CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2157 DE 06 DE FEVEREIRO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2157 |06 de fevereiro de 2024

 

NOTÍCIAS

Poucas negociações no mercado do boi gordo em São Paulo

Grande parte dos compradores permaneceram fora das compras na segunda-feira

“A expectativa é de estabilidade nos preços e melhora do consumo de carne bovina neste início de mês”, afirmaram os analistas da Scot, acrescentando que a oferta continua equilibrada à demanda. Com isso, no mercado de São Paulo, o boi gordo segue cotado em R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilha são negociadas por R$ 210/@ e R$ 230/@ (preços brutos e a prazo), segundo a Scot. A cotação da arroba do “boi-China” está valendo R$ 245 no mercado paulista, com ágio de R$ 10/@ sobre o animal “comum”. Na região do Triângulo Mineiro a cotação da arroba para todas as categorias seguiu estável na região. No mercado atacadista de carne com osso, a carcaça casada de bovinos castrados teve queda de 0,3% na semana, enquanto a carcaça casada de bovinos inteiros caiu 1,5%. Para as carcaças de vaca e novilha casadas, houve queda de 1,0% e estabilidade, respectivamente, na comparação semanal. A cotação da carcaça especial suína* teve incremento de 3,4% e, a cotação do frango médio**, queda de 4,5%. Com isso, a carne de frango está mais competitiva frente às concorrentes no mercado atacadista. *Animal abatido, sem vísceras, patas, rabo e gargantilha. **Ave que leva em consideração o peso médio da linhagem para um lote misto, com rendimento de carcaça estimado em 74,0%.

Scot Consultoria

Preço da arroba do boi gordo abre a semana em baixa

Depois de um mês de janeiro fraco para o mercado interno, expectativa é de maior equilíbrio no quadro de oferta e demanda

Enquanto pecuaristas tentam conseguir melhores preços pela arroba do boi gordo, frigoríficos resistem em ofertar valores maiores. A cotação do boi gordo abriu a semana com queda superior a 1% nesta segunda-feira (5/2), cotado em cerca de R$ 240 por arroba, segundo o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, baseado nos negócios em São Paulo. Na última semana, os valores oscilaram entre R$ 245 a R$ 240.

Globo Rural

Brasil amplia área de exportação de carne bovina para o Canadá após avaliação positiva

Relação comercial Brasil-Canadá ganha impulso com a aprovação da agência de inspeção alimentar canadense, a CFIA. Agora, seis novos estados poderão exportar carne bovina brasileira

Após uma análise criteriosa realizada pela Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA), o governo brasileiro, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), recebeu autorização para ampliar suas exportações de carne bovina para o Canadá. A avaliação resultou na aprovação da importação de carne de regiões recentemente reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) como zonas livres de febre aftosa sem necessidade de vacinação. As discussões bilaterais tiveram avanço após reunião anual da Comissão Alimentar Codex, em Roma, em novembro de 2023. O novo avanço permite que estados como Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia, além de 14 municípios do Amazonas e cinco de Mato Grosso, possam exportar carne bovina maturada, desossada e sem linfonodos para o Canadá. Santa Catarina, que já estava habilitada para exportação, continua a ser uma região elegível, assim como os estados que mantêm a vacinação contra a febre aftosa. A partir de agora, será necessário atualizar os certificados de exportação para assegurar a conformidade com os requisitos estabelecidos. “A decisão da CFIA representa um marco importante para o setor agropecuário brasileiro e reforça a importância do comprometimento contínuo dos nossos pecuaristas com os padrões sanitários. A qualidade reconhecida da carne bovina brasileira, aliada ao cumprimento das exigências internacionais de saúde animal, consolida ainda mais a posição do Brasil como um player de destaque no mercado global de exportação de carne”, ressaltou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa. Em 2023, o Brasil exportou carne bovina no valor de mais de 10,541 bilhões de dólares, correspondendo a 2,28 milhões de toneladas. O Canadá importou US$ 39 milhões em carne bovina brasileira (8.192.380 kg), registrando um aumento de 18% em comparação com 2022.

MAPA

Escoamento da carne impacta nos preços da arroba do boi gordo

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o grande fator de baixa foi o lento escoamento da carne, com expressiva retração nos cortes do traseiro bovino

Iglesias destacou que o perfil de demanda esteve bastante fraco no primeiro mês do ano, algo normal em um período no qual a população parece descapitalizada, priorizando o consumo de produtos mais acessíveis. O analista explicou que os frigoríficos passaram a exerceram pressão sobre o mercado, o que contribuiu para a queda nos valores da arroba. O contraponto ficou com a postura dos pecuaristas, que ainda encontraram as condições necessárias para regular o ritmo dos negócios e evitar uma queda maior nos preços. Preços a arroba do boi gordo: São Paulo: R$ 240 (Queda de 2,04%); Goiás: R$ 230 (Queda de 4,17%); Minas Gerais: R$ 245 (Queda de 2%); Mato Grosso do Sul: R$ 235 (Preço estável); Mato Grosso: R$ 214 (Alta de 1,42%). O mercado atacadista apresentou preços em queda para a carne bovina ao longo de janeiro. Segundo Iglesias, a queda foi mais expressiva para os cortes do traseiro bovino, de 10,89%, passando de R$ 20,20 para R$ 18,00 por quilo. Os cortes do dianteiro do bovino recuaram 3,08%, passando de R$ 13,00 para R$ 12,60 por quilo. As exportações de carne bovina in natura do Brasil renderam US$ 757,885 milhões em janeiro (considerando 19 dias úteis), com média diária de US$ 39,888 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 168,103 mil toneladas, com média diária de 8,847 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.508,50. Em relação a janeiro de 2023, houve um aumento de 13,1% no valor médio diário das exportações, um aumento de 21,5% na quantidade média diária exportada e uma queda de 6,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Agência Safras

ECONOMIA

Dólar sobe e toca os R$ 5,00 com Powell e dados dos EUA, mas perde força à tarde

O dólar à vista teve mais um dia de alta ante o real na segunda-feira, chegando a superar os 5,00 reais durante a sessão, após uma entrevista do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, e dados econômicos norte-americanos elevarem as apostas de que o corte de juros nos EUA não começará em março

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9818 reais na venda, em alta de 0,32%. Em fevereiro, a moeda acumula ganho de 0,88%. Na B3, às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,17%, a 4,9925 reais. O primeiro estímulo à alta global do dólar surgiu no domingo, quando Powell defendeu “prudência” no início do processo de corte de juros pelo Fed. “A atitude prudente a ser tomada é… dar um tempo e verificar se os dados confirmam que a inflação está caindo para 2% de forma sustentável”, disse Powell em entrevista ao programa “60 minutes”, da rede CBS, gravada na última quinta-feira. “Queremos abordar essa questão com cuidado”, acrescentou. Em reação, os rendimentos dos títulos norte-americanos registraram ganhos fortes, com os investidores elevando as apostas de que o corte de juros pelo Fed começará em maio, e não em março. No mercado de câmbio, isso se traduziu na alta do dólar ante outras divisas. Neste cenário, o dólar oscilou entre a cotação mínima de 4,9688 reais (+0,05%) às 9h08, no início da sessão, e a máxima de 5,0190 reais (+1,07%) às 12h18, já após os dados do ISM. Três profissionais afirmaram à Reuters que, com a moeda acima dos 5,00 reais, agentes entraram no mercado para aproveitar as cotações e vender moeda — tanto no segmento à vista quanto no futuro (mais líquido), o que reconduziu as cotações a níveis mais baixos. O movimento no câmbio esteve em sintonia com a perda de força das taxas futuras de juros durante a tarde no Brasil.

Reuters

Ibovespa escapa de mau humor externo suportado por bancos e termina sessão em alta

Após sessão volátil, o Ibovespa encerrou o dia em alta, mitigando perdas recentes liderado pelo avanço de ações de grandes bancos

Não obstante, analistas afirmam que o curto prazo segue desafiador, na medida em que dados robustos de atividade nos Estados Unidos afetam a expectativa por cortes de juros e pressionam as curvas americana e, consequentemente, a brasileira. No fim do dia, o índice subiu 0,32%, aos 127.593 pontos. Nas mínimas intradiárias, tocou os 126.443 pontos e, nas máximas, os 127.834 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 18h15) foi de R$ 13,99 bilhões no Ibovespa e R$ 19,51 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,32%, aos 4.942 pontos, Dow Jones fechou em queda de 0,71%, aos 38.380 pontos e Nasdaq caiu 0,20%, aos 15.597 pontos.

Valor Econômico

Atividade de serviços do Brasil cresceu em janeiro no ritmo mais forte em 7 meses, segundo PMI

O crescimento do setor de serviços do Brasil acelerou com força em janeiro e atingiu o patamar mais elevado em sete meses, impulsionado pelo aumento da produção e das vendas, com as condições favoráveis da demanda alimentando a criação de empregos, mostrou na segunda-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)

O PMI da S&P Global para o setor de serviços saltou a 53,1 em janeiro, de uma mínima de três meses em dezembro de 50,5. Esse é o nível mais elevado desde junho de 2023, consistente com um sólido ritmo de expansão, já que permanece acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. De acordo com a pesquisa, o crescimento teve como base tendências positivas de demanda e sólida expansão das novas encomendas, no ritmo mais forte também em sete meses. O ambiente favorável de vendas junto com rearranjos de equipe e projeções de crescimento ajudaram na criação de vagas de trabalho em janeiro pelo quarto mês seguido. Os fornecedores de serviços também mostraram otimismo em relação às perspectivas de crescimento, com expectativas de condições melhores e investimentos, embora tenha caído para uma mínima de seis meses. Em relação aos preços, houve novo aumento mensal nos custos de insumos das empresas no início do ano, com aumentos relatados nos preços de alimentos, combustíveis, eletricidade, internet e água. Quase 12% dos participantes da pesquisa elevaram seus preços de venda em janeiro ao repassar os custos maiores aos clientes, enquanto menos de 1% ofereceu descontos. A aceleração do crescimento do setor de serviços somou-se ao resultado do setor industrial, que voltou a crescer em janeiro, levando o PMI Composto do Brasil a 53,2 no mês, de 50,0 em dezembro. “Uma alta sólida na atividade de serviços, combinada com novo crescimento da produção industrial, significa que o setor privado do Brasil iniciou o ano em tom mais positivo. A produção agregada expandiu no ritmo mais rápido em 15 meses, acima da tendência da série”, destacou em nota a diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

Reuters

Brasil registra déficit em conta corrente de US$ 5,8 bi em dezembro, diz BC

O Brasil teve déficit em transações correntes de 5,8 bilhões de dólares em dezembro e terminou 2023 com um saldo negativo acumulado de 28,616 bilhões de dólares, informou o Banco Central na segunda-feira

Com o resultado de dezembro, o déficit acumulado em 12 meses totalizou o equivalente a 1,32% do Produto Interno Bruto. A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um déficit de 7,428 bilhões de dólares em dezembro. No mês, os investimentos diretos no país tiveram um saldo negativo de 389 milhões de dólares, contra resultado positivo de 5,85 bilhões de dólares projetados na pesquisa. No ano, os investimentos diretos totalizaram 61,952 bilhões de dólares.

Reuters

OCDE mantém previsão de crescimento de 1,8% do Brasil em 2024

Já a projeção para a economia da zona do euro foi puxada para baixo, conduzida principalmente por uma queda na economia alemã

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), publicou na segunda-feira, 5, projeções atualizadas sobre sua expectativa de crescimento para os países do G20. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil não foi alterada e ainda é de 1,8% em 2024 e 2,0% em 2025, tal qual na última estimativa, publicada em novembro de 2023. Segundo a análise, os efeitos da política monetária mais restritiva nas maiores economias do mundo devem reduzir o crescimento do PIB global para 2,9% em 2024 e em 3,0% em 2025, porém, a melhora das condições financeiras recentemente fez a organização aumentar sua projeção para este ano em 0,20 ponto porcentual. A OCDE pontuou também que as despesas de famílias americanas e o mercado de trabalho resiliente sustentaram uma elevação na expectativa de crescimento do PIB dos EUA em 0,60 ponto porcentual neste ano. Agora, a economia americana deve crescer 2,1% em 2024 e 1,7% em 2025. Do outro lado do Atlântico, a projeção para a economia da zona do euro foi puxada para baixo, conduzida principalmente por uma queda na economia alemã. O PIB da zona do euro deve crescer 0,6% neste ano, ante 0,9% previsto pela OCDE em novembro de 2023. Enquanto isso, a expectativa para a economia chinesa ainda é desacelerar a 4,7% em 2024 e 4,2% no próximo ano. A previsão da OCDE agora é que a inflação da maioria dos países do G20 retorne à meta até o fim de 2025, caindo de 6,6% em 2024 para 3,8% em 2025, com o núcleo da inflação diminuindo para 2,5% em 2024 e 2,1% em 2025. Porém, segundo o documento, ainda é cedo para ter certeza de que a pressão sobre preços está totalmente contida nas maiores economias, visto que os custos de trabalho continuam acima do desejável.

O Estado de São Paulo

CARNES

Preços globais de carnes caem pelo 7º mês consecutivo em janeiro

O índice de preços globais de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 1,4% em janeiro, em relação a dezembro de 2023, a sétima queda mensal seguida, impactado por reduções nos preços de todas as proteínas com exceção da ovina, segundo a FAO

O índice ficou em 109,8 pontos, 1,2% abaixo do registrado em janeiro de 2023. “As cotações internacionais da carne de frango caíram ainda mais em janeiro, sustentadas pela procura global persistentemente moderada e pelas amplas disponibilidades exportáveis nos principais países exportadores”, disse a FAO em comunicado na sexta-feira (2). Os preços da carne suína diminuíram ligeiramente devido a uma queda nas importações por parte da China, em um cenário de aumento da produção local chinesa de carne suína e de oferta abundante de alguns países produtores. Os preços globais da carne bovina também tiveram leve queda, refletindo principalmente a elevada oferta de exportação da Oceania e da América do Sul. Já as cotações de carne ovina aumentaram devido à elevada demanda global de importações e à redução da oferta de animais para abate na Oceania, onde chuvas recentes incentivaram os produtores a reter animais por mais tempo.

Carnetec

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno CIF teve alta de 2,46% na 2ª feira

De acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF registrou avanço de 2,46%, custando, em média, R$ 125,00, assim como a carcaça especial teve alta de 3,16% e está cotado em R$ 9,80/kg, em média

O Indicador do Suíno Vivo, referente a última sexta-feira (02), o preço registrou ganho de 0,68% no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,88/kg. No Paraná, o preço do animal também teve ganho de 1,06% e está em R$ 5,70/kg. Já na região de Santa Catarina, o animal seguiu estável e cotado em R$ 5,78/kg, enquanto em São Paulo o valor ficou em R$ 6,31/kg e também com ganho de 3,10%. Em Minas Gerais, o valor do suíno teve valorização de 2,86% e está cotado em R$ 6,47/kg.

CEPEA/ESALQ

Frango: estabilidade nos preços

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja paulista permaneceu estável em R$ 5,05 por kg. Já o frango no atacado paulista seguiu com estabilidade e cotado em R$ 6,70 por kg

No Paraná, a cotação do animal vivo seguiu em estabilidade e valendo R$ 4,55/kg. Já em Santa Catarina, o valor do frango vivo também seguiu estável em R$ 4,45/kg. Conforme informações divulgadas pelo Cepea/Esalq na última sexta-feira (02), o preço do frango vivo congelado permaneceu cotado em R$ 7,30/kg. No caso do frango resfriado, o preço teve um ganho de 0,27% e está sendo comercializado em R$ 7,37/kg.

CEPEA/ESALQ

Menor demanda doméstica e queda na exportação reduzem preço da carne de frango

Os preços da carne de frango medidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em janeiro tiveram queda de mais de 2% ante dezembro, impactados pelo aumento da disponibilidade interna, informou o Cepea

A queda nas exportações e a demanda doméstica enfraquecida, devido às despesas extras da população e ao recesso escolar do início do ano, contribuíram para elevar a disponibilidade interna da proteína no mercado local em janeiro. A cotação média do frango inteiro resfriado no atacado da Grande São Paulo foi de R$ 7,03/kg em janeiro, queda de 2,6% em relação a dezembro. O frango congelado caiu 2,5% para R$ 7,04/kg. “Já a cotação do frango vivo se sustentou no período, refletindo estratégia do setor de ajustar o alojamento de aves de corte com a demanda interna”, disse o Cepea em nota. O preço médio do animal em janeiro no estado de São Paulo foi de R$ 5,11/kg, uma queda de 0,2% em relação ao mês anterior.

Carnetec

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