CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1429 DE 22 DE FEVEREIRO DE 2021

abra

Ano 7 | nº 1429| 22 de fevereiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Oferta curta de boiadas, mas escoamento lento de carne bovina

A cotação da arroba do boi gordo ficou estável nas praças paulistas na última sexta-feira (19/2) na comparação feita dia a dia, negociada em R$300,00, preço bruto e à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria 

A oferta curta de boiadas, associada a um escoamento lento de carne bovina no mercado doméstico, explicam esse cenário. Os preços da vaca e da novilha gordas também permaneceram estáveis, negociadas, respectivamente, em R$280,00/@ e R$290,00/@, preços brutos e à vista. Para os animais que atendem os requisitos para exportação as ofertas de compras chegam até R$305,00/@, preço bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo tem nova queda de preço, mas segue acima de R$ 300 a arroba

O dia foi travado em termos de negócios, pois os frigoríficos ainda se deparam com um ambiente de oferta muito restrito

O mercado físico de boi gordo teve preços de estáveis a mais baixos na sexta-feira, 19. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o dia foi travado em termos de negócios, pois os frigoríficos ainda se deparam com um ambiente de oferta muito restrito, encontrando grande dificuldade na composição das suas escalas de abate. “Algumas tentativas de negociações a preços mais baixos não trouxeram o resultado esperado, sem a aderência do pecuarista. A grande reclamação da indústria está na dificuldade de repasse da elevação do custo de matéria-prima no atacado. Esse movimento já era aguardado dada a descapitalização do consumidor médio. Nesse ambiente, muitas unidades optam por operar com capacidade de abate reduzida. A oferta de animais terminados tende a mudar de maneira mais consistente a partir da segunda quinzena de março, e por se tratar de animais de pasto haverá dependência da decisão de venda do pecuarista”, assinala Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 303 a arroba, ante R$ 304 – R$ 305 nesta quinta. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 290, ante R$ 292 – R$ 293. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 296, ante R$ 295 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 303 a arroba, contra R$ 302. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda aponta para dificuldade em reajustes no curto prazo, em linha com a incapacidade do consumidor médio em absorver novos reajustes da carne bovina, que simplesmente migra para proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango. “Somado a isso, precisa ser mencionado o fraco desempenho das exportações neste início de ano, pressionando a margem até mesmo dos frigoríficos habilitados a exportar”, pontua o analista. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 19,90 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,50 o quilo, assim como a ponta de agulha, sem alterações.

Agência safras 

Carne bovina: com preço elevado, consumidores migram para proteínas mais baratas

O mercado físico de boi gordo segue com dificuldade de embarcar em maiores altas. Com o preço do boi gordo flutuando entre os R$ 300 por arroba e R$ 305, e consequentemente a carne bovina elevada, os consumidores dão preferência a proteínas mais baratas, como a de aves e suínos, e, com isso, o mercado interno segue com baixa liquidez

O varejo não tem conseguido repassar o aumento dos preços do boi gordo, e, neste cenário, a carcaça casada encerrou a sexta-feira estável, cotada a R$ 18 por quilo. Enquanto isso na B3, a última sexta-feira, 19, encerrou com valorização dos contratos futuros de boi gordo. Mesmo com a pressão negativa da indústria, o preço do boi gordo na bolsa brasileira se manteve firme. O vencimento mais negociado para março de 2021 ficou cotado a R$ 297,65, obtendo valorização de 0,86%.

Canal rural

CEPEA: Com forte alta da reposição, relação de troca piora ao terminador

Os preços dos animais de reposição vêm registrando firme movimento de alta e renovando de forma consecutiva os recordes reais. Entre fevereiro/20 e fevereiro/21, os avanços nos valores da reposição foram mais intensos que os observados para o animal para abate, contexto que vem resultando em piora na relação de troca de terminadores

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é bastante desafiador a pecuaristas, tendo em vista que esses agentes também se deparam com custos de insumos para alimentação em patamares recordes. Considerando-se apenas os meses de fevereiro, a atual relação de troca da arroba de boi gordo no mercado paulista por um bezerro em Mato Grosso do Sul é a segunda pior da série do Cepea, atrás apenas da verificada em fevereiro de 2015.

Cepea

Santa Catarina completa o cadastro dos serviços de inspeção no e-Sisbi

O sistema proporciona maior integração dos serviços de inspeção estaduais e municipais com o Mapa

Todos os serviços de inspeção do estado de Santa Catarina, estadual e municipais, já efetivaram seus cadastros e os tornaram ativos no e-Sisbi, que é o sistema eletrônico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A utilização do sistema é uma exigência para adesão e sua manutenção no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa). Ele também proporciona maior integração dos serviços de inspeção estaduais e municipais com o Mapa. O estado de Santa Catarina tem 295 municípios e conta com 235 serviços de inspeção municipais instituídos, sendo 128 deles vinculados a oito consórcios públicos. No e-Sisbi, estão cadastrados o serviço de inspeção estadual, executado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc); os oito consórcios públicos de municípios aos quais estão vinculados os 128 serviços de inspeção municipais e mais 107 serviços de inspeção municipais cadastrados individualmente. Todos estão com seus cadastros ativos no e-Sisbi e podem ser consultados no sistema através do link https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sgsi. Para consultar as informações do e-Sisbi, o interessado deve clicar em “Acesso Público”, na tela principal do sistema, e navegar pelas áreas disponíveis. Nelas, o usuário encontrará informações sobre cada serviço de inspeção estadual e municipal, os estabelecimentos e produtos, além de diretrizes para registro de produtos não regulamentados, cadastrados até o momento. “O trabalho exigiu planejamento, intensa comunicação e integração desta Divisão de Defesa Agropecuária com a Cidasc, para busca efetiva de cada consórcio público de Municípios e serviço de inspeção municipal do estado” explicou o chefe da DDA/SFA/SC, André Valim. O e-Sisbi é um sistema eletrônico para auxiliar na gestão dos serviços de inspeção estaduais, distrital, municipais e vinculados ao consórcio público de Municípios. O sistema contempla o Cadastro Geral desses serviços de inspeção, dos estabelecimentos e produtos por eles registrados, além de outras informações de interesse direto dos envolvidos e do público em geral.

MAPA 

Exportação semanal de carne bovina continua perdendo fÔlego

Com a oferta de boiada gorda reduzida e o feriado do ano novo chinês, as exportações de carne bovina brasileira continuaram em ritmo desacelerado, informam Yago Travagini e Bruna Giacon, consultores da Agrifatto

Na segunda semana de fevereiro, foram enviados ao exterior 21,43 mil toneladas de proteína bovina, queda de 9% sobre o resultado obtido na primeira semana do mês, relata os analistas, citando dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Com isso, a média diária atingiu 4,5 mil toneladas, com um recuo de 4,5% sobre a semana anterior. Por sua vez, o preço da proteína brasileira continuou a se valorizar, atingindo o valor médio de US$ 4,55 mil/t, alta de quase 1% sobre o valor de janeiro último. Desta forma, a receita média diária recuou em proporção menor que o volume, atingindo o valor de US$ 20,48 milhões/dia, queda 3,91% sobre a semana passada.

Portal DBO
ECONOMIA

Dólar cai 1% com mercado atento a política monetária; volatilidade recua

O dólar fechou em queda de 1% na sexta-feira, em meio a apostas de que o Banco Central pode ser levado a adotar um tom mais duro e subir os juros já no mês que vem diante da escalada da inflação

Ao término das operações no mercado à vista, o dólar caiu 1,04%, a 5,3846 reais na venda. Com a baixa desta sexta, a cotação reduziu os ganhos na semana para 0,20%. Em fevereiro, o dólar recua 1,72%, mas ainda sobe 3,72% em 2021. Apesar de o noticiário do dia ter incluído novos ruídos envolvendo a Petrobras, tensões entre Poderes na esteira de prisão de um deputado e incertezas na articulação sobre o auxílio emergencial, além de nova escalada dos rendimentos de títulos no exterior, o mercado de câmbio se voltou para a possibilidade de início antecipado do ciclo de normalização da Selic. Mais duas instituições financeiras (Itaú Unibanco e Credit Suisse) revisaram para cima suas projeções para a inflação devido a pressões no atacado, entre outros fatores. Além disso, Itaú aumentou sua estimativa para a Selic ao fim de 2022, enquanto o Credit Suisse ressalvou que trabalha com um cenário “não desprezível” em que o Copom precise continuar a aumentar os juros a ponto de remover completamente o estímulo monetário. Na curva de juros, as taxas para julho 2021 e janeiro 2022 chegaram ao fim da tarde em alta de até 4,5 pontos-base, variação chamativa considerando contratos de curto prazo e que sinaliza apostas de juros ainda mais altos até o fim de 2021. A volatilidade realizada de 21 dias úteis da taxa de câmbio dólar/real caiu a 18,4%, ante pico de 24,7% no começo do mês. E a volatilidade implícita para três meses recuou a 16,2%, ante pico perto de 20% no fim de janeiro e nos menores níveis em cerca de 11 meses.

REUTERS

Ibovespa fecha em baixa pressionado por Petrobras

Ameaças do presidente Jair Bolsonaro de troca no comando da Petrobras provocaram forte queda das ações da petrolífera na sexta-feira, pressionando o principal índice da bolsa paulista

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa fechou em baixa de 0,54%, aos 118.553,41 pontos, com influência positiva de Wall Street e com a queda do dólar beneficiando algumas ações. O giro financeiro da sessão somou 32,8 bilhões de reais.

REUTERS

Mercado já vê IPCA acima do centro da meta

Com pressão de commodities e câmbio, crescem apostas de inflação superior a 3,75%

A nova rodada de aumento de preços de commodities, sem contrapartida de valorização cambial, e a perspectiva de extensão do auxílio emergencial dispararam uma onda de revisões para a inflação neste ano, com crescimento do número de apostas superiores ao centro da meta (3,75%), mesmo com o cenário de alta de juros. A combinação nefasta e atípica para a inflação, de commodities em alta e câmbio depreciado, vista também no segundo semestre de 2020, já produz seus efeitos nos preços no atacado, que registram fortes altas mensais. No Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro, o aumento foi de 2,97%, acumulando 28,17% em 12 meses. E as notícias ruins não param de chegar, como o aumento de 10,2% da gasolina nas refinarias pela Petrobrás na última quinta-feira. Na avaliação de economistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, o repasse dessa pressão de custos deve ser inevitável, hipótese que ganha força considerando que a renovação do auxílio emergencial pode favorecer repasses de custos, principalmente em alimentos. O Itaú Unibanco elevou sua projeção para o IPCA em 2021 de 3,6% para 3,8%. O Santander também aumentou sua aposta de 3% para 3,6%. O Banco Inter e a XP Investimentos também anunciaram novas estimativas acima do centro da meta, de 4% e 3,9%, respectivamente, citando tanto as commodities e os combustíveis, como as novas parcelas do “coronavoucher”. O Barclays já havia alterado a previsão de 3,6% para 3,9% após o IPCA de janeiro. A economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico, afirma que os maiores temores se confirmaram, com o cenário de inflação à mercê de um choque duplo de câmbio e de commodities. “Mal terminamos de digerir o choque fortíssimo do ano passado e já entramos 2021 com novo choque de preços no atacado.”

O ESTADO DE SP

FRANGOS & SUÍNOS

Preços dos suínos encerram a sexta-feira (19) em alta

A semana de negociações para o mercado de suínos se encerou na sexta-feira (19) com cotações em alta ou estáveis

De acordo com análise do Cepea/Esalq, os valores do animal vivo seguem em recuperação em todas as regiões acompanhadas pelo órgão. Apesar da demanda interna ainda enfraquecida, frigoríficos elevaram a procura por novos lotes de animais para abate nos últimos dias. Agentes de frigoríficos e indústrias processadoras vêm conseguindo repassar essas recentes altas dos preços do animal vivo para as carcaças e para a maioria dos cortes negociados no atacado. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, tanto a arroba do suíno CIF quanto a carcaça especial ficaram com preços estáveis, valendo, respectivamente, R$ 145,00/R$ 150,00 e R$ 11,00/R$ 11,40 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (18), não houve mudança de valores no Rio Grande do Sul, cotado em R$ 7,00/kg, nem em São Paulo, com valor de R$ 7,94/kg. Houve aumento no preço do quilo do suíno vivo em santa Catarina, na ordem de 0,70%, chegando a R$ 7,23/kg, alta de 0,41% no Paraná, alcançando R$ 7,43/kg, e de 0,40% em Minas Gerais, fechando em R$ 7,62/kg.

Cepea/Esalq 

Frango: proteína atingiu competitividade recorde frente à carne bovina

A semana de negociações para o mercado do frango se encerrou na sexta-feira (19) com cotações mistas 

De acordo com análise do Cepea/Esalq, a parcial de fevereiro, os preços médios da carne de frango negociada no atacado da Grande São Paulo apresentam alta sobre os de janeiro, com impulso vindo do aquecimento nas demandas interna e externa. A competitividade da carne avícola frente à bovina vem atingindo um novo patamar recorde em fevereiro, conforme o órgão. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, o preço da ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, enquanto o frango no atacado recuou 0,35%, cotado em R$ 5,68/kg. No caso do animal vivo, não houve mudança de valores em São Paulo, valendo R$ 4,30/kg, e em Santa Catarina, com preço de R$ 3,17/kg. No Paraná, o preço teve aumento de 1,92%, chegando a R$ 4,78/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (18), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com cotações estáveis, valendo, respectivamente, R$ 6,08/kg e R$ 6,45/kg.

Cepea/Esalq 

Produção de carne suína vai continuar crescendo em 2021, prevê ABCS

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, o consumo do produto foi maior no Brasil, diante da alta da carne bovina

Mais uma vez, a carne suína é apontada como a proteína animal que mais cresce no Brasil. A conclusão pode ser observada através de dados preliminares do quarto trimestre de 2020, publicados pelo do IBGE em fevereiro, que mostram o crescimento na produção de carne suína no ano passado, com elevação de 7,42% em relação à 2019 em peso de carcaças. “Os dados do instituto concretizam a expansão do alimento por mais um ano consecutivo”, destaca, em comunicado, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (abcs). Ao analisar os dados do IBGE a entidade ainda observa o aumento do consumo doméstico per capita, que representa cerca de 80% do destino da carne suína brasileira. Com o boi gordo em preço muito elevado, a carne suína aumentou sua participação na mesa do consumidor, resultando neste crescimento. Embora as exportações de carne suína in natura tenham crescido quase 40% em 2020 em relação ao ano anterior, batendo novo recorde e ultrapassando 900 mil toneladas, é sabido que nos primeiros meses do ano a China reduz as importações, e como a dependência do Brasil em relação a este mercado cresceu, a redução dos embarques determinou um aumento significativo na oferta doméstica. Os números de janeiro de 2021 confirmam isso, com um pouco menos de 56 mil toneladas de carne suína in natura exportadas, 16,5 mil toneladas a menos que o mês de dezembro de 2020 e 3,6 mil toneladas a menos que janeiro de 2019. A ABCS lembra que a recuperação do rebanho chinês da Peste Suína Africana (PSA) deve determinar redução das importações de carne suína deste país. O Rabobank estima que esta redução das importações chinesas pode girar entre 10 e 30%. Mesmo assim, reforça a entidade, o Brasil, que representa hoje pouco mais de 10% das importações chinesas de carne suína, deve aumentar seus embarques totais em relação a 2020 na ordem de 2,5 a 6%, segundo o banco holandês, pois outros mercados do sudeste asiático, a exemplo do Vietnã, devem compensar parte desta redução de compra da China e EUA e Europa devem reduzir suas vendas para o gigante asiático. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acredita que as exportações de carne suína do Brasil possam aumentar em até 10% em relação ao ano passado. Com relação à produção brasileira de carne suína em 2021, a ABPA projeta um crescimento de 3,5%, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e Rabobank estimam algo em torno de 3,6 e 2,5%, respectivamente.

Agência Brasil

INTERNACIONAL 

USDA PREVÊ PRESSÃO DE CUSTOS E CRESCIMENTO DE 1% NA PRODUÇÃO DE CARNES EM 2021

Os setores de pecuária e avicultura dos Estados Unidos devem ter custos mais altos de produção em 2021, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). Em relatório publicado nesta quinta-feira, a agência governamental previu produção total de carne do país cerca de 1% maior ante 2020

Para a carne bovina, a previsão é de que a produção cresça mais de 1% na comparação com o ano passado. O USDA considera aumento no volume de abate de bovinos neste ano, dada a disponibilidade de animais com carcaças mais pesadas. No ano passado, a pandemia do coronavírus levou a uma série de paralisações nas atividades de frigoríficos, permitindo que os animais já prontos para o abate continuassem na engorda. Entretanto, há uma expectativa de que os preços mais altos de ração animal levem os produtores a venderem o gado o mais rápido possível. O mesmo crescimento é previsto para a produção de carne suína, em função da maior disponibilidade de animais para abate e retorno das operações após as paralisações do ano passado. Já em relação à carne de aves, o USDA estima que a produção aumente ligeiramente, limitada pelos custos mais altos com ração, especialmente no segundo semestre do ano. Dessa forma, o setor de frangos de corte deve desacelerar a expansão neste ano para menos de 1%, conforme a agência. “Embora a produção deva aumentar no primeiro semestre, com porcentuais mais altos de abate e maiores pesos médios das aves, a combinação de ração valorizada e margens mais apertadas deve frear esse crescimento.” Quanto aos preços de gado e de aves em 2021, a perspectiva é de elevação, com base na retomada econômica e nas exportações cada vez mais aquecidas. Nesse sentido, o USDA prevê que a receita com os embarques de gado, laticínios e aves em 2021 chegue a US$ 32,6 bilhões, US$ 300 milhões a mais do que o previsto em novembro do ano passado. A estimativa reflete o aumento nas exportações de carne bovina e produtos avícolas, que compensam a retração dos produtos lácteos. Para a carne de boi, a projeção foi elevada em US$ 300 milhões, para US$ 7,4 bilhões, enquanto para a carne de aves houve alta de US$ 100 milhões na previsão, para US$ 5,3 bilhões. A estimativa para a receita com os embarques de carne suína não foi alterada: US$ 6,8 bilhões.

O ESTADO DE SP

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA 

041 3289 7122 

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment