CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1400 DE 12 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1400| 12 de janeiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: alta em 21 praças pecuárias

Com a oferta enxuta na maioria das praças pecuárias e as escalas de abate não evoluindo, os compradores estiveram ativos na última segunda-feira (11/1)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, na comparação com a sexta-feira (8/1) as cotações do boi gordo e da vaca gorda subiram R$2,00/@, e a da novilha gorda para abate subiu R$3,00/@. Com isso, as categorias foram negociadas, respectivamente, em R$279,00/@, R$262,00/@ e R$270,00/@, preços brutos e à vista. Negócios envolvendo novilha gorda para abate chegaram a ser firmadas com o mesmo preço da arroba do boi gordo. Das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, a cotação subiu em 21 delas, com destaque para o Sudeste de Rondônia e a região de Goiânia-GO, onde, na comparação com a sexta-feira (8/1) os preços da arroba do boi gordo subiram R$9,50/@ e R$6,00/@, respectivamente, ou variação positiva de 3,9% e 2,3%, nesta ordem.

Scot Consultoria

Em alta desde o início do ano, arroba é negociada a R$ 280

A oferta de animais não deve avançar no curto prazo, devido à estiagem que atrasou o desenvolvimento do rebanho

O mercado físico de boi gordo teve preços de estáveis a mais altos na segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o quadro de oferta segue muito baixo, fator primordial que em dando sustentação aos preços desde a virada do ano. “No geral os frigoríficos ainda operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre dois e três dias úteis. O volume de animais ofertados não deve avançar no curto prazo, consequência da estiagem prolongada que atrasou o desenvolvimento do rebanho extensivo. A tendência é que os animais de safra estejam aptos ao abate apenas em meados de março”, diz Iglesias. Já como limitador de movimentos mais agressivos de alta, ainda segue atuando a demanda enfraquecida de carne bovina ao longo do mês de janeiro. “O consumidor médio está descapitalizado, avaliando a incidência de diversas despesas, a exemplo do IPVA, IPTU e a compra de material escolar. No entanto, a demanda externa iniciou o ano de maneira positiva, com um bom fluxo de embarques”, assinala Iglesias. Em São Paulo, Capital, a arroba do boi ficou a R$ 280, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 270, também inalterado. Em Dourados (MS), a arroba subiu de R$ 268 para R$ 269. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 258, contra R$ 256. Em Uberaba, Minas Gerais, o valor registrado foi de R$ 275, inalterada. No mercado atacadista, os preços da carne bovina voltaram a subir. Conforme Iglesias, a necessidade de reposição das redes varejistas resultou em uma nova rodada de reajustes, apesar do cenário de descapitalização do consumidor médio, agravada pelo término das parcelas do auxílio emergencial. Com isso, o corte traseiro passou de R$ 20,50 o quilo para R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,50 o quilo, contra R$ 14,50 o quilo na sexta-feira, enquanto a ponta de agulha passou de R$ 14,70 o quilo para R$ 15,50 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

SP e GO registram redução dos custos de produção de bovinos confinados

Na 43ª edição do Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) detectou-se redução dos custos da diária-boi (CDB) no mês de dezembro, para os confinamentos representativos do Estado São Paulo grande (CSPg), médio (CSPm) e de Goiás (CGO)

De modo geral, os preços dos principais insumos alimentares utilizados nas rações dos animais em confinamento, apresentaram queda no mês de dezembro. Grãos como soja, sorgo e milho, como também farelo de algodão apresentaram redução de 20,9%, 2,7%, 1,9% e 3,3%, nesta mesma ordem, para o estado de SP; enquanto em Goiás a redução foi de 12,8%, 4,1%, 10,8% e 1,2%, respectivamente. Como consequência, os custos de alimentação apresentaram uma redução na ordem de 1,23%, 2,19% e 4,95% para as propriedades representativas de CSPm, CSPg e GO, respectivamente. Apesar das quedas em dezembro, o ICBC encerrou 2020 com aumento de 35%, 36,6% e 28%, respectivamente, para as propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO. O preço do animal de reposição (boi magro de 360 quilos) diminuiu 5,8% em São Paulo e 1,8% em Goiás, em comparação ao mês anterior, novembro de 2020. O Custo Total (CT) obtido no mês de dezembro, quando comparado com o mês anterior, apresentou decréscimo de 5,0% para o confinamento de CSPm, 4,6% para CSPg e 2,5% para o confinamento CGO.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP

Mapa estabelece classificação de risco para atividades

Empresas e pessoas físicas irão conhecer o prazo máximo para análise de seus pedidos

A partir de 1º de fevereiro, as atividades de licença, autorização e registro classificadas em níveis de risco I ou II poderão ser dispensadas ou obter automaticamente o ato público de liberação de responsabilidade da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). É o que prevê a Portaria nº 196, publicada na segunda-feira (11) no Diário Oficial da União, que também estabelece os prazos para aprovação tácita dos processos. A medida adotada atende ao disposto no Decreto 10.178/2020, que regulamenta a Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019) e que trouxe inovações significativas como a retirada da necessidade de autorização prévia pelo Estado para exercício de atividades de baixo risco, o direito do interessado de conhecer previamente o prazo máximo para a análise de seu pedido pela autoridade competente e a aprovação tácita para todos os efeitos, em caso de inércia da administração pública. Com a vigência da norma, cidadãos ou empresas que tiverem suas atividades classificadas com nível de risco I ficam dispensados dos atos de liberação, ou seja, não dependerão mais de uma decisão administrativa para realização das atividades econômicas. No nível de risco II, os procedimentos administrativos passam a ser simplificados para o ato público de liberação. Desta forma, as atividades serão autorizadas de forma eletrônica e imediata, após a apresentação de todos os dados necessários à instrução do processo. Já para as atividades classificadas no nível III, aquelas de risco alto, mantém-se a obrigatoriedade de liberação por meio de ato público decorrente de análises técnicas segundo os procedimentos vigentes, respeitados os prazos estabelecidos nos anexos desta Portaria. “Foram avaliados 99 de atos públicos de liberação de atividades econômicas dependentes de aprovação da Secretaria de Defesa Agropecuária. Desse montante, 20 tipos de licenças expedidas pela Secretaria são decorrentes de atividades agora classificadas como grau de risco I ou II”, destaca o Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal. A definição do risco está relacionada à complexidade da atividade, levando-se em consideração a inocuidade, fidedignidade, eficiência e qualidade dos produtos obtidos e destinados à comercialização; e impacto na saúde da população, na sanidade animal e no ambiente. De acordo com Leal, “será mantido o controle rígido dos estabelecimentos e produtos agropecuários, com as garantias necessárias ao consumidor, mas com a Portaria o demandante sabe o prazo máximo em que terá analisada sua solicitação”.

MAPA

Exportação das carnes avança na primeira semana de 2021

Os primeiros resultados das exportações de carnes de 2021 são bastante auspiciosos, mesmo restritos aos cinco primeiros dias úteis de janeiro (mês com 20 dias úteis)

Os embarques do período apresentaram alta expressiva em relação à média diária de janeiro de 2020. A carne de frango registra incremento de quase 30%, a bovina de 53% e a suína de, praticamente, 58%. Como janeiro corrente tem um dia útil a menos o aumento anual projetado para o mês da carne de frango cai para 17,37%, o da carne bovina para 39,13% e o da carne suína para 43,54%. Igualmente positivas são as perspectivas para a receita cambial, aí inclusa a carne de frango. Carne suína e carne bovina tendem a um aumento de receita da ordem de 30%, enquanto a carne de frango sinaliza aumento próximo de 4,5%.

AGROLINK

ECONOMIA

BC atua, mas dólar supera R$5,50 e bate máxima em 2 meses com exterior e mal-estar local

O mercado de câmbio brasileiro iniciou a semana sob forte pressão, com o dólar emendando a quarta alta consecutiva e renovando máxima de fechamento em cerca de dois meses

O Banco Central interveio no câmbio na segunda-feira ao vender 500 milhões de dólares por volta de 13h40 para dar liquidez ao mercado. As compras diminuíram num primeiro momento, mas depois voltaram a ganhar tração. O dólar à vista subiu 1,60%, a 5,5033 reais na venda. É o maior nível desde 5 de novembro (5,5455 reais). Em quatro pregões seguidos de alta, a cotação acumulou ganhos de 4,54%. Desde 10 de dezembro, quando bateu uma mínima em seis meses (5,0417 reais), a moeda salta 9,16% e, apenas em 2021, ganha 6,01%. O índice do dólar frente a uma cesta de moedas tinha alta de 0,18%, para 90,463, dando sequência à correção dos últimos dias. O índice já subia 1,4% em cinco dias, desde que bateu uma mínima em quase três anos. O rali coincidia com um salto nos rendimentos dos Treasuries –títulos do Tesouro norte-americano–, influenciado por expectativas de que mais liquidez possa gerar inflação e, por tabela, alta de juros –o que tornaria o dólar mais atrativo. “Se essa abertura de taxas ganhar velocidade e magnitude, a história pode mudar de figura e se tornar negativa para ativos de risco. Isso ainda não ocorreu e pode não ser o cenário-base. Todavia, juros mais altos criam uma restrição à queda do dólar”, disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos. O real, mais uma vez, liderou as perdas, mesmo com a injeção líquida de recursos pelo BC. “É natural termos um ajuste do dólar (aqui e no mundo) depois das quedas recentes, mas o movimento doméstico é piorado pela incerteza sobre quando começará a vacinação e sobre reformas urgentes”, disse Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. Segundo o Morgan Stanley, o real foi uma das moedas da América Latina que mais perdeu, na semana passada, espaço em medidas de alocação acompanhadas pelo banco. “Os três portfólios direcionais sugerem uma postura mais cautelosa em relação ao câmbio emergente”, disseram profissionais do Morgan em relatório. Alguns analistas comentaram que a notícia do encerramento das operações da Ford no Brasil acabou piorando o sentimento geral. “Fechamento da Ford no Brasil é perda de PIB, destruição de empregos diretos e indiretos… É para se lamentar, sim”, disse Vitor Péricles, economista e sócio-gestor da LAIC-HFM Gestão de Recursos.

REUTERS

Investidor embolsa ganhos e Ibovespa cai após recordes

Investidores encontraram em novas restrições ligadas ao avanço da Covid-19 um argumento para vender ações na bolsa paulista, levando o Ibovespa para baixo após ter renovado pontuação máxima de fechamento por duas sessões seguidas

O principal índice acionário do Brasil fechou em baixa de 1,46%, a 123.255,13 pontos. O giro financeiro da sessão somou 35,6 bilhões de reais. Diferente da semana passada, quando o foco se concentrou nos anúncios sobre campanhas de vacinação, profissionais do mercado abriram esta sessão apontando para novas medidas de isolamento na China, na Grã-Bretanha e na Alemanha, entre outros. Além disso, notícias sobre um eventual novo pedido de impeachment do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de possível compromisso de candidato de oposição à presidência da Câmara dos Deputados no Brasil para pôr em votação o mesmo tipo de pedido contra Jair Bolsonaro ganharam destaques em relatórios. Para profissionais do mercado, porém, o movimento da sessão parece pontual, dado que o ambiente monetário expansionista deve prosseguir por pelo menos mais alguns meses, liberando um grande volume de recursos para ativos de risco, como ações. “A realidade das bolsas de valores está muito atrelada à atual situação de liquidez, apesar de haver preocupações no radar”, disse o sócio da Monte Bravo Investimentos Rodrigo Franchini, apontando o frágil quadro fiscal no caso do Brasil. Só nos primeiros quatro pregões de 2021, a bolsa paulista registrou entrada líquida de 8,3 bilhões de reais de recursos de investidores estrangeiros.

REUTERS

Economistas estimam que inflação tenha fechado 2020 em 4,37%

Projeção dos analistas no relatório de mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda, está acima do centro da meta oficial, de 4%; resultado do IPCA do ano passada será divulgado hoje pelo IBGE

Os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão para o IPCA, a inflação oficial do país – em 2020. O Relatório de Mercado Focus, divulgado na segunda-feira, 11, pelo Banco Central, mostra que a estimativa para o IPCA no ano passado foi de alta de 4,38% para 4,37%. A projeção para o índice em 2021 foi de 3,32% para 3,34%. O resultado do IPCA de 2020 será divulgado pelo IBGE nesta terça-feira, 12. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%, e de 2023, que permaneceu em 3,25%.  A projeção dos economistas para a inflação está acima do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, as Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 4,34% para 4,31%. Para 2021, a estimativa do Top 5 passou de 3,41% para 3,74%. No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 foi de 3,52% para 3,63%, ante 3,52% de um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,50%, igual a quatro semanas antes. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a atividade econômica no ano passado passou de retração de 4,36% para queda de 4,37%. Para 2021, o mercado financeiro também alterou levemente a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,40% para 3,41%. A projeção para a produção industrial de 2020 passou de baixa de 5,00% para queda de 4,94%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da indústria seguiu em 4,78%. A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 64,60% para 63,75%. Para 2021, a expectativa foi de 66,30% para 64,95%.

O ESTADO DE SÃO PAULO

EMPRESAS

BRF amplia oferta de telemedicina a mais de 170 mil colaboradores e familiares

A BRF ampliou o acesso ao serviço de telemedicina a mais de 170 mil pessoas em todo o Brasil, entre colaboradores e dependentes, informou a empresa na sexta-feira (08)

O atendimento era oferecido para 32 mil pessoas e, diante da boa receptividade e em linha com protocolos atuais de saúde e segurança, passa a abranger um universo ainda maior de pessoas. A extensão do benefício da telemedicina faz parte do conjunto de medidas protetivas da BRF e ocorre por meio da parceria com a Tela do Health, empresa especializada em telemedicina com presença em mais de cem países e que já atendia a companhia. “O cuidado com segurança e a preservação da saúde do colaborador são valores fundamentais e inegociáveis da BRF. Em tempos de pandemia, ter a facilidade de se consultar com um médico sem sair de casa e receber um diagnóstico prévio na hora certa, sem cobrança ou coparticipação, é um benefício extremamente valioso. Continuamos com uma célula especial para atender dúvidas sobre covid, porém, o serviço é para qualquer pessoa que precise de atendimento médico”, disse em nota Carlos Prestes, Diretor de Saúde e Segurança do Trabalho da BRF. O serviço de telemedicina é oferecido via aplicativo e possibilita a realização de atendimentos médicos on-line por videochamada de maneira imediata ou agendada, disponíveis em regime 24/7. Durante a consulta, o médico pode prescrever medicamentos, solicitar exames, emitir atestados, acompanhar os casos sintomáticos e encaminhar ao pronto-socorro, se necessário. A receita é digital e o usuário poderá fazer o download do PDF no app da Tela do Health, bem como consultar todos os históricos de atendimento. A BRF já destinou cerca de R$ 400 milhões desde o começo da pandemia em diversas iniciativas de saúde e segurança para seus colaboradores, bem como em doações para as comunidades nas quais está presente no Brasil e no exterior e, também, para ajudar em pesquisas científicas. Foram adotadas mais de 30 iniciativas de saúde e segurança de colaboradores e de toda a cadeia operacional, entre procedimentos, equipamentos de proteção, adequação das estações de trabalho, aumento da frota de transporte, reforço de equipes e outras medidas protetivas.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Surto de peste suína cresce na Alemanha

Cerca de 480 casos da doença são detectados no país europeu

O surto de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) em javalis, no norte da Alemanha, continua aumentando, principalmente em Brandemburgo e na região da Saxônia. Um total de 480 carcaças testaram positivo para vírus (463 em Brandenburg e 17 na Saxônia) até o momento. Além disso, um caso suspeito em Potsdam, está sendo investigado – portanto fora das zonas de restrição. Diante dessa situação, a Ministra da Agricultura da Alemanha, Julia Klöckner, apelou em um comunicado, para o cumprimento das medidas impostas para conter a doença que, por enquanto, não chegou às populações de suínos domésticos. Além da busca por animais contaminados e caça dos javalis selvagens, são utilizadas armadilhas e abates em áreas cercadas. O objetivo é impedir o contato de animais ainda sadios em uma área livre de javalis e, portanto, a disseminação do vírus. O governo da Alemanha, no entanto, enfrenta dificuldades para manter o isolamento feito por cercas elétricas de proteção em torno das áreas centrais e ao longo da fronteira entre a Alemanha e a Polônia, em 63 quilômetros construídos em Mecklenburg-Western Pomerania, 127 km em Brandenburg e 56 quilômetros na Saxônia. As cercas temporárias têm sido destruídas por ações intencionais, segundo o governo. “O vandalismo põe em risco o sucesso do controle da epidemia. Isso é assustador e pode ter consequências”, disse a Ministra alemã Julia Klöckner. O governo alemão está investigando os supostos casos de destruição das cercas. Até agora, segundo a Alemanha, os estoques de suínos domésticos estão livres da ASF. Mas, desde a primeira ocorrência em javalis, em 10 de setembro de 2020, países como a China, proibiram importações de carne suína alemã.

ESTADÃO CONTEÚDO

Carne suína: exportações superam US$ 1 bilhão pela primeira vez em SC

Em 2020, o estado exportou mais de 523,3 mil toneladas de carne suína, respondendo por mais da metade das vendas externas do Brasil

As exportações de carne suína registraram faturamento recorde em Santa Catarina em 2020. As vendas externas renderam ao estado US$ 1,2 bilhão, elevação de 35% em relação a 2019, segundo dados do Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em 2020, o estado exportou mais de 523,3 mil toneladas de carne suína com destino a 67 países. Ainda no ano passado, Santa Catarina respondeu por 52% do total exportado pelo Brasil. De acordo com o governo do estado, o bom momento da suinocultura catarinense se deve, principalmente, ao reconhecimento pelo cuidado com a saúde animal e a demanda crescente da China por proteína animal. As vendas do produto para o país asiático tiveram incremento de 76% em faturamento na comparação com 2019. A alta demanda chinesa é reflexo da peste suína africana, doença que dizimou boa parte dos plantéis e fez com que o país buscasse outros fornecedores. “Embora a China esteja recuperando rapidamente seus plantéis suínos, a expectativa é de que em 2021 ainda se registrem incrementos em termos de valor e quantidade exportados para aquele país”, destaca o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl. Com um status sanitário diferenciado e reconhecido internacionalmente, Santa Catarina ampliou a venda para mercados considerados premium: Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Esses países são conhecidos pela alta exigência e também pela compra de produtos mais nobres. O Japão, por exemplo, passou a ser o quarto maior destino das exportações catarinenses com US$ 43 milhões de faturamento – 108% a mais do que no ano anterior. As vendas para os Estados Unidos tiveram um aumento de 57% nas receitas. Santa Catarina é o único do Brasil reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação.

CANAL RURAL

FUTUROS DE SUÍNOS DA CHINA CAEM MAIS DE 12% NA ESTREIA COM OLHARES VOLTADOS PARA MAIOR OFERTA DE CABEÇAS

Os futuros de suínos vivos da China despencaram em sua estreia na Dalian Commodity Exchange, com analistas atribuindo a venda ao alto preço de listagem do contrato e às expectativas de aumento de oferta

O contrato do primeiro mês de setembro fechou com queda de 12,6% em 28.290 yuans (US $ 4.376,95) por tonelada na sexta-feira, contra seu preço de listagem de 30.680 yuans. O volume de negócios ficou em 91.056 lotes, contra 1,4 milhão para o contrato mais ativo de Dalian para farinha de soja, um ingrediente chave na ração para suínos. Comparativamente, os preços spot do suíno na maior província produtora de Shandong JCI-HOG-SHOUGN estavam em 35,8 yuans por quilo na quinta-feira. A China, maior produtora e consumidora de carne suína do mundo, é o segundo mercado global a negociar futuros de suínos vivos, depois dos Estados Unidos. É também o primeiro contrato de entrega física de animais vivos da China. “O ciclo da carne suína deve cair com o aumento da oferta”, disse Wang Dan, economista-chefe do Hang Seng Bank China, referindo-se ao movimento cíclico dos preços da carne suína com base na produção. A recuperação mais fraca na demanda do consumidor devido ao aumento do desemprego também pesou sobre os preços, acrescentou ela. O lançamento futuro de suínos vivos, uma década em preparação, chega em um momento crucial para a indústria de suínos na China, que tem um grande apetite pela carne que é a base da culinária local. Os rebanhos de suínos do país foram dizimados depois que um surto de peste suína africana em 2018 matou milhões de porcos, interrompendo o fornecimento de suínos e levando os preços a níveis recordes. Lucrando com os altos preços, os produtores de suínos estão agora reconstruindo rebanhos instalando enormes e modernos criadouros. A New Hope Liuhe disse que “participará ativamente da negociação de futuros de suínos para evitar riscos e ajudar a estabilizar os negócios”, acrescentando que o contrato ajudará a indústria de suínos da China a padronizar os produtos. Junto com colegas da indústria, incluindo Muyuan Foods e Wens Foodstuff Group, recebeu a aprovação regulamentar para ser um armazém de entrega. “A configuração bem-sucedida do depósito de entrega tornará nossa cobertura possível”, disse Li Qing, Gerente-Chefe do projeto futuro de suínos da New Hope Liuhe. As exigências de margem alta, entretanto, limitarão o uso inicial do contrato para hedge. “Se você tem 20-30 milhões de suínos, precisa de dezenas de bilhões de yuans para se proteger totalmente. Nenhum dos produtores está disposto a dedicar tanto dinheiro”, disse Jim Huang, executivo-chefe da China-America Commodity Data Analytics. “No início, o comércio especulativo vai dominar este contrato.” Os preços do suíno na China são mais voláteis, já que sua indústria fragmentada inclui pequenos produtores que são vulneráveis aos preços baixos. A China abate cerca de 700 milhões de porcos anualmente e produz mais de 50 milhões de toneladas de carne suína – cerca de metade da produção global.

REUTERS

INTERNACIONAL

Venda de carne bovina do Uruguai para a China caiu 26,7% em 2020

As exportações de carne bovina do Uruguai para a China encerraram 2020 com queda de 26,7% em relação ao final do ano anterior. Segundo dados estatísticos do Instituto Nacional de Carnes (INAC), os importadores do gigante asiático compraram 228.060 toneladas em 2020 contra 311.212 toneladas em 2019

As vendas de carne do Uruguai cresceram apenas para alguns mercados, enquanto alguns mercados de alto valor, como a União Europeia, registraram quedas nas compras. O mercado que teve o maior crescimento foi a Rússia, que aumentou suas compras em 583,5%, mas porque vinha de um volume muito baixo. Em 2020, a Rússia comprou 6.315 toneladas de carne uruguaia, contra 924 toneladas em 2019. O segundo destino com maior crescimento foi Israel. Nesse caso, o aumento das compras foi de 43,2%. As compras em 2020 foram de 10.385 toneladas contra 7.251 toneladas em 2019. O volume de carne bovina exportada para os mercados do Nafta aumentou, com a ajuda da pandemia. Nesse caso, o aumento foi de 33%. O Canadá comprou 22.632 toneladas (alta de 141,2%) e os Estados Unidos aumentaram suas compras em 17,7%, importando 76.469 toneladas. As vendas de carne bovina uruguaia para as Ilhas Canárias fecharam o ano passado com queda de 36,5% e foram de 2.824 toneladas. No caso dos negócios com os países do Mercosul, foi registrada queda de 29,1%. 9.911 toneladas foram embarcadas e os únicos mercados foram Chile e Brasil, sendo que o primeiro comprou 2.147 toneladas e o segundo, 7.739 toneladas. Por sua vez, a União Europeia foi um mercado fortemente afetado pela pandemia de Covid-19 e neste caso as vendas caíram 6,2%. Foram 39.869 toneladas, segundo dados estatísticos do INAC.

El País Digital

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