CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1396 DE 06 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1396| 06 de janeiro de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA 

Economista Paulo Mustefaga é o novo presidente Executivo da ABRAFRIGO

Indicado pelo Conselho de Administração da entidade, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) tem um novo Presidente Executivo. Trata-se do economista Paulo Mustefaga, que substitui o também economista Péricles Salazar, que morreu no último dia 20, em Curitiba, vítima de covid-19. Mustefaga atua no mercado da pecuária de corte e da bovinocultura há mais de 22 anos. Consultor em gestão econômica e especialista em relações governamentais e gestão tributária, Mustefaga ocupava até agora a Diretoria de Relações Institucionais da Abrafrigo, em Brasília, onde está desde 2015. Anteriormente, ele foi consultor técnico e Coordenador de Relações Institucionais da associação tendo também ocupado cargos na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Ministério dos Transportes. O executivo também já participou, como representante do setor privado, de missões de negociações e abertura de mercado para o setor agropecuário brasileiro à União Europeia, EUA e Ásia.

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NOTÍCIAS

Alta nos preços da arroba do boi gordo

As cotações do boi gordo subiram na última terça-feira (5/1) nas praças paulistas

A oferta enxuta e, consequentemente, o encurtamento das escalas de abate foram fatores determinantes para essa alta. Os preços de todas as categorias destinadas ao abate subiram R$2,00/@. Com isso, segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo, ficou cotado em R$270,00/@, preço bruto e a prazo, enquanto a vaca e novilha gorda ficaram cotadas em R$252,00/@ e R$260,00/@ preço bruto e a prazo, respectivamente. No Pará, nas três praças pecuárias monitoradas, a cotação da arroba do boi gordo subiu. Em Marabá a cotação atingiu R$260,00/@, preço bruto e a prazo, e em Redenção e Paragominas R$262,00/@ nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA 

Arroba volta a subir, com maior valorização do boi padrão China

Segundo a consultoria Safras, os preços da arroba só não estão maiores devido à demanda que está em baixa neste momento

O mercado físico de boi gordo voltou a registrar preços mais altos nas principais regiões produtoras. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta restrita de animais terminados dificulta a composição das escalas de abate, que, no momento atendem entre dois e três dias úteis de programação dos frigoríficos. “Como de praxe, os animais que cumprem os requisitos para exportação com destino ao mercado chinês permanecem muito demandados e são negociados em patamar diferenciado, bastante acima da referência média”, diz Iglesias. O grande limitador de movimentos ainda mais agressivos nos preços do boi está na situação da demanda, uma vez que o brasileiro médio tradicionalmente inicia o ano descapitalizado, com diversos tipos de gastos, como o pagamento de IPTU, IPVA, além da compra de material escolar. “Somado a isso o fluxo de embarques é mais comedido no decorrer do primeiro semestre”, aponta o analista. Em São Paulo, Capital, a arroba do boi ficou a R$ 275, ante R$ 272 na última segunda. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 265 contra R$ 260. Em Dourados (MS), a arroba subiu de R$ 260 para R$ 263. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 251 ante R$ 250 e, em Uberaba, Minas Gerais, a R$ 270, ante R$ 266 na segunda-feira. No mercado atacadista, os preços também subiram. Conforme Iglesias, as redes varejistas operavam com estoques curtos após as festividades de final de ano, com necessidade de reposição no início do ano. “Essa necessidade somada ao encarecimento do boi gordo favoreceu a alta nos preços da carne bovina”, destaca o analista. Com isso, o corte traseiro passou de R$ 19,90 o quilo para R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,50 o quilo, estável, enquanto a ponta de agulha aumentou de R$ 14,50 o quilo para R$ 14,70 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em queda; real segue como moeda emergente mais volátil

O mercado de câmbio brasileiro experimentou mais um dia de amplas oscilações na terça-feira, que terminou com o dólar zerando fortes ganhos de mais cedo e ficando em leve queda, em meio à recuperação de ativos de risco no mundo após um início de pregão mais fraco

O dólar à vista fechou com variação negativa de 0,11%, a 5,2645 reais na venda. A moeda oscilou entre alta de 1,62% durante a manhã, para 5,3553 reais, e queda de 0,32%, a 5,2532 reais, pouco antes das 15h30. Na B3, o dólar futuro tinha queda de 0,57%, a 5,2720 reais, às 17h16. Entre a máxima e a mínima, o dólar futuro andou 10,1 centavos de real, depois de ter variado 17,05 centavos de real na véspera, o maior spread desde 9 de novembro. Os números indicam que o real, já o campeão de volatilidade no mundo emergente, começou o ano exibindo ainda mais instabilidade. A volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses –uma medida da percepção de incerteza sobre a taxa de câmbio e que está em alta há dois meses– bateu 19,133% ao ano, maior patamar desde 13 de outubro. Com a instabilidade do câmbio, a TAG Investimentos começou 2021 com posições neutras em real, após um 2020 marcado por temores relacionados às contas públicas e piorados pela pandemia. Ainda temos um enorme problema fiscal que precisará ser, pelo menos em parte, equacionado. Este é hoje o maior desafio para o país, e um dos vetores que podem definir a direção estrutural de nossa economia nos próximos anos”, disse a casa em carta mensal. Analistas comentaram ainda declarações do presidente Jair Bolsonaro, de que o Brasil está “quebrado” e, por causa disso, não consegue fazer nada. “Que tal substituir ‘não fazer nada’ por apoiar clara e abertamente as reformas tributária, administrativa, as privatizações, além de apoiar claramente a equipe econômica e suas pautas, sem jogo duplo?”, comentou Jason Vieira, Economista-Chefe da Infinity Asset Management. O ano de 2020 viu ruídos entre Paulo Guedes, ministro da Economia, e Bolsonaro, em meio a pressões de alas do governo por mais gastos, com o mercado entendendo que o chefe do Executivo não respaldou as demandas do ministro sobre controle de gastos.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, após sessão volátil, com as ações da Petrobras puxando a melhora no pregão brasileiro na esteira da disparada dos preços do petróleo no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,44%, a 119.376,21 pontos. O volume financeiro nesta terça-feira somou 31,55 bilhões de reais. A melhora na bolsa paulista foi respaldada por Wall Street, onde o S&P 500 fechou em alta de 0,7%, em meio a algumas compras após a queda da véspera, enquanto agentes financeiros aguardam o desfecho da eleição na Geórgia para o Senado dos Estados Unidos. O resultado do segundo turno nesse Estado norte-americano determinará o equilíbrio de poder em Washington e a capacidade de implementação da agenda do Presidente eleito Joe Biden. Investidores também continuam atentos ao crescimento persistente de novos casos de Covid-19 e novas medidas para frear a disseminação da doença no mundo, com o Reino Unido anunciando novo lockdown e a Alemanha estendendo confinamento. Analistas avaliam que o Ibovespa tende a continuar alinhado a seus pares no exterior, com muita volatilidade, não descartando movimentos de realização de lucros ou correção técnica, apesar da perspectiva de fluxo para emergentes. No Brasil, as atenções também estão voltadas para a movimentação em torno da disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e no Senado, bem como para o noticiário sobre vacinas contra o coronavírus no país, ainda sem uma previsão clara. De pano de fundo, o Presidente Jair Bolsonaro disse na terça-feira a um apoiador, na saída do Palácio da Alvorada, que o Brasil está “quebrado” e afirmou que, por causa disso, não consegue fazer nada.

REUTERS

Banco Mundial vê expansão de 3% do PIB brasileiro em 2021, mas faz alerta sobre fim de estímulos

O Banco Mundial melhorou as projeções para a economia brasileira para 2021, vendo continuação da recuperação no consumo privado e investimentos, mas alertou que ao longo deste ano o ímpeto da atividade pode perder força à medida que forem retirados estímulos monetário e fiscal

O Banco Mundial prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 3,0% em 2021, 0,8 ponto percentual acima do prognóstico divulgado em junho. A expansão da economia neste ano ocorrerá após contração de 4,5% em 2020, número 3,5 pontos percentuais melhor que a estimativa passada. Para 2022, a expectativa do Banco Mundial é que a atividade econômica registre aumento de 2,5%. Dentre as 27 nações da América Latina e Caribe listadas pelo Banco Mundial em seu relatório Perspectivas Econômicas Globais, o Brasil deverá mostrar apenas a vigésima maior taxa de crescimento tanto para 2021 quanto 2022. Já em 2020 o país deverá ficar entre as menores quedas do PIB, superado apenas por Uruguai (-4,3%), Haiti (-3,8%), Guatemala (-3,5%), Paraguai (-1,1%) e Guiana (+23,2%). “No Brasil, a recuperação do consumo privado e do investimento no segundo semestre de 2020 deve prosseguir no início de 2021, apoiada por melhora da confiança e por condições benignas de crédito, levando o crescimento para 3 por cento em 2021”, disse o Banco Mundial no relatório. Mas o organismo calcula que a retomada será “desigual” entre os setores, com indústria e agricultura se expandindo mais rapidamente do que o setor de serviços, conforme um persistente receio entre consumidores afeta viagens, turismo e restaurantes, em particular. “Espera-se que o ímpeto (da recuperação) diminua à medida que o ano transcorrer, em parte devido à retirada de estímulos monetário e fiscal, reduzindo o crescimento para 2,5% em 2022.” No mesmo relatório, o Banco Mundial projetou que a economia global deve crescer 4% em 2021, depois de encolher 4,3% em 2020. Mas o organismo alertou que o aumento das infecções por Covid-19 e atrasos na distribuição das vacinas podem limitar a recuperação para apenas 1,6% neste ano.

REUTERS 

Investimentos estrangeiros retornam à Bolsa e somam R$ 56 bi em três meses

Mesmo com a maior entrada de recursos no último trimestre do ano, impulsionada pela perspectiva de vacinação, 2020 encerrou com saldo negativo de R$ 31,8 bi; para 2021, a expectativa é de manutenção do ingresso de investimentos

A Bolsa brasileira recebeu uma injeção de quase R$ 56 bilhões apenas no último trimestre do ano, refletindo a busca dos investidores por mais rentabilidade e a troca de ativos das carteiras – diante da expectativa da chegada de um pós-pandemia. O movimento tende a prosseguir neste ano, afirmam analistas, mesmo com as recentes notícias de mutação do vírus e as novas medidas de lockdown pelo mundo, que podem alterar as atuais previsões de crescimento global. A entrada de capital estrangeiro desde outubro, no entanto, não foi suficiente para reverter o fluxo de saques em 2020, que encerrou com um saldo negativo de R$ 31,8 bilhões. Foi o terceiro ano consecutivo de saída líquida de recursos de estrangeiros. Segundo dados da B3, considerando também os investimentos totais dos estrangeiros em ações, incluindo nas ofertas, o saldo em 2019 ficou negativo em R$ 4,7 bilhões, e, em 2018, em R$ 5,7 bilhões. Os estrangeiros possuem perto de R$ 1,1 trilhão investidos em ações no Brasil. O corresponsável pelo banco de investimento do Bank of America  no Brasil, Hans Lin, afirma que o investidor de fora voltou a olhar o País e que algumas empresas tendem a se beneficiar. Segundo ele, a tendência é que um dólar mais enfraquecido favoreça o fluxo de recursos aos emergentes. “Fizemos uma pesquisa e os investidores acreditam que os emergentes são os que terão um desempenho melhor”, frisa. Ele explica que isso pode levar a uma procura maior por empresas com múltiplos mais baixos, ou seja, consideradas mais baratas. “O investidor estrangeiro que compra ações em emergentes, geralmente, está procurando crescimento. A empresa que conseguir capturar crescimento, consolidar o setor, vai ter sucesso em atrair o estrangeiro”, afirma o chefe de emissão de ações do Morgan Stanley no Brasil, Eduardo Mendez. A troca de carteiras dos investidores para um mundo pós-pandemia também tende a beneficiar os emergentes. O estrategista-chefe da XP, Fernando Ferreira, afirma que podem ganhar destaque os ativos da chamada “velha economia”, caso dos bancos, setor industrial e commodities, que são aqueles que ficaram “para trás” em 2020, quando a busca dos investidores foi por empresas de tecnologia, que surfaram com o aumento da digitalização por conta do distanciamento social. Agora, com a vacina, há uma mudança de procura dos investidores por outro tipo de empresa, com a leitura de que a vida voltará, aos poucos, ao normal.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

Emprego no agronegócio cresceu no 3º tri de 2020, mas segue abaixo de 2019

Segundo pesquisas do Cepea, com uma população ocupada de 16,94 milhões de pessoas, o setor respondeu por 20,55% do mercado de trabalho no Brasil 

No terceiro trimestre de 2020, a população ocupada no agronegócio cresceu 1,3% frente ao trimestre anterior (o equivalente a um aumento de aproximadamente 217 mil postos), totalizando 16,94 milhões de pessoas empregadas, de acordo com pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). A recuperação foi influenciada pelas ocupações no setor agropecuário, isto é, nas fazendas. Segundo os pesquisadores do Cepea, na mesma comparação, o número de pessoas ocupadas Brasil foi recuou 1,06%, ou mais de 883 mil pessoas. Eles observam que o comportamento é um indicativo de recuperação no mercado de trabalho do agronegócio, após o período considerado, até então, o mais crítico em termos dos efeitos da pandemia da Covid-19 sobre o setor (especialmente de abril a junho). “Diante desses movimentos, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro alcançou 20,55% no terceiro trimestre de 2020.” No entanto, dizem os pesquisadores, ao se comparar o terceiro trimestre de 2020 com o mesmo período de 2019, houve queda expressiva no número de ocupados no agronegócio, de 7,58%, o equivalente a 1,39 milhão de pessoas, sendo essa diminuição a mais expressiva na comparação entre terceiros trimestres desde o início da série histórica do Cepea, em 2012. No caso da população ocupada brasileira total, também entre o terceiro trimestre de 2020 e o mesmo período de 2019, a baixa foi ainda mais intensa, de 12,09%, o equivalente a 11,34 milhões de pessoas. Os pesquisadores comentam que a queda do contingente de ocupados ocorreu em quase todos os grupos de posições na ocupação e categorias do emprego dos trabalhadores na comparação entre os terceiros trimestres de 2019 e 2020. Eles destacam as quedas de 9,39% (ou 609,95 mil pessoas) e de 17,29% (ou cerca de 560 mil pessoas) observadas nas categorias empregados com e sem carteira assinada, respectivamente. Eles lembram que essas categorias, em especial os trabalhadores informais (sem carteira assinada), têm sido fortemente impactadas pela crise que assola o País. “Já entre o segundo e o terceiro trimestres de 2020, a principal categoria a registrar aumento das ocupações também foi a de empregados sem carteira – indicando que a ainda lenta recuperação do mercado de trabalho do agronegócio tem ocorrido sobretudo na informalidade.” Setorialmente, em geral, as perdas mais acentuadas no número de ocupações ocorreram na agroindústria e nos agrosserviços. Por serem comportamentos atípicos ou de magnitude mais elevada do que a usual, é provável que essas perdas estejam, em partes, relacionadas à crise da Covid-19. Em relação aos rendimentos efetivos mensais, entre os terceiros trimestres de 2019 e de 2020, houve aumento real na média para os empregados (4,8%) e para os empregadores (5,7%); mas queda para trabalhadores por conta própria (4,2%). Em partes, as altas também podem ser explicadas pela saída do mercado de trabalho, diante da pandemia, de trabalhadores mais vulneráveis e que recebiam salários menores.

GLOBO RURAL 

EMPRESAS

Para otimizar parque fabril, JBS fecha frigorífico de bovinos em Juína (MT)

Os 300 funcionários da planta poderão se transferir para a unidade da empresa Brasnorte. A distância entre os dois municípios é de 160 quilômetros. 

Para otimizar o parque fabril, a JBS fechou o abatedouro de bovinos que possui em Juína (MT). Os 300 funcionários da planta poderão se transferir para a unidade de Brasnorte. A distância entre os dois municípios mato-grossenses é de cerca de 160 quilômetros. “A todos os cerca de 300 colaboradores de Juína foi oferecida a possibilidade de transferência para Brasnorte, que receberá investimentos para aumento da capacidade de produção, contará com escopo maior de atividades e, por consequência, vai gerar mais empregos na região”, informou a JBS em nota enviada ao Valor.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína do Brasil tem recorde de 1,02 mi t em 2020, diz ABPA

As exportações de carne suína do Brasil atingiram um recorde de 1,021 milhão de toneladas em 2020, alta de 36,1% em relação ao ano anterior, informou na terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Segundo a entidade, a receita com os embarques da proteína, considerando os produtos in natura e processados, somou 2,27 bilhões de dólares no ano passado, avanço de 42,2% na comparação anual. Os números confirmaram projeções realizadas no início de dezembro, quando a associação disse que as exportações anuais de carne suína superariam 1 milhão de toneladas pela primeira vez na história, batendo o recorde do ano anterior. Na ocasião, a ABPA projetou também que os embarques seguirão fortes em 2021, mas que os efeitos da peste suína africana na China, que deram impulso aos negócios recentemente, serão menos intensos, e que custos relacionados à pandemia de Covid-19 também causarão dificuldades. Considerando apenas o mês de dezembro, as exportações brasileiras da proteína somaram 80,3 mil toneladas, crescimento de 5,6% ante igual período de 2019, enquanto as receitas tiveram alta de 4,1%, a 191,2 milhões de dólares. Os embarques recordes de carne suína refletem a firme demanda por commodities do Brasil no ano passado, a despeito dos impactos da pandemia de coronavírus. O período foi marcado por grandes embarques à China e pela valorização do dólar frente ao real, o que tornou os produtos locais mais competitivos. Números divulgados pelo Ministério da Economia na véspera mostraram que o Brasil registrou recordes de volumes embarcados de suas principais commodities, incluindo petróleo, açúcar, carnes e café.

REUTERS 

EXPORTAÇÃO DE FRANGO TEM LEVE ALTA

Segundo a ABPA, as exportações de carne de frango do Brasil totalizaram 4,23 milhões de toneladas em 2020, leve alta de 0,4% ante 2019, enquanto as receitas recuaram 12,5% no período, para 6,123 bilhões de dólares

O volume, porém, não é recorde –a máxima exportada pelo Brasil foi vista em 2016, com 4,38 milhões de toneladas, segundo dados da ABPA. Em dezembro, foram embarcadas 380,8 mil toneladas de carne de frango, queda de 2,8% no ano a ano, com receitas de 579,6 milhões de dólares, baixa de 8,9% versus dezembro de 2019. “Seja pelo recorde de exportações de suínos…, como pela alta nos embarques de aves, as projeções setoriais estabelecidas pela ABPA e confirmadas nas vendas finais reforçam o bom momento para o Brasil no mercado internacional, a despeito de um ano desafiador em todos os sentidos”, disse em nota o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. “A perspectiva é que o ritmo positivo se mantenha em 2021, com a esperada retomada econômica internacional”, acrescentou.

REUTERS

INTERNACIONAL

França abaterá 600.000 aves para conter a gripe aviária

A França deve abater cerca de 600 mil aves domésticas para tentar conter um vírus da gripe aviária que está se espalhando entre bandos de patos no sudoeste do país, disse o ministério da fazenda local

A França está entre os países europeus que relataram cepas altamente contagiosas da gripe aviária no final do ano passado, levando a abates em massa enquanto as autoridades tentam limitar a transmissão de aves selvagens para bandos de fazendas. A França já abateu cerca de 200.000 aves e planeja abater outras 400.000 aves, disse um funcionário do ministério da fazenda. Os abates incluem bandos onde ocorreram surtos, bem como o abate preventivo de aves nas áreas circundantes. Em 1º de janeiro, a França havia confirmado 61 surtos do vírus H5N8, dos quais 48 ocorreram na região de Landes, no sudoeste, disse o ministério da fazenda em uma atualização anterior do site. Landes faz parte de uma zona de criação de patos que abastece a indústria de foie gras. Em outras regiões, a propagação do vírus parecia estar sob controle, acrescentou o ministério. A cepa H5N8 da gripe aviária não é conhecida por ser transmissível aos humanos.

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Alemanha ordena o abate de 62.000 aves de criatório após gripe aviária encontrada em fazendas

Cerca de 62 mil perus e patos serão abatidos depois que a gripe aviária foi encontrada em mais granjas na Alemanha, segundo autoridades alemãs

A gripe aviária do tipo H5N8 foi confirmada em duas fazendas na região de Cloppenburg, no estado da Baixa Saxônia, disse a autoridade do governo local de Cloppenburg. Cloppenburg é uma das principais áreas de produção de aves da Alemanha. Uma série de surtos de gripe aviária foram relatados na Europa nas últimas semanas, com suspeitas de aves selvagens estarem espalhando a doença. Surtos foram relatados em países como França e Grã-Bretanha, juntamente com casos encontrados em outras partes da Alemanha. O risco da doença para humanos é considerado baixo, mas surtos anteriores entre aves de criação precisaram de extensos programas de abate para conter.

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