CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2260 DE 08 DE JULHO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2260 |08 de julho de 2024

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A CARNE NA CESTA BÁSICA

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FRIGORÍFICOS – ABRAFRIGO vem a público esclarecer que, atualmente, ao contrário do que tem sido erroneamente informado, a carne já faz parte da cesta básica com alíquota zero para os tributos federais – PIS e COFINS, conforme dispõe a Lei nº 10.925/2004. Além disso, a maior parte dos estados concedem incentivos de ICMS para a produção e a comercialização de carne bovina, reconhecendo a essencialidade deste alimento e a necessidade de tornar o produto acessível para toda a população, especialmente às classes de baixa renda.  absolutamente normal que o sistema tributário classifique os produtos de acordo com o grau de essencialidade que possuem, sendo que as carnes constituem alimentos essenciais para uma alimentação nutritiva e saudável, devendo receber tratamento diferenciado e favorecido, como já ocorre atualmente, o que não configura benefício ou privilégio para um segmento econômico, mas tão somente uma política de segurança alimentar. Ademais, é preciso lembrar que é no bolso do consumidor que recairá o aumento de impostos que será cobrado sobre a carne na reforma tributária. A própria Constituição Federal consagrou o direito social à alimentação (Art. 6°) e a Emenda Constitucional nº 132, no seu art. 8º, instituiu a Cesta Básica Nacional de Alimentos, a ser composta por produtos destinados à alimentação humana, considerando a diversidade regional e cultural da alimentação do País e garantindo a alimentação saudável e nutricionalmente adequada, em observância ao direito social à alimentação, os quais terão as alíquotas do IBS e da CBS reduzidas a zero. Portanto, a despeito do debate que atribui às carnes eventual aumento da alíquota geral do IBS e da CBS, novos tributos a serem regulamentados pelo PLP 68/2024 em tramitação no Congresso Nacional, a ABRAFRIGO entende que não é possível cumprir a Constituição excluindo da Cesta Básica as CARNES, alimentos que atendem a todos os critérios estabelecidos na Emenda Constitucional 132. Mesmo a instituição de um sistema de devolução parcial do IBS e da CBS (denominado “cash back”) não terá alcance suficiente para atender a todas as classes de baixa renda, que correspondem a cerca de 74% da população brasileira de acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE. A nova tributação sobre as carnes terá impacto sobre os preços e reduzirá o acesso às proteínas por parte da população que mais necessita. Entendemos que os debates são naturais e legítimos, mas é importante que ocorram com base em informações corretas. Temos confiança de que o Congresso Nacional realizará os ajustes necessários e justos no PLP 68, incluindo as CARNES na Cesta Básica Nacional, a fim de assegurar o direito fundamental à segurança alimentar da população brasileira previsto na Constituição Federal.

Publicado em: Valor Econômico/Canal Rural/Poder 360/Compre Rural/Globo Rural/Jornal Floripa/Na Hora da Notícia/Rural News/Terra Viva Uol/Página 1 News/Mídia Rural/Agora MT/Correio do Estado/Portal SRN/Agromundo.Net/Guia do Investidor/Norte Agropecuário/

NOTÍCIAS

Mercado do boi ficou com preços estáveis no final da semana

Após a alta registrada ontem para a cotação da arroba da vaca, o mercado ficou com preços estáveis e com escalas, em média, para 10 dias. Na exportação de carne in natura o preço médio caiu 11,7% em junho

Sendo assim, as cotações estão em R$220,00/@ para o boi, R$197,00/@ para a vaca e R$212,00/@ para a novilha. O “boi China” está sendo negociado em R$225,00/@, ágio de R$5,00/@. Todos os preços brutos e com prazo. Na região Sul de Goiás, a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@. As cotações das fêmeas, estão estáveis. Nesse cenário, a cotação do boi gordo está em R$210,00/@, a da vaca em R$194,00/@ e a da novilha em R$200,00/@. Não há referência de “boi China” na região. Em Minas Gerais, alta de R$5,00/@ para o “boi China” em todas as praças, exceto na região Sul. As demais categorias permaneceram estáveis. O “boi China” está cotado em R$215,00/@. Em Belo Horizonte, o boi gordo está sendo comercializado em R$208,00/@, a vaca em R$193,00/@ e a novilha em R$195,00/@. Ágio de R$7,00/@. Na região do Triângulo, o boi gordo está sendo comercializado em R$205,00/@, a vaca em R$190,00/@ e a novilha em R$200,00/@. Ágio de R$10,00/@. Para o Norte do estado, a arroba do boi gordo está sendo comercializada em R$205,00, a da vaca em R$185,00 e a da novilha em R$195,00. Ágio de R$10,00/@. No Sul, o boi gordo está sendo comercializado em R$200,00/@, a vaca em R$180,00/@ e a novilha em R$192,00/@. Todos os preços brutos e com prazo. Na exportação de carne bovina in natura, o volume exportado até a quarta semana de junho foi de 192,5 mil toneladas – média diária de 9,6 mil toneladas -, superando o desempenho médio diário do mesmo período de 2023 em 4,9%. O preço médio da tonelada está em US$4,4 mil/t, queda de 11,7% na comparação com junho de 2023.

Scot Consultoria

Boi: preço da arroba continua em alta no país

Em São Paulo, principal referência para o mercado físico, o preço da arroba do boi alcançou R$ 227,75 na sexta-feira

A oferta reduzida de gado continua a impulsionar os preços do boi gordo ao longo deste mês, conforme destacado pela consultoria Safras & Mercado na sexta-feira (5). Com escalas de abate mais apertadas e um ritmo robusto de exportações, o mercado enfrenta um cenário de otimismo crescente em relação aos preços da arroba do boi gordo. “Frente à menor representatividade de animais prontos para abate, esperamos um movimento de alta nos preços ao longo de julho”, afirmou Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado. Em São Paulo, principal referência para o mercado físico, o preço da arroba do boi alcançou R$ 227,75 nesta sexta-feira. Em outras regiões pecuárias como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, os preços também se mantiveram firmes, refletindo a demanda aquecida e a escassez de oferta. No mercado atacadista, os preços da carne bovina registraram aumento, com o quarto traseiro cotado a R$ 17,50 por quilo, marcando uma alta de R$ 0,50 em relação à última semana. A Safras & Mercado destacou a competitividade da carne bovina em comparação a outras proteínas, especialmente a carne de frango, impulsionando ainda mais o mercado interno. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar ao longo da semana, com uma queda de 2,31%, contribui para um cenário favorável às exportações do produto brasileiro.

Safras & Mercado

Preço do boi gordo sobe na maioria das regiões pecuárias

Volume exportado durante o mês de junho foi de 192,5 mil toneladas, 9,1% inferior a maio.

Das 23 praças pecuárias consultadas pela Scot, a cotação da arroba caiu em apenas três

O preço da arroba do boi gordo encerrou a semana em alta na maioria das regiões do Brasil, informa a Scot Consultoria. Nesta sexta-feira (5/7), das 23 praças pecuárias que são pesquisadas pela Scot, a cotação registrou queda em apenas três (oeste da Bahia, norte de Mato Grosso e sudeste de Rondônia). As maiores altas ocorreram no norte de Minas Gerais e em Três Lagoas (MS). Nas duas praças, a arroba do boi gordo avançou R$ 1,62, para R$ 202,42. Já o maior recuo ocorreu no sudeste de Rondônia, com queda de R$ 0,53, para R$ 181,54. No Estado de São Paulo, em Barretos e Araçatuba, o preço médio da arroba ficou em R$ 222,33, alta de R$ 0,69 em relação ao dia anterior. Em relação ao mercado externo, a Scot informa que o volume exportado durante o mês de junho foi de 192,5 mil toneladas, com média diária de 9,6 mil toneladas, superando o desempenho do mesmo período de 2023 em 4,9%. No entanto, o volume foi 9,1% inferior a maio de 2024, destaca a Agrifatto. A China continuou sendo de longe o maior comprador do mês, adquirindo 91,4 mil toneladas, 6,6% a menos que o observado em maio. O segundo maior destino das exportações no mês passado foram os Estados Unidos com 17,5 mil toneladas. Já o faturamento total das exportações regrediu 9,9% e a receita obtida com a venda da proteína bovina em junho totalizou US$ 950,1 milhões. A Agrifatto destaca que o recuo apontado no mês passado era previsível ante o recorde histórico obtido em maio. No comparativo com junho de 2023, o resultado foi apenas 0,1% menor, o que garantiu a segunda melhor marca da série histórica para o mês. Já o preço médio da carne para exportação está em US$ 4,4 mil a tonelada, queda de 11,7% na comparação com junho de 2023, aponta a Scot Consultoria.

Globo Rural

Abate de bovinos deve ter alta de 9%, diz consultoria

Descarte de fêmeas impulsiona os abates e limita altas de preço mais significativas. Volume de fêmeas abatidas no Brasil vem renovando máximas por diversos meses consecutivos, movimento que tem se mantido desde o início de 2022

Reflexo do ciclo de alta da pecuária bovina, o abate no Brasil deve fechar 2024 em 37,2 milhões de cabeças, 9% acima do ano passado, de acordo com estimativa da Datagro Pecuária. A virada de ciclo está prevista para o ano que vem, quando os abates tendem a cair 4,3%, para 35,6 milhões de cabeças. A maior concentração no descarte de fêmeas é o fator que impulsiona os abates e limita altas de preço mais significativas para a arroba do boi. Segundo João Figueiredo, analista da Datagro Pecuária, o volume de fêmeas abatidas no Brasil vem renovando máximas por diversos meses consecutivos, movimento que tem se mantido desde o início de 2022. Além do ciclo da pecuária, uma forte estiagem que atingiu a região centro-norte do país nos últimos meses fez pecuaristas optarem por enviar matrizes aos frigoríficos para abate. “No entanto, em maio e no balanço preliminar de junho de 2024, observou-se uma mudança nesse cenário, com os números de abate de fêmeas começando a se aproximar dos registrados no ano passado”, disse o especialista. Para Figueiredo, esse realinhamento sugere que o setor pode estar, ainda que levemente, entrando em uma fase de retenção de fêmeas nas propriedades brasileiras. “Os dados indicam que, a partir do segundo semestre de 2024, pode haver uma tendência de queda nos volumes de abate de fêmeas, alinhada com estratégias de recomposição de plantel das fazendas para a produção de bezerros”, afirmou. Segundo Figueiredo, já é possível verificar que o preço do animal de reposição parou de cair em algumas praças, fator que torna atrativo para o pecuarista manter as fêmeas produtivas. Como consequência, disse ele, a consultoria observou alguma recuperação de preço da arroba do boi gordo em determinadas regiões de produção de gado. Na última semana, o indicador do boi gordo da Datagro mostrava que, em São Paulo, a arroba do animal estava cotada em R$ 225, mas com viés de alta, de acordo com o analista. “A gente viu a máxima de R$ 230, R$ 232 por arroba. Fazia tempo que o preço não estava subindo assim”, comentou. Com os abates elevados de bois e fêmeas nos últimos meses, a expectativa é de que a oferta possa ficar — ainda que levemente — um pouco mais enxuta a partir de agora em comparação com os níveis do início deste ano, até a virada de ciclo em 2025.

Globo Rural

ECONOMIA

Após 6 semanas de alta, dólar tem 1ª queda semanal com mudança de discurso do governo

Após começar a semana pressionado, o dólar encerrou a sexta-feira novamente em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior, após números considerados fracos do mercado de trabalho dos EUA, e ainda sob efeito da mudança de discurso do governo Lula em relação ao ajuste fiscal

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,4627 reais na venda, em baixa de 0,43%. Com isso, terminou a semana com queda acumulada de 2,29%. Esta é a primeira baixa semanal após seis semanas consecutivas de alta. Em 2024, porém, a divisa ainda acumula elevação de 12,60%. Às 17h16, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,39%, a 5,4775 reais na venda. Desde quarta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem moderado o discurso, deixando de atacar em eventos públicos o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o atual nível da taxa Selic e o mercado financeiro. Além disso, Lula voltou a defender o equilíbrio fiscal, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na quarta-feira a intenção do governo de cortar despesas obrigatórias de 25,9 bilhões de reais no Orçamento para 2025. Esta moderação no discurso do governo, que fez o dólar despencar na quarta e na quinta-feira, continuou a influenciar os negócios na sexta-feira. Em evento em Osasco, Lula defendeu gastos na área social, mas voltou a dizer que o país não quebrará porque o governo tem “responsabilidade”. Pelo terceiro dia consecutivo, Lula não criticou Campos Neto ou o atual nível da Selic. No exterior, os dados do relatório de empregos payroll mostraram que os EUA abriram 206 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em junho, bem acima dos 190 mil esperados pelos economistas conforme pesquisa da Reuters. No entanto, os números de maio passaram por forte revisão, de 272 mil novos empregos para 218 mil, e a taxa de desemprego subiu de 4,0% para 4,1% em junho. A revisão para baixo e o aumento da taxa de desemprego sugerem, na visão de analistas, que a economia norte-americana está desacelerando, o que abriria espaço para corte de juros pelo Federal Reserve já em setembro.

Com isso, a curva de juros norte-americana teve mais um dia de queda firme, o que também empurrou as cotações do dólar para baixo no exterior, com reflexos no Brasil.

Reuters

Ibovespa marca 5º pregão positivo com apoio de NY e sobe quase 2% na semana

O Ibovespa fechou com avanço modesto na sexta-feira, seu quinto pregão no azul, em dia positivo para os índices em Nova York, com dados apontando para fraqueza do mercado de trabalho dos Estados Unidos, o que apoiou as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou com acréscimo de 0,08%, a 126.267,05 pontos, marcando 126.661,59 pontos na máxima e 125.556,48 pontos na mínima da sessão. O indicador da bolsa paulista registrou sua terceira alta semanal, subindo 1,91% nos últimos cinco dias, em um momento de melhora do humor doméstico após uma série de quedas semanais. O volume financeiro somou 19,8 bilhões de reais. A falta de grandes “motivadores” para agitar a bolsa, que já vinha de uma sessão de liquidez reduzida na véspera por feriado do Dia da Independência nos EUA, levou o índice a operar de lado neste pregão, afirmou o analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos. Em Wall Street, os índices acionários fecharam em alta, após dados recentes sinalizarem fraqueza do mercado de trabalho norte-americano e puxarem os rendimentos dos Treasuries para baixo, com o retorno do título de dez anos marcando 4,2784% no final da tarde, de 4,3470% na véspera. O crescimento do emprego nos EUA desacelerou marginalmente em junho, mostraram dados do Departamento do Trabalho, e a taxa de desemprego subiu para o nível mais alto em mais de dois anos e meio, enquanto os ganhos salariais diminuíram, sustentando as apostas de cortes de juros pelo Fed em setembro. “A bolsa está em um terreno de indefinição, isso tudo está acontecendo por conta da falta de novidades grandiosas… e se a gente olha para o mercado internacional, a bola da vez era o ‘payroll’, e ele, no geral, veio dentro dos conformes”, afirmou Lima. Na visão do gestor e analista da Buena Vista Capital, Renato Nobile, o ganho modesto da bolsa brasileira no dia sinaliza uma tendência de recuperação observada recentemente após a moderação no discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao Banco Central e uma maior atenção sobre os gastos do governo. “O momento está mais favorável, principalmente com o mercado precificando possíveis duas quedas de juros nos EUA e com os ânimos mais calmos aqui no Brasil.”

Reuters

Preços mundiais dos alimentos se mantêm firmes em junho, diz FAO

O índice mundial de preços de alimentos calculado pelas Nações Unidas manteve-se estável em junho, segundo dados divulgados na sexta-feira, com aumentos em óleo vegetal, açúcar e laticínios compensados por uma queda no preço dos cereais

O índice de preços da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais comercializadas globalmente, atingiu uma média de 120,6 pontos em junho, sem alterações em relação a maio. O valor de maio foi revisado de uma leitura inicial de 120,4. O índice da FAO atingiu o nível mais baixo em três anos em fevereiro, quando os preços dos alimentos recuaram de um pico recorde alcançado em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. A leitura de junho foi 2,5% menor do que no ano anterior e 24,8% abaixo de sua alta de 2022. Os preços dos cereais caíram 3,0% mês a mês em meio a perspectivas de produção ligeiramente melhores em alguns dos principais países exportadores, incluindo o Cazaquistão e a Ucrânia, disse a FAO. Os preços de exportação do milho também caíram, com a expectativa de que a produção na Argentina e no Brasil seja maior do que se pensava anteriormente. Os preços dos laticínios subiram 1,2% em junho em relação a maio, enquanto o índice de açúcar subiu 1,9%, impulsionado em parte pelos resultados de colheita abaixo do esperado em maio no Brasil, informou a FAO. Os preços dos óleos vegetais aumentaram 3,1%, impulsionados pelas cotações mais altas dos óleos de palma, soja e girassol, enquanto os preços do óleo de colza permaneceram praticamente inalterados.

Reuters

EMPRESAS

Marfrig fará emissão de R$ 500 milhões em CRA

Recursos captados serão utilizados, exclusivamente, para a aquisição de bovinos

A Marfrig vai emitir R$ 500 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), lastreados em debêntures. Os títulos terão prazo de cinco anos e a taxa ficou em 6,2% ao ano. A companhia informou que os recursos serão utilizados exclusivamente para a aquisição de bovinos. A data prevista de liquidação dos CRAs é 15 de julho. A remuneração será paga semestralmente nos dias 15 de janeiro e 15 de julho de cada ano, até 2029. A operação conta com uma obrigação de cumprimento (covenant) de alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda ajustado) de 4,75 vezes. O contrato de escrituração também prevê a hipótese de vencimento antecipado dos CRAs caso a Marfrig seja condenada em segunda instância ou em instância superior, com execução de tutela antecipada, relacionados a trabalho infantil, incentivo à prostituição ou trabalho análogo ao escravo – exceto se, em até dez dias úteis, a decisão judicial for extinta tiver sua eficácia suspensa. A emissão dos CRAs conta com securitização da Ecoagro e o coordenador líder foi o banco Safra. O agente fiduciário é a Vórtx.

Valor Econômico

GOVERNO

Abertura de mercado de bovinos e bubalinos para reprodução no Gabão

O governo brasileiro recebeu com satisfação o anúncio, pela autoridade sanitária do Gabão, do aceite de proposta de Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) para a exportação de bovinos e bubalinos para reprodução

Em 2023, o Gabão importou mais de US$ 46 milhões em produtos do agronegócio brasileiro. O setor de carnes foi responsável por 85% das exportações brasileiras. Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcançou sua 75ª abertura de mercado no ano corrente, totalizando 153 aberturas em 53 países desde o início de 2023. A abertura deste novo mercado é resultado da ação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

MAPA

FRANGOS & SUÍNOS

Altas para o mercado de suínos em São Paulo

De acordo com a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo subiu 0,72%, com preço médio de R$ 139,00, enquanto a carcaça especial aumentou 0,91%, fechando em R$ 11,10/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (4), houve queda de 0,28% no Paraná, chegando a R$ 7,19/kg, e leve alta de 0,14% em São Paulo, custando R$ 7,28/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,27/kg, Rio Grande do Sul (R$ 6,69/kg), e Santa Catarina (R$ 6,77/kg).

Cepea/Esalq

Mercado do frango com altas na sexta-feira (5)

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,32%, fechando em R$ 6,22/kg, em média.

Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, cotado a R$ 4,37/kg; já no Paraná, houve aumento de 0,46%, custando R$ 4,33/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (4), o preço da ave congelada não mudou, custando R$ 7,03/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,14%, fechando em R$ 7,29/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Demanda mantém firmes cotações neste início de julho

Demanda de início de mês e feriado em São Paulo garantiram suporte

Os preços dos produtos de origem avícola acompanhados pelo Cepea iniciaram julho de estáveis a ligeiramente mais altos. O típico aumento da demanda em começo de mês (recebimento de salários), reforçado pelo feriado de 9 de julho (Revolução Constitucionalista) no estado de São Paulo, garantiu suporte às cotações. De modo geral, a liquidez segue dentro da normalidade, com procura e oferta ajustadas. No mercado de pintainho de corte, pesquisas do Cepea mostram que, após as consecutivas altas desde meados de maio, os preços apresentaram estabilidade neste início de julho.

Cepea

INTERNACIONAL

Consumo de carne bovina dos argentinos deve bater mínima histórica em 2024

Argentinos devem comer em média 44,8 kg no ano, menor valor desde início dos registros, em 1914

Os argentinos, amantes da carne bovina, estão reduzindo o consumo de bifes e assados à medida que a economia do país despenca, o que significa que o consumo provavelmente atingirá uma mínima histórica neste ano, segundo um relatório de mercado publicado na sexta-feira (5). O consumo de carne bovina na Argentina em 2024 deverá totalizar cerca de 44,8 kg per capita, o menor valor desde que os registros começaram a ser feitos em 1914, informou a Bolsa de Comércio de Rosário, que publica atualizações de mercado para grãos e gado. A média histórica é de quase 73 kg. A economia do país foi duramente atingida por uma inflação de três dígitos, uma recessão e o aumento da pobreza e do desemprego. O presidente libertário Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro, implementou medidas de austeridade para controlar os gastos do governo. Ele também pôs fim ao congelamento dos preços da carne bovina imposto pelo governo anterior. As tendências de longo prazo mostram que a população está se voltando cada vez mais para alternativas mais baratas, como frango e carne de porco. Em 2024, quase 2 kg de carnes alternativas poderão ser comprados pelo preço de 1 kg de carne bovina, segundo o relatório. No entanto, este ano, todo o consumo de carne deverá cair 9% em relação ao ano passado, atingindo o nível mais baixo desde 2011, segundo a bolsa. Com a queda do consumo interno, os produtores estão cada vez mais enviando sua carne bovina para o exterior, segundo um relatório separado da bolsa publicado na sexta-feira. Os volumes de exportação de janeiro a maio deste ano aumentaram 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar de comer menos carne bovina, os argentinos ainda consomem muito mais do que os americanos, que consomem uma média de 38 kg por ano, os australianos, 27 kg, e os chilenos, 26 kg, acrescentou a bolsa.

Folha de SP

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