CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1403 DE 15 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1403| 15 de janeiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Negociações avançam no mercado interno e boi gordo tem alívio nos preços

O pecuarista está mais disposto a negociar após as rodadas de reajustes consecutivas desta semana

O mercado físico de boi gordo teve preços pouco alterados na quinta-feira, 14. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios seguiram fluindo com maior velocidade, com o pecuarista mais disposto a negociar após as rodadas de reajustes consecutivas desta semana. Por outro lado, houve algum alívio nas escalas de abate dos frigoríficos, posicionadas agora entre três e quatro das úteis. “As negociações ainda ocorrem em patamar acentuado de preços em grande parte do país, com reajustes evidenciados em alguns estados. O cenário geral ainda é complicado, com oferta bastante tímida de animais de safra até o momento. A maior parcela das negociações ainda é realizada com animais de confinamento e de semi-confinamento”, assinala Iglesias. Já as questões envolvendo a demanda doméstica de carne bovina seguem como um importante limitador a novas altas nos preços, avaliando a descapitalização do consumidor médio, às voltas com despesas usuais ao início do ano, como IPTU, IPVA, entre outras. Somado a isso, precisa ser considerado o término do auxílio emergencial, que fomentou o consumo de base em variados momentos do ano passado. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 287, contra R$ 290 a arroba na quarta, 13. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 280, estável. Em Dourados (MS), a arroba permaneceu em R$ 275. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 266, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 285, estáveis. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, a reposição entre as cadeias começou a se tornar mais lenta no decorrer desta semana. As redes varejistas não têm tamanha necessidade de reposição como na virada de ano, e a dinâmica já muda de maneira mais consistente. “Os preços da carne bovina estão proibitivos para o consumidor médio, que, descapitalizado, busca outras proteínas que causem um menor impacto na renda média. Tradicionalmente a carne de frango é a principal beneficiada deste movimento, se enquadrando neste quesito”, avalia Iglesias. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,50 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,50 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: mercado firme

Apesar das escalas de abate fluindo compassadamente, as indústrias paulistas ofertaram R$3,00 a mais pela arroba do boi gordo na última quinta-feira (14/1). Com o ajuste, o boi gordo ficou cotado em R$285,00/@, preço bruto e à vista

A cotação das fêmeas ficou estável na comparação diária, negociadas em R$265,00/@ a vaca gorda e R$275,00/@ a novilha gorda, preços brutos e à vista. No Norte de Mato Grosso, a cotação das três categorias subiu. Na comparação diária, o boi gordo apresentou incremento de R$8,00/@, a vaca gorda R$7,00/@ e a novilha gorda R$5,00/@, apregoados em R$263,00, R$250,00 e R$253,00, respectivamente, preço bruto e à vista. No Rio Grande do Sul, a oferta curta está pressionando os preços no estado. A cotação do boi gordo subiu 1,1% na comparação dia a dia, cotado em R$9,00/kg, preço bruto e à vista. As fêmeas são negociadas em R$8,40/kg, a vaca gorda, e R$8,60/kg a novilha gorda, preços brutos e à vista, aumentos de 2,4% e 1,1%, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

Importação de carne pela China cresce 60% em 2020 e soma quase 10 mi t

A China importou 9,91 milhões de toneladas de carne em 2020, mostraram dados de alfândega, com o maior comprador de carnes do mundo buscando formar estoques da proteína após uma queda adicional em sua produção de carne suína

Os embarques aumentaram 60,4% na comparação com o ano anterior, depois que produção chinesa de carne suína, a preferida no país, caiu 19% no primeiro semestre. Antes, em 2019, a produção havia recuado ainda mais, na sequência de um surto de peste suína africana que devastou o rebanho suíno local. A Administração Geral de Alfândegas só começou a divulgar dados mensais para as importações combinadas de carne no ano passado, mas o total de 2020 é visto por analistas do setor como um recorde. “É definitivamente um recorde, Todas as espécies (de carnes) atingiram recordes no ano passado”, disse Pan Chenjun, analista do Rabobank. As importações de carne suína dos Estados Unidos, maior fornecedor da China, avançaram 223,8% em iuanes em 2020, disse um porta-voz da alfândega, Liu Kuiwen, em coletiva de imprensa. As importações em dezembro saltaram 24% na comparação com as 775 mil toneladas do mês anterior, para 964 mil toneladas, perto de um recorde mensal atingido em julho de 2020, com compradores fazendo estoques para o pico de consumo esperado durante o Ano Novo Lunar no próximo mês. Os preços internos da carne suína na China caíram em outubro, mas começaram a subir fortemente de novo no final de novembro devido à alta demanda, o que tornou mais atrativas as importações. Mas a agressiva recomposição do rebanho de suínos da China no ano passado deve levar a um crescimento da produção de carne suína de cerca de 10% em 2021, de acordo com projeção do Rabobank, o que deve gerar um recuo de até 30% nas importações de carne na comparação anual.

Reuters 

Produtores do RS vão à Justiça contra o desconto da “taxa do frio”

A Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e a Federação das Associações Brasileiras de Criadores de Animais de Raça (Febrac) informaram ao Sindicato das Indústrias de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs) que recorrerão à Justiça para tentar derrubar o desconto

No centro da disputa está a dedução de 2% do peso da carcaça para compensar a perda sofrida no processo de resfriamento nas câmaras frias. Os pecuaristas contestam a cobrança e destacam que o Rio Grande do Sul é o único a ter essa taxa. “É uma prática, não é respaldada por legislação”, observa Gedeão Pereira, Presidente da Farsul, que se reuniu com a Comissão de Pecuária de Corte da entidade para tratar da questão. Ainda em dezembro, Farsul e Febrac colocaram o assunto em votação, com associados decidindo buscar a judicialização se não houvesse avanço nas negociações. Outro ponto questionado na cobrança, acrescenta Leonardo Lamachia, Presidente da Febrac, é o percentual linear da taxa, sem que sejam levadas em conta variações e “sem opção para o produtor”. Conforme publicado pela coluna na semana passada, o Sicadergs, na condição de intermediador, havia encaminhado um posicionamento às entidades e aguardava resposta. Entre as propostas, a de que se criasse uma terceira modalidade de compra: a de rendimento de carcaça “quente”. Hoje, há duas formas de venda: com pagamento por quilo vivo, com a pesagem do animal na propriedade, e por aproveitamento de carcaça “fria” (resfriada, sobre a qual incide a taxa de 2%). O entendimento, no entanto, foi de que havia fragilidade nas proposições feitas. Será feita agora a notificação às empresas. O Presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen reforça que “trata-se de uma questão comercial”, sobre a qual a entidade não pode fazer imposições. E lamentou o indicativo de que o tema será levado à Justiça: “Achamos que é um erro estratégico, porque as duas partes dependem uma da outra. Consumirá uma energia que poderia ser mais produtiva, favorecer o crescimento do setor”.

CAMPO E LAVOURA 

Boi/Cepea: indicador sobe 7% na parcial de jan/21 e recupera perdas de dez/20

Depois de recuarem 5,85% em dezembro, os preços da arroba do boi gordo no mercado paulista iniciam 2021 em alta

No acumulado da parcial de janeiro (até o dia 13), o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 subiu 7,04%, ou seja, já recuperou as perdas de dezembro. Nessa quarta-feira, 13, o Indicador fechou a R$ 285,95. Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta enxuta de animais para abate e as exportações aquecidas são os fatores que elevam os preços domésticos. Neste começo de 2021, os embarques seguem favorecidos pelo dólar alto e pela demanda chinesa. Segundo dados da Secex, na primeira semana de janeiro, foram exportadas 40 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 8,13 mil toneladas, bem acima da verificada no mesmo mês do ano passado, de 5,32 mil toneladas.

CEPEA 

Mapa abre consulta pública sobre habilitação de estabelecimentos e trânsito de produtos de origem animal

Os interessados têm prazo de 45 dias para participarem da consulta pública

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na quinta-feira (14/1), a Portaria nº 198 que coloca em consulta pública a proposta de Instrução Normativa (IN) que estabelece os procedimentos para habilitar estabelecimentos para exportação e o trânsito de produtos de origem animal. Os estabelecimentos precisam ser registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Segundo a pasta, os interessados têm prazo de 45 dias para participarem da consulta pública. A proposta tem por objetivo simplificar e desburocratizar a emissão de certificação sanitária para o trânsito de matérias-primas e produtos de origem animal, detalhar o processo de emissão de certificação pelas unidades administrativas do Mapa, com atribuições para certificação sanitária; dar transparência e segurança ao processo de certificação sanitária; e garantir a inocuidade, conformidade e rastreabilidade dos produtos de origem animal certificados, possibilitando atender demandas específicas no controle da cadeia produtiva e requisitos de países importadores. A certificação sanitária de produtos de origem animal é um tema amplamente discutido entre os diversos países e segue as diretrizes estabelecidas no âmbito do Codex Committee on Food Import and Export Inspection and Certification Systems – CCFICS do Codex Alimentarius. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do endereço: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.

MAPA 

ECONOMIA

Dólar fecha na mínima do ano à espera de estímulos nos EUA e atento a juros no Brasil

O dólar tornou a fechar em firme queda ante o real na quinta-feira, indo ao menor patamar deste ano, com a moeda repercutindo dia positivo no exterior e à espera de mudanças na política monetária brasileira

O dólar à vista caiu 1,89%, a 5,212 reais na venda, menor patamar para um encerramento desde 30 de dezembro (5,1915 reais). É a terceira queda seguida da moeda, o que não ocorria desde a mesma sequência de três baixas entre 3 e 7 de dezembro, acumulando desvalorização de 5,29% desde a última segunda-feira. Com isso, a divisa praticamente anulou os ganhos acumulados neste ano, reduzindo-os a 0,39%. Até segunda-feira passada, a moeda tinha alta acumulada de 6,01%. O mercado de câmbio doméstico seguiu na quinta o comportamento de ativos de risco no exterior, com ampla expectativa de que o Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, anuncie mais tarde um pacote trilionário para ajudar a economia a combater os efeitos da pandemia. As vendas de dólares aqui e lá fora se intensificaram na parte da tarde depois de o chair do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, rechaçar sugestões de redução em breve de estímulos e de alta de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nos dias 19 e 20 de janeiro para decidir sobre o rumo da Selic, que está na mínima histórica de 2% ao ano. Muitos analistas destacam que o juro baixo seria um dos principais responsáveis pela piora relativa do real ante os pares e pela intensa volatilidade da divisa doméstica.

Reuters

Otimismo com pacote de US$ 2 tri nos EUA faz índice retomar os 123 mil pontos

Expectativas em torno de um novo pacote de estímulo de 2 trilhões de dólares nos Estados Unidos colocaram investidores de volta à ponta compradora de ações pelo mundo, inclusive na B3, cujo principal índice recuperou o nível dos 123 mil pontos

Apoiado no avanço robusto das ações de maior peso da carteira, o Ibovespa avançou 1,27% na quinta-feira, aos 123.480,52 pontos. O giro financeiro da sessão somou 30,6 bilhões de reais.

Para profissionais do mercado, tanto a expectativa de anúncio do pacote pelo Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, quanto as notícias de campanhas de vacinação pelo mundo reforçaram apostas de recuperação da economia global. “A leitura é de que, com essa combinação, o crescimento econômico global já está contratado”, disse o sócio e economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane. No caso brasileiro, porém, após o Ibovespa ter experimentado um rali de 33% em pouco mais de dois meses, para novas máximas históricas no início deste mês, as ações brasileiras ficam mais vulneráveis a correções maiores. A não ser, é claro, que o fluxo siga positivo no curto prazo como tem sido em janeiro. Só nas primeiras sete sessões de janeiro, o ingresso líquido de recursos no mercado à vista da Bovespa já supera 15 bilhões de reais.

Reuters 

Valor da produção agropecuária do país deverá crescer para R$ 959,7 bi em 2021, prevê ministério

Se confirmado, montante, recorde, será 10% maior que o de 2020

Reflexos negativos do clima sobre lavouras perenes e um ajuste de expectativas em relação aos preços internacionais das commodities levaram o Ministério da Agricultura a revisar para baixo sua estimativa para o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária brasileira em 2021. Uma nova máxima histórica deverá ser alcançada, mas a barreira de R$ 1 trilhão talvez não seja superada. Segundo as novas projeções do ministério, o VBP do campo (“da porteira para dentro”) deverá somar R$ 959,7 bilhões este ano, 10,1% mais que o recorde de 2020 (R$ 871,3 bilhões, aumento de 17% ante 2019). Em dezembro, a Pasta previu R$ 1,025 trilhão.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig precifica emissão de US$ 1,5 bi a 3,95%, para alongar e reduzir custo da DÍVIDA

A Marfrig precificou na quinta-feira emissão de 10 anos no valor de 1,5 bilhão de dólares em bônus, informou o IFR, serviço da Refinitiv. A operação faz parte de estratégia da companhia para alongar e reduzir custo da dívida

A emissão foi precificada com rentabilidade ao investidor de 3,95%, ante estimativa inicial ao redor de 4%. Segundo a Marfrig, a taxa é a menor da história da companhia. A operação é coordenada por BNP Paribas, Bradesco, HSBC, JPMorgan, Santander, além de BTG Pactual, Itaú, Rabobank, Safra e UBS. “A emissão faz parte do processo de ‘liability management’…e será utilizada no processo de recompra das notas seniors com remuneração de 7% ao ano e vencimento em 2024 e das notas com remuneração de 6,875% ao ano e vencimento em 2025”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.

Reuters

TECNOLOGIA

Aumento do investimento melhora a receita do produtor

A área de pastagem disponível no território nacional é de 153 milhões de hectares, alojando cerca de 213 milhões de cabeças de bovinos. A lotação é de 0,93 UA/ha (1,32 cabeças/ha) muito aquém do potencial que podemos alcançar com adição de tecnologias disponíveis no mercado 

A baixa lotação tem impacto direto na produção de carne (@/ha), bem como na taxa de desfrute, idade de abate, exportação e por consequência arrecadação (U$).  A taxa de desfrute (TD) é uma relação do número de animais abatidos em relação ao rebanho total. Quando levantamos os números de abate dos frigoríficos, percebemos uma taxa de desfrute a cerca de 20%, números esses bem abaixo dos maiores concorrentes que chegam em torno de 35% de TD. A TD abaixo de 35% é considerada baixa (cria), > 45% (ciclo completo) e > 55% para recria e engorda. Adotando algumas tecnologias, tais como adubação, suplementação, podemos aumentar a TD, arrecadação e diminuir a idade de abate dos animais no território nacional. A adubação e suplementação vêm como grandes aliados para “acelerar” a produção de carne nacional, melhorando os índices zootécnicos dentro da propriedade rural. Com a correção e adubação adequada das pastagens, fornecendo na dose necessária os macros e micronutrientes, damos às pastagens plenas condições para aumentar o desenvolvimento radicular (raízes), produção de matéria verde (MV) e seca (MS), bem como melhorar a qualidade das pastagens. As melhorias na qualidade das pastagens vão do aumento da proteína bruta (PB), nutrientes digestíveis totais (NDT), aumento da renovação das folhas e com isso diminui a fração fibrosa e aumenta o aproveitamento das pastagens. Já a suplementação estratégica, no período certo e na quantidade adequada, vem para “turbinar” o ciclo de produção, principalmente os ganhos diários e, por consequência, encurtando a idade de abate, período de “estadia” e aumentando o “giro” de animais na fazenda.  Sabe-se que, em média para cada 1 quilograma de fertilizante de boa qualidade, com tecnologia e com boas fontes de macro e microminerais, temos um aumento de cerca de 4 quilos de peso vivo; 2,7 quilos de carcaça e 1,5 quilo de carne. Levando em consideração um fertilizante com preço de R$ 3/kg e cerca de R$ 185/@, constatamos que para cada R$ 3 em fertilizantes que o pecuarista investe, ele tem o retorno de R$ 33 a mais. Logicamente que, esses cálculos dependem de vários fatores, como sistema de produção, área, preço praticado na compra e venda dos animais, suplementação, etc.

SCOT CONSULTORIA         

FRANGOS & SUÍNOS

Queda de preços de suínos no mercado independente, com frigoríficos recuando para reorganizar estoques

Em São Paulo, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço negociado na quinta-feira (14) passou de R$ 8,53/kg para R$ 6,93/kg vivo 

Segundo o Presidente da Associação, Valdomiro Ferreira, alegação para que o mercado pratique estes preços foi unânime entre os frigoríficos que estão tendo concorrência muito forte de carcaça proveniente do sul e do centro-oeste do país. Minas Gerais, que também negocia os animais no mercado independente às quintas-feiras, não houve acordo entre produtores e frigoríficos, e o preço sugerido pela Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) foi de R$ 7,20/kg vivo, inferior aos R$ 7,50/kg praticados na última semana. No Rio Grande do Sul, que vai negociar os animais no mercado independente nesta sexta-feira (15), a expectativa é de manutenção ou pouca queda, de acordo com o Presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador. O preço do quilo do suíno vivo permaneceu por quatro semanas cotado em R$ 7,75/kg, e na última sexta-feira (7), caiu para R$ 7,74/kg. “A oferta de animais para venda está normal, e atribuo esta estabilidade à quantidade de agroindústrias gaúchas habilitadas para exportar para a China, que seguem com vendas em bom ritmo. Entretanto, como houve essa queda nas demais praças brasileiras, pode ser que isso se reflita aqui”, afirmou. Considerando a média semanal (entre os dias 07/01/2021 a 13/01/2021), o indicador do preço do quilo vivo do Suíno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 5,60%, fechando a semana em R$ 6,93. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 3,67% em relação à semana do dia 16/12/2020. Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 7,22.

AGROLINK

Recuperando-se do coronavírus, avicultores da Ásia lutam contra surto de gripe aviária

Os criadores de frango da Ásia estão enfrentando o pior surto de gripe aviária em anos, com o vírus mortal afetando fazendas que vão do Japão à Índia, agitando alguns preços das aves e não mostrando sinais de queda

Mais de 20 milhões de frangos foram destruídos na Coreia do Sul e no Japão desde novembro. O vírus H5N8 altamente patogênico chegou na semana passada à Índia, o sexto produtor mundial, e já foi relatado em 10 estados. Embora a gripe aviária seja comum na Ásia nesta época do ano devido aos padrões das aves migratórias, novas cepas do vírus evoluíram para se tornar mais letais em aves selvagens, tornando os países em vias de voo particularmente vulneráveis, dizem os especialistas.

Reuters

Cepea diz que consumo doméstico de carne suína está retraído em janeiro

O consumo doméstico de carne suína apresenta retração no início de ano, enquanto os embarques continuam aquecidos, disse o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na quinta-feira (14)

A média de exportações diárias de carne suína in natura pelo Brasil na primeira semana de janeiro ficou em 4,25 mil toneladas, comparadas a 2,7 mil toneladas em janeiro de 2019, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Segundo o Cepea, este é o ritmo mais intenso de exportações registrado em oito meses.

Os preços de carne suína e de suínos em regiões brasileiras exportadoras têm sido sustentados e até elevados, enquanto regiões dependentes do comércio local têm preços pressionados, segundo o Cepea. O indicador do suíno vivo Cepea/Esalq subiu 2,7% no Paraná e 1,09% em Santa Catarina, até o último dia 13 de janeiro. O índice ficou estável em Minas Gerais, na mesma base de comparação, e caiu 0,81% no Rio Grande do Sul e 2,37% em São Paulo.

O preço da carcaça suína especial no atacado da Grande São Paulo cai 3,7% no mês, a R$ 11,50/kg, segundo o Cepea.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Carne argentina na Europa: da melhor do mundo à concorrência crescente

A carne argentina continua sendo um produto apreciado na União Europeia (UE), mas há importadores que concordam que ela não é mais o que era e que os problemas de descontinuidade dos embarques e a heterogeneidade de qualidade “confundem” os consumidores 

Outras faces dessa competição são apresentadas pelo crescimento do Uruguai, das carnes orgânicas certificadas da Nova Zelândia e da própria UE, embora de qualidade inferior, e com o bom preço das brasileiras. Mauricio Tripodi, dono da DAT – empresa familiar que importa carnes em Colônia (Alemanha) que distribui para toda a UE – explica que na última década o valor da carne exportada para a Alemanha caiu cerca de 40%. Eles distribuem para empresas gastronômicas e também possuem locais de venda final ao público. Ele afirma que para os primeiros a variável preço é fundamental e como há mais opções, substituem a Argentina. No caso dos clientes finais, em mercados com maior poder aquisitivo, a concorrência direta é com rótulos orgânicos e de qualidade premium, por exemplo, dos Estados Unidos. “Eles custam até 20% mais que os argentinos, mas é para quem quer consumir com tranquilidade, sabendo como o animal foi criado, o que comeu, como viajou”, afirma. Em julho passado, as 28.538.857 toneladas da Cota Hilton foram atribuídas para a UE, que vai até 30 de junho; são 30 frigoríficos que o compõem. Até novembro (últimos dados disponíveis), a Argentina exportou 917.000 toneladas de carne bovina com osso. O mercado europeu, além do Hilton, recebe a chamada cota 481 (carne de animais terminados em confinamento e que durante 100 dias ganham 1,2 quilos por dia). As duas variantes são de alta qualidade e incluem redução e eliminação (dentro de uma determinada cota) de tarifas, respectivamente. Fora dessas cotas, também há exportações. Em volume, a UE representa 8% do total das operações em comparação com 72% na China, embora o valor seja o dobro no primeiro caso. A Alemanha, como porta de entrada para o continente, está em primeiro lugar no ranking. Roberto Jellinek está no Reino Unido há 32 anos, fundou a importadora Building Bridges e, recentemente, a Casa Argentina em Londres um restaurante e loja de venda de produtos. “Cada país tem preferência por determinados cortes. Tentamos nos diferenciar e conseguimos ir além dos convencionais que são a garupa e o lombo com as vísceras e a alcatra que permite aos gastrônomos oferecer uma experiência diferente”. Ele concorda que as carnes argentinas têm “fama e tradição” ligadas à ideia dos “pampas”, mas avisa que o Uruguai tem pisado “forte” e que o Brasil também compete, especialmente no preço. Em preços, um corte argentino médio custa cerca de 20 libras (US$ 27,32), em comparação com 6 libras (US$ 8,19) para um corte inglês. Jellinek explica que, exceto em situações muito específicas, não há carne argentina nas grandes redes de supermercados. A empresa DAT tem uma venda ao público em Jerez de la Frontera (Espanha) e a partir daí distribui para todo o país. O quilo de alcatra está em 14,20 euros (US$ 16,96); o lombo alto a 25,90 euros (US$ 31,38) e o filé mignon a 42,90 euros (US$ 51,98). Na Espanha, a carne argentina está disponível em grandes supermercados.

El País Digital

Uruguai quer ampliar cota de carne dos EUA e exportar língua bovina ao Japão

O Uruguai pediu mais uma vez ao Japão que considerasse a possibilidade de entrada de línguas bovinas para melhorar o acesso a seus produtos e pediu aos Estados Unidos um aumento da cota anual de 20.000 toneladas de carne desossada, confirmado pelo Ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca, Carlos María Uriarte

Antes do surto de febre aftosa em Artigas, há 21 anos, o Uruguai estava livre da febre aftosa sem vacinação e tinha acesso ao país do sol nascente com línguas bovinas. Naquela época, ao entrar no chamado circuito sem aftosa, não havia barreira para seus produtos. Hoje só está habilitado para cozidos e termoprocessados. Era um mercado que valorizava muito as línguas bovinas. Em todo caso, e além das restrições, o Uruguai é o único país com status sanitário reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como país livre de febre aftosa com vacinação, que tem acesso tanto ao Japão quanto à Coreia do Sul. A carne bovina uruguaia voltou ao Japão em 7 de fevereiro de 2019, com 16 frigoríficos habilitados e, o que é mais importante, com a introdução dos hambúrgueres, produto muito mais arriscado do ponto de vista sanitário do que a língua bovina, se a febre aftosa é o argumento que impede a habilitação. A reiteração da proposta de permitir o acesso às novas línguas bovinas foi feita pelo governo uruguaio na recente visita do chanceler do Japão Toshimitsu Motegi, ao Uruguai, onde se reuniu com o Presidente Luis Lacalle Pou, o chanceler Francisco Bustillo e outras autoridades governamentais. “Estamos muito esperançosos de poder trabalhar com o Sudeste Asiático e o que pode ser melhorado na relação com o Japão”, disse Uriarte ao El País. Por sua vez, a respeito da ampliação da cota anual de 20.000 toneladas de carne bovina que o Uruguai atribuiu aos Estados Unidos, ele disse que “gera muita expectativa em substituição à perda de parte da cota 481”, de carne de alta qualidade que a União Europeia atribuiu aos Estados Unidos, no âmbito do contencioso de carnes com hormônios. O Uruguai conseguiu acessar essa cota por meio da entrada de terceiros mercados.

El País Digital 

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