CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1591 DE 11 DE OUTUBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1591 | 11 de outubro de 2021

 

NOTÍCIAS

Semana termina com a cotação em queda em São Paulo

Os compradores encerraram a semana passada ofertando menos R$2,00/@ para o boi gordo

Em São Paulo, sem expectativas de melhora no consumo doméstico, da retomada das exportações à China e com um maior volume de gado confinado ofertado, os compradores encerraram a semana passada ofertando menos R$2,00/@ para o boi gordo na última sexta-feira (8/10), na comparação diária. Para as fêmeas, preços estáveis. Parte das indústrias frigoríficas estava fora das compras e com a escala desta semana já preparada. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, por R$280,00/@, R$265,00/@ e R$282,00/@, preços brutos e a prazo no estado.

SCOT CONSULTORIA

Boi: pressão de baixa permanece no mercado físico, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a pressão de baixa permanece no mercado físico brasileiro do boi gordo, ainda que com ritmo de negócios mais lento 

Em São Paulo, capital, a arroba caiu de R$ 275 para R$ 274, na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO) foi de R$ 260 para R$ 255 e em Cuiabá (MT), passou de R$ 266 para R$ 263. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram uma semana com alta volatilidade e alternaram entre dias de fortes ganhos e outros de perdas expressivas. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 275,35 para R$ 278,85, do novembro foi de R$ 284,30 para R$ 291,95 e do dezembro foi de R$ 293,00 para R$ 296,70 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Em setembro, Mato Grosso tem o pior resultado para abate bovino dos últimos 4 anos

O valor de R$270/@ pagos pelos frigoríficos paulistas rentabiliza indústrias do mercado interno, mas a pressão sobre a arroba deve continuar enquanto a China estiver fora das compras

O Mato Grosso registrou o menor volume de animais abatidos em setembro deste ano com as indústrias cautelosas para negociar novos lotes. O estado foi responsável pelo abate de 327 mil cabeças e isso representa queda de 27%, se comparado ao mês anterior.  Segundo analista de mercado da Agrifatto, Yago Travagini Ferreira, “os dados em nível nacional apontam que a queda no volume abatido deve chegar em 30% no comparativo mensal entre agosto e setembro”.  O volume de animais abatidos deve ficar em 200 mil cabeças em setembro, queda de receita próxima de um bilhão de reais, com reflexo a ser sentido nos próximos meses. “Uma das estratégias que as indústrias adotaram foi reduzir dias de compras e dar férias coletivas à espera da retomada da China às compras, enquanto os pecuaristas estão deixando os animais por mais tempo na engorda”, destacou. Nos preços da carne ao consumidor, o analista disse que as cotações do dianteiro estão mais próximas da cotação do frango e os consumidores estão buscando essa troca de proteína. “O frango se valorizou muito nos últimos meses e vamos observar uma migração de proteína, mas isso não deve se refletir nas desvalorizações da carne. No entanto, devemos ter mais promoções de carne bovina nos mercados”, finalizou.

AGRIFATTO 

Preço da carne bovina na China indica breve retomada das importações do Brasil

Segundo analista do Rabobank, manutenção das cotações mesmo após suspensão das compras indica pouca preocupação com a oferta no país

Suspensas há mais de um mês, as exportações brasileiras de carne bovina para a China devem ser retomadas “em breve”, avalia o analista de proteína animal do Rabobank, Wagner Yanaguizawa. De acordo com ele, o fim da suspensão deve ocorrer ainda em outubro, uma vez que o mercado chinês não tem reagido a restrições de longo prazo. “A dependência não sé só do nosso lado, a nossa participação no mercado chinês também está aumentando muito. Os dados parciais mostram que 40% do que a China importou este ano veio do Brasil. No ano passado, esse número era de 31%”, destaca Yanaguizawa. Segundo ele, o fato de os preços locais da carne bovina não terem registrado aumentos muito fortes indica que a suspensão do Brasil representaria um impacto esperado pelos importadores chineses. “Eles não estão pretendendo segurar essa suspensão por um tempo muito longo, caso o contrário, em termos de planejamento, eles já estariam aumentando o preço no mercado interno para mitigar essa menor oferta”, explica o analista. Ele lembra ainda que, no caso da carne bovina, o governo não mantém estoques regulados, como no caso da carne suína, o que reflete em maior volatilidade do mercado local às oscilações na oferta. “Porque, se eles querem manter a suspensão, automaticamente estão assumindo que vão ter que pagar mais caro ou mudar o tipo de demanda, porque vale lembrar que as carnes que o Brasil, a Argentina e o Uruguai exportam são produtos diferentes”, explica Yanaguizawa. Enquanto o Brasil exporta carnes do tipo “ingrediente”, usada na composição de outros produtos industrializados, Argentina e Uruguai ofertam carnes de maior valor agregado e vendidas in natura nos mercados chineses. “Por isso, se eles quiserem fazer uma mudança para começar a importar um pouco mais da Argentina para compensar a queda do Brasil, automaticamente terão que fazer um ajuste em termos de quais produtos serão importados”, completa o analista econômico do Rabobank.

GLOBO RURAL

Sob pressão, preços do boi gordo mantêm tendência de queda

Muitos frigoríficos passaram a se ausentar da compra de gado, apostando em preços ainda mais baixos no curto prazo, observa analista

O mercado físico de boi gordo registrou preços em baixa na sexta-feira, 8. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ritmo de negócios foi mais lento, mas houve novamente registros de transações ocorrendo até mesmo abaixo das referências médias. “Muitos frigoríficos passaram a se ausentar da compra de gado, apostando em preços ainda mais baixos no curto prazo. A percepção geral é que tanto o mercado doméstico como vários outros não conseguem absorver boiadas precificadas a 300 reais por arroba”, disse Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 274 na modalidade à prazo, ante R$ 275 na quinta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 255, ante R$ 260. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 272, contra R$ 274 – R$ 275. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 263, contra R$ 266. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 275 a arroba. A carne bovina registrou preços estáveis no mercado atacadista. A perspectiva ainda é de queda, mesmo durante a primeira quinzena do mês que teoricamente possui maior apelo ao consumo. “O cenário segue preocupante, com os frigoríficos aumentando a pressão na compra de gado. Os frigoríficos seguem com câmaras frias lotadas, e existe possibilidade de parte desse estoque ser disponibilizado no mercado doméstico nas próximas semanas, o que seria desastroso para os preços da carne bovina no atacado que simplesmente desabariam, com potencial para contaminar as demais proteínas de origem animal”, alertou Iglesias. Com isso, o corte traseiro foi precificado a R$ 21 por quilo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 15 por quilo. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 14,80 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha quase estável, a R$5,5154

Em outubro, o dólar avança 1,21%, elevando os ganhos no ano para 6,24%

O dólar terminou a sessão no mercado à vista de sexta-feira praticamente estável frente à taxa da véspera, com as operações locais replicando um dia de poucas variações nos ativos financeiros internacionais, após a divulgação de dados de emprego nos EUA pouco terem mexido nas apostas sobre corte de estímulos por lá. O dólar terminou em 5,5154 reais, ante 5,5155 reais na quinta. Nesta sessão, a moeda variou de 5,5330 reais (+0,32%) a 5,4776 reais (-0,69%). Na semana, porém, a cotação saltou 2,72%, maior acréscimo desde a série finda em 9 de julho (+4,01%). Em outubro, o dólar avança 1,21%, elevando os ganhos no ano para 6,24%.

REUTERS

Ibovespa sobe 2% e zera perda na semana

O Ibovespa avançou 2% na sexta-feira e praticamente zerou as perdas acumuladas na semana. Apesar de acumular uma alta de 1,7% nesses primeiros pregões de outubro, o Ibovespa vem de três meses seguidos de queda (-3,9% em julho, -2,5% em agosto e -6,6% em setembro). No ano, contabiliza decréscimo de 5,2%

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou com elevação de 2,03%, a 112.833,20 pontos, acumulando na semana uma variação negativa de 0,06%, após registrar perda de mais de 2% até a véspera. O volume financeiro na sexta-feira somou 34,8 bilhões de reais. A pauta externa trouxe um número sobre criação de empregos no mês passado nos EUA também menor do que as previsões dos analistas, apesar de revisão para cima no dado de agosto e queda na taxa de desemprego. Os dados, segundo o Diretor de Investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, sinalizam que o Federal Reserve não deve acelerar o ‘tapering’ (redução de estímulos), o que é bom para o Brasil de modo geral. Em Wall Street, o S&P 500 fechou o dia com variação negativa de 0,19%, mas acumulou na semana elevação de 0,79%. Na visão do membro do comitê de investimento de ações e sócio da Occam Pedro Menezes, a alta na B3 refletiu um movimento mais técnico, com incertezas principalmente locais – que vêm pressionando a bolsa nos últimos meses – ainda no radar.

REUTERS 

IPCA: inflação oficial fica em 1,16% em setembro e atinge 10,25% em 12 meses

É a maior taxa para meses de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, e a primeira vez em mais de 5 anos que a taxa anual atinge dois dígitos. Resultado do mês foi puxado pela alta da de 6,47% na conta de energia elétrica

A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro, segundo dados divulgados na sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Foi a maior taxa para meses de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, quando o índice foi de 1,53%. Com o resultado, a inflação no acumulado em 12 meses chegou a 10,25%, o que não ocorria há mais de 5 anos. Trata-se também da maior taxa anual desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%. A gasolina foi o item individual com o maior impacto. Segundo o IBGE, ela representou 1,93 ponto percentual (p.p.) sobre o indicador geral. Ou seja, da taxa de 10,25%, quase 2% são do combustível. Os maiores impactos depois dela vieram da energia elétrica (1,25 p.p.), das carnes (0,67 p.p.) e do gás de cozinha (0,38 p.p.). No ano, o IPCA já acumula alta de 6,90%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas três registraram aceleração da taxa na passagem de agosto para setembro. A mais expressiva foi o do grupo de habitação, que passou de 0,68% em agosto para 2,56% em setembro. Já a taxa do grupo de saúde e cuidados pessoais passou de -0,04% para 0,39% no período, enquanto o dos transportes acelerou de 1,46% para 1,82%. Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em setembro, com destaque para o grupo habitação, que passou de 0,68% em agosto para 2,56% em setembro. A inflação desse grupo foi puxada pelo aumento de 6,47% na conta de energia elétrica. Em setembro, entrou em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Os combustíveis também voltaram a subir, puxados pelas altas da gasolina (2,32%) e do etanol (3,79%). Além disso, o gás veicular (0,68%) e o óleo diesel (0,67%) também ficaram mais caros. Os preços do gás de botijão (3,91%) também subiram e acumulam alta de 34,67% nos últimos 12 meses. O IBGE destacou que esta foi a 16ª alta seguida nos preços do gás de cozinha e que a inflação acumulada pelo item nestes 16 meses chegou a 39,64%. Entre os alimentos, destacam-se os aumentos das frutas (5,39%), do café moído (5,50%), do frango inteiro (4,50%) e do frango em pedaços (4,42%). Além disso, os preços da cerveja (1,32%) e do refrigerante e água mineral (1,41%) também subiram em setembro. Os preços das carnes (-0,21%) recuaram em setembro, após 7 meses consecutivos de alta, mas ainda acumulam avanço de 24,84% nos últimos 12 meses. “Tem uma série de fatores que estão por trás dessa inflação. Ela tem sido observada, principalmente, nos itens monitorados, que são a gasolina, a energia elétrica e o gás de botijão. E tem também uma contribuição importante de alimentação e bebidas, principalmente com o aumento de preços das proteínas [carnes], afirmou o gerente da pesquisa. A taxa de inflação acumulada em 12 meses para os 24 itens monitorados – que inclui gasolina, energia elétrica, transportes e plano de saúde, entre outros) chegou a 15,72%, segundo Kislanov.

G1/VALOR 

MEIO AMBIENTE 

MPF no Pará diz que Minerva tem 100% de conformidade sociambiental, JBS tem 68%

O Ministério Público Federal no Pará disse na quinta-feira (07) que a Minerva Foods atingiu 100% de conformidade socioambiental e a JBS ficou com 68% segundo auditorias realizadas em 2020 considerando transações de gado entre janeiro de 2018 e junho de 2019.

As auditorias avaliaram se as compras de gado no estado foram regulares, evitando transações com propriedades localizadas em áreas com desmatamento ilegal, trabalho escravo, invasão de terras indígenas e conservadas, ou sem regularização ambiental ou fundiária. Segundo a auditoria, 100% das compras da Minerva foram realizadas regularmente. No caso da JBS, 32% do gado comprado pela empresa estava em situação irregular. A JBS informou em comunicado que os resultados da última auditoria foram impactados por uma mudança na metodologia de avaliação do MPF, e que investirá R$ 5 milhões para fortalecer a sustentabilidade na cadeia produtiva da pecuária no Pará. “A JBS esclarece que os resultados decorrem, principalmente, de imprecisões nas definições dos critérios de monitoramento e nas bases de dados utilizadas como referência no processo de auditoria”, disse a empresa na sexta-feira (08). A processadora de carne bovina acrescentou que dobrou o número de Escritórios Verdes no Pará para quatro. Esses escritórios dão suporte à regularização ambiental de propriedades rurais e agora também vão trabalhar na regularização fundiária de propriedades fornecedoras de gado.

A JBS disse ainda que vai auditar 100% das compras de gado no Pará, bem como reforçar as ações de incentivo à adesão dos pecuaristas à sua Plataforma Pecuária Transparente, que permite aos produtores analisar a sua cadeia de abastecimento com os mesmos critérios adotados pela JBS, utilizando a tecnologia blockchain. Além da Minerva, os outros frigoríficos avaliados que tiveram 100% de conformidade ambiental foram Agroexport, CASFRISA, Frigorífico Rio Maria, Masterboi e Mercúrio. O Frigol teve 95,9% de conformidade.

CARNETEC 

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