CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1375 DE 03 DE DEZEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1375| 03 de dezembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: aumento da oferta e queda nos preços da arroba

A leve melhora na oferta de boiadas no início da semana converteu-se em escalas de abate menos apertadas 

Com isso, em São Paulo, as indústrias frigoríficas abriram a última quarta-feira (2/12) derrubando os preços e pagando R$2,00/@ a menos na comparação diária. Dessa forma, a arroba do boi gordo está apregoada em R$273,00, preço bruto e à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria. As ofertas para vaca gorda recuaram R$3,00/@ no estado, negociadas em R$255,00/@, preço bruto e à vista. Para os machos jovens de até trinta meses que atendem o mercado chinês, as ofertas também recuaram, com negócios em torno de R$275,00/@, preço bruto e à vista. Na região do Triângulo Mineiro, a cotação da arroba do boi gordo caiu R$3,00 na comparação feita dia a dia e ficou em R$272,00/@, considerando o preço bruto e à vista, R$271,50/@, com desconto do Senar e R$268,00/@ com desconto do Senar e Funrural.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo está mais caro em Minas Gerais; em São Paulo, valor tem queda

De maneira geral, a arroba do boi gordo registrou queda nas cotações na maior parte das regiões de produção e comercialização

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos na maioria das regiões de produção e comercialização do país na quarta-feira, 2. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem operando com capacidade de abate reduzida, tentando se esquivar do quadro de restrição de oferta. “Até o momento, a estratégia vem dando resultado, e os frigoríficos de maior porte sinalizam para uma programação bem definida para a primeira quinzena de dezembro, conseguindo deste modo exercer pressão sobre os pecuaristas. Mesmo em um período de final de ano, em que teoricamente o consumo de carne bovina é acentuado, a tendência não aponta para reação nos preços, com possibilidade maior de novos recuos. Além disso, a partir do dia 20, o mercado entrará em um ritmo muito mais lento, como sempre acontece próximo do Natal e Ano-Novo”, assinala. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 275 a arroba, ante R$ 278 na terça-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 273 a arroba, contra R$ 272. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação chegou a R$ 265 a arroba, ante R$ 267. Em Goiânia, Goiás, o valor indicado foi de R$ 265 a arroba, inalterado. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 260 a arroba, contra R$ 265. No mercado atacadista, os preços da carne bovina caíram em pleno período de virada de mês. Conforme Iglesias, o recuo nos preços surpreende e preocupa os agentes do setor, na medida em que o final do ano marca o auge do consumo de carne bovina. “No entanto, em um ano de dificuldades econômicas tangíveis, é compreensível que o consumidor médio esteja saturado. Basicamente, cresceu a busca por proteínas animais mais acessíveis, que causam menor impacto na renda familiar, e a carne de frango passou a ser a grande alternativa”, destaca o analista. Com isso, o corte traseiro caiu de R$ 20 o quilo para R$ 19,85 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 16 o quilo, contra R$ 15,80 o quilo ontem, e a ponta de agulha caiu de R$ 15,55 o quilo para R$ 15,40 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Carne bovina IN NATURA: segundo maior volume exportado no ano em novembro

Segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), em novembro foram embarcadas 167,73 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo maior volume registrado no ano. O volume médio diário teve incremento de 7,8% no comparativo anual. Apesar do incremento nas exportações, o valor médio pago pela tonelada de carne bovina in natura recuou 9,0% no comparativo anual, e, desde o começo do mês o pagamento vem recuando, o que refletiu no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Segunda onda de Covid-19 retarda consumo de carne fora do lar

Pandemia muda padrões e cria novas oportunidades, principalmente no setor de distribuição, segundo banco 

A pandemia provocada pelo coronavírus e a peste suína africana não afetaram muito o consumo de carne bovina no mundo, mas mudaram alguns padrões, principalmente nos canais de distribuição. Alguns setores foram beneficiados. Outros, nem tanto. O fim do efeito dessas duas crises sanitárias poderá gerar oportunidades para alguns segmentos e novos hábitos de consumo por parte dos consumidores. O novo avanço do coronavírus em diversos países, porém, vai influenciar na demanda por carne bovina. No caso da China, um dos mercados mais ativos na compra de proteínas nos últimos três anos, as importações podem até cair. A pandemia está forçando alterações nos hábitos de consumo, mas não é só ela. A intensidade do avanço da peste suína africana na China já tinha determinado novos padrões de consumo. A disputa internacional pela proteína provocou uma elevação de preços. A avaliação é do Rabobank, banco especializado em agronegócio, que divulgou, na quarta-feira (2), um relatório sobre o comportamento da demanda nos principias países consumidores neste quarto trimestre do ano. No Brasil, as condições econômicas e o ritmo das exportações afetaram o consumo, principalmente devido à disparada dos preços. No auge da pandemia, a queda chegou a 9%. Após uma redução de casos, o vírus volta a se alastrar em algumas regiões. Esse aumento deverá ser ainda mais intenso nas festas de fim de ano. Isso pode retardar a recuperação da alimentação fora do lar. Nos Estados Unidos, o aumento dos casos de Covid-19) deve trazer novas restrições ao consumo. O funcionamento dos restaurantes nas operações internas será prejudicado por regras mais restritas. Já o funcionamento ao ar livre terá como entrave o frio intenso. Na China, o vírus está sob controle, mas o país relatou vários casos de Covid-19 em embalagens de carnes e de peixe vindas de outros países. As compras externas estão mais rigorosas, e o controle nos portos e nas cadeias de distribuição poderá dificultar ou até reduzir as importações. Na Europa, muitos países passam por uma segunda fase de isolamento mais restrito. Com isso, o consumo de carne bovina fora do lar diminuirá, não sendo compensando pelas vendas no varejo. Na avaliação do banco, essas restrições devem seguir no próximo ano.

FOLHA DE SP

Segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa é prorrogada em 13 estados

Nesta etapa, são vacinados bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, na maioria dos estados brasileiros

A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que inicialmente terminaria no dia 30 de novembro, foi prorrogada em 13 unidades federativas do Brasil. A ampliação do prazo, principalmente em função da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), foi avaliada e autorizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). Nesta etapa, são vacinados bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, na maioria dos estados brasileiros, conforme o Calendário Nacional de vacinação 2020. Para os pecuaristas de Sergipe e do Distrito Federal, a prorrogação vale até a próxima sexta-feira (4). No estado de Mato Grosso, o novo prazo será até o dia 10 de dezembro e no Maranhão, até o dia 14. Já os estados de Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, Alagoas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte a ampliação do prazo vai até o dia 15 de dezembro. No estado do Ceará, a prorrogação vai até o dia 19. Por fim, produtores do Amapá e Paraíba terão até o dia 31 de dezembro para realizar a imunização.

MAPA

Com disparada de preço, consumidor troca carne bovina por porco e frango

De janeiro a outubro, houve um aumento de mais de 25% nos preços

Essa alta é puxada, principalmente, pela carne bovina, o que tem levado a uma mudança de hábitos no consumidor, que passou a comprar mais carne de frango e de porco, mais baratas, para economizar. A plataforma da GS registrou queda de 10,1% no número de vendas de carne bovina em outubro, enquanto as aves tiveram alta de 3,5% e os suínos, de 1,5%. O preço médio do quilo das carnes bovinas ficou em R$ 31,94 em outubro, contra R$ 22,53 dos suínos e R$ 14,73 das aves, segundo a empresa. “A variação cambial impacta esse cenário, pois o dólar alto favorece as exportações. Os produtores acabam destinando a maior parte da produção para o exterior, levando a um aumento de preço no mercado interno. O mesmo acontece com os grãos, que são insumo para as rações do gado”, diz Evandro Filie Alampi, Head de Inteligência da GS Ciência do Consumo. Se o churrasco está mais caro, a ceia também deve ficar. Apesar de as carnes de aves e suínas estarem sendo um alívio para o bolso, elas apresentam tendência de alta nos preços. De setembro para outubro, o preço da carne suína subiu 9,5% e a de frango, 5,9%, enquanto a variação da carne bovina ficou em 1,9%, segundo a empresa de tecnologia para o varejo. “Historicamente, no fim do ano aumenta a demanda por aves e suínos, o que também eleva os preços. Esse movimento também é esperado este ano, mesmo com as comemorações mais discretas por causa da pandemia”, avalia. A análise dos dados também revela que os cortes dianteiros, considerados carnes de segunda qualidade, estavam com o preço do quilo na faixa dos R$ 22 em outubro, o mesmo valor que os cortes traseiros, considerados nobres, tinham em outubro de 2018. Ou seja, a carne de segunda hoje custa o mesmo que a carne de primeira custava dois anos atrás. “Enquanto o dólar permanecer alto, não deve haver melhora nos preços”, diz ele. Números oficiais também demonstram essa alta. Segundo o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15), houve aumento de 4,89% no preço das carnes em novembro.

6 Minutos

Pecuaristas gaúchos vão à justiça para extinguir desconto de cerca de R$ 120 milhões

Valor refere-se à “taxa do frio”, uma garfada do frigorífico que representa 2% no preço de cada animal abatido

Dentro de poucos dias, uma ação será impetrada na justiça do Rio Grande do Sul pela classe de pecuaristas do Estado. Nela, os pecuaristas pedem o fim do desconto de 2% do peso da carcaça a cada bovino abatido, referente a perda pelo resfriamento da carne. O valor parece baixo. Mas, uma estimativa para 2019 mostra que se porcentual pode ter significado cerca de R$ 120 milhões que o produtor deixou de receber e foi parar no bolso dos frigoríficos. O valor é referente a renda de cerca de 8,7 mil toneladas de carne bovina – 2% da produção no Estado. “A perda por resfriamento é uma perda da indústria e não do produtor rural. E há outro detalhe muito importante sobre o pedido do fim desse desconto: essa cobrança só acontece no Rio Grande do Sul. Em nenhum outro há esse tipo de desconto”, afirma o produtor rural Lauro Sagrilo. Sagrilo é médico veterinário e Presidente da ala Rural Jovem do Sindicato Rural de Santiago, Unistalda e Capão do Cipó, com sede em Santiago (RS), município que fica na porção centro-oeste do Estado e a cerca de 460 quilômetros da capital, Porto Alegre. A ação foi iniciada pelo Sindicato Rural de Santiago e logo contagiou os demais 81 sindicatos rurais do Estado. Na sexta-feira (27/11), todos foram unânimes numa reunião virtual promovida pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul): apoiaram o fim da cobrança. Além da própria Farsul, a decisão é apoiada pela Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac). A história desse desconto remete à época das cooperativas que atuavam fortemente no abate de animais no Estado. Atualmente, a realidade é outra, pois a maioria dos frigoríficos está nas mãos da iniciativa privada. A taxa acentua, ainda mais, uma grave e triste realidade no Estado que, na média, está muito atrás de grandes produtividades no País. Apesar de o Rio Grande do Sul ser o oitavo maior produtor de carne bovina no País, é o 22º em termos de rendimento de carne por animal abatido. Segundo o IBGE, o Estado abateu cerca de 2 milhões de bovinos, o que rendeu 432,9 mil toneladas de carne em 2019. Isso significa que cada bovino rendeu 220 quilos de carne. Bem diferente do Estado de São Paulo, com 270 quilos, o primeiro lugar, seguido por Mato Grosso, com 269 quilos por animal, e Paraíba e Goiás, com 260 quilos por bovino.

PORTAL DBO 

Bancada do Agro tem novo presidente

O deputado federal Sérgio Souza (DEM/PR) foi eleito o novo Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para o biênio 2021/2022 

Ele substitui o deputado federal Alceu Moreira (MDB/RS). Souza é advogado, natural de Ivaiporã (PR) e atualmente ocupava a vice-presidência da bancada ruralista que reúne cerca de 200 parlamentares no Congresso. Conhecido por sua atuação política voltada ao combate a corrupção e ao incentivo a agricultura e pecuária, segundo ele, entre as prioridades do agro para os próximos anos está o aumento da segurança jurídica que envolve os processos de produção e a busca por estabelecer a real imagem do setor perante o Brasil e os demais países do mundo. Para isso, ele acredita também no incentivo ao cooperativismo. “O agro tem dado reposta positiva para a retomada da economia, crescendo não só na balança comercial, mas também como responsável por pelo menos 50% do PIB. Por isso, lutamos sempre para valorizar o trabalho das cooperativas, do produtor rural integrado. O alimento fruto dessas iniciativas reflete na mesa do consumidor, que tem acesso a um produto de qualidade, com boa procedência e preço justo”, afirma o parlamentar. Souza destacou que há, em geral, uma visão distorcida sobre o setor e que é necessário mudar esta opinião junto à sociedade.

FPA

ECONOMIA

Dólar tem ligeira alta ante real

O dólar passou por um leve ajuste de alta na quarta-feira, depois da forte queda da véspera que derrubou a moeda a uma mínima em quatro meses, com investidores optando por pausar as vendas 

O dólar à vista subiu 0,27%, a 5,2422 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,64%, a 5,2420 reais, às 17h. Na terça, o dólar spot caiu 2,22%, a 5,2282 reais na venda, menor patamar para um encerramento desde 31 de julho passado (5,2185 reais). A pausa no movimento foi percebida também no exterior, com o índice do dólar frente a uma cesta de rivais perto da estabilidade, rondando mínimas em dois anos e meio. Em Wall Street, as bolsas também ficavam no zero a zero, depois de baterem máximas recordes na terça. Apesar de o dólar ter evitado mais um dia de queda no Brasil, analistas avaliam que no geral o cenário é desfavorável à moeda norte-americana, tanto por causa do otimismo externo quanto pelos sinais mais recentes de compromisso fiscal da parte do governo, além do apoio do Banco Central ao câmbio. “O casado de dólar está saindo no negativo, com o resto do mercado bem-comportado… Tem excesso de derivativo no mercado”, disse Vitor Péricles, economista e sócio-gestor da LAIC-HFM Gestão de Recursos, referindo-se às vendas de swaps cambiais tradicionais pelo Banco Central e à taxa do cupom. “Será mesmo necessário o BCB vender mais swaps do que a rolagem para ajudar a zeragem de overhedge?”, questionou. O BC começou nesta semana a ofertar 16 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento janeiro, ante lote de 12 mil contratos disponibilizado antes. Se mantiver essa quantia até o fim de dezembro, com colocação integral, o BC terminará negociando pelo menos 9 bilhões de dólares a mais do que o estoque desses papéis a vencer em 4 de janeiro (11,798 bilhões de dólares). Com a perspectiva de mais liquidez vinda do BC e um ambiente externo positivo, o dólar acumula baixa de 1,6% nesta semana ante o real. Em novembro, a moeda perdeu 6,82% –maior baixa mensal desde outubro de 2018 (-7,79%) e a mais forte para meses de novembro desde pelo menos 2002.

REUTERS

Ibovespa renova máximas desde fevereiro

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, resistindo a uma tentativa de realização de lucros, em meio a noticiário animador sobre vacinas contra o coronavírus

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 0,43%, a 111.878,53 pontos, renovando máxima de fechamento desde 21 de fevereiro. O volume financeiro no pregão somou 34,2 bilhões de reais. O Reino Unido aprovou na quarta-feira a vacina contra Covid-19 desenvolvida por Pfizer e BioNTech, saindo na frente dos EUA e da União Europeia e se tornando o primeiro país ocidental a aprovar um imunizante que pode começar a ser aplicado a mais vulneráveis na semana que vem. O anúncio aumentou o foco nos órgãos reguladores norte-americanos, que estudam se concedem autorizar o uso emergencial no país, líder mundial de infecções de coronavírus. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou MP que liberou crédito de quase 2 bilhões de reais para a Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde. A nova alta do Ibovespa encontrou respaldo em Wall Street, onde o S&P 500 ameaçou um ajuste, mas fechou no azul com a leitura de que dados aquém do esperado sobre a criação de vagas de trabalho no setor privado dos EUA corroboram apostas de novos estímulos econômicos em resposta à pandemia. Na visão do analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, a retomada de emissão externa pelo Tesouro foi outra ótima notícia, que deu mais fôlego para o setor financeiro. O Tesouro levantou 2,5 bilhões de dólares na reabertura de Globals 2025, 2030 e 2050.

REUTERS

Fluxo de capital externo na Bovespa fica positivo em R$33,3 bi em novembro

No ano, porém, a saída líquida de estrangeiros do segmento Bovespa ainda alcança 51,56 bilhões de reais

O saldo de capital externo na bolsa brasileira ficou positivo em 33,3 bilhões de reais em novembro, no segundo mês consecutivo em que as entradas superaram as saídas, de acordo com dados disponibilizados pela B3 na quarta-feira, que excluem números sobre IPOs e ofertas subsequentes de ações. No ano, porém, a saída líquida de estrangeiros do segmento Bovespa ainda alcança 51,56 bilhões de reais, com saldo positivo apenas nos meses de junho (343 milhões de reais) e outubro (2,867 milhões de reais), além de novembro. Em todo o ano de 2019, as vendas por estrangeiros superaram as compras por esses investidores em 44,5 bilhões de reais.

REUTERS

Indústria do Brasil cresce pelo 6º mês seguido em outubro

A produção industrial brasileira subiu 1,1% em outubro sobre o mês anterior, de acordo com os dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Na comparação com outubro de 2019, houve aumento de 0,3% da produção, mas ainda assim no acumulado do ano a indústria tem contração de 6,3%, destacando o impacto relevante das medidas de contenção sobre o setor. Com alta de 39% acumulada nos seis meses de resultados positivos, o setor está 1,4% acima do patamar de fevereiro, antes do agravamento da pandemia de Covid-19 no país. Em março e abril, a produção industrial caiu ao nível mais baixo da série diante das medidas de isolamento para contenção do coronavírus, e em setembro conseguiu recuperar as perdas acumuladas no ápice da pandemia. “Ainda há espaço expressivo a ser recuperado, antes da pandemia ainda havia perdas a retomar”, afirmou o Gerente da pesquisa, André Macedo, destacando que o setor ainda está 14,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. As paralisações por conta da pandemia de coronavírus atingiram em cheio a indústria, que vem mostrando recuperação gradual com a flexibilização das medidas de isolamento e medidas de auxílio. O grande contingente de desempregados no país também ajuda a pressionar a economia. “Qualquer manutenção dessa trajetória da indústria depende da reação do mercado de trabalho, ainda há muita gente fora dele. É fundamental pensar no aumento do emprego e massa de rendimentos”, completou Macedo. No mês de outubro o destaque foi a alta de 7,0% na produção de Bens de Capital, uma medida de investimento. A outra taxa positiva no mês foi registrada por Bens de consumo duráveis, de 1,4%. Ambas as categorias tiveram o sexto mês seguido de expansão na produção. Por outro lado, a fabricação de Bens Intermediários caiu 0,2% em outubro sobre o mês anterior, enquanto a de Bens de Consumo semi e não duráveis recuou 0,1%, interrompendo cinco meses consecutivos de crescimento. Entre as atividades, a principal influência positiva foi da alta de 4,7% em Veículos automotores, reboques e carrocerias, setor que acumulou expansão de 1.075,8% em seis meses consecutivos de crescimento na produção. Ainda assim, ele está 9,1% abaixo do patamar de fevereiro. Um dado a ser destacado é a menor disseminação do crescimento entre as atividades. Enquanto em setembro 22 dos 26 ramos pesquisados apresentaram aumento da produção, em outubro foram apenas 15.

REUTERS 

EMPRESAS

Marfrig oferece mais de 300 vagas em Várzea Grande (MT)

A Marfrig anunciou na terça-feira (01) mais de 300 vagas de emprego na unidade de Várzea Grande (MT). As oportunidades são para as áreas de abate e produtos industrializados

Os candidatos selecionados terão os seguintes benefícios: cesta básica, refeitório, assistência médica, plano odontológico, vale transporte e seguro de vida. A seleção dos candidatos ocorre entre a quarta-feira (02) e sexta-feira (04), e nos dias 7 a 11/12, às 7h. Para participar, os candidatos devem comparecer na entrevista munidos de currículo, documentos pessoais e carteira de trabalho, na av. Alameda Julio Muller, 1.650, em Várzea Grande. Para garantir a saúde e segurança dos candidatos em meio à pandemia de covid-19, a Marfrig adota uma série de medidas de prevenção estabelecidas pelos órgãos competentes de saúde.

CARNETEC

MEIO AMBIENTE

JBS, Marfrig e Minerva compraram gado de fazendas em áreas de desmatamento ilegal, diz ONG

Relatório da ONG Global Witness identifica 379 fazendas localizadas no Pará, em operações entre 2017 e 2019

Os frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva compraram gado de 379 fazendas localizadas em áreas de desmatamento ilegal, segundo relatório divulgado na quarta-feira pela ONG Global Witness. De acordo com o documento, as operações ocorreram entre 2017 e 2019 e tiveram financiamento de grandes bancos. Segundo a investigação, todas as propriedades são localizadas no Estado do Pará. A área de desmatamento ilegal chega a 17 mil hectares, equivalente a 20 mil campos de futebol, afirma a organização. Ainda de acordo com o levantamento, ao menos 4 mil fazendas que somam 140 mil campos de futebol em áreas desmatadas fizeram parte da cadeia produtiva das três empresas no período analisado. As propriedades são identificadas como fornecedores indiretos — ou seja, venderam gado para fornecedores diretos dos frigoríficos. A análise da Global Witness foi feita por meio de cruzamento de dados a partir das chamadas guias de trânsito animal (GTA), que contêm dados do gado desde o nascimento até o abate. Com base nessas informações, a organização cruzou informações com documentos públicos e dados de satélite para identificar áreas desmatadas. Do total de 379 fazendas identificadas, 327 forneceram diretamente para a JBS, 89 venderam para a Marfrig e 16, para a Minerva. As operações realizadas pelas empresas contrariam termos de ajuste de conduta assinados com o Ministério Público Federal dos Estados do Pará, Mato Grosso e Acre pelos quais se comprometeram a não comprarem gado de fazendas desmatadas ilegalmente a partir de ao menos 2008. O relatório da ONG alerta que, apesar das violações, as três companhias obtiveram cerca de R$ 20 bilhões em financiamento junto a bancos do exterior e brasileiros. Desse total, R$ 14 bilhões são referentes a empréstimos de instituições estrangeiras, como Santander, Deutsche Bank, Barclays, BNP Paribas, ING e HSBC. Outros R$ 6 bilhões foram viabilizados por contratos dos brasileiros Bradesco e Banco do Brasil. A entidade afirma, no entanto, que é impossível saber quanto de um financiamento foi usado para financiar desmatamento, se é que isso aconteceu de fato. “Ao publicar este conjunto de dados, não fazemos nenhuma alegação de que os bancos indicados financiam conscientemente a destruição da floresta tropical ou sejam culpados de qualquer delito específico”, pontua o relatório. A organização destaca que o resultado da investigação aponta falhas nas legislações de mercados consumidores de carne bovina, que limitam as consequências para empresas e investidores que contribuem para o desmatamento ilegal.

https://valor.globo.com/agronegocios/noticia/2020/12/02/jbs-marfrig-e-minerva-compraram-gado-de-fazendas-em-reas-de-desmatamento-ilegal-diz-ong.ghtml

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

China diz que produtos alimentícios importados da cadeia de frio precisam de relatório de teste para detecção do coronavírus

Os produtos alimentícios importados da cadeia de frio não podem ser vendidos na China sem um relatório mostrando que eles foram submetidos a um teste de ácido nucléico para o coronavírus, disse a Administração Estatal de Regulamentação do Mercado do país na quarta-feira (2).

A China detectou repetidamente o vírus nas embalagens de produtos que vão desde knuckles de porco alemães a camarão equatoriano, desencadeando proibições de importação disruptivas, mesmo que a Organização Mundial de Saúde diga que o risco de pegar COVID-19 de alimentos congelados é baixo.

Reuters

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