CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1474 DE 27 DE ABRIL DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1474| 27 de abril de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: preço da arroba perde força e chega em R$ 314 em São Paulo

A oferta de animais terminados apresentou avanços ao longo do mês de abril, avaliando a degradação das pastagens, destaca a Safras & Mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos na maioria das regiões de produção e comercialização na segunda-feira, 26. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, a semana iniciou com inexpressivo volume de negócios. “A tendência é que os frigoríficos voltem a exercer pressão sobre o mercado em uma semana pautada pela fraca reposição entre atacado e varejo. Além disso, as escalas de abate estão mais confortáveis, posicionadas entre quatro e seis dias úteis”, diz. A oferta de boi gordo terminado apresentou avanços ao longo do mês de abril, avaliando a degradação das pastagens, consequência do regime de chuvas irregular em grande parte do Centro-Sul do país. Para o mês de maio, a tendência é de um volume de chuvas ainda abaixo do normal, reduzindo a capacidade de retenção por parte do pecuarista. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 314, ante R$ 314 – R$ 315 na sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295 a arroba, contra R$ 297. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 305, ante R$ 304 – R$ 305. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 310 – R$ 311, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 306 a arroba, inalterados em relação à última sexta. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a tendência é que haja algum espaço para reação dos preços na próxima virada de mês, avaliando a entrada dos salários na economia, além do repique da demanda sazonal do Dia das Mães. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,90 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: início de semana com pressão de baixa

A pressão de baixa continua e tem surtido efeito sobre as cotações

Em São Paulo, com programações de abate mais confortáveis, atendendo em média 6 a 7 dias, as indústrias frigoríficas abriram a semana pagando R$1,00/@ a menos para o boi e novilha gordos. Assim, na última segunda-feira (26/4), o boi e a novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$312,00/@ e R$303,00/@, preços brutos e a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria. A cotação da vaca gorda ficou estável em relação à última sexta-feira (23/4), apregoada em R$290,00/@, nas mesmas condições. O boi de até quatro dentes destinado à exportação ficou cotado em R$320,00/@, preço bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA

China habilita mais 31 frigoríficos americanos

Tendência de ampliação perdura para os EUA, mas para o Brasil processo continua lento

A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) concedeu autorização para 31 frigoríficos americanos de carne suína, bovina e de aves exportarem seus produtos ao país asiático. Em 8 de abril, o órgão já havia concedido sem aval para outras 19 plantas de processamento de carnes dos EUA. Essa ampliação começou no ano passado, depois que China e EUA assinaram um armistício em sua guerra comercial. Ao mesmo tempo, diminuíram as novas habilitações de frigoríficos brasileiros na China.

VALOR ECONÔMICO 

Exportação de carne bovina em abril mostra melhor desempenho

Volume exportado pode atingir entre 135 a 140 mil toneladas em abril

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o volume exportado de carne bovina fresca (in natura) atingiu 106,6 mil toneladas até a quarta semana de abril com média diária de  7,1 mil toneladas e crescimento de 22,22% se comparada a média diária do mês de abril do ano passado de 5,8 mil toneladas. Segundo o analista da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, o volume exportado de carne bovina em abril deve superar o total embarcado em março de 2021, que exportou 133,8 mil toneladas. “A nossa estimativa aponta que devemos atingir 135 a 140 mil toneladas. Devemos ter o mês com o maior volume embarcado em 2021”, explicou.

Os preços médios na quarta semana de abril ficaram próximos de US$ 4.753,6 mil por tonelada, alta de 8,73% frente a abril de 2020 que registrou valor médio de US$ 4.372,00 mil por tonelada. A média diária ficou em US$ 33,784 milhões com crescimento de 32,89%, em relação a abril do ano passado, com US$ 25,422 milhões.

AGRIFATTO 

Fechamento de frigoríficos reduz poder de negociação de pecuaristas

Analistas alertam que falta de gado e queda no consumo de carne bovina no Brasil

A elevada ociosidade dos frigoríficos brasileiros de carne bovina, gerada pela escassez de animais prontos para abate em meio a um mercado interno fraco, pode dificultar a vida dos pecuaristas que ainda têm animais disponíveis. Com unidades menores fechando as portas, analistas destacam que o atual contexto tende a aumentar a concentração do mercado de carne bovina entre as grandes indústrias exportadoras, reduzindo as opções de venda desses produtores. “Realmente, essa concentração de mercado preocupa porque, para o pecuarista, isso pode ser nocivo a longo prazo, gerando uma situação que costumamos chamar de oligopsônio, quando há poucos compradores para muitos fornecedores”, aponta o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias. Ele lembra que as perspectivas para 2021 são de um fechamento mais agressivo das indústrias, principalmente as menores e sem acesso ao mercado externo. A previsão da consultoria é de que os preços do boi gordo se mantenham acima de R$ 300 mesmo no auge da safra, quando a maior oferta normalmente pressiona as cotações da arroba. “Por mais que haja perspectiva de queda da arroba do boi gordo, o custo ainda é alto para a indústria frigorífica”, pontua o analista. O pesquisador do Centro de Inteligência da Carne da Embrapa, Guilherme Cunha Malafaia, ressalta que a dificuldade de negociação dos produtores diante da concentração do mercado é um problema antigo no país e que tem se agravado diante do cenário atual. De acordo com ele, os mais prejudicados por esse processo acentuado pela pandemia e pelo ciclo de alta da arroba tendem a ser justamente os pecuaristas menores, com maior dificuldade de acesso a novas tecnologias e índices de produtividade dentro ou abaixo da média nacional. “Logicamente, no momento em que você fica sem opções de venda, acaba tendo que se sujeitar ao preço que o frigorífico daquela praça pode pagar pelo seu produto. Não tem muito para onde correr”, pontua Malafaia. Diante do cenário de consumo per capita de carne bovina no menor patamar desde 1996, o pesquisador da Embrapa não vê espaço para a indústria repassar esses aumentos no custo da arroba ao consumidor final.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar cai à mínima em dois meses

O dólar começou a semana em queda frente ao real, fechando no menor patamar em dois meses e abaixo de 5,45 reais, com as operações domésticas acompanhando o rali de moedas de commodities no exterior em meio a esperanças de retomada da economia mundial

A discussão sobre reformas havia ficado de lado nos últimos tempos em meio ao agravamento da crise sanitária e a debates sobre mais despesas para controlar a pandemia, os quais levaram no começo de março à aprovação de uma PEC Emergencial que causou no mercado ruído posteriormente agudizado pelo impasse do Orçamento. Mas a solução da crise orçamentária alcançada em abril voltou a abrir espaço para queda do dólar –a moeda perde 5,54% desde a máxima recente de 29 de março (5,7681 reais). Uma taxa de 5 reais implica queda nominal de 8,24% ante o patamar atual. Pela pesquisa Focus, o dólar fecha este ano em 5,40 reais. Na segunda-feira, o dólar à vista caiu 0,87%, a 5,4488 reais na venda menor patamar de encerramento desde 24 de fevereiro (5,4219 reais). O dólar caiu em oito dos últimos nove pregões. Embora não sustente aposta direcional a favor da moeda brasileira, o Morgan Stanley vê no excesso de volatilidade da taxa de câmbio no curto prazo uma oportunidade tática, tendo como pano de fundo ambiente benigno em termos de risco no qual o dólar pode estar chegando a seu piso no mundo. A volatilidade do par dólar/real para três meses estava em torno de 17,5% ao ano, a segunda mais alta dentre os principais pares da divisa brasileira. A volatilidade da lira turca é a maior: 20,7%.

REUTERS

Ibovespa fecha quase estável

O principal indicador da bolsa brasileira fechou quase estável na segunda-feira, com ganhos vigorosos do setor de metais sobrepujando a pressão exercida pela realização de lucros com ações como de bancos

Após superar os 121 mil pontos na primeira hora da sessão, o Ibovespa perdeu fôlego, chegou a ter fechamento preliminar no vermelho, mas reverteu de novo nos ajustes, para leve alta de 0,05%, aos 120.594,61 pontos. O movimento foi discreto, com giro financeiro do dia somando 25,4 bilhões de reais, abaixo da média recente. O principal índice acionário brasileiro mostrou correlação negativa com Wall Street, perdendo força à medida que os das bolsas de Nova York ampliavam ganhos. “As expectativas em relação à pandemia dão o tom do mercado brasileiro, justamente por isso o descolamento em relação ao exterior”, afirmou Lucas Collazo, da Rico Investimentos, citando também preocupações ligadas aos efeitos da CPI da Covid. Após o Ibovespa ter avançado cerca de 10 mil pontos desde o início e março e voltado ao azul no acumulado do ano, parte dos investidores têm preferido vender algumas ações que mais subiram no período, com as de bancos, peso negativo nesta sessão. O contraponto foram ações ligadas a commodities, com destaque para metais, refletindo o continuado otimismo global com o setor, diante de sinais de “recuperação acelerada das economias desenvolvidas e chinesa”, afirmou Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

REUTERS

Contas externas têm saldo negativo de US$ 3,97 bilhões em março

As contas externas registraram saldo negativo de US$ 3,97 bilhões em março deste ano, de acordo com dados divulgados ontem (26) pelo Banco Central (BC). Em março de 2020, o déficit havia sido de US$ 4,257 bilhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países 

O Chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que, a partir deste mês, a comparação se dará sobre períodos impactados pela pandemia, que passou a influenciar os números em março do ano passado. Entretanto, segundo ele, a causa dos resultados similares nas transações correntes entre os meses de março de 2020 e março de 2021 se deve, principalmente, em razão das importações no âmbito do Repetro – regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens que se destina às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e gás natural – que foram de US$ 6,5 bilhões em março de 2021 ante US$ 1,6 bilhão em março de 2020. Em 12 meses, encerrados em março, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 17,834 (1,24% do Produto Interno Bruto – PIB), ante saldo negativo de US$ 18,121 bilhões (1,26% do PIB) em fevereiro de 2021 e déficit de US$ 71,041 bilhões (3,97% do PIB) no período equivalente terminado em março de 2020. As exportações de bens totalizaram US$ 24,613 bilhões em março, aumento de 33,7% em relação a igual mês de 2020. As importações somaram US$ 25,05 bilhões, incremento de 53,6% na comparação com março do ano passado. Com esses resultados, a balança comercial registrou déficit de US$ 437 milhões no mês passado, ante saldo positivo de US$ 2,09 bilhões em março de 2020. O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, entre outros) manteve a trajetória de retração e atingiu US$ 1,057 bilhão em março, ante US$ 1,664 bilhão em igual mês de 2020. Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 6,864 bilhões no mês, ante US$ 7,386 bilhões em março de 2020. Nos 12 meses encerrados em março de 2021, o IDP totalizou US$ 39,256 bilhões, correspondendo a 2,73% do PIB, em comparação a US$ 39,778 bilhões (2,76% do PIB) no mês anterior e US$ 68,748 bilhões (3,84% do PIB) em março de 2020. Em março, houve saída líquida de investimento em carteira no mercado doméstico no total de US$ 2,084 bilhões, contra US$ 22,228 milhões de saída líquida em igual período de 2020. No caso das ações e fundos de investimento, houve saída de US$ 2,996 bilhões. Já os investimentos em títulos de dívida tiveram entrada líquida de US$ 912 milhões. O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 347,413 bilhões em março de 2021, redução de US$ 8,7 bilhões em comparação a março de 2020.

REUTERS

Mercado vê maior aperto monetário neste ano e no próximo

O mercado passou a ver maior aperto monetário tanto neste ano quanto em 2022, com a inflação superando 5% e uma taxa de crescimento econômico mais alta em 2021, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira pelo Banco Central

O levantamento semanal mostrou que a expectativa para a taxa básica de juros subiu a 5,50% para este ano, ante 5,25% na semana anterior. Para 2022 a Selic foi calculada em 6,13% na mediana das projeções, era 6% antes. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC volta a se reunir na próxima semana para decidir sobre a taxa de juros, atualmente em 2,75%. A expectativa no Focus é de um aumento para 3,5% nesse encontro. Já para a inflação os especialistas consultados passaram a ver uma taxa de 5,01% neste ano, de 4,92% antes, aproximando-se cada vez mais do teto da meta –o centro do objetivo é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A mudança ocorre na esteira de um salto na projeção para a alta dos preços administrados a 8,04%, de 7,70% no levantamento anterior. Para 2022 a expectativa de avanço do IPCA permaneceu em 3,60%, acima do centro da meta, que nesse caso é de 3,50%. Para o próximo ano, a projeção para o aumento dos preços administrados subiu a 4,34%, de 4,25%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano melhorou em 0,05 ponto percentual, a 3,09%, enquanto que para 2022 seguiu em 2,34%

REUTERS

Medida que reduz salário e jornada deve sair hoje

Expectativa do Ministério da Economia é que medida que flexibiliza temporariamente a legislação trabalhista também seja publicada

A equipe econômica já encaminhou ao Palácio do Planalto o texto da medida provisória que renova o Programa de Preservação de Renda e do Emprego (BEm), política que prevê a suspensão de contratos de trabalho e redução de salário por mais quatro meses. A expectativa do Ministério da Economia é que a medida seja publicada hoje no “Diário Oficial da União” em conjunto com a reedição da MP 927 que flexibiliza temporariamente a legislação trabalhista. O orçamento reservado para prorrogar do BEm é de R$ 10 bilhões para o atendimento de cerca de 5 milhões de trabalhadores. Segundo técnico ouvido pelo Valor, a MP que renova o BEm deve ser “praticamente igual” à anterior. O receituário já foi adotado no ano passado e a equipe do ministro Paulo Guedes considera o BEm uma das medidas mais bem-sucedidas para a preservação do emprego durante a pandemia de covid-19. Em abril de 2020, o governo editou a MP 936, permitindo a redução de salário e jornada e suspensão de contratos com compensação salarial parcial pelo governo para minimizar os efeitos da pandemia na economia e evitar uma onda de demissões. Inicialmente, a redução da jornada foi permitida por três meses e a suspensão de contrato por dois meses. A medida foi prorrogada algumas vezes, mas chegou ao fim em dezembro. No ano passado, foram gastos mais de R$ 50 bilhões. No caso da reedição da MP 927, que também pode ser publicada hoje no “Diário Oficial da União”, a equipe econômica quer permitir a antecipação de férias e decretação de férias coletivas; diferimento (adiamento) do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e flexibilização de regra de bancos de horas.

VALOR ECONÔMICO 

Com agravamento da pandemia, investidores estrangeiros retiram US$ 2,1 bilhões do Brasil em março

Aplicações em ações e títulos públicos no país apresentaram primeiro resultado negativo em nove meses, segundo BC

Após nove meses de resultados positivos, os investidores estrangeiros retiraram US$ 2,1 bilhões do mercado de ações e títulos públicos em março, segundo dados do BC (Banco Central) divulgados nesta segunda-feira (26). O volume negociado no mercado doméstico havia mostrado recuperação depois dos meses mais críticos da pandemia de Covid-19, mas foi afetado pelo agravamento da crise sanitária no país e de novas rodadas de medidas de restrição para conter a transmissão do vírus. Em fevereiro, houve ingresso líquido de US$ 3,6 bilhões. No acumulado dos 12 meses, no entanto, os investimentos no mercado doméstico ficaram positivos em US$ 23,3 bilhões, puxados pelos resultados dos meses anteriores. De acordo com dados preliminares divulgados pelo BC, até 20 de abril, o investimento teve resultado negativo em US$ 96 milhões. “Para abril, observamos praticamente estabilidade na rubrica. Não fazemos projeções para esta conta porque é muito volátil, então não dá para cravar que seja uma tendência ou os motivos”, ponderou o Chefe do Departamento de Estatísticas Fernando Rocha. O técnico do BC explicou que nos meses mais intensos da pandemia no ano passado, a saída líquida de investimentos foi expressiva. “De fevereiro, quando começaram a surgir notícias sobre o vírus na Europa, a maio, houve resultado negativo de US$ 35,3 bilhões, US$ 22,2 bi apenas em março. Depois, tivemos nove meses de resultados positivos que recompuseram essas perdas integralmente, retornando aos níveis pré-pandemia”, disse. A retirada em março se deu em ações, com US$ 3 bilhões, mas houve ingresso de US$ 912 milhões em títulos de renda fixa.

FOLHA DE SP 

EMPRESAS

Wessel na vitrine: venda do controle está no cardápio

Fabricante de hambúrguer criada no bairro paulistano do Bixiga deve faturar cerca de R$ 210 milhões este ano

Após resistir ao assédio de bancos e investidores na década passada, quando era um negócio quase artesanal de tão pequeno, a família de açougueiros húngaros que desbravou o mercado de hambúrguer gourmet considera vender o controle do negócio. As rodadas de conversa já incluíram Minerva e BRF. O sucesso de uma transação não é tão simples diante das exigências dos Wessel, que preferem se tornar sócios minoritários de um investidor estratégico a vender uma fatia da empresa para um fundo de private equity. “Você trabalha o triplo e ganha um chefe”, afirma um interlocutor da família. Nas mãos de um estratégico, a Wessel poderia dar abrangência nacional à marca, ainda muito concentrada em São Paulo. A família fundadora ainda poderia se beneficiar do crescimento do negócio – preservando uma participação minoritária ou ficando com um earnout. No ano passado, a companhia faturou cerca de R$ 160 milhões, e a previsão é chegar a R$ 210 milhões em 2021, o que depende do ritmo de abertura da economia – o fechamento de restaurantes e lanchonetes penaliza os negócios da Wessel. Embora o varejo tenha crescido bastante em volume e receita, a fatia do food service no faturamento era importante, mas caiu de 60% no pré-covid para 23%. Na fábrica de Araçariguama (SP), é possível dobrar a produção e, com isso, também o faturamento. Se contar com a estrutura de distribuição de uma grande empresa, o salto poderia ser mais rápido. Mas a pandemia também mostrou que, em carreira solo, a Wessel demora mais para crescer e enfrenta ainda as agruras da matéria-prima mais cara – no Pão de Açúcar, a companhia levou praticamente um ano para repassar o aumento de custos da carne, o que naturalmente pressiona as margens. No ano passado, houve uma aproximação com a Minerva, que, com a Wessel, ingressaria em hambúrguer e passaria a deter uma marca de grife, mas as tratativas não prosperaram. A Wessel então abriu conversas com a BRF, que também não avançaram.

VALOR ECONÔMICO

Unidade de Rolim de Moura/RO da Minerva Foods recebe certificação BRCGS com Grade AA

Companhia tem certificação da unidade atualizada por padrão de segurança do alimento de alto nível

A Minerva Foods anunciou que sua unidade localizada em Rolim de Moura/RO, teve a certificação BRCGS Food atualizada para Grade AA. A certificação é atestada pela QIMA/WQS e tem validade até maio/2022. Recentemente, a Companhia também obteve a renovação da mesma certificação na unidade de Paranatinga/MT. “Este reconhecimento reflete o trabalho consistente, que vem sendo realizado para garantir os melhores e mais seguros processos na produção da carne bovina. Seguimos padrões sanitários e de qualidade internacionais em todas as nossas plantas e processos”, explicou Márcia Lopes, Gerente Executiva de Qualidade da Minerva Foods. A BRCGS é um protocolo projetado para harmonizar os padrões de segurança dos alimentos em toda a cadeia de fornecimento. Entre outros critérios, avalia: compromisso da alta administração; o desenvolvimento de uma cultura de segurança do produto; os riscos significativos para produtos e processos, garantindo a segurança com base na análise de perigos e pontos críticos de controle (HACCP); um plano de segurança dos alimentos; condições ambientais e operacionais necessárias para a produção de alimentos seguros; sistemas de gestão da qualidade para a documentação de políticas e procedimentos organizacionais e de gestão; requisitos para zonas de risco de produção.

MINERVA FOODS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína já supera em mais de 20% receita e volume de abril/20

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas na segunda-feira (26), as exportações de carne suína fresca, congelada ou resfriada nos 15 dias úteis de abril ultrapassaram em mais de 20% o resultado obtido em todo o mês de abril de 2020, tanto na receita quanto em volume

Para o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, as exportações de carne suína devem continuar caminhando bem neste ano de 2021 motivadas pelo fator China. “A China está muito preocupada com novos casos de Peste Suína Africana (PSA), suinocultores chineses abatendo os animais com medo da contaminação e o preço caindo por lá. Isso aponta para um vácuo de produção na China lá na frente, indicando a necessidade de continuidade de importação de carnes, não apenas a suína”, argumentou. A receita obtida com as exportações de carne suína até agora, de US$ 191,7 milhões, ultrapassou em 24,5% o montante obtido em todo abril de 2020, que foi de US$ 153, 9 milhões. O volume movimentado, 76.112 toneladas, foi superior em 21,1% ao total exportado em abril do ano passado com 62.900 toneladas. A receita na média diária até a quarta semana de abril foi de US$ 12,7 mil, valor 66,09% maior do que o de abril de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 7,6%. Em toneladas, a média diária, alcançou 5,074 mil, alta de 61,34% diante do mesmo mês de 2020, num avanço de 7,7% em relação a semana anterior. O preço pago por tonelada chegou a US$ 2,519 mil, 2,95% superior ao obtido em abril passado, com leve queda de 0,007% em relação a última semana.

AGRIFATTO 

SECEX: Média diária exportada de carne de frango é 23,68% maior do que abril/20

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, anunciou na segunda-feira (26) que os resultados das exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas nos 15 dias úteis de abril chegaram perto de atingir os resultados obtidos em todo abril de 2020, tanto na receita quanto no volume embarcado

Para o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, além de uma “relativa” retomada no ritmo de compras por parte da Arábia Saudita, ainda há o fator China pesando nos resultados. “Além disso, há a questão cambial, que torna a carne de frango brasileira competitiva e o fato de que este momento de pandemia está impulsionando a aquisição de alimentos”, disse. A receita obtida com as exportações de carne de frango neste abril, US$ 446,9 milhões, representa 94,1% o total obtido em todo o mês de abril de 2020, que foi de US$ 475,2 milhões. O volume embarcado foi de 297.498 toneladas, ou 92,7% do total exportado em abril do ano passado, com 320.709 toneladas.  Na média diária, a receita foi de US$ 29.795, 25,38% maior do que em abril do ano passado. Na comparação à semana anterior, houve alta de 1,06%. Em toneladas, a média diária atingiu 19.833 toneladas, avanço de 23,68% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Em relação à semana anterior, leve alta de 0,18%. No preço pago por tonelada, US$ 1.502, ele foi 1,37% superior ao praticado em abril do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve pequeno aumento de 0,8%.

AGRIFATTO 

BRF vê novo patamar de preços de carnes com alta de grãos

O presidente da BRF, Lorival Luz, disse na segunda-feira (26) que a alta no preço do milho estabeleceu um novo patamar de preços para as carnes de frango e suína e alimentos derivados, mas a BRF tem conseguido manter a competitividade por meio de sua estratégia de compra de insumos e fortes marcas

“Os grãos são extremamente relevantes no custo de uma empresa como a nossa e de qualquer produtor… A indústria vai se adaptar a esse novo patamar (de preços)”, disse Luz em live promovida pela XP Investimentos. Cerca de 70% do custo do suíno e do frango vivo vem do custo da ração e insumos de alimentação dos animais. Luz disse que a BRF tem algumas vantagens como localização geográfica diversificada, produção integrada, escala e marcas fortes que permitem mitigar impactos negativos da alta dos grãos nas margens. “Eu tenho produção no Sul e no Centro-Oeste. Então, eu tenho um acesso aos grãos (de forma) mais eficiente do ponto de vista financeiro. Além disso, tenho a capacidade de comprar no timing certo e ter capacidade de estocagem com um custo mais baixo”, disse Luz. A produção integrada também permite que a empresa evite altas de preços dos animais no mercado spot, segundo Luz. “Quando o preço no Sul sobe no mercado spot, a gente não é impactado porque 95% da nossa produção é dentro de casa. Quem compra no spot sofre mais o impacto desse custo.” O executivo disse que quase 80% dos produtos que a BRF vende no Brasil são de maior valor agregado, e grande parte das vendas de frangos e suínos in natura vai para os mercados de exportação, nos quais a empresa se beneficia do câmbio favorável.

CARNETEC 

INTERNACIONAL

Medidas de bloqueio da peste suína africana na China remodela a indústria de suínos de US$ 300 bi

O plano da China de controlar o transporte de suínos vivos para conter a propagação da peste suína africana (PSA) deve remodelar o mercado e criar diferenças de preços regionais no maior consumidor e produtor mundial de carne suína

O país será dividido em cinco regiões a partir de maio, disse o ministério da agricultura na semana passada, e porcos vivos não poderão cruzar as fronteiras. A medida vai derrubar os preços da carne suína nas principais áreas produtoras do norte e aumentar o custo da proteína popular nos centros de demanda do sul. Se os controles permanecerem em vigor a longo prazo, as empresas serão forçadas a abrir mais fazendas de suínos mais perto de onde seus clientes estão. A indústria de suínos da China foi devastada pela peste suína africana em 2018 e, embora o tamanho do rebanho tenha se recuperado desde então, um ressurgimento recente elevou as importações de suínos para um recorde no mês passado. Os preços caíram, no entanto, à medida que o abate dos rebanhos aumentou a oferta doméstica. Os porcos são uma fonte muito importante de proteína na China, com o mercado de carne suína vendendo cerca de 2 trilhões de yuans (US $ 308 bilhões) por ano, de acordo com dados da Dalian Commodity Exchange. Cerca de 20% dos suínos da China, ou cerca de 140 milhões de animais vivos, são transportados a cada ano, principalmente do nordeste ao sul para atender à demanda por carne fresca, disse Lin Guofa, analista sênior da consultoria Bric Agriculture Group. “Algumas áreas que costumavam se autodenominar condados sem porcos ou cidades sem porcos terão que construir fazendas de porcos”, disse ele. Mas o transporte de carne congelada em vez de suínos vivos será incentivado, o que levará a uma expansão da indústria da cadeia de frio, disse Lin. As novas regras são semelhantes aos sistemas desenvolvidos no Brasil e na Espanha, que tiveram sucesso na eliminação da peste suína africana, disse o ministério da agricultura.

Bloomberg 

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