CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1435 DE 02 DE MARÇO DE 2021

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Ano 7 | nº 1435| 02 de março de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi Gordo: Escalas curtas e preços firmes

Nas praças paulistas, a cotação do boi gordo está estável frente ao fechamento de sexta-feira (26/2)

As programações de abate estão curtas e atendem, em média, três dias. O boi gordo está apregoado em R$300,00/@, preço bruto e a prazo. Os negócios para vaca e novilha gordas estão ocorrendo em R$282,00/@ e R$294,00/@, respectivamente, nas mesmas condições. No Norte de Mato Grosso a pouca oferta resultou em alta de 0,3%, ou R$1,00/@ na comparação diária. Dessa forma, o boi gordo está sendo negociado em R$292,00/@, preço bruto e a prazo. Para as fêmeas, a vaca gorda e novilha gorda, os negócios ocorrem em R$282,00/@, nas mesmas condições do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: preços sobem em São Paulo e arroba chega a R$ 305

O mercado segue pressionado pela oferta restrita de animais a pasto, que deve melhorar a partir da segunda quinzena do mês, segundo analista

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com alguma alta em seus preços no início da semana. Nesta segunda-feira, 1, as negociações seguiram limitadas. “A dinâmica em relação a oferta pouco mudou, com os frigoríficos encontrando grande dificuldade na composição de suas escalas de abate. A expectativa é que haja avanços em relação a oferta de animais de pasto a partir da segunda quinzena do mês”, explica o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. O contraponto permanece na demanda, uma vez que os preços da carne bovina estão em queda, em um processo bastante evidente de transferência de consumo, buscando a carne de frango como alternativa em um momento de descapitalização do consumidor médio. Nesta segunda, os preços do boi gordo ficaram em R$ 305 em São Paulo, R$ 292 em Goiás, R$ 304 em Minas Gerais, R$ 287 em Mato Grosso do Sul e R$ 296 em Mato Grosso. O atacado inicia a semana em queda, consequência de uma fraca reposição entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena de fevereiro. Mesmo a entrada dos salários na economia parece insuficiente para alterar essa dinâmica de mercado, com um processo de transferência da demanda para a carne de frango. Corte traseiro foi precificado a R$ 19,30, por quilo, queda de R$ 0,20. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 15,40, por quilo. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 15,40, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços de bovinos devem continuar altos no curto prazo, diz Rabobank

Os preços de bovinos no Brasil devem continuar em alta no curto prazo diante da baixa oferta, o que já vem pressionando frigoríficos a oferecer maiores valores, disse o Rabobank em relatório

“Nós não acreditamos que significativos aumentos na oferta irão ocorrer entre março e abril e, como resultado, os preços devem continuar em altos níveis no curto prazo”, disse o Rabobank. Os preços de bovinos no Brasil voltaram a patamares recordes após um pico temporário em novembro do ano passado. Preços em janeiro de 2021 estão 49,7% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, a R$ 289,01/15 kg, segundo o banco. “O aumento normal sazonal na oferta de bovinos, que geralmente começa em janeiro, está atrasado diante das condições de pasto ruins causadas pelo chuvas abaixo da média ou atrasadas”, disse o Rabobank. A alta dos preços de bovinos está limitada pela fraca demanda doméstica por carne bovina e a redução nas exportações em janeiro. “A segunda onda de covid-19 tem visto taxas de infecção maiores que a primeira onda, e o fechamento parcial do setor de food service agravou a situação de menor demanda doméstica”, disse o Rabobank. Já as exportações para a China tiveram uma queda em janeiro deste ano mais intensa que aquela registrada em janeiro de 2020, quando as medidas de isolamento social no país asiático estavam mais restritivas.

CARNETEC

Exportação de carne bovina in natura registra queda de 7,60% em fevereiro/21

O volume exportado de carne bovina in natura encerrou o mês de fevereiro de 2021 com 102,1 mil toneladas, queda de 7,60% frente ao mesmo período do ano passado em que movimentou 110,5 mil toneladas. Na comparação mensal, o volume de carne bovina exportada em fevereiro registrou queda de 4,85% frente janeiro de 2021, com 107,3 mil toneladas

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária do mês de fevereiro ficou em 5,6 mil toneladas e teve uma desvalorização de 7,64% se comparada com fevereiro do ano passado, que registrou 6,1 mil toneladas. Até a segunda semana de fevereiro os chineses foram fracos nas compras devido ao feriado de Ano Novo Luna. Na terceira semana de fevereiro houve maior intensidade nas importações e as indústrias aproveitaram para renegociar os preços da carne em dólar. De acordo com a Scot Consultoria, o volume exportado nos últimos oito dias úteis de fevereiro foi melhor que o mesmo período de 2020.  Nele o Brasil exportou 7,14 mil toneladas de carne bovina de média diária. Já no ano passado, a média diária dos últimos 8 dias ficou em 6,17 mil toneladas, ou seja, houve um aumento de 15,7% na média diária no final do mês. Os preços médios em fevereiro ficaram próximos de US$ 4.539,3 mil por tonelada, alta de 2,51% frente fevereiro de 2019 que registrou valor médio de US$ 4.428,1 mil por tonelada.  O valor total das exportações foi de US$ 463,586 milhões contra US$ 489,658 milhões no ano anterior. A média diária ficou em US$ 25,754 milhões, queda de 5,32%, frente a fevereiro do ano passado, que contabilizou em US$ 27,203 milhões.

SECEX/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Governo reabre programa de renegociação de dívidas com a União incluindo Funrural e ITR

Portaria publicada ontem pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) regulamenta a concessão de descontos de 100% sobre juros e multas e de até 70% do saldo devedor e prazos de parcelamento desses débitos que podem chegar a 133 meses. O setor produtivo estima que cerca de R$ 34 bilhões em débitos poderão ser negociados

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), do Ministério da Economia, reabriu o Programa de Retomada Fiscal permitindo a negociação de todos os débitos que vierem a ser inscritos em dívida ativa da União até 31 de agosto de 2021. O período de adesão é de 15 de março até 30 de setembro pelo portal Regularize. A Portaria PGFN nº 2.381/2021, que traz as regras, foi publicada ontem (1º) no Diário Oficial da União. O programa prevê o alongamento dos prazos de pagamento em até 145 meses e concessão de descontos de até 70%. Estão contemplados com a medida pessoas físicas, pessoas jurídicas e micro e pequenas empresas, incluindo aquelas que possuem débitos relacionados ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) e Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). A expectativa do governo com a reabertura é de, ao menos, alcançar o resultado obtido com o programa em 2020, quando foram negociadas dívidas da ordem de R$ 81 bilhões, em aproximadamente 270 mil acordos. De acordo com o texto, o objetivo é permitir a retomada da atividade produtiva em razão dos efeitos causados na economia pela pandemia de covid-19. Atualmente, a PGFN oferece seis modalidades diferentes de acordos de transação. Para conhecê-las e fazer simulações, basta acessar o portal Regularize. Pelo Programa de Retomada Fiscal, os contribuintes poderão negociar as dívidas nas modalidades transação extraordinária, prevista na Portaria PGFN nº 9.924/20, transação excepcional (Portaria PGFN nº 14.402/20); transação no contencioso tributário de pequeno valor (Edital PGFN nº 16/20); e transação excepcional para débitos do Simples Nacional (Portaria PGFN nº 18.731/20). As modalidades de transação excepcional abrangem também os débitos de pequenos produtores rurais e agricultores familiares, previsto na Portaria PGFN nº 21.561/20. De acordo com o ministério, essas transações de dívidas idas rurais, realizadas ano passado, geraram cerca de 1,8 mil acordos, com valor total negociado de mais de R$ 1 bilhão.

AGÊNCIA BRASIL

ECONOMIA

Real fecha estável com incerteza fiscal e escalada de pandemia no país

O dólar ficou perto da estabilidade ante o real na segunda-feira, mas o dia foi de sobe e desce e a moeda terminou a sessão mais próxima das máximas do que das mínimas, reflexo de receios sobre fatiamento da PEC Emergencial e de potenciais impactos do agravamento da pandemia na atividade econômica

O dólar à vista teve variação negativa de 0,01%, a 5,602 reais na venda. No mercado futuro, o dólar acelerou a alta perto das 17h, depois de notícia, veiculada pelo jornal “O Globo”, de que o governo elevará tributação sobre bancos para bancar subsídios aos combustíveis. A taxa do contrato de dólar futuro para março, que chegou a cair 0,53%, bateu uma máxima do dia ao subir 0,51% em minutos. O real ficou bem atrás de seus principais pares emergentes. A pauta fiscal segue dominando. A leitura da PEC Emergencial no Senado está prevista para quarta-feira, depois de adiamento na semana passada, mas o temor é que ganhem espaço pressões vindas de alguns senadores pelo fatiamento da proposta –que cria mecanismos de ajuste fiscal para União, Estados e municípios. O clima de cautela se dá ainda em meio à percepção de que os parlamentares estão minimizando a necessidade de aprovação da PEC como contrapartida à reedição do auxílio emergencial, num contexto de agravamento da pandemia em que se veem recordes em médias diárias de novas mortes por Covid-19 e endurecimento de medidas de restrição social em alguns Estados. Essa combinação de fatores –além dos juros baixos e medo de intervencionismo do governo– tem feito o real persistentemente desafiar cálculos de que deveria estar mais apreciado. Com um pano de fundo doméstico já frágil, o risco é que o câmbio doméstico sofra com uma reversão mais acentuada e duradoura na atitude pró-risco no exterior.

REUTERS

Ibovespa fecha em leve alta, com receio sobre compensações fiscais

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, beneficiado por Wall Street e notícias corporativas, mas se afastou das máximas da sessão pressionado por ações de bancos em meio a receios sobre compensações fiscais

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,27%, a 110.334,83 pontos. O volume financeiro da sessão somou 36,2 bilhões de reais. Essa performance vem após o Ibovespa acumular em fevereiro o pior desempenho mensal em cinco meses, em meio a riscos fiscais e interferência na Petrobras, fechando o primeiro bimestre do ano com declínio acumulado de 7,55%. No exterior, o norte-americano S&P 500 avançou mais de 2%, após a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovar na noite de sexta-feira seu pacote de estimulo econômico no valor de 1,9 trilhão de dólares. “Isso é algo extremamente relevante para os mercados financeiros globais, estamos falando de uma injeção ao redor de 9% do PIB dos EUA”, destacou o sócio da Manchester Investimentos, Eduardo Cubas Pereira. Além disso, a Johnson & Johnson começou a distribuir sua vacina de dose única, com o imunizante se tornando o terceiro contra a Covid-19 a ser autorizado nos EUA. No Brasil, março começou com 778 mortes em razão da Covid-19 registradas pelo Ministério da Saúde apenas nesta segunda-feira, elevando o total a 255.720 óbitos, com o país enfrentando o pior momento da pandemia e acentuando temores fiscais. Investidores estão atentos à votação da PEC que abre caminho para a concessão do auxílio emergencial e também a chamada cláusula de calamidade, além de trazer os chamados gatilhos para o teto de gastos, prevista para esta semana.

REUTERS

Agravamento da pandemia vai causar retração econômica no 1º trimestre e já ameaça o 2º, avalia FGV

A economia caminha para uma contração neste primeiro trimestre e a escalada da pandemia ameaça fazer do segundo trimestre outro período perdido, avaliou na segunda-feira Emerson Marçal, Coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da FGV (FGV EESP), o qual estima que o PIB tenha registrado em 2020 um dos piores desempenhos em mais de um século

“Fevereiro foi um mês estranho, sem Carnaval, sem maior circulação de pessoas… E alguns números de confiança, que são um indicador antecedente da atividade econômica, têm vindo piores”, afirmou. Os índices de confiança nos serviços e na indústria no Brasil caíram pelo segundo mês consecutivo em fevereiro, e o sentimento dos consumidores recuou em quatro dos últimos cinco meses. “Parece que a pandemia está voltando forte nas capitais. Se realmente esse aumento for sustentado… não tem como a economia resistir a isso (no segundo trimestre)”, disse. “No melhor cenário, se a gente passar bem por março e abril, a economia deve consolidar o patamar de recuperação. Mas meu cenário é que a atividade vai sofrer o baque no primeiro e no segundo trimestre. Não tem como manter uma trajetória estável de recuperação com esse abre e fecha da economia.” Vários dos Estados mais atingidos pela pandemia de Covid-19 no Brasil impuseram novas medidas de restrição ou reforçaram as que já vinham sendo aplicadas, diante de temores de colapso nos sistemas de saúde, apesar de críticas abertas do Presidente Jair Bolsonaro ao fechamento de atividades. Na próxima quarta-feira o IBGE divulga os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2020. Pelos cálculos da FGV, o PIB em 2020 caiu 4,36%, o que seria a maior queda em pelo menos cem anos, segundo números do IBGE e do Ipea.

REUTERS

Balança comercial tem superávit de US$ 1,152 bilhão em fevereiro

Resultado é metade do valor registrado no mesmo mês de 2020 e é o menor saldo para fevereiro desde 2015

Com a importação de insumos para a produção nacional em alta e exportações crescendo mais devagar por causa da entressafra agrícola, a balança comercial brasileira fechou o mês de fevereiro com superávit de US$ 1,152 bilhão, o menor saldo para o mês em sete anos. O valor é metade do registrado em fevereiro de 2020, quando havia sido positivo em US$ 2,325 bilhões. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) avançou 8,2%. As exportações foram de US$ 16,183 bilhões, uma alta de 3,9% ante fevereiro de 2020. Já as importações chegaram a US$ 15,030 bilhões, um avanço de 13,4% na mesma comparação. Depois de segurar as vendas ao exterior em 2020, o setor agropecuário teve queda de US$ 15,38 milhões (-10,8%) em fevereiro. Houve crescimento de US$ 31,77 milhões (13,8%) nas vendas da indústria extrativa e de US$ 17,31 milhões (3,5%) em produtos da indústria de transformação. Já nas importações, houve aumento de US$ 2,76 milhões (14,9%) em agropecuária e de US$ 83,7 milhões (12,4%) em produtos da indústria de transformação e queda de US$ 570 milhões (-1,4%) em Indústria Extrativa. Houve aumento na compra de insumos para a indústria de eletroeletrônicos e de adubos e fertilizantes. Além disso, houve a nacionalização de plataformas de petróleo em fevereiro, que somaram US$ 1,4 bilhão. A nacionalização se dá por questões tributárias, para aproveitar benefícios da legislação brasileira.  Pelo lado das exportações, a queda nas exportações agrícolas em fevereiro se deu, principalmente, pela safra tardia de soja registrada em 2021. Já o aumento na venda de produtos da indústria extrativa foi puxado principalmente pelo aumento do preço do minério de ferro no mês.

O ESTADO DE SP

Economistas estimam inflação de 3,87% neste ano e alta de juros já neste mês

Pela oitava semana seguida o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, trouxe aumento na projeção do IPCA

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – em 2021 pela oitava semana seguida. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 1.º, pelo Banco Central, mostra que a estimativa para o IPCA este ano subiu de 3,82% para 3,87%. A projeção para o índice em 2022 passou de 3,49% para 3,5%. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa permaneceu em 3,25%. A projeção dos economistas para a inflação em 2021 já está acima do centro da meta de 2021, de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016. Com inflação alta, BC deve subir juros neste mês, estima mercado. O mercado financeiro também passou a prever que o processo de alta dos juros básicos da economia, fixados pelo BC para controlar a inflação, começará em meados de março, na próxima reunião do Copom. A expectativa dos analistas dos bancos é de que a taxa passe de 2% para 2,25% ao ano neste mês. Para o fim de 2021, a previsão continuou em 4% ao ano. No caso de 2022, a projeção permaneceu em 5% ao ano, igual a um mês antes.  Sobre o comportamento da economia brasileira em 2021, os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para a alta do PIB em 3,29% na semana passada.

O ESTADO DE SP

EMPRESAS

STF suspende processo milionário contra Joesley

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido dos advogados do empresário e delator Joesley Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da JBS, e suspendeu na sexta-feira, 26, um processo do Tribunal de Contas da União que pede o ressarcimento de 670 milhões de reais em reparação por supostas irregularidades na operação em que o BNDES comprou ações do frigorífico Bertin, em 2008

O banco de fomento desembolsou 2,5 bilhões de reais pelos papeis do Bertin, que foi incorporado pela JBS em 2009. A ação aponta que houve falhas em várias etapas do aporte do BNDESPar no frigorífico. Um acórdão da Corte de contas de dezembro de 2018 cita, entre estas irregularidades, que a instrução de enquadramento da operação foi elaborada em apenas dois dias e “de forma superficial e com informações imprecisas e incorretas”, além de dados usados no relatório de análise não constarem dos demonstrativos financeiros da empresa. O valor de 670 milhões de reais foi calculado pela diferença entre os 2,5 bilhões de reais aportados pelo BNDES no Bertin e o 1,83 bilhão de reais que o banco de fomento recebeu em ações da JBS por sua parte no frigorífico. Lewandowski concedeu uma liminar pedida pela defesa do empresário, que alega que os fatos apurados na Tomada de Contas Especial estariam prescritos desde 2014. Os advogados de Joesley, entre os quais o ex-ministro da Controladoria-Geral da União Jorge Hage, incluíram no mandado de segurança ao STF decisões em que os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello se posicionaram no sentido de que processos do TCU prescrevem em cinco anos. Os defensores também apontaram que o processo do TCU foi originado por uma representação instaurada em 2015 e que o empresário só foi notificado da ação em 2018. A decisão de Lewandowski de suspender o processo vale até que o mérito do recurso do empresário seja julgado pelo STF. Ele deu um prazo de dez dias para que o ministro do TCU Augusto Sherman, relator da Tomada de Contas, preste informações. Ainda na sexta-feira, a JBS, representada pelos mesmos advogados que Joesley e com os mesmos argumentos, também entrou com um mandado de segurança no STF para suspender o processo do TCU em relação à empresa. Ricardo Lewandowski decidirá sobre o pedido.

VEJA

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína cresce mais de 20% em relação a fevereiro de 2020

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgou na segunda-feira (1), as exportações de carne suína fresca, congelada ou resfriada no mês de fevereiro superaram em mais de 20% os resultados em receita e volume obtidos em fevereiro de 2020

Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, estes dados sinalizam que a China se manteve no mercado na segunda quinzena do mês comprando bons volumes. “Esse é um aspecto interessante e pode representar um certo otimismo para a suinocultura brasileira. Em relação às notícias de uma nova cepa de Peste Suína Africana na China, isso é especulação, e só se tornará algo oficial quando a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) se manifestar, mas já é o suficiente para tratativas de renegociação de contratos”, disse. A receita obtida com as exportações de carne suína durante o mês, US$ 173.392,196, representa 22% a mais que que a de fevereiro de 2020, que foi de US$ 143.279,025. Em volume embarcado, as 71.501,763 toneladas superaram em 23% do total exportado em fevereiro do ano passado, com 58.121,971 ton. No comparativo com o fechamento de janeiro de 2021, o faturamento passou de US$ 137.215,169 para 173.392,196, alta de 26,4%, enquanto o volume embarcado saiu de 55.798,975 toneladas para 71.501,763 toneladas, avanço de 28%. O faturamento por média diária durante fevereiro foi de US$ 9.632,899, quantia 21,02% maior do que fevereiro de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 5,25%. Em toneladas por média diária, 3.972,320, a alta foi de 23,02% no comparativo com o mesmo mês de 2020.  Já comparada a semana anterior, observa-se baixa de 5,7%. No preço pago por tonelada, US$ 2.425,005 nos 18 dias úteis do mês, houve queda de 1,63% em relação a fevereiro passado. Em relação ao valor atingido na semana anterior, representa houve aumento de 0,5%.

AGÊNCIA SAFRAS

EXPORTAÇÕES DE carne de frango em fevereiro próximas às DE fevereiro/20

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas na segunda-feira (1) os resultados das exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas nos 18 dias úteis de fevereiro chegaram próximos aos resultados obtidos em fevereiro de 2020

Para o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a exportação de proteína avícola brasileira navega com um pouco mais de estabilidade em comparação às concorrentes (bovina e suína) porque não é extremamente dependente de apenas um mercado. A receita obtida com as exportações de carne de frango até a quarta semana de fevereiro, US$ 472.860,073, representa 92,3% do total obtido em todo o mês de fevereiro de 2020, que foi de US$ 512.061,862. No caso do volume embarcado, as 323.838,733 toneladas são 98,8% do total exportado em fevereiro do ano passado, que foi 327.569,117. O faturamento por média diária foi de US$ 26.270,004, quantia 7,66% menor do que fevereiro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve recuo de 3,31%. No caso das toneladas por média diária, foram 17.991,040, redução de 1,14% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparada a semana anterior, observa-se uma retração de 3,8%. Já o preço pago por tonelada, US$ 1.460,171, foi 6,59% inferior ao praticado em fevereiro do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve alta de 0,52%.

AGÊNCIA SAFRAS

BRF de Toledo (PR) é habilitada a exportar FRANGO para Omã

A unidade de Toledo da BRF acaba de ser habilitada pelo governo de Omã, a exportar empanados de frango para o país árabe. O processo de habilitação incluiu, de forma pioneira, uma auditoria da fábrica feita por videoconferência, em tempo real, pela qual os auditores do governo de Omã inspecionaram todas as etapas de produção dos empanados, que seguem o conjunto de preceitos Halal (muçulmano)

A planta de Toledo já exporta produtos de valor agregado de carne de aves para outros países árabes, como Emirados Árabes, Catar e Kuwait. “A habilitação da planta de Toledo, por videoconferência, mostra a liderança da BRF nessa nova alternativa de habilitação, que ganhou força durante as restrições causadas pela pandemia e confirma a qualidade dos nossos produtos, bem como reforça a nossa presença em mercados-chave da estratégia de crescimento da companhia”, afirma Luiz Tavares, Gerente Executivo de Relações Institucionais da BRF. Além de Toledo, outras unidades da BRF estão habilitadas a exportar para Omã: Buriti Alegre (GO), Capinzal (SC), Carambeí (PR), Chapecó (SC), Dois Vizinhos (SC), Francisco Beltrão (PR), Jataí (GO), Lajeado (RS), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Serafina Corrêa (RS) e Uberlândia (MG).

BRF

INTERNACIONAL

Indústria frigorífica argentina pede aumento da produção de carne

No setor há preocupação com o fechamento das exportações para o mercado europeu devido ao covid-19 e a paralisação dos embarques de carne para a China devido à detecção do vírus nas embalagens

Nesse contexto, a indústria de processamento de carnes da Argentina alerta para a queda da produção nacional de carnes. Não apenas as exportações caíram, mas a crise também afetou a demanda interna. Da Federação das Indústrias Regionais de Carnes da Argentina (FIFRA), eles destacaram os problemas de custos da indústria de processamento de carnes e pedem incentivos para promover a produção nacional de carne. Isso inclui créditos apropriados e uma revisão fiscal. Além disso, alguns analistas lembram que o enfraquecimento da indústria da carne atinge outros setores como produtos veterinários, produção de sementes forrageiras, bem como serviços de transporte, laboratórios, veterinários e consignatários.

Eurocarne

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