CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1338 DE 09 DE OUTUBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1338| 09 de outubro de 2020

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: arroba subiu em 21 praças pecuárias

Das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba subiu em 21 na última quinta-feira (8/10)

Na média de todas as praças, o preço do boi gordo subiu 0,7% na comparação diária, o que representa praticamente R$2,00 /@. Em São Paulo, a arroba do boi gordo subiu 1,2% na comparação feita dia a dia, o que significa alta de R$3,00/@, e ficou cotada em R$260,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$259,50/@, com desconto do Senar, e R$256,00/@ com desconto do Funrural e Senar. Para animais jovens, cujo destino é o mercado chinês, as ofertas de compra estão em R$262,00/@, preço bruto e à vista. Com isso, as escalas de abate melhoraram, ainda que limitadamente, e atendem em média cinco dias.

SCOT CONSULTORIA

Boi: oferta de animais é maior; preço da arroba chega a R$ 259 em São Paulo

As negociações na modalidade a termo crescem e a oferta oriunda de confinamentos próprios mantém cotações firmes

O mercado físico do boi gordo segue com preços acomodados. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos continuam apontando para uma posição mais confortável em suas escalas de abate, com a incidência de contratos na modalidade a termo e a oferta oriunda de confinamentos próprios sendo determinantes para esta conjuntura. “Além disso, a previsão de chuvas ganha relevância, dada a dificuldade em manter os animais nos confinamentos nessas condições. A previsão é de um giro maior de confinados ao longo de outubro”, destaca. Enquanto isso, as exportações continuam ocorrendo em nível significativo, com a China mantendo um bom ritmo de compras. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 259 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores chegaram a R$ 256 Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 253 a arroba, ante R$ 252. Em Goiânia, Goiás, o valor indicado foi de R$ 250 a arroba, inalterado. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço também ficou estável, sendo negociado a R$ 244 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta nos preços, em linha com a entrada dos salários na economia, que impulsiona a reposição ao longo da cadeia produtiva. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,25 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 19,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preço do boi gordo está perto do pico, diz CEO da Marfrig

Disponibilidade de animais deve melhorar a partir de 20 de outubro, segundo o CEO da empresa 

A disparada dos preços do boi gordo está perto do fim. Essa é a avaliação de Miguel Gularte, CEO da Marfrig Global Foods, segunda maior indústria de carne bovina do Brasil. “Acho que chegamos perto do pico dos preços do gado”, disse o executivo, em evento promovido na quinta-feira (8) pelo Credit Suisse. “Acho que chegamos perto do pico dos preços do gado”, disse Miguel Gularte. Na quarta-feira, o indicador Cepea/B3 para o boi gordo em São Paulo — referência para o restante do país — atingiu R$ 258 por arroba, valorização de mais de 60% na comparação com um ano atrás. Na avaliação do CEO da Marfrig, o clima seco ajudou a tornar a oferta de boi gordo mais restrita do que o normal para períodos de entressafra. No entanto, a expectativa dele é que, a partir de 20 de outubro, a disponibilidade de gado pronto para o abate deve melhorar com a chegada dos animais engordados no sistema intensivo (confinamentos). Além disso, a demanda por carne, no Brasil e no exterior, também não deve dar suportes para novas alta dos preços do gado, sinalizou o executivo. “Não se espera explosão de consumo nos próximos meses”, acrescentou. Perguntado sobre notícias de férias coletivas de frigoríficos, Gularte afirmou que esse não deve ser um movimento massivo. A melhora da oferta de gado também deve permitir a normalização das escalas de abate. O executivo não abordou as paralisações temporárias da Marfrig, que deu férias coletivas recentemente em dois abatedouros em Rondônia — Ji-Paraná e Chupinguaia. A empresa está aproveitando o período para fazer manutenção nas fábricas e deve retomar os abates no Estado entre 19 de 29 de outubro.

VALOR ECONÔMICO

Confinamento de gado deve ter recorde no Brasil com disparada da arroba, diz DSM

A chegada do coronavírus ao Brasil reduziu as expectativas de pecuaristas que pretendiam confinar gado neste ano, mas a seca e a disparada da arroba bovina que vieram a seguir surpreenderam o mercado e voltaram a fazer do confinamento uma estratégia vencedora, o que deve resultar em um possível recorde de 6,1 milhões de cabeças terminadas em sistema intensivo em 2020

É o que mostram os dados preliminares do Censo de Confinamento DSM antecipados à Reuters, que apontam para alta de 17,3% na comparação anual, algo que não se imaginava no início da pandemia, disse um executivo da empresa. “Em março, se você perguntasse ao pecuarista se ele ia confinar, ele dizia que não, de jeito nenhum. Os meses foram passando, o Brasil teve uma das piores secas da história, as pastagens estão em péssima qualidade e ainda veio a forte alta da arroba”, explicou o Gerente de Categoria Confinamento da DSM, Marcos Baruselli. Em abril, o executivo havia dito à Reuters que as perspectivas mais otimistas naquele momento viam o confinamento em 5,5 milhões de cabeças para 2020. O levantamento foi concluído há cerca de 15 dias pela DSM– dona da marca Tortuga e uma das principais companhias do setor de alimentação animal– e, além do recorde, trouxe um número “bem real”, com poucas chances de mudança até o fim do ano, disse Baruselli. “Constatamos que a entrada de animais no primeiro giro de confinamento, de junho a agosto, foi muito fraca e que o segundo giro, de agosto a outubro, foi extremamente forte”, afirmou. Uma rentabilidade nunca antes vista foi um dos gatilhos para este movimento. Com base em uma arroba de 254 reais, por exemplo, valor que pode ter sido acordado no período em que o pecuarista decidiu confinar o boi, um animal de 20 arrobas gera um retorno bruto de 5.080 reais, calculou Baruselli. Para quem não fechou contratos prévios, o valor pode subir ainda mais, considerando que a arroba fechou em 258 reais na quarta-feira, de acordo com o Indicador do Boi Gordo Cepea/B3. Em 7 de outubro do ano passado, dados do Cepea mostram que a arroba estava cotada a 160 reais, o que representou uma rentabilidade de 3.200 reais para o mesmo animal de 20 arrobas que saía do confinamento naquela época. A forte alta nos preços do boi gordo neste ano é causada, principalmente, pela baixa oferta de animais prontos para abate. Soma-se a isso uma demanda aquecida para as exportações da carne, puxada por compras chinesas. “Neste contexto, mesmo com a Covid-19, com milho a 60 reais por saca, observamos uma taxa de retorno (pelo confinamento) que é a melhor dos últimos cinco anos”, disse o executivo da DSM, citando o cereal que é o principal insumo utilizado na ração animal.

REUTERS

ECONOMIA

noticiário interno mais calmo respalda queda do dólar

O dólar fechou em queda ante o real na quinta-feira, influenciado pelo quieto dia de notícias em Brasília, que abriu espaço para algum ajuste na moeda em pregão de amplo apetite por risco no exterior

O dólar à vista caiu 0,61%, a 5,5893 reais na venda, mas não sem antes chegar a subir a 5,6478 reais (+0,43%) durante a manhã. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez tinha baixa de 0,34%, a 5,5980 reais, às 17h20. Os mercados globais operaram com humor melhorado nesta sessão, amparados por maior otimismo quanto a um pacote de auxílio fiscal nos Estados Unidos. A compra de ativos de risco no Brasil teve espaço ainda com o noticiário modesto no campo político-econômico. “Basta Brasília não se mexer que o mercado anda. E o inverso é verdadeiro”, comentou Ivo Chermont, sócio e economista-chefe da Quantitas. Informações divergentes sobre financiamento do Renda Cidadã –novo programa de transferência de renda do governo–, além de outros ruídos de ordem política pressionaram os mercados nos últimos dias, diante de maior receio sobre a trajetória das contas públicas. O real teve algum suporte também por números sobre o volume de vendas no varejo brasileiro em agosto, que reforçaram percepção de retomada da economia. A recuperação do crescimento é vista como essencial para que haja perspectiva de valorização da taxa de câmbio, uma vez que poderia atrair mais capital estrangeiro, aumentando a oferta de dólares no país.

REUTERS

Ibovespa avança 2,5% com influência externa positiva

O Ibovespa subiu na quinta-feira puxado por ações de bancos e com influência positiva no exterior, com otimismo por negociações para novos estímulos econômicos nos Estados Unidos

O principal índice da bolsa paulista avançou 2,51%, a 97.919,73 pontos. O volume financeiro da sessão somou 27,2 bilhões de reais. Sem novos ruídos ligados ao quadro fiscal do país, a bolsa doméstica acompanhou o maior apetite ao risco em nível global, com comentários do Presidente dos EUA, Donald Trump, alimentando esperanças de novos estímulos fiscais. A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse que a proposta estímulos para companhias aéreas é uma questão de segurança nacional e que só pode ser aprovada no Congresso com garantias de que os parlamentares trabalharão em um pacote de auxílio mais abrangente. No plano doméstico, o noticiário econômico trouxe que foram feitos 466.255 pedidos de seguro-desemprego no país em setembro, queda de 10,6% sobre ano passado e elevação de 0,5% sobre agosto, segundo dados Ministério da Economia. Também, as vendas no varejo avançaram 3,4% em agosto sobre o mês anterior e atingiram o maior volume para o mês na série histórica do IBGE. Analistas da Levante Investimentos afirmaram que “a cada dia, o mercado fica mais sensível à indefinição sobre o futuro fiscal do país”, acrescentando que esperam bastante volatilidade até o final do ano, quando a questão deve ser pacificada.

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Campos Neto destaca aumento de prêmios em LFTs ao abordar o risco fiscal

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, apontou na quinta-feira o aumento recente do prêmio em LFTs, títulos públicos pós-fixados, ao destacar o risco fiscal no país

Esses papéis, outrora vistos como os de menor risco na renda fixa, têm sido pouco demandados pelos investidores em meio à nova realidade dos juros básicos e, com a escalada dos temores fiscais, têm sofrido deságio acentuado do último mês para cá. Em apresentação para o evento Itaú LatAm Day, Campos Neto exibiu um gráfico mostrando a elevação dos prêmios de meados de setembro em diante, com a continuação do movimento neste início de outubro. Relevantes tanto para a indústria de fundos de renda fixa quanto para serem utilizadas como garantia em operações com derivativos, as LFTs fecharam setembro com a primeira queda mensal no preço em 18 anos, com recuo de 0,27% conforme o índice IMA-S da Anbima. Em outubro até agora, o recuo das LFTs foi de 0,43%. Também mencionando o risco fiscal, Campos Neto chamou atenção, em outro gráfico, para o aumento da diferença das taxas de juros de cinco anos do Brasil com relação a outros países emergentes. Na quarta-feira, o Presidente do BC já havia frisado, em entrevista à rádio Jovem Pan, que a trajetória da curva de juros no Brasil está muito ligada à percepção de estabilidade fiscal, que tem sido colocada em xeque em meio a indefinições sobre o financiamento de um novo programa de transferência de renda a partir do ano que vem e seu enquadramento na regra do teto de gastos. Campos Neto disse à rádio que tem conversado com o governo sobre a dinâmica recente da dívida, com a avaliação de que o aumento recente dos prêmios em títulos curtos faz parte de um desequilíbrio “muito perigoso”.

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Índice de preços globais de alimentos sobe 5% em setembro ante 2019, diz FAO

Os preços globais dos alimentos subiram pelo quarto mês consecutivo em setembro, impulsionados por firmes altas nos valores dos cereais e óleos vegetais, disse na quinta-feira a agência para alimentação das Nações Unidas

O índice de preços da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), que apura variações mensais em uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, atingiu média de 97,9 pontos no mês passado, ante o nível revisado de 95,9 pontos em agosto. Anteriormente, o indicador para agosto era de 96,1 pontos. A FAO, que possui sede em Roma, também disse em comunicado que as safras de cereais do mundo seguem caminhando para um recorde anual em 2020, embora tenha reduzido levemente sua projeção para as colheitas. Em setembro, o índice de preços de cereais da agência avançou 5,1% ante o mês anterior e 13,6% em comparação anual. “As cotações mais elevadas do trigo puxaram o aumento, impulsionado pela atividade comercial acelerada em meio a preocupações com as perspectivas de produção no Hemisfério Sul, bem como com as condições de seca que afetam os plantios de trigo de inverno na Europa”, disse a FAO. O índice de preços de óleos vegetais avançou 6,0% na comparação mensal, majoritariamente em função das altas nas cotações dos óleos de palma, girassol e soja, atingindo uma máxima de oito meses. O índice de laticínios permaneceu praticamente estável no último mês, enquanto os preços médios do açúcar caíram 2,6% ante agosto. O índice das carnes apurou queda de 0,9% em relação a agosto, e registra recuo de 9,4% no ano a ano.

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Varejo tem recorde de vendas em agosto com impulso de auxílio emergencial, diz IBGE

No ano, o volume de vendas segue em queda, de 0,9%, e, em 12 meses, há alta acumulada de 0,5%.

As vendas no varejo brasileiro avançaram 3,4% em agosto sobre o mês anterior, na série com ajuste sazonal, e atingiram o maior volume da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alavancadas pelo pagamento do auxílio emergencial, mostraram dados divulgados na quinta-feira. O volume de vendas no varejo restrito, assim, ficou 2,6% acima do pico anterior, registrado em outubro de 2014. Esse foi o quarto mês consecutivo de crescimento do varejo desde a queda de quase 17% registrada em abril sob o impacto das restrições à movimentação em meio à pandemia da Covid-19. Sobre agosto do ano passado, a alta foi de 6,1%. Para o Gerente da pesquisa mensal do comércio do IBGE, Cristiano Santos, o desempenho recente do varejo “tem muito a ver com o auxílio emergencial, que aumentou a renda das famílias de menor renda, e com juros mais baixos, que ampliaram a oferta de crédito”. “Isso influenciou no comportamento de sair do fundo do poço muito fundo para o topo do poço”, afirmou a jornalistas. Segundo ele, em agosto o setor ficou 8,9% acima de fevereiro. O comércio varejista ampliado, que inclui também veículos e materiais de construção, cresceu 4,6% sobre julho. Segundo o órgão, sete das dez atividades pesquisadas no varejo ampliado tiveram resultados positivos na comparação com julho, na série com ajuste sazonal. Os principais destaques foram tecidos, vestuário e calçados (+30,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (+10,4%) e veículos e motos, partes e peça (+8,8%). Na ponta oposta, houve forte queda nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (-24,7%) e recuo no grupo de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,2%) e de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%).

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EMPRESAS 

Projeto da Minerva para Athena é abortado

SPAC não conseguiu recursos para comprar participação na subsidiária do grupo brasileiro

Os planos da Minerva, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, de levar a Athena Foods, subsidiária com faturamento de quase R$ 8 bilhões, para a Nasdaq ficaram pelo caminho – pelo menos momentaneamente. A empresa brasileira anunciou ontem que encerrou as conversas para a combinação de negócios com uma Sociedade de Propósito Específico para Aquisição (SPAC, na sigla em inglês). Comum nos Estados Unidos, esse tipo de veículo de investimento busca recursos no mercado para fazer aquisições com prazo definido, mas às cegas – isto é, os investidores assinam um “cheque em branco”. Listada na Nasdaq, a SPAC que negociava com o grupo brasileiro investiria cerca de US$ 300 milhões para adquirir 23% da Athena, subsidiária que reúne as operações da Minerva fora do Brasil e que, com a negociação, passaria a ser listada na bolsa americana. De acordo com uma fonte, a piora das condições financeiras dos mercados atrapalhou os planos. A SPAC não conseguiu cumprir alguns dos requisitos, como obter um empréstimo de US$ 100 milhões para bancar o investimento. O prazo para que a SPAC conseguisse os recursos e realizasse uma assembleia entre os acionistas para aprovar a operação era a próxima segunda-feira. Na indústria de carne, o fim das negociações não surpreendeu. Quando a Minerva anunciou o negócio, analistas e fontes do setor consideraram o plano muito engenhoso e de difícil execução. Sem os recursos da SPAC – que não teve os sócios divulgados pela Minerva -, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) vai demorar um pouco mais para ficar abaixo de 1,5 vez. No fim de junho (último dado disponível), o indicador de endividamento estava em 2,6 vezes, mas a tendência é que a alavancagem fique abaixo de 2 vezes até o fim do ano. Em 21 de setembro, o fundo saudita Salic, principal acionista da Minerva, aportou R$ 395,5 milhões no capital da empresa por meio de uma subscrição de bônus. Com a alavancagem abaixo de 2 vezes, a Minerva poderá distribuir mais dividendos do que o obrigatório por lei.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Preços do suíno vivo estão em alta neste início de outubro

Preços são influenciados pelo típico aquecimento na demanda doméstica nesse período

Na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea, os preços do suíno vivo estão em alta neste início de outubro, influenciados especialmente pelo típico aquecimento na demanda doméstica nesse período. Além disso, a oferta de animais em peso de abate ainda é reduzida. No mercado de cortes, pesquisadores do Cepea indicam que, apesar de o setor apontar dificuldades no repasse das altas do suíno vivo aos preços internos, o incremento na demanda neste início de outubro favoreceu as valorizações. De acordo com boletim informativo do Cepea, quanto às exportações brasileiras de carne suína, dados da Secex mostram queda no volume de agosto para setembro. Apesar disso, as vendas externas ainda estão em ritmo elevado na comparação com anos anteriores. No acumulado dos nove primeiros meses de 2020, a quantidade embarcada já está acima da exportada em todo o ano passado. Nas granjas paulistas, o animal terminado está cotado em R$153,00/@, alta de R$3,00 na semana ou 2,0%. No comparativo anual, o preço vigente está 57,7% maior. No atacado, a carcaça suína é negociada em R$11,60, aumento de R$0,20/kg ou 1,8% em uma semana. Comparado com o mesmo período no ano passado, o produto registrou alta de 53,6%.

AGROLINK/SCOT CONSULTORIA

Exportação de carne suína do Brasil sobe 33% em setembro; no ano, já supera 2019 completo

As exportações de carne suína do Brasil avançaram 33% em setembro ante igual período do ano anterior, totalizando 86,5 mil toneladas dos produtos in natura e processados, informou na quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Com o resultado, os embarques dos nove primeiros meses de 2020 já superam todo o acumulado de 2019 –foram 764,9 mil toneladas exportadas entre janeiro e setembro deste ano, contra 750 mil toneladas no ano passado completo. A ABPA destacou que os resultados são guiados pelas fortes exportações ao mercado asiático. Apenas a China, principal cliente do Brasil, já importou 376,7 mil toneladas neste ano, alta de 133%. O volume não inclui os embarques para Hong Kong, que totalizam 131,6 mil toneladas no período, avanço de 14%. “Temos boas expectativas quanto à manutenção deste ritmo ao longo dos próximos meses. Os indicativos fortalecem as previsões da ABPA de alcançarmos número próximo de 1 milhão de toneladas exportadas em 2020”, disse em nota o presidente da entidade, Ricardo Santin. Em receitas, as exportações geraram 188,5 milhões de dólares em setembro, cifra 34% maior que a de mesmo mês do ano passado. Já no acumulado do ano, os resultados parciais de 2020 também superam os de 2019 inteiro –são 1,677 bilhão de dólares neste ano, contra 1,597 bilhão de dólares em todo o ano anterior.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

Frigol e ONG anunciam união para diminuir focos de queimadas na Amazônia

O município de São Félix do Xingu, no Pará, é líder em bovinos no Brasil (2,5 milhões de cabeças) e o segundo em extensão territorial (84,2 mil km²), mas também é o segundo município do bioma Amazônia com mais focos de incêndio: em 2019, foram 3.787 focos ou 8% de todo o bioma, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe)

Até agosto deste ano, foram 2.574 focos (10% do total do bioma Amazônia: 25.571), mas o período mais desafiador é agora, entre setembro e outubro, época do auge da seca na Região Norte do país, informou o frigorífico Frigol na quinta-feira (08). Assim, a Frigol e a ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira unem esforços para reverter esse quadro. “Está começando a primeira etapa do Projeto de Ações para Diminuição de Queimadas, iniciativa de educação, informação e ações práticas para conscientização das comunidades de São Félix do Xingu e do município Água Azul do Norte, a 185 km de distância, dos riscos das queimadas para o meio ambiente e para as pessoas”, disse a empresa. O projeto inclui ações voltadas para toda a população e setores econômicos, com destaque para as escolas, o comércio e a área da saúde, além de entidades de classe e funcionários e fornecedores das unidades de abate da Frigol nos dois municípios. “Temos cerca de 1.100 trabalhadores e 1.500 fornecedores em São Félix do Xingu e Água Azul do Norte. Queremos impactar a todos com o projeto. O objetivo é que as pessoas recebam informações detalhadas sobre os riscos das queimadas e uso do fogo e que possam levar para suas famílias (colaboradores) e para as práticas em suas propriedades (fornecedores de gado)”, disse o CEO da Frigol, Marcos Câmara, em nota. O Projeto de Ações para Diminuição de Queimadas utiliza cartilhas, cartazes, outdoors, comunicações audiovisuais e spots de rádio para atingir as comunidades das duas cidades. “Na segunda etapa, pós-pandemia, estão programadas oficinas presenciais para levar orientações práticas para as pessoas dos dois municípios”, disse na mesma nota Luciane Simões, Gerente de Projetos da Amigos da Terra.

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