CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1475 DE 28 DE ABRIL DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1475| 28 de abril de 2021

 

NOTÍCIAS

Degradação de pastagens aumenta oferta de boi gordo no mercado interno

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos em algumas das principais regiões de produção e comercialização na terça-feira 

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a queda ocorre principalmente no que diz respeito às negociações envolvendo animais destinados ao mercado doméstico.  Já para os animais padrão China, novamente foram relatadas negociações acima da referência média. “A mudança de legislação na Argentina tende a alterar a dinâmica global das exportações de carne bovina. A China importava volume substanciais da Argentina, agora a tendência é que ela busque essa oferta em outros mercados. Recentemente 35 unidades frigoríficas norte-americanas foram habilitadas a exportar ao mercado chinês, a China também tende a buscar maior volume de carne bovina no mercado brasileiro”, assinala Iglesias. A oferta de animais terminados é mais abundante no decorrer da semana, consequência do processo de degradação das pastagens. “Para o mês de maio, com chuvas abaixo do normal a expectativa é que o mercado siga ofertado, e que os frigoríficos mantenham as escalas de abate confortavelmente posicionadas”, aponta Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 314, estável na comparação com a segunda-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 305, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 310, contra R$ 310 – R$ 311. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram mistos. Conforme Iglesias, a queda se concentra no quarto traseiro, pois os cortes nobres seguem menos demandados em um momento de evidentes dificuldades macroeconômicas. “Foi evidenciada alta da ponta de agulha, corte mais acessível. A expectativa é de alguma reação dos preços da carne na próxima virada de mês, avaliando a entrada dos salários na economia, somado as comemorações relativas ao Dia das Mães, diz Iglesias”. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,65 o quilo, queda de 20 centavos. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha passou de R$ 17,90 o quilo para R$ 17,95 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado do boi gordo: de olho nas escalas de abates

Em São Paulo, as cotações da arroba dos bovinos para abate ficaram estáveis na última terça-feira (27/4) na comparação feita dia a dia, com programações de abates relativamente confortáveis, atendendo em média seis dias 

Houve ofertas de compra com preço abaixo da referência, porém, sem sucesso. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo que atende o mercado interno ficou cotado em R$312,00/@, preço bruto e a prazo. Os negócios para vaca e novilha gordas ocorreram em R$290,00/@ e R$303,00/@, nesta ordem, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA      

Custo de produção da recria-engorda em Mato Grosso explode no 1º trimestre, revela o Imea

O custo de produção operacional na atividade de recria-engorda em Mato Grosso registrou forte elevação de 35,89% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 230,78/@, na comparação com o resultado do quarto trimestre do ano passado (R$ 169,83/@), informou na terça-feira, 27 de abril, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

Parte desse cenário da recria-engorda foi justificado pela suplementação, que, considerando o mesmo comparativo trimestral, teve aumento de 138,69%, relata o Imea. Além disso, o item “aquisição de animais” também apresentou avanço expressivo no período, de 14,74%, puxado pela forte valorização do preço do bezerro. Segundo o Imea, a atividade de cria mato-grossense registrou o menor incremento no seu custo operacional, de apenas 5,27%, atingindo R$ 136,70/@ no primeiro trimestre deste ano, ante R$ 129,85 do trimestre anterior. Por sua vez, no sistema de ciclo completo, o avanço no custo de produção foi de 9,11%, fechando o trimestre em R$ 129,27/@, ante R$ 118,48/@ registrado no quarto trimestre de 2020. No ciclo completo, observa o Imea, o custo com aquisição de animais aumentou 32,66% no período analisado, impulsionando o custo operacional. Diferencial de base – Em março último, o diferencial de base entre Mato Grosso e São Paulo (diferença entre o valor da arroba nos dois Estados) apresentou avanço, para ficando em -5,93%, informa o Imea. No mês passado, o preço médio do boi gordo em São Paulo avançou 2,57%, para R$ 309,94/@ (livre de Funrural), na comparação com o valor médio do mês anterior. Já em Mato Grosso, a arroba obteve um acréscimo de 1,97% ante o mês anterior e fechou o mês na média de R$ 291,57, também livre de impostos, aponta o Imea.

Portal DBO 

Consumo mundial de carne bovina deve alcançar novo recorde em 2021

O consumo mundial de carne bovina deve alcançar novo recorde em 2021, acima de 60,0 milhões de toneladas em equivalente carcaça. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) revisou para cima em abril de 2021 a expectativa do consumo mundial de carne bovina para o ano

Em 2021 o consumo mundial de carne bovina deve somar o equivalente a 60,04 milhões de toneladas que, se confirmado, representa um ganho de 1,6% em relação ao consumo observado em 2020 (59,06 milhões de toneladas). O consumo de carne bovina deve crescer quase 1 milhão de toneladas em equivalente carcaça de 2020 a 2021. O consumo de carne bovina na China deve somar 10,08 milhões de toneladas em equivalente carcaça, alta de 6,3% frente a 2020 (9,48 milhões de toneladas) e atrás apenas dos Estados Unidos, maior consumidor mundial, com perspectiva de demanda de 12,52 milhões de toneladas. Entre 2017 e 2021 o crescimento esperado do consumo de carne bovina chinês é de 39,4%, variando de 7,23 milhões de toneladas a 10,08 milhões de toneladas. O consumo de carne bovina no mercado interno brasileiro segue caindo em 2021, informa a FarmNews. O registro negativo, apesar da leve recuperação frente a 2020, deve seguir abaixo do que foi observado entre os anos de 2017 a 2019. A expectativa é que o consumo de carne bovina no Brasil some 7,73 milhões de toneladas, valor abaixo do recorde observado em 2019, de 7,93 milhões de toneladas. Além do Brasil, o consumo de carne bovina na UE tem caído, ainda que ligeiramente. Isso porque em 2021 é esperado uma demanda total de 7,69 milhões de toneladas, o menor valor ao longo dos últimos 5 anos. Mas com a perspectiva de aumento no consumo de carne bovina no mundo, as exportações devem alcançar nova máxima histórica em 2021, o que reflete na expectativa de forte aumento das vendas pelo Brasil.

FarmNews

ECONOMIA

Dólar fecha em leve alta com cautela externa

O dólar fechou em leve alta contra o real na terça-feira, depois de cair mais cedo, com o mercado mais conservador à espera de sinais da política monetária norte-americana e em dia de noticiário agitado em Brasília

A cautela gerada pela instalação da CPI da Covid no Senado na terça, que confirmou o desenho desfavorável ao governo nos postos-chave da comissão, e por mudanças no quadro do Ministério da Economia foi em parte compensada por novas declarações sobre retomada da agenda reformista, com chance de a reforma administrativa ser aprovada ainda neste ano pelo Congresso. Ao longo da tarde, porém, o exterior acabou pesando mais. No fim do dia, o dólar spot subiu 0,25%, a 5,4625 reais na venda. No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de rivais rondava estabilidade. O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) começou na terça reunião de dois dias para debater sua política monetária, com a divulgação de seu comunicado na quarta-feira. A força da retomada econômica dos EUA tem amparado expectativas de aumento de inflação, combinação que tem alimentado dúvidas sobre a manutenção de estímulos pelo Fed. Mesmo com a alta desta terça, o dólar segue abaixo de patamares próximos de 5,80 reais alcançados semanas atrás, com a queda se dando em parte pelas expectativas em torno do aperto monetário por aqui –na próxima semana será a vez de o BC brasileiro deliberar sobre os juros.

Reuters

Ibovespa fecha em baixa de 1%, com investidor cauteloso antes de Fed

A JBS caiu 5%, enquanto BRF perdeu 5,9%. Em relatório com previsões para balanços do primeiro trimestre de empresas de alimentos, o BTG Pactual avaliou que a BRF deve ter maiores pressões sobre margens, devido ao aumento de preços de insumos como o milho. A previsão para JBS é positiva, embora a ação esteja já em níveis históricos

O principal índice da Bovespa caiu na terça-feira, com investidores embolsando ganhos recentes enquanto aguardam novos sinais de política monetária do Federal Reserve e monitoram o noticiário sobre a pandemia e a instalação da CPI da Covid. Pressionado sobretudo por ações do setor financeiro e de algumas exportadoras, o Ibovespa teve baixa de 1%, aos 119.388,37 pontos. O giro financeiro da sessão somou 30,3 bilhões de reais. O índice girou em torno da estabilidade, a exemplo do que aconteceu na véspera, durante parte da sessão, de olho no movimento das praças internacionais. No meio da tarde, as vendas ganharam força, alvejando papéis como Petrobras, Bradesco e B3, que têm participação relevante na carteira. Segundo profissionais do mercado, os negócios mostram uma tendência defensiva, com investidores preferindo aguardar a decisão de política monetária do Fed, na quarta-feira. A manutenção do juro norte-americano é amplamente esperada, mas qualquer manifestação prospectiva do BC dos EUA pode movimentar o mercado.

Reuters 

IPCA-15 desacelera alta para 0,60 % em abril

Resultado, no entanto, é o maior para um mês de abril desde 2019 (0,72%), conforme o IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou a alta para 0,60% em abril, após aumento de 0,93% em março, informou na terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril de 2020, o IPCA15 teve deflação de 0,01%. A elevação de 0,60% é a maior para um mês de abril desde 2019 (0,72%). O resultado ficou abaixo das 27 projeções de analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que projetavam aumento de 0,67%. O intervalo das estimativas era de 0,45% a 0,75%. Nos 12 meses até abril, o IPCA-15 subiu 6,17%, ante 5,52% no acumulado até março. O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas do Valor Data, que era de 6,24%. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC) para 2021 é de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. A alta do preço da gasolina, principal pressão na inflação nos últimos meses, desacelerou para 5,49% no IPCA-15 de abril, após variação de 11,18% no IPCA-15 de março. O item se mantém, no entanto, como o principal impacto individual, de 0,30 ponto percentual, ou seja, metade da alta de 0,60%.

VALOR ECONÔMICO 

Resgates do Tesouro Direto superam vendas em R$ 708,5 milhões

Os resgates do Tesouro Direto superaram as vendas em R$ 708,5 milhões em março deste ano 

Segundo dados do Tesouro Nacional, divulgados ontem, em Brasília, as vendas do programa atingiram R$ 3,392 bilhões no mês passado. Já os resgates totalizaram R$ 4,100 bilhões, sendo R$ 1,923 bilhão relativo a recompras de títulos públicos e R$ 2,176 bilhões a vencimentos, quando o prazo do título acaba e o governo precisa reembolsar o investidor com juros.Os títulos mais procurados pelos investidores foram os vinculados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), cuja participação nas vendas atingiu 40,7%. Os títulos corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia) corresponderam a 35,3% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 24%. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 62,83 bilhões no fim de março, uma redução de 0,1% em relação ao mês anterior (R$ 62,93 bilhões) e aumento de 7,5% em relação a março do ano passado (R$ 58,44 bilhões). Em relação ao número de investidores, 390.394 novos participantes se cadastraram no programa no mês passado. O número total de investidores atingiu 10.285.781. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 57,9%. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 1.479.805, aumento de 21,9% em 12 meses.

Agência Brasil 

IPPA/Cepea: Preços agropecuários sobem no 1ºtri/2021 frente ao mesmo período de 2020, mas desaceleram em relação ao tri anterior

Os preços da maioria dos produtos agropecuários seguiram elevados no primeiro trimestre de 2021. Diante disso, nesse período, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) avançou 14,1% frente ao primeiro trimestre de 2020, em termos reais, segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP

Esse cenário é resultado sobretudo do aumento real expressivo do IPPA-Grãos/Cepea, de 32,8% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado. Neste caso, todos os grãos que compõem esse Índice registraram forte alta real nessa comparação: de 43% para a soja, de 30% para o arroz, de 22% para o algodão, de 19% para o milho e de 11% para o trigo. Além disso, o IPPA-Grãos/Pecuária também subiu, mas de forma menos intensa, 4,7%. Por outro lado, o IPPA-Cana-Café/Cepea e IPPA-Hortifrutícola/Cepea recuaram no primeiro trimestre de 2021 frente ao mesmo período do ano passado, 10,8% e 9,8%, respectivamente, em termos reais. Já entre o último trimestre de 2020 (de outubro a dezembro) e o primeiro de 2021, o IPPA/Cepea apresentou queda real, de 5,1%. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve, especialmente, à redução observada para o IPPA-Pecuária, de 7,1%, que, por sua vez, foi pressionado especialmente pelas desvalorizações dos suínos e do leite nos três primeiros meses de 2021.

CEPEA 

Bolsonaro assina MPs que permitem às empresas reduzir jornada e salário e adiar pagamento de FGTS

Uma das MPs vai focar nas regras da nova edição do Bem, que terá duração de quatro meses; programa deve ser lançado nos mesmos moldes de 2020, com acordos para redução de jornada e salário em 25%, 50% ou 70%, ou suspensão total do contrato

O Presidente Jair Bolsonaro assinou na terça-feira, 27, as duas Medidas Provisórias (MPs) que reúnem o conjunto de medidas trabalhistas para o enfrentamento da crise provocada pela pandemia de covid 19, incluindo a nova rodada do programa que permite redução de jornada e salários ou suspensão de contratos, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Os textos devem ser publicados na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta. Projeções recentes apontam potencial de 4,798 milhões de acordos. O crédito extraordinário para bancar a medida será de R$ 9,977 bilhões, sendo R$ 9,8 bilhões para o pagamento do benefício emergencial (BEm), que compensa parte da perda salarial do trabalhador que integra o acordo. O benefício médio é estimado em R$ 2.050,82. Uma das MPs vai focar nas regras da nova edição do BEm, que terá duração de quatro meses, podendo ser prorrogado caso haja disponibilidade de recursos. O programa deve ser lançado nos mesmos moldes de 2020, com acordos para redução proporcional de jornada e salário em 25%, 50% ou 70%, ou suspensão total do contrato. A adesão continua sendo por acordo e abrange todos os empregadores, com exceção de órgãos públicos, empresas estatais e organismos internacionais. Serão beneficiados também empregados domésticos, empregados com jornada parcial e aprendizes. Para ajudar o trabalhador, o governo pagará o benefício emergencial, calculado sobre o valor do seguro-desemprego a que ele teria direito se fosse demitido (entre R$ 1.100 e R$ 1.911,84). Em um acordo para redução de 50%, por exemplo, o empregado recebe 50% do salário da empresa e 50% da parcela do seguro-desemprego. As negociações individuais valem para os trabalhadores com carteira assinada e que recebem até R$ 3.300 ou que tenham ensino superior e ganham acima de R$ 12.867,14. Quem tem salário intermediário também pode negociar individualmente para reduzir 25% da jornada e do salário, mas depende de acordos coletivos, negociados pelos sindicatos das categorias, para alterações mais radicais no contrato.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

71% acreditam em recuperação da economia só a partir de 2022, diz CNI

Segundo pesquisa, brasileiro está pessimista e cortando mais despesas

A lentidão da campanha de vacinação e um recrudescimento da pandemia de Covid-19 têm pesado nas expectativas da população, e 7 em cada 10 brasileiros dizem acreditar que a economia irá se recuperar só a partir de 2022, segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Quando a mesma pergunta foi feita em julho do ano passado, 61% responderam que a economia brasileira deve se recuperar dos efeitos da Covid-19 em até dois anos ou mais. “Só a imunização em massa da população vai recolocar o Brasil no caminho da retomada da economia”, diz Robson Braga de Andrade, presidente da entidade. Os dados apontam que 83% dos entrevistados consideram o ritmo de vacinação no país lento ou muito lento e 21% dizem acreditar que serão vacinados apenas no ano que vem.

FOLHA DE SP 

EMPRESAS

JBS já cadastra pecuaristas em plataforma para monitorar cadeia da carne na Amazônia

Companhia espera encerrar o ano com o cadastro de criadores que movimentam 1 milhão de animais

A JBS já está cadastrando fornecedores de gado em sua plataforma de monitoramento da cadeia de produção de bovinos na Amazônia, recém-criada. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia afirmou que espera encerrar o ano com o cadastro de pecuaristas que movimentam 1 milhão de animais. Na plataforma Pecuária Transparente, os fornecedores que vendem gado diretamente para a JBS informarão a lista de seus próprios fornecedores de animais. Um sistema criado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) verificará se a lista está completa. A partir das informações, empresas credenciadas, como a Agrotools, cruzarão dados para verificar se algum fornecedor da cadeia está relacionado a desmatamento vetado pelo Código Florestal, a invasões de terras indígenas ou unidades de conservação, a trabalho análogo à escravidão ou à ocupação de áreas embargadas pelo Ibama. O resultado será enviado ao próprio fornecedor direto. Segundo a JBS, com essas informações, o produtor “poderá desenvolver planos para mitigar riscos e implementar ações para ajudar os produtores a regularizar as situações quando necessário”. A plataforma utiliza tecnologia blockchain, que impede que dados sensíveis estejam ao alcance da JBS. A empresa terá acesso apenas a informações socioambientais. O cadastro na plataforma é voluntário, mas a adesão ao monitoramento é crucial para que a JBS alcance suas metas de eliminação de desmatamento e neutralização de emissões de carbono. A companhia tem a meta de conseguir a adesão de todos os fornecedores ao programa até 2025, ano em que ela espera também eliminar de sua cadeia – incluindo os fornecedores indiretos – o desmatamento ilegal na Amazônia. Também faz parte da estratégia o desenvolvimento de um cadastro positivo de produtores que estão em conformidade com as regras socioambientais. No comunicado, a empresa anunciou ainda o lançamento de 13 “Escritórios Verdes”. Eles serão instalados em unidades de processamento no Brasil e ajudarão os pecuaristas na regularização ambiental.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA lança Relatório Anual 2021

Com novos recursos interativos, o novo RA traz radiografia da avicultura e da suinocultura do Brasil em 2020

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou ontem a nova edição do Relatório Anual ABPA 2021, a principal publicação estatística produzida anualmente pela entidade setorial da avicultura e da suinocultura do Brasil. Com conteúdo interativo, fluido e de fácil acesso, a nova versão do Relatório Anual ABPA conta com uma análise ampla e detalhada da produção e das exportações das cadeias produtivas do nosso setor (aves, suínos, ovos e material genético). Neste detalhamento estatístico de 2020, houve a revisão de diversos dados, como é o caso da produção de carne suína – agora, em 4,436 milhões de toneladas – e do consumo per capita – que encerrou 2020 em 16 quilos per capita. O Relatório Anual da ABPA também traz em suas páginas informações exclusivas da associação, como insights sobre a pesquisa ampla sobre Hábitos de Consumo – que será lançada pela ABPA em breve – pontos de gestão, questões de sustentabilidade e segurança alimentar, entre outros. “O relatório é o principal documento setorial produzido pela ABPA para a revisão estratégica setorial, e agora passa a contar com inovações e interações digitais por QRCode, que tornam ainda mais didáticas as informações sobre o trabalho realizado pelo setor produtivo nacional”, ressalta Ricardo Santin, Presidente da ABPA. O RA ABPA 2021 pode ser baixado por este link: https://bit.ly/3eyFRNO

ABPA

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA 

041 3289 7122

 

abrafrigo

Leave Comment