CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1321 DE 16 DE SETEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1321| 16 de setembro de 2020

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA 

ABRAFRIGO PEDE AO GOVERNO ESFORÇOS EM NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS E DIPLOMÁTICAS PARA EVITAR COLAPSO NO SETOR EXPORTADOR POR RESTRIÇÕES AMBIENTAIS

Segundo a entidade, que congrega empresas responsáveis por mais de 50% da produção brasileira de carne bovina, as iniciativas nestes países contra o desmatamento no Brasil “vem causando grande apreensão em diversos setores agroexportadores brasileiros”

Em ofício enviado dia 14 a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Corrrea da Costa Dias, a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) está solicitando ao governo que intensifique seus esforços em termos de negociações comerciais e diplomáticas, inclusive junto à Organização Mundial do Comércio, no sentido de demonstrar os equívocos que envolvem as propostas legislativas com restrições ambientais que estão em curso no Reino Unido, União Europeia e Estados Unidos “visando desconstruí-las e salvaguardando os mais elevados interesses comerciais do Brasil”. O ofício também foi enviado aos ministros da Economia, Relações Exteriores e Meio-Ambiente. Segundo a entidade, que congrega empresas responsáveis por mais de 50% da produção brasileira de carne bovina, as iniciativa iniciativas nestes países contra o desmatamento no Brasil “vem causando grande apreensão em diversos setores agroexportadores brasileiros, e em especial no segmento de carne bovina, uma vez que, se aprovada referida legislação, as empresas compradoras do produto brasileiro passarão a exigir controles e certificações mais rigorosos, elevando inevitavelmente os custos de conformidade podendo, inclusive, inviabilizar a produção de diversas indústrias e produtores agropecuários”. Recentemente, o Governo do Reino Unido abriu consulta pública com o intuito de colher subsídios com vistas à elaboração de uma nova legislação que visa a fiscalizar grandes empresas importadoras de produtos agropecuários quanto a riscos relacionados ao desmatamento florestal. “ Preocupante é o fato de que esse modelo de legislação, proposto pelo Reino Unido, possa ser adotado também por outros importantes parceiros comerciais do Brasil, o que poderá resultar em um efeito dominó que poderá levar a perdas incalculáveis ao agronegócio e ao comércio exterior brasileiro”, afirma a ABRAFRIGO. “É necessário ressaltar que o Brasil é possuidor de uma das legislações ambientais mais restritivas e rigorosas do mundo, o que coloca a produção agropecuária brasileira em patamar superior em termos de requisitos ambientais em comparação com nossos principais competidores internacionais”, afirma a entidade.

GLOBO RURAL/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/MONEY TIMES/CANAL RURAL/CENÁRIO RURAL/agroemdia/PÁGINA RURAL      

NOTÍCIAS

Exportação segue puxando preços domésticos do boi gordo

A demanda para animais que cumprem os requisitos de exportação à China segue muito aquecida, com valorização que pode chegar a R$ 5

Os preços do boi gordo voltaram a subir nas principais praças de produção e comercialização do Brasil na terça-feira, 15. “O ambiente de negócios não muda, com oferta restrita de animais terminados em grande parte do país, fator que dificulta a formação das escalas de abate dos frigoríficos”, diz o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo Iglesias, a demanda para animais que cumprem os requisitos de exportação à China segue muito aquecida, com ágio de cinco reais em relação aos animais destinados ao mercado doméstico. Com isso, as exportações permanecem em bom nível, com o voraz apetite chinês sendo o grande diferencial do ano para o setor de carnes brasileiro. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 252 a arroba, ante R$ 250 a arroba na comparação com a segunda, 14. Em Uberaba (MG), os preços ficaram em R$ 249 a arroba, contra R$ 246 registrados na segunda. Em Dourados (MS), os valores recuaram de R$ 246 a arroba, para R$ 244. O mesmo aconteceu em Goiânia (GO), com preços passando de R$ 242 para R$ 240 a arroba. Já em Cuiabá (MT), o preço ficou em R$ 230 a arroba, ante R$ 227. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a tendência é que os preços continuem subindo, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo. Já para a próxima semana espera-se uma reposição mais lenta diante do menor apelo ao consumo tradicional da segunda metade de cada mês. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,10 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,20 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 17,70 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: mercado comprador

A cotação da arroba do boi gordo subiu em São Paulo na última terça-feira (15/9), na comparação com o dia anterior

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação do boi comum ficou em R$250,00/@, preço bruto e a prazo, R$249,50/@, sem o Senar, e em R$246,50/@, livre de impostos (Senar e Funrural). Alta de 1,2% ou R$3,00/@ na comparação feita dia a dia. O ágio pelo boi China se estreitou. Os negócios ocorrem em até R$250,00/@ para pagamento à vista, considerando o preço bruto. A cotação da novilha teve aumento diário de 0,8% ou R$2,00/@ e ficou em R$240,00/@, preços brutos e a prazo. Para a vaca, a arroba ficou cotada em R$234,00, nas mesmas condições, estabilidade frente ao fechamento do dia anterior (15/9).

SCOT CONSULTORIA

Exportações de carne bovina cresceram em setembro, na comparação anual

No acumulado das duas primeiras semanas de setembro os embarques brasileiros de carne bovina in natura totalizaram 65,64 mil toneladas. No período, a média diária foi de 8,20 mil toneladas, 24,6% maior quando comparado ao mesmo período de 2019. As exportações aquecidas contribuem com o cenário de preços firmes no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

SIF registra aumento na emissão de certificados sanitários para produtos de origem animal

No mês de agosto, foram realizados 94 turnos adicionais de abate requisitados de forma emergencial pelos abatedouros frigoríficos de aves, bovinos e suínos registrados junto ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) 

Os dados constam do 6º Relatório de Atividades do Serviço de Inspeção Federal. Segundo o levantamento, em agosto/2020 foram emitidos 43.529 certificados sanitários para produtos de origem animal, o que representa um aumento de 39% em comparação a agosto/2019. Assim como em julho/2020, em agosto/2020 permaneceu o elevado número de solicitações de Licenças de Importação (LI) de produtos de origem animal para avaliar se são provenientes de empresas e países que não contenham restrições sanitárias. O total de LIs analisadas em agosto foi de 5.544, com tempo médio de análise de 2,8 dias. Estão registrados no SIF 3.320 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados, além de 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal. Desde a publicação do Decreto 10.282, de 2020, que definiu as atividades de inspeção de produtos de origem animal e certificação sanitária como essenciais para a sobrevivência, a saúde e a segurança da população, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA/SDA/MAPA) vem adotando medidas administrativas para a manutenção das atividades exercidas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). Outro destaque foi a publicação do Decreto 10.468, de 18 de agosto de 2020, que alterou o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA). Na primeira semana após a publicação do decreto, foram realizadas pelo DIPOA um total de 12 apresentações transmitidas ao vivo por meio de redes sociais para esclarecer os principais pontos de mudança que contaram com a presença de mais de 5 mil participantes ao vivo. Os vídeos disponibilizados no canal da Enagro já somaram mais de 27,2 mil visualizações.

MAPA

Mato Grosso reduz em 12% abates de bovinos no 2º trimestre de 2020

Os dados foram levantados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, com base no IBGE

Os abates de bovinos no Mato Grosso caíram 12% no segundo trimestre do ano, para 1,17 milhão de cabeças, ante a quantidade registrada em igual período de 2019, de 1,33 milhão de cabeças, segundo relata o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse volume representou 16% do total abatido em todo o Brasil no período trimestral. Na comparação com o resultado obtido no trimestre imediatamente anterior, de 1,23 milhão de cabeças, os abates no segundo trimestre de 2020 caíram em torno de 5%. No segundo trimestre de 2020, foram produzidas 318,1 mil toneladas, o que significou retração de quase 10% sobre o resultado registrado no segundo trimestre de 2019, de 351,8 mil toneladas, e recuo de 3% em relação ao volume obtido no trimestre anterior, de 327,1 mil toneladas.

No entanto, apesar na queda na produção, o rendimento de carcaça foi maior no segundo trimestre do ano. No período, a média por carcaça ficou em 18,18@, crescimento acima de 3% sobre o resultado verificado no mesmo período do ano passado, 17,6@, destaca o Imea.

IMEA

ECONOMIA

Dólar fecha em alta; ruído fiscal persiste

O dólar fechou em alta ante o real na terça-feira com operadores adotando postura mais conservadora diante de novo ruído envolvendo a equipe econômica e o Presidente Jair Bolsonaro

O dólar à vista subiu 0,27%, a 5,2889 reais na venda. Na máxima, a moeda foi a 5,3007 reais (+0,49%). Na B3, o dólar futuro avançava 0,28% às 17h19, para 5,2880 reais. O mercado reagiu com cautela a declaração de Bolsonaro, em tom irritado, de que o governo não irá mais criar o programa Renda Brasil e de que continuará apenas com o Bolsa Família. A decisão de enterrar o programa veio depois de uma série de informações de medidas duras que a equipe econômica estaria analisando para tentar financiar o programa. “Quem por ventura vier propor para mim medidas como essas eu só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa”, disse Bolsonaro. A fala, assim, foi entendida como um recado à equipe econômica, chefiada por Paulo Guedes, que já acumula desgastes no governo, e voltou a colocar na pauta incertezas sobre a permanência de Guedes –visto como fiador de políticas de austeridade fiscal– no cargo. No mercado, o entendimento é que todo esse contexto agrava percepção de dificuldade para se fechar o Orçamento sem riscos a um rompimento do teto de gastos em 2021. A nova “dura” dada por Bolsonaro na equipe econômica, via redes sociais, piora a sensação de perda de força do time de Paulo Guedes nas decisões tomadas pelo Presidente Bolsonaro.

REUTERS

Ibovespa fecha quase estável no fim de sessão volátil

O Ibovespa fechou com queda discreta na terça-feira, tendo trocado o sinal várias vezes durante o pregão, com movimentos de realização de lucros e receios com a cena político-econômica enfraquecendo o efeito do clima favorável a risco no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,05%, a 100.219,66 pontos, segundo dados preliminares, após chegar a 99.646,81 pontos na mínima e a 100.949,43 pontos na máxima. O volume financeiro somava 23,1 bilhões de reais.

REUTERS

Ministério da Economia mantém visão de queda de 4,7% para o PIB em 2020 e vê inflação mais alta

O Ministério da Economia manteve na terça-feira sua projeção de queda para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 4,7%, destacando “forte retomada” da atividade no atual trimestre, apesar da expressiva contração verificada entre abril e junho, ao mesmo tempo em que ajustou para cima suas contas para a inflação

A perspectiva para o PIB seguiu inalterada apesar de o Secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, ter pontuado recentemente que ela seria revisada neste mês após a percepção de que o maior impacto por conta da crise de coronavírus já teria ficado para trás. Em nota, a Secretaria de Política Econômica (SPE) avaliou que os resultados do segundo trimestre reduziram a variância das projeções trimestrais, mas frisou que a incerteza continua significativamente elevada. “O desvio padrão das projeções para a variação interanual do terceiro trimestre coletadas pelo Focus é de 2,4 pontos percentuais. Isso significa que, utilizando a mediana da projeção do PIB divulgada em 4 de setembro para este trimestre e a variação de um desvio padrão, o intervalo de crescimento do PIB trimestral é de 4,0% a 8,8%, considerando o ajuste sazonal”, pontuou. A SPE vê um crescimento do PIB de 7,3% no terceiro trimestre sobre os três meses anteriores, com queda de 4,9% ante igual período do ano passado. Para a inflação medida pelo IPCA, a perspectiva agora é de alta de 1,83% em 2020, acima da expectativa anterior de 1,60%. Para 2020, o alvo oficial para o IPCA é de 4%, com banda de tolerância de 1,5 ponto percentual, mas os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre a atividade deverão fazer o país fechar o ano abaixo do piso da meta. No boletim Focus mais recente, economistas ouvidos pelo Banco Central estimaram retração de 5,11% para o PIB neste ano e IPCA de 1,94. Para 2021, a conta para o PIB foi mantida em alta de 3,2%, com a projeção para a inflação caindo a 2,94%, de 3,24% antes. Com isso o avanço de preços na economia fica ainda mais longe do centro da meta de inflação para o próximo ano, que é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos.

REUTERS

EMPRESAS

Acordo da Minerva com investidores deverá levar ações da subsidiáriaAthena à Nasdaq

Empresa brasileira acertou negócio com sociedade americana de propósito específico para aquisição

A Minerva Foods assinou uma carta de intenções não vinculativa com uma sociedade de propósito específico (Spac) que deve levar 23,3% das ações da Athena Foods direto para a bolsa americana Nasdaq. “Mas não se trata de uma oferta pública de ações, IPO”, esclareceu o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle. Comum nos Estados Unidos, esse tipo de veículo de investimento busca recursos no mercado para fazer aquisições com prazo definido, mas às cegas — isto é, os investidores assinam um “cheque em branco”. Sobre esta Spac especificamente, foi revelado até agora apenas que tem experiência no mercado latino-americano de alimentos e agronegócios e que está listada na Nasdaq. Assim, diante de um aporte na Athena Foods, seus investidores passariam a deter, além de ações da Spac, ações da subsidiária da Minerva. Nas palavras de Ticle, o que a Minerva está fazendo é avaliar uma oportunidade de fusão. “Na combinação dos negócios, a Athena, que é uma empresa fechada, subsidiária 100% pertencente à Minerva, se uniria a um veículo já listado na Nasdaq”, diz. Com sede no Chile e frigoríficos na Argentina, no Paraguai, no Uruguai e na Colômbia, a Athena é avaliada em US$ 1,5 bilhão (equity value), ou US$ 1,354 bilhão (enterprise value) e tem dívida líquida negativa de US$ 146 milhões. Pelo acordo, a sociedade de propósito específico deverá investir US$ 200 milhões, que já tem disponíveis em caixa, na Athena — que serão pagos em dinheiro à Minerva —, além de outros US$ 100 milhões captados em oferta privada. A transação ainda tem que passar pelo crivo dos acionistas da Spac e a expectativa da Minerva é que a confirmação do negócio saia em três ou quatro semanas. Com o valor que deverá receber em dinheiro, a Minerva pretende reduzir seu próprio endividamento. Segundo Ticle, se consumada a operação permitirá que sua alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em 12 meses) não supere 1,5 vez no curto prazo e até caia para 1 vez em três anos. “Esse negócio abre a oportunidade para a Athena continuar expandindo os negócios em 2023 e em 2024. Listada nos EUA, a companhia terá uma estrutura de capital mais saudável, podendo gerar resultados de médio e longo prazo e crescer mais rapidamente que a Minerva”, disse Ticle. Os planos para isso já estão claros. Para 2020, a expectativa é que o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) da Athena Foods some US$ 181 milhões, alta de 10% ante 2019, chegando a US$ 239 milhões em 2021. Isso graças a um contrato de prestação de serviços firmado em junho com o paraguaio Frigonorte; à aquisição, em agosto, do frigorífico colombiano Vijagual, por US$ 14 milhões; e à reabertura, prevista para a segunda metade do ano que vem, de uma planta na Argentina. Em 2022, já com Ebitda previsto em US$ 271 milhões, os investimentos da companhia devem se voltar a ativos no oeste australiano. As ações da Minerva subiram na terça-feira 4,3% na B3 e seu valor de mercado atingiu R$ 6,7 bilhões. Em 2019, a Minerva faturou R$ 18,2 bilhões, e a Athena Foods respondeu por 40%.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Peste suína na Alemanha deve abrir espaço para preço melhor a vendas do Brasil na China

Um caso de peste suína africana (PSA) na Alemanha confirmado na última semana, que levou à suspensão dos embarques da proteína do país a players importantes como a China, deve beneficiar concorrentes na exportação como o Brasil, com possível melhora nos preços praticados pela carne no mercado chinês

Em volume, os frigoríficos nacionais só não teriam ganhos mais significativos de “market share”, ao preencher a lacuna deixada pelos alemães na China, por falta de plantas habilitadas. “Temos em um primeiro momento um limitador, que é o número de plantas habilitadas. As plantas que vendem para a China, já estão com muita capacidade utilizada para atender a demanda daquele país”, disse à Reuters o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. Atualmente, 16 unidades frigoríficas são autorizadas para embarcar carne de porco brasileira aos chineses, segundo a ABPA. “Mas a consequência para o Brasil é positiva, principalmente em preços, porque com a Alemanha saindo o fornecimento de carne suína à China cai em quase 15%. A oferta (para os chineses) vai diminuir”, acrescentou, sobre a suspensão da exportação alemã. Para Santin, países como Estados Unidos e Espanha também podem ser favorecidos com aumento no volume embarcado aos chineses e demais asiáticos, visto que a Coreia do Sul, por exemplo, já vetou as compras da proteína suína da Alemanha após a notícia da doença. A perspectiva do representante do setor vai em linha com as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) reportadas em relatório, logo após a confirmação do caso de PSA na Alemanha. “Embora a carne suína alemã ainda seja elegível para venda no mercado da União Europeia, outros grandes produtores globais de suínos precisarão preencher a lacuna criada pela perda potencial da Alemanha no mercado chinês de exportação de carne suína”, informou o USDA. “Os Estados Unidos, Brasil, Espanha, Dinamarca e Holanda podem experimentar um aumento no comércio”, projetou. No primeiro semestre deste ano, a Alemanha exportou 380,17 mil toneladas de carne de porco para a China, seu maior comprador neste mercado, informou a ABPA com base em dados do governo europeu. Somada as vendas da proteína para a Coreia do Sul e Japão, a estimativa da associação é de que pelo menos 74% dos embarques alemães estejam comprometidos, em função da PSA. O Brasil, que também tem a China como maior comprador de carne suína, cresceu em 150,2% as exportações ao país no primeiro semestre ante igual período de 2019, para 230,7 mil toneladas, segundo a ABPA.

REUTERS 

China suspende importações de 2ª unidade de carne de frango dos EUA por Covid-19

A China suspendeu as importações provenientes de uma unidade de carne de aves da OK Foods em Fort Smith, no Estado norte-americano do Arkansas, em função do registro de casos de coronavírus entre os trabalhadores, informou o Conselho de Exportação de Aves e Ovos dos EUA na terça-feira

O país asiático, maior importador de carnes do mundo, tem bloqueado produtos de determinados fornecedores estrangeiros como parte de um amplo esforço para controlar a disseminação da Covid-19. A planta da OK Foods é a segunda unidade norte-americana de produtos avícolas a ser banida por causa de um surto da doença entre funcionários, depois de Pequim proibir as importações de uma fábrica da Tyson Foods em junho. “Nós não achamos que qualquer uma dessas duas (proibições) seja justificada, especialmente considerando o fato de que o vírus não pode ser transmitido pela carne de frango”, disse Jim Sumner, Presidente do Conselho de Exportação de Aves e Ovos dos EUA. A autoridade alfandegária chinesa GACC foi responsável pela suspensão da unidade da OK Foods, acrescentou Sumner. A OK Foods, que pertence à mexicana Industrias Bachoco, não respondeu de imediato a um pedido de comentários. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), a planta no Arkansas se tornou inelegível para embarcar produtos à China em 13 de setembro. Até 31 de agosto, 234 trabalhadores da fábrica haviam testado positivo para Covid-19, disse o Departamento de Saúde do Arkansas. Atualmente, a unidade não possui mais do que cinco casos ativos da doença, de acordo com o departamento, que publica dados sobre a pandemia em seu website.

REUTERS

MEIO AMBIENTE 

Em aliança, agronegócio e ONGs apresentam a Bolsonaro medidas para conter desmatamento na Amazônia

Uma coalizão formada por 230 representantes do agronegócio, de entidades não-governamentais (ONGs) e outros setores apresentou na terça-feira ao Presidente Jair Bolsonaro e demais autoridades federais um pacote de seis ações a serem adotadas para buscar a redução rápida e permanente do desmatamento no Brasil, especialmente na área da Amazônia Legal

O documento com as ações encaminhado a Bolsonaro, obtido pela Reuters, sugere que a redução do desmatamento no curto prazo — “em alguns meses” — é de fundamental importância para o país. “Não somente pelo avanço das perdas socioambientais envolvidas, mas também pela ameaça que a destruição florestal na região impõe às questões econômicas nacionais. Há uma clara e crescente preocupação de diversos setores da sociedade nacional e internacional com o avanço do desmatamento”, disse. Diante da “gravidade da situação atual”, foi formada a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que congrega, por exemplo, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), dois dos maiores frigoríficos de carne bovina do país, a JBS e Marfrig, a WWF Brasil e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Dentre as seis ações contra o desmatamento, foram sugeridas: a) retomada e intensificação da fiscalização, com rápida e exemplar responsabilização pelos ilícitos ambientais identificados; b) suspensão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) que incide sobre florestas públicas e responsabilização por eventuais desmatamentos ilegais; c) destinação de 10 milhões de hectares à proteção e uso sustentável; d) concessão de financiamentos sob critérios socioambientais; e) total transparência e eficiência às autorizações de supressão da vegetação; e f) suspensão de todos os processos de regularização de imóveis com desmatamento após julho de 2008. No documento, o grupo ainda destacou mobilizações inéditas de investidores e empresários anunciadas nas últimas semanas. O Vice-Presidente Hamilton Mourão e dirigentes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal também foram incitados a agir para acabar com o desmatamento da Amazônia.

REUTERS

INTERNACIONAL

China: suspensões por Covid serão temporárias

A alfândega chinesa informou que suspenderá as importações das empresas por uma semana se os produtos alimentícios congelados forem positivos para coronavírus pela primeira ou segunda vez 

Se os produtos congelados forem positivos para coronavírus pela terceira vez ou mais, as importações do produtor serão suspensas por quatro semanas, disse a Administração Geral das Alfândegas da China em um comunicado em seu site. Pequim já reforçou os controles sobre as cargas de alimentos congelados importados e proibiu as importações de algumas fábricas de processamento de carne estrangeiras, com a pandemia do coronavírus atingindo o setor global de alimentos. Os movimentos comerciais ocorreram depois que as autoridades chinesas encontraram vestígios do novo coronavírus nas seções de carnes e frutos do mar do Xinfadi, um grande mercado atacadista de alimentos em Pequim, após um surto em junho. As importações das empresas em questão seriam retomadas automaticamente após o término da suspensão, de acordo com o extrato aduaneiro, que entrou em vigor na última sexta-feira (11).

Reuters

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