CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2238 DE 06 DE JUNHO DE 2024

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Ano 10 | nº 2238 |06 de junho de 2024

 

ABRAFRIGO

NOTA DE REPROVAÇÃO E ESCLARECIMENTOS SOBRE A MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1227, DE 04/06/2024

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS FRIGORÍFICOS – ABRAFRIGO foi surpreendida com a edição da Medida Provisória n. 1.227/2024, que, entre outras alterações, traz inconstitucional e abusivo aumento da carga tributária para o setor

Isto porque houve revogação imediata da possibilidade de compensação e/ou ressarcimento do crédito presumido de PIS/COFINS, especialmente, previsto nas Leis n. 10.925/2004, 12.058/2009, 12.350/2010, entre outras legislações. Ao revogar tais dispositivos, bem como inserir o art. 74, § 3º, XI, da Lei n. 9.430/96, vedando a compensação dos créditos de PIS/COFINS com outros tributos federais, a Medida Provisória traz enorme impacto e aumento da carga fiscal para as indústrias frigoríficas produtoras e exportadoras de carne bovina. Ademais, ao contrário do que foi noticiado, tais impactos serão ainda mais graves para as pequenas e médias empresas do setor, que possuem uma gama limitada de produtos comercializados no mercado interno e que sofrerão com o acúmulo de créditos tributários de PIS/COFINS, comprometendo ainda mais o fluxo financeiro dessas empresas. É preciso lembrar que referidos créditos não configuram benefícios, uma vez que foram acumulados ao longo da cadeia produtiva e representam um custo tributário indevido. Não há margem para novos aumentos de carga tributária, muito menos atingindo setores que primam pela produção de alimentos, direito fundamental do cidadão, não se tratando tais dispositivos relacionados ao crédito de PIS/COFINS de meros incentivos, mas mitigação de carga tributária a fim de concretizar direitos fundamentais – direito à alimentação. Nossa Constituição Federal Democrática garante a segurança alimentar, além de expressamente determinar que o setor seja fomentado e incentivado, inclusive, por instrumentos fiscais, nos termos do art. 187, I. Tais determinações constitucionais não podem ser desconsideradas. Esta mudança ainda viola claramente a determinação constitucional de não cumulatividade, bem como a exoneração das exportações, que não nos parece ser o caminho trilhado pelo texto constitucional, inclusive, pelo próprio Governo a respeito da atual Reforma Tributária em andamento. O aumento de carga tributária promovido pela MP 1227/2024 representará, em última análise, maior aperto financeiro para as indústrias produtoras de carne bovina, afetando também produtores rurais e consumidores, que já sofrem com a inflação sobre os alimentos.

ABRAFRIGO

NOTÍCIAS

Cai a cotação de todas as categorias em São Paulo

Com o período seco avançando, pressionando a ponta vendedora quanto à taxa de lotação das pastagens, a oferta de boiadas que chega à indústria está confortável, promovendo tranquilidade à composição das escalas de abate, que atendem, em média, 10 dias

O mercado está pressionado e, com isso, os preços caíram. Para as fêmeas, queda de R$5,00/@ para a vaca e de R$2,00/@ para a novilha. Já para os machos, queda de R$5,00/@ para o boi gordo destinado ao mercado interno e para o “boi China”. Sendo assim, a cotação da arroba está em R$217,00 para o boi, R$195,00 para a vaca e R$210,00 para a novilha, preços brutos e a prazo. A arroba do “boi China” está em R$220,00, ágio de R$3,00/@, preço bruto e a prazo. Na região Oeste do Maranhão, queda de R$5,00 para a arroba do boi. Para as fêmeas, estabilidade. Com isso, a cotação do boi está em R$195,00/@. As fêmeas estão apregoadas em R$175,00/@, preços brutos e a prazo. Não há referência de “boi China” na região. Em Alagoas, com escalas longas, atendendo, em média, 15 dias, o mercado está pressionado e reportou queda às cotações das fêmeas na comparação diária. Recuo de R$3,00/@ para a vaca e de R$2,00/@ para a novilha. Assim, a cotação do boi está em R$235,00/@, a da vaca em R$217,00/@ e a da novilha em R$223,00/@. Não há referência de “boi China” na região. Todos os preços são brutos e com prazo. Na região do Triângulo em Minas Gerais, o mercado está estável para todas as categorias, mas segue pressionado na região. A cotação do boi está em R$202,00/@, a da vaca em R$175,00/@ e a da novilha em R$195,00/@. Para o “boi China”, a cotação está em R$210,00/@. Ágio de R$8,00/@. Todos os preços são brutos e com prazo. 5

Scot Consultoria

Preços do boi gordo seguem ruins em dia de péssima notícia aos frigoríficos

Medida Provisória apresentada pelo governo pode aumentar a carga tributária dos frigoríficos, que atendem a demanda interna e externa

O mercado físico do boi gordo apresentou algumas negociações abaixo da referência média no decorrer da quarta-feira (5). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela queda dos preços no curto prazo, em linha com a grande quantidade de animais ofertados, que, somada à posição de grande conforto das escalas de abate, oferece as condições necessárias para as indústrias seguirem pressionando os pecuaristas. “O escoamento da carne ainda não resultou em alta dos preços no mercado atacadista”, assinalou Iglesias. A medida provisória 1.227/2024 apresentada pelo governo, que visa a revogação da possibilidade de compensação e/ou ressarcimento do crédito presumido de PIS/COFINS pode acabar resultando em aumento da carga tributária dos frigoríficos, que atendem tanto a demanda interna como as exportadoras. A medida vai tramitar no Congresso ao longo das próximas semanas. Preços da arroba: São Paulo: R$ 218. Goiás: R$ 202. Minas Gerais: R$ 208. Mato Grosso do Sul: R$ 216. Mato Grosso: R$ 207. O mercado atacadista ainda apresenta alguma perspectiva de alta no curto prazo, em linha com a entrada dos salários motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. “Porém, mesmo em um cenário mais favorável, parece pouco provável que haja espaço para recuperação dos preços da arroba do boi gordo”, pondera Iglesias. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 17 por quilo. A ponta de agulha segue a R$ 12,50 por quilo. O quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 12,50 por quilo.

Agência Safras

Produção de carne bovina deve registrar aumento

Este volume representa um aumento de 2,37% em relação ao ano anterior

Segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção de carne bovina brasileira está prevista para alcançar 11,21 milhões de toneladas em 2024.  Conforme informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), este volume representa um aumento de 2,37% em relação ao ano anterior, quando a produção foi de 10,95 milhões de toneladas. A projeção considera o elevado volume de animais abatidos no Brasil e uma demanda sólida pela proteína vermelha tanto no mercado interno quanto externo. Estima-se que o Brasil deva exportar 2,93 milhões de toneladas de carne bovina, um aumento de 1,14% em comparação com o ano anterior, o que representaria aproximadamente 26,14% de toda a produção brasileira em 2024. Além disso, a redução esperada no volume de carne produzida pelos Estados Unidos, que deve diminuir em 1,86% em comparação com 2023, pode abrir espaço para que o Brasil aumente sua presença no mercado internacional. No entanto, a expectativa de um aumento no volume exportado da carne australiana, previsto em 9,15% no mesmo período, pode representar uma competição direta para o Brasil. Em relação ao consumo doméstico brasileiro, o USDA estima um aumento de 2,74% em comparação com o ano anterior, com um volume total de 8,33 milhões de toneladas.

Agrolink

ECONOMIA

Dólar sobe e chega a superar os R$5,30 durante a sessão sob influência do exterior

O dólar à vista subiu pelo segundo dia e voltou a oscilar acima dos 5,30 reais na quarta-feira, encerrando a sessão pouco abaixo deste nível, com as cotações acompanhando o avanço da moeda norte-americana também no exterior após a divulgação de dados fortes do setor de serviços dos Estados Unidos.

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,2970 reais na venda, em alta de 0,22%. Este é o maior valor de fechamento desde 5 de janeiro de 2023, quando a moeda foi cotada a 5,3527 reais. Os dados do mercado de trabalho nos EUA, divulgados às 9h15, reforçaram o viés negativo, ao virem abaixo do esperado. O relatório da ADP mostrou que foram abertos 152.000 empregos no setor privado em maio, abaixo dos 188.000 de abril. Economistas consultados pela Reuters previam 175.000 no mês passado. Os números pesaram sobre os yields dos Treasuries e sobre o dólar em um primeiro momento. No Brasil, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 5,2601 reais (-0,47%) às 9h16, pouco depois do relatório da ADP. No entanto, a moeda norte-americana recuperou o fôlego e chegou a tocar os 5,30 reais ainda pela manhã, na esteira do fortalecimento do dólar também no exterior. Dados do setor de serviços dos EUA contribuíram para isso: o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) informou que seu índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) não manufatureiro subiu de 49,4 em abril para 53,8 no mês passado. A leitura de maio, a mais alta desde agosto, superou as estimativas de todos os 59 economistas em uma pesquisa da Reuters, cuja mediana era de 50,8, um pouco acima do nível 50 que separa crescimento de contração. No mercado futuro, o dólar para julho — o mais líquido — já oscilava na faixa dos 5,31 reais no fim da tarde, com as cotações pressionadas por uma percepção mais pessimista em relação ao Brasil desde terça-feira, o que também vem dando força às taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). À tarde o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 428 milhões de dólares em maio, com saídas líquidas de 6,526 bilhões de dólares pelo canal financeiro e entradas de 6,098 bilhões de dólares pela via comercial.

Reuters

Ibovespa fecha em queda com Vale bloqueando viés positivo de Wall Street

O Ibovespa descolou de Wall Street e fechou em queda na quarta-feira, pelo sexto pregão seguido, com as ações da Vale novamente entre as maiores pressões de baixa, após nova queda do minério de ferro na China

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,32%, a 121.407,33 pontos, chegando a flertar com o território positivo, quando marcou 122.170,07 pontos na máxima. No pior momento, chegou a 121.253,01 pontos. O volume financeiro somou 19,6 bilhões de reais. De acordo com o chefe da EQI Research, Luís Moran, commodities como o petróleo e o minério de ferro têm sofrido bastante, o que afeta o Ibovespa. Apenas as ações de Vale e Petrobras respondem por mais de um quarto do índice. “É fundamentalmente commodities”, afirmou. Nesta sessão, o petróleo até experimentou uma recuperação, com o barril do Brent fechando em alta de mais de 1%, a 78,41 dólares. Mas o avanço ocorreu após cinco quedas seguidas, em que o Brent acumulou uma perda de quase 8%. Wall Street, por sua vez, fechou no azul, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando recordes, enquanto dados mostraram novos sinais de desaquecimento da economia norte-americana, corroborando a queda nos rendimentos dos Treasuries. Moran citou que os dados de atividade nos Estados Unidos estão se alinhando em uma direção clara de que a maior economia do mundo está desaquecendo, mas ainda há dúvidas sobre um corte de juros pelo Federal Reserve. Para ele, uma resposta mais positiva da bolsa paulista ao cenário norte-americano depende ainda de uma sinalização mais clara sobre uma primeira redução da taxa básica de juros nos EUA. “Esse seria o gatilho para virarmos a mão nesse jogo.” Investidores também continuaram analisando medida provisória editada na véspera com mudanças no sistema de créditos de PIS/Cofins para compensar a desoneração da folha salarial de 17 setores da economia e municípios de pequeno porte. Para analistas do Bradesco BBI, empresas de alimentos, distribuição de combustíveis, agricultura e farmacêuticas devem ser as mais afetadas pela medida, que limita o uso de créditos para compensação.

Reuters

Com nova MP, governo limita benefícios fiscais e Agro promete barrar medida

Cecafé, ABPA, ABIEC e Abrafrigo criticam a Medida Provisória e falam em perda de competitividade

O governo editou uma Medida Provisória (MP) que limita o uso dos créditos de PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) por parte de empresas. A medida impacta agroindústrias e exportadoras, o que já causou uma onda de repercussões negativas no setor. A MP nº 1.227/2024 foi a alternativa encontrada pelo Ministério da Fazenda para compensar a perda de arrecadação com a manutenção da desoneração da folha de pagamentos. A estimativa da pasta é de que, em 2024, R$ 26,3 bilhões não entrem nos cofres públicos devido à desoneração aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. Com a MP publicada nesta última, terça, 04, a expectativa é recompor esse saldo com R$ 29,2 bilhões que serão gerados por meio das alterações no PIS e Cofins. Por se tratar de uma MP, a normativa começa a valer no momento da publicação no Diário Oficial da União e tem peso de lei. No entanto, precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 180 dias para se tornar efetivamente uma legislação. Nesse sentido, a bancada ruralista já pretende travar a MP e qualifica a iniciativa como parte de uma “sanha arrecadatória” e “insaciável”. Entre as ações previstas na MP, ao menos duas devem impactar diretamente o setor. A primeira alteração impede que as empresas façam a chamada compensação cruzada, que é quando elas pegam os créditos acumulados de PIS e Cofins e abatem em outros impostos, como o IRPJ (Imposto sobre a renda das pessoas jurídicas) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). A outra mudança é que as empresas não poderão mais obter o ressarcimento em dinheiro dos créditos acumulados. Na prática, as duas modificações preveem que esses créditos sejam usados apenas para abater PIS e Cofins devidos pelas empresas. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) se manifestou contrário à iniciativa do governo. Segundo a entidade, “a medida é grave, impactando, automaticamente, o caixa das empresas, influenciando custos, inclusive, sob a perspectiva do cenário internacional, tornando o Brasil, maior exportador de café, menos competitivo”. A Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo) disse que foi “surpreendida” com a medida e que a segurança alimentar não pode ser desconsiderada ao fazer as modificações.  “O aumento de carga tributária promovido pela MP 1227/2024 representará, em última análise, maior aperto financeiro para as indústrias produtoras de carne bovina, afetando também produtores rurais e consumidores, que já sofrem com a inflação sobre os alimentos”, afirmou em nota. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) também criticaram a medida. Na mesma linha dos exportadores de café, as associações falaram do risco de perda de competitividade além dos aumentos de custos. “O efeito no custo de produção é direto e imediato. As empresas perderão a competitividade e a sustentabilidade para a manutenção dos empregos, além do desestímulo para o investimento e criação de novos postos de trabalho”, enfatizaram a ABPA e ABIEC em nota conjunta.

O Estado de São Paulo

Indústria do Brasil inicia 2º tri com queda acima do esperado em abril

A produção do setor industrial brasileiro iniciou o segundo trimestre com queda maior do que a esperada em abril e interrompendo dois meses seguidos de altas, pressionada pelo setor extrativo

Em abril, a produção do setor teve recuo de 0,5% na comparação com o mês anterior, em resultado mais fraco do que a expectativa em pesquisa da Reuters de contração de 0,2%. Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que, na comparação ao mesmo mês do ano anterior, a produção teve alta de 8,4%, contra expectativa de 8,3%. Os resultados deixam o setor ainda 0,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 16,8% abaixo do recorde alcançado em maio de 2011. Analistas acreditam que a indústria brasileira deve continuar contribuindo pouco para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No primeiro trimestre, o setor teve contração de 0,1%, de acordo com os dados do PIB divulgados na véspera. Uma demanda doméstica resiliente com um mercado de trabalho aquecido, condições financeiras e de crédito melhores e melhora da confiança dos empresários podem favorecer o setor, bem como a redução da taxa básica de juros Selic. O IBGE destacou que em abril a principal influência negativa foi exercida pelas indústrias extrativas, com recuo de 3,4% na produção do mês devido à queda tanto do minério de ferro como do petróleo. “Foi um abril muito influenciado pela extrativa mineral, que tem peso relevante. Sem a extrativa mineral, o índice seria positivo em 0,3%”, destacou André Macedo, gerente da pesquisa. Também se destacaram os desempenhos de produtos alimentícios (-0,6%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,6%). Na outra ponta, o destaque positivo foi a indústria automobilística, com alta de 13,2% da produção em abril. “Esse movimento está relacionado ao mercado doméstico, influenciado pelo comportamento positivo do mercado de trabalho, com o aumento de pessoas ocupadas e da massa de rendimentos; flexibilização da política monetária com redução da taxa de juros; e queda da inadimplência”, explicou Macedo. Entre as categorias econômicas, a produção de Bens de Capital aumentou 3,5% e a de Bens de Consumo cresceu 0,2%. “Esses movimentos podem estar relacionados aos cortes na taxa básica de juros iniciados no ano passado”, avaliou Claudia Moreno, economista do C6 Bank. “Daqui para a frente, acreditamos que o setor registrará períodos de oscilação, fechando o ano com leve alta.” Por outro lado, a categoria de Bens Intermediários contraiu 1,2%.

Reuters

Fluxo cambial fica negativo em US$ 438 milhões em maio

Conta financeira teve fluxo negativo de US$ 6,526 bilhões enquanto conta comercial registrou fluxo positivo de US$ 6,098 bilhões no período

O fluxo cambial anotou saída líquida de US$ 438 milhões no mês de maio, resultado de um fluxo negativo de US$ 6,526 bilhões via conta financeira e de um fluxo positivo de US$ 6,098 bilhões via conta comercial. Os dados são do Banco Central (BC). Na semana entre os dias 27 e 31 de maio, o fluxo cambial foi positivo, de US$ 1,530 bilhão. A conta comercial foi responsável pela entrada líquida de US$ 3,036 bilhões no período, enquanto a conta financeira anotou saída de US$ 1,507 bilhão. No recorte do acumulado de 2024, o fluxo cambial anota entrada líquida de US$ 6,120 bilhões, enquanto o fluxo financeiro registra saída de US$ 27,605 bilhões e o fluxo comercial tem entrada de US$ 33,725 bilhões.

Valor Econômico

EMPRESAS

Banco eleva ação de frigorífico

A análise aponta que a visibilidade sobre as operações externas da BRF ainda é baixa

O banco Santander elevou o preço justo das ações da BRF (BRFS3) em 31%, de R$ 16 para R$ 21, segundo relatório divulgado na quarta-feira (5). Com base no fechamento do dia anterior (4), o novo alvo representa um potencial de alta de aproximadamente 16%. Apesar do aumento no preço-alvo, o Santander manteve a recomendação neutra para os papéis da BRF. Os analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata justificam essa decisão, afirmando que “a maior parte do forte impulso de lucros já está precificada no fato de que a BRF está sendo negociada a 5 vezes o EV/Ebitda esperado para 2024, baseado na estimativa de Ebitda de R$ 8,6 bilhões”. A análise aponta que a visibilidade sobre as operações externas da BRF ainda é baixa. A companhia apresentou resultados melhores que o esperado tanto no quarto trimestre de 2023 quanto no primeiro de 2024, desempenho atribuído principalmente ao forte crescimento das operações internacionais.  Esse crescimento é notável considerando que a empresa registrou Ebitda negativo nas operações externas nos primeiros meses do ano passado. Os analistas sugerem que o desempenho robusto pode estar relacionado tanto a estratégias de preço de transferência e maximização dos lucros no exterior quanto a perturbações logísticas no Mar Vermelho. A BRF tem demonstrado resiliência e adaptação em suas operações internacionais, que foram cruciais para os resultados positivos recentes. Desde um período de Ebitda negativo, a empresa conseguiu virar o jogo e obter um crescimento significativo. Este cenário positivo reflete a capacidade da BRF de se ajustar e aproveitar as oportunidades em mercados estrangeiros, apesar das adversidades logísticas e de mercado.

Agrolink

GOVERNO

Rússia e demais países da UEEA abrem seus mercados para a exportação brasileira de sêmen e embriões bovinos

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE)
O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a notícia de abertura de 15 mercados dos cinco países integrantes da União Econômica Eurasiática (UEEA) – Rússia, Belarus, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão – para a exportação brasileira de sêmen e embriões bovinos (in vivo e in vitro). Trata-se de mais uma grande expansão comercial na UEEA para produtos agrícolas brasileiros. No início de maio deste ano, foram autorizadas as exportações de suínos vivos e, em setembro de 2023, de bovinos vivos para os membros da União. As aberturas decorrem do recente adensamento de contatos bilaterais com a UEEA, por meio de atuação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No primeiro quadrimestre de 2024, o Brasil exportou pouco mais de US$ 325 milhões em produtos do agronegócio para a UEEA, com destaque para soja em grãos, carne bovina, café verde e açúcar bruto. Com os novos mercados na UEEA, o agronegócio brasileiro soma 61 aberturas de mercado em 27 países neste ano, totalizando 139 aberturas em 51 países desde o início do mandato do Presidente Lula.

Portal DBO

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações no mercado de suíno vivo sobe no PR e SC

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 126,50, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 10,10/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (4), o preço ficou estável em Minas Gerais (R$ 6,68/kg) e no Rio Grande do Sul (R$ 6,20/kg). Houve alta de 1,45% no Paraná, chegando a R$ 6,29/kg, tímido avanço de 0,17% em Santa Catarina, com preço de R$ 5,97/kg, e alta de 0,61% em São Paulo, fechando em R$ 6,63/kg.

Cepea/Esalq

Frango: mercado com cotações estáveis

O mercado do frango seguiu a mesma tendência dos últimos dias na quarta-feira (5), finalizando o dia com cotações estáveis ou com tímidas altas

Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 4,80/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,11%, fechando em R$ 6,40/kg, em média. Na cotação do animal vivo, o valor não mudou no Paraná, valendo R$ 4,73/kg, assim como em Santa Catarina, fechando em R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (4), houve aumento de 0,14% para a ave congelada, chegando a R$ 7,05/kg, e de 0,14% para o frango resfriado, fechando em R$ 7,32/kg.

Cepea/Esalq

OMS confirma primeiro caso humano fatal de gripe aviária A(H5N2)

A Organização Mundial de Saúde disse na quarta-feira que uma morte foi causada pelo primeiro caso humano confirmado em laboratório de infecção por um subtipo de influenza aviária

A OMS afirmou que um morador de 59 anos do México morreu em 24 de abril, após ter febre, falta de ar, diarreia, náusea e desconforto geral. Esse foi o primeiro caso humano confirmado em laboratório de infecção com o subtipo A(H5N2) da gripe aviária reportado globalmente e a primeira infecção do vírus H5 relatado em uma pessoa no México. A vítima não tinha histórico de exposição a aves ou outros animais, segundo a OMS. Casos do subtipo A(H5N2) da influenza aviária foram relatados em aves no México. A pessoa tinha várias condições médicas subjacentes e estava de cama há três semanas, por outros motivos, antes do início dos sintomas agudos, de acordo com a OMS.

Reuters

INTERNACIONAL

Consumo per capita de carnes bovina e de frango vai aumentar até 2029, diz S&P

O consumo per capita global de carnes bovina e de frango deverá crescer até 2029, impulsionado pelo aumento da riqueza global e a busca por uma dieta mais rica em proteínas, segundo estimativas da S&P Global Commodity Insights

O consumo per capita de carne bovina deverá registar um aumento de 4,2% até 2029 e o de carne de frango, uma alta de 3,9%. A produção global de carne de frango deverá crescer 8,97% até 2029, com o maior aumento esperado na Ásia (+11,48%), seguido pela América Latina (+10,39%), Europa (+8,99%) e Estados Unidos (+2,43%). A produção global de carne bovina deverá aumentar em média 7,26% até 2029, com destaque para Ásia (+10,67%), América Latina (+9,32%), Oceania (7,04%) e Estados Unidos (+5,54%). Já na União Europeia, a produção de carne bovina deve cair 3,77% até 2029. As projeções foram divulgadas na segunda-feira (3) em nota da S&P Global Commodity Insights sobre o lançamento de novos indicadores de preços para carnes bovina e de frango da Platts.

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