CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1394 DE 04 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 7 | nº 1394| 04 de janeiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Tendências para o mercado do boi gordo em 2021

Dois analistas trouxeram suas perspectivas para este ano e, ao que parece, o ano de 2021 deve continuar desafiador para o setor

O preço do boi gordo no indicador Cepea fechou dezembro de 2020 com valorização de quase 30% se comparado ao mesmo mês de 2019. A arroba que era negociada a R$ 206,95 em 2019, passou a ser negociada a uma média de R$ 267,15 em dezembro de 2020. “O mercado se deparou com uma demanda bastante aquecida, destinada ao mercado chinês. Aliado a isso, temos um quadro de restrição de oferta. Claro que o cenário não foi tão positivo para os frigoríficos que dependiam apenas do mercado doméstico, já que a margem operacional foi bastante deteriorada, o que levou a um movimento de tentativa de baixar os preços do boi gordo, a partir da segunda quinzena de novembro”, diz o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias. Segundo ele, para 2021 a oferta de boi gordo seguirá bastante restrita, seguindo os passos de 2020. “Para 2021, a perspectiva é de uma oferta ainda bastante restrita no primeiro trimestre, ainda impacto da seca prolongada do segundo semestre de 2020, que afetou a qualidade das pastagens e retardou o desenvolvimento dos animais, que só estarão aptos ao abate no final do segundo trimestre do ano”, diz. O analista Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, fez uma análise parecida, mostrando que a tendência para 2021 deve ser esta. “Para 2021, o cenário ainda deve ser semelhante ao que observamos em 2020. A retenção de fêmeas deve ficar parecida com a do ano passado, ou seja, não teremos um número significativo desses animais vindo para o abate”, afirma. Segundo Fabbri, a atenção neste ano deve ficar restrita ao mercado chinês e à retomada do rebanho suíno por lá. “Isso pode diminuir um pouco as exportações, se comparado a 2020. A relação China e Estados Unidos também pode influenciar as exportações, assim como o dólar e a safra brasileira de grãos”, conta Fabbri.

CANAL RURAL

Último dia de negócios em 2020 calmo

Nas praças paulistas, a arroba do boi gordo encerrou a última quarta-feira (30/12), o último dia de 2020, com estabilidade nas cotações

Com a virada do ano, boa parte dos pecuaristas estiveram fora do mercado, corroborando com a estabilidade nos preços. A cotação da arroba encerrou 2020 negociada em R$265,00, preço bruto e a prazo. Com negócio acima deste preço foram observados entre as indústrias com maior necessidade para cumprir as programações de abate. O volume de negócios na última semana do ano foi limitado em todas as praças pecuárias. Na região de Redenção – PA, as indústrias frigorificas tiveram que pagar R$3,00/@ em relação a terça-feira (29/12) em todas as categorias, para fechar as compras de 2020. Com o pouco volume de negócios e a necessidade de recompor os estoques do atacado e varejo nos próximos dias, a expectativa é que o mercado de boi gordo continue firme nos primeiros dias de 2021.

SCOT CONSULTORIA

Mapa digitaliza mais de 80 serviços e gera economia para o produtor

A redução de custos para os produtores é estimada em R$ 43 milhões ao ano. A meta para 2021 é ter mais 77 serviços transformados em digitais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) agilizou a transformação de diferentes serviços ao cidadão, que antes eram realizados de forma presencial, para a forma eletrônica. Na área de Defesa Agropecuária, mais de 20 serviços migraram para o digital, como o e-Sisbravet, ferramenta eletrônica para modernização da gestão da vigilância das doenças dos animais, o Sigep e o sistema de gerenciamento de estudos epidemiológicos. Também foram digitalizados o serviço de habilitação de médicos veterinários da iniciativa privada para atuação no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal e o pedido de habilitação de laticínios e cooperativas de leite no Programa Mais Leite Saudável.

Mapa

EMPRESAS

balanço do mercado halal no ano

Dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira apontam que o segmento pode atingir US$ 3,2 trilhões em 2024 e que um produto com a certificação halal pode ser consumido por mais de 2 bilhões de pessoas hoje no mundo

“Foi um ano muito bom para os nossos negócios e das empresas certificadas pela SIILHalal devido às oportunidades e conquistas”, disse o CEO da SIILHalal, Chaiboun Darwiche, em nota divulgada em dezembro. O ano da certificadora começou com treinamento da equipe sobre mushbooh e rastreabilidade (janeiro). “A realização de treinamentos com a equipe permite assegurar todo o processo dos nossos clientes para que possam entregar seus produtos para seus consumidores dentro das especificações ditadas pela Jurisprudência Islâmica”, recordou. Na sequência, em março, o professor dr. Zohair al Mualem, da Tunísia, atualizou o time SIILHalal sobre as normas direcionadas para aplicação halal em linhas de produção nas indústrias alimentícias e abate de animais aptos para produção halal. “Outro ponto que considero importante e que já estávamos habilitados foi o anúncio, também em março, das novas regras de estocagem para produtos halal destinadas para os países do Golfo”, destacou. Ainda no primeiro semestre a SIILHalal anunciou mais quatro novas categorias de certificação autorizadas pelo Centro de Credenciamento do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC Acreditation Center, ou GAC), ampliando o leque de serviços da certificadora para o mercado brasileiro. O ano também foi marcado por conquista de mercados e estreitamento de relacionamento, aumentando a possibilidade das indústrias nacionais certificadas para novos negócios. “Vimos uma série de ações do governo brasileiro com vista para estreitar relacionamento com os países árabes. Hoje, o país já negocia proteínas certificadas halal para mais de 65 países em três continentes e todas as ações deste ano visam ampliar esta fatia e introduzir novos produtos.”  “Em 2020, nosso crescimento foi de 15%. Estamos há 12 anos neste mercado e temos visto ano a ano que a procura pela certificação halal cresce dada a atenção do empresariado brasileiro por esta economia que cresce de forma sustentável”, finalizou o CEO.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Importações chinesas de carnes e miúdos crescem 20,3% em novembro

As importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 770 mil toneladas em novembro deste ano

As importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 770 mil toneladas em novembro deste ano, volume 20,3% maior do que o adquirido em igual mês do ano anterior, informou o Departamento de Alfândegas da China (GAAC, na sigla em inglês). A despesa com a importação do produto aumentou 3,2%, atingindo US$ 2,344 bilhões no mês. Nos 11 meses do ano, o país asiático importou 8,95 milhões de toneladas de carnes e miúdos. As importações de carne suína somaram 330 mil toneladas em novembro, volume 39,4% superior ao comprado em igual mês do ano passado. Em valor, o aumento foi de 44,4%, para US$ 927,5 milhões. No acumulado do ano, o país asiático importou 3,95 milhões de toneladas de carne suína. Os dados mostram que o país mantém a dependência de compras externas desses produtos para abastecimento doméstico mesmo com a suspensão de embarque de diversos frigoríficos em decorrência da covid-19. O aumento das importações chinesas de carnes é resultado principalmente dos surtos de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) que dizimaram boa parte do seu plantel de suínos nos últimos dois anos.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Frango abatido fecha dezembro com o menor preço do trimestre

O frango abatido encerrou 2020 de forma melancólica

Enfrentando a mesma desvalorização que atinge as demais carnes, o frango abatido encerrou 2020 sem ver o mercado registrar o dinamismo que, tradicionalmente, marcava o período de Festas registrando em dezembro o mais fraco resultado do corrente trimestre, com um valor médio muito próximo do observado em setembro passado. A média anual foi de R$4,58/kg – resultado que configura valorização de menos de 8% sobre os R$4,25/kg alcançados em 2019. É um recorde, pois nunca foram atingidos preços tão elevados quanto os de 2020, mas perde o significado frente à evolução dos custos de produção e aos custos adicionais surgidos com a necessidade e a obrigatoriedade de implantação de medidas para o enfrentamento da Covid-19. O primeiro semestre foi fechado com um valor médio inferior ao do mesmo período de 2019 com queda de 5%. No segundo semestre com a retomada parcial da economia se voltou a registrar variação anual positiva nos preços do setor. Porém, a vantagem obtida no período – aumento inferior a 20% em relação ao mesmo semestre de 2019 – continuou insuficiente para cobrir o custo de produção que, apenas no segundo semestre, experimentou aumento anual em torno de 35%.

AGROLINK

MEIO AMBIENTE

Ex-dirigente de ONG ambiental assume fundo da JBS pela Amazônia

Andrea Azevedo tem passagens pela Fundação Renova e IPAM Amazônia, atuou no caso do rompimento da barragem de Mariana (MG) e em pesquisas sobre desenvolvimento sustentável

O fundo JBS Amazônia, da JBS, está sob nova direção. Andrea Azevedo, que atua há mais de 20 anos com projetos voltados a políticas públicas ambientais, como agricultura de baixo carbono e implementação do Código Florestal, vai comandar a iniciativa da indústria de alimentos. Em comunicado, a JBS afirma que a bióloga, que tem larga experiência em ações de sustentabilidade e meio ambiente, se une à empresa para apresentar o fundo a potenciais investidores e liderar futuros projetos. Até julho de 2019, Azevedo foi diretora da Fundação Renova, em Belo Horizonte — iniciativa criada em 2016 para executar programas de reparação e compensação de impactos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, na cidade de Mariana. Antes, atuou durante sete anos como pesquisadora e diretora no IPAM Amazônia (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), organização científica, não-governamental e sem fins lucrativos estabelecida em Belém do Pará. “Andrea terá um papel essencial na abordagem integrada de programas e projetos do fundo, assim como na comunicação e relacionamento com potenciais investidores, poder público e sociedade civil. É um orgulho ter uma mulher com um histórico profissional tão relevante em nosso time, em prol da preservação ambiental e do desenvolvimento socioeconômico da Amazônia”, disse em comunicado Joanita Maestri Karoleski, Presidente do fundo. A contratação vem na esteira de acusações feitas por ONGs, como a Global Witness, à empresa e a outros grandes frigoríficos sobre ações não sustentáveis, como a compra de gado em fazendas ilegais. Em setembro, a JBS anunciou aporte inicial mínimo de R$ 250 milhões, até 2025, no fundo que será coordenado por Azevedo. O projeto tem propostas Sede da JBS no Colorado, nos Estados Unidos. A empresa espera mobilizar R$ 1 bilhão até 2030.

FOLHA DE SP

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