CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1428 DE 19 DE FEVEREIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1428| 19 de fevereiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: semana de oferta minguada em São Paulo

As indústrias frigoríficas lidaram com uma oferta baixa de gado para abate ao longo desta semana. O escoamento de carne permaneceu tímido, o que sustentou os preços negociados na semana anterior

Apesar disso, já é visto um cenário mais fraco de preços do boi gordo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na última quinta-feira (18/2), na comparação com sexta-feira (12/2), negociada em R$302,00, preço bruto e a prazo. Os preços da vaca e da novilha gordas também permaneceram estáveis no estado, negociadas, respectivamente, em R$282,00/@ e R$292,00/@, preços brutos e a prazo. Os animais de até quatro dentes que atendem às exportações foram negociados a R$305,00/@.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: preços voltam a cair com demanda enfraquecida no atacado

A margem dos frigoríficos é cada vez mais estreita, e muitas unidades sinalizam para a redução da capacidade de abate

O mercado físico de boi gordo teve preços mistos na quinta-feira, 18. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, começaram a surgir as primeiras sinalizações de inversão na tendência de alta nos preços, com recuos significativos da carne bovina no atacado sendo registrados ao longo da semana. A margem operacional dos frigoríficos é cada vez mais estreita em função desse cenário, e muitas unidades sinalizam para a redução da capacidade de abate, em um claro movimento para mitigar os efeitos do encarecimento da matéria-prima. Com isso, na quinta-feira, foram registrados negócios abaixo da referência média em determinados estados. “A fragilidade da demanda de carne bovina atua como o grande ponto de inflexão do mercado neste momento”, assinala Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 303 a arroba, ante R$ 304 – R$ 305 na quarta. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 292 – R$ 293, ante R$ 294. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 296, ante R$ 295 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, preços chegaram a R$ 303 a arroba, contra R$ 302 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais baixos. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por nova queda dos preços da carne bovina, consequência da lenta reposição entre atacado e varejo, em um momento em que o consumidor médio migra de maneira intensa para proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango. “Essa dinâmica pode mudar se ocorrer a aprovação de mais parcelas do auxílio emergencial, fomentando o consumo de base”, pontuou o analista. Com isso, o corte traseiro caiu para R$ 19,90 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,50 o quilo, assim como a ponta de agulha, sem alterações.

AGÊNCIA SAFRAS 

Exportações de carne bovina recuaram em fevereiro na comparação anual

Em fevereiro, até a segunda semana, a média diária exportada de carne bovina in natura pelo Brasil foi de 4,5 mil toneladas, um recuo de 26,8% na comparação com a média de fevereiro do ano passado

No acumulado de fevereiro, o volume exportado de carne bovina totalizou 44,99 mil toneladas (Secex). O preço médio pago pela tonelada foi de US$4.552,50, um aumento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

Abate de bovinos em Mato Grosso cai 7,74% em janeiro, informa Imea

Segundo o Instituto, a baixa se deve à menor oferta de boi gordo. Entre os machos, recuo foi de 15,57%

O Mato Grosso abateu 7,74% menos bovinos em janeiro deste ano em relação a dezembro do ano passado, informou em relatório semanal o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT). O total de cabeças abatidas no mês passado alcançou 367,21 mil, das quais 225,05 mil foram machos e 142,15 mil, fêmeas. Em dezembro, o número total foi de 398,02 mil cabeças abatidas. Entre os machos, o recuo foi de expressivos 15,57% em relação a dezembro. Já a quantidade de fêmeas levadas ao gancho cresceu 8,12%. “Um dos principais motivos que influenciaram este cenário foi a oferta mais escassa de machos e, para atender à demanda interna e aproveitar a alta na arroba, alguns pecuaristas decidiram continuar descartando suas vacas”, cita o Imea, no relatório. Ainda conforme o instituto, todas as regiões do Estado tiveram queda no número de abates, sendo o sudeste, com perda de 20,66%; oeste (-12,40%) e centro-sul (-7,25%) as que tiveram maior decréscimo. Já a nordeste foi a única região mato-grossense que apresentou alta nos abates, embora leve, de 0,61%. “Diante disso, para o curto prazo é esperada uma maior contenção de fêmeas no Estado, o que pode restringir ainda mais a oferta de animais para abate”, finaliza o Imea.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar sobe em dia negativo para ativos de risco, sem tirar fiscal do radar

O dólar fechou em alta contra o real nesta quinta-feira, dia negativo para ativos de risco no mundo em meio à incertezas sobre a recuperação econômica global, alta de rendimentos de títulos de dívida e receios em torno da agenda econômica no Brasil

O dólar à vista subiu 0,48%, a 5,4414 reais na venda. No exterior, o dólar subia 0,6% contra peso mexicano e peso colombiano, 0,3% frente ao rublo russo e 0,4% ante o iuan chinês. Em Wall Street, as bolsas de valores caíam entre 0,3% e 0,5%. Temores de aumento de inflação com o crescimento econômico ainda tentando ser recuperado têm deixado investidores nervosos. Evidenciando esses receios, os yields dos títulos do Tesouro dos EUA –considerados o ativo mais seguro do mundo– subiam, a despeito da fraqueza em mercados de risco. Uma aceleração da inflação nos EUA poderia levar o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) a retirar parte do suporte concedido aos mercados para enfrentamento da crise causada pela pandemia, o que significaria menos liquidez para países emergentes, como o Brasil. Tal movimento pegaria o país num momento de fragilidade das contas públicas e poderia intensificar pressões de alta nas taxas de juros de mercado e no dólar caso Congresso e governo não cheguem a um consenso sobre contrapartidas a um novo auxílio emergencial, avaliou a economista-chefe do Credit Suisse Brasil, Solange Srour. O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou na quinta-feira que a chamada PEC Emergencial será pautada no plenário da Casa na próxima semana e que o parecer da proposta deve ser divulgado até a segunda-feira.

REUTERS 

Ibovespa fecha em baixa com medo de inflação e alta de juro

O crescente receio de que a escalada das commodities contaminará índices de preços pelo mundo esfriou o apetite de investidores por ativos de risco, arrastando o principal índice da Bovespa. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa teve baixa de 1,04%, aos 119.106,41 pontos. O giro financeiro da sessão somou 34,8 bilhões de reais.

REUTERS 

Preços agropecuários avançaram 18,95% em 2020

De acordo com o Cepea, a elevação esteve atrelada as fortes altas nos preços da proteína animal e grãos no ano passado

Os preços da maioria dos produtos agropecuários subiram com força em 2020 no País, informou na quinta-feira (18/2) em relatório, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Desta forma, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA-Cepea) avançou 18,95% em 2020 em comparação com 2019, principalmente por causa da disparada dos preços de soja, milho, arroz e algodão e também da arroba bovina, além de suínos e leite. De 2019 para 2020, o Cepea diz que houve alta real de 29,69% no IPPA-Grãos; de 15,54% no IPPA-Pecuária e de 2,58% no IPPA-Café+Cana. Já o IPPA-Hortifrutícolas apresentou ligeira queda real de 0,63% em 2020. Segundo o Cepea, “ao longo de 2019, houve forte aceleração dos preços agropecuários, sobretudo a partir de segundo semestre, comportamento que se manteve firme em 2020”.

ESTADÃO CONTEÚDO 

XP passa a ver inflação este ano acima do centro da meta

A XP elevou sua projeção para a inflação este ano diante da depreciação do real e do aumento dos preços das commodities, passando a ver a alta do IPCA acima do centro da meta oficial

De acordo com relatório, a XP agora calcula a alta do IPCA em 3,9% em 2021, de 3,5% antes, acima do centro da meta do governo de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Segundo a XP, o ajuste se deve principalmente a uma revisão nas projeções para os grupos alimentação no domicílio (de 3,6% para 5,0%), serviços (de 2,1% para 2,3%), semiduráveis (de 3,5% para 3,8%) e duráveis (de 3,7% para 4,0%). “O arrefecimento (da inflação) que esperávamos para o início do ano foi revertido pela taxa de câmbio depreciada e pela alta adicional dos preços das commodities. Este choque soma-se às pressões em bens de consumo duráveis e semi-duráveis observadas desde o ano passado, resultado da alta dos custos de produção e do descompasso entre oferta e demanda no setor”, explicou a XP. A XP destacou que os indicadores de demanda mostram desaceleração desde o fim do ano passado e que o cenário não deve melhorar no início de 2021, ressaltando a queda na confiança do consumidor e do empresário e a interrupção no pagamento do auxílio emergencial, ainda que ele seja restabelecido. Diante disso, a expectativa é de queda de 4,4% do Produto Interno Bruto em 2020, passando a uma recuperação de 3,4% em 2021 e de 2,0% em 2022.

Reuters

MEIO AMBIENTE

UE lança nova política comercial e fala em cobrar compromisso ambiental do Mercosul

Sustentabilidade passa a ser um elemento-chave das relações comerciais europeias, diz comissário responsável pela área

O documento que apresenta a nova política comercial da União Europeia, apresentado na quinta (18), faz menção explícita ao acordo entre o bloco e o Mercosul, travado desde 2019 por causa da alta do desmatamento na Amazônia. “No caso do Mercosul, está em curso um diálogo para o aprofundamento da cooperação na dimensão de desenvolvimento sustentável do acordo, abordando a implementação do Acordo de Paris e desmatamento em particular”, diz o texto divulgado. As negociações entre os blocos, iniciadas em 1999, chegaram a um acordo 20 anos depois, mas, desde então, o texto está em revisão jurídica. Governos e Parlamentos de países como França, Áustria e Holanda) dizem que não vão aprová-lo porque incentivar a exportação do agronegócio brasileiro implica aumentar o desmatamento da Amazônia. Ao apresentar a nova política, o comissário responsável por Comércio na UE, Valdis Dombrovskis, disse que a Comissão Europeia continua engajada na ratificação do acordo e que tem se reunido com governos dos quatro países do Mercosul —Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai—, à procura de garantias com a sustentabilidade que aplaquem as preocupações dos membros da UE. Para ser implementado, o acordo precisa passar por unanimidade no Conselho Europeu (que reúne os líderes dos 27 membros) e ser aprovado pelo Parlamento Europeu —onde também há forte oposição à associação. “O Parlamento não tem nenhuma intenção de passar um cheque em branco ao Brasil sobre a Amazônia”, disse em entrevista à Folha o Presidente da Comissão de Ambiente, Pascal Canfin.

FOLHA DE SP

 

FRANGOS & SUÍNOS

Na década, Brasil e EUA perderam espaço nas exportações mundiais de carne de frango

De 2010 para 2020 as exportações mundiais de carne de frango aumentaram mais de um terço, passando de 8,9 milhões de toneladas para 11,9 milhões de toneladas, segundo levantamentos do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)

Mas as exportações somadas dos dois principais players mundiais nessa área – Brasil e EUA – aumentaram pouco mais de 10%, o que significa que sua participação no bolo foi significativamente reduzida. Juntos, em 2010, os dois países respondiam por 73,5% das exportações mundiais de carne de frango. Mas em 2020 essa participação foi inferior a 61%, resultado que significou queda de mais de 17% nesta última década. Focando apenas nas exportações conjuntas de Brasil e EUA, constata-se que elas voltaram a ter, praticamente, a mesma relação observada entre o final da década retrasada e o início da década passada. Detalhando, em 2010 e 2011, a participação brasileira no total exportado pelos dois países foi de pouco mais de 53%, enquanto a participação norte-americana ficou próxima de 47%. Embora tenha recuado, nos três anos seguintes a participação brasileira manteve-se relativamente estável, em torno dos 52%. Foi então (final de 2014) que os EUA se viram envolvidos em vários surtos de Influenza Aviária. Isso favoreceu as exportações brasileiras que, em 2015, corresponderam a 57,5% do total exportado por ambos os países. A conquista acabou sendo efêmera, pois na segunda metade da década a participação brasileira voltou a recuar. O período foi encerrado com um incremento de participação de apenas 1,8% em relação ao que foi registrado em 2010.

AGROLINK 

INTERNACIONAL

Argentina fortalece padrões anticovid-19 em seus frigoríficos

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) participou de uma reunião virtual, convocada pelo governo da província de La Pampa, na qual foram atualizados os protocolos anticovid-19 em seus frigoríficos

Esses novos requisitos visam a prevenção e o controle do vírus, especialmente a busca ativa do vírus em pessoas assintomáticas, em estabelecimentos de produtos e subprodutos de carnes autorizados a exportar para a China. O pessoal do Ministério da Saúde da Província expressou a importância do desenvolvimento e cumprimento dos protocolos implementados pelas indústrias da província e prestou os respectivos conselhos em termos de medidas de prevenção e ações contra o aparecimento de possíveis casos. Da mesma forma, foi apresentada a metodologia a ser aplicada entre os estabelecimentos e as diferentes instituições locais de saúde pública nas localidades da Província. “Para o nosso serviço é de extrema importância contar com o apoio das autoridades sanitárias locais e desenvolver atividades constantemente coordenadas para a aplicação dos protocolos de saúde”, disse Romina Jauregui, coordenadora de Segurança e Qualidade Alimentar do Centro Regional de La Pampa – San Luis del Senasa. Com essas medidas, aplicadas na indústria frigorífica, o Senasa busca acentuar a proteção da saúde pública da população e de todos os trabalhadores do setor, ao mesmo tempo em que apoia a exportação de alimentos.

El País Digital

Carnes puxam a inflação global de alimentos

Há sinais de que a inflação dos alimentos que atingiu o mundo no ano passado, aumentando os preços de tudo – desde o queijo ralado até a manteiga de amendoim – está prestes a piorar, conclui reportagem da agência norte-americana de notícias Bloomberg, divulgada na terça-feira (16/2)

A pandemia de Covid-19 derrubou as cadeias de abastecimento de alimentos, paralisando o transporte marítimo, adoecendo os trabalhadores que mantêm o mundo alimentado e, por fim, aumentando os custos dos alimentos para o consumidor em todo o mundo. Agora os produtores – especialmente os que criam bovinos, porcos e aves – estão sendo pressionados pelos preços mais altos do milho e da soja em sete anos. Isso aumentou os custos de alimentação de seus rebanhos em 30% ou mais. Para se manterem lucrativos, as indústrias de carnes, incluindo a norte-americana Tyson Foods Inc., estão aumentando os preços, o que vai repercutir nas cadeias de suprimentos e resultar em reajustes nos valores da carne bovina, suína e de frango em todo o planeta. A atual disparada nos preços dos grãos é equivalente aos aumentos registrados depois da seca de 2012 nas lavouras dos Estados Unidos, que resultaram em fortes reajustes nos valores dos alimentos de origem animal. Agora, a carne está novamente posicionada para se tornar um impulsionador da inflação global de alimentos. As vacinas que prometem um retorno à vida normal e programas de estímulo fiscal no valor de trilhões de dólares já devem desencadear a demanda reprimida e impulsionar um aumento nos preços ao consumidor. Os mercados de títulos dos EUA e da Europa estão enviando sinais de que a inflação está de volta. Os preços da ração sobem principalmente devido a fatores climáticos que reduziram o tamanho das safras mundiais de grãos. A demanda também está aumentando. A China, o maior comprador de commodities, está recolhendo quantidades recordes de suprimentos disponíveis para alimentar os seus rebanhos de suínos em expansão. Os produtores de carne dos principais países exportadores estão sentindo o impacto dos custos mais altos dos grãos. No Brasil, maior exportador de aves, o custo da criação de frangos subiu 39% no ano passado devido ao valor alto da ração, segundo a Embrapa, agência estatal de pesquisa agropecuária. Os custos voltaram a subir no mês passado em 6%, disse o banco Itaú BBA. Na Europa, a lucratividade das operações de gado despencou devido à combinação de altos gastos com ração e demanda reprimida pela Covid-19. Alguns criadores de suínos menores podem ser forçados a sair do mercado, de acordo com o analista sênior do Rabobank, Chenjun Pan. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (ONU) disse que os preços globais da carne em janeiro subiram pelo quarto mês consecutivo. Desde 1º de dezembro, os futuros do milho em Chicago aumentaram 28% e da soja, 18%.

Bloomberg

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