CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2151 DE 29 DE JANEIRO DE 2024

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Ano 10 | nº 2151 |29 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS

Queda na cotação da novilha em São Paulo

Na comparação feita dia a dia, a cotação da novilha gorda caiu R$7,00/@. As demais categorias seguiram com preços estáveis

Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças paulistas, destaque para a queda diária de R$ 7/@ na cotação da novilha em São Paulo, na sexta-feira. Agora, essa categoria vale R$ 230/@, no prazo, preço bruto. As demais categorias seguiram com preços estáveis no último dia da semana, em SP, com o “boi comum” negociado por R$ 240/@, a vaca gorda em R$ 215/@ e “boi-China” em R$ 245/@ (valores brutos e a prazo), informa a Scot. Na região de Marabá-PA, as cotações ficaram estáveis na comparação diária. Na região Oeste da Bahia, na comparação diária, a cotação da arroba da novilha subiu R$4,00. Para as demais categorias os preços continuaram estáveis. Na região Noroeste do Paraná, as cotações de todas as categorias de bovinos para o abate permaneceram estáveis na comparação diária.

Scot Consultoria

Mercado físico do boi gordo encerrou a semana com estabilidade de preços em grande parte do país

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o lento escoamento da carne é uma grande variável neste momento. As escalas de abate estão encurtando porque as indústrias estão encontrando resistência dos pecuaristas para negociar nos valores atuais

O pasto permite que os pecuaristas mantenham essa estratégia. Preço da arroba do boi em 26 de janeiro de 2024: São Paulo: R$ 242. Goiânia: R$ 230. Uberaba: R$ 243. Dourados: R$ 232. Cuiabá: R$ 210. O mercado atacadista voltou a se deparar com acomodação em seus preços na sexta-feira. No entanto, segundo Iglesias, o viés ainda é de queda das cotações no curto prazo, em linha com o lento escoamento da carne no decorrer da segunda quinzena do mês. Este período, por si só já é pautado por um consumo retraído, em função de despesas comuns ao período, a exemplo da compra de material escolar e tributos como IPTU e IPVA. Quarto traseiro segue cotado a R$ 18,00, por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 12,50, por quilo. Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 12,60, por quilo.

Agência Safras

ECONOMIA

IPCA-15 sobe menos que o esperado em janeiro e mostra desaceleração

O IPCA-15 iniciou 2024 com desaceleração e bem mais fraco do que o esperado, após a inflação ter voltado a ficar abaixo do teto da meta em 2023 em meio ao afrouxamento monetário promovido pelo Banco Central, embora os dados provoquem alguma cautela

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve em janeiro alta de 0,31%, depois de ter subido 0,40% em dezembro, mostraram na sexta-feira dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A leitura mensal do indicador considerado prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou bem aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de uma aceleração da alta a 0,47%. O resultado leva o IPCA-15 a acumular nos 12 meses até janeiro avanço de 4,47%, contra 4,72% no mês anterior e projeção de analistas de 4,63%. A meta para a inflação este ano é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. O ano de 2024, no entanto, começou sob pressão dos preços de Alimentação e Bebidas, que têm forte peso no bolso do consumidor, bem como outros pontos que podem levantar mais cautela por parte do BC. Esse grupo registrou em janeiro a maior alta, de 1,53%, e o maior impacto no índice geral, de 0,32 ponto percentual, acelerando com força depois de ter subido 0,54% em dezembro. A alimentação no domicílio subiu 2,04% em janeiro com destaque para o aumento da batata-inglesa (25,95%), do tomate (11,19%), do arroz (5,85%), das frutas (5,45%) e das carnes (0,94%). Já o aumento do custo da alimentação fora do domicílio desacelerou a 0,24%, de 0,53% em dezembro. “Bem como já alertava as últimas comunicações do Banco Central, os itens de alimentos já vêm sentindo os efeitos do El Niño e, diferentemente do ciclo de 2023, este ano o segmento não ajudará a reancoragem da inflação e suas expectativas em torno das suas metas”, disse Álvaro Frasson, estrategista-macro do BTG Pactual. Por outro lado, o grupo Transportes ajudou a segurar o resultado do IPCA-15 com deflação de 1,13% em janeiro, devido principalmente à queda de 15,24% das passagens aéreas. Os combustíveis também apresentaram recuo de preços, de 0,63%, com quedas no etanol (-2,23%), óleo diesel (-1,72%) e gasolina (-0,43%).

Reuters

Dólar caiu pelo 4º dia com dados favoráveis de inflação nos EUA

O dólar completou na sexta-feira a quarta sessão consecutiva de baixa ante o real, com as cotações reagindo à divulgação de dados de inflação dentro do esperado nos EUA, que deram força a divisas de países emergentes e exportadores de commodities, como o Brasil

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9110 reais na venda, em baixa de 0,24%. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,33%. Em janeiro, porém, o dólar acumula elevação de 1,22%. Na B3, às 17:38 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,13%, a 4,9140 reais. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgado pela manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conduzia os negócios no mercado de juros futuros, o câmbio se apegou mais diretamente ao exterior, onde o viés era de baixa para o dólar ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities. Por trás do movimento estava a divulgação de dados de inflação favoráveis nos EUA. O índice de preços PCE, acompanhado de perto pelo Federal Reserve, subiu 0,2% no mês passado e avançou 2,6% nos 12 meses até dezembro, repetindo o resultado de novembro. Economistas consultados pela Reuters previam altas de 0,2% no mês e de 2,6% na base anual. “Inflação americana (está) dando bons sinais, mostrando que há convergência, praticamente voltando para aquele nível pré-pandemia, mais próximo da meta de 2%. Portanto, uma excelente notícia para a política monetária americana”, avaliou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “O exterior está ditando mais a ação do câmbio que dos juros (futuros no Brasil). Os dados de sexta-feira pintam um cenário de tranquilidade”, disse o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi. Segundo ele, o cenário atual se mostra positivo para moedas como o real em função da dinâmica da economia norte-americana. Borsoi cita a teoria do “dólar smile” (dólar sorriso), segundo a qual o dólar, para não se fortalecer muito, não pode ter uma economia dos EUA que cresce intensamente ou, ao contrário, uma economia norte-americana em recessão. Na prática, tanto uma forte alta da economia dos EUA quanto uma recessão podem levar o dólar para cima, ainda que por motivos diferentes — no primeiro caso, o crescimento do país em si e, no segundo, a busca pela proteção da moeda norte-americana. “Mas o cenário atual é muito benigno para as demais moedas”, acrescentou.

Reuters

Ibovespa fecha em alta na sexta e assegura 1º ganho semanal

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, ultrapassando os 129 mil pontos no melhor momento, em desempenho apoiado particularmente na performance positiva de blue chips Vale, Petrobras e Itaú Unibanco, o que assegurou o primeiro ganho semanal no ano

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,62 %, a 128.967,32 pontos., acumulando uma alta de 1,04% na semana. O volume financeiro somou 17,9 bilhões de reais. No Brasil, o IBGE reportou antes da abertura do pregão uma alta de 0,31% para o IPCA-15 em janeiro, desacelerando frente a dezembro e ficando abaixo da previsão no mercado. Em 12 meses, acumulou avanço de 4,47%, também abaixo das estimativas. “O resultado de sexta deve trazer revisões baixistas em alguns itens fora do núcleo, possivelmente afetando a mediana no Focus para 2024. No entanto, não vemos uma melhora qualitativa do dado, especialmente por conta de serviços subjacentes”, destacaram economistas do Bradesco em nota a clientes. Nesta semana, após o fechamento do mercado, a expectativa consensual em pesquisa da Reuters é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a Selic a 11,25% na quarta-feira. A inflação também ocupou os holofotes nos EUA, onde o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,2% no mês passado, após queda não revisada de 0,1% em novembro, segundo o Departamento de Comércio. Em 12 meses, o índice avançou 2,6%, também conforme as projeções. A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve será conhecida também na quarta-feira, mas com os mercados nos EUA e no Brasil ainda abertos. O foco estará nos sinais sobre os próximos movimentos.

Reuters

Juros futuros caem no Brasil após IPCA-15 melhor que o esperado

As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em baixa no Brasil, pela quarta sessão consecutiva, após o IPCA-15 indicar uma alta de preços menor que a esperada em janeiro, enquanto no exterior o dia foi de avanço dos rendimentos dos Treasuries, apesar da divulgação de dados também favoráveis da inflação dos Estados Unidos em dezembro

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve em janeiro alta de 0,31%, depois de ter subido 0,40% em dezembro. A leitura do indicador, considerado uma prévia da inflação oficial medida pelo IPCA, ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas, de alta de 0,47%. O resultado levou o IPCA-15 a acumular nos 12 meses até janeiro avanço de 4,47%, contra 4,63% das projeções dos analistas. O IPCA-15 mais fraco abriu espaço para a queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em meio à avaliação de que a inflação segue desacelerando e pode permitir uma taxa básica Selic mais baixa no futuro. Hoje a Selic está em 11,75% ao ano. O recuo dos juros futuros no Brasil se manteve durante a sessão a despeito de, no exterior, os yields dos Treasuries estarem em alta, apesar da divulgação de números de inflação favoráveis também nos EUA. “É bastante explícita a influência do IPCA-15 (sobre a curva de juros brasileira). Olhando lá fora, há uma alta entre os (rendimentos dos) títulos curtos nos EUA, então o recuo dos juros futuros aqui é basicamente o IPCA-15”, avaliou durante a tarde o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi. Neste cenário, perto do fechamento a curva a termo brasileira precificava 99% de chances de o corte da taxa básica Selic na semana que vem ser de 0,50 ponto percentual. No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 9,96%, ante 10,021% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 9,62%, ante 9,677% do ajuste anterior. Já a taxa para janeiro de 2027 estava em 9,795%, ante 9,833%, enquanto a taxa para janeiro de 2028 estava em 10,065%, ante 10,101%. O contrato para janeiro de 2031 marcava 10,49%, ante 10,536%.

Reuters

GOVERNO

Ministério da Agricultura espera avançar em medidas contra endividamento na próxima semana

Equipes terão reunião com Ministério da Fazenda e BNDES para estruturar apoio aos produtores. Objetivo é construir um suporte financeiro aos produtores devido às perdas esperadas nesta safra

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deverá reservar duas horas da sua agenda na próxima terça-feira (30/01) para receber as demandas do Ministério da Agricultura, apurou a reportagem. O foco da reunião será a situação climática do país e os possíveis efeitos negativos na produção agrícola nesta safra e no bolso dos produtores. O objetivo é construir medidas de suporte financeiro aos produtores para evitar a criação de uma bolha de endividamento no campo, o que pode demandar recursos públicos. A agenda com Haddad foi marcada após indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem Fávaro conversou nesta semana para expor a situação das lavouras no país. O encontro será de alinhamento e de discussão de propostas para dar fôlego a quem plantou com custos altos, não vai colher como esperava e tem visto a rentabilidade desta temporada desaparecer. A principal proposta é o alongamento de prazo, por um ano, para o pagamento das parcelas de investimentos que vencem em 2024. As equipes técnicas das Pastas deverão ter, até lá, um panorama de quantas operações precisarão ser prorrogadas, em quais Estados e a que custo. Os produtores do Sul do país – que foram socorridos em safras recentes com renegociações de dívidas e que devem ter produções dentro ou próximo do esperado – podem passar a vez aos agricultores do Centro-Oeste. Mas ainda não há martelo batido sobre isso. No fim da próxima semana, Fávaro e seus assessores vão ao Rio de Janeiro para tentar avançar em outra proposta com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Uma reunião está agendada na sede da instituição na sexta-feira (02/02). Com o banco, a intenção é criar uma linha de custeio em dólar para oferecer capital de giro com prazo alongado e custo mais atrativo às revendas e empresas que financiaram produtores nesta safra e poderão ter problemas de inadimplência por conta da quebra da safra. Uma das alternativas em estudo é utilizar a linha dolarizada já existente, criada em outubro do ano passado para atender cooperativas agropecuárias, principalmente do Rio Grande do Sul, que estavam nessa mesma situação. Com isso, pode-se evitar o trâmite demorado para estruturação de outra operação específica.

Globo Rural

Fávaro vai propor modelo de seguro rural que usa IA

O modelo a ser proposto faz o cruzamento de dados meteorológicos e agronômicos para precificar apólices e quantificar possíveis indenizações. Fávaro disse que a intenção é buscar opções para modernizar o seguro rural no Brasil

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, quer elaborar e apresentar uma nova modalidade de seguro rural no próximo Plano Safra 2024/25. A alternativa em estudo tem origem no México e já é adotada em vários países da América Latina. Segundo ele, o modelo faz o cruzamento de dados meteorológicos e agronômicos, com uso de i98nteligência artificial, para precificar apólices — que podem ficar mais baratas — e quantificar possíveis indenizações. Fávaro disse que a intenção é buscar opções para modernizar o seguro rural no Brasil e não ficar refém da disponibilidade de orçamento para subsidiar os prêmios. Em 2023, as tentativas de conseguir aporte extra foram frustradas, e a verba do programa de subvenção caiu para R$ 933 milhões. Para 2024, o recurso previsto na Lei Orçamentária Anual é de R$ 964,5 milhões, com previsão de atender menos de 70 mil produtores. Fontes do mercado segurador disseram que o modelo em avaliação já existe no país na forma do seguro paramétrico, um produto baseado na definição de índices verificáveis para customizar as apólices de acordo com a necessidade do produtor. A modalidade pode receber subvenção federal e usar dados de clima do Inmet. “Não adianta só querer ficar exigindo, buscando mais recursos para dar subvenção ao prêmio do seguro. O orçamento é algo finito, o cobertor sempre é curto. Existem ferramentas e fórmulas para o seguro ser mais amplo, atender gama maior de produtores, e com preços mais acessíveis”, afirmou Fávaro em entrevista ao Valor. Segundo ele, o modelo avaliado usa inteligência artificial para cruzar dados meteorológicos, tecnológicos, como a variedade da semente, a data de plantio e a região. “Ao cruzar com a informação da previsão meteorológica, indica o risco. Se o produtor plantar aquela variedade, o seguro custa mais caro. Se plantar a variedade recomendada, o seguro é mais barato”, disse. Mudanças normativas serão propostas para impulsionar o modelo paramétrico em 2024 e ajudar a criar a “cultura” de acesso ao seguro onde as modalidades tradicionais não são atrativas, como o Centro-Oeste e o Matopiba. O modelo permite contratar o seguro para períodos específicos da safra, e não a temporada completa. Outro diferencial é a possibilidade de o produtor assumir uma porcentagem do risco e não acionar o sinistro em caso de perdas menores. O cruzamento de dados feito com inteligência artificial também torna o modelo mais eficaz para a comprovação das perdas e o pagamento das indenizações, disse Fávaro. “Isso vai baratear a apólice e dar diversas opções de acesso ao seguro para o produtor. Com a possibilidade de complemento da subvenção pelo governo, vamos fazer o seguro rural ser algo mais popular, efetivo, disponível ao produtor, em sistema inovador”, concluiu.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Preço do suíno vivo cai 5,39% no Paraná. Nas demais praças estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 116,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 8,90/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (25), houve queda apenas no Paraná, na ordem de 5,39%, chegando a R$ 5,62/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,28/kg), Rio Grande do Sul (R$ 5,85/kg), Santa Catarina (R$ 5,66/kg), e São Paulo (R$ 6,18/kg).

Cepea/Esalq

Frango fecha a sexta-feira com poucas mudanças

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,05/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,70/kg

Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, o preço ficou estável em 4,58/kg, enquanto no Paraná, houve queda de 0,88%, chegando a R$ 4,52/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (25), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram leve alta de 0,14%, custando, respectivamente, R$ 7,26/kg e R$ 7,33/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Carne de frango amplia competitividade frente à bovina

A carne de frango está ainda mais competitiva frente à bovina. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve ao fato dos preços da proteína de frango registrarem queda em janeiro, enquanto os do boi se sustentam, com leve avanço em relação a dez/23

Já frente à carne suína, que teve baixa ainda mais expressiva no período, a de frango perdeu competitividade. No mercado atacadista da Grande São Paulo, o valor médio do frango inteiro resfriado caiu 2,8% de dez/23 para jan/24, passando para R$ 7,02/kg neste mês. Além do movimento sazonal de demanda enfraquecida nesta segunda quinzena, os estoques elevados têm reforçado o movimento de baixa sobre os valores da proteína no mercado nacional, conforme relatam agentes consultados pelo Cepea.

Cepea

INTERNACIONAL

Produção de carne bovina cai nos EUA

Em dezembro, a produção de carne vermelha nos Estados Unidos apresentou um aumento de 2%, alcançando 4,55 bilhões de libras, comparado aos 4,47 bilhões no mesmo mês de 2022, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

Por outro lado, a produção de carne suína teve um crescimento de 5%, chegando a 2,34 bilhões de libras, com o abate de suínos subindo para 10,8 milhões, um acréscimo de 5% em relação ao ano anterior. O peso médio dos suínos diminuiu 1 libra, ficando em 291 libras. Contrastando com o aumento na produção suína, houve uma queda de 2% na produção de carne bovina, com 2,19 bilhões de libras produzidas em dezembro. O abate de bovinos reduziu 3% anualmente, totalizando 2,59 milhões de libras, mas o peso vivo médio subiu para 1.401 libras, com um aumento de 17 libras. A produção de vitela caiu 14%, somando 3,9 milhões de libras, e o abate de bezerros diminuiu 32%, para 22.500 cabeças. Contudo, os pesos aumentaram 45 libras, atingindo 293 libras. A produção de carne de cordeiros e carneiros também registrou queda, de 3%, totalizando 10,7 milhões de libras. Mesmo com o abate desses animais subindo 2%, atingindo 182.400 cabeças. No acumulado de 2023, a produção total de carne vermelha nos EUA foi de 54,4 bilhões de libras, indicando uma redução de 2% comparado ao ano anterior, de acordo com o USDA. Essa diminuição foi impulsionada principalmente pela queda de 5% na produção de carne bovina e de 11% na de vitela. Enquanto isso, a produção de carne suína aumentou 1%, e a de cordeiros e carneiros diminuiu 1%.

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