CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2174 DE 05 DE MARÇO DE 2024

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Ano 10 | nº 2174 |05 de março de 2024

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo estável em São Paulo

Mercado começou a primeira semana de março sem mudança de preços, com a ponta compradora e a ponta vendedora aguardando as definições do mercado para se movimentarem. Sendo assim, as cotações estão estáveis para todas as categorias

O boi comum está cotado em R$ 230/@, a vaca em R$ 205/@ e a novilha em R$ 220/@ (preços brutos e a prazo). A arroba do “boi-China” está valendo R$ 235 mercado paulista, com um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. Vencimento do contrato futuro do boi gordo em fevereiro/24 na B3. No último dia de funcionamento da B3, em fevereiro, houve a liquidação do contrato futuro do boi gordo, cujo código é BGIG24. A cotação da arroba nesse vencimento, segundo o indicador calculado pelo Cepea, ficou em R$235,40. No mercado atacadista de carne com osso, apesar de melhora nas cotações da carne com osso, o mercado ainda está enfraquecido e esperando por melhor escoamento durante a semana por conta do recebimento de salários. As cotações das carcaças casadas de bovinos castrados e inteiros subiram 3,2% e 1,4%, respectivamente, na comparação semana a semana. Na semana, o destaque fica para os dianteiros de boi castrado e de boi inteiro, que tiveram altas de 6,3%. As outras proteínas seguem em desvalorização, com a carcaça especial suína*, queda de 5,2% na semana, e o frango médio** com queda de -1,9%. Portanto, a carne suína está mais competitiva.  Nas mesmas condições. *Animal abatido, sem vísceras, patas, rabo e gargantilha. **Ave que leva em consideração o peso médio da linhagem para um lote misto, com rendimento de carcaça estimado em 74,0%.

Scot Consultoria

Mercado do boi gordo inicia março na estabilidade

Frigoríficos estão com estoques elevados de carne bovina e escalas de abate estão mais alongadas, em dez dias úteis, na média. Preço do boi gordo está abaixo de R$ 230 por arroba em São Paulo

O mês de março começa com relativa estabilidade no mercado interno de boi gordo, avalia a consultoria Agrifatto. Os analistas afirmam que a expectativa é de melhora no consumo doméstico de carne. No entanto, a oferta considerada volumosa traz incerteza em relação ao movimento das cotações da arroba. “Na B3, após passar por quedas intensas na última semana, os contratos já começaram a demonstrar altas”, avalia a Agrifatto, ressaltando que as escalas de abate estão em torno de dez dias. As cotações na bolsa brasileira estão entre R$ 225 e R$ 226 por arroba. Levantamento da Scot Consultoria aponta arroba valendo R$ 228 à vista em Araçatuba (SP). Na região do Triângulo Mineiro, R$ 218, mesmo valor da região sul de Goiás. Nas principais praças de Mato Grosso, o boi gordo à vista foi cotado a R$ 203 por arroba. “Mercado começou a primeira semana de março sem mudança nos preços, com a ponta compradora e a ponta vendedora aguardando definições”, avalia a Scot, em boletim. “Apesar da melhora nas cotações da carne com osso, o mercado ainda está enfraquecido e esperando por melhor escoamento durante a semana”, acrescenta. Fevereiro terminou com queda nos preços, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A referência com base em São Paulo acumulou baixa de 3,92%. Na quinta-feira (29/2), ficou em R$ 235,40 por arroba. “A pressão segue firme, muito por causa do escoamento muito baixo que estamos vendo. Câmara fria está lotada nos frigoríficos e o pessoal do varejo começa a testar preços mais para baixo”, afirma Pedro Gonçalves, da Scot Consultoria, em vídeo no site da empresa. Ele acrescenta que, como os estoques na indústria ainda estão elevados, os frigoríficos também acabam oferecendo valores mais baixos para os pecuaristas. E ainda há uma oferta elevada de fêmeas nas principais praças, outro fator que eleva a oferta de animais disponíveis para abate e, consequentemente, pressiona preços. “O que é normal. A oferta de fêmeas no primeiro semestre costuma ser normal, muito por causa das fêmeas que não ficaram prenhas na estação de monta e acabam indo para descarte”, explica o analista. Também no vídeo, Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, acrescenta que, além da pecuária estar vivendo um ciclo de baixa dos preços do boi gordo, o momento atual é de “safra”. E como não houve nenhum “fato novo” que movimente o mercado, a situação das cotações se mantém. “Esse tem sido o comportamento de preços, que não tem mudado muito. Estamos entrando em março e esse é o comportamento dos preços”, ressalta Torres.

Globo Rural

Arroba do boi cai novamente no Brasil

O mercado físico do boi gordo começou a semana registrando queda nos preços da arroba nas principais praças

O ambiente de negócios ainda sugere a continuidade deste movimento, considerando o avanço da oferta no Centro-Norte do país, em especial de fêmeas. Desta forma, os frigoríficos não encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, que atendem entre nove e dez dias úteis em média. “Por sua vez, o pecuarista até encontra condição para cadenciar o ritmo dos negócios, no entanto, o que se torna apenas um limitador para quedas mais agressivas, pois mesmo com a adoção desse tipo de estratégia o viés ainda é baixista”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Cotações: São Paulo (Capital): R$ 231. Goiânia (GO): R$ 218. Uberaba (MG): R$ 227. Dourados (MS): R$ 223. Cuiabá: R$ 206. O mercado atacadista ainda tem acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, a expectativa ainda é de alguma alta durante a primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. “Mas, diante do cenário confortável das escalas de abate, mesmo uma eventual alta dos preços da carne no atacado não será suficiente para alterar a dinâmica dos preços do boi gordo”, afirma Iglesias. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 18 por quilo. O quarto dianteiro permanece cotado a R$ 12,80 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 12,80 por quilo.

Agência Safras

Índice de custo de produção de bovinos confinados – fevereiro/24

Na edição nº 81, referente ao mês de fevereiro, a equipe do Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) observou aumento nos custos para as propriedades CSPm (0,72%) e CSPg (0,94%) e, redução para CGO (2,08%) em relação ao mês anterior

Considerando a avaliação em um período mais longo, de fevereiro de 2023 a fevereiro de 2024, constatamos reduções no ICBC, atingindo -26,64%, -25,22% e -31,08%, para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. A análise dos custos de alimentação revela redução de 18,33% para o caroço de algodão no estado de São Paulo. O preço da soja reduziu 11,48% em Goiás, enquanto o preço do milho aumentou 0,94%. Em São Paulo o preço do milho aumentou 6,36%, enquanto a soja reduziu 2,22% apenas. No contexto dessas variações, os custos de alimentação passaram a representar 69,56%, 68,49%, e 72,22% dos custos da diária-boi (CDB) para CSPm, CSPg, e CGO, respectivamente. Em comparação com o mês anterior, dezembro, essas proporções não variaram significativamente. O software RLM otimizou a formulação da dieta para custos mínimos. A taxa Selic utilizada nos cálculos foi de 11,25% aa, em comparação com 13,75% aa há um ano. Taxas superiores resultam em custos de oportunidade mais elevados para a remuneração do capital de giro, imobilizado e da terra. Os custos de oportunidade atingiram 14,31%, 10,86%, e 11,83% do custo da diária-boi (CDB) para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Propriedades com uso mais intensivo de bens de capital conseguem otimizar custos fixos e os associados a oportunidades, conferindo um diferencial competitivo. Por fim, os custos da diária-boi (CDB) para os confinamentos CSPm, CSPg e CGO variaram em comparação ao mês anterior. O Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) considera o Custo da Diária-Boi (CDB) como referência para o comparativo mensal. Na tabela 2 abaixo, apresentamos a composição do custo total (CT), incluindo a aquisição de animais (item de custo variável) para o confinamento, o componente mais relevante no CT. No levantamento da nossa equipe, registramos os preços de aquisição do boi magro de R$ 7,34/kg em São Paulo e R$ 7,13/kg em Goiás, representando 64,74%, 61,25%, e 65,16% do CT para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Comparando com o mês de fevereiro de 2023, onde os preços de aquisição estavam a R$ 9,36/kg em São Paulo e R$ 8,93/kg Goiás, é possível observar uma redução percentual de 21,58% e 20,16% em São Paulo e Goiás, respectivamente. Os custos totais por arroba indicados tiveram reduções de 3,45%, 3,18% e 3,75% nas propriedades representativas CSPm, CSPg e CGO, respectivamente, entre e janeiro de 2024 e fevereiro de 2024. No mês de fevereiro, os preços de aquisição de animais reduziram 5,33% em São Paulo e 4,44% em Goiás. Os valores da arroba do boi gordo também registraram reduções em São Paulo (2,94%), alcançando R$ 235,05/@, e em Goiás (3,40%), atingindo R$ 217,67/@. Em síntese, os confinadores paulistas e goianos poderiam obter lucros de R$ 13,72/@, R$ 14,62/@ e R$ 11,66/@ na venda do boi gordo para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. O monitoramento contínuo dos indicadores de custo é vital para a tomada de decisões estratégicas na atividade.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP

Produção de carne bovina no Brasil deve crescer em 2024, diz USDA

Para atingir esse volume, o país deve abater 46,15 milhões de bovinos em 2024, acima dos 44,41 milhões de animais registrados em 2023

O Brasil deverá produzir 11,365 milhões de toneladas de carne bovina (em equivalente carcaça) em 2024, segundo informações divulgadas pelo boletim Gain Report, de adidos do departamento de agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume deve superar os 10,950 milhões de toneladas registradas em 2023. A previsão é de que o Brasil exporte 2,955 milhões de toneladas de carne bovina, superando as 2,898 milhões de toneladas embarcadas no ano passado. O consumo interno deve ficar em 8,465 milhões de toneladas neste ano, à frente das 8,107 milhões de toneladas em 2023. No caso da carne suína, o USDA prevê uma produção de 4,475 milhões de toneladas. Para atingir o volume, o país deve abater 47,64 milhões de suínos neste ano, acima dos 45,99 milhões de animais registrados no ano passado. A previsão é de que o país exporte 1,5 milhão de toneladas de carne suína, superando as 1,414 milhão de toneladas embarcadas em 2023. O consumo interno deve ficar em 3,177 milhões de toneladas, à frente das 3,063 milhões de toneladas demandadas no ano passado.

Canal Rural

Rabobank espera recuperação da demanda doméstica por carne bovina após carnaval

A demanda doméstica por carne bovina tende a se recuperar após o carnaval, mas o aumento do abate de fêmeas, que deve subir para o pico em março, continua a pressionar preços do gado vivo, segundo relatório divulgado pelo Rabobank na semana passada

“Mesmo com bons níveis de demanda externa, a queda sazonal no consumo doméstico em conjunto com o leve aumento nos abates de fêmeas interrompeu a recuperação dos preços do gado vivo que começou em dezembro de 2023”, disse o Rabobank. Informações parciais do Rabobank estimam uma queda de 4% nos preços do gado vivo em fevereiro ante janeiro. Em janeiro, as exportações brasileiras de carne bovina bateram um recorde para o mês em volume, embora o preço médio das exportações tenha caído na comparação anual. A conquista de novos mercados para exportação de carne bovina brasileira ao longo de 2023, incluindo Canadá, Indonésia, México e Rússia, além dos acordos de pre-listing assinados com Cingapura e Egito, devem colaborar para o bom ritmo dos embarques brasileiros em 2024.

Carnetec

ECONOMIA

Dólar tem leve queda com mercado à espera de dados dos EUA e Powell

O dólar caiu ligeiramente frente ao real na segunda-feira, com investidores evitando fazer grandes apostas antes de dados econômicos dos Estados Unidos e de falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell

A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 0,12%, a 4,9488 reais na venda. Na B3, aonde os negócios vão além das 17h, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,16%, a 4,9590 reais. “O principal fator de incerteza é como as nações mais fortes economicamente irão reagir aos desafios da inflação e quais são seus planos para a política monetária”, disse Diego Costa, chefe de Câmbio para Norte e Nordeste da B&T Câmbio. “A quebra de expectativa de seis cortes de juros nos Estados Unidos e uma perspectiva de início de afrouxamento monetário na zona do euro apenas no meio do ano deixou o mercado mais cauteloso… Para calibrar essas expectativas, o mercado segue atento aos indicadores, às falas de representantes dos bancos centrais. “O chair do Fed, Jerome Powell, dará depoimento a parlamentares na quarta e na quinta-feira, fala que virá após moderação recente nas apostas de mercado sobre cortes de juros. No mês passado, dados dos índices de preços ao consumidor e ao produtor dos Estados Unidos surpreenderam para cima, embora a inflação medida pelo PCE — indicador preferido do Fed — tenha ficado dentro do esperado. “Nos EUA, embora o relatório de inflação PCE de janeiro não tenha impressionado muito as expectativas, a tendência de alta nos preços não parece estar se dissipando. Juntamente com a ausência de quaisquer sinais sérios de desaceleração no mercado de trabalho dos Estados Unidos, isso parece excluir a possibilidade de cortes na taxa de juros do Federal Reserve nos próximos meses”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercado do Ebury Bank. Na segunda-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse em relação ao quadro fiscal do Brasil que o governo tem condições de entregar um resultado que surpreenda para melhor, o que, segundo alguns participantes do mercado, pode ter ajudado a apoiar o real, embora o foco tenha permanecido no cenário externo.

Reuters

Ibovespa fecha em queda em sessão de baixa liquidez

Sessão não teve gatilhos macroeconômicos nem apetite por risco nos mercados globais diante de incertezas sobre o início do ciclo de afrouxamento monetário nos EUA

Em sessão sem gatilhos macroeconômicos e com baixo apetite por risco nos mercados globais diante de incertezas sobre o início do ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos e com agenda cheia nos próximos dias, o Ibovespa hoje teve sessão negativa e com pouca liquidez. No fim do dia, o índice recuou 0,65%, aos 128.341 pontos. Nas mínimas intradiárias, tocou os 128.278 pontos, e, nas máximas, os 129.307 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 18h20) foi de R$ 12,80 bilhões no Ibovespa e R$ 17,82 bilhões na B3. Em Nova York, o índice S&P 500 recuou 0,12%, aos 5.130 pontos, o Dow Jones fechou em queda de 0,25%, aos 38.989 pontos, e o Nasdaq caiu 0,41%, aos 16.207 pontos. Agentes aguardam, nos próximos dias, uma série de eventos como os testemunhos do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no Congresso americano, e a divulgação do relatório do mercado de trabalho dos EUA (“payroll”) de fevereiro. Na China será divulgada pelo governo a meta de crescimento do país para o ano. “O mercado está esperando os eventos da semana. Com o investidor local com convicção baixa e o estrangeiro sacando recursos, a liquidez diminui e fica até chato acompanhar o pregão”, diz um analista. “Se pensarmos que o estrangeiro sacou R$ 9,45 bilhões em fevereiro e a bolsa ainda teve alta mensal de 0,97%, me parece que o investidor local foi às compras. Mas o apetite pode ter diminuído nos últimos dias devido à falta de gatilhos”, aponta um gestor.

Valor Econômico

BNDES tem lucro líquido de R$ 11,9 bi em 2023, queda anual de 5% ante 2022

De acordo com o diretor financeiro do banco, Alexandre Abreu, o resultado foi influenciado pela devolução de recursos ao Tesouro Nacional

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 11,9 bilhões em 2023, uma queda anual de 5% em relação a 2022. Os números foram apresentados hoje pelo diretor financeiro do BNDES, Alexandre Abreu, durante a divulgação do balanço da instituição. De acordo com Abreu, o resultado foi influenciado pela devolução de recursos ao Tesouro Nacional. O diretor afirmou que a instituição está trabalhando para recompor a situação do caixa. “Se tivéssemos mantido o caixa e não devolvido recursos ao Tesouro, teríamos resultado R$ 1,1 bilhão superior e um lucro de R$ 13 bilhões em 2023”, observou. Já o lucro recorrente do BNDES atingiu R$ 5,3 bilhões no quarto trimestre, registrando alta anual de 54%. O patrimônio líquido do BNDES ficou em R$151,3 bilhões, um aumento anual de 15%. A carteira de participações acionárias teve ganhos de R$ 17,3 bilhões no ano passado. “A decisão de não vender os ativos e prorrogar junto ao TCU [Tribunal de Contas da União] e Fazenda a dívida com o Tesouro se mostrou acertada”, disse o diretor financeiro. Na apresentação, o banco informou ainda ter registrado um crescimento anual de 88% nas consultas e 32% nas aprovações em 2023. Os desembolsos, por sua vez, subiram 17%. O BNDES desembolsou R$ 114,4 bilhões em 2023, informou nesta segunda-feira (4) o diretor de planejamento da instituição, Nelson Barbosa. De acordo com Barbosa, 82% do crédito foi oferecido a taxas de mercado, sem subsídio. Os desembolsos cresceram 17% em 2023 frente a 2022 e representaram 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado. “Em 2022, os desembolsos representaram 1% do PIB. Já houve recuperação em 2022 e ela continuou em 2023”, afirmou. O banco trabalha com a expectativa de desembolsar de R$ 125 bilhões a R$ 160 bilhões em 2024, segundo o diretor. “R$ 125 bilhões é basicamente estável em relação ao PIB, cerca de 1,1%. Já R$ 160 bilhões representaria 1,4%. Quanto maior o investimento na economia, maiores tendem a ser os desembolsos do BNDES”, disse. O diretor de planejamento disse ainda que o BNDES adquiriu 25% das debêntures de infraestrutura emitidas no ano passado, mostrando que o banco complementa o mercado de capitais e não o substitui. Na apresentação, o banco também divulgou que as captações internacionais atingiram US$ 3,2 bilhões em 2023 e que está negociando outro US$ 3,9 bilhões.

Valor Econômico

EMPRESAS

Frigol sai do vermelho e tem lucro de R$ 21 milhões no 4º trimestre

Receita do trimestre cresceu 15,7%, para R$ 892 milhões. No ano, porém, resultado líquido foi menor do que em 2022

Quarto maior frigorífico de carne bovina do país, a Frigol informou que teve um lucro líquido de R$ 21,1 milhões no quarto trimestre do ano passado. No mesmo período de 2022, havia registrado prejuízo de R$ 22,5 milhões. A receita da companhia chegou a R$ 892,2 milhões no trimestre, alta de 15,7% em relação aos R$ 771,3 milhões de um ano antes. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu mais de dez vezes, de R$ 6,3 milhões para R$ 72,2 milhões, e a margem Ebitda subiu de 0,9% para 8,4%. O desempenho no último quarto do ano não foi suficiente para garantir um resultado robusto em 2023. No ano que passou, a receita da Frigol recuou 13,6%, de R$ 3,77 bilhões para R$ 3,26 bilhões, e o lucro líquido caiu 59%, de R$ 132,9 milhões para R$ 54,5 milhões. Eduardo Miron, CEO da companhia, afirmou, em entrevista ao Valor, que a comparação com 2022, que foi um ano fora da curva para o setor como um todo, explica em parte a queda no resultado anual. Segundo ele, a companhia também sentiu no primeiro trimestre de 2023 os efeitos da desaceleração da demanda chinesa e do embargo de um mês da China à carne bovina brasileira, após a confirmação de um caso atípico de vaca louca em fevereiro. “Tivemos que lidar com o estoque que não foi aceito pela China, o que não é simples”. Em uma ampla sala de reunião na capital de São Paulo, Miron estava confortável ao falar dos resultados. Apesar de tudo, o Ebitda foi de R$ 146,7 milhões em 2023, menor apenas que os R$ 250,8 milhões do ano anterior. Ambos os resultados se concretizaram sob o comando do executivo, que assumiu em dezembro de 2021. “O trabalho duro às vezes anda lado a lado com a sorte”, brincou. O ano de 2023 foi marcado pela expansão da capacidade de abate da Frigol. A empresa investiu R$ 15 milhões, elevando em 20% os abates no comparativo ano a ano. Como as obras foram concluídas no segundo trimestre, a empresa projeta que pode ampliar os níveis em mais 20%. Segundo Miron, apesar do gasto importante em despesas de capital, que chegaram a R$ 40 milhões no todo, a alavancagem subiu apenas 0,1 ponto para 1,2 vez em 2023. A Frigol tem uma planta dedicada a atender a demanda chinesa, em Água Azul do Norte (PA), com capacidade para abater 1,3 mil animais por dia. Em São Félix do Xingu (PA), das cerca de 700 cabeças que vão para o gancho diariamente, 500 têm como destino Israel e atendem o padrão kosher — e há potencial para aumentar essa planta para 1 mil cabeças por dia. A terceira unidade fica em Lençóis Paulista (SP), atende mercado interno, China e União Europeia, e tem capacidade para cerca de 1 mil cabeças por dia. No ano passado, a taxa de utilização das plantas da Frigol ficou entre 85% e 90%, índice que também foi reduzido devido ao embargo da China. Outro sinal da pisada no freio dos chineses é que o mercado brasileiro representou 50,2% da receita da empresa em 2023, acima dos 47% de 2022. Para este ano, Miron vê sinais de que o mercado interno está mais aquecido e os preços de exportação para China se estabilizaram, ainda que longe dos níveis de 2022. Também contribui para reduzir a dependência de Pequim o fato de que alguns cortes começam a ter margens melhores no mercado doméstico e em outros países compradores. “Mas ainda temos um programa direcionado à China, e acredito que podemos atender clientes com consistência e qualidade”, disse ele.

Globo Rural

FRANGOS & SUÍNOS

Estabilidade nas cotações do mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 122,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,20/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (1), houve tímida alta de 0,17% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 6,02/kg, e leve queda de 0,15% em São Paulo, caindo para R$ 6,60/kg. Os valores ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,38/kg), Paraná (R$ 6,09/kg), e em Santa Catarina (R$ 5,89/kg).

Cepea/Esalq

Frango vivo cai 3,06% em Santa Catarina

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,65/kg

Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável no Paraná, valendo R$ 4,61/kg, enquanto em Santa Catarina, houve queda de 3,06%, chegando a R$ 4,44/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (1), a ave congelada teve leve alta de 0,28%, chegando a R$ 7,28/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,27%, custando R$ 7,35/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

China emite novos regulamentos para evitar grandes oscilações na capacidade de produção de suínos

A China emitiu na segunda-feira novas regulamentações para controlar a capacidade de produção de suínos do país, depois que uma expansão agressiva das fazendas nos últimos dois anos levou a um excesso de oferta de suínos e a perdas crescentes

A suinocultura, tal como outros sectores chineses, desde a construção de casas até os veículos eléctricos, tem priorizado nos últimos anos o crescimento e a quota de mercado em detrimento dos lucros, criando um excedente que fez baixar os preços dos suínos e está agora a excluir as importações. Com a procura em recessão, a indústria tem estado sob pressão para reduzir os seus rebanhos reprodutores e vender explorações. O Ministério da Agricultura da China, num comunicado, disse que grandes flutuações na capacidade de produção de suínos do país deveriam ser eficazmente evitadas. “A faixa normal de retenção e flutuação de fêmeas férteis e a redução da capacidade de produção e outras medidas estabelecidas no plano regulatório (anterior) não estão mais bem adaptadas para garantir uma produção suína estável sob a nova situação”, afirmou. A retenção normal de porcas reprodutoras será ajustada dinamicamente de acordo com as mudanças no consumo de carne suína e na eficiência da produção suína, afirmou. A China reduziu na semana passada o limite de retenção normal de porcas reprodutoras de 41 milhões para 39 milhões. De acordo com o edital, medidas regulatórias serão acionadas quando o número de porcas reprodutoras aumentar ou diminuir excessivamente para garantir um fornecimento estável de suínos. Ele disse que o número de suínos reprodutores nas principais fazendas nacionais permanecerá em mais de 150 mil cabeças e não menos que 120 mil cabeças. A China, que cria metade dos suínos do mundo, também detalhou medidas para estabilizar o número de grandes explorações suinícolas em mais de 130 mil.

Reuters

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