CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2152 DE 30 DE JANEIRO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2152 |30 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS

Semana começa com cotações estáveis em São Paulo

Como ocorre normalmente nas segundas-feiras, boa parte dos frigoríficos aguardou melhor definição do mercado para abrir as compras. Com isso, as cotações do boi, vaca e novilha ficaram estáveis em relação à sexta-feira (26/1)

O boi gordo está sendo negociado em R$240,00/@, a vaca em R$215,00/@ e a novilha em R$230,00/@, preços brutos e a prazo. O “boi China” está sendo negociado em R$245,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@. No mercado atacadista de carne com osso, apesar de a segunda quinzena ser um período de menor consumo, a cotação da carne com osso subiu. Para as carcaças casadas de bovinos castrados e de bovinos inteiros, a alta foi de 1,9% e de 2,4% na semana, e estão precificadas em R$16,05/kg e R$15,00/kg, respectivamente. Para a carcaça casada de vaca, melhora de 2,5%, e para a novilha, estabilidade, precificadas, respectivamente, em R$14,50/kg e R$15,00/kg. Com relação às outras carnes, a cotação da carcaça especial suína* caiu 2,2% e a cotação do frango médio**, subiu 1,5%, precificados, respectivamente, em R$8,90/kg e R$6,70/kg. Com isso, a carne suína está mais competitiva frente às outras opções.

Scot Consultoria

Volume exportado de carne bovina in natura alcança 168,1 mil toneladas até quarta semana de janeiro. Preços caem 6,9%.

O embarque de carne bovina in natura alcançou 168,1 mil toneladas até a quarta semana de janeiro/24, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

No ano anterior, o volume embarcado da proteína animal ficou em 160,1 mil toneladas em 22 dias úteis. A média diária ficou em 8,8 mil toneladas, avanço de 21,50% frente ao total exportado em janeiro de 2023, que foi de 7,2 mil toneladas. O preço médio na quarta semana de janeiro/24 ficou com US$ 4,508 mil por tonelada, queda de 6,9% frente aos dados divulgados em janeiro de 2023, em que os preços médios registraram o valor médio de US$ 4,842 mil por tonelada. O valor negociado para o produto na quarta semana de janeiro/24 ficou em US$ 757.885 milhões, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de janeiro do ano anterior foi de US$ 775.785 milhões. A média diária ficou em US $ 39,8 milhões, avanço de 13,10%, frente ao observado no mês de janeiro do ano passado, com US$ 35,263 milhões.

Agência Safras

Preço do boi cede em algumas regiões, mas escalas de abate começam a recuar

Enquanto a indústria pressiona a arroba, criadores tentam se manter firmes nas negociações

Pecuaristas estão resistentes a vender animais pelos preços de atuais

O “cabo de guerra” entre pecuaristas e frigoríficos continua, segundo a Agrifatto. Enquanto a indústria pressiona a arroba para baixo, os produtores tentam se manter firmes nas negociações. Em algumas regiões, a balança tem pendido para o lado dos compradores. Em Rondônia, a arroba caiu 1,2% na semana passada, a R$ 197,90 na sexta-feira (26/1). Na B3, os contratos futuros que vencem em janeiro ficaram estáveis, a R$ 246,50 por arroba. As vendas de carne para o atacado estão começando a melhorar, com o varejo se preparando para o começo de fevereiro, diz a Agrifatto. Isso, combinado ao fato de que pecuaristas estão resistentes a vender animais pelos preços de hoje, reduziu as escalas de abate dos frigoríficos em um dia, na média nacional, para nove dias úteis.

Globo Rural

Mercado físico do boi gordo com acomodação nos preços no início desta semana

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as negociações foram pouco fluidas

“O mercado do boi gordo ainda sofre as consequências de um mês muito fraco em termos de escoamento da carne no atacado, o que moldou as estratégias da indústria frigorífica nas últimas semanas. Agora resta a expectativa de um bom volume de vendas durante a primeira quinzena do mês, o que poderia proporcionar maior estabilidade ao mercado”, comenta.

Em relação à oferta, o pecuarista segue cadenciando o ritmo das negociações, indica. Cotações: São Paulo: R$ 242. Goiânia: R$ 230. Uberaba: R$ 243. Dourados: R$ 232. Cuiabá: R$ 210. O mercado atacadista apresentou acomodação em seus preços, após um janeiro com desempenho fraco; há esperanças de um fevereiro mais aquecido, com boa demanda para o Setor Carnes, aponta Iglesias. O quarto traseiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 12,50 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 12,60 por quilo.

Agência Safras

Margem de frigoríficos de MT registra maior patamar para o mês de janeiro

A margem da indústria frigorífica de Mato Grosso com vendas de carne bovina no atacado está no maior patamar já verificado para o mês de janeiro na série histórica, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

O levantamento considera a margem do equivalente físico (EF), que calcula a diferença entre o valor de venda da carne bovina com osso comercializada no atacado e o valor pago pela arroba do boi ao pecuarista. A margem do EF em janeiro está 8,14 pontos percentuais acima da média para o mês. Até sexta-feira (26), a média da margem do EF em janeiro estava em 3,6% ante a média histórica de -4,54% para o mês. Na primeira semana de janeiro deste ano, a margem chegou a 4,56%, a maior média semanal em um mês de janeiro na série histórica do Imea. “Esse aumento na margem da indústria foi ocasionado pelo descolamento entre o valor de compra do boi gordo e a venda da carne no atacado, uma vez que a arroba do boi segue patinando, sem ganhos significativos”, disse o Imea em relatório na segunda-feira (29).

“Em resumo, considerando o comportamento do indicador, para as próximas semanas a tendência é que, ou a arroba do boi gordo valorize ou o atacado apresente redução nas cotações.”

Carnetec

Preço da arroba do boi vai subir em 2024? Veja a previsão para este ano

Ágio pago pelo animal que atende os padrões do mercado chinês praticamente desapareceu das negociações; entenda os impactos para o mercado. A arroba do boi não deve voltar ao patamar de R$ 300 tão cedo

O boi gordo que atende às exigências dos importadores chineses já não vale muito mais do que o animal destinado ao mercado doméstico brasileiro como no passado. Num cenário em que os chineses estão pagando menos pela carne bovina comprada do Brasil, o ágio, que outrora chegou a R$ 30 por arroba em São Paulo, está próximo de R$ 5 por arroba, segundo levantamento da Safras & Mercado. A redução do diferencial e a desvalorização da carne brasileira refletem o apetite menor para compras, resultado do ritmo lento de recuperação da economia do país asiático. Indicam ainda que a China está bem servida da carne suína produzida localmente, e que é a proteína mais consumida por lá. De acordo com a consultoria, a arroba do boi abatido com até 30 meses está sendo negociada por cerca de R$ 245, enquanto os preços dos animais voltados ao mercado interno oscilam entre R$ 240 e R$ 245 por arroba. “Ninguém está pagando a mais pelo boi China, pois não há preço de venda e não teremos margem se fizermos isso”, afirmou uma fonte de frigorífico exportador que preferiu não ser identificada. Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, afirma que o projeto de reconstrução do plantel chinês de suínos superou as expectativas, mas gerou uma sobreoferta da proteína, afundando os produtores em uma crise de margens negativas. O governo local tomou algumas medidas no ano passado, como estimular o abate de matrizes menos eficientes, para adequar o setor à realidade da demanda. “É preciso enxugar para permitir um aumento dos preços da carne suína e das concorrentes”, afirma. A China começou a aumentar gradativamente as importações de carne bovina do Brasil em 2018, após o sacrifício de parte do plantel de suínos devido à disseminação da peste suína africana. A demanda foi tanta que, no auge, o mercado chinês chegou a pagar US$ 7,3 mil por tonelada em junho de 2022, valor que hoje gira em torno de US$ 4,7 mil por tonelada, sem sinais de que vá aumentar. Mesmo com as baixas nos preços, o Presidente da Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga, afirma que a China continuará sendo o principal mercado para as exportações quando se considera também o volume importado. “Continua sendo atrativo, principalmente em relação ao mercado doméstico que ainda está patinando”, diz. Em 2023, as exportações à China representaram 47,7% do total, ou 1,21 milhão de toneladas, uma baixa de 3% em relação a 2022. Com a queda nos preços, a receita com as exportações recuou bem mais: 28%, para US$ 5,754 bilhões. Na avaliação de uma fonte da indústria, a China deixou de ser uma opção óbvia para os exportadores e, agora, caberá aos frigoríficos criarem estratégias para cortes e produtos diferentes. O que pode mudar um pouco o jogo é a abertura de mercados “premium”, notadamente Japão e Coreia do Sul. O diretor da HN Agro, Hyberville Neto, afirma que o momento é favorável, já que os Estados Unidos, importantes fornecedores de carne a esses dois mercados, devem ter menos proteína para exportar em 2024, devido à redução do rebanho. “E o outro principal exportador para eles, a Austrália, também vende para os EUA”, observa. Segundo Mustefaga, as tratativas com a Coreia do Sul estão mais avançadas do que as com o Japão, mas um bom desempenho com os sul-coreanos pode ser um “selo” para conquistar a confiança dos japoneses. Analistas ponderam que o potencial impacto, no entanto, é limitado pelo tamanho desses países, que nem de longe se equiparam à China em termos de volume importado. No médio prazo, o preço do boi gordo brasileiro dificilmente voltará aos patamares acima de R$ 300 por arroba, avaliam analistas. Na verdade, Iglesias acredita que as cotações podem cair um pouco mais no segundo trimestre, antes de subirem nos últimos seis meses do ano. “Mas não estamos falando de altas explosivas. Falo em algo em torno de R$ 270 e R$ 280, diz. Hyberville Neto afirma que os preços do milho terão grande influência sobre a oferta de boi gordo este ano. No primeiro semestre de 2023, a relação de troca entre boi e o cereal foi a mais favorável ao pecuarista desde 2017, segundo ele, o que estimulou um aumento de produção em sistemas como o semiconfinamento. Com uma possível redução da área da safrinha, sem falar dos riscos à produtividade, ele vê um cenário em que o milho pode limitar a oferta de gado no segundo semestre. A oferta de bezerros também pode impedir um crescimento da produção. O diretor da HN Agro cita abates significativos de vacas nos últimos anos, além de uma redução no investimento em Inseminação Artificial de Tempo Fixo (IATF). Yago Travagini, líder de proteína animal da consultoria Agrifatto, afirma que a produção interna tende a ficar estável este ano — crescimento estimado em apenas 0,2% —, mas sobre uma base comparativa muito alta. “Produzimos a maior quantidade de carne da história em 2023”, afirma. Um ponto de equilíbrio que pode ser importante é a melhora da economia nacional: taxas de juros caindo, PIB crescendo acima das expectativas há três anos e o governo gastando mais, em teoria, podem dar um empurrão na combalida demanda interna, segundo Travagini.

Valor Econômico/Globo Rural

ECONOMIA

Dólar tem alta e fecha a R$ 4,94

Expectativas sobre a decisão do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira e incertezas sobre a China influenciam negócios

O dólar à vista encerrou a sessão em alta consistente frente ao real, em linha com o movimento da moeda americana observado no exterior, principalmente contra divisas de mercados emergentes. O fortalecimento do dólar por aqui se deu em meio a relatos sobre um forte fluxo da saída de capital estrangeiro e também diante das expectativas sobre a decisão do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira e com incertezas sobre a China no radar. Terminadas as negociações, o dólar comercial fechou em alta de 0,71%, a R$ 4,9453, depois de ter atingido a mínima de R$ 4,9061 e encostado na máxima de R$ 4,9574. Perto das 17h05, o dólar futuro para fevereiro exibia apreciação de 0,51%, a R$ 4,9470. O real tinha o terceiro pior desempenho frente à moeda americana, de uma lista de 33 moedas, melhor apenas que os pesos chileno e colombiano.

Valor Econômico

Ibovespa fecha em queda com agenda da semana endossando cautela

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, com as ações da Gol capitaneando as perdas com um tombo de mais de 30%, conforme agentes financeiros continuam monitorando desdobramentos relacionados ao pedido de recuperação judicial da companhia aérea nos Estados Unidos

A agenda relevante da semana, que tem como destaques as decisões de política monetária nos EUA e no Brasil, que serão anunciadas na quarta-feira, além de uma bateria de dados, incluindo números do mercado de trabalho norte-americano, endossou a cautela. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,36%, a 128.502,66 pontos. O volume financeiro somou 15,8 bilhões de reais. “A cautela predominou antes das atualizações sobre as taxas (de juros) na semana, somadas às baterias de balanços e indicadores, incluindo o payroll (relatório do governo sobre o mercado de trabalho norte-americano)”, afirmou o CEO da Box Asset Management, Fabrício Gonçalvez. No caso dos EUA, ele acrescentou que o foco está voltado aos sinais do Federal Reserve sobre o momento e a velocidade de cortes dos juros em 2024, uma vez que a expectativa no mercado é de que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) mantenha a taxa na faixa de 5,25% a 5,50% nesta semana. A decisão será conhecida na quarta-feira, com os mercados ainda abertos, diferentemente do desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC brasileiro, que também será conhecido no dia 31, mas após o fechamento da bolsa. Nesse caso, a previsão é de que Selic recue a 11,25% ao ano. Na visão da equipe de economistas da XP Inc chefiada por Caio Megale, o Copom deverá manter a orientação futura de que “os membros do Comitê antecipam, por unanimidade, novas reduções da mesma magnitude nas próximas reuniões”, no caso de 0,50 ponto percentual. “Acreditamos que, na avaliação dos membros do Copom, não há motivos para mudança no atual ‘plano de voo’ de retirada gradual da restrição de política monetária”, afirmaram, acrescentando que continuam a projetar que a Selic chegará a 9% no terceiro trimestre deste ano.

Reuters

Governo central tem déficit de R$230,5 bi em 2023, segundo pior da história após quitação de precatórios

O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou em 2023 o segundo pior déficit primário da série histórica, sob o peso da quitação de precatórios

No ano passado, o déficit primário chegou a 230,535 bilhões de reais, o que representa um déficit de 2,1% do PIB e marca o retorno das contas federais ao vermelho após um dado positivo pontual em 2022. Somente em dezembro, de acordo com os dados divulgados na segunda-feira pelo Tesouro, o saldo negativo foi recorde em 116,147 bilhões de reais. O saldo final do ano passado é o segundo pior da série histórica iniciada em 1997, melhor apenas que o dado de 2020, quando o governo teve rombo de 940 bilhões de reais em valores corrigidos em meio a enfrentamento da pandemia de Covid-19. O dado do ano foi fortemente impactado pela liberação em dezembro de 92 bilhões de reais em precatórios após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que o teto criado pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro para esses pagamentos era inconstitucional, autorizando o pagamento do estoque acumulado sem afetar o limite de despesas públicas. De acordo com o Tesouro, se a regularização das sentenças judiciais não tivesse ocorrido, o resultado de dezembro seria um déficit de 23,8 bilhões de reais em dezembro, totalizando um saldo negativo de 138,1 bilhões de reais no acumulado do ano. Em 2023, a receita líquida do governo central, que desconta transferências a Estados e municípios, subiu 2,2% acima da inflação sobre 2022, a 1,899 trilhão de reais. Já as despesas totais tiveram alta de 12,5%, a 2,130 trilhões de reais. Ao propor o novo arcabouço para as contas públicas no ano passado, a equipe econômica chegou a afirmar que buscaria um déficit primário de 0,5% do PIB em 2023. O plano mudou diante do atraso na tramitação de medidas arrecadatórias no Congresso Nacional, o que levou o Ministério da Fazenda a retomar o plano de buscar um déficit de 1% do PIB no ano.

Reuters

Confiança da indústria avança em janeiro com percepção melhor sobre momento atual e alta nas expectativas

A confiança da indústria do Brasil voltou a subir em janeiro, em meio a melhora tanto na percepção dos empresários sobre o momento atual quanto nas expectativas para os próximos meses, informou na segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 1,8 ponto no mês, a 97,4 pontos, quarta alta consecutiva e melhor resultado desde agosto de 2022 (100,0). O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, ganhou 2,8 pontos, para 97,8 pontos, máxima desde setembro de 2022 (100,3). Segundo Stéfano Pacini, economista da FGV, isso é “resultado do aumento da demanda e do movimento de escoamento de estoques que alcançam o nível neutro pela primeira vez desde 2022”. Já o Índice de Expectativas (IE), que capta a percepção sobre os próximos meses, avançou 0,8 ponto, para 97,0 pontos. “Há uma melhora das expectativas sobre o ambiente de negócios e produção prevista de forma disseminada entre segmentos da indústria. Essa evolução parece estar relacionada a um cenário de facilitação de crédito, controle da inflação e de melhora na demanda durante o ano que se inicia”, disse Pacini. A taxa Selic encerrou o ano passado a 11,75%, após quatro cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual pelo Banco Central, e a expectativa do mercado é de que os juros sejam cortados novamente nessa magnitude no encontro desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom). Enquanto isso, dados do IBGE da semana passada mostraram que o IPCA-15 iniciou 2024 com desaceleração e bem mais fraco do que o esperado, após a inflação ter voltado a ficar abaixo do teto da meta em 2023.

Reuters

GOVERNO

Parcelas de financiamentos rurais que somam quase R$ 43 bi poderão ser adiadas

Valor se refere a financiamentos para investimentos rurais com vencimento em 2024. Com a previsão de quebra na safra de grãos, Ministério da Agricultura articula a prorrogação de dívidas para dar um alívio aos produtores que terão receita menor

A soma das parcelas de financiamentos para investimentos rurais com vencimento em 2024 passa de R$ 42,8 bilhões. São mais de 1,7 milhão de contratos nessa situação, segundo dados do Banco Central. Cerca de 55% dessas operações receberam subsídios do governo, como a equalização de juros. Com a previsão de quebra na safra de greãos, o Ministério da Agricultura articula a prorrogação dessas prestações para dar um alívio aos produtores que terão receita menor. A medida será tratada em reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (30/1). Ainda não há estimativa de custos aos cofres públicos para prorrogar as parcelas de investimentos. Nem definição se todas as operações serão alongadas. Na semana passada, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que é preciso fazer um filtro para identificar quais financiamentos precisarão da medida. O maior volume de contratos e valores com vencimento em 2024 está na região Sul, onde o clima impactou menos as lavouras de soja até agora. São 705,2 mil contratos cuja soma das parcelas de investimentos a vencer é de R$ 13,1 bilhões. No Centro-Oeste, alvo de maior preocupação devido aos relatos de perdas mais acentuadas na produção de soja, são 120,7 mil contratos com parcelas a vencer em 2024. Elas somam R$ 12,9 bilhões. Nas demais regiões do país estão vigentes outros 957,4 mil contratos cujas prestações com vencimento neste ano somam R$ 16,7 bilhões. Na sexta-feira, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) enviou um ofício com sugestões de medidas de socorro ao setor para o secretário de Política Agrícola, Neri Geller. A entidade indicou a necessidade de R$ 1,55 bilhão extras no orçamento da União para a equalização de juros de operações que precisarão ser prorrogadas e de novos contratos que serão necessários para capital de giro dos agricultores. Até a semana passada, o Tesouro Nacional não tinha uma estimativa de custo para a prorrogação desses financiamentos. Segundo o órgão, não é possível afirmar que a queda da Selic e o ritmo menor de contratação de novas operações de investimentos na safra 2023/24 tenham proporcionado uma “sobra” no orçamento para equalização de juros em 2024, o que abriria espaço para bancar esse alongamento. A verba para subvenção dessas operações neste ano é de R$ 3,4 bilhões. A quebra na produção brasileira será tema de nova reunião da Câmara Setorial da Soja nesta terça-feira, no Ministério da Agricultura. A Conab vai apresentar uma posição sobre as estimativas para a colheita e detalhar a metodologia adotada nos levantamentos, que têm sido contestados pelo setor. Consultorias privadas vão mostrar relatórios sobre a safra e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai encaminhar suas propostas de medidas emergenciais para os produtores.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações estáveis para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 116,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 8,90/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (26), houve alta de 0,16% em São Paulo, chegando a R$ 6,19/kg, e queda de 0,16% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,27/kg. Os preços ficaram estáveis no Paraná) R$ 5,62/kg), Rio Grande do Sul (R$ 5,85/kg) e Santa Catarina (R$ 5,66/kg).

Cepea/Esalq

Preço pago pela tonelada da carne suína exportada cai 12% na quarta semana de janeiro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura referentes à quarta semana de janeiro (19 dias úteis), tiveram o preço pago pela tonelada com queda 12% em relação ao registrado em janeiro de 2023

A receita obtida, US$ 197,9 milhões, representa 77,70% do total arrecadado em todo o mês de janeiro de 2023, que foi de US$ 197.978. No volume embarcado, as 70.626,422 toneladas são 88,30% do total registrado em janeiro do ano passado, quantidade de 79.983,094 toneladas. O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 8.096,385, quantia 10% a menos do que janeiro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 3,5% observando os US$ 7.820,556, vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 3.717, incremento de 2,2% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparada à semana anterior, avanço de 4,09%, sobre às 3.571,040 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 2.178, ele é 12% inferior ao praticado em janeiro passado. O resultado, frente a semana anterior, é de queda de 0,54% em relação aos US$ 2.189 anteriores.

Agência Safras

Frango congelado e resfriado sobem em São Paulo

A maioria das cotações do mercado do frango ficaram estáveis nesta segunda-feira (29), com exceção da ave congelada ou resfriada em São Paulo

Segundo pesquisadores do Cepea, o preço da carne de frango registrou quedas em janeiro. Além do movimento sazonal de demanda enfraquecida nesta segunda quinzena, os estoques elevados têm reforçado o movimento de baixa sobre os valores da proteína no mercado nacional, conforme relatam agentes consultados pelo Cepea. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,05/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,70/kg. Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, o preço ficou estável em 4,58/kg, da mesma forma que no Paraná, valendo R$ 4,52/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta (26), houve elevação de 0,28% para a ave congelada, atingindo R$ 7,28/kg, e de 0,27% para o frango resfriado, fechando em R$ 7,35/kg.

Cepea/Esalq

Frango: Na 4ª semana de janeiro estabilidade na média exportada em toneladas, mas preços caem

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria Comércio e Serviços (MDIC), nas exportações de carne de aves in natura na quarta semana de janeiro (19 dias úteis), o faturamento por média diária e o preço pago por tonelada caíram mais de 17%

A receita obtida, US$ 547.3 milhões, representa 70,69% do total arrecadado em todo o mês de janeiro de 2023, que foi de US$ 774.256,291. No volume embarcado, as 332.350 toneladas são 85,58% do total registrado em janeiro do ano passado, com 388.307,666 toneladas. O faturamento por média diária foi de US$ 28,8 milhões, quantia 18,1% menor do que a registrada em janeiro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve elevação de 6,09% quando comparado aos US$ 27,1 milhões da semana passada. Em toneladas por média diária, foram 17.492, houve aumento de 0,9% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado da semana anterior, crescimento de 5,04% em relação às 16.651 toneladas da semana anterior. No preço pago por tonelada, US$ 1.647, ele é 17,4% inferior ao praticado em janeiro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa alta de 0,99% no comparativo ao valor de US$ 1.630 da semana passada.

Agência Safras

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