CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2153 DE 31 DE JANEIRO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2153 |31 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS

Cotações estáveis no mercado do boi em São Paulo

Com a oferta equilibrada, as cotações permaneceram estáveis

Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, os preços dos animais terminados ficaram estáveis na terça-feira. Com isso, o boi gordo “comum” segue negociado em R$ 240/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 215/@ e R$ 230/@ (preços brutos e a prazo). Por sua vez, o “boi-China” está apregoado em R$ 245/@ no mercado de São Paulo (prazo, valor bruto) – um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a Scot. Na região Norte do Mato Grosso, porém, de acordo com a Scot, as cotações dos bois destinados ao mercado interno e à exportação caíram R$ 5/@ na terça-feira. Para as demais categorias, houve estabilidade nos preços. Com isso, o boi destinado ao mercado doméstico está sendo negociado em R$ 210/@ nas praças do Norte do MT, a vaca vale R$ 195/@ e a novilha segue vendida por R$ 202/@, informa a Scot (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está apregoado em R$ 220/@. Na exportação de carne bovina in natura até a quarta semana de janeiro, foram exportadas 168 mil toneladas de carne bovina – média diária de 8,8 mil toneladas, crescimento de 21,7% frente à média em janeiro/23. O preço médio está em US$4,5 mil/t, retração de 6,9% frente à média registrada em janeiro/23. Apesar da retração no preço, o forte ritmo dos embarques aumentou o faturamento médio diário para o período em 13,1%.

Scot Consultoria

Preço da arroba do boi gordo recua em grande parte do país

O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar tentativas de compra abaixo da referência média na terça-feira (30)

Segundo o consultor da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mês de janeiro foi pautado pelo lento escoamento da carne. “É aguardada melhora das vendas no decorrer da primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo. Outro aspecto a ser ponderado está na tendência de comercialização mais lenta durante o feriado de carnaval, que pode fazer com que a indústria volte com maior apetite para compra de gado na retomada das negociações”, indica. Ele coloca que vale destacar que o pecuarista ainda dispõe de boa capacidade de retenção, capaz de cadenciar o ritmo das negociações. Preço da arroba do boi: São Paulo: R$ 239. Goiânia: R$ 230. Uberaba: R$ 243. Dourados: R$ 231. Cuiabá: R$ 210. O mercado atacadista apresentou manutenção dos preços no decorrer da terça-feira (30). Iglesias aponta que o escoamento da carne foi bastante lento ao longo de janeiro. “O momento agora é de maior otimismo em torno do escoamento da carne durante a primeira quinzena de fevereiro, com a entrada dos salários motivando a reposição entre atacado e varejo. Dessa forma, é possível que os frigoríficos consigam dar vazão ao produto estocado”, comenta. Quarto traseiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 12,50 por quilo. Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 12,60 por quilo.

Agência Safras

Preço do boi gordo tem leve alta em Mato Grosso com melhora no escoamento

Escalas de abate caíram de dez para nove dias úteis, informou a Agrifatto

A arroba se valorizou 1,1% em Mato Grosso, em relação à sexta-feira (26/1), para R$ 215,50. Os preços do boi gordo subiram na segunda-feira (29/1) no mercado doméstico, indica a Agrifatto. Na B3, os contratos também reagiram, e o vencimento para janeiro teve alta de 0,2% na comparação diária, cotado a R$ 247 por arroba. Segundo a consultoria, a preparação do varejo para os próximos dias e a chegada de fevereiro impulsionam o maior escoamento dos estoques da indústria, que correm para atender a demanda. “As escalas de abate, que estavam rondando em 10 dias úteis, já passam para nove dias”, afirmou a empresa, em nota. No mercado de carne com osso, as distribuições do atacado foram consideradas boas para o segmento varejista. As vendas são consideradas satisfatórias, e há expectativas de que o escoamento se fortaleça à medida que as atividades escolares retornam gradualmente e a data de pagamento de salários se aproxima. “A perspectiva é de cotações estáveis para as próximas negociações, com sustentação sólida especialmente para a carcaça casada do boi castrado, que está cotada a R$ 16/kg”, projetou a Agrifatto.

Globo Rural

ECONOMIA

Dólar perde força e fecha perto da estabilidade

O dólar à vista chegou a sustentar ganhos firmes ante o real na tarde da terça-feira, mas a moeda encerrou a sessão muito próxima da estabilidade, com investidores à espera da “superquarta”, quando os bancos centrais de Brasil e EUA decidirão sobre juros

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9462 reais na venda, em leve baixa de 0,11%. Em janeiro, porém, a moeda norte-americana acumula elevação de 1,95%. Na B3, às 17:17 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,12%, a 4,9480 reais. O principal dado do dia saiu às 12h, quando o Departamento do Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego disponíveis — uma medida da demanda por mão de obra — aumentaram em 101.000, chegando a 9,026 milhões no último dia de dezembro, conforme o relatório Jolts. Economistas consultados pela Reuters previam 8,75 milhões de vagas de emprego em aberto em dezembro. Os dados de novembro foram revisados para cima, de 8,79 milhões para 8,925 milhões de vagas não preenchidas. Os números sugerem, na prática, que o mercado de trabalho norte-americano provavelmente continua forte demais para que o Federal Reserve comece a cortar os juros no primeiro trimestre. Operador ouvido pela Reuters pontuou que o exterior conduziu os negócios: quando o dólar acelerou lá fora, ele também ganhou força no Brasil; quando perdeu fôlego lá fora, também se acomodou ante o real, se reaproximando da estabilidade no fim da sessão. Os negócios tanto no Brasil quanto no exterior também foram marcados pela expectativa antes das decisões sobre juros do Fed e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na quarta-feira — apelidada de “superquarta”. A expectativa consolidada no mercado é de que o Fed manterá sua taxa básica na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, mas investidores estarão atentos a pistas sobre quando a instituição iniciará o ciclo de cortes — em março ou em maio. No caso do Copom, a projeção é de novo corte de 0,50 ponto percentual da taxa básica Selic, hoje em 11,75% ao ano, e de nova indicação de manutenção do ritmo de baixa de meio ponto percentual no próximo encontro. Internamente, a quarta-feira também será de definição da Ptax — a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Reuters

Mercado volta a reduzir projeção para inflação em 2024, mostra Focus

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram pela terceira semana seguida a perspectiva para a inflação neste ano, deixando inalterado o cenário para a política monetária, mostrou a pesquisa Focus divulgada na terça-feira

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2024 foi reduzida em 0,05 ponto percentual, a 3,86%. A projeção segue acima do centro da meta oficial, que é de 3,0%, mas abaixo do teto, de 4,50%. Para 2025, 2026 e 2027 a pesquisa continua apontando expectativa de alta de 3,50% para o IPCA. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa é de crescimento de 1,60% este ano e 2,00% no próximo, sem alterações. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que os especialistas consultados continuam enxergando a taxa básica de juros Selic a 9,0% ao final de 2024 e a 8,50% em 2025. O BC inicia nesta terça-feira sua primeira reunião de política monetária do ano, e a expectativa é de que adote novo corte de 0,5 ponto percentual quando anunciar sua decisão na quarta, levando a Selic a 11,25%

Reuters

Confiança de serviços no Brasil inicia 2024 com alta em janeiro, mostra FGV

A confiança do setor de serviços do Brasil voltou a subir no início de 2024 e foi ao melhor nível em pouco mais de um ano com a melhora das expectativas, mostraram dados divulgados na terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 1,9 ponto, para 95,7 pontos, chegando ao patamar mais elevado desde outubro de 2022 (97,6 pontos), depois de ter recuado em dezembro. O Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, sustentou a melhora, com alta de 6,4 pontos, para 95,0 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (97,3 pontos). Isso compensou a queda de 2,7 pontos do Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, a 96,4 pontos. “A percepção sobre a situação atual ratifica a perda de fôlego do setor observada desde o segundo semestre de 2023. Em compensação, melhores avaliações na demanda para o primeiro trimestre do ano e redução do pessimismo sobre o ambiente de negócios podem refletir na volta do crescimento do setor, ainda mais pela disseminação entre os principais setores”, avaliou Stéfano Pacini, economista da FGV IBRE. Segundo ele, a melhora das expectativas pode estar relacionada à expectativa do empresário de manutenção da queda na taxa de juros e de redução do endividamento das famílias, bem como melhora da confiança dos consumidores e do mercado de trabalho. A Banco Central iniciou um ciclo de cortes de juros no ano passado que já tirou a taxa básica de juros Selic do pico de 13,75% para os atuais 11,75%. A autoridade monetária volta a se reunir a partir desta terça, e a expectativa é de que adote novo corte de 0,5 ponto percentual quando anunciar sua decisão na quarta-feira.

Reuters

Brasil fecha mais empregos do que o esperado em dezembro, mas encerra ano com saldo positivo de 1,5 mi

O Brasil fechou 430.159 vagas formais de trabalho em dezembro, mais do que o esperado pelos mercados, mas encerrou 2023 com saldo acumulado positivo de quase 1,5 milhão de empregos, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego

O resultado negativo do mês passado foi mais intenso que a expectativa em pesquisa da Reuters, de fechamento líquido de 372.341 empregos, e representou forte piora frente ao saldo positivo de 125.027 de novembro — dado revisado ante 130.097 informados anteriormente. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o rombo do mês passado reflete ajustes sazonais realizado todos os anos no mês de dezembro. De fato, o Caged também registrou grande número de fechamento de vagas em dezembro de 2022: 431.011. Apesar do rombo visto em dezembro, em 2023 como um todo o país ainda abriu 1,484 milhão de vagas formais. Essa leitura, por outro lado, ficou abaixo dos 2,013 milhões de empregos criados em 2022 e dos 2,780 milhões abertos em 2021 — anos em que o mercado de trabalho estava se recuperando do impacto da pandemia. O dado do ano completo é resultado de 23,258 milhões de admissões e 21,774 milhões de desligamentos ao longo de 2023. Entre os cinco grandes setores econômicos, todos tiveram criação líquida de vagas no acumulado do ano passado, e o maior crescimento do emprego formal ocorreu nos Serviços, com saldo positivo de 886.256 postos de trabalho. Entre os destaques desse segmento, ao longo do ano surgiram 55.846 oportunidades formais em serviços de escritório e apoio administrativo e 30.093 em limpeza em prédios e domicílios. O setor de Comércio teve abertura de 276.528 postos de trabalho, enquanto a Construção Civil viu a criação de 158.940 empregos. A Indústria gerou 127.145 vagas, enquanto a Agropecuária ficou em último lugar com 34.762. Todas as unidades federativas registraram saldo positivo de vagas formais no acumulado de 2023, com São Paulo na liderança com 390.719 postos. O Acre foi o Estado com menor criação de empregos, de apenas 4.562. Entre as regiões do país, o Sudeste criou 726.327 empregos no ano passado, seguido por Nordeste (+298.188), Sul (+197.659), Centro-Oeste (+155.956) e Norte (+106.375). O salário médio real de admissão no último mês de 2023 foi de 2.026,33 reais, apresentando redução de 6,52 reais frente ao valor corrigido de novembro, de 2.032,85.

Reuters

Dívida pública federal cresce 9,6% em 2023 e Tesouro vê estoque de até R$7,4 tri em 2024

A dívida pública federal subiu 9,6% em 2023 em relação ao ano anterior, a 6,520 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional na terça-feira, prevendo que ao final de 2024 o estoque poderá subir a até 7,4 trilhões de reais

Em valores absolutos, o crescimento no ano passado foi de 568,9 bilhões de reais, impulsionado pela alta de 3,09% registrada em dezembro. O dado final ficou dentro do intervalo de 6,4 trilhões a 6,8 trilhões de reais estabelecido como meta no Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro para 2023. No fechamento do ano, a reserva de liquidez — colchão de segurança para gestão da dívida pública — ficou em 982 bilhões de reais, abaixo do patamar de 1,176 trilhão de reais de 2022. O valor é suficiente para bancar 7,6 meses de vencimentos à frente, patamar considerado confortável pelo Tesouro. “A gente conseguiu entregar no final do ano todos os indicadores dentro da banda estabelecida pelo Tesouro, mantendo o colchão de liquidez, é inegável que o reconhecimento técnico tem que ser feito à gestão”, disse o Secretário do Tesouro, Rogério Ceron, em entrevista à imprensa. Em relação ao custo médio do estoque da dívida, o nível subiu para 10,51% ao ano, ante 10,21% no encerramento do ano anterior. O custo médio das emissões da dívida interna, por sua vez, recuou para 11,62%, ante 12,08% em dezembro de 2022. O prazo médio da dívida subiu de 3,90 anos em 2022 para 3,95 anos no fim de 2023. O dado ficou dentro do intervalo de 3,8 anos a 4,2 anos definido no PAF. No fechamento do ano passado, o volume de títulos a vencer em 12 meses cumpriu o que havia sido estabelecido como meta pelo Tesouro no PAF. O patamar ficou em 20,14%, dentro da meta de 19% a 23%. Com relação à composição da dívida pública, a participação dos papéis prefixados caiu a 26,5% do total no ano, frente a 27,0% em dezembro de 2022. O patamar ficou dentro da meta de 23% a 27% para o ano. Os títulos atrelados à Selic, por sua vez, passaram de 38,3% no final de 2022 para 39,7%, dentro da meta de 38% a 42%. Os papeis indexados à inflação fecharam 2023 em 29,8% da dívida, abaixo do patamar de 30,3% registrado um ano antes, sendo que a referência para o ano era de 29% a 33%. Já os títulos remunerados pelo câmbio tiveram participação de 4,1% da dívida total, ante 4,5% em dezembro de 2022, também dentro da faixa de 3% a 7% fixada como meta. A participação de não residentes na dívida pública interna subiu ligeiramente de 9,36% para 9,48% no fim de 2023. De acordo com Ceron, o Tesouro terá em 2024 a possibilidade de estar mais pressente no mercado externo, já que além de suas emissões tradicionais de títulos no mercado internacional, o governo brasileiro lançou títulos sustentáveis no ano passado e pretende manter a estratégia de usar essas captações para balizar emissões do setor privado. Para 2024, a meta do Tesouro é que a dívida pública federal feche este ano no intervalo de 7,0 trilhões de reais a 7,4 trilhões de reais, bem acima dos 6,520 trilhões de reais do encerramento do ano passado. Na entrevista, Ceron destacou que há expectativa de incremento dos títulos atrelados à Selic no portfólio do Tesouro neste ano como forma de alongar o prazo médio de vencimento da dívida pública.

Reuters

IGP-M desacelera alta para 0,07% em janeiro com alívio de matérias-primas brutas, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta para 0,07% em janeiro, de 0,74% em dezembro, começando o ano sob efeito do arrefecimento dos preços das matérias-primas brutas, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira

O resultado de janeiro ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,24%, e levou o índice a acumular em 12 meses queda de 3,32%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, recuou 0,09% no mês, bem distante da alta de 0,97% vista em dezembro. “Nesta edição, o Índice de Preços ao Produtor mostra arrefecimento dos preços das Matérias-Primas Brutas (de 3,06% para 0,49%), o que se mantido nas próximas apurações, pode antecipar a desaceleração dos preços de alimentos industrializados”, disse o coordenador dos índices de preço da FGV, André Braz. A desaceleração do grupo de Matérias-Primas Brutas foi influenciada por itens chave como a soja em grão, que passou de uma alta de 2,03% para uma queda de 5,98%, o minério de ferro, que reduziu seu aumento de 4,63% para 2,87%, e o milho em grão, cuja taxa diminuiu de 11,30% para 6,22%. Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral acelerou sua alta para 0,59% em janeiro, ante taxa de 0,14% no mês passado. No âmbito do consumidor, a inflação segue muito concentrada nos grupos Alimentação (de 0,55% para 1,62%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,65% para 2,11%). Esse resultado reflete os preços mais altos dos alimentos in natura, em meio a problemas de ofertas típicos da estação, e cursos formais mais caros, informou a FGV. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, desacelerou a alta a 0,23%, de 0,26% em dezembro. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Reuters

FMI vê o Brasil ‘resiliente’ e eleva projeção de alta do PIB em 2024, de 1,5% a 1,7%

Instituição está mais otimista com o Brasil, segundo relatório divulgado na terça-feira, 30; economia nacional deve, no entanto, desacelerar frente a 2023

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais otimista com o Brasil e vê o País crescendo 1,7% neste ano, ante projeção anterior de 1,5%, conforme a atualização do seu relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicada na terça-feira. Ainda assim, a economia brasileira deve desacelerar frente a 2023, quando deve ter avançado 3,1%, prevê o organismo com sede em Washington, nos Estados Unidos. À frente, o FMI espera que o Brasil volte a acelerar o passo. O Fundo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresça 1,9% em 2025, projeção inalterada frente às estimativas divulgadas pelo organismo em outubro do ano passado. “Muitas economias continuam a demonstrar grande resiliência, com o crescimento a acelerar no Brasil, na Índia e nas principais economias do Sudeste Asiático”, diz o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, em comentário sobre as novas projeções econômicas do Fundo. Apesar disso, o Brasil deve crescer em ritmo aquém ao estimado para a América Latina em 2024, a despeito do corte na projeção do organismo para a região. O Fundo vê a economia latina crescendo 1,9% neste ano, 0,4 ponto porcentual abaixo da sua estimativa anterior. Para 2025, o FMI espera que a América Latina retome o fôlego e cresça 2,5%, mesmo avanço projetado para o PIB do ano passado. Segundo o Fundo, a revisão regional é justificada pela expectativa de mais um ano de recessão na Argentina, devido ao “ajuste político significativo para restaurar a estabilidade macroeconômica” do país. Sob o governo de Javier Milei, o país deve amargar uma queda de 2,8% neste ano, projeção piorada em 5,6 pontos porcentuais. No ano passado, a Argentina já havia encolhido 1,1%, conforme as projeções do organismo. Para 2025, porém, o Fundo vê recuperação, com crescimento de 5,0%, uma melhora de 1,7 p.p. frente às projeções de outubro. Por outro lado, o FMI destaca a melhora das projeções para grandes economias como a do Brasil e do México em 2024. No caso da economia mexicana, o Fundo melhorou a sua projeção em 0,6 p.p., para uma alta de 2,7% neste ano. O país tem se beneficiado de maiores volumes de negócios com países vizinhos, o chamado ‘nearshoring’, na esteira da pandemia e das tensões geopolíticas agravadas pela guerra na Ucrânia e, mais recentemente, no Oriente Médio. “A melhoria nas projeções para o Brasil e O México reflete, em grande parte, os efeitos de transferência de uma demanda interna mais forte do que o esperado e de um crescimento superior ao previsto nas grandes economias parceiras comerciais em 2023″, diz o FMI, no relatório.

O Estado de São Paulo

EMPRESAS

Decisão do Cade sobre negócio entre Minerva e Marfrig deve demorar

Superintendência geral considerou que operação de venda de ativos de bovinos não é simples e demanda mais tempo para análise. Compra dos ativos de bovinos da Marfrig pela Minerva vai demorar mais do que as empresas esperavam

A aprovação — ou não — da compra dos ativos de bovinos da Marfrig pela Minerva vai demorar mais do que as empresas esperavam. As companhias apresentaram o negócio ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 27 de setembro de 2023, quando um empecilho para a aprovação era a composição incompleta do Tribunal. Mas mesmo após a nomeação e posse de quatro novos conselheiros, a Superintendência Geral (SG) do órgão considerou que não se trata de uma operação simples e, por isso, será necessário mais tempo para a análise. A operação consiste na aquisição de parte do negócio de carne bovina e de ovinos da Marfrig Global Foods e da Marfrig Chile, incluindo plantas industriais de abate e desossa e um centro de distribuição. Os ativos estão localizados no Brasil, Argentina e Chile. O negócio não implica a saída da Marfrig do segmento de abate de animais. A empresa vai manter outras plantas. As companhias informaram ao Cade que, para a Marfrig, a operação está dentro da estratégia de focar na produção de carnes com marca e produtos de maior valor agregado. E, para a Minerva, a aquisição “constitui uma oportunidade estratégica na complementação de suas operações”, com destaque para o ganho de economia de escala e de eficiência. Quando anunciaram a transação de R$ 7,5 bilhões ao Cade, Minerva e Marfrig apresentaram o negócio como “ato de concentração sumário”, formato destinado a operações consideradas simples, cujo prazo para obtenção de resposta é de 30 dias. Com a transformação pela SG para ato ordinário, agora a análise pode demorar 240 dias. E o prazo começa a ser contado a partir de 22 de janeiro, e não mais a partir da data de apresentação. Isso porque foi em janeiro que a SG pediu novas informações às empresas a respeito da operação. O prazo de 240 dias consta na legislação. Consultado, o Cade esclareceu que a SG costuma trabalhar com o prazo de 90 dias, chamado de “reputacional”, um prazo menor que o conselho tenta cumprir. Mas ainda assim bem superior ao esperado por Minerva e Marfrig quando apresentaram o negócio. Em despacho publicado em dezembro, a SG afirma que diante da constatação de que em ao menos um dos mercados afetados pela operação (abate de bovinos em Rondônia), o negócio poderia conferir à Minerva posição dominante (com participação de mercado superando o limite de 20%), não seria possível o enquadramento como procedimento sumário. Também foi solicitada uma instrução complementar. E somente depois dessa investigação complementar a superintendência deverá publicar parecer sobre o caso. A partir da decisão da SG, se aprovado o negócio sem restrições, haverá 15 dias para terceiros ou conselheiros questionarem o parecer para levarem o negócio ao Tribunal do Cade. Se a Superintendência rejeitar ou aprovar com restrições, o caso necessariamente irá ao tribunal. Caso haja apenas a aprovação pela SG sem manifestações em 15 dias, a operação ficará definitivamente aprovada. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) pediu para participar como terceira interessada no processo. A entidade afirma querer assegurar que os pecuaristas estabelecidos nas áreas das plantas frigoríficas não sofrerão abuso de poder de mercado no futuro. A CNA informou que encaminhou ao órgão de defesa da concorrência uma nota técnica em que aborda os impactos da concentração de mercado ocorrida nos últimos anos no setor.  Segundo a entidade, a aquisição das operações dos frigoríficos da Marfrig pela Minerva poderá ampliar a concentração de mercado em alguns Estados. Na última semana, mais de 100 ofícios foram enviados pelo Cade para integrantes de mercados que podem ser afetados pela operação. Os mercados considerados são os de comercialização de carne bovina e ovina in natura no mercado doméstico; abate de bovinos e seus subprodutos no mercado doméstico, couro cru no mercado doméstico; e atividades de processamento de carne bovina. Procuradas, Marfrig e Minerva não comentaram o caso.

Valor Econômico

Minerva pode virar maior fornecedora de carne da China

Empresa pode elevar suas compras se o Cade aprovar a compra de frigoríficos da Marfrig

A Minerva pode se tornar a maior fornecedora de carne bovina à China no mundo, caso o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprove a compra de frigoríficos da Marfrig. Fontes e analistas dão como certa a consolidação da companhia nesse mercado, mas ponderam se é o melhor momento para isso. “A empresa vai se tornar tão grande quanto a JBS quando a gente fala em América Latina, mas, olhando só para China, pode assumir a liderança por conta das operações de Argentina e Uruguai que está abraçando da Marfrig”, afirma fonte de um frigorífico concorrente. Nas conversas entre fontes do setor, corre a informação de que funcionários dos frigoríficos adquiridos pela Minerva começaram a procurar outras empresas com medo de perder o emprego em meio às mudanças. “A percepção no chão de fábrica é que [a venda] já deu tudo certo”, diz a fonte. Procurada, a Minerva optou por não se posicionar até a decisão do Cade. Uma questão levantada no mercado é se a Minerva, ao se tornar a principal parceira da China, teria força para negociar preços melhores pela tonelada de carne exportada. Parte do setor vê as novas inspeções do país asiático em frigoríficos brasileiros como uma sinalização de que a China terá opções na manga para contrabalancear. “Na fila [das inspeções] estão plantas enormes da JBS, como as de Campo Grande, Diamantino e Redenção. Então, o que a gente fala hoje sobre China pode mudar amanhã”, observa outra fonte da indústria. Segundo Leonardo Alencar, analista da XP Investimentos, não existem dados públicos sobre todos os exportadores de carne bovina do mundo, mas, considerando os volumes que a companhia já exporta na América do Sul, há grandes chances de que a previsão esteja correta. No entanto, o analista da XP pondera que a queda dos valores pagos pela tonelada exportada ao mercado chinês já era esperada. “Sempre ficou a dúvida do porquê o mercado que levava o maior volume pagava tanto prêmio. Parecia um contrassenso”, diz. Para ele, a aprovação do Cade será decisiva para a nova Minerva. Se sair no começo do segundo trimestre do ano, a companhia conseguirá direcionar as fábricas para capturar oportunidades no Brasil, geradas pela ampla oferta, que deve começar a diminuir a partir de 2025. Uma vantagem competitiva da Minerva é “saber operar bem no mercado de commodity e em sazonalidades”, afirma Alencar. Segundo ele, a empresa já trabalha no mercado internacional para ter uma demanda maior que sua oferta — por isso, compra carne de outros players para exportar. “Então, pelo menos parte desse produto já terá um destino lá fora”. Mas Alencar avalia que o valor pago pelos ativos da Marfrig — R$ 7,5 bilhões — foi muito alto em relação ao ganho que terá com elas, mesmo capturando todas essas oportunidades. “A conta que fizeram não faz sentido para a gente”, avalia. A recomendação da XP para as ações da Minerva é de compra; para as da Marfrig, mantém a avaliação neutra. Ontem, os papéis das Minerva fecharam na B3 a R$ 6,83, com queda de 3,12% enquanto os da Marfrig recuaram 2,96%, a R$ 9,19

Valor Econômico

Programa de auxílio a produtor da JBS alcança 8 mil fazendas regularizadas

Foram 4 mil regularizações no ano passado, com 2,3 mil hectares direcionados para recomposição florestal

O programa Escritórios Verdes da JBS alcançou 8 mil regularizações socioambientais de fazendas no Brasil, sendo 47% delas de pequenas propriedades, segundo a empresa. A JBS afirma que foram efetuados mais de 22 mil atendimentos a produtores rurais, sendo 9 mil em 2023, crescimento de 57% ante 2022. O programa teve início com escritórios nos Estados do Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo expandido ao Acre e ao Tocantins. A empresa tem a meta de alcançar 12 mil regularizações em 2024, apoiada pelo lançamento do programa Escritórios Verdes 2.0 no fim do ano passado. Segundo a JBS, a iniciativa reforça a estratégia de ir além do bloqueio dos produtores que não estão em conformidade com a política de compras da empresa. “Com os Escritórios Verdes 2.0 ofereceremos ferramentas para que o produtor tenha acesso a práticas e técnicas de produção regenerativa e sistemas agroflorestais integrados”, afirmou em nota a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liége Correia. A JBS diz monitorar, diariamente, mais de 70 mil potenciais fazendas fornecedoras de gado e que, quando uma propriedade é identificada com alguma não-conformidade em relação aos critérios socioambientais de sua política de compras, o bloqueio é realizado. “Entendemos que esta questão setorial relacionada ao desmatamento só terá uma solução se atuarmos de forma conjunta com os pecuaristas e pequenos produtores, oferecendo soluções efetivas e promovendo a assistência técnica para aqueles que desejam fazer a regularização”, disse Correia.

Estadão Conteúdo

FRANGOS & SUÍNOS

Preços estáveis no PR e MG para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve aumento de 0,86%, custando, em média, R$ 117,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,25%, com valor de R$ 9,10/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (29), os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,27/kg) e Paraná (R$ 5,62/kg). Houve queda de 0,34% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 5,83/kg, baixa de 0,71% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,62/kg, e de 0,48% em São Paulo, fechando em R$ 6,16/kg.

Cepea/Esalq

Mercado do frango: cotações estáveis ou em queda

Segundo pesquisadores do Cepea, o preço da carne de frango registrou quedas em janeiro. Além do movimento sazonal de demanda enfraquecida nesta segunda quinzena, os estoques elevados têm reforçado o movimento de baixa sobre os valores da proteína no mercado nacional.

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,05/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,70/kg. No caso do animal vivo, no Paraná o preço ficou estável em R$ 4,52/kg, enquanto em Santa Catarina houve queda de 2,84%, chegando a R$ 4,45/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (29), a ave congelada ficou com preço estável em R$ 7,28/kg, enquanto o frango resfriado baixou 1,22%, chegando a R$ 7,26/kg.

Cepea/Esalq

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