CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1472 DE 23 DE ABRIL DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1472| 23 de abril de 2021

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: queda nos preços ofertados pelos frigoríficos

Em São Paulo, a melhora sutil nas ofertas de boiadas e nas escalas de abate resultou em queda nas ofertas de compra em R$2,00/@ para o boi gordo e R$1,00/@ para a vaca gorda na última quinta-feira (22/4), na comparação com o levantamento anterior (20/4)

Assim, o boi e a vaca gordos foram negociados, respectivamente, em R$314,00/@ e R$290,00/@, preços brutos e a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria. A cotação da novilha gorda ficou estável na comparação diária, em R$306,00/@, nas mesmas condições. O boi de até quatro dentes destinado à exportação ficou cotado em R$320,00/@, preço bruto e à vista. No Norte de Minas Gerais, com escalas de abate atendendo em média de 3 a 5 dias, as indústrias também derrubaram a oferta em R$2,00/@ para o boi e vaca gordos. O preço da novilha ficou estável na comparação feita dia a dia. Com isso, o boi gordo ficou cotado em R$306,00/@, a vaca gorda em R$293,00/@ e a novilha gorda em R$295,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Preço da carcaça casada se mantém firme neste ano

Os preços da carne bovina negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo estão relativamente firmes desde o início deste ano – diferentemente do observado para os valores das concorrentes, proteínas suína e de frango, que têm oscilado com certa força nos últimos meses 

Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação vem da oferta restrita de boi gordo pronto para o abate e das exportações aquecidas, fatores que mantêm baixo o volume de carne disponível no mercado brasileiro. Dados do Cepea mostram que a carcaça casada do boi gordo (formada pelo traseiro, dianteiro e pela ponta de agulha) registra valorização próxima de 10% na parcial deste ano. E esse movimento é puxado especialmente pela alta no preço do dianteiro, de quase 24% em 2021, tendo em vista que a alta no valor do traseiro se limita a 5,9% e a da ponta de agulha, a 12%.

Cepea

Oferta de bois aumenta no mercado e preços da arroba estabilizam

Segundo analista da Safras & Mercado, a oferta de boiadas aumenta na medida em que as pastagens perdem qualidade

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na quinta-feira, 22. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos retornaram do feriado tentando exercer pressão sobre o pecuarista em alguns estados. “A oferta de boiadas aumenta na medida que as pastagens perdem qualidade. Os mapas meteorológicos sinalizam para inexpressivo volume de chuvas nos próximos quinze dias, o que tende a reduzir sistematicamente a capacidade de retenção dos pecuaristas. O auge da safra de boi gordo se aproxima, período em que os frigoríficos encontrarão maior facilidade na composição de suas escalas de abate”, disse Iglesias. Na semana cortada pelo feriado de Tiradentes, o Mato Grosso ainda figura como exceção, com relatos de negociações acima da referência média em todo o estado. Conforme Iglesias, a oferta de animais terminados voltará a ser uma preocupação na entressafra. “Com os custos em alta, a tendência é de queda do confinamento de primeiro giro. A expectativa é que haja avanços mais consistentes da demanda durante o segundo semestre, em linha com a continuidade da vacinação no país, permitindo a retomada da atividade econômica com um menor risco de colapso do sistema de saúde”, assinalou. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 315, ante R$ 315 – R$ 316 na terça-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 305, estável. Em Cuiabá, o preço indicado foi de R$ 310 – R$ 311, contra R$ 309 – R$ 310. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 310 a arroba, estáveis. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por pouco espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Para a virada de mês, com um processo de retomada melhor consolidado em muitos estados é possível que haja maior espaço para reajustes. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,90 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Volume de animais abatidos no Mato Grosso do Sul registra queda de 8,89% no primeiro trimestre de 2021

O Mato Grosso do Sul produziu 842,2 mil cabeças para abate no trimestre de 2021, uma queda de 8,89% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme levantamento da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO) 

Do total de animais produzidos, 379,2 mil foram vacas, o que representou queda de 21,64% em relação ao ano anterior e participação 21,64% menor, equivalente a 45,03% do total de animais abatidos, contra os 52,35% no primeiro trimestre de 2020. De acordo com o Instituto houve o registro de R$ 300,00 no preço da arroba do boi gordo entre 01 a 16 de abril/2021, porém essa não foi a realidade em todas as praças consultadas. “O preço encerrou a semana em média R$ 299,38 e a arroba da vaca ao valor de R$ 286,88. Números que representaram valorizações de 1,06% no preço da arroba do boi e alta de 2,46% na arroba da vaca quando comparados ao dia 01/04”, disse o IAGRO. Os preços estão sustentados pela menor oferta de animais e reagem ao estímulo do consumo proporcionado pela demanda externa. No comparativo com 2020 houve alta de 66,48% no valor da arroba do boi e valorização de 79,30% no preço da arroba da vaca. A relação de troca entre o boi gordo e o bezerro encerrou o mês de março com uma queda de 2,69% frente ao início do mês. “Agora com um boi gordo é possível comprar 1,61 unidade de bezerros, sendo que antes estava em 1,67 unidade de bezerros.  Na primeira quinzena de abril essa relação foi pressionada pela maior valorização do bezerro em relação à arroba e no dia 14/04 fechou em “1 boi gordo para 1,60 unidade de bezerros”, disse.

IAGRO

Bovinocultura de corte é responsável por 55,6 % dos empregos formais gerados na agropecuária em MS

De 68 mil empregos formais registrados na agropecuária de Mato Grosso do Sul em 2019, 38 mil estão ligados especificamente à bovinocultura de corte, o que representa 55,6 % do total. Os números do Rais (Relatório Anual de Informações Sociais), do Ministério da Economia, integram a 10ª edição do Sigabov, divulgado pelo Sistema Famasul na quinta-feira (22) 

No período de referência, o levantamento aponta que foram gerados 41 mil empregos formais somente na pecuária de Mato Grosso do Sul, o que contempla outras atividades como suínos, aves, equídeos. “O Sigabov traz nesta edição um “raio x” sobre a empregabilidade especificamente na bovinocultura de corte, uma das cadeias produtivas de grande representatividade no estado”, explica a analista técnica do Sistema Famasul, Fernanda Oliveira. De acordo com o boletim, o ranking dos municípios com mais pessoas empregadas na criação de bovinos está alinhado com o tamanho do rebanho do local. Em primeiro lugar aparece Corumbá, seguido de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana e Porto Murtinho, respectivamente. A faixa etária que predomina entre os perfis de contratação, 26,9% tem entre 40 e 49 anos, com 25,9% entre 30 e 39 anos. Mais de 35% possuem renda entre 1 e 1,5 salário mínimo.

Famasul

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 1,67%, a R$5,4558

O dólar sofreu na quinta-feira a maior queda desde o fim de março, fechando no menor patamar em dois meses, na casa de 5,45 reais, com fortes vendas de moeda decorrentes de uma combinação entre ajuste pós-feriado, fluxo positivo e desmonte de posições em meio à percepção de algum alívio do lado fiscal

O dólar à vista caiu 1,67%, a 5,4558 reais na venda. É a maior baixa percentual diária desde 31 de março (-2,23%) e o menor nível desde 24 de fevereiro (5,4219 reais). Ao longo do pregão, a divisa variou entre 5,5611 reais (+0,23%) e 5,4453 reais (-1,86%). Na B3, o dólar futuro recuava 2,00%, a 5,4585 reais, às 17h02.

REUTERS

Ibovespa recua com Wall St e caminha para 1ª perda semanal desde março

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, perdendo o patamar dos 120 mil pontos, contaminado pelo viés negativo em Wall Street e caminhando para um desempenho em baixa na semana pela primeira vez desde março

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,58%, a 119.371,48 pontos. O volume financeiro somou 30 bilhões de reais. A performance semanal está negativa em 1,44%, que se confirmada quebrará uma série de três semanas de valorização. Wall Street fechou com o S&P 500 em queda de 0,9%, com notícias de que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja quase dobrar os impostos sobre ganhos de capital servindo como argumento para realização de lucros. Biden também propôs um aumento do Imposto de Renda de 37% para 39,6%, de acordo com fontes familiarizadas com o plano. Na visão do chefe de renda variável da Vero Investimentos, Alexandre Jung, os planos de Biden acabaram respingando um pouco na bolsa paulista. Mas ele avaliou que o dia foi de poucas informações relevantes, de estabilidade no mercado.

REUTERS

Confiança da indústria no Brasil deve cair a mínima em 8 meses em abril, diz FGV

A confiança da indústria no Brasil deve recuar para seu menor patamar em oito meses em abril, mostraram dados preliminares da Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira, em meio a uma piora na percepção dos empresários sobre o momento atual

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) deve cair 1,1 ponto no mês, a 103,1 pontos, mostrou a prévia da Sondagem da Indústria de abril. Se confirmada, essa será a quarta queda consecutiva, a seu menor patamar desde agosto de 2020, quando registrara 98,7 pontos. “A queda no resultado prévio da confiança industrial ocorre influenciado pela piora da situação corrente, com as expectativas se mantendo constante para os próximos meses”, disse a FGV em nota. O Índice de Situação Atual caiu 2,3 pontos na prévia de abril, para 109,1 pontos, mínima desde setembro de 2020. O Índice de Expectativas, por sua vez, ficou estável em 97,1 pontos, seu menor nível desde julho de 2020. O Brasil está vivendo o pior momento da pandemia de Covid-19. Na quarta-feira, o país registrou 3.472 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de vítimas fatais da doença a 381.475, informou o Ministério da Saúde.

REUTERS 

EMPRESAS

Frigoríficos novos querem exportar para sobreviver

Enquanto está pagando até R$ 310 pela @ do boi na região Norte do Mato Grosso, o recém-inaugurado Frigorífico Boa Carne faz as contas para assegurar as margens no mercado interno na torcida para que a autorização para exportações não demore 

Em conjuntura de boi considerado caro, pela baixa oferta, entressafra chegando, e consumo interno fraco, o canal exterior é aguardado pela maioria dos frigoríficos de menor porte. A nova indústria, que começou a abater em 23 de março, no município de Colíder, tem que aguardar, primeiro, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) habilitar a planta. “Esperamos, no mínimo, até agosto a autorização para exportarmos para China e Estados Unidos”, diz Ovaldir Mançano, sócio-proprietário. E como manda a regra desses países, o Boa Carne terá que aguardar, na sequência, as habilitações igualmente das respectivas autoridades sanitárias, assim como outros frigoríficos que estão na fila de espera para esses mercados. Para 2021 é muito difícil qualquer dessas certificações, mesmo a do Mapa não está garantida que saia, uma vez que os órgãos regulatórios do ministério não dão nenhum prazo quando as empresas dão entrada no processo. Para o bem do frigorífico de Mançano, que já está matando em torno de 500 cabeças diárias só para mercado interno, a planta industrial nova tem custo mais leve de ser carregado, entre os quais equipamentos que consomem menos energia elétrica e água. A capacidade autorizada de abate é de 840 animais/dia. Além disso, explica o empresário, a graxaria moderna também ajuda na obtenção e receita com a comercialização de sebo e gordura, para a indústria de sabão, e de farinha de ossos, para ração animal. Ao contrário, segundo ele, de muitas empresas de pequeno porte do setor, a estrutura operacional do Frigorífico Boa Carne ajuda a manter as “margens acima do pescoço”. Além de operar com boi de qualidade para mercados exigentes do Sudeste, conta Mançano, que está buscando animal num raio de até 300 kms de Colíder, numa região com várias plantas da JBS (JBSS3) que concorrem pelo animal.

Money Times

MEIO AMBIENTE

Mapa lança bases para promoção da agricultura de baixo carbono até 2030

A nova política ABC+ tem objetivo de ampliar a adoção de práticas e tecnologias sustentáveis na agropecuária brasileira para melhoria da renda do produtor e enfrentamento das mudanças climáticas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou as bases conceituais do Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, chamado ABC+, com vigência até 2030. O objetivo é avançar nas soluções tecnológicas sustentáveis para a produção no campo e a melhoria da renda do produtor rural, com foco no enfrentamento da agropecuária às mudanças do clima. O ABC+ é a atualização do Plano ABC, executado de 2010 a 2020, que se tornou referência mundial de política pública para o setor agropecuário. A ministra Tereza Cristina ressaltou que os produtores rurais brasileiros já identificaram que a produção aliada com a conservação é viável e rentável. A cada R$ 1 investido pelo ABC, o produtor investiu R$ 7 em recursos próprios. Após os resultados bem-sucedidos da última década, o ABC+ reestrutura os conceitos e estratégias, mantendo o compromisso com a sustentabilidade na produção de alimentos, fibras e energia, promovendo resiliência e aumentando a produtividade e renda dos sistemas agropecuários de produção, permitindo ainda redução de emissões de gases de efeito estufa. Foi elaborado após ampla consulta a técnicos, pesquisadores, consultores e outros parceiros. O trabalho foi iniciado em julho de 2020 sob a liderança da Coordenação-Geral de Mudanças do Clima (CGMC) do Departamento de Produção Sustentável (Depros) do Mapa. Entre os conceitos adotados no ABC+, está o da Abordagem Integrada da Paisagem (AIP), que prevê a gestão integrada da propriedade rural. A AIP estimula o uso eficiente de áreas com aptidão para produção agropecuária, o estímulo à regularização ambiental e preservação estabelecida pelo Código Florestal.

MAPA 

FRANGOS & SUÍNOS

Custos de produção de frangos e suínos caem pela 1ª vez em 2021

Os custos de produção de frangos de corte e suínos medidos pela Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (Cias) tiveram a primeira queda em 2021 no mês de março, segundo nota divulgada pela Cias na quinta-feira (22)

Os custos de nutrição têm impactado fortemente a alta dos custos de produção de aves e suínos desde o ano passado, pressionando margens dos criadores e levando frigoríficos a elevarem preços ao consumidor. “Apesar de o preço do milho continuar em alta no mercado interno, o farelo e o óleo de soja tendem a equilibrar os preços finais das rações. Sabe-se, previamente, que a nutrição é o item de maior impacto nos custos totais de produção, tanto de suínos quanto de frangos de corte”, disse o analista da área de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves, Ari Jarbas Sandi. O custo de frangos de corte caiu 0,7% em março, em relação a fevereiro, mas ainda acumula alta de 11,32% no ano e de 43,43% nos últimos 12 meses. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, maior estado produtor de aves no país, fechou em R$ 4,86 em março. Já os custos de produção de suínos tiveram queda de 0,06% ante fevereiro, com alta anual de 4,78% e aumento de 45,72% nos últimos 12 meses. O custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina, maior produtor de suínos do Brasil, ficou em R$ 6,87.

CARNETEC 

INTERNACIONAL

Governo argentino limita vendas de carne bovina ao varejo

Segundo o ministério da Agricultura daquele país, as vendas de carne geram ineficiências nos cortes que tem impacto no preço pago pelo produto

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina oficializou que a produção de carnes não pode ultrapassar peças individuais de 32 kg para venda ao varejo. A resolução é válida a partir de 1º de janeiro de 2022. A administração nacional, afirma que a comercialização, em média, gera ineficiências na alocação de cortes que têm impacto no preço a ser pago e que a medida promove a transparência comercial. Além disso, o corte deve ser realizado com o auxílio de meios mecânicos adequados. Também estabelece que a forma de repartição do meio gado não deve afetar as áreas apreciadas pelos consumidores e deve respeitar os cortes tradicionais para manter o seu valor monetário em cada mercado varejista. Por sua vez, o Ministério do Desenvolvimento Produtivo pretende implementar programas de assistência financeira para frigoríficos e trabalhadores, visto que o novo sistema de comercialização exige transformações de infraestrutura em frigoríficos, espaços de ar-condicionado e mais máquinas e equipamentos refrigerados.

AGÊNCIA SAFRAS

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