CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1426 DE 17 DE FEVEREIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1426| 17 de fevereiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: indicador do Cepea chega a R$ 303 por arroba e renova máxima histórica

O indicador do boi gordo do Cepea subiu 0,60%, passou de R$ 301,20 para R$ 303 por arroba e renovou o maior valor nominal já registrado na série histórica. No acumulado do ano, a cotação já subiu 13,42% 

Na segunda semana de fevereiro, a alta acumulada foi de 0,4% e desacelerou novamente em relação às outras semanas do ano. No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 voltaram a apresentar comportamento misto, ou seja, tiveram altas leves nas pontas mais curtas e ligeiras baixas nas mais longas. O vencimento para fevereiro passou de R$ 296,80 para R$ 298 por arroba e o para maio foi de R$ 281,30 para R$ 281.

CANAL RURAL

Preços firmes no mercado de reposição

O mercado de reposição trabalhou mais calmo nos últimos dias devido ao cenário mais travado para os preços do boi gordo, no entanto, a oferta está restrita, o que dá sustentação às cotações dos bovinos para reposição 

Outro ponto são as chuvas em maior volume, que têm melhorado a qualidade do pasto e feito com que os pecuaristas optem por segurar seus animais, aguardando um melhor momento para as negociações. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todas os estados monitorados, entre machos e fêmeas anelorados, a alta foi de 1,0% nos preços dos animais de reposição, em relação à semana anterior. Para o curto prazo, o volume de precipitação e as cotações no mercado do boi gordo ditarão o rumo do mercado.

SCOT CONSULTORIA 

Exportação abocanha recorde de 26% da carne bovina brasileira em 2020

Dados divulgados pelo IBGE, cruzados com o acompanhamento do Mapa, aponta o maior movimento da história do setor

O dólar nas alturas, com uma média de R$ 5,24 no ano passado, e a incrível fome da China eram fortes indícios de que as exportações de carne bovina iriam bombar em 2020. Foi o que realmente aconteceu, dentro do previsto. Com os primeiros dados dos abates divulgados pelo IBGE no dia 11/2, o rateio ficou claro: 26% da produção de carne bovina brasileira foi direto para exportação. Este é o maior rateio da história do mercado externo sobre o interno, em relação à carne bovina brasileira, cruzando os dados do IBGE com o do AgroStat, sistema de informações on-line do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o comércio internacional das commodities agropecuárias do País. Foram 7,75 milhões de toneladas de carne bovina em 2020, segundo o IBGE. Se os números estiverem corretos, foram 2,01 milhões de toneladas exportadas (26%) e 5,74 milhões de toneladas de carne (74%) ficaram no País. Em 2019, o rateio das 8,22 milhões de toneladas foi de 22,7% para a exportação e 77,3% para o mercado interno. Para comparação do crescimento vertiginoso, basta lembrar que em 2011 os abates de bovinos renderam 6,78 milhões de toneladas de carne. Mas, desse total, apenas 16,1% foi exportado. Se por um lado as exportações foram grandes, por outro, as importações também. A queda na produção forçou a compra de 50,8 mil toneladas, 26,3% a mais sobre 2019, ano que foram importadas 40,2 mil toneladas. Na comparação, em 2011, a importação foi de 38,04 mil toneladas de carne bovina.

PORTAL DBO 

ECONOMIA

Sequelas da crise pesam na bolsa

Quase um ano após dia de pânico, recuperação é restrita e 64% das ações acumulam perda

Quase um ano após o avanço do coronavírus deflagrar a pior crise global em décadas, a maioria das ações no Ibovespa ainda acumula perdas. Embora o Ibovespa mostre uma alta de 5% no período e tenha, inclusive, marcado novos recordes históricos, cerca de 64% dos papéis que compõem o índice seguem abaixo dos níveis pré-crise. E são justamente os setores mais dependentes da retomada da atividade – como shoppings, companhias aéreas e até bancos – os mais prejudicados diante da lenta recuperação econômica e das incertezas sobre o processo de vacinação. De acordo com levantamento do Valor Data, apenas 29 das 81 ações do Ibovespa voltaram a subir, enquanto 52 acumulam perdas desde a Quarta-feira de Cinzas do ano passado, dia 26 de fevereiro, quando os mercados brasileiros sentiram com força o impacto da crise global. Foi nesse pregão que o Ibovespa fechou em baixa de 7%, seguindo as duras perdas nos mercados americanos, o que se desdobrou, mais tarde, numa sequência de “circuit breakers” (interrupção das negociações quando a queda atinge 10%) em março. De lá para cá, o índice brasileiro não apenas se recuperou dos piores momentos da crise como até marcou nova máxima histórica, aos 125 mil pontos, no começo de 2021. O movimento positivo, entretanto, é sustentado por uma parcela ainda restrita de companhias, com destaque para varejistas de comércio eletrônico – como consequência das mudanças de hábito de consumo trazidas pela pandemia – e ações ligadas a commodities. O desempenho desse último grupo, que reage à perspectiva de retomada da economia mundial com o avanço da vacinação e oferta de mais estímulo pelas grandes economias, confirma que é do exterior que vem boa parte do motor de recuperação da bolsa brasileira. Para se ter uma ideia do peso das companhias ligadas a matérias-primas, o valor de mercado desse grupo – composto por 15 empresas – sobe 33,39%, a R$ 1,27 trilhão, muito acima da alta do valor de mercado do Ibovespa, de 5,83%, desde o estouro da crise. Não fossem essas ações, o valor de mercado do Ibovespa teria tido uma queda de 2,82%, a R$ 2,95 trilhões. Para Aline Cardoso, gestora de portfólio na EQI Asset, o mercado ainda está em um período de transição e exige mais clareza para destravar o valor das ações.

VALOR ECONÔMICO

Esperanças de estímulo impulsionam Dow Jones para recorde de fechamento

O Dow Jones Industrial Average registrou máxima recorde de fechamento na terça-feira uma vez que setores cíclicos apresentaram ganhos com a perspectiva de mais ajuda fiscal para impulsionar a economia dos Estados Unidos

O Nasdaq, no entanto, recuou uma vez que as ações de tecnologia tiveram perdas, enquanto preocupações com o aumento dos juros deixou o referencial S&P 500 com pouca alteração. Setores que devem se beneficiar mais da reabertura da economia, incluindo energia e financeiro, tiveram os maiores ganhos percentuais. O índice Dow Jones subiu 0,2%, a 31.523 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,056927%, a 3.933 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,34%, a 14.047 pontos. As condições financeiras nos Estados Unidos são “em geral boas” no momento, com potencial para que seu crescimento econômico supere o da China, disse o Presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, na terça-feira. Conforme as autoridades de saúde dos EUA agem para vacinar a população contra o coronavírus, o país superou a situação de pânico vista na primavera passada no hemisfério norte e pode ver uma economia “estrondosa” conforme emerge da pandemia, disse ele. O mercado acionário europeu fechou estável em torno do pico de um ano na terça-feira uma vez que os ganhos de ações de mineração e bancos foram contidos pelas perdas na maioria dos outros setores, com os investidores ainda incertos sobre a recuperação econômica da zona do euro. O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,08%, a 1.614 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,06%, a 419 pontos. As ações de bancos avançaram para uma máxima de mais de 11 meses com os investidores comprando alguns setores que foram gravemente afetados pela pandemia. Mas eles ainda permanecem bem abaixo dos níveis pré-Covid.

REUTERS 

Metade das empresas brasileiras começam 2021 com queda no lucro, diz FGV

Em segmentos mais afetados, 90% registram piora de resultado em janeiro

Praticamente metade das empresas brasileiras iniciou 2021 com lucro abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, segundo levantamento do FGV/Ibre realizado em janeiro com 4.044 companhias da indústria, comércio, serviços e construção. A sondagem especial mostra que 48% das companhias reportaram lucros menores, 35% informaram estabilidade e 17% dizem ter registrado um resultado melhor que o de janeiro de 2020, período anterior ao início dos efeitos econômicos provocados pela pandemia. Na avaliação dos pesquisadores do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o recrudescimento na pandemia e a retirada do auxílio emergencial são fatores que apontam para uma piora desses resultados nos próximos meses, revertendo a revertendo a expectativa de que o país estava no rumo de recuperar as perdas do ano passado. A indústria é o setor com maior percentual de empresas que registram aumento no lucro com destaque para os segmentos farmacêutico, químico e de minerais não metálicos, nos quais cerca de metade das companhias reportaram ganhos. No sentido oposto, as indústrias de vestuário e de couros e calçados têm quase 90% dos empresários registrando perdas. Os serviços se destacam pela quantidade de companhias com queda nos resultados (62%), percentual que está em torno de 90% nos segmentos de alimentação e alojamento, aqueles que estão entre os mais afetados pelas restrições de mobilidade impostas pela crise sanitária. No comércio, que vinha comemorando bons resultados em 2020 com as vendas de produtos essenciais e o aumento nas vendas por canais online, 48% das empresas tiveram queda no lucro em janeiro e 18% reportam ganhos, números próximos da média geral de todos os setores. Nesse setor, o destaque negativo é o segmento de tecidos, vestuário e calçados, com quase 8 de cada 10 empresas reportando perdas. Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Superintendência Adjunta para Ciclos Econômicos do Ibre e responsável por pesquisas como a Sondagem do Consumidor, destaca que mais da metade das empresas nos serviços prestados às famílias, que englobam alimentação e alojamento, e da indústria de vestuários, tiveram queda no lucro superior a 30%. Afirma também que todas as sondagens feitas pela FGV em janeiro mostraram queda na confiança de consumidores e empresas, sendo que a das famílias recuou pelo quarto mês seguido.

FOLHA DE SP 

EMPRESAS

JBS quer ter 10 marcas bilionárias em 5 anos

Planos da empresa envolvem linhas comercializadas no Brasil, nos Estados Unidos e em outros mercados

Em cinco anos, a JBS quer ter ao menos dez marcas que tenham faturamento de mais de US$ 1 bilhão, o que daria no mínimo US$ 10 bilhões – mais de R$ 50 bilhões, ou cerca de 25% do atual faturamento global da companhia. Tomazoni: “Antigamente, era mais difícil construir marcas, mas ficou mais fácil com as mídias sociais. Você consegue interagir diretamente com o consumidor”. Uma mamãe tiktoker provocou alvoroço na rede varejista americana Cotsco, para a alegria da JBS. Num vídeo que teve 2 milhões de visualizações em janeiro, comparou o frango empanado da Just Bare, marca da gigante brasileira no mercado americano, aos apetitosos nuggets da Chick-fil-A’s, uma das principais redes de fast food dos Estados Unidos, levando a uma corrida aos supermercados.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Grupos agrícolas europeus usam mídias sociais contra o acordo entre UE e Mercosul

Agora não são apenas os ambientalistas que fazem campanha aberta contra o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul. Os grupos agrícolas europeus estão saindo da toca de novo, e passaram a usar mídias sociais como Facebook e Youtube para detonar o acordo

A poderosa central agrícola Copa-Cogeca, a associação dos produtores de frangos (Avec) e a entidade que representa produtores de beterraba (Cibe) lançaram uma campanha com vídeo de seis minutos nas mídias sociais detalhando as razões pelas quais os 27 países membros e o Parlamento Europeu não deveriam aprovar o acordo com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No começo da semana, o Comitê Europeu de Fabricantes de Açúcar (CEPS, na sigla em inglês) e a Federação Europeia de Sindicatos nos setores de Alimentos, Agricultura e Turismo (EFFAT) já tinham pedido para as autoridades europeias não implementarem o acordo com o Mercosul. Uma leitura possível da nova mobilização dos produtores europeus é que eles provavelmente veem chances de o acordo avançar nas instâncias europeias proximamente, com a articulação que Portugal, que ocupa a presidência rotativa da UE, vem tentando fazer. No vídeo de seis minutos, Copa-Cogeca, Avec e Cibe apontam três razões pelas quais consideram o tratado inaceitável para os produtores europeus num momento em que dizem que Bruxelas precisa encontrar soluções para seus planos na área ambiental. Em primeiro lugar, entendem que o acordo com o Mercosul é desequilibrado, beneficiando produtores de automóveis, mas afetando duramente setores sensíveis da agricultura europeia. Dão o exemplo da carne bovina. Alegam que a Europa já importa 262 mil toneladas da carne originária do Mercosul, e que, com o tratado, virão mais 99 mil toneladas com tarifa menor. Isso tudo equivale a 1,2% da produção europeia, mas as três entidades reclamam que os países do Mercosul vão exportar sobretudo cortes de alta qualidade e abocanhar a maior parte do valor nesse comércio. Os produtores europeus também se queixam do impacto acumulado dos acordos comerciais já assinados pela UE ou que ainda por vir. E, no caso do Mercosul, o vídeo dá o exemplo do setor de carne de frango: cada ano as importações originárias do Mercosul representarão as produções da Dinamarca, Finlândia e Suécia somadas. As três entidades notam que, no geral, a UE importa 800 mil toneladas de carne de frango. E, com o acordo, serão 180 mil a mais pelo regime de cota (volume limitado, com tarifa menor). Em direção do consumidor, a mensagem é de que cada semana 6 milhões de frangos europeus vão ser substituídos por 6 milhões de frangos brasileiros. A terceira razão para o ataque contra o acordo com o Mercosul é o que as entidades chamam de “duplo padrão”, mencionando o caso do açúcar. Alegam que os produtores europeus são submetidos a estritas regras de produção.

Valor Econômico 

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