CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2261 DE 09 DE JULHO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2261 | 09 de julho de 2024

 

NOTÍCIAS

Estabilidade no mercado pecuário em São Paulo

A semana começa sem mudança nos preços nas praças paulistas. Com boa oferta de boiadas e aumento no consumo de carne, como esperado para o início do mês, o cenário é de equilíbrio

Desse modo, as cotações do boi gordo estão apregoadas em R$220,00/@, a da vaca em R$197,00/@ e a da novilha em R$212,00/@. O “boi China” está sendo comercializado em R$225,00/@, ágio de R$5,00/@. Todos os preços brutos e com prazo. Na comparação feita dia a dia, a cotação da novilha subiu R$0,15/kg na região de Pelotas. O preço não mudou para as demais categorias. Na região Oeste o quadro é de estabilidade. Na região de Pelotas, o boi gordo está sendo negociado em R$8,50/kg, a vaca em R$7,60/kg e a novilha em R$8,65/kg. Na região Oeste, o boi está cotado em R$8,50/kg, a vaca em R$7,55/kg e a novilha em R$8,15/kg. Não há referência de “boi China” nessas regiões. Com boas expectativas para a primeira quinzena de julho, e com o bom volume de negócios da última semana, os preços subiram. A cotação da carcaça casada de boi inteiro subiu, em média, 1,1%, negociada em R$14,35/kg e a da carcaça do boi castrado subiu 2,6%, sendo negociada por R$15,65/kg. Para a carcaça da vaca casada e da novilha, as cotações subiram 2,1% e 1,0%, precificadas em R$14,30/kg e R$14,65/kg, respectivamente. A cotação do frango médio* está em R$6,20/kg, aumento de 1,6% na semana. No mesmo período, a carcaça especial suína** subiu 3,8%, cuja cotação média está em R$11,00/kg. Sendo assim, a competitividade da carne bovina melhorou frente a carne de frango – que ganhou competitividade perante a carne suína.

Scot Consultoria

Boi: semana começa com lentidão e preços aquecidos no atacado

Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 227,88. Já em Goiás, a indicação média foi de R$ 213,93

O mercado físico do boi iniciou a semana com preços pouco alterados nas principais praças de produção e comercialização do país. “Algumas indústrias estão ausentes na compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no restante da semana”, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Ainda são registradas algumas negociações acima da referência média país afora. Até mesmo no Pará começa um tímido movimento de recuperação dos preços. Já em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, a propensão a reajustes é maior, em função das escalas de abate que seguem encurtadas. Exportações seguem em ótimo nível, com o Brasil caminhando a passos largos para mais um recorde de exportação, pontuou Iglesias. Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 227,88. Já em Goiás, a indicação média foi de R$ 213,93 para a arroba do boi gordo. Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 218,53. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 215,18. No Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 209,65. O mercado atacadista volta a se deparar com alta das cotações no início da semana. O ambiente de negócios ainda sugere alta dos preços no curto prazo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 13,05, alta de R$ 0,05. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 17,50 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 12,75 por quilo. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 240,471 milhões em julho (cinco dias úteis), com média diária de US$ 48,094 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 54,204 mil toneladas, com média diária de 10,840 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.436,40. Em relação a julho de 2023, há alta de 32,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 41,6% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,4% no preço médio.

Agência Safras

Embarques de carne bovina in natura alcançam 54,2 mil toneladas na primeira semana de julho/24

Média diária exportada de carne bovina avança 41,6%. Preços médios tem queda de 6,04%

O volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada atingiu 54,2 mil toneladas nos primeiros cinco dias úteis de julho/24, apontou a Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).  No mês de julho do ano anterior, o volume exportado alcançou 160,7 mil toneladas em 21 dias úteis. A média diária exportada na primeira semana de julho/24 ficou em 10,8 mil toneladas e registrou um incremento de 41,6%, frente ao volume total exportado em julho/23 que ficou em 7,6 mil toneladas. O preço médio ficou com US$ 4.436 mil por tonelada, queda de 6,04% frente aos dados divulgados em julho de 2023, com preços médios de US$ 4.740 mil por tonelada. O valor negociado para o produto na primeira semana de julho/24 ficou em US$240,4 milhões, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de julho do ano anterior foi de US$ 762,2 milhões. A média diária ficou em US$ 48 milhões e registrou um avanço de 32,5%, frente ao observado no mês de julho do ano passado, que ficou em US$ 36,2 milhões.

Agência Safras

Frigoríficos mantêm escalas de abate

Na média nacional, programações das unidades brasileiras seguem confortáveis, em 10 dias úteis, informa Agrifatto

Os frigoríficos permanecem cautelosos, comprando apenas o necessário para manter as suas escalas de abate alongadas. Nesse cenário, a média nacional das programações de abate fechou em 10 dias úteis na última sexta-feira (5/7), mostrando estabilidade em relação à semana anterior. Quadro atual das escalas de abate em algumas das principais regiões brasileiras (Fonte: Agrifatto) Tocantins – Foi um dos destaques da última semana, com avanço de 2 dias úteis em comparação ao quadro apresentado na semana anterior —as programações de abate ficaram em 11 dias úteis, maior patamar registrado desde 21/06/2024. Mato Grosso – O estado seguiu o caminho oposto, apresentando recuo de 1 dia útil em comparação a semana anterior, encerrando o período em 10 dias úteis, mesmo nível observado em 07/06/2024. Pará – Também fechou a semana com recuo de 1 dia útil nas escalas de abate, que ficaram em 11 dias úteis. Mato Grosso do Sul/Goiás – Ambos Estados apresentaram estabilidade nas suas programações de abate, fechando a semana em 8 dias úteis. Rondônia – Registrou avanço de 1 dia útil nas escalas de abate, fechando a semana em 14 dias úteis. Paraná – Apresentou estabilidade frente sobre o fechamento da sexta-feira anterior, com escalas em 7 dias úteis. São Paulo – Também registrou estabilidade no comparativo semanal, terminando o período semanal em 11 dias úteis. Minas Gerais – Apresentou estabilidade, fechando a semana em 11 dias úteis de escala.

Portal DBO

Embarques de gado vivo sobem 74% em junho/24

Em receita, vendas de bovinos em pé cresceram 42,6%, para US$ 93, 74 milhões

As exportações brasileiras de gado vivo registraram 119,3 mil cabeças em junho/24, o que representa crescimento de 74% sobre igual período do ano passado, de 68,6 mil unidades, informa a Agrifatto. Na comparação com resultado de maio/24 (67,45 mil bovinos), houve avanço de 77%. Em receita, as exportações de gado vivo atingiram US$ 93,74 milhões em junho/24, 42,6% a mais que em junho/23, de US$ 65,75 milhões. Na comparação com maio/24 (U$ 46,9 milhões), foi registrado aumento de quase de 100%. Em junho/24, os três maiores destinos de gado vivo foram Iraque, com 35,3 mil, o Egito, com 34,6 e a Turquia (33,8 mil animais). “Poucos países são aptos a realizarem esse tipo de comércio e o Brasil encontra-se dentro desse seleto grupo, o que é um nicho para a pecuária mundial devido ao baixo volume”, destacam os analistas da Agrifatto.

Portal DBO

ECONOMIA

Dólar tem leve alta com mercado à espera de dados de inflação e Powell

O dólar à vista interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas em queda e fechou a segunda-feira em leve alta ante o real, com investidores à espera de declarações do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, e de dados de inflação no Brasil e nos EUA no restante da semana

Numa sessão de liquidez um pouco menor, antecedendo o feriado de terça-feira em São Paulo, o dólar à vista encerrou cotado a 5,4769 reais na venda, em leve alta de 0,26%. Em 2024, a divisa acumula elevação de 12,89%. Às 17h03, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,25%, a 5,4885 reais na venda. As cotações perderam força e se reaproximaram da estabilidade no início da tarde. Às 13h01, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 5,4569 reais (-0,11%), para depois retomar os leves ganhos até o fechamento. Tanto os investidores no Brasil quanto no exterior, conforme um operador ouvido pela Reuters, aguardavam o restante da semana, quando haverá gatilhos com potencial para alterar as cotações. Jerome Powell prestará depoimento ao Senado dos EUA na terça-feira e à Câmara na quarta-feira, quando investidores estarão atentos às pistas sobre o futuro da política monetária norte-americana. Na quarta-feira sai o IPCA — o índice de inflação oficial do Brasil — e na quinta-feira será divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA. Na sexta-feira é a vez do índice de preços ao produtor (PPI) norte-americano. No Brasil, a terça-feira será de feriado em São Paulo, em comemoração à Revolução Constitucionalista de 1932. A B3 funcionará normalmente, o que inclui o mercado de câmbio. Outro profissional ouvido pela Reuters pontuou, no entanto, que apesar de as Tesourarias de bancos e corretoras em São Paulo funcionarem na terça, acompanhando a B3, muitas empresas que participam do mercado de câmbio estarão fechadas no feriado, o que pode reduzir um pouco a liquidez no mercado à vista. As demais praças do país — incluindo o Rio de Janeiro — funcionarão normalmente. Pela manhã, o relatório Focus do Banco Central mostrou que a projeção mediana do mercado para o IPCA em 2024 foi de 4,00% para 4,02%. Para 2025 a projeção passou de 3,87% para 3,88%, na décima elevação semanal consecutiva. O dólar projetado para o fim de 2024 e 2025 está em 5,20 reais.

Reuters

Ibovespa tem alta discreta com apoio de Petrobras

O Ibovespa fechou com um acréscimo tímido na segunda-feira, em mais uma sessão de volume reduzido, com o desempenho robusto das ações da Petrobras após anunciar aumento no preço da gasolina prevalecendo sobre o declínio dos papéis de Vale e Banco do Brasil

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa registrou variação positiva de 0,22%, a 126.548,34 pontos, confirmando o sexto pregão seguido fechando no azul, após marcar 125.613,54 pontos na mínima e 126.551,30 pontos na máxima da sessão. O volume financeiro somou 19,25 bilhões de reais, de uma média diária no ano de 23,6 bilhões de reais. Na visão de Gabriel Mollo, analista de investimentos do Banco Daycoval, o mercado refletiu nesta sessão o clima de espera entre agentes financeiros para a divulgação de dados de inflação, bem como para as falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ao longo da semana. Da agenda macro, as atenções estarão voltadas particularmente para o IPCA de junho na quarta-feira — na cena doméstica — e para o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos de junho na quinta-feira — na cena externa. De acordo com economistas do Bradesco, o CPI nos EUA pode intensificar a percepção dos mercados de que o início do ciclo de corte de juros pelo Fed ocorrerá ainda em setembro. Powell, por sua vez, fala já na terça-feira perante o Comitê Bancário do Senado norte-americano, em sua participação semestral no Congresso dos EUA, que inclui ainda testemunho ao Comitê de Serviços Financeiro da Câmara dos Deputados na quarta-feira, ambos com previsão de começar às 11h (horário de Brasília).

Reuters

IGP-DI desacelera mais do que o esperado em junho com arrefecimento de alimentos, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou sua alta mais do que o esperado em junho devido ao arrefecimento nos preços dos alimentos tanto ao produtor quanto ao consumidor, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira

O IGP-DI subiu 0,50% em junho, depois de avanço de 0,87% no mês anterior, abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,59%. O resultado levou o índice a subir 2,88% em 12 meses. “O índice ao produtor antecipa o arrefecimento das pressões sazonais sobre os alimentos in natura, ao mesmo tempo em que mostra a desaceleração na variação dos preços dos alimentos processados. Esses movimentos indicam a redução da influência dos alimentos na inflação ao consumidor”, disse André Braz, coordenador dos índices de preços. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,55%, de alta de 0,97% no mês anterior. No IPA, a alta no estágio de Bens Finais enfraqueceu a 0,41% em junho, ante 0,73% no mês anterior, sendo que a principal contribuição para esse movimento foi do subgrupo de alimentos processados, que registrou no mês uma alta de 1,14%, ante 1,92% em maio. Braz ainda destacou a desaceleração no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — como um fator para o resultado do índice geral. O IPC mostrou que a alta dos preços aos consumidores foi de 0,22% em junho, de 0,53% em maio. Seis das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (0,87% para -0,75%), Habitação (0,41% para 0,13%), Transportes (0,49% para 0,19%), Alimentação (0,72% para 0,50%), Comunicação (0,46% para -0,08%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,67% para 0,57%). O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou arrefecimento da alta a 0,71% em junho, de 0,86% antes.

Reuters

Boletim Focus: mercado eleva previsão de inflação e de PIB para 2024

Projeções para Selic e câmbio ficaram no mesmo patamar da semana passada

As previsões do relatório Focus, do Banco Central, mostram um avanço da inflação para 2024. A mediana para o IPCA deste ano avançou de 4% para 4,02%, mais de 1 ponto porcentual acima do centro da meta, de 3%. Um mês atrás, era de 3,90%. A mediana para 2025, horizonte relevante da política monetária, subiu de 3,87% para 3,88%, contra 3,78% um mês antes. Para 2024, a mediana continuou em 3,60% pela quinta semana consecutiva. A partir do próximo ano, a meta de inflação passa a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima do teto ou abaixo do piso por seis meses consecutivos, vai se considerar que o alvo foi perdido. O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que o centro da meta continuará em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. O alvo e a banda poderão ser alterados pelo conselho, com base em uma proposta do ministro da Fazenda e antecedência mínima de 36 meses para sua aplicação. O Banco Central espera que o IPCA fique em 4% em 2024, 3,4% em 2025 e 3,2% em 2026, considerando o cenário de referência, com a trajetória de juros extraída do Focus. Em um cenário alternativo, com a taxa Selic constante ao longo do horizonte relevante, o BC espera inflação de 4% este ano e 3,1% no próximo. Estimativas para o déficit primário de 2024 permaneceram em 0,70% do Produto Interno Bruto (PIB). Para a taxa Selic no fim de 2024, a mediana continuou em 10,5% pela terceira semana consecutiva. Um mês atrás, era de 10,25%. A mediana do Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 9,5% pela terceira semana consecutiva, de 9,25% um mês atrás. A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2024 subiu de 2,09% para 2,10%. Um mês atrás, era de 2,09%. A estimativa intermediária para o PIB de 2025 caiu de 1,98% para 1,97%, a segunda oscilação negativa seguida. Levando em conta apenas as 26 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,94% para 2%. O Ministério da Fazenda espera crescimento de 2,5% para o PIB brasileiro em 2024. O Banco Central aumentou a sua estimativa, de 1,9% para 2,3%, no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI). As projeções para a cotação do dólar no fim de 2024 continuaram em R$ 5,20, o mesmo nível de uma semana atrás. Um mês antes, a estimativa era de R$ 5,05. A estimativa intermediária para a moeda americana no fim de 2025 subiu de R$ 5,19 para R$ 5,20, contra R$ 5,09 quatro semanas antes. A estimativa para o fim de 2025 também avançou, de R$ 5,15 para R$ 5,19.

O Estado de São Paulo

Bancos elevam projeção de expansão do crédito este ano para 10%

Segundo a Febraban, projeção de alta para a carteira direcionada subiu de 10,1% para 11,3%, com ênfase na linha destinada às empresas, de 8,7% para 11,7%, e no crédito livre, passou de 8,6% para 9,2%, puxado pelas pessoas físicas, de 9,5% para 10,6%

Mesmo em meio ao cenário econômico incerto, com as dúvidas sobre a sustentabilidade da política fiscal e a interrupção no ciclo de cortes da Selic, os bancos revisaram novamente sua projeção para a expansão do crédito este ano. Segundo a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a previsão passou para 10%, de 9,3% no levantamento anterior. O destaque ficou para a revisão de alta na projeção da carteira direcionada, cuja expectativa subiu de 10,1% para 11,3%, com ênfase na linha destinada às empresas, que passou pela maior revisão para cima (de 8,7% para 11,7%). No crédito livre, a projeção avançou de 8,6% para 9,2%, mas nesse caso puxado pelas pessoas físicas (de 9,5% para 10,6%). “A revisão para cima do crescimento do crédito total captada na pesquisa pode ser explicada por vários fatores. O segmento mostrou números positivos ao longo do 1º semestre, refletindo o ciclo de queda da taxa Selic e os índices de inadimplência. Além disso, o mercado de trabalho aquecido e o aumento da massa salarial devem continuar impulsionando as linhas voltadas ao consumo das famílias”, avalia em nota Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban. Ao mesmo tempo, ela aponta que os programas públicos aprovados para a reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes devem dar um impulso importante no segundo semestre, conforme captado na projeção para a carteira direcionada destinada às empresas. “Na direção contrária, temos que acompanhar a evolução do cenário macro para ver se as turbulências recentes podem afetar o ritmo do mercado de crédito”, pondera. Em relação à taxa de inadimplência da carteira livre, a pesquisa capturou estabilidade na projeção para 2024 (4,4%) e 2025 (4,2%). Já em relação ao desempenho do crédito em 2025, a projeção para a alta da carteira total também registrou estabilidade, em 8,9%. De acordo com a pesquisa, a grande maioria dos participantes (85%) entendeu que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de interromper, de forma unânime, o ciclo de queda da taxa Selic foi adequada. Por outro lado, a expectativa para a taxa de câmbio migrou para um patamar bem superior às pesquisas anteriores, permanecendo acima de R$ 5,20 até o fim de 2024 (ante projeções próximas a R$ 5,00 no levantamento prévio).

Valor Econômico

Poupança tem entrada líquida de R$ 12,8 bilhões em junho

O saldo da aplicação na caderneta de poupança subiu pela terceira vez no ano, com o registro de mais depósitos do que saques no mês de junho. As entradas superaram as saídas em R$ 12,8 bilhão, de acordo com relatório divulgado na sexta-feira (05/07) pelo Banco Central (BC)

No mês passado, foram aplicados R$ 348,1 bilhões, contra saques de R$ 335,3 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 5,4 bilhões. Com isso, o saldo da poupança é R$ 1 trilhão. Em maio de 2024, houve entrada líquida (mais depósitos que saques) de R$ 8,2 bilhões, assim como em março (R$ 1,3 bilhão). Já em janeiro, fevereiro e abril, os resultados foram negativos, com R$ 20,1 bilhões, R$ 3,8 bilhões e R$ 1,1 bilhão a mais de saques da poupança, respectivamente. O resultado positivo do mês de junho passado ainda foi maior que o verificado em junho de 2023, quando os brasileiros depositaram R$ 2,6 bilhões a mais do que retiraram da poupança. Diante do alto endividamento da população, em 2023 a caderneta de poupança teve saída líquida (mais saques que depósitos) de R$ 87,8 bilhões. O resultado foi menor do que o registrado em 2022, quando a fuga líquida foi recorde, de R$ 103,2 bilhões, em um cenário de inflação e endividamento altos. Os saques na poupança se dão porque a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. De março de 2021 a agosto de 2022, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic, com sete reduções seguidas. No mês passado, o colegiado interrompeu o corte de juros em razão da alta recente do dólar e do aumento das incertezas econômicas. Hoje, a taxa básica está em 10,5% ao ano. Em 2021, a retirada líquida da poupança chegou a R$ 35,49 bilhões. Já em 2020, a caderneta tinha registrado captação líquida – mais depósitos que saques – recorde de R$ 166,31 bilhões. Contribuíram para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia de covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, depositado em contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal.

Agência Brasil

FRANGOS & SUÍNOS

Altas nas cotações do mercado de suínos

De acordo com a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo subiu 2,15%, com preço médio de R$ 142,00, enquanto a carcaça especial aumentou 0,90%, fechando em R$ 11,20/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (5), houve alta de 3,03% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,49/kg, avanço de 1,11% no Paraná, com valor de R$ 7,27/kg, crescimento de 0,75% no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,74/kg, aumento de 1,03% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,84/kg, e de 1,37% em São Paulo, fechando em R$ 7,38/kg.

Cepea/Esalq

Exportação de carne suína in natura no início de julho têm médias de faturamento e volume maiores que julho/23

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura até a primeira semana de julho (cinco dias úteis), tiveram aumentos consideráveis no faturamento e nas toneladas embarcadas por média diária em relação a julho do ano passado

A receita obtida, US$ 75,3 milhões, representa 32,32% do total arrecadado em todo o mês de julho de 2023, que foi de US$ 233 milhões. No volume embarcado, as 31.806 toneladas representam 33,83% do total registrado em julho do ano passado, quantidade de 93.994 toneladas. O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 15 milhões, quantia 35,7% a mais do que julho de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve elevação de 35,93% observando os US$ 11 milhões, vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 6.361 toneladas, houve aumento de 42,1% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se incremento de 35,51%. Já no preço pago por tonelada, US$ 2.367, ele é 4,5% inferior ao praticado em julho passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa tímida alta de 0,30% em relação aos US$ 2.360 anteriores.

Agência Safras

Abates de suínos na China aumentam 0,8% entre janeiro-maio em relação a 2023

O número de suínos abatidos na China por frigoríficos aumentou 0,8% de janeiro a maio em relação ao mesmo período do ano anterior, para 136,04 milhões, mostraram dados do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. O rebanho de suínos da China era de 39,96 milhões de cabeças no final de maio, uma queda de 6,2% em relação ao ano anterior, mostraram os dados.

Reuters

Mercado do frango terminou a segunda-feira estável

As cotações no mercado do frango na segunda-feira (8) ficaram, na maioria, estáveis. De acordo com análise do Cepea, os preços dos produtos de origem avícola acompanhados pelo Cepea iniciaram julho de estáveis a ligeiramente mais altos

O típico aumento da demanda em começo de mês (recebimento de salários), reforçado pelo feriado de 9 de julho (Revolução Constitucionalista) no estado de São Paulo, garantiu suporte às cotações. De modo geral, a liquidez segue dentro da normalidade, com procura e oferta ajustadas. De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,29%, fechando em R$ 6,30/kg, em média. Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, cotado a R$ 4,37/kg, da mesma forma que no Paraná, custando R$ 4,33/kg.  Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (5), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,03/kg e R$ 7,29/kg.

Cepea/Esalq

Frango in natura: exportações na primeira semana de julho aceleram

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves in natura até a primeira semana de julho (cinco dias úteis), aceleraram em relação à última semana de junho

A receita obtida, US$ 223,5 milhões, representa 28,43% do total arrecadado em todo o mês de julho de 2023, que foi de US$ 785,9 milhões. No volume embarcado, as 121.682 toneladas representam 30,11% do total registrado em julho do ano passado, quantidade de 404.124 toneladas. O faturamento por média diária até o momento do mês foi de US$ 44,7 milhões quantia 19,4% a maior do que a registrada em julho de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve incremento de 22,59% quando comparado aos US$ 36.462,941 vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 24.336 toneladas, houve crescimento de 26,5% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se alta de 19,13% em relação às 20.427 toneladas da semana anterior. No preço pago por tonelada, US$ 1.836, ele é 5,6% inferior ao praticado em julho do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa elevação de 2,89% no comparativo ao valor de US$ 1.785,023 visto na semana passada.

Cepea/Esalq

Exportadores de frango do Brasil têm menos concorrência dos EUA e forte demanda do Oriente Médio

A média das exportações brasileiras de carne de frango nos primeiros seis meses do ano indica um cenário positivo para o restante de 2024, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na segunda-feira, citando a concorrência mais fraca com a oferta dos EUA e a forte demanda contínua dos tradicionais importadores do Oriente Médio

As exportações brasileiras de frango atingiram uma média de 431.400 toneladas por mês até junho, 0,8% acima da média mensal registrada em todo o ano de 2023, que foi de 428.200 toneladas, de acordo com dados da ABPA. A relativa ausência de exportadores de frango dos EUA no mercado e as vendas constantes para países como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita são bons sinais para o Brasil, o maior exportador de frango do mundo, segundo a ABPA. O fato de o país historicamente exportar mais no segundo semestre do ano também é uma vantagem. “Com o mercado interno mais atrativo, reduz as exportações, o que é uma tendência para os próximos meses e anos”, disse o diretor de Mercados da ABPA, Luis Rua, em declaração à Reuters. Ele explicou que, para as empresas brasileiras, isso significa mais volumes de exportação destinados a países da América Latina, incluindo México e Chile, permitindo que o Brasil se reposicione em mercados estratégicos para produtos como pernas e peito de frango. Em volume, as exportações brasileiras de frango foram as melhores da história entre abril e junho, segundo a ABPA. No entanto, em termos de preço, o cenário não é tão animador, já que as vendas agregadas de exportação de frango do Brasil atingiram 4,636 bilhões de dólares no primeiro semestre, 10,3% abaixo dos 5,168 bilhões de dólares do mesmo período de 2023, de acordo com dados da ABPA. As vendas para a China, o principal destino, também ficaram abaixo do nível do ano passado em junho, caindo 29%, disse a ABPA.

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