu dos cursos regulares, cujos custos avançaram 6,13% no mês. As maiores altas nos preços vieram do ensino médio (8,51%), do ensino fundamental (8,24%), da pré-escola (8,05%) e da creche (6,03%). Também houve aumento na inflação do curso técnico (6,14%), ensino superior (3,81%) e pós-graduação (2,76%). Isso ajudou a inflação de serviços a disparar a 1,06% em fevereiro, de uma variação positiva de 0,02% no mês anterior, acumulando em 12 meses alta de 5,25%. Embora a alta de educação seja sazonal, os custos de serviços vêm sendo acompanhados de perto pelo Banco Central para a condução da política monetária, em um ambiente de mercado de trabalho resiliente que tende a elevar os gastos dos consumidores. O Banco Central volta a se reunir na semana que vem sob a expectativa de novo corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros Selic, atualmente em 11,25% ao ano. Ainda em fevereiro a inflação de Alimentação e bebidas desacelerou a 0,95%, de 1,38% em janeiro, mas ainda exerceu o segundo maior impacto no índice do mês. Os preços da alimentação no domicílio subiram 1,12%, com altas da cebola (7,37%), da batata-inglesa (6,79%), das frutas (3,74%), do arroz (3,69%) e do leite longa vida (3,49%). “Neste caso, houve influência do clima, por conta de temperaturas mais elevadas e um maior volume de chuvas”, explicou o gerente da pesquisa, André Almeida. O grupo Transportes também pressionou a inflação de fevereiro com uma alta de 0,72%, após queda de 0,65% no mês anterior. O recuo de 10,71% das passagens áreas foi compensado pelo aumento de 2,93% nos preços dos combustíveis. Todos eles subiram –etanol (4,52%), gás veicular (0,22%), óleo diesel (0,14%) e gasolina (2,93%). O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, teve em fevereiro queda a 57%, de 65% antes.

Reuters

Balança comercial tem superavit de US$ 1, 5 bi na segunda semana de março

Na 2ª semana de março de 2024, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,522 bilhões e corrente de comércio de US$ 12,298 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,91 bilhões e importações de US$ 5,388 bilhões. Esses e outros dados foram disponibilizados na segunda-feira (11/3) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC)

No acumulado do mês até aqui, as exportações somaram US$ 8,638 bilhões e as importações US$ 6,534 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,104 bilhões e corrente de comércio de US$ 15,172 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 59,144 bilhões e as importações US$ 45,098 bilhões, com saldo positivo de US$ 14,046 bilhões e corrente de comércio de US$ 104,242 bilhões. Nas exportações, comparadas às médias até a 2ª semana de março/2024 (US$ 1,4 bi) com a de março/2023 (US$ 1,427 bi), houve crescimento de 0,9%. Em relação às importações, o crescimento no período foi de 13,5% – de US$ 959,64 milhões em 2023 e de US$ 1,09 bi agora. Assim, até a 2ª semana de março/2024, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,5 bi. O saldo, também por média diária, foi de US$ 350,63 milhões. Comparando-se com a média de março/2023, houve crescimento de 5,9% na corrente de comércio. No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2024, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 26,51 milhões (-6,8%) em Agropecuária; queda de US$ 9,94 milhões (-2,7%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 49,26 milhões (7,5%) em produtos da Indústria de Transformação. No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2024, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 6,43 milhões (34,8%) em Agropecuária; crescimento de US$ 44,68 milhões (71,8%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 77,4 milhões (8,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

GOVERNO

Brasil obtém reconhecimento das Filipinas no modelo “system accreditation” para exportação de carnes bovina, suína e aves

No ano passado, o Brasil exportou aproximadamente US$ 700 milhões em carnes para o país do sudeste da Ásia

O governo brasileiro anuncia com satisfação o reconhecimento, por parte das autoridades filipinas, da equivalência de sistemas de inspeção sanitária, especificamente para as exportações brasileiras de carnes bovina, suína e aves. Na prática, em resposta ao pedido brasileiro feito em 2023, o Departamento de Agricultura e Inspeção da Filipinas outorga ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) autorização para certificar e habilitar estabelecimentos auditados pela missão de inspeção do país asiático. Além disso, o acordo inclui a possibilidade de habilitar outras unidades produtivas que atendam aos requisitos estabelecidos. O acordo é válido por três anos, a partir de 28 de fevereiro deste ano. O reconhecimento “system accreditation” atesta o alto nível de confiança no controle sanitário nacional, cujo rigor é reconhecido pelos mais de 150 países que consomem os produtos brasileiros em questão, e permitirá que o Brasil possa incrementar sua participação no setor e contribuir, ainda mais, para garantir a segurança alimentar no país asiático. No ano passado, o Brasil exportou aproximadamente US$ 700 milhões em carnes para as Filipinas, o equivalente a 394 mil toneladas. Já as importações globais das Filipinas dos produtos do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 907,9 milhões, o equivalente a 836 mil toneladas de alimentos. A conquista é mais um resultado da estreita coordenação entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

MAPA

Produção do RS ameniza quebra, mas não evita colheita menor no Brasil

Excesso de chuva na região Sul e o calor excessivo no Brasil central limitaram a capacidade produtiva das lavouras, afirma IBGE. Recuperação da safra no Rio Grande do Sul ajuda a equilibrar a perda que está ocorrendo nas outras regiões. No total, a safra de grãos deve totalizar neste ano 300,7 milhões de toneladas, na previsão do IBGE

O Rio Grande do Sul deve compensar, em parte, a quebra em outras regiões do país, mas não o suficiente para evitar uma redução da colheita de grãos brasileira em 2024. É o que justifica a redução da estimativa de safra por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em levantamento divulgado na terça-feira 12/03. “Tivemos problemas para a implantação da safra deste ano, principalmente na região Centro-sul”, destaca Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE, em áudio divulgado pela instituição. “Temos uma recuperação da safra no Rio Grande do Sul, que teve problemas climáticos importantes nos últimos três anos. Isso ajuda a equilibrar a quebra que está ocorrendo nas outras regiões”, acrescenta. O IBGE estima uma produção de soja de 149,3 milhões de toneladas, 1,8% a menos que no ano passado e 0,8% em relação à estimativa anterior, de fevereiro. No relatório, os técnicos destacam que excesso de chuva na região Sul e o calor excessivo no Brasil central – condições climáticas associadas ao fenômeno El Niño – limitaram a capacidade produtiva das lavouras. A produção de milho deve ser de 116,9 milhões de toneladas, somando primeira e segunda safras. A estimativa é 0,7% inferior à do mês passado. O primeiro ciclo, de verão, deve ser de 25,1 milhões de toneladas, queda de 3% em relação ao relatório anterior. O segundo deve totalizar uma colheita de 91,8 milhões de toneladas, queda de 11,2% na comparação mensal. No total, a safra de grãos deve totalizar neste ano 300,7 milhões de toneladas, na previsão do IBGE. O número é maior que o estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que também divulgou nesta terça-feira seu levantamento referente ao ciclo 2023/24. A Conab espera uma colheita total de 295,6 milhões de toneladas. Segundo a Conab, a produção deve ser de 146,5 milhões de toneladas, 5% a menos que na temporada 2022/23. No relatório, os técnicos pontuam que as lavouras mais tardias não enfrentam problemas climáticos tão severos quanto as mais precoces e encontram situação favorável ao seu desenvolvimento. Se somadas as três safras de milho, a expectativa é que o país tenha 112,7 milhões de toneladas em 2023/24, 14,5% menos que no ciclo passado e 0,9% menos que o apontado no relatório de fevereiro. A segunda safra, de maio volumes, foi projetada pela Conab em 87,4 milhões de toneladas, 14,7% menos que em 2022/23. Em sua análise, o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, destacou a preocupação dos produtores de grãos com os preços, ainda em patamares mais baixos, apesar da quebra de safra. Lembrou que o mercado internacional de soja vem sendo pressionado pela recuperação da safra da Argentina e pelas perspectivas de aumento de área com o grão nos Estados Unidos.“O grande problema é a queda dos preços, principalmente da soja, o que deixa os produtores bem preocupados. Milho também teve queda bastante acentuada”, acrescentou.

Globo Rural

FRANGOS & SUÍNOS

Arroba suína e preço da carcaça sobem em São Paulo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF subiu 1,63%, custando, em média, R$ 125,00, enquanto a carcaça especial aumentou 1,03%, com valor de R$ 9,80/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (11), o preço ficou estável somente no Paraná, custando R$ 6,17/kg. Houve alta de 1,82% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,70/kg, aumento de 2,34% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,13/kg, incremento de 0,34% em Santa Catarina, com valor de R$ 5,97/kg, e de 0,30% em São Paulo, fechando em R$ 6,72/kg.

Cepea/Esalq

Frango: estabilidade nas cotações para o setor

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,60/kg

Na cotação do animal vivo, o preço ficou inalterado no Paraná, custando R$ 4,58/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, valendo R$ 4,42/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (11), a ave congelada ficou com preço estável em R$ 7,33/kg, assim como o frango resfriado, fechando em R$ 7,41/kg.

Cepea/Esalq

Acordo de pré-listing impulsionará exportações de aves e de suínos para filipinas, diz ABPA

Novo acordo firmado pelo Governo Brasileiro com autoridades filipinas democratiza acesso a um dos mais importantes mercados para a proteína animal do Brasil

Uma nova boa notícia agitou o mercado de proteínas na terça-feira, com o anúncio feito ontem pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do reconhecimento, pelas Filipinas, de equivalência de sistema e estabelecimento de pré-listing para as proteínas animais do Brasil. Os exportadores do setor comemoraram a notícia que deve influenciar positivamente o fluxo de exportações neste ano de carne de frango e de carne suína, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O acordo de acreditação de sistema e estabelecimento de pré-listing autoriza todas as empresas habilitadas pelo Sistema de Inspeção Federal a solicitarem o processo de credenciamento para exportar seus produtos para o mercado filipino. As missões técnicas das autoridades do país asiático agora estarão focadas na validação do sistema, não de plantas. Anteriormente, a habilitação era realizada individualmente, com análise documental das autoridades do país asiático. Ao todo, 23 plantas exportadoras de carne de frango e 04 unidades exportadoras de carne suína estavam habilitadas a exportar. Atualmente, as Filipinas são o sexto principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, com 37,4 mil toneladas importadas no primeiro bimestre deste ano.  De carne suína, foram 25,7 mil toneladas no mesmo período, posicionando o mercado como segundo maior importador.  Somadas, as vendas das duas proteínas geraram receitas superiores a US$ 80 milhões apenas nos dois primeiros meses deste ano. “Percentualmente, as Filipinas são o mercado com maior crescimento no setor de suínos e um dos que mais cresce nas importações de carne de frango do Brasil. Quando relacionamos a quantidade de plantas habilitadas até aqui e o volume embarcado, temos uma perspectiva do quão positiva é a expectativa sobre o futuro deste mercado, tanto para a carne de frango como para outros produtos como as carnes de peru e de pato”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. Em 2023, as Filipinas foram o sexto principal destino das exportações brasileiras de carne de frango, com 219,5 mil toneladas importadas – equivalente a 4,4% das exportações brasileiras. Em carne suína, foram 126 mil toneladas, posicionando o mercado como terceiro maior importador, responsável por 10,6% do total exportado. Desde a abertura do mercado, nos anos 2000, as Filipinas importaram 1,435 milhão de toneladas das carnes de frango e suína do Brasil, o equivalente a 57 mil contêineres.

ABPA

Procedimento de avaliação sanitária no abate de frangos é regulamentado no Brasil

O novo procedimento traz avanços na modernização do abate em frigoríficos e favorece a avaliação dos riscos de contaminação nesse processo

Subsidiado por pesquisa da Embrapa Suínos e Aves (SC), o Sistema de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), incorpora a partir deste mês um procedimento inédito para garantir uma identificação mais eficaz de riscos de contaminação da carne por microrganismos no abate de frangos de corte. Trata-se da implementação, em seus autocontroles, do monitoramento microbiológico do desempenho higiênico-sanitário do processo de abate, com indicadores de limites para a Enterobacteriaceae – bactérias encontradas no trato gastrointestinal dos animais. Essas bactérias são consideradas importante indicador da qualidade higiênico-sanitária do processo de abate e como indicador potencial da presença ou ausência de Salmonella spp, uma das principais causas da condenação das carcaças nos frigoríficos. O novo procedimento foi oficializado pela Portaria SDA/MAPA Nº 1.023, publicada no dia 29 de fevereiro, e abrange abatedouros frigoríficos registrados no SIF, vinculado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (Dipoa) do Mapa. “É mais um avanço no trabalho de revisão e modernização do abate em frigoríficos”, comemora o pesquisador da Embrapa, Luizinho Caron, líder do projeto “Revisão e modernização do Sistema de Inspeção Federal de abatedouros de aves”, em andamento desde 2016, quando a Embrapa foi demandada pelo Mapa/Dipoa para elaborar uma proposta de modernização da inspeção que fosse baseada no manejo do risco.

“A partir da aplicação desse procedimento, os frigoríficos têm como avaliar efetivamente o risco que o seu processo apresenta à saúde. Outra vantagem é que, com base nessa avaliação, será possível identificar os lotes de produção com problemas e agir com medidas específicas no seu sistema de abate”, explica o pesquisador. No processo de abate as carcaças de frangos com alterações ou contaminações são condenadas, atingindo aproximadamente 5,99% das aves abatidas, as quais são destinadas à produção de produtos não comestíveis. Essa condenação tem base na avaliação do animal “ante” e “post mortem”, mediante alterações em características físicas, que classificam a carcaça como condenada parcial ou total, sendo 85% e 15% do total de condenação. Segundo pesquisadores da Embrapa, as principais causas de condenações registradas pelo SIF durante o abate de frangos são as contaminações gastrointestinais, com 26,2% das condenações. Depois, vem as condenações por lesões traumáticas com 24,8%, lesões de pele inespecíficas com 13,3% e 35,7% sendo por outras causas.

Embrapa Suínos e Aves

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