CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1473 DE 26 DE ABRIL DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1473| 26 de abril de 2021

 

NOTÍCIAS

Queda nos preços no mercado do boi gordo

Os compradores abriram a última sexta-feira (23/4) oferecendo menos pela arroba do boi e novilha gordos 

Em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria, para o boi comum a cotação caiu 0,3%, ou R$1,00/@, na comparação feita dia a dia e ficou em R$313,00/@, preço bruto e a prazo. Já para novilha, a queda foi de 0,7%, ou R$2,00/@, apregoada em R$304,00/@, nas mesmas condições. O preço da arroba da vaca gorda permaneceu estável na comparação diária. Bovinos cujo destino é o mercado externo foram negociados em R$320,00/@ no estado, preço bruto e à vista. No Sul de Goiás, as cotações da arroba do boi e da vaca gordos caíram R$1,00/@, reflexo da melhora na oferta. Portanto, as categorias ficaram cotadas em R$299,00/@ e R$289,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Em Minas Gerais, na região de Belo Horizonte, pelo mesmo motivo, o preço do boi gordo caiu R$1,00/@ e foi negociado em R$304,00/@, preço bruto e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Em um dia de queda no Brasil, arroba do boi recua até R$ 3

Tempo seco diminui capacidade de retenção, elevando a oferta de animais em alguns estados, enquanto a demanda está mais contida

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos na maioria das regiões de produção e comercialização na sexta-feira, 23. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, o dia foi de menor fluxo de negócios, com muitos frigoríficos optando por se ausentar da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para a aquisição de boiadas na última semana do mês. “A oferta apresentou bons avanços em Goiás e Mato Grosso do Sul, e é possível que novos testes sejam realizados nesses estados logo no início da semana. A situação das pastagens pouco mudou, com o clima seco mantendo o processo de degradação, reduzindo a capacidade de retenção de animais no pasto. O volume de chuvas nos próximos 15 dias é pouco generoso, portanto, a expectativa é de uma capacidade de retenção cada vez menor”, diz Iglesias. Em relação à demanda doméstica de carne bovina, a tendência é de consumo enfraquecido até a virada de mês, quando a entrada dos salários tende a motivar a reposição ao longo da cadeia produtiva. Na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 314/R$ 315, ante R$ 315 na quinta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 297 a arroba, contra R$ 300. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 304/R$ 305 ante R$ 305. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 310/R$ 311, estável. Em Uberaba (MG), preços a R$ 307 a arroba, contra R$ 310. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, A tendência é que a preferência do consumidor final siga sobre os cortes do dianteiro bovino, mais acessíveis. Os cortes nobres têm sua demanda prejudicada pelas medidas de restrição de funcionamento de bares, restaurantes e de outros estabelecimentos comerciais em muitos estados. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,90 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Alta do boi garante fluxo em confinamentos apesar de custo do milho

Até o momento, estima-se que a terminação intensiva deve chegar à máxima histórica de 6,3 milhões de cabeças de bovinos em 2021 no país, disse à Reuters o Gerente da Categoria Confinamento da DSM, Marcos Baruselli, com base em dados de uma pesquisa preliminar finalizada pela companhia neste mês

O número, que ainda poderá sofrer ajustes ao longo do ano conforme o andamento do mercado, supera o recorde de 6,18 milhões de cabeças alcançado em 2020, segundo Censo da DSM, quando a arroba do boi gordo já alcançava altos patamares puxada pelo ajuste na oferta de animais e firme demanda para exportação da carne, em sua maioria para a China. “Mesmo com o cenário de milho em torno de 90 reais por saca e arroba a 315 reais, essa arroba cobre os custos do confinador e deixa lucro”, afirmou Baruselli, embora as margens positivas tendam a ficar restritas aos grandes confinadores. Ele calcula que é possível trabalhar com custo de 250 reais por arroba. “O pequeno e médio têm mais dificuldade de lidar com esse preço do milho, e o grande não”, acrescentou. Para Baruselli, os pecuaristas estão comprando insumos e encaminhando suas boiadas para confinamentos e boiteis a partir de agora, diferente do ano passado, quando as incertezas acerca da pandemia da Covid-19 fizeram com que a estratégia de confinar ficasse concentrada no segundo semestre. O Diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, disse que o cenário, de fato, é promissor para os confinadores de maior porte, que têm escala de produção economicamente viável para conseguir resultados positivos ante a alta de preços do milho, mas os pequenos não devem conseguir fechar as contas. Na quinta-feira, o indicador do milho Esalq/B3 fechou a 97,98 reais por saca de 60 quilos, o dobro da cotação vista um ano antes, de 48,65 reais, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No mesmo intervalo, o boi também avançou de preço, mas em proporções menores. Na quinta-feira, a arroba bovina alcançou 316,65 reais, aumento de 57% no comparativo anual, conforme o índice do Cepea. Torres lembrou que a despesa com o animal de reposição é mais um ofensor para os custos da terminação. Na primeira quinzena de abril, o poder de compra do pecuarista brasileiro atingiu o pior patamar da história para a aquisição de bezerros, segundo o Cepea.

REUTERS

Brasil habilita 136 estabelecimentos de produtos de origem animal para exportação no primeiro trimestre

No primeiro trimestre de 2021, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) habilitou 136 estabelecimentos sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) para exportar produtos de origem animal para países com exigências específicas

Neste mesmo período foram abertos seis novos mercados para exportação de produtos de origem animal e três para exportação de produtos para alimentação animal. Um total de 20 certificados sanitários também foram acordados com os países para atualização de modelos vigentes e para abertura de mercados. Em 2021 foram concedidos 27 registros de estabelecimentos de produtos de origem animal para atuarem sob fiscalização do Serviço de Inspeção Federal (SIF). O tempo médio de análise dos processos de registro de estabelecimentos foi de 11 dias. Na área de alimentação animal foram concedidos 619 registros de estabelecimentos, incluindo a migração de registro de estabelecimentos para o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro). O tempo médio para análise dos processos de registro desses estabelecimentos foi de 43 dias.  Atualmente, estão registrados no SIF 3.320 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Foram concedidos automaticamente registro para 24.359 produtos de origem animal nos primeiros meses de 2021. Também foram analisadas 2.534 solicitações de registro de produtos, com tempo médio de análise de 3 dias. Em relação à certificação sanitária, foram emitidos no primeiro trimestre 80.934 Certificados Sanitários Internacionais (CSI), 24.634 Certificados Sanitários Nacionais (CSN), 2.347 Guias de Trânsito (GT) e 78.269 Declarações de Conformidade de Produtos de Origem Animal (DCPOA). O tempo médio para emissão de certificados sanitários foi de 27h25. Em 2021 foram analisadas 14.209 solicitações de LI, sendo em média 87% deferidas. O prazo estabelecido em legislação para as análises de LI é de 30 dias, porém o tempo médio de análise está atualmente em 4 dias.

MAPA 

Nelore e Angus lideram o mercado de sêmen bovino para corte

Dados da Asbia revelam que das 16,3 milhões de doses vendidas no País em 2020, cerca de 14,1 milhões foram divididas entre as duas raças

Dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) indicam que das 16,3 milhões de doses de sêmen de gado de corte comercializadas no país em 2020, 14,1 milhões, ou 86%, foram divididas entre ambas, somando praticamente metade para cada raça. Em comunicado, a CRV esclarece que esse empate técnico se deve à “busca” do nelore, que é o rebanho base, e por estamos passando por um momento de retenção desses animais no ciclo pecuário. Em 2020, por exemplo, as vendas de nelore cresceram 61% no Brasil, enquanto a velocidade de expansão do angus foi de 22%. “O nelore é um animal rústico: o bezerro nasce e, horas depois, já está junto com o rebanho”, afirma Cassiano Pelle, Gerente de Produto Corte Zebu da CRV. “O nelore enfrenta bem o calor porque sua cor clara reflete a luz do sol, tem resistência a parasitas e apresenta longevidade dada à sua adaptação às condições do Brasil”, diz Pelle. O angus, por sua vez, possui inúmeras características importantes, como a facilidade de parto,  que permite um manejo melhor dos animais em campo. “Essa raça britânica oferece habilidade materna, melhor acabamento e facilidade de colocar gordura na carcaça. Com puberdade precoce, os machos produzem sêmen mais cedo e as fêmeas entram mais novas na fase reprodutiva”, explica Delmiro Rodrigues, Gerente de Produto de corte europeu da CRV.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar emenda 4ª semana de queda

O dólar quebrou uma sequência de sete quedas e fechou em alta nesta sexta-feira, mas ainda se manteve abaixo de 5,50 reais e engatou a quarta semana seguida de perdas, após dias de forte redução de posições pessimistas no mercado de câmbio doméstico

Após quedas seguidas, o mercado recompôs na sexta parte das posições em dólar, mas longe de aproximar a moeda dos patamares mais altos recentemente alcançados. Na véspera, o dólar caiu para 5,4558 reais, mínima em dois meses, o que foi considerado pelo Société Générale como um “short-squeeze” –um abrupto desmonte de posições vendidas num ativo (no caso, no real). O banco avaliou que o recuo de 1,67% levou a moeda a quebrar uma linha ascendente de vários meses, o que aponta mais depreciação. O dólar flertou na sessão passada com suas médias móveis lineares de 200 (em torno de 5,44 reais) e 100 dias (cerca de 5,43 reais). “A volatilidade do real segue elevada e descolada de seus pares. Esperamos que até o final do pagamento do auxílio emergencial, no mês de julho, o cenário se torne mais estável, suavizando a trajetória futura da cotação do real frente ao dólar”, disseram em relatório Álvaro Frasson, Leonardo Paiva e Luiza Paparounis, do BTG Pactual. Estrategistas do JPMorgan veem período de estabilização nas taxas de câmbio e juros no Brasil na comparação com seus pares emergentes, após performance aquém nos últimos meses. Além do noticiário político-fiscal menos caótico, o banco norte-americano chama atenção para o efeito dos aumentos da Selic sobre a taxa de câmbio –o JPMorgan projeta nova elevação de 75 pontos-base no juro básico em maio. Os estrategistas avaliaram ainda que, apesar da melhora recente, o real ainda não parece “esticado”, o que manteria espaço para mais valorização.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta com suporte de NY, mas termina semana com sinal negativo

Na sexta-feira, o Ibovespa subiu 0,97%, a 120.530,06 pontos, mas recuou 0,48% na semana. A BRF ON caiu 5,95%, diante do cenário de alta dos preços de grãos e potencial aumento das matérias-primas da ração animal 

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, reduzindo boa parte das perdas de uma semana mais curta por feriado no Brasil, mas sem conseguir se firmar acima do patamar dos 121 mil pontos, em meio a movimentos de realização de lucros. Foi o primeiro desempenho negativo semanal no mês, acompanhando algum ajuste também em Wall St. Nessa sessão, Nova York fechou no azul, com o S&P 500 quase zerando ao declínio dos últimos pregões e endossando a melhora no pregão brasileiro. A semana também marcou o fim da novela envolvendo o Orçamento de 2021, com o Presidente Jair Bolsonaro sancionando o texto na véspera com corte de 19,8 bilhões de reais em dotações orçamentárias e veto à autorização para a criação de cargos na Política Militar e no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Ao mesmo tempo, a Presidência anunciou um decreto para promover um bloqueio adicional de mais 9 bilhões de reais nos recursos do Orçamento, medida necessária, segundo o governo, para garantir o cumprimento do teto de gastos. A sexta-feira ainda assinalou a abertura da temporada de resultados do primeiro trimestre de 2021 no Brasil, com Usiminas reportando lucro bilionário, em desempenho que deve ser acompanhado por outras siderúrgicas. Na próxima semana, empresas como Vale, Cielo, CSN, Unidas, Multiplan, Santander Brasil, Weg, Embraer, entre outros, divulgam seus balanços. Em abril, tem desempenho positivo de 3,34% e, no ano, avança 1,27%. O volume negociado no pregão nesta sexta-feira somou 27,17 bilhões de reais.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS

Frigoríficos brasileiros exploram trigo como alternativa alimentar à medida que os preços do milho sobem

Grandes frigoríficos brasileiros estão se voltando para o trigo na tentativa de conter o aumento do custo do milho, principal ingrediente da ração animal, informou o lobby da ABPA

Francisco Turra, Presidente do órgão consultivo da ABPA, disse à Reuters na sexta-feira que a demanda dos processadores de carne, que fornecem ração para os fazendeiros que criam gado, está levando a um aumento nas intenções de plantio de trigo em seu estado nativo do Rio Grande do Sul. O trigo pode substituir 100% do milho como ração para suínos e aves, disse ele. Citando dados da federação agropecuária gaúcha Farsul, Turra disse que a área a ser plantada com trigo e outras safras de inverno em 2021, a partir do próximo mês, pode crescer de 1 milhão de hectares (2,4 milhões de acres) para 1,4 milhão de hectares no sul do Brasil . “A JBS e a BRF já anunciaram que vão comprar safras de inverno como trigo, triticale e cevada para usar na ração do gado”, disse Turra. “Negócios já foram feitos no mercado futuro.” JBS e BRF não responderam a pedido de comentários. Os futuros do milho nos EUA atingiram seu nível mais alto em quase oito anos esta semana, impulsionados por preocupações com as condições de seca reduzindo a produtividade do milho no Brasil e o tempo frio reduzindo a germinação da safra de 2021 dos EUA. Os altos preços e atrasos na segunda safra de milho do Brasil têm pressionado as margens dos frigoríficos, levando algumas empresas a buscar suprimentos no Paraguai e na Argentina. Esta semana, o governo dispensou as tarifas de importação de soja e milho de países fora do bloco comercial do Mercosul da América do Sul, o que significa que o Brasil poderia importar milho de países como Estados Unidos e Ucrânia.

REUTERS 

Pesquisa aponta média de R$ 7,56 no preço do suíno no RS

A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja, realizada pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS, apontou a média de R$ 7,56 para o preço do pago pelo quilo do suíno vivo.

O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 90,50. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.525,00 e da casquinha de soja é de R$ 1.120,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). Agroindústrias e cooperativas – O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,66. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Cooperalfa/Aurora R$ 5,80 (base suíno gordo) e R$ 5,90 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 20/04; Cosuel/Dália Alimentos R$ 5,50, vigente desde 09/03; Cooperativa Languiru R$ 5,60, vigente desde 06/04; Cooperativa Majestade R$ 5,80, vigente desde 22/04 ; Alibem R$ 5,80 (base suíno leitão) e R$ 5,10 (base creche e terminação), vigentes desde 05/04; JBS R$ 5,50, vigente desde 06/04; BRF R$ 5,60, vigente desde 09/04; e Pamplona R$ 5,80 (base terminação) e R$ 5,90 (base suíno leitão), vigentes desde 20/04.

ACSURS 

Com custo em alta, indústria de aves e suínos tenta elevar preço

Espremida entre a forte alta de custos e a queda do poder aquisitivo dos consumidores, a indústria brasileira de aves e suínos espera encontrar espaço para reajustar os preços das carnes no varejo a partir da volta do auxílio emergencial pago pelo governo para parte da população, embora em valores menores que os do ano passado 

Nas gôndolas dos supermercados brasileiros, a carne de porco registrou alta de 26,6% no período de 12 meses encerrado em março, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), e o frango inteiro subiu 14,4%. Mas, nos dois casos, as variações são bastante inferiores às observadas no atacado. De acordo com indicadores do Cepea/Esalq/USP, o frango resfriado acumulou alta em 12 meses de quase 70% até sexta-feira no Estado de São Paulo, ao passo que o suíno vivo avançou impressionantes 123,6%. Segundo fontes dos frigoríficos, esses saltos indicam que novos reajustes nas prateleiras serão inevitáveis nos próximos meses, até porque não há sinais de que a pressão de custos vai diminuir tão cedo. “A demanda interna está fraca e o consumidor está resistindo. Mas aumentos virão”, disse um executivo. “Só espero que o varejo faça a parte dele e também abra mão de margens para impulsionar as vendas”. Ricardo Santin, Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), reconhece que o cenário doméstico piorou depois do fim do auxílio emergencial do ano passado, mas espera uma retomada, sobretudo nas vendas de carne de frango, com a volta do benefício. Santin ressalva que, em geral, as contas dos frigoríficos de aves e suínos só não estão mais achatadas por causa das exportações, que continuam aquecidas – sobretudo as de carne suína, graças à forte demanda da China -, mas lembra que empresas de pequeno porte, regionais, já tiveram que reduzir os abates para tentar equilibrar as contas. “No segmento de frango, temos clientes que já diminuíram em cerca de 10% as compras de rações para tentar se equilibrar. E nem todos estão conseguindo, sobretudo aqueles que não vendem para fora”, afirmou um executivo de uma grande companhia de nutrição animal que atua no país. No mercado interno, apontam indicadores do Cepea, a saca do milho dobrou nos últimos 12 meses, enquanto a da soja subiu mais de 80%. Com os preços nas alturas, o trigo, que pode substituir o milho em rações, virou uma esperança real. Segundo Santin, há na região Sul uma área de pelo menos 7 milhões de hectares que fica parada no inverno e pode servir para o plantio de trigo, desde que as cotações compensem como atualmente. O dirigente estima que, já nesta safra 2020/21, entre 150 mil e 200 mil hectares adicionais serão cultivadas com o cereal.

VALOR ECONÔMICO 

Preço da carne suína sobe por alta em exportações e demanda interna

O bom ritmo das exportações brasileiras e o aumento da demanda interna têm impulsionado os preços da carne suína em diversas regiões do país em abril, disse o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na sexta-feira (23)

O consumo de carne suína no Brasil tende a aumentar com a queda nas temperaturas. O auxílio emergencial e a expectativa de flexibilização das medidas de isolamento social também favorecem as vendas de proteínas, disse o Cepea em nota. O preço da carne suína em algumas regiões brasileiras retomou o patamar observado em janeiro. Já os preços do animal vivo voltaram aos patamares observados em novembro de 2020 em algumas praças. O preço da carcaça suína especial no atacado da Grande São Paulo acumula alta de 42,91% no mês de abril, até o dia 23, a R$11,89 o quilo. A recuperação dos preços ocorre após um mês de março marcado por quedas nos preços do suíno vivo e da carne, diante da demanda fraca devido às medidas de isolamento social para conter o avanço da pandemia.

CARNETEC 

INTERNACIONAL 

Industriais paraguaios aguardam a abertura do mercado de carnes dos Estados Unidos

Para iniciar as exportações, o Paraguai deve primeiro passar por uma auditoria que, até agora, estava suspensa devido à pandemia de Covid-19

A parte documental já foi aprovada pelos Estados Unidos e a expectativa é que ainda este ano os auditores norte-americanos possam chegar ao país, que devem comprovar a documentação enviada, visitar as plantas industriais, os campos, os laboratórios e verificar que tudo isso está ao seu alcance, no auge das exigências, disse Daniel Burt, Gerente Geral da Câmara Paraguaia da Carne (CPC). Nesse sentido, ele mencionou que dentro do setor paraguaio de carnes especula-se que os embarques para os EUA possam começar com a exportação de carne moída para a produção de hambúrgueres, para depois ir testando a possibilidade de envio de outros tipos de cortes. Isso porque aquele país é grande consumidor de hambúrgueres. No entanto, destacou que além do volume que pode ser localizado naquele mercado, a entrada nos Estados Unidos com carne paraguaia vai gerar um selo de garantia da marca-país que mais tarde facilitará a entrada em outros mercados muito exigentes, como a Coreia do Sul, Japão, México e Canadá. Atualmente, o Paraguai tem cerca de setenta mercados disponíveis em todo o mundo para localizar sua produção bovina. Os principais destinos da carne bovina nacional são Chile e Rússia, que responderam por 59,3% do volume total exportado nos três primeiros meses do ano, segundo dados do Banco Central do Paraguai (BCP). De janeiro a março deste ano, o Paraguai exportou ao mundo um total de 87,2 mil toneladas de carne bovina por um valor global de US $ 355,5 milhões. Assim, observou-se uma diferença de 25,8% em volume e 26,4% em valores, ante as 69,3 mil toneladas, de US $ 281,2 milhões, registradas no primeiro trimestre de 2020.

La Nación 

União Europeia: entra em vigor a nova Lei de Saúde Animal

O Parlamento Europeu e o Conselho adoptaram o Regulamento (UE) 2016/429 sobre doenças animais transmissíveis (“Lei da Saúde Animal”) em março de 2016 e é aplicável a partir de 21 de Abril de 2021

Em geral, a nova lei de saúde animal será única e completa para apoiar o sector pecuário da UE na sua busca por competitividade e um mercado comunitário seguro e fluido para os animais e seus produtos, gerando crescimento e emprego neste importante sector: Um grande número de atos jurídicos foi simplificado numa única lei. Regras mais simples e claras que permitem que as autoridades se concentrem nas principais prioridades: prevenção e erradicação de doenças. As responsabilidades dos produtores pecuários, veterinários e outras pessoas que cuidam dos animais são esclarecidas. É permitido um maior uso de novas tecnologias para atividades de saúde animal: vigilância de agentes patogénicos, identificação electrónica e registo de animais. Melhor detecção precoce e controle de doenças animais, incluindo doenças emergentes ligadas às mudanças climáticas, ajudando a reduzir a ocorrência e os efeitos de epidemias animais. Oferece mais flexibilidade para ajustar as regras às circunstâncias locais e questões emergentes, como mudanças climáticas e sociais. Estabelece uma melhor base jurídica para a monitorização de agentes patogénicos animais resistentes a agentes antimicrobianos, complementando as normas e regulamentações existentes sobre medicamentos veterinários e rações medicamentosas. A Lei de Saúde Animal fazia parte de um pacote de medidas propostas pela Comissão Europeia, em maio de 2013, para reforçar a aplicação de normas de saúde e segurança em toda a cadeia agroalimentar. Como tal, está intimamente ligado ao Regulamento (UE) 2017/625 (Regulamento de Controlo Oficial). A Lei de Saúde Animal é também um resultado fundamental da Estratégia de Saúde Animal 2007-2013, “Melhor prevenir do que remediar”.

https://ec.europa.eu/

EFSA realiza consulta para avaliar bem-estar animal durante transporte

A avaliação servirá de base para a revisão da legislação em matéria de bem-estar animal que está a ser levada a cabo pela Comissão Europeia

O objetivo da consulta é recolher todos os dados e informações disponíveis relacionados com o ambiente – temperatura, humidade, níveis de amónia, etc. – que os animais experimentam durante o transporte; obter as opiniões das partes interessadas sobre se o mandato enviado à EFSA e em particular a interpretação dos seus termos, que práticas de transporte relevantes e áreas de preocupação cobre e se são cobertas todas as principais práticas de transporte; reunir informações sobre os obstáculos práticos que impedem o cumprimento da legislação em vigor sobre bem-estar animal no transporte de animais. De acordo com as declarações de Nikolaus Kriz, Chefe da Unidade de Saúde Animal e Sanidade Vegetal da EFSA: ‘Decidimos organizar uma consulta antecipada para garantir que o nosso trabalho se baseia na evidência empírica mais abrangente possível. A literatura científica sobre o transporte de animais é escassa, razão pela qual buscamos contribuições de todos os órgãos relevantes, como organizações responsáveis pelo transporte de animais, autoridades nacionais, ONGs e associações veterinárias. O parecer científico, que deve ser finalizado no segundo semestre de 2022, identificará os perigos e as consequências para o bem-estar das práticas comuns de transporte – por exemplo, rodoviárias e aéreas, para seis grupos de animais: equídeos (cavalos, burros); bovinos (bovinos e bezerros); pequenos ruminantes (ovelhas e cabras); porcos; aves domésticas (galinhas, poedeiras, perus, etc.); e coelhos. A consulta que permanecerá aberta durante oito semanas, será concluída a 10 de Junho de 2021.

https://www.efsa.europa.eu/

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