Mapa vai avaliar retirada da vacina no bloco IV

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Imagem: Divulgação

Cada estado será avaliado individualmente no processo

O Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA) voltou a ser discutido na última sexta-feira (15), em encontro virtual que reuniu os integrantes do bloco IV, integrado pelos estados da Bahia, Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Distrito Federal. Após ouvir os representantes de cada regional, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que irá avaliar individualmente cada estado do bloco, podendo atender àqueles que tiverem preparados para a retirada do imunizante, a partir de 2023.

“O pleito era conjunto, de vacinar o rebanho bovino e bubalino destes estados até 2022, para, então, retirar a vacina em todo o bloco. Contudo, alguns estados estão mais adiantados que outros no cumprimento dos indicadores. Então, os que se sentirem prontos para a retirada devem submeter o pleito à apreciação individual”, pontuou o representante do Mapa, Geraldo Marcos de Moraes.

Para o presidente do Sistema Faeb/Senar, que também preside o bloco IV do PNEFA, Humberto Miranda, a decisão é coerente, uma vez que não causa prejuízos individuais nem coletivos aos integrantes do bloco. “Quem estiver apto a seguir com o plano de ação e retirar a vacina no próximo ano, que apresente sua solicitação ao Mapa. Mesmo que um ou outro não se sinta preparado, isso não imputa nenhum risco ao bloco, uma vez que as divisas estarão seguras e todas as ações de defesa sanitária tomadas previamente”, enfatizou Miranda, que defende a última imunização do rebanho baiano em 2022.

O Estado é considerado zona livre de febre aftosa com vacinação e pretende avançar no título de zona livre sem vacinação. Enquanto isso, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) segue com a execução do calendário vacinal. A segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa, deste ano, vai de 1 a 30 de novembro.

O Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa tem como objetivo principal criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios às entidades envolvidas, aos produtores rurais e à sociedade brasileira.

No momento os estados que deixaram de vacinar os rebanhos contra a febre aftosa e evoluíram de status sanitário, além de Santa Catarina que já é livre sem vacinação desde 2007, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso.

Fonte: AGROLINK – Eliza Maliszewski 

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