CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1395 DE 05 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1395| 05 de janeiro de 2021

 

Mercado do boi gordo: poucos negócios, mas preços mais altos

Começando o ano com a cotação em alta nas praças pecuárias paulistas. A pouca oferta de gado pressionou os compradores a pagar mais por todas as categorias na última segunda-feira (4/1)

Em relação a 30 de dezembro, último dia de mercado em 2020, a cotação da arroba do boi gordo subiu R$3,00, ficando em R$268,00, preço bruto e a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria. As cotações da vaca e novilha gordas subiram no mesmo ritmo, cotadas em R$250,00/@ e R$258,00/@ preço bruto e a prazo, respectivamente. Para os bovinos com até quatro dentes, que atendem o mercado externo, as cotações giram em torno de R$275,00/@.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: preços sobem nas principais regiões produtoras

Escalas de abate ainda seguem encurtadas e a oferta de animais confinados é apenas residual. O mercado físico de boi gordo iniciou o ano e a semana com preços mais altos nas principais regiões produtoras 

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, na segunda-feira, 4, os frigoríficos se deparam com um quadro anêmico de oferta, resultando no encurtamento das escalas de abate”. “Alguns frigoríficos acabaram suspendendo o abate nos dois primeiros dias úteis do ano, tentando formar a escala para a próxima quarta-feira. O cenário geral é bastante complicado, uma vez que a oferta de animais confinados é apenas residual, com os animais de safra distantes do peso ideal para o abate, consequência da estiagem prolongada no decorrer do segundo semestre de 2020, tardando o desenvolvimento do rebanho. Como de praxe as negociações envolvendo animais padrão China ainda ocorrem em patamar mais alto”, diz Iglesias. Em São Paulo, Capital, a arroba do boi ficou a R$ 272 nesta segunda. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$260. Em Dourados (MS), a R$ 260. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 250 e, em Uberaba, Minas Gerais, a R$ 266. No mercado atacadista, os preços ficaram acomodados. Conforme Iglesias, a expectativa é que haja alguma alta na primeira quinzena de janeiro, avaliando a posição dos estoques do varejo após um período mais lento de reposição, como tradicionalmente é a última semana do ano, resultando em uma maior necessidade de recomposição dos estoques. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 19,90 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,50 o quilo, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS 

Volume embarcado de carne bovina in natura alcança 142,5 mil toneladas em Dezembro/20

Na comparação anual, o volume de carne bovina exportada em dezembro deste ano teve uma queda de 4,03% frente à quantidade embarcada em dezembro de 2019, que foi de 148,7 mil toneladas. 

O volume total exportado de carne bovina in natura em dezembro encerrou com 142,5 mil toneladas, sendo o mês com o 5º melhor desempenho em 2020. Segundo as informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX), a média diária exportada de carne bovina in natura ficou em 6,4 mil toneladas neste mês de dezembro e teve um aumento de 8,55%, se comparado com o mês de dezembro do ano anterior que registrou uma média de 7,08 mil toneladas. A quantidade embarcada em dezembro registrou um recuo de 14,91% se comparado ao volume exportado em novembro deste ano, na qual exportou 167,7 mil toneladas. Já na comparação anual, o volume de carne bovina exportada em dezembro deste ano teve uma queda de 4,03% frente à quantidade embarcada em dezembro de 2019, que foi de 148,7 mil toneladas. O preço médio finalizou o mês de dezembro negociado a US$ 4.506,1 mil por tonelada, na qual teve um recuo de 9,93% se comparado ao mesmo período do ano anterior que registrou um valor médio de US$ 5.003,2 mil por tonelada. O faturamento em dezembro encerrou com o valor negociado para o produto em US$ 642.232,5 milhões, sendo que o preço total comercializado em dezembro do ano passado foi de US$ 744.306,6 milhões. A média diária em dezembro ficou em US$ 39.192,4 milhões e registrou uma queda de 17,64% frente ao valor médio negociado em dezembro do ano anterior que foi de US$ 35.443,2 milhões.

ESTADÃO CONTEÚDO 

Exportações de carne suína cresceram enquanto as de bovina IN NATURA e de frango caíram em dezembro

O levantamento considera 22 dias úteis do mês de dezembro de 2020 

Os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 72,248 mil toneladas, 8,74% acima das 65,927 mil toneladas de dezembro de 2019, embora 5,44% menor que as 76,18 mil toneladas enviadas ao exterior em novembro de 2020. A receita somou US$ 174,494 milhões, 1,92% a mais que em dezembro de 2019, mas 7,45% abaixo de novembro. O preço médio da tonelada de carne suína exportada no mês passado foi de US$ 2.415,20, ante US$ 2.474,90/t em novembro e US$ 2.596,80 em dezembro do ano retrasado. Os embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada somaram em dezembro 142,524 mil toneladas, 4,19% menos que as 148,767 mil toneladas enviadas ao exterior em igual mês de 2019. Na comparação com novembro, quando a exportação somou 167,736 mil toneladas, o volume caiu 15%. A receita com as vendas no mês totalizou US$ 642,232 milhões, queda de 13,71% ante os US$ 744,306 milhões de dezembro de 2019 e de 13% em relação aos US$ 738,521 milhões de novembro. O preço médio da tonelada embarcada foi de US$ 4.506,10, ante US$ 5.003,20 de dezembro de 2019 e US$ 4.402,90 em novembro de 2020. Por fim, as exportações de carne de frango fresca, refrigerada ou congelada também tiveram queda em dezembro de 2020 em relação a igual mês de 2019. O Brasil exportou no mês 350,857 mil toneladas, 3,78% menos que as 364,658 mil toneladas embarcadas ao exterior no mesmo período de 2019, mas 8,26% superior ao exportado em novembro: 324,08 mil toneladas. De acordo com a Secex, a receita obtida com o produto foi de US$ 494,692 milhões, 16% abaixo dos US$ 588,913 milhões faturados em dezembro de 2019, mas 15,15% maior que o valor obtido em novembro de 2020. O preço médio da tonelada embarcada de carne de frango no mês passado foi de US$ 1.410, contra US$ 1.325,50 em novembro e US$ 1.615 em dezembro do ano anterior.

ESTADÃO CONTEÚDO 

Reciclagem animal: o processo da indústria de Transformação de produtos e coprodutos bovinos

Como resultado do processamento da carne em 2019, estima-se que as indústrias frigoríficas geraram um volume superior a 7 milhões de toneladas de resíduos ou coprodutos (Abra)

O Brasil é um dos principais produtores mundiais de carne bovina in natura. Em 2019, a produção foi de 10,2 milhões de toneladas. O maior produtor são os Estados Unidos, cuja produção é de 12,4 milhões de toneladas (USDA). Caracterizada pelo processamento das partes de bovinos não adequadas para consumo humano, a reciclagem animal transforma esses resíduos em coprodutos com valor comercial, como gorduras, farinhas etc. O desenvolvimento e avanço das tecnologias melhorou o aproveitamento das carcaças, consequentemente aumentando o rendimento dos coprodutos. O mercado interno absorve cerca de 5,3 mil toneladas de farinhas e gorduras animais por ano (58% para suplementação animal, 14% para a produção de “pet food”, 13,5% para biodiesel, 10% para higiene e limpeza e 4,5% para demais indústrias). Com relação à exportação de coprodutos, em 2019 gerou-se uma receita de US$ 115 milhões. O principal produto de exportação foram as farinhas. A cada 100kg de peso vivo de um bovino, cerca de 30kg a 40kg são resíduos, que são a matéria-prima para a fabricação de alimentos proteicos e energéticos, gelatinas e hemoderivados. A pele bovina após o processo de curtimento é chamada de couro. O couro é utilizado em diversos setores (têxtil, vestuário, moveleiro, automobilístico etc.) e tem importância econômica na cadeia pecuária. Da pele também se extrai o colágeno, uma substância usada em diversos setores (medicamentos, gomas e cosméticos). Do intestino originam-se fios usados em procedimentos cirúrgicos. A insulina, utilizada no tratamento da diabetes por exemplo, é extraída do pâncreas bovino. Das glândulas bovinas (suprarrenais, tireoide, pâncreas etc.) são extraídas substâncias usadas em perfumes e remédios. A reciclagem é um importante fator na sustentabilidade da produção de alimentos, atuando como parte dos ingredientes em dietas de monogástricos, na produção de biodiesel (reduzindo o uso de combustíveis fósseis) e na fabricação de sabões, entre outros fins. Antes da reciclagem animal, os resíduos eram descartados. A reciclagem animal reduz a emissão de gases causadores do efeito estufa.

SCOT CONSULTORIA 

Aftosa: PR quer status livre sem vacina até maio

O Paraná espera obter em maio deste ano, o reconhecimento internacional como Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) 

O novo status sanitário tornará a pecuária paranaense ainda mais competitiva podendo acessar os mercados internacionais mais exigentes. Conforme o Diretor-Presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o reconhecimento de área livre da aftosa também resultará em melhor remuneração para os produtores. “A erradicação da doença e o fim da vacinação são indicadores da qualidade do serviço veterinário oficial. Eles sinalizam ao mercado internacional que o rebanho paranaense é saudável”, afirma. O status sanitário internacional permitirá ao Paraná praticamente dobrar as exportações de carne suína. Em 2019, o estado exportou um volume de 118 mil toneladas. Isso pode acontecer em caso de o PR conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária. Desde outubro de 2019 estão proibidos o uso e a comercialização da vacina contra febre aftosa no Paraná. A campanha de vacinação, que acontecia duas vezes por ano, foi substituída pela campanha de atualização de rebanhos. Apesar de a espécie vacinada contra a febre aftosa ser a bovina, os impactos positivos de comercialização com o fim da vacinação devem se refletir em todas as cadeias de proteína animal, principalmente na avicultura e na suinocultura.

Adapar 

ECONOMIA

Dólar inicia 2021 com maior alta em 3 semanas em meio a dia negativo no exterior

O dólar iniciou 2021 em forte alta contra o real, captando a volatilidade dos mercados externos em meio a temores sobre a pandemia e seus efeitos sobre a recuperação econômica

O dólar à vista subiu 1,51%, a 5,2701 reais na venda. A valorização percentual desta segunda foi a maior desde 14 de dezembro passado, quando a divisa saltou 1,57%. O comentário nas mesas de operações é que um grande banco estrangeiro dominou os negócios nesta sessão e puxou as compras de dólares. Do lado dos fluxos, pelo cronograma de vencimentos de títulos do Tesouro pouco mais de 104 bilhões de reais em NTN-F venceram no começo do mês. A NTN-F é um papel com tradicional demanda de investidores internacionais. A virada do dólar ocorreu em sintonia com o fortalecimento da moeda no exterior, ao mesmo tempo que as bolsas de valores em Nova York abandonaram as pontuações recordes alcançadas mais cedo e passaram a cair em torno de 1,8%. O Morgan Stanley alertou, em relatório, que a relação risco/retorno de comprar ações norte-americanas se deteriorou e que o mercado está pronto para uma correção de baixa. Uma forte queda em Wall Street pode afetar ativos de risco em todo o mundo, incluindo o real. O sentimento geral mais arisco teve argumento em renovadas preocupações com o salto em casos de Covid-19, o desenrolar das vacinações e o resultado do segundo turno das eleições no Estado norte-americano da Geórgia, que pode definir a maioria no Senado do país. Um ponto a que o mercado está atento é a evolução da Covid-19 após as festas de fim de ano, uma vez que uma reabertura estável da economia e a vacinação são vistas como cruciais para uma recuperação consistente da atividade. “Se surgirem evidências concretas que as reuniões e festas do fim de ano impulsionaram a crise sanitária, o otimismo dos investidores pode encolher à medida que novos casos e a taxa de ocupação de hospitais cresce”, disse Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

REUTERS

Ibovespa fecha 1º pregão de 2021 em queda

O Ibovespa fechou com uma queda discreta o primeiro pregão do ano, com as perdas em Nova York ditando um ajuste

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa terminou a segunda-feira com baixa de 0,14%, a 118.854,71 pontos. O volume financeiro somou 30,3 bilhões de reais. A deterioração em Nova York mudou tudo. O Dow Jones e o S&P 500 chegaram a renovar máximas na abertura, mas receios sobre o desfecho das eleições na Geórgia esta semana abriram espaço para uma correção em Wall St. O persistente crescimento de casos de coronavírus nos EUA também minou o apetite por risco, em um contexto de receios sobre novas medidas de restrição para frear a disseminação da doença e seus efeitos na recuperação das economias. Na Europa, o Primeiro-Ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou um novo lockdown nacional na Inglaterra por causa da Covid-19. O estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, também citou “posição técnica ruim” e os “valuations esticados” para explicar a queda nas bolsas. “Era tudo o que o mercado precisava para uma correção”, afirmou no Twitter. Na mínima da sessão, o Ibovespa chegou a 118.061,77 pontos. As perspectivas para 2021, porém, continuam favoráveis com estrategistas do Itaú BBA apostando em um cenário mais favorável para os mercados emergentes. Entre as motivações para tal prognósticos, Fabio Perina e equipe citam a recuperação econômica global, menores riscos de políticas econômicas nos EUA, onde o banco central tem viés estimulativo.

REUTERS

Exportações de commodities do Brasil em 2020 têm recordes que vão do petróleo ao café

O Brasil registrou recordes de volumes embarcados de suas principais commodities, com destaque para o petróleo, açúcar e carnes, que tiveram apoio de compras da China, enquanto o café também teve uma máxima histórica, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo Ministério da Economia

A soja, principal produto de exportação do Brasil em valores, apesar de não ter superado o recorde em volume de 2018, teve um crescimento nos embarques de 13% ante 2019, para 83 milhões de toneladas, contando com a firme demanda chinesa, conforme os dados do governo. Já o minério de ferro, que juntamente com a soja e petróleo formam a trinca de produtos que lideram a pauta de exportação do país, registrou redução de 2% no total embarcado, após a produção da mineradora Vale ter ficado aquém do esperado no ano passado. Em 2019, diante das consequências do desastre de Brumadinho (MG), os embarques já tinham caído para cerca de 335 milhões de toneladas. Em receita, contudo, houve uma alta de 14,3% nas exportações de minério de ferro, com o preço médio subindo 16,7% na comparação anual. As exportações brasileiras de petróleo no ano passado atingiram 70,6 milhões de toneladas, alta de 18,5% na comparação com 2019, com países como a China tirando proveito para adquirir grandes quantidades a preços mais baixos –em faturamento, os embarques caíram quase 19%, para 19,5 bilhões de dólares. Os embarques de óleos combustíveis também somaram máximas históricas de 15,5 milhões de toneladas, à medida que cresce a produção do pré-sal.  Os embarques de soja em 2020 ficaram apenas 200 mil toneladas inferiores ao volume de 2018, mas as exportações de farelo de soja tiveram máximas históricas, somando 17,5 milhões de toneladas. O café não torrado fechou o ano com embarques de 2,373 milhões de toneladas (ou 39,55 milhões de sacas de 60 kg), com alta de 7,2% no volume embarcado e 9,6% no faturamento, para quase 5 bilhões de dólares. As exportações de algodão atingiram máximas históricas em valor, com 3,2 bilhões de dólares e um total de 2,12 milhões de toneladas, com a demanda da China, que também ajudou o país a alcançar as maiores exportações já vistas de carnes bovina e suína. O açúcar foi outro produto que teve recorde, na esteira das compras dos chineses. Os embarques totais do adoçante atingiram 31 milhões de toneladas, somando quase 9 bilhões de dólares. No milho, as exportações caíram cerca de 18% ante o recorde de 42,7 milhões de toneladas de 2019.

REUTERS 

Balança comercial tem déficit de US$42 mi em dezembro, mas 2020 fecha com superávit de US$51 bi

A balança comercial brasileira deve registrar avanço de 3,9% em seu saldo superavitário em 2021, a 53 bilhões de dólares, ante o registrado no ano passado, de 51 bilhões de dólares, informou o Ministério da Economia na segunda-feira

De acordo com o Secretário do Comércio Exterior do ministério, Lucas Ferraz, as exportações devem crescer 5,3%, a 221,1 bilhões de dólares, bem como as importações, com avanço de 5,8%, a 168,1 bilhões de dólares, resultando em um aumento percentual de 5,5% da corrente de comércio na comparação a 2020, a 389,2 bilhões de dólares. A balança comercial brasileira fechou 2020 com superávit de 50,995 bilhões de dólares, avanço de 6,2% em termos de valor sobre 2019. O saldo no agregado do ano foi o terceiro maior com base na série histórica iniciada em 1989, estando atrás apenas dos valores registrados nos anos de 2017 (66,9 bilhões de dólares) e 2018 (58,03 bilhões de dólares). A última previsão feita pelo Ministério da Economia para a balança era de que ela ficaria positiva em 55 bilhões de dólares em 2020. No acumulado do ano passado, as exportações somaram 209,9 bilhões de dólares, queda de 6,1% em comparação pela média diária com o ano passado. As importações também registraram recuo, de 9,7%, somando 158,9 bilhões de dólares, resultando em uma queda da corrente de comércio em 2020 de 7,7%. Em termos de atividade econômica, o setor agropecuário aumentou sua participação no nível de exportações, a 21,6%, ante 19,1% em 2019. A Indústria Extrativa também avançou 0,9 ponto percentual no acumulado do ano ante 2019, a 23,3%, enquanto a Indústria de Transformação perdeu espaço, com participação de 54,7%, ante 58% em 2019. Entre os destinos de exportação, destaque para o continente asiático, que registrou aumento de 7,2%, pela média diária, sob o ano de 2019, impulsionado pela atividade da China. O Brasil registrou queda de exportações a outros importantes parceiros comerciais, como os Estados Unidos, a Argentina e a União Europeia (UE). Pela ótica das importações, o país registrou forte queda no setor da Indústria Extrativa (-41,2%), que teve participação total nas importações brasileiras no agregado do ano de 4,1%. A Agropecuária também registrou recuo nas importações de 3,9%, com participação de 2,6%, enquanto a Indústria de Transformação teve queda de 7,7%, com participação em 93% do total.

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IPC-S sobe em dezembro e encerra 2020 com alta acumulada de 5,17%, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 1,07% em dezembro e encerrou 2020 com avanço acumulado de 5,17%, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

Em novembro, o IPC-S havia subido 0,94%. O resultado do ano ficou acima da alta vista em 2019, de 4,11%. O grupo Habitação foi o destaque na aceleração da taxa do índice geral no último mês do ano, registrando avanço de 2,87%, ante alta de 0,33% na última leitura de novembro. Por outro lado, chamou a atenção o desempenho do grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de salto de 3,0% em novembro para queda de 0,58% em dezembro. A meta de inflação do governo para este ano, medida pelo IPCA, é de 4% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

REUTERS

Mercado passa a ver Selic e crescimento mais baixos em 2021, mostra Focus

O mercado reduziu as expectativas tanto para a taxa básica de juros quanto para o desempenho da economia em 2021, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira

Neste ano, a projeção é de que a taxa básica Selic encerre a 3%, contra 3,13% na mediana das projeções da semana anterior, indo a 4,50% no fim de 2022. A taxa fechou 2020 na mínima histórica de 2% e o Focus aponta manutenção desse valor na primeira reunião deste ano, em 19 e 20 de janeiro. Para o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, a Selic também deve fechar este ano a 3% e ir a 4% no ano que vem, sem alterações. O levantamento semanal apontou ainda que os economistas consultados passaram a ver contração de 4,36% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, de queda de 4,4% antes. Para 2021, o crescimento do PIB passou a ser estimado em 3,4%, 0,09 ponto percentual a menos do que na semana anterior. Para 2022 a expectativa é de crescimento de 2,5%. Para a inflação, a pesquisa mostra estimativa de 4,38% em 2020, de 4,39% antes. Para este ano a conta é de uma alta do IPCA de 3,32% de 3,34% antes, com avanço de 3,50% em 2022.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig, BRF, JBS e Minerva na carteira Carbono Eficiente da B3

A bolsa de valores B3 incluiu as quatro maiores processadoras de carnes brasileiras na carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2) de janeiro a abril de 2021, divulgada na segunda-feira (04).

Marfrig, BRF, JBS e Minerva farão parte do ICO2 nos próximos meses 

O índice foi criado em 2010 para ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil, segundo informações no site da B3. “A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono”, disse a B3. Para inclusão no ICO2, as empresas precisam pertencer à carteira IbrX100, aderir formalmente à iniciativa do ICO2 e reportar dados do inventário anual de gases do efeito estufa (GEE). No ano passado, Marfrig e JBS se posicionaram novamente sobre o tema, comprometendo-se em investir em iniciativas para ampliar o rastreamento da cadeia produtiva. O Diretor de Sustentabilidade e Comunicação da Marfrig, Paulo Pianez, disse em nota divulgada pela companhia que começar o ano com a notícia de entrada no índice ICO2 “nos motiva ainda mais para darmos continuidade a nossa agenda de sustentabilidade”. A Marfrig disse que monitora todas as ações diretas, como a combustão de caldeira e geradores, bem como as ações indiretas, incluindo transporte e compra de matéria-prima de terceiros. A companhia lançou em 2020 a marca Viva Carne Carbono Neutro, que neutraliza as emissões de carbono por meio de uma produção silvipastoril. A Minerva disse que a inserção no ICO2 “demonstra o comprometimento da companhia com a transparência de suas emissões e como estamos nos preparando para uma economia de baixo carbono”. A Marfrig, a Minerva e a BRF também entraram na mais recente carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 divulgado em dezembro.

CARNETEC 

FRANGOS & SUÍNOS

China suspende importações de unidade da Aurora por preocupação com Covid-19

A China suspendeu as importações provenientes de uma fábrica de carne suína operada pela Aurora Alimentos por preocupações relativas ao coronavírus, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na segunda-feira

O Ministério da Agricultura confirmou que foi informado pelas autoridades chinesas, no dia 28 de dezembro, sobre a suspensão da habilitação da planta de suínos, conforme comunicado enviado à Reuters. O ministério disse que a China “solicitou informações sobre os casos de Covid-19 no estabelecimento”, sem dar mais detalhes. A ABPA afirmou que está oferecendo suporte à Aurora e fornecendo ao Ministério da Agricultura informações cujo envio a autoridades chinesas possa ser necessário para que a proibição seja revertida. “A ABPA ressalta que se trata de uma situação pontual e pretérita”, disse a entidade. “Todas as informações e demonstrações de boas práticas da cooperativa –que segue os rígidos protocolos setoriais e oficiais referentes à Covid-19– foram detalhadamente demonstradas às autoridades chinesas.” A unidade da Aurora afetada pela suspensão está localizada na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, afirmou a ABPA. A China já realizou suspensões semelhantes contra outros frigoríficos brasileiros, incluindo JBS e BRF, mas algumas das proibições já foram removidas.

REUTERS 

OIE notifica os primeiros casos de gripe aviária H5N8 na Alemanha desde junho de 2017

Registros ocorreram a partir de 27 de dezembro em fazendas em galinhas, patos, gansos e codornas. Fonte ou origem da infecção ainda é desconhecida

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) notificou 50 casos de gripe aviária na Alemanha. O vírus identificado foi o H5N8 – considerado altamente patogênico pelos organismos de saúde, cuja notificação anterior data de junho de 2017. A fonte ou origem da infecção ainda é desconhecida, de acordo com a OIE. Os casos foram notificados a partir do dia 27 de dezembro de 2020 em fazendas das regiões Brandenburgo, em galinhas, patos, gansos e codornas. SAIBA MAIS Além dos casos reportados na Alemanha, a OIE já confirmou surto de gripe aviária na Arábia Saudita, Vietnã, Israel, Ucrânia, República Checa, África do Sul, Romênia, Polônia, Índia, Eslováquia, Hungria e China. Os avisos de notificação da organização sobre a ocorrência da doença se acentuaram desde o início do ano passado.

Estadão Conteúdo 

Hong Kong suspende importação de produtos avícolas de áreas da Alemanha, Polônia, Japão

A autoridade de segurança alimentar de Hong Kong decidiu na segunda-feira (4) suspender a importação de carne e produtos de aves de diferentes áreas da Alemanha, Polônia e Japão devido aos surtos de gripe aviária

O Centro de Segurança Alimentar (CFS) do Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental do governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong (HKSAR) disse que isso foi feito em vista de notificações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) sobre um surto de gripe aviária H5N8 altamente patogênica no distrito de Spree-Neiße, estado de Brandemburgo, na Alemanha, e uma notificação da Inspetoria Geral Veterinária da Polônia sobre surtos de gripe aviária altamente patogênica no distrito de Łęczyński, região de Lubelskie, na Polônia. Outra notificação foi do Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão sobre um surto de influenza aviária H5 altamente patogênica na província de Gifu, no Japão. O CFS instruiu o comércio a suspender a importação de carne e produtos de aves, incluindo ovos de aves, dessas áreas com efeito imediato para proteger a saúde pública em Hong Kong.

 AGÊNCIA Xinhua 

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