CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1340 DE 14 DE OUTUBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1340| 14 de outubro de 2020

 

NOTÍCIAS

Baixa movimentação no mercado do boi gordo no pós feriado

Poucos negócios no mercado do boi gordo no início desta semana

Das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria, quatro registraram alta de preços para a arroba na última terça-feira (13/10) pós-feriado. Grande parte dos frigoríficos ocupou o período da manhã para procedimentos burocráticos. O desempenho no feriado, as escalas de abate enxutas e a oferta de boiada escassa são fatores que certamente determinarão o que fazer na semana. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável, ante a sexta-feira (9/10). O boi gordo ficou cotado em R$260,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$259,50/@, com desconto do Senar, e R$256,00/@ com desconto do Funrural e Senar.

SCOT CONSULTORIA

Valor da arroba volta a subir e boi gordo é negociado a R$ 262 em São Paulo

Os preços estão ainda maiores para os animais padrão China, com negócios ocorrendo em até R$ 7 acima da referência média da arroba do boi comum

O mercado físico do boi gordo registrou preços predominantemente mais altos na terça-feira, 13. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda apontam para uma posição de relativo conforto em suas escalas de abate, posicionadas entre quatro e cinco dias úteis. A incidência de boi à termo, além da utilização de confinamento próprio é uma variável importante para entender as escalas de abate dos frigoríficos de maior porte”, diz. Enquanto isso, a disputa por animais que cumprem os requisitos de exportação ao mercado chinês permanece acirrada, com negócios ocorrendo em até R$ 7 acima da referência média da arroba do boi comum. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 262 a arroba, ante R$ 261 na sexta-feira, 9. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 260 a arroba, contra R$ 258. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, o valor chegou a R$ 255 a arroba, estável. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 253 a arroba, ante R$ 250. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, a cotação foi de R$ 246 a arroba, contra R$ 244. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem estáveis. Conforme Iglesias, a tendência é por menor espaço para reajustes ao longo da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo, levando a uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,25 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 19,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Média diária exportada de carne bovina avança 10,75% na segunda semana de outubro

Na terça-feira (13), a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX) divulgou que o volume embarcado alcançou 60,1 mil toneladas de carne bovina até a segunda semana de outubro, sendo que no ano passado o total exportado em todo mês de outubro foi de 170,55 mil toneladas

A média diária embarcada até a segunda semana ficou em 8,58 mil toneladas e teve um aumento de 10,75% se comparado com os dados observados em outubro do ano passado, que registrou uma média exportada de 7,75 mil toneladas. A média diária exportada registrou um aumento de 26,74% frente aos números divulgados na semana anterior, em que a média ficou em 6,77 mil toneladas. Os preços médios na segunda semana de outubro ficaram próximos de US$ 4.203,5 mil por tonelada, na qual teve uma queda de 5,90% frente aos dados divulgados em outubro de 2019 que registrou um valor médio de US$ 4.467,2 mil por tonelada. O valor negociado para o produto foi US$ 252,64 milhões na segunda semana de setembro deste ano, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de outubro do ano anterior foi de US$ 761,884 milhões. A média diária ficou em US$ 36,092,0 milhões e registrou um avanço de 4,22%, frente ao observado no mês de outubro do ano passado, que registrou um valor de US$ 34,631,1 milhões.

SECEX

ECONOMIA

Dólar sobe a R$5,58 com ambiente externo arisco

No plano doméstico, a terça-feira contou com venda de 560 milhões de dólares pelo Banco Central em leilão de moeda à vista, na primeira operação do tipo desde 28 de setembro 

O dólar fechou em alta contra o real na terça-feira, com investidores locais retornando de um feriado e repercutindo a força global da divisa norte-americana, em meio a receios sobre os rumos da pandemia no mundo e seus impactos sobre a economia global. O dólar à vista subiu 0,98%, a 5,5811 reais na venda. “A cautela dos investidores reflete a divulgação de balanços corporativos nos EUA, as dificuldades de um desfecho nas negociações do Brexit e as notícias sobre a paralisação de testes da vacina de uma grande empresa global”, disse o Bradesco em nota. A Johnson & Johnson informou na terça-feira que demoraria alguns dias até que um comitê de monitoramento de segurança avalie os testes clínicos de sua candidata a vacina contra coronavírus, após anunciar que o estudo fora suspenso devido a uma doença em um participante. A medida preocupa o mercado num momento em que mais países europeus anunciam novas medidas de restrição, em meio ao crescimento de novos casos de Covid-19 por lá, o que pode enfraquecer a instável recuperação econômica. O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou as previsões para a economia global, mas alertou que as perspectivas estão piorando para muitos mercados emergentes. O Brasil sofrerá queda menos acentuada em sua economia em 2020, de 5,8%, diferença significativa em relação à estimativa de junho, de contração de 9,1%. O leilão do BC ocorreu no mesmo dia em que a Petrobras informou início de uma oferta de recompra de títulos pela subsidiária Petrobras Global Finance, num montante total dispendido de 2 bilhões de dólares. A recompra dos papéis implica pagamento em dólar aos credores, o que indica fluxo de saída de capital, reduzindo a oferta de moeda no país e, assim, exercendo pressão de alta sobre o dólar.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta

O Ibovespa fechou acima dos 98 mil pontos na terça-feira pela primeira vez desde meados de setembro, com papéis do Magazine Luiza entre as maiores contribuições positivas, tendo renovado cotação recorde antes de novo desdobramento das ações

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve alta de 1,05%, a 98.502,82 pontos. A última vez que havia fechado acima dos 98 mil pontos foi em 18 de setembro, a 98.289,71 pontos. O volume financeiro da sessão somou 26 bilhões de reais, contra média diária em 2020 de cerca de 29 bilhões de reais. “O fluxo hoje, apesar de pequeno, foi bem distribuído entre institucionais pessoas físicas e alguma coisa de estrangeiro também”, observou o diretor de investimentos da Kilima Gestão de Recursos, Eduardo Levy. Ele ponderou, contudo, que o estrangeiro tem ficado de fora da bolsa e que é preciso acompanhar se o movimento nesta sessão foi uma demanda pontual ou uma tendência, sendo um fator importante para a recuperação dos preços até o fim do ano. De acordo com dados da B3, o fluxo de capital externo no mercado secundário de ações está negativo em mais de 88 bilhões de reais em 2020, considerando números até 8 de outubro. Investidores do mercado brasileiro ainda monitoram a temporada de balanços no país, com CSN abrindo o calendário das companhias listadas no Ibovespa com resultado na quinta-feira, após o fechamento da sessão. Agentes financeiros citaram comentários sobre a proposta de reforma tributária entre os componentes para o desempenho do Ibovespa na sessão, principalmente em razão das preocupações do efeito do calendário eleitoral na agenda de reformas. No exterior, Wall Street fechou no vermelho após começar a semana mais forte, diante da interrupção dos testes da vacina para o Covid-19 em desenvolvimento pela Johnson & Johnson, enquanto Apple recuou em sessão com apresentação do iPhone 12.

REUTERS 

Governo prorroga período em que empresas podem suspender contratos e reduzir jornadas e salários

O Presidente Jair Bolsonaro editou decreto que prorroga o período em que as empresas poderão suspender contratos de trabalho e reduzir salário e jornadas para fazer frente ao impacto econômico gerado pela pandemia de Covid-19, informou o governo na terça-feira

“Diante do cenário atual de crise social e econômica, e com a permanência de medidas restritivas de isolamento social, faz-se necessária a prorrogação, mais uma vez, do prazo máximo de validade dos acordos. Essa ação irá permitir que empresas que estão em situação de vulnerabilidade possam continuar sobrevivendo a este período e, desta forma, preservar postos de trabalho e projetar uma melhor recuperação econômica”, disse a Secretaria-Geral da Presidência da República em nota. O decreto prorroga em mais 60 dias o período em que as empresas poderão reduzir o salário e a jornada de trabalho de seus funcionários, elevando para até 240 dias o prazo original previsto para celebração de acordos. O decreto também prorrogou o prazo para o recebimento do benefício emergencial, que o governo renovou até o final do ano.

REUTERS

FMI vê menor retração da economia brasileira em 2020 e crescimento de 2,8% em 2021

O Brasil sofrerá queda menos acentuada em sua economia em 2020, de 5,8%, diferença significativa em relação à estimativa de junho, de contração de 9,1%, conforme estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), que divulgou na terça-feira uma série de projeções para a atividade global

A expansão no próximo ano no Brasil será moderada, de 2,8%, afetada pela menor demanda doméstica que atinge seu amplo setor de serviços. Tanto a taxa de queda prevista para o Brasil neste ano quanto a de crescimento em 2021 são as mais baixas entre as principais economias da América Latina. O FMI ressaltou que os prognósticos assumem que o país obedecerá à sua regra de teto de gastos, que limita o crescimento das despesas públicas. A estimativa oficial do Ministério da Economia é de queda de 4,7% no PIB neste ano, com crescimento de 3,2% no ano seguinte. No texto, o FMI alertou para riscos negativos “significativos” ao país, que incluem uma segunda onda da pandemia, “cicatrizes de longo prazo” de uma longa recessão e choques na confiança devido à enorme dívida pública do país. Em seu relatório Perspectivas Econômicas Globais de outubro, o FMI antecipou uma contração da economia latino-americana de 8,1%, menos profunda do que os 9,2% previstos em junho, mas moderou ligeiramente sua projeção de expansão para o próximo ano a 3,6%. A queda deste ano superará em muito a retração de 2,5% em 1983, em meio à crise da dívida externa, e a de 1,9% do desastre financeiro do final da década passada, segundo série do Banco Mundial que tem início em 1960. As projeções, embora suponham perdas exorbitantes de produção, têm se moderado para a América Latina devido à recuperação acelerada de seus dois principais parceiros comerciais, China e Estados Unidos, no último trimestre. A economia mundial vai encolher 4,4% neste ano, muito menos do que se temia no auge da pandemia, mas as disparidades na retomada serão acentuadas nas nações com maior vulnerabilidade social, incluindo as economias emergentes, enfatizou o Fundo. “Cerca de 90 milhões de pessoas podem ficar abaixo do limite de renda de 1,90 dólar neste ano, o que constitui escassez extrema”, destacou o FMI, citando dados fornecidos pelo Banco Mundial.

REUTERS

Mercado eleva projeções para inflação em 2020 e 2021, vê câmbio mais desvalorizado

O mercado elevou a expectativa para a inflação em 2020 a nível próximo ao patamar mínimo do intervalo da meta do Banco Central e aumentou também a projeção para a inflação do ano que vem, mostrou o relatório Focus divulgado na segunda-feira

A mediana das projeções colhidas pelo BC junto a cerca de 100 instituições aponta agora para um IPCA de 2,47% este ano e de 3,02% em 2021. Na semana passada, as estimativas eram de 2,12% e 3,00%, respectivamente. A meta central para os dois períodos é de 4% e 3,75%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. Os novos ajustes das projeções acontecem depois de o IBGE ter mostrado, na semana passada, que o IPCA teve em setembro a maior alta para o mês em 17 anos, impulsionado pelo aumento dos alimentos. O BC já havia dito que esperava esse aumento e avaliou que ele não contaminaria a inflação do próximo ano. Os economistas também elevaram a projeção para a taxa de câmbio no final deste ano para 5,30 reais por dólar, sobre 5,25 reais na semana anterior. Para 2021, a aposta agora é que o dólar chegue ao final do ano valendo 5,10 reais, acima dos 5,00 reais previstos há uma semana. Para a Selic, os investidores seguem prevendo que a taxa básica será mantida em 2% até o final deste ano e termine 2021 em 2,50%.

MONEYTIMES

Comércio com EUA cai ao menor nível em 11 anos

Soma de exportações e importações recua 25% no acumulado janeiro a setembro, para US$ 33,4 bilhões

Com queda de 25% em relação a 2019, as relações entre Brasil e Estados Unidos fecharam o acumulado de janeiro a setembro em US$ 33,4 bilhões, a menor corrente de comércio bilateral para o período dos últimos 11 anos. A predominância de bens da indústria de transformação na pauta brasileira de exportação aos americanos, com participação importante de petróleo e derivados, contribuiu para uma queda de 31,7% dos embarques aos EUA até setembro e para um déficit de US$ 3,1 bilhões. Os dados sinalizam para um déficit no comércio bilateral em 2020 que deve ser o maior dos últimos cinco ou seis anos, segundo dados do “Monitor do Comércio Brasil-EUA”, divulgado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil). Ainda assim, os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com fatia de 9,7% das exportações e 12,3% da corrente de comércio brasileiras. Em primeiro lugar, a China detém 34,1% das exportações e 28,8% da corrente de comércio. A Amcham projeta déficit entre US$ 2,4 bilhões e US$ 2,8 bilhões para este ano no comércio Brasil-EUA. Até setembro os embarques somaram US$ 15,2 bilhões, o menor valor para o período desde 2010. Isso significa queda de 31,5% contra igual período do ano passado. “O ritmo é quatro vezes maior que o da retração de 7,7% da exportação total do Brasil”, destaca Abrão Árabe Neto, Vice-Presidente Executivo da Amcham Brasil. A pauta de exportação brasileira aos americanos, com 87,2% em itens da indústria de transformação, explica o maior impacto no comércio com os EUA. É um cenário bem diferente dos embarques à China, que ganharam espaço impulsionados por volumes e preços de commodities agrícolas. Nas vendas aos americanos, a commodity que influenciou foi o petróleo que corresponde hoje a 8,9% da pauta exportadora brasileira aos americanos. Ao mesmo tempo, as importações brasileiras de produtos americanos caíram 18,7% considerando o acumulado até setembro contra igual período de 2019, para US$ 18,3 bilhões. No primeiro semestre o desembarque de produtos americanos caiu 4,4%. No terceiro trimestre o tombo foi de 41,6% em relação a mesmos meses do ano passado, destaca ele. Em setembro, as importações com origem nos EUA foram as menores para o mês desde 2009. Outra questão no curto prazo se refere ao Sistema Geral de Preferências (SGP) que tem término previsto em dezembro, nota o executivo da Amcham. Por esse programa determinados produtos são exportados por países menos desenvolvidos com tarifa menor ou zero a países desenvolvidos que concedem o benefício. Segundo Árabe Neto, os produtos da lista do SGP dos EUA correspondem historicamente a cerca de 10% das exportações brasileiras. E o Brasil, diz, representa 11% do que os americanos importam dentro do SGP. Ao mesmo tempo, porém, há pressão de fornecedores de outros países beneficiados do SGP em retirar o Brasil do sistema.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS 

MPT processa JBS por omissão em medidas contra covid-19

Órgão pede indenização de R$ 15 milhões por irregularidades em abatedouros de Itapiranga (SC)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou na terça-feira (13) que ingressou com uma ação civil pública contra a JBS pedindo R$ 15 milhões em indenização por danos morais coletivos. O MPT acusa a JBS de ter sido omissa na adoção de medidas para proteger os trabalhadores contra a covid-19 nos abatedouros de aves e suínos que possui em Itapiranga, no oeste de Santa Catarina. Diante disso, o órgão também pediu que a Justiça obrigue a JBS a realizar testes para detecção de covid-19 em todos os funcionários das unidades de Itapiranga. Em nota, o MPT alegou que a JBS não forneceu testes para detecção da doença e também não afastou funcionários com sintomas compatíveis com a covid-19. Entre as irregularidades que teriam sido cometidas pela JBS, o MPT cita a demora em afastar funcionários de grupos de risco, a omissão em vacinar os trabalhadores contra o vírus H1N1 e a ausência de distanciamento dentro da fábrica. O órgão cita que, em Itapiranga, 181 funcionários do abatedouro de suínos não foram afastados mesmo estando com sintomas compatíveis. No abatedouro de aves, 200 estiveram na mesma situação. Ainda de acordo com o órgão, a JBS teria afastado tardiamente 82 no abatedouro de suínos — desses, 38 tiveram o diagnóstico positivo — e 62 na unidade de aves, com 13 casos positivos. Em agosto, um funcionário da empresa faleceu, segundo o MPT. “A conduta da empresa é temerária ao voluntariamente optar pela manutenção de trabalhadores que apresentam sintomas compatíveis com a covid-19 em atividade, pondo em risco a saúde de todos os demais trabalhadores da unidade, na medida em que viabiliza a contaminação em grande escala”, critica o MPT. A ação civil pública tramita na Vara do Trabalho de São Miguel do Oeste (SC). Procurada, a JBS não respondeu imediatamente.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne de frango no começo de outubro melhoram em relação a setembro

Analista aponta que países do Oriente Médio podem estar retomando as compras da proteína

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne de frango nos primeiros sete dias úteis de outubro tiveram alta na média de faturamento e volume em relação a setembro. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, ainda que discreto, os resultados mostram bom ritmo para a comercialização da proteína avícola brasileira no exterior.  Há ainda a perspectiva de países do Oriente Médio estarem retomando as compras. O faturamento por média diária nos primeiros sete dias úteis de outubro foi de US$ 21.339,694, 11,78% a menos do que o registrado em outubro de 2019. Na comparação com o resultado de setembro, a arrecadação por média diária foi 3,19% superior. No caso das toneladas por média diária embarcada, no começo deste mês foram registradas 15.926,613, alta de 4,71% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Em relação à setembro, o número é 4,46% maior. Segundo os dados da Secex, o preço pago por tonelada até a segunda semana de outubro deste ano ficou em US$ 1.339,876, recuo de 15,75% frente a outubro de 2019. Em comparação a setembro, houve redução de 1,21%. A receita obtida exportações de carne de frango nos primeiros sete dias úteis de outubro, US$ 149.377,859 representam 28% do total faturado no ano passado. Em matéria de volume embarcado, as 111.486,291 toneladas são 33,3% de tudo o que foi embarcado em outubro de 2019.

AGÊNCIA SAFRAS

Exportação de carne suína do BR cresce no começo de outubro, com China se abastecendo para o ano Novo Lunar

Analista aponta, entretanto, que embargo da China à carne da Alemanha não se refletiu nos resultados deste mês

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína nos primeiros sete dias úteis de outubro tiveram aumento tanto em relação às médias de receita e volume obtidos no mesmo mês de 2019, quanto comparando com setembro. Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, aponta que estes aumentos são reflexo do retorno da China às compras, já que o gigante asiático passou oito dias comemorando o feriado do Meio Outono, e a preparação de estoques do país para o Ano Novo. O faturamento por média diária nos primeiros sete dias úteis de outubro foi de US$ 10.160,228, 51,12% a mais do que o registrado em outubro de 2019. Na comparação com o resultado de setembro, a arrecadação por média diária foi 21% superior. No caso das toneladas por média diária embarcada, no começo deste mês foram registradas 4.367,256, alta de 53,53% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Em relação a setembro, o número é 20,59% maior.  Segundo os dados da Secex, o preço pago por tonelada até a segunda semana de outubro deste ano ficou em US$ 2.326,455, recuo de 1,57% frente a outubro de 2019. Em comparação a setembro, houve leve aumento de 0,5%. A receita obtida exportações de carne suína nos primeiros sete dias úteis de outubro, US$ 71.121,602 representam 48% do total faturado no ano passado. Em matéria de volume embarcado, as 30.570,793 toneladas são 48,8% de tudo o que foi embarcado em outubro de 2019. “Para o Brasil ampliar as exportações de forma agressiva, tem que aumentar as habilitações de frigoríficos, e a China tem que ser mais conivente com a ractopamina. Quem deve estar absorvendo essa demanda é a Holanda, Espanha e os Estados Unidos, já que as agroindústrias brasileiras já trabalham em capacidade máxima”.

AGÊNCIA SAFRAS

INTERNACIONAL

Índice de preços de carnes da FAO mantém queda em setembro

O índice de preços globais de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 0,9% em setembro, na comparação com agosto, seguindo trajetória mensal de queda observada desde janeiro

O índice ficou em 91,6 pontos em setembro, queda de 9,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. “Em setembro, as cotações para carne suína caíram, parcialmente influenciadas pela decisão da China de impor um bloqueio a importações da Alemanha após a detecção de peste suína africana entre javalis, enquanto os preços da carne de ovinos diminuíram com a alta oferta sazonal da Austrália”, disse a FAO em comunicado na semana passada. Os preços da carne de frango subiram, refletindo o forte ritmo de vendas internacionais e limitada oferta por parte do Brasil. As cotações da carne bovina ficaram estáveis, já que um aumento nos preços dos produtos brasileiros foi praticamente anulado pela queda nas cotações do produto australiano. O índice de preços de carnes da FAO considera 35 cotações para preços de carnes (frango, suína, bovina e ovina) em dez diferentes mercados.

CARNETEC

Subsidiária da JBS nos EUA, Pilgrim’s leva multa de US$ 110 milhões por restringir competição

A indústria de alimentos JBS informou na manhã desta quarta-feira que sua subsidiária Pilgrim’s Pride Corporation (listada na bolsa Nasdaq) celebrou acordo com a Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para pagar multa por restringir competição

O acordo ocorre no âmbito da investigação sobre vendas de frangos de corte nos Estados Unidos e está sujeito à aprovação da Corte Distrital do Estado do Colorado. Segundo o fato relevante divulgado pela JBS, a Pilgrim’s concordou em pagar multa de US$ 110,5 milhões (R$ 615 milhões pela cotação comercial) por restrições à competição que afetaram três contratos de venda de produtos de carne de frango de corte a um cliente nos Estados Unidos. Segundo a JBS, o acordo não recomenda monitoramento, restituição ou período de condicional, e prevê que a Divisão Antitruste não apresentará acusações adicionais contra a Pilgrim’s com relação ao tema do acordo. A Pilgrim’s pretende registrar a multa como “despesas diversas” em suas demonstrações financeiras do terceiro trimestre de 2020, diz o fato relevante.

VALOR ECONÔMICO

Ásia será única região com aumento do consumo de carne bovina nesta década

As projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) apontam, em curto prazo, que os preços da carne bovina no mundo cairão devido à oferta dos principais países produtores, entre eles o Brasil

As mesmas projeções indicam também que à medida que os produtores reduzirem o ritmo e a taxa de crescimento da produção diminuir, os preços aumentarão lentamente. No relatório ainda há previsão de crescimento do consumo de carne bovina para os próximos dez anos, com destaque para o continente asiático, única região com aumento de consumo per capita. Esse cenário futuro está no documento intitulado “OECD-FAO Agricultural Outlook 2020-2029”. A OECD e a FAO publicaram em 16 de julho o documento. A produção mundial de carne bovina tem projeção de aumentar em seis milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC) até 2029, e 81% desse aumento virá de países em desenvolvimento. No curto prazo, o suprimento dos diversos tipos de carnes se manterá influenciado pelo impacto da peste suína africana na Ásia e a redução do rebanho bovino na Austrália, devido a condições climáticas. Acredita-se que, após 2021, esses fatores estarão estáveis e uma gradual recuperação na produção mundial ocorrerá, liderada por Argentina, Brasil e Estados Unidos. Nos EUA, a produção avançará devido ao aumento do número de abates e do peso das carcaças, resultante de baixos custos de alimentação. No Brasil, o crescimento da produção se beneficiará da oferta abundante e favorável de recursos naturais, alimentação, disponibilidade de pastagens, ganhos de produtividade e, em certa medida, da desvalorização do Real. No relatório, prevê-se que o consumo de carne bovina cresça nos próximos dez anos e represente 16% do aumento total no consumo de carnes. A Ásia é a única região para a qual se projeta aumento de consumo per capita. A comercialização de carnes no mundo (excluindo animais vivos e produtos processados) será em torno de 12% maior em 2029, liderada pelas carnes de frango e bovina. Isso representa uma desaceleração no crescimento do comércio de carnes para uma taxa anual média de quase 0,6%, em comparação com 3% na década anterior. Por outro lado, se espera que a parcela da produção total aumente levemente ao longo do tempo. A participação das três maiores regiões exportadoras somadas (Brasil, União Europeia e Estados Unidos) representará quase 60% das exportações mundiais de carne até 2029. Em médio prazo, mudanças nas preferências e atitudes dos consumidores em relação ao consumo de carne, em vista de seu impacto na saúde, no meio ambiente, no bem-estar animal e nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) podem levar a um crescimento mais modesto da demanda.

O Presente Rural 

Turbulências na pecuária de corte australiana

Indústria australiana de carne vermelha mostrou notável resiliência durante o último ano financeiro, aponta o Relatório Anual 2019-20 do Meat & Livestock Austrália

Tomada pela seca, pandemia global de Covid-19, oscilações de mercado, inundações e incêndios florestais, a indústria australiana de carne vermelha mostrou notável resiliência durante o último ano financeiro, aponta o Relatório Anual 2019-20 do Meat & Livestock Austrália. O Presidente do MLA, Alan Beckett, observou que a pandemia da Covid-19 foi um evento sem precedentes e imprevisível para o mundo em 2020, criando “consequências econômicas e sociais insondáveis”. “A indústria de carne vermelha, embora um pouco mais protegida do que outras indústrias, não ficou imune a isso e teve que se adaptar à situação conforme ela se desenrolava”, disse ele. O coronovírus impactou substancialmente os padrões de consumo, relatou Beckett. O serviço de alimentação foi um dos setores mais afetados globalmente, com restrições que diminuíram significativamente o número de pessoas que jantavam fora de casa. Também houve uma mudança no sentido de cozinhar em casa com mais regularidade, impactando ainda mais as vendas de serviços de alimentação. As vendas no varejo de carne vermelha, no entanto, aumentaram acentuadamente, impulsionadas por preocupações com a segurança alimentar e pelo pico de consumo gerado por uma onda de pânico. Isso criou desafios com o desequilíbrio da carcaça, uma vez que cortes de maior valor que normalmente seriam comprados por meio de serviços de alimentação estavam agora sem um mercado consistente, observou Beckett. O Presidente do MLA disse que outros impactos da Covid-19 sobre a carne vermelha australiana incluem mudanças voláteis no mercado, desafios com processamento devido a fechamentos de matadouros e dificuldades de exportação decorrentes de interrupções no frete. “Desde o início do surto, a demanda do mercado internacional tem sido volátil. Porém, a demanda por carne bovina australiana continua forte, com o impacto da peste suína africana ainda tendo uma grande influência no comércio global de proteína de carne”, disse ele.

Beef Central

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