CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1459 DE 06 DE ABRIL DE 2021

abra

Ano 7 | nº 1459| 06 de abril de 2021

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado firme no início da semana

Em São Paulo, boa parte das indústrias frigoríficas estiveram fora das compras na manhã da última segunda-feira (5/4), aguardando uma definição do consumo de carne bovina no feriado, para assim, traçarem as estratégias de compra ao longo dessa semana 

Em função disso, a referência de preço das três categorias destinadas ao abate permaneceu estável na comparação com o último fechamento (1/4). Segundo levantamento da Scot Consultoria, para os animais que atendem os requisitos do mercado chinês, as ofertas de compra giraram em torno de R$320,00 por arroba, considerando o preço bruto e à vista. No estado, as escalas de abate atendem em torno de cinco dias. Já na região do Triângulo Mineiro houve alta de R$3,00/@ para o boi gordo na última segunda-feira (5/4) na comparação feita dia a dia. A referência ficou em R$306,00/@, preço bruto e a prazo. No Rio de Janeiro, os preços do boi e da novilha gordos subiram R$2,00/@ e as referências ficaram em R$289,00/@ e R$280,00/@, preços brutos e a prazo, na mesma ordem. Estabilidade na cotação da vaca gorda.

SCOT CONSULTORIA

Preço do boi gordo sobe até R$ 3 nesta segunda-feira; veja onde

De acordo com a Safras & Mercado, a oferta de animais terminados prontos para o abate continua restrita, o que dá sustentação às cotações

O mercado físico de boi gordo começou a semana com preços entre estáveis a mais altos. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, não houve grande avanço na oferta de animais terminados e prontos para o abate na maior parte do país. “No geral os frigoríficos operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre dois e quatro dias úteis. A expectativa é que o avanço da oferta em abril seja pouco significativo. Por ao menos mais trinta dias a tendência é de um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta”, diz. Com chuvas menos volumosas entre os meses de maio e junho, a tendência é que as pastagens se deteriorem, fazendo com que os pecuaristas apresentem uma menor capacidade de retenção. “De qualquer maneira a expectativa é de grande resiliência dos preços em todo o ano, mesmo no auge da safra de boi gordo. A demanda doméstica de carne bovina segue como um foco de atenção, o primeiro trimestre foi pautado por uma elevada descapitalização, entretanto, a entrada de uma nova rodada do auxílio emergencial tende a produzir impacto no consumo de produtos básicos, mesmo com uma parcela menor”, afirma Iglesias. Na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 320 a arroba, estável na comparação com a quinta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 306, ante R$ 305 a arroba. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 305/R$ 306 a arroba, ante R$ 305. Em Uberaba (MG), preços a R$ 313, contra R$ 310. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. Conforme Iglesias, a tendência é que haja maior espaço para reajustes no decorrer da primeira quinzena do mês. Além da entrada dos salários na economia precisa ser considerado uma nova rodada do auxílio emergencial, fomentando o consumo de produtos básicos, incluindo carne bovina. “Logicamente o impacto será maior sobre os cortes mais acessíveis, a exemplo dos cortes do quarto dianteiro. A limitação do funcionamento de restaurantes, bares e de outros estabelecimentos segue prejudicando o consumo de cortes nobres”, diz. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,55 o quilo, com alta de cinco centavos, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Oferta de boi de pasto deve entrar no mercado com o fim do período de chuvas em Goiás

Para o Instituto para o Fortalecimento Agropecuário de Goiás (IFAG), o término do período de chuvas deve aumentar a entrada de gado de pasto no mercado de forma sútil até o mês de maio

As programações de abate registraram um aumento na última semana e a média está próxima de 6 dias úteis, sendo que a média de programações de abate estava em 5 dias úteis. O instituto disse que a entrada de animais de safra no mercado deve ser aos poucos, já que com a alta do bezerro os pecuaristas ainda optam pela retenção de fêmeas. Com relação aos preços, a média do boi gordo e vaca gorda na última semana foi de R$288/@ e R$279/@, ambos com variação semanal positivas de 0,52% e 0,14%, respectivamente. O mercado de reposição segue com viés altista para os preços, principalmente nas categorias mais eradas. A cotação para o nelore macho de 13 a 24 anos está precificado ao redor de R$ 3.283 por cabeça, enquanto a Nelore Fêmea de 13 a 24 anos está em torno de R$ 2.733 por cabeça. Já o valor do mestiço macho está ao redor de R$ 2.533 por cabeça e mestiço fêmea está em torno de R$ 2.323 por cabeça.

IFAG

Preços do bezerro batem recorde e apertam margens dos confinadores

Expectativa é de redução de 10% no alojamento de animais neste ano por causa do aumento nos custos de produção

Há 50 anos atuando na pecuária, Carlos Guaritá, Diretor da Leiloboi em Mato Grosso do Sul, nunca viu uma valorização tão expressiva do bezerro. “Tem gente vendendo o bezerro mamando no pé da vaca porque a pessoa está com tanta vontade de comprar que compra o bezerro para receber em abril e maio”, conta. Segundo ele, as operações ocorrem com parte do pagamento no ato da reserva e o restante na entrega. “Eu, há tantos anos na atividade, nunca tinha visto isso como tenho visto de dois anos pra cá.” A demanda aquecida pelos animais ocorre a despeito dos preços recordes. A alta acumulada no preço do bezerro nos últimos 12 meses atingiu 60% em março, superando a valorização da arroba do boi gordo no mesmo período, cujo preço subiu de 51,4%. O levantamento é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). “Normalmente, um bezerro vale cerca de 25% de uma arroba e hoje está valendo 50%. Tem bezerro sendo comercializado a R$ 450 a arroba, e a gente não sabe até que ponto isso vai se sustentar”, observa o Diretor Técnico da Associação de Criadores de Gado do Mato Grosso (Acrimat), Francisco de Sales Manzi, ao lembrar que, por muitos anos, o cenário foi o inverso. “A margem do invernista diminuiu realmente. Porque o criador está sendo beneficiado. Depois de tantos anos chegou a vez do criador”, completa Guaritá. A conta é simples: se a reposição dos animais está mais cara que o seu valor final, o pecuarista que atua na engorda do rebanho inicia a operação já com margens mais apertadas. “Se você comprar o bezerro caro apostando numa alta do boi, é uma loteria. Pode acontecer ou não. Ano passado aconteceu”, lembra o sócio-diretor da Athenagro, Maurício Palma Nogueira. Ele observa que o aperto das margens não torna impossível obter lucro na operação, mas exigirá maior gestão dos custos este ano. “Durante o processo de produção, o pecuarista consegue diluir o custo dessa arroba do bezerro até que caiba dentro do boi que será vendido lá na frente. Costuma ganhar mais e poder pagar mais pelo bezerro quem termina o animal mais pesado e em menor tempo”, explica Nogueira, ao destacar que o cenário atual de mercado deve acentuar o processo de profissionalização do setor. É consciente disso que muitos têm buscado serviços especializados na engorda, os “boiteis”, ou revisto o tamanho da operação, relata o Presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Velloso. “A procura vai ser grande e os confinamentos menos profissionais deverão diminuir a produção não apenas pela questão de estoque do boi magro, mas principalmente pelo custo de produção muito alto e isso deixa o pecuarista menos profissional assustado pela questão de volume de desembolso”, conta o pecuarista que estima uma redução de até 10% no confinamento este ano.

GLOBO RURAL 

Boi gordo: escassez da oferta aponta tendência de alta no longo prazo, diz consultoria

Analista projeta preço da arroba em torno de R$ 326 para outubro de 2021; no acumulado do ano, indicador Cepea registra valorização de 18,32%

O indicador do boi gordo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), registrou um novo recorde e superou R$ 316 por arroba. Sendo assim, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 18,32% e, em 12 meses, os preços alcançaram 55,71% de valorização. O analista da Agrifatto Consultoria Yago Travagini lembra que as máximas têm sido batidas a cada semana. “A tendência é de R$ 320 a arroba, porque as negociações físicas do boi têm ficado cada vez mais firmes. No longo prazo, o indicador fala de R$ 326 para outubro de 2021”, projetou. Segundo o analista, o principal motivo da alta é a escassez na oferta. “O que perdura é que a escassez da força para o boi romper os R$ 315 e o preço continue em alta”, completa.

CANAL RURAL              

Mato Grosso muda emissão de GTA

As Guias de Trânsito Animal (GTA) emitidas pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) no Sindesas e no Módulo de Produtor agora possuem um QR Code, que é um código que pode ser escaneado pelos telefones celulares e, segundo o instituto, dará mais segurança e agilidade para as operações dos produtores rurais

A inclusão deste QR Code no Sistema Eletrônico de Defesa Sanitária (Sindesa) será acompanhada de um aplicativo, que permitirá o uso off-line para verificação da veracidade do documento, mesmo em locais sem acesso à internet. “O app que realiza a leitura do código será liberado aos usuários após a fase de validação, que está sendo operacionalizada através de um teste-piloto executado pelas equipes técnicas que realizam barreiras volantes na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia”, explica Emanuele de Almeida, Presidente do Indea MT. Ela ressalta que continua obrigatório o porte do documento impresso para o transporte de animais. Os produtores rurais podem emitir a Guia de Transporte Animal (GTA) on-line para caprinos, ovinos e peixes por meio do site oficial do Instituto, no link Módulo do Produtor. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, é importante que o Estado reduza a burocracia e simplifique o ambiente de negócios para dar continuidade a investimentos. “Essa celeridade é um anseio dos produtores rurais e estamos dando continuidade a um trabalho iniciado com a GTA eletrônica para bovinos em 2019. Produtor e médico veterinário poderão emitir a guia de qualquer lugar, necessitando somente de internet”, informou. O sistema acompanha todas as normas nacionais e internacionais sanitárias, para dar segurança ao produtor e aos compradores dos produtores mato-grossenses. O Diretor Técnico do Indea MT, Renan Tomazele, explica que as emissões via Módulo do Produtor só estão liberadas para trânsito de animais dentro do Estado. “E para as espécies susceptíveis à febre aftosa, existem restrições de emissão de GTA para zona livre sem vacinação”, completa.

Diário de Cuiabá               

ECONOMIA

Dólar fecha em queda, mas incerteza permanece

O dólar começou a semana em queda frente ao real, captando algum alívio no noticiário sobre o Orçamento e, por conseguinte, em novos questionamentos sobre a permanência do Ministro da Economia, Paulo Guedes, no cargo

O dólar à vista fechou a segunda-feira em queda de 0,60%, a 5,6798 reais na venda. A moeda foi à mínima do dia ainda pela manhã, quando o mercado repercutiu mais visivelmente informações sobre acordo entre a equipe econômica do governo e líderes do Congresso sobre o Orçamento 2021, segundo disse à Reuters uma fonte próxima às negociações. O Orçamento endossado pelos parlamentares duas semanas atrás causou alvoroço no mercado por, nas avaliações de analistas e de integrantes do próprio governo, trazer estimativas irreais de gastos e receitas e pelo robusto volume de emendas parlamentares, em mais uma evidência da dependência do governo em relação a alguns grupos de congressistas, sobretudo o centrão. O mal-estar deixou o Presidente Jair Bolsonaro entre a equipe econômica e o Congresso e trouxe de volta ao radar debate sobre a permanência de Paulo Guedes no cargo. O Ministro havia classificado a peça orçamentária como “inexequível”. Em participação em evento virtual da XP, Guedes mostrou seu costumaz otimismo com a economia ao voltar a falar de desestatizações, avaliar que as reformas administrativa e tributária serão aprovadas neste ano e lembrar os leilões de concessões nesta semana. Guedes ressalvou, porém, que vetar o texto do Orçamento -sua ideia preferida- é politicamente “complicado”.

Reuters                              

Ibovespa sobe quase 2% puxado por salto de mais de 6% de Vale

O Ibovespa subiu quase 2% na segunda-feira e fechou acima dos 117 mil pontos pela primeira vez desde 19 de fevereiro, puxado pela disparada de Vale após anúncio de recompra de ações e endossado por máximas em Wall Street em meio a perspectivas otimistas para a economia norte-americana

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou em alta de 1,97%, a 117.518,44 pontos. O volume financeiro da sessão somou 25,9 bilhões de reais. As bolsas em Nova York começaram a semana com novos recordes para o S&P 500 e para o Dow Jones, após dados do mercado de trabalho e do setor de serviços nos Estados Unidos alimentarem expectativas de que o país pode ter em 2021 o melhor crescimento econômico anual em quase quatro décadas. O Departamento do Trabalho norte-americano divulgou na sexta-feira que foram criados 916 mil postos de trabalho em março, em termos líquidos e fora do setor agrícola, acelerando o ritmo de contratações em relação a fevereiro (468 mil) e superando as expectativas (647 mil vagas). Nesta segunda-feira, o índice de atividade do setor de serviços divulgado pelo Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) se recuperou para uma leitura de 63,7 no mês passado – máxima histórica da pesquisa e depois de uma marca de 55,3 em fevereiro.

Reuters        

Troca na Petrobrás e covid levam estrangeiro a retirar R$ 15,9 bi da Bolsa em dois meses

Apenas em março, fuga de capitais na Bolsa chegou a R$ 4,6 bilhões; em janeiro, antes da piora do quadro da pandemia e da mudança na Petrobrás, saldo foi positivo em R$ 23,5 bilhões

Os estrangeiros, que vinham retornando com força ao mercado de ações brasileiro desde novembro, engataram uma nova retirada desde meados de fevereiro, quando o Presidente Jair Bolsonaro trocou Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna na presidência da Petrobras. A decisão, anunciada em 19 de fevereiro, foi motivada pela insatisfação de Bolsonaro com os aumentos nos preços dos combustíveis, e é apontada por analistas como o ponto de virada no apetite dos estrangeiros pelo mercado acionário brasileiro. Desde então, R$ 15,9 bilhões em recursos estrangeiros foram retirados da Bolsa Brasileira, a B3. Só em março, saíram R$ 4,6 bilhões. A título de comparação, em janeiro, houve aporte de R$ 23,5 bilhões. Apenas no caso da Petrobrás, que está entre as empresas mais negociadas do mercado brasileiro e é demandada por estrangeiros, o valor de mercado caiu de R$ 354,7 bilhões, antes da troca na presidência, para cerca de R$ 309 bilhões. Para a Bolsa como um todo, além do fator Petrobrás, a expectativa de que a reabertura completa da economia vai demorar alguns meses leva os estrangeiros a seguirem na defensiva e em compasso de espera. Entre outros fatores, de acordo com gestores, eles estão de olho no ritmo da vacinação contra a covid-19, ainda visto como lento. O grande ponto de incerteza para os estrangeiros no momento, destacam os analistas, é por quanto tempo a economia brasileira ficará fechada por causa da pandemia, e quais os impactos desse fechamento sobre outros números.

O ESTADO DE SÃO PAULO  

CARNES/CREDIT SUISSE: INDÚSTRIAS BRASILEIRAS PODEM VER CONJUNTURA POSITIVA NOS PRÓXIMOS MESES

O banco comenta, em relatório publicado na segunda-feira, que a produção de carne bovina nos Estados Unidos segue garantindo boas margens, o que beneficia JBS e Marfrig que têm operações no país norte-americano 

Além disso, no Brasil, analistas esperam tendência de alta para os preços de aves, mas uma possível redução nos preços da carne suína. Nos Estados Unidos, os spreads do setor de bovinos, ou seja, a diferença entre os preços pagos pelo boi e da carne vendida pelas indústrias, cresceram 69% de janeiro a março deste ano na comparação com os três primeiros meses do ano passado. De acordo com o Credit Suisse, março é o 14º mês consecutivo de aumento nesse indicador na comparação anual. Agora, essa diferença está em US$ 15,70/arroba, o que garante uma margem de dois dígitos para as empresas que operam no país, em meio a um trimestre sazonalmente mais fraco. Em relação à carne de frango, embora o cenário seja volátil no Brasil, a tendência de alta nos preços domésticos persiste desde o início do ano. Segundo o banco, os preços de aves inteiras em março subiram 29,6% contra março de 2020 e no acumulado deste ano o aumento já é de 39,8% ante igual do período do ano passado. O peito de frango, por exemplo, ficou 55% mais caro desde o início do ano, e o preço das coxas e sobrecoxas subiu 47,8%. Além disso, o preço do animal subiu 17,6% no acumulado do ano, reagindo ao escoamento acelerado para o varejo, com grande parte da população ainda realizando mais refeições em casa. “O aumento nos preços das aves em dólares foi suficiente para trazer os spreads de aves para um nível mais saudável, de US$ 1,79/kg em março, um aumento anual de 22%, apesar da alta notável nos preços dos grãos”, afirma o banco. Já para a carne suína, a perspectiva é de queda na comparação mensal e de aperto nos spreads brasileiros, avalia o Credit Suisse. O relatório mostra que em março o preço da carne suína caiu 5,7% no País ante fevereiro, embora tenha crescido 14,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Porém, os spreads domésticos da carne suína ficaram 19,3% menores ante fevereiro e tiveram recuo 23,6% ante março de 2020. A queda é atribuída aos aumentos nos preços dos grãos, utilizados como insumos para ração animal. Em março, essa alta no custo de produção ligado à alimentação foi de 6,2% mês a mês e de 69,2% na base comparativa anual.

TOP NEWS AGRO 

EMPRESAS

Frigol anuncia fim das operações em unidade goiana e devolução da planta

O Frigol, quarto maior frigorífico de carne bovina do país, anunciou nesta segunda-feira que encerrará suas operações na unidade arrendada de Cachoeira Alta (GO) e fará a devolução da planta diante de uma reestruturação financeira da empresa e adversidades do mercado, como alta nos preços do boi e fraqueza da demanda no mercado interno

Além disso, a companhia disse em nota que pesaram para a decisão fatos adicionais como a baixa atratividade por investimentos que poderiam permitir o direcionamento de produtos ao mercado externo, segmento no qual a Frigol pretende agora aumentar seu foco. A produção da empresa se concentrará em suas outras três unidades de abates de bovinos, localizadas em Lençóis Paulista (SP), São Félix do Xingu e Água Azul do Norte, ambas no Pará. “Essas três unidades, com várias habilitações para exportação para diferentes mercados, vão assegurar a disponibilidade de produtos para os mercados interno e externo”, afirmou a companhia no comunicado. Com o encerramento da operação em Goiás, haverá a devolução da unidade ao proprietário e o desligamento dos atuais colaboradores. A Frigol disse que fornecerá a todos os ex-funcionários, pelo período de 30 dias: carta de referência, possibilidade de vaga em outra unidade sem entrar no processo seletivo, e suporte na busca de novas oportunidades de emprego na cidade e região. “A empresa também se empenhará para manter o relacionamento e os negócios com os pecuaristas da região, absorvendo parcialmente os animais pela planta de Lençóis Paulista (SP)”, acrescentou.

Reuters

Marfrig vê cenário desafiador no Brasil e demanda forte nos EUA

A Marfrig espera um cenário desafiador para o setor de carne bovina no mercado doméstico brasileiro em 2021 e forte demanda no mercado norte-americano, disseram executivos da empresa em live na segunda-feira (05)

“Na América do Sul, vai ser um ano muito desafiador. Quando a gente olha o preço da matéria-prima, ela está bastante pressionada. Mas a gente permanece bastante confiante”, disse o Diretor de Relações com Investidores da empresa, Eduardo Puzziello. A diversificação geográfica da Marfrig na América do Sul, o aumento do foco no segmento de industrializados e as exportações devem colaborar para minimizar os impactos da redução da demanda no mercado brasileiro, segundo os executivos. As operações da Marfrig na América do Sul respondem por 30% da receita total da companhia. Desses 30%, 70% é referente às operações no Brasil. Da receita total das operações na América do Sul, 12% vem do segmento de alimentos processados. A Marfrig pretende elevar essa participação do setor de industrializados para 20% da receita na região. Já a demanda nos EUA tem se mantido aquecida, com boa disponibilidade de gado. “A demanda no primeiro trimestre continuou tão forte quanto no quarto trimestre, sendo que o primeiro trimestre do ano, sazonalmente, é o período mais fraco do ano”, disse Puzziello, citando dados do setor como um todo. A disponibilidade de gado nos EUA deve continuar estável nos próximos dois anos, segundo o diretor de Relações com Investidores. “A gente tem uma opinião que (as operações da Marfrig na América do Norte) vai continuar num ritmo forte de receita, que deve manter um nível muito alto”, disse Puzziello. “As operações e as margens também devem se manter num nível muito alto por conta dessa diversidade…o tipo de produto que a gente está mirando, os nichos que está atacando e toda essa demanda, principalmente, vinda da Ásia”, disse o executivo.

CARNETEC 

JBS doa equipamentos para abertura de leitos de UTI em 5 estados

A JBS doará 850 equipamentos hospitalares que permitirão a abertura de novos leitos de UTI nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, informou a companhia no fim da tarde de segunda-feira (05)

A empresa não detalhou, porém, o prazo das entregas, que incluem 117 respiradores, 117 camas de UTI e 117 monitores de sinais vitais, além de 468 bombas de infusão e 39 desfibriladores. Caberá às secretarias estaduais de saúde a divisão local dos equipamentos, de acordo com o nível de criticidade de cada município, segundo a JBS. Desde janeiro, a companhia já doou 970 equipamentos hospitalares para o combate à pandemia de covid-19, incluindo 50 respiradores para Santa Catarina, 10 para o Paraná e 10 para o Rio Grande do Sul. O número contempla, ainda, doações para Minas Gerais e São Paulo. Por meio do seu programa de responsabilidade social, Fazer o Bem Faz Bem, a JBS destinou, ainda, mais de 1 milhão de EPIs, como máscaras N95, luvas, aventais e macacões impermeáveis, para o Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As ações da JBS em 2021 contabilizam, também, a doação de 400 cilindros de oxigênio para o Amazonas e a verba para manutenção dos serviços de atendimento médico em Paraisópolis, na capital paulista, por dois meses. Desde o início da pandemia, o programa Fazer o Bem Faz Bem destinou R$ 400 milhões para o combate à covid-19 no Brasil e atendeu mais de 300 cidades em todas as unidades da federação, beneficiando 77 milhões de pessoas, segundo a JBS.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Cientistas chineses clonam suínos nativos para conter a ameaça da peste suína africana

Cientistas chineses concluíram um experimento de clonagem de células somáticas, facilitando com sucesso o nascimento de cinco suínos nativos da China, o que ajudará a reduzir a ameaça da peste suína africana na criação de animais

Os porcos, com pelos pretos e pés brancos, foram clonados por uma equipe científica na cidade de Taicang, na província oriental de Jiangsu. Eles estão atualmente com boa saúde. Se um surto de peste suína africana ocorrer em uma fazenda de criação, isso representará um risco para os recursos genéticos dos suínos, então as tecnologias de criação biológica são necessárias para fortalecer a proteção desses recursos, disse o pesquisador da equipe Gong Yuqing. A China relatou seu primeiro caso da doença em agosto de 2018 na província de Liaoning, no nordeste do país. Surtos posteriores foram relatados em outras províncias. Gong disse que a equipe coletou amostras de tecido da orelha de seis tipos de porcos nativos da China e criopreservou 1.217 tubos de células somáticas desde o ano passado. “Usar células somáticas para clonar porcos pode realizar a preservação de 100 por cento dos materiais genéticos”, disse o membro da equipe Wu Shenglong, acrescentando que tais tecnologias de clonagem podem replicar em grande número suínos reprodutores nativos particularmente bons.

AGÊNCIA Xinhua

Exportação de carne de frango tem segundo melhor março de todos os tempos

Março passado o Brasil exportou pouco mais de 367 mil toneladas de carne de frango in natura

Os dados da SECEX/ME indicam que em março o Brasil exportou pouco mais de 367 mil toneladas de carne de frango in natura. É o segundo melhor resultado para esse mês, ficando aquém apenas das 368,6 mil/t registradas em março de 2016. O total embarcado em março representou aumentos de 13,39% e 12,05% sobre, respectivamente, o mês anterior (323.839 toneladas em fevereiro/21) e o mesmo mês do ano passado (327.707 em março/20). Foi, também, o maior volume alcançado nos últimos 10 meses. Houve avanço igualmente no preço médio, já que o produto foi negociado por US$1.498,72/t, valor 2,64% superior ao de fevereiro e o melhor resultado dos últimos 12 meses. Ou seja: ficou aquém, por 3,19%, dos US$1.548,08/t de março do ano passado. A receita cambial ultrapassou pela primeira vez nos últimos 12 meses a marca dos US$500 milhões. Somou, só de produto in natura, US$550,319 milhões, melhor resultado observado desde janeiro de 2020.

AGROLINK

INTERNACIONAL

China detecta surto de Peste Suína Africana em Xinjiang

A China relatou um surto de peste suína africana na região de Xinjiang, disse o Ministério da Agricultura na segunda-feira

O surto ocorreu em uma fazenda do Corpo de Produção e Construção de Xinjiang com 599 porcos. Trinta e três porcos foram infectados e seis morreram, disse o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais em um comunicado. Acrescentou que os suínos vivos restantes na área afetada foram sacrificados.

Reuters

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA 

041 3289 7122            

abrafrigo

Leave Comment