CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1339 DE 13 DE OUTUBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1339| 13 de outubro de 2020

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com preços firmes

A semana passada foi de mercado comprador por causa do feriado em 12 de outubro e do recebimento de salários, mas na última sexta-feira (9/10) as compras estiveram mais compassadas

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a arroba do boi gordo para o mercado interno ficou estável na comparação dia a dia, cotada em R$260,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$259,50/@, com desconto do Senar, e R$256,00/@ com desconto do Funrural e Senar. Já no Sudeste de Mato Grosso, a cotação da arroba do boi gordo subiu 1,2% na comparação dia a dia, ou R$3,00/@ e ficou cotada em R$248,00/@, considerando o preço bruto e à vista, R$247,50/@, com desconto do Senar, e R$244,50/@ com desconto do Funrural e Senar.

SCOT CONSULTORIA

Ligeira alta nas cotações da carne bovina no atacado com osso em São Paulo

Movimentação leve no mercado atacadista paulista de carne com osso. Com os varejistas já abastecidos foram concretizados poucos negócios, porém insuficientes para mudar os preços

O destaque vai para o dianteiro 1×1 que, nos últimos sete dias, subiu 1,1% e ficou cotado em R$13,70/kg, segundo levantamento da Scot Consultoria. O boi casado e a ponta de agulha de boi capão subiram moderadamente, cotados em R$16,35/kg e R$13,80/kg, variação positiva de 0,3% e 0,7%, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA 

Maior rigor contra crimes na Amazônia é uma das causas da falta de gado em Mato Grosso

Presidente do sindicato das indústrias diz que produtores aproveitam brecha legal para abater animais em Estados fora do bioma e sem controle ambiental 

A baixa disponibilidade de gado no Brasil devido ao ciclo de alta pecuária tem um agravante no Mato Grosso, maior produtor nacional de carne bovina. Com as grandes empresas do setor aumentando o compromisso com o desmatamento zero na Amazônia e estendendo-o a seus fornecedores indiretos, muitos pecuaristas têm aproveitado a isenção fiscal para movimentação interestadual do rebanho a propriedades de mesma titularidade para abater os animais em frigoríficos sem controle sobre o histórico ambiental dos fornecedores. “A gente tem visto um crescimento muito grande dessa evasão de animais e alertamos os dois pontos: a questão tributária e a ilegalidade ambiental. As duas contribuem para essa evasão”, destaca o Presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), Paulo Bellicanta. Segundo ele, cerca da metade dos 93 mil animais que saíram do Estado em agosto deste ano são oriundos do norte do Mato Grosso, onde predomina o bioma amazônico e as empresas locais são signatárias de um Termo de Ajustamento de Conduta comprometendo-se a não adquirir animais de áreas com passivo ambiental. “Esse gado está morrendo fora do Mato Grosso, fora da região, sem nenhuma comprovação de que ele não seja fruto de área ilegal”, aponta Bellicanta, ao reforçar seu apoio às medidas de sustentabilidade adotadas pelo setor no Estado. “Entendemos que é assim que deve ser porque assim vamos conseguir ter uma Amazônia respeitada no resto do mundo, respeitando a lei. O problema é que encontraram uma saída para burlar isso enquanto são feitas vistas grossas por algumas empresas compradoras”, critica o presidente do Sindifrigo-MT. A evasão de animais do Mato Grosso coincide não só com o aumento das exigências ambientais de grandes frigoríficos, mas também com mudanças na tributação na circulação de mercadorias entre propriedades de mesmo dono. Em agosto deste ano, o plenário do Supremo Tribunal Federal confirmou o entendimento de que a cobrança do ICMS só se aplica nos casos em que a circulação de mercadoria entre Estados configurar ato mercantil ou transferência da titularidade do bem. Com isso, os pecuaristas do MT têm transferido os animais livre de impostos para serem abatidos próximos dos principais mercados consumidores do país e dos canais de exportação. Chamada de “lavagem de gado”, a prática é comum e tende a aumentar diante da falta de uma política nacional de combate ao desmatamento ilegal, observa o Diretor Executivo da ONG Amigos da Terra, Mauro Armelin. “O TAC da Amazônia vale para a Amazônia como um todo. Porém, as auditorias são realizadas pelo Ministério Público “Está se usando, neste momento, uma brecha da lei para uma comercialização ilegal, e isso é uma coisa muito complicada para quem está no Mato Grosso. Quem está no MT paga imposto para matar boi, tem tributo sobre a carne, e quem está em São Paulo não tem. Isso gera desigualdades de competição econômica”, diz Paulo Bellicanta, Presidente do Sindifrigo-MT. Por enquanto, só o Estado do Pará tem feito essas auditorias”, afirma Armelin. As auditorias, contudo, não analisam o gado abatido em empresas fora do bioma, que recebem esses animais livre de impostos desde agosto. “A conduta ruim do frigorífico no Estado de São Paulo não é com relação aos animais que são criados no Estado de São Paulo, mas àqueles que estão vindo de áreas onde não são abatidos porque os frigoríficos estão prestando atenção nas questões legais da origem do gado”, aponta o ambientalista.

GLOBO RURAL 

ECONOMIA

Dólar tem primeira queda semanal em um mês

O dólar caiu na sexta-feira e acumulou a primeira queda semanal depois de um mês, com as operações domésticas espelhando a fraqueza da moeda norte-americana no exterior

O dólar à vista recuou 1,12%, a 5,5268 reais na venda. Na semana, a cotação cedeu 2,47%, depois de quatro semanas consecutivas de ganhos, período em que subiu 6,76%. É a primeira queda semanal do dólar desde a semana finda em 4 de setembro (-1,99%) e a mais intensa desde os cinco dias terminados em 28 de agosto (-3,41%). Em outubro, o dólar recua 1,64%. Em 2020, a moeda salta 37,73%. As agendas de mercado indicam um noticiário político brando nesta semana, mas sem tirar as atenções ao Renda Cidadã. “Adicionalmente, vale notar a intenção –recém afirmada pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia– de avançar com os debates em torno da PEC Emergencial”, disse o Itaú Unibanco em nota. Do lado macro, na semana que vem o IBGE divulga os números do setor de serviços (na quarta) e o IBC-Br (na quinta), ambos de agosto. “Os dados da pesquisa de serviços deverão mostrar crescimento no mês… O IBC-Br do período, ao trazer uma proxy agregada para o crescimento do PIB, deverá reforçar a leitura de atividade econômica forte”, afirmou o Bradesco em nota. A semana positiva para o real no agregado ocorreu em meio à divulgação de dados recordes no varejo brasileiro em agosto, bem como o primeiro crescimento da atividade de serviços (medida pelo PMI) após seis meses de retração.

REUTERS

Ibovespa recua antes de feriadão

O Ibovespa teve queda na sexta-feira, com investidores embolsando parte dos ganhos da véspera, mas voltou a ter desempenho semanal positivo após mais de um mês de perdas

O principal índice da bolsa paulista caiu 0,45%, a 97.483,31 pontos. Mas na semana, registrou alta de 3,68%, após cinco quedas semanais consecutivas. O volume financeiro somou 28,7 bilhões de reais, acima da média do mês, de 25,8 bilhões. A semana foi de novo marcada preocupações com a trajetória das contas públicas do país, com o mercado mostrando algum alívio, apesar de incertezas ainda figurarem no horizonte. Para Fábio Galdino, Chefe de Renda Variável da Vero Investimentos, parte do alívio nos últimos dias veio após reunião do ministro da Economia, Paulo Guedes, com o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, com ambos prometendo voltar a trabalhar juntos na agenda econômica. Mas “até que tenha uma definição mais clara a respeito de tudo isso, a gente continuará vendo os mercados mais voláteis”, afirmou. Pela manhã, o Presidente Jair Bolsonaro reiterou que o auxílio emergencial não será pago para sempre e que, apesar do valor baixo para os beneficiários, é muito caro para a União. Ele ressaltou que outras medidas tomadas pelo governo farão que o país volte em breve à normalidade. O governo negou nesta semana intenção de estender o auxílio para os primeiros meses de 2021, assim como de prorrogar o orçamento de guerra. Nos EUA, os índices de Wall Street subiram em meio a esperanças de mais ajuda fiscal.

REUTERS 

Valor da produção agropecuária do Brasil deve ter recorde de R$806,6 bi em 2020

O ministério destacou a elevação nos preços de produtos como soja (alta de 21,8%), café arábica (+15,8%), bovinos (+16,4%), milho (+16,2%) e suínos (+16,4%), em comparação com 2019.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil deverá atingir um recorde de 806,6 bilhões de reais em 2020, alta de 11,5% em relação a 2019, disse na sexta-feira o Ministério da Agricultura, que até o mês passado projetava a cifra em 771,4 bilhões de reais. O faturamento das lavouras tende a apurar alta de 15% na comparação anual, para 543 bilhões de reais, enquanto o valor da produção pecuária foi estimado em 263,6 bilhões de reais, de acordo com comunicado divulgado pela pasta. Nas estimativas do mês passado, o ministério via o faturamento das lavouras em 519 bilhões de reais, enquanto o da pecuária era projetado em 252,4 bilhões de reais. Segundo o governo, os principais responsáveis pelo resultado são soja, bovinos, milho e café, que têm registrado preços altos e firme demanda do mercado externo, beneficiados pela desvalorização do real frente ao dólar. “Além dos preços, a safra recorde de grãos e o comércio internacional favorável compõem um cenário de bons resultados financeiros”, disse em nota o Coordenador-Geral de Avaliação de Política e Informação da Secretaria de Política Agrícola, José Garcia Gasques.

REUTERS 

IPCA supera a previsão do Banco Central

Autoridade monetária vem preparando o mercado para esse repique de preços há vários meses

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,64% em setembro, superou as estimativas do Banco Central para o mês, de 0,4%, que na época em que fez o prognóstico já estava um pouco mais pessimista do que o mercado. Essa foi a maior surpresa inflacionária para o Banco Central desde dezembro de 2019, quando um choque nos preços das proteínas animais fez com que o IPCA ficasse 0,34 ponto percentual acima do previsto. Houve surpresas fortes para baixo neste ano, devido à pandemia. Como em fins do ano passado, a surpresa inflacionária não deverá ter repercussões na condução da política monetária, a julgar pelo que vem sustentando autoridades do Banco Central. Há vários meses o BC vem preparando o mercado para esse repique inflacionário, que já era previsto. E vem avisando que, ao ignorar um aumento temporário de preços, reforçaria a indicação de que o “forward guidance” é para valer. Hoje, os núcleos de inflação também subiram um pouco. Isso também já era previsto – o Diretor de Política Econômica do BC, Fabio Kanczuk, disse que o repique de preços tenderia a causar uma pressão, também temporária, nos núcleos e nas expectativas. Mas ele e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foram bem claros em afirmar, na divulgação do Relatório de Inflação, que não esperam que a alta que ocorre agora nos preços contamine a inflação de 2021, período em que o alto grau de ociosidade da economia deverá prevalecer na chamada tendência subjacente da inflação. Uma curiosidade é que o Banco Central já estava mais pessimista sobre a evolução do IPCA de setembro. A projeção de uma variação de 0,4% foi feita na data de corte do Relatório de Inflação, em 11 de setembro, quando o mercado projetava um índice de 0,27%. Na divulgação do documento, em 24 de setembro, o mercado esperava um IPCA de 0,32%. Nesse período todo, a projeção do mercado evoluiu, e a mediana das projeções na véspera da divulgação do IPCA já havia alcançado 0,54%.

VALOR ECONÔMICO

IGP-M desacelera alta a 1,97% na 1ª prévia de outubro, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve alta de 1,97% na primeira prévia de outubro, frente a uma alta de 4,41% no mesmo período do mês anterior, refletindo forte desaceleração nos preços do atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV)

Dados mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-M, saltou 2,45% na primeira leitura de outubro, contra ganho de 6,14% no mesmo período do mês anterior. A principal colaboração para esse resultado partiu do grupo Matérias-Primas Brutas, que desacelerou a alta a 2,31% em outubro, ante taxa de 11,37% em setembro. André Braz, Coordenador dos Índices de Preços da FGV, destacou em nota que commodities de peso, como minério de ferro, milho e café, influenciaram o recuo dos preços ao produtor, “apesar da volatilidade da taxa de câmbio.” O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, mostrou maior pressão na primeira prévia de outubro, registrando alta de 0,64%, contra salto anterior de 0,35%. Entre os componentes do IPC, o destaque veio dos preços de Educação, Leitura e Recreação, que ampliaram seu salto de 0,40% para 3,03% no primeiro decêndio de outubro, impulsionados pela disparada de 33,57% na inflação das passagens aéreas. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou a alta a 1,26% na primeira prévia deste mês, ante avanço de 0,88% em setembro.

REUTERS

EMPRESAS 

BRF recompra US$ 285,5 milhões em títulos de dívida no exterior

Com operação, prazo médio de vencimento das dívidas passou de 4,9 anos para quase 8 anos

Dona das marcas Sadia e Perdigão, a BRF desembolsou US$ 285,5 milhões (o equivalente a R$ 1,6 bilhão) para recomprar títulos de dívida no exterior. Com o resgate parcial dos papéis, o perfil de vencimento das dívidas do grupo foi alongado de 4,9 anos para quase 8 anos. Em entrevista ao Valor, o Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Carlos Moura, afirmou que esse perfil de vencimento é o de uma companhia “como a BRF tem que ser”. Apesar da situação confortável, executivo frisou que o processo de gestão de dívida é contínuo, com ações nos mercados externo e interno. “Vamos tentar sempre otimizar”, reforçou o Vice-Presidente. A conclusão da recompra foi anunciada na segunda-feira (12), em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ao todo, a BRF recomprou US$ 115 milhões em títulos com vencimento em 2022 e 2023 e cerca de US$ 170 milhões em títulos que venceriam entre 2024 e 2026. Para a recompra, a BRF usou parte do montante obtido em setembro com a emissão de US$ 500 milhões em papéis com vencimento em 2050. “Com a recompra e o valor [da emissão] que fica no caixa, há um alongamento um pouco maior da porção de dívida em dólar”, afirmou Moura, citando que os dados pro forma do segundo trimestre mostravam que 65% das dívidas da companhia eram em moeda estrangeira. No fim de junho, a dívida bruta da BRF somava R$ 26 bilhões e o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) estava em 2,89 vezes.

VALOR ECONÔMICO

Justiça determina que JBS faça testes para covid-19 em todos os funcionários de Montenegro (RS)

Há mais de 2,2 mil trabalhadores no abatedouro gaúcho da gigante das carnes

A pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), a Justiça determinou que a JBS aplique testes para covid-19 em todos os funcionários do frigorífico de Montenegro, no Rio Grande do Sul. A medida também será aplicada para trabalhadores terceirizados da unidade. Na planta, há mais de 2,2 mil trabalhadores. Em nota, o MPT informou na segunda-feira (12) que essa foi a sétima ação ajuizada contra o JBS no Rio Grande do Sul desde o início da pandemia. A decisão judicial contra a empresa saiu na última sexta-feira (9). Procurada, a JBS informou que “não comenta processos judiciais em andamento e reitera que adotou protocolos rígidos para o enfrentamento da covid-19”. Na decisão, o desembargador Gilberto Souza dos Santos determinou que a empresa tem o prazo de 20 dias para realizar uma triagem médica de seus funcionários. Depois, eles serão testados pelo método RT-PCR, ou antígeno. Os que testarem positivo deverão se manter afastados por 14 dias, a partir da data da coleta, retornando ao trabalho após este prazo, se estiverem assintomáticos há pelo menos 72 horas. Aqueles que testarem negativos, mas ainda apresentarem sintomas compatíveis com uma possível infecção por covid-19, deverão ser mantidos em afastamento e isolamento e, após 10 dias da realização da testagem. A pena para o descumprimento da determinação será de multa diária de R$ 50 mil reais por cada item descumprido, e mais R$ 10 mil por trabalhador não afastado.

VALOR ECONÔMICO

Minerva retoma vendas à China a partir de frigorífico de Barretos

Autoridades chinesas haviam suspendido desembaraço de cargas da unidade na semana passada

A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, já retomou as vendas à China a partir do frigorífico de Barretos (SP), apurou o Valor. Na semana passada, a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) havia suspendido temporariamente o desembaraço de cargas da unidade do interior paulista. De acordo com uma fonte, “nada grave” foi identificado na averiguação feita pelas autoridades chinesas. Mais cedo, o colunista Lauro Jardim, de “O Globo”, informou que os chineses teriam detectado traços de covid-19 na embalagem de carne exportada pela Minerva.

VALOR ECONÔMICO

Paraguai é país que falta para completar diversidade da Marfrig

A Marfrig Global Foods pretende acelerar o projeto de construção de um frigorífico no Paraguai, afirmou o CEO da companhia brasileira, Miguel Gularte, em evento promovido pelo Credit Suisse

No início de setembro, a Marfrig já havia anunciado um acordo não vinculante com uma associação de pecuaristas do Paraguai para construir um frigorífico no país. A intenção da Marfrig é ter os pecuaristas como sócios. Para erguer a fábrica, os investimentos podem somar US$ 100 milhões em dois anos. Ao se associar a um grupo de pecuaristas que possui uma oferta de 350 mil cabeças de gado por ano, a companhia também resolve o problema de erguer uma nova fábrica, que é contar com matéria-prima, disse o executivo. Segundo Gularte, o Paraguai é o país que falta para a Marfrig completar sua diversidade geográfica. Ele lembrou que, recentemente, a empresa avaliou a aquisição do Frigonorte, mas a negociação não avançou. O Paraguai é considerado um país rentável para a indústria frigorífica, com boa produtividade e custos baixos. Atualmente, a Marfrig tem fábricas nos EUA, Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Com faturamento anual de mais de R$ 60 bilhões, a companhia é a segunda maior produtora de carne bovina do mundo e líder global em hambúrguer.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Custos de produção de frangos e suínos sobem mais de 6% em agosto

Os custos de produção de frangos de corte e suínos medidos pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa subiram mais de 6% em agosto puxados por fortes altas nos gastos com nutrição de animais.

O ICPFrango subiu 6,23% em agosto, em comparação com julho, para um recorde de 282,48 pontos, quando o custo de nutrição subiu 5,18%. O custo de produção de frangos subiu 20,56% no ano e 25,96% nos últimos 12 meses. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná passou dos R$ 3,44 em julho para R$ 3,65 em agosto. O ICPSuíno subiu 6,60% em agosto para 288,40 pontos, novo recorde nominal do índice. No ano, o índice subiu 19,27% e, em 12 meses, teve alta de 26,76%. Os gastos de nutrição subiram 5,93% no mês, 17,63% em 2020 e 24,71% em 12 meses. O preço do quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina fechou no recorde de R$ 5,04 em agosto.

CARNETEC 

Suínos: Em SC, preço do animal subiu mais de 10% em setembro, diz Cepea

O movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e está atrelado à oferta reduzida de animais em peso ideal 

As cotações do suíno vivo, da carcaça e dos cortes tiveram novas altas ao longo de setembro. Com isso, em algumas regiões levantadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as médias mensais atingiram recordes, em termos reais (as séries históricas do Cepea foram deflacionadas pelo IGP-DI no caso do suíno vivo e pelo IPCA no caso da carne e cortes, ambos de setembro/20). O movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e está atrelado à oferta reduzida de animais em peso ideal para abate e ao bom desempenho das exportações brasileiras da carne. No Oeste Catarinense, o animal teve média de R$ 7,86 por quilo em setembro, elevação de 10,3% frente à de agosto e a maior, em termos reais, para a região. No Norte do Paraná, o preço do suíno também atingiu recorde real, a R$ 7,97 em setembro, com avanço de 8,7% frente ao mês anterior. Já nas demais regiões, o preço médio do animal vivo não atingiu a máxima real mesmo com as altas. Em SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o valor de setembro esteve 6,4% acima do verificado em agosto, a R$ 7,95. Em Patos de Minas (MG), a média de setembro foi de R$ 8,13/kg, elevação de 4,8% frente à de agosto. Em ambas as regiões, as médias são máximas nominais. No mercado doméstico da carne, colaboradores do Cepea apontam dificuldades em repassar as altas do vivo aos cortes e carcaças, mas, ainda assim, os preços seguiram em elevação em setembro, também atingindo máximas reais em alguns casos. Um dos fatores que tem favorecido as vendas da proteína suína tem sido a valorização da carne bovina, que vive situação parecida, com exportações elevadas e oferta reduzida de animais para abate. Para a carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo, a cotação média subiu 11,5% de agosto para setembro, a R$ 11,69, máxima real da série histórica. Além da carcaça, alguns cortes também atingiram preços recordes, como a costela suína, com média de R$ 16,22 no estado de São Paulo e alta de 4,1% frente à do mês anterior.

CANAL RURAL 

INTERNACIONAL

China encontra peste suína africana em leitões em Chongqing

O Ministério da Agricultura da China confirmou na sexta-feira novos casos de peste suína africana em leitões transportados ilegalmente para a cidade de Chongqing, no sudoeste do país, o primeiro surto relatado desde 25 de julho.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças Animais de Chongqing apreendeu 70 leitões, dos quais 14 estavam doentes e 2 mortos, disse o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais em um comunicado.

REUTERS 

Depois de um ano, Coréia do Sul volta a registrar casos de peste suína africana em porcos

Autoridades sanitárias sacrificaram, de imediato, pelo menos 1.500 animais

Pela primeira vez em um ano, a Coréia do Sul encontrou novos casos de peste suína africana em porcos, forçando as autoridades a sacrificar pelo menos 1.500 animais, informou na sexta-feira o portal norte-americano Porkbusiness, com base em dados da agência de notícias Yonhap. Três porcos mortos testaram positivo para a doença, em uma fazenda na província de Gangwon na noite de quinta-feira. Autoridades abateram porcos em um raio de 10 quilômetros (6 milhas) da propriedade, relatou a Yonhap. Cerca de 400.000 porcos foram sacrificados depois que um surto começou no final do ano passado, atingindo pelo menos 14 fazendas. Até esta semana, informou a Yonhap, nenhum novo caso em porcos havia sido encontrado nas fazendas desde outubro de 2019, mas 750 casos foram descobertos em javalis que vagam pela fronteira com a Coréia do Norte. Em setembro, a Coréia do Sul proibiu as importações de carne de porco da Alemanha depois que um caso de peste suína africana foi confirmado em javalis.

Porkbusiness.com 

Importações de carne pela China têm leve alta mensal em setembro, para 834 mil t

A China importou 834.000 toneladas de carne em setembro, mostraram dados de alfândegas nesta terça-feira, com leve alta frente ao mês passado, com o maior consumidor de carne do mundo estocando proteína após uma queda em sua produção de carne suína 

O volume compara-se com 832.000 toneladas importadas em agosto e sugere que houve pouco impacto da suspensão das exportações por algumas fábricas no exterior que enfrentam surtos de coronavírus entre os trabalhadores. As importações nos primeiros nove meses do ano aumentaram 72%, para 7,41 milhões de toneladas, disse a Administração Geral de Alfândegas. A alfândega só começou a liberar dados mensais para todas as carnes combinadas neste ano. A produção de carne suína da China caiu 19% no primeiro semestre do ano, depois que a peste suína africana devastou o enorme rebanho de suínos do país nos últimos dois anos. As importações de carne suína nos primeiros nove meses chegaram a 3,29 milhões de toneladas, um aumento de 132,2% no ano, disse a alfândega em um comunicado separado. Isso significa que as importações de carne suína em setembro chegaram a 380.000 toneladas, segundo cálculos da Reuters, acima das 350.000 toneladas do mês anterior. As importações de carne bovina nos primeiros nove meses aumentaram 38,8% no comparativo anual para 1,57 milhão de toneladas, acrescentou o comunicado. As importações em setembro foram de 180.000 toneladas, segundo cálculo da Reuters.

REUTERS

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