CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1437 DE 04 DE MARÇO DE 2021

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Ano 7 | nº 1437| 04 de março de 2021

 

NOTÍCIAS

Alta do câmbio favorece negócios pelo boi ‘padrão China’

No mercado físico do boi gordo, as cotações seguem em patamares elevados, com arroba negociada a R$ 305

O mercado físico do boi gordo apresentou preços moderadamente mais altos na quarta-feira, 3. A restrição de oferta ainda é recorrente e os frigoríficos encontram grande dificuldade na composição de suas escalas de abate, posicionadas entre dois e três dias úteis. Algumas unidades anunciaram férias coletivas nesta semana, estratégia comum para mitigar os efeitos do encarecimento da matéria-prima. “Importante destacar que a movimentação cambial na semana estimulou os frigoríficos habilitados a exportar para a China a atuar mais agressivamente no mercado, justificando todo esse movimento de preços ao longo da semana”, alerta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. A demanda ainda é o contraponto do mercado neste momento, com o consumidor médio, impossibilitado de absorver reajustes da carne bovina, simplesmente migrando para proteínas mais acessíveis, caso da carne de frango. Na quarta, o boi gordo foi negociado por R$ 306 a arroba em São Paulo, R$ 295 em Goiás, R$ 303 em Minas Gerais, R$ 289 em Mato Grosso do Sul e R$ 296 em Mato Grosso. O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços. Mesmo a entrada dos salários parece insuficiente para alterar essa dinâmica. O anúncio de medidas mais restritivas em São Paulo remete a um escoamento da carne mais lento, avaliando as mudanças relacionadas a bares e restaurantes. Como contraponto pode ser citado uma eventual extensão do auxílio emergencial, que seria um elemento importante para fomentar o consumo de base. Importante citar que o processo de transferência do consumo para a carne de frango segue em curso, avaliando a descapitalização do brasileiro médio. O corte traseiro é precificado a R$ 19,30, por quilo. Já o corte dianteiro é cotado a R$ 15,40, por quilo. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 15,40, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Altas nas cotações da arroba do boi gordo

Em São Paulo, após um mês de estabilidade, os frigoríficos abriram a última quarta-feira (3/3/21) pagando R$2,00/@ a mais para o boi gordo e R$1,00/@ a mais para a novilha gorda, na comparação diária

Com esse movimento, a referência para a cotação da arroba do boi gordo ficou em R$302,00, preço bruto e à vista. Vacas e novilhas gordas estão sendo negociadas em R$280,00/@ e R$294,00/@, preço bruto e à vista, respectivamente, segundo levantamento da Scot Consultoria. Negócios envolvendo bovinos que atendem os requisitos para exportação ocorrem em R$305,00/@, preço bruto e à vista. Em Minas Gerais, a cotação subiu no Triângulo Mineiro e Sul de Minas. O aumento, em ambas as praças, foi de R$1,00/@. Na região do Triângulo Mineiro, o boi gordo ficou cotado em R$299,00/@, preço bruto e a prazo e, no Sul de Minas, em R$293,00/@, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

Febre aftosa: 2ª etapa da campanha de vacinação alcança mais de 98% do rebanho nacional

Durante a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa de 2020, 98,36% do rebanho brasileiro foi imunizado, o equivalente a 76 milhões de bovinos e bubalinos vacinados com até 2 anos de idade

Das 22 unidades da Federação que adotam a vacinação, foram contabilizados os dados de 21, faltando apenas a Paraíba, que ainda não enviou o relatório com os dados finais. Em razão da pandemia da Covid-19, o prazo da vacinação e envio da declaração pelo produtor ao órgão de defesa sanitária animal do seu estado foi prorrogado em 13 estados. “A porcentagem alcançada na etapa é satisfatória, atinge os índices estabelecidos no Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa) e mostra o comprometimento do setor em manter o status de área livre com vacinação”, destaca o Diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes. Conforme o Plano Estratégico do Pnefa 2017-2026, o Brasil segue executando as ações para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação. Em 2020, o Mapa reconheceu seis estados brasileiros – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, regiões do sul do Amazonas e do noroeste do Mato Grosso – como livres de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). O pleito brasileiro segue em avaliação e a expectativa é a OIE conceder esse reconhecimento para esses estados em maio deste ano.  Atualmente, no Brasil, apenas Santa Catarina é considerada, internacionalmente, como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

MAPA

ECONOMIA

Economia do Brasil tem em 2020 maior contração desde 1996 sob impacto do coronavírus

A economia brasileira registrou em 2020 a maior contração em 24 anos sob o impacto das medidas de contenção ao coronavírus, terminando o ano com perda de força e diante de um pano de fundo de incertezas

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil despencou 4,1% em 2020, depois de crescimento de 1,4% em 2019, na maior queda desde o início da série histórica do IBGE iniciada em 1996. O resultado informado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira interrompe três anos de crescimento, quando o PIB acumulou alta de 4,6%. Mas foi melhor que a projeção oficial do Ministério da Economia, de uma queda de 4,5% em 2020. De acordo com o IBGE, antes de 1996 a metodologia para cálculo do PIB era outra, e se considerados esses resultados, a contração de 2020 seria a terceira pior desde 1962, atrás de 1990 e 1981. Entretanto, o ritmo de recuperação da economia diante da pandemia mostrou perda de força no final do ano passado. No quarto trimestre, o PIB apresentou expansão de 3,2% sobre os três meses anteriores. “No ano de 2020 a economia foi completamente afetada pela pandemia e por suas consequências”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. “O patamar do PIB no quarto trimestre é equivalente ao fim de 2018 e início de 2019. Estamos 1,2% abaixo do ritmo da economia na pré-pandemia”, completou ela. No primeiro trimestre a economia apresentou retração de 2,1%, despencando 9,2% entre abril e junho, quando as medidas de contenção contra o coronavírus paralisaram a atividade no país. Em 2020, somente a Agropecuária apresentou sinal positivo, com crescimento de 2,0%, puxada pela soja (7,1%) e café (24,4%), que tiveram produções recordes na série histórica. O setor de Serviços, que tem o maior peso na economia e foi o mais afetado devido à sua dependência do contato social, teve recuo de 4,5%. Serviços ainda é o setor que mostra mais dificuldades para retornar ao nível pré-pandemia. O menor resultado no setor veio de outras atividades de serviços (-12,1%), que são os restaurantes, academias, hotéis. Já a Indústria apresentou queda de 3,5% no ano passado, sendo que somente a construção despencou 7,0%. Somados, serviços e indústria representam 95% da economia nacional.

REUTERS

Brasil deixa ranking das 10 maiores economias, após queda de 4,1% do PIB

Os dados confirmam projeções feitas em outubro pelo FMI, em decorrência da crise causada pela pandemia de covid-19

O Brasil deixou o ranking das 10 maiores economias do mundo. As contas do economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, Alex Agostini, mostram que o País passou para o 12.º lugar, com participação de 1,6% no PIB global. Em 2011, o País era a sétima maior economia do mundo, posição que ocupou até 2014. Quando veio a recessão de 2015 e 2016, o Brasil perdeu duas posições nesse ranking, passando para o oitavo lugar em 2017 e para o nono, nos dois últimos anos. Os dados confirmam as projeções feitas em outubro pelo FMI para 2020: com a crise da covid-19 e seus impactos na economia mundial, o PIB do Brasil passaria de US$ 1,8 trilhão para US$ 1,4 trilhão até o fim do ano passado – o que levaria a economia brasileira a ser ultrapassada por Rússia, Coreia do Sul e Canadá, o que de fato ocorreu. Para 2021, a estimativa é que o País desça ao 14.º lugar. No ranking de crescimento econômico de 50 países em 2020, o Brasil está em 21.º lugar. Ainda assim, o tombo da economia brasileira foi menor que o da média desses países (-4,8%), mas acima da verificada no mundo (-3,5%). Apenas três países terminaram o ano marcado pela pandemia da covid-19 no azul: Taiwan, China e Turquia. Com o resultado do PIB divulgado na quarta-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil ficou logo atrás de Bulgária, Romênia e Holanda (todos com -3,8%), Letônia (-3,6%) e Estados Unidos, que aparece na 16.ª posição, com uma queda de 3,5% no PIB anual. Entre os países da América do Sul listados, a Colômbia está no 38.º lugar, com um recuo de 6,8% no PIB, e o Peru ocupa a lanterna do ranking, com uma perda de 11,1%. Para 2021 a Austin projeta um crescimento de 3,3% do PIB brasileiro, mas não há motivos para comemorar. “Em 2021 o País vai crescer por efeito estatístico, mas e depois? Provavelmente vamos voltar para a gangorra econômica, porque falta um ambiente político coeso. Em termos estruturais, isto é, fiscal, reformas, atração de investimento, vamos avançar pouco. Tudo isso compromete o crescimento de longo prazo”, diz Agostini, responsável pelo levantamento desde 2008. A estimativa para o PIB global neste ano é de avanço de 5,5%, enquanto no Brics a média é de 7,6% – ou seja, o Brasil puxa o resultado para baixo.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Dólar fecha em leve queda após superar R$5,77. BC volta a atuar

O mercado de câmbio sofreu uma reviravolta na quarta-feira, com o dólar fechando em ligeira queda e na casa de 5,66 reais, depois de operar em alta ao longo de toda a sessão e superar 5,77 reais

Investidores acionaram expressivas ordens de vendas na reta final dos negócios, após o Presidente da Câmara garantir que o Congresso não permitirá furo do teto de gastos. Especulações de que seriam apresentadas emendas para deixar o Bolsa Família fora do teto de gastos aumentaram a pressão sobre o mercado desde o fim da manhã, o que fez o Banco Central anunciar dois leilões de swap cambial tradicional, os quais resultaram em injeção líquida de 2 bilhões de dólares nos mercados futuros de câmbio. Em cinco pregões, o BC já despejou no mercado o equivalente a 7,175 bilhões de dólares em valores somados de intervenções nos mercados spot e futuro. Por volta de 16h30, a moeda norte-americana passou a reduzir os ganhos, conforme circulavam nas mesas operação informações de que o Bolsa Família seguiria sob o teto de gastos. Às 16h44 o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que o Congresso votará PECs “sem nenhum risco ao teto de gastos”. Além disso, o relator da PEC Emergencial, senador Marcio Bittar (MDB-AC) apresentou complementação de voto nesta quarta-feira em que acata sugestões de colegas e fixa limite de 44 bilhões de reais para montante de auxílio que poderá ser excepcionalizado das regras fiscais em 2021. No fim da sessão, o dólar à vista mostrou variação negativa de 0,07%, a 5,6624 reais na venda.

REUTERS

Ibovespa volta a cair em sessão volátil por receios fiscais

O Ibovespa mostrou volatilidade na quarta-feira em meio a expectativas relacionadas ao cenário fiscal brasileiro, na esteira do agravamento da pandemia de Covid-19 no país

Às 17:22, o Ibovespa caía 0,23%, a 111.278,38 pontos. O volume financeiro da sessão era de 36,8 bilhões de reais. Em comentário a clientes, o BTG Pactual atribuiu a melhora a comentários do Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), no sentido de descartar o Bolsa Família fora do teto de gastos. “Tanto o Senado quanto a Câmara votarão as PECs sem nenhum risco ao teto de gastos, sem nenhuma excepcionalidade ao teto. Essas especulações não contribuem para o clima de estabilidade e previsibilidade”, afirmou o deputado no Twitter. O novo parecer da PEC Emergencial, com uma versão mais desidratada da proposta, de forma a facilitar sua votação, foi oficialmente protocolado e lido em plenário na terça-feira. No mercado, houve confusão torno de o Bolsa Família ser retirado totalmente ou somente só dos gatilhos fiscais. Na versão protocolada não havia previsão de retirada do Bolsa Família, embora novas mudanças não sejam descartadas. O noticiário vespertino também trazia informações de que o Ministério da Saúde vai assinar com a Pfizer para comprar vacinas do laboratório contra Covid-19.

REUTERS 

MEIO AMBIENTE

Greenpeace liga 15 fornecedores da JBS, Marfrig e Minerva a queimadas no Pantanal

No ano passado, a Marfrig foi pioneira em anunciar o compromisso de rastrear de forma completa sua cadeia de fornecedores até 2025, dentro do projeto “Marfrig Verde +”

Uma investigação da ONG Greenpeace Internacional, descrita no relatório “Fazendo picadinho do Pantanal”, concluiu que 15 propriedades de pecuária de corte localizadas no bioma brasileiro responderam por 73 mil hectares de áreas queimadas no ano passado e que as mesmas tinham relação direta ou indireta de fornecimento de animais aos frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva entre 2018 e 2019. Os incêndios, em área equivalente a mais de 94 mil campos de futebol, ocorreram, segundo o Greenpeace, entre 1º de julho e 27 de outubro de 2020 — época em que o uso do fogo estava proibido no Pantanal pelos governos do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e por decreto presidencial. A investigação aponta que as fazendas estabeleceram relação com pelo menos 14 frigoríficos das três companhias.  Somadas, as unidades exportaram 500 mil toneladas de carne bovina e derivados entre janeiro de 2019 e outubro de 2020 a diversos destinos e faturaram quase US$ 3 bilhões. A ONG também afirma que as propriedades têm histórico de irregularidades ambientais, como multas e embargos por desmatamento ilegal, queimadas não autorizadas, além de problemas em seus registros de terras. “Se a indústria da carne levasse a sério a missão de retirar do mercado produtores que agem contra o meio ambiente, esses fornecedores já estariam fora do mercado em 2020, ao invés de estarem queimando o Pantanal”, disse o Greenpeace, em nota. A ONG critica a falta de controle das empresas sobre a “lavagem de gado”, quando animais de fazendas em situação ilegal são transferidos para propriedades isentas de passivos. Até há pouco tempo, os sistemas de monitoramento existentes não eram capazes de certificar a regularidade do criador de bezerro ou boi magro que vendia o animal ao pecuarista responsável pela engorda, mas algumas iniciativas têm evoluído. Usando o blockchain, a JBS trabalha em uma plataforma para monitorar indiretos que deve ser lançada este ano. O objetivo da empresa é que até 2025 toda a sua cadeia de fornecimento esteja livre de desmatamento ilegal, trabalho escravo e embargos ambientais. No ano passado, a Marfrig foi pioneira em anunciar o compromisso de rastrear de forma completa sua cadeia de fornecedores até 2025, dentro do projeto “Marfrig Verde +”.

VALOR ECONÔMICO 

JBS: Com “análise superficial”, relatório de ONG tem “conclusões que desafiam a lógica”

Empresa levou ao ar íntegra de correspondências com a organização Greenpeace, que divulgou nesta quarta material sobre fornecimento a frigoríficos de animais de fazendas do Pantanal.

VALOR ECONÔMICO 

Minerva lista iniciativas contra o desmatamento após relatório de ONG

Organização Greenpeace divulgou nesta quarta material sobre fornecimento a frigoríficos de animais de fazendas do Pantanal

VALOR ECONÔMICO 

Pecuaristas usariam CAR para driblar política de compras de frigoríficos e supermercados, diz relatório

Segundo a ONG Repórter Brasil, registro particionado de propriedades permitiria vender animais criados em fazendas com áreas embargadas

Apesar do controle cada vez maior implantado por frigoríficos e grandes redes de varejo para eliminar o desmatamento da cadeia de produção da carne bovina, pecuaristas com áreas embargadas, em conflito ou até mesmo com histórico de trabalho análogo à escravidão têm encontrado maneiras para driblar as regras de compliance dessas empresas. É o que aponta relatório desenvolvido pela ONG Repórter Brasil com base nos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de cinco fazendas do Mato Grosso que estariam adotando a prática. A partir do registro particionado propriedades contínuas, esses produtores têm conseguido vender animais criados em áreas recém-desmatadas e sem conformidade com as políticas de compra adotadas pelos principais frigoríficos do país, segundo o levantamento. São feitos vários cadastros de uma mesma propriedade, dividida em várias matrículas. Com isso, seria possível realizar vendas legais mesmo quando obtida nas áreas onde constam irregularidades ambientais e trabalhistas. “Ao invés de uma única fazenda, a terra é convertida – ao menos no papel – em diversas fazendas menores, que fazem fronteira entre si. Caso exista um embargo ou um registro de desmatamento ilegal em alguma delas, basta utilizar a área vizinha para fazer a negociação do gado com os frigoríficos”, explica a publicação. O relatório da Repórter Brasil afirma ainda que essa prática contraria a própria regulamentação do Cadastro Ambiental Rural, segundo a qual é preciso declarar as áreas limítrofes de um mesmo proprietário em apenas um cadastro. A Instrução Normativa nº 2, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente em 2014 estabelecendo os procedimentos gerais do CAR afirma que a definição de imóvel rural adotada pelo cadastro é a mesma do Estatuto da Terra (Lei nº 8.629/1993), que considera a propriedade uma área contínua. No caso de Mato Grosso, onde foram apontadas as irregularidades, o Estado possui sistema próprio de cadastramento e análise e não partilha da mesma interpretação, adotando a lei de registros públicos nesses casos. Com base nessa regra, é possível fazer cadastros diferentes para propriedades que sejam vizinhas entre si, mesmo que as diferentes matrículas pertençam ao mesmo proprietário.

GLOBO RURAL 

FRANGOS & SUÍNOS

China detecta surto de Peste Suína Africana em leitões na província de Yunnan

Um surto de peste suína africana foi confirmado em leitões transportados ilegalmente através do condado de Funing, na província de Yunnan, no sudoeste da China, informou o Ministério da Fazenda

O caso surge em meio à crescente preocupação de que uma grave onda de doenças nos últimos meses tenha atingido o rebanho de suínos da China, o maior do mundo. Seis dos 36 porcos morreram, disse o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais em um comunicado na noite de terça-feira, enquanto outros seis no caminhão estavam doentes. Pequim relata poucos surtos de doenças em fazendas chinesas, mas alguns analistas estimam recentemente que cerca de um quinto do rebanho reprodutor no norte da China foi afetado durante o inverno. Os preços médios dos leitões estão agora em 91 yuans (US $ 14) o quilo, 11% a mais que no ano anterior. A peste suína africana é geralmente fatal para os porcos, mas estudos recentes identificaram algumas variantes menos letais que circulam na China. (US $ 1 = 6,4643 yuan renminbi chinês).

REUTERS

Exportações europeias de carne de frango recuaram 4,5% em 2020

Dados da Comissão Europeia (CE) apontam que em 2020 os 27 países integrantes do bloco (isto é, já excluído o Reino Unido) exportaram pouco mais de 1,7 milhão de toneladas de carne de frango, volume que correspondeu a uma redução de 4,5% sobre o total exportado em 2019

Ainda de acordo com a CE, Gana, Filipinas, Ucrânia, República Democrática do Congo e Hong Kong foram os principais destinos externos da carne de frango da União exportada pela União Europeia. Esses cinco importadores absorveram 44% do total exportado. Os restantes 56% estão pulverizados em volumes inferiores a 90 mil toneladas anuais. No relatório que divulgou no final de 2020 projetando as tendências europeias das exportações de carne de frango na presente década, a CE observou que o setor vem se beneficiando da valorização de cortes específicos (por exemplo, asas para a Ásia; coxa/sobrecoxa para a África) e que, por isso, a queda atual no volume exportado será revertida e o incremento até 2030 será constante. Sob esse aspecto, projeta-se crescimento da demanda nos atuais principais destinos do produto, estimando-se que a carne de frango deve ser a substituta da carne suína, com menor disponibilidade e, por isso, mais cara. Como fatores negativos a CE aponta a redução da demanda por parte da Ucrânia e da China. Isto, sem contar as incertezas de recuperação global que permanecem com a Covid-19. A análise da CE sobre as tendências do bloco nas exportações de carne de frango termina com a observação de que, “dada a forte concorrência do Brasil, a participação da UE nas exportações globais do produto deve sofrer ligeira redução na corrente década”.

AGROLINK

Preços de suínos na Alemanha voltam a subir. Exportações para UE substituem vendas perdidas da China

Os preços dos suínos na Alemanha subiram novamente, já que as vendas dentro da UE ajudaram os mercados a se recuperar das proibições asiáticas de importação de carne suína alemã, disseram traders e fontes da indústria na quarta-feira

Os preços dos suínos alemães subiram para 1,40 euros por quilo de peso de abate de 1,30 euros na semana passada, disse a associação de criadores de animais alemães VEZG. Os preços em meados de fevereiro subiram para 1,21 euros, com a recuperação dos mercados após as proibições de importação de carne suína alemã com a descoberta da peste suína africana (FSA) no país e a redução da capacidade dos matadouros após surtos de coronavírus. A China e outros países asiáticos proibiram as importações de carne suína alemã em setembro de 2020, depois que o ASF foi encontrado em um javali no leste da Alemanha. Isso levou a um deslocamento comercial, com outros países da UE aumentando as exportações para a China, enquanto as vendas alemãs para a Europa aumentaram. “Há um bom volume de vendas de carne suína alemã para outras partes da UE, já que as exportações de outros países europeus para a China e outras partes da Ásia aumentam”, disse um trader. “A Espanha e a Dinamarca parecem estar fazendo grandes vendas para a Ásia depois que a Alemanha foi empurrada para fora do mercado e a Alemanha está preenchendo as lacunas na Europa”. A capacidade reduzida dos matadouros alemães também fez com que os porcos fossem mantidos em fazendas por mais tempo do que o necessário nos meses anteriores, tornando-os grandes demais para o abate padronizado. Os preços dos leitões alemães também subiram para 40 euros por animal, ante 35 euros na semana passada e 32,50 euros no início de fevereiro, disse a associação.

REUTERS

INTERNACIONAL

Menor rebanho afeta oferta global de carne bovina australiana

A carne bovina australiana pode desaparecer dos cardápios ao redor do mundo se criadores de gado do país não puderem acelerar o ritmo de reposição do rebanho

Com o tamanho do rebanho perto do menor nível desde o início da década 1990, produtores de carne bovina do país enfrentam a possibilidade de perder o posto de segundo maior exportador depois do Brasil simplesmente pela falta de estoque para atender o mercado global com o aumento da demanda pós-Covid-19. Os riscos crescem porque alguns pecuaristas continuam enviando fêmeas para abate, em vez de mantê-las para expandir o rebanho. Dados oficiais mais recentes mostram a proporção de fêmeas processadas em relação ao abate total – um indicador para saber se um rebanho está em fase de reposição – em 48,2%, insuficiente para se qualificar como reposição técnica, classificada em 47% e abaixo desse nível. Embora ainda haja tempo para reduzir essa proporção, isso precisa acontecer agora, já que a reposição é um processo que dura anos do bezerro ao abate, e o setor enfrenta uma série de obstáculos, disse Matt Dalgleish, da Thomas Elder Markets. “Precisamos aumentar esses números para não perdermos participação no mercado de exportação”, acrescentou. O setor de carne bovina da Austrália passou por momentos de turbulência após anos de seca que obrigaram pecuaristas, sem poder alimentar o rebanho em pastagens ressecadas, a sacrificar o gado. Com o resultante excesso de oferta no mercado, os preços do gado australiano despencaram em 2019 para metade dos níveis atuais. Depois que as chuvas recuperaram as pastagens no ano passado e com a temporada de reposição do rebanho em andamento, pecuaristas retiveram o gado, o que encolheu a oferta e elevou os preços para níveis recordes. Esses preços provavelmente permanecerão em “níveis excepcionalmente altos”, de acordo com previsão do Rural Bank para 2021. Com a alta do dólar australiano, o produto do país começa a ficar fora do alcance de muitos importadores. Os preços superaram até os dos EUA, que tradicionalmente vendem a carne bovina mais cara do mundo. A agência Abares do governo australiano prevê que EUA e Brasil vão aumentar as exportações entre 2022 e 2023 para mercados de alto valor, principalmente a China. Embora a Austrália responda por apenas 4% da produção global de carne bovina, o país é um dos maiores exportadores do mundo, com os principais mercados na China, Japão e Coreia do Sul. Os volumes de exportação caíram 15% no ano passado, pois os preços recordes afetaram a demanda.

Bloomberg

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