CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1320 DE 15 DE SETEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1320| 15 de setembro de 2020

  

NOTÍCIAS

Boi gordo: preços sobem no Centro-Oeste e na região Norte

Segundo análise do Safras & Mercado, o volume de animais negociados na modalidade à termo se mostra menor neste ano

Os preços do boi gordo voltaram a subir nas principais praças de produção e comercialização do Brasil. “O destaque na abertura da semana ficou para a alta nos preços nas regiões Centro-Oeste e na Região Norte, especialmente no Mato Grosso e no Pará”, destaca o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a oferta de animais terminados permanece restrita em grande parte do país, justificando a dificuldade que os frigoríficos estão encontrando para a composição de suas escalas de abate. Ao mesmo tempo, o volume de animais negociados na modalidade à termo se mostra menor neste ano, tornando o cenário ainda mais complicado. As exportações, por sua vez, seguem como o grande diferencial para o setor carnes em 2020, com uma presença ainda muito marcante da China no mercado importador. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 250 a arroba, estáveis na comparação com a última sexta-feira, 11. Em Uberaba (MG), os preços ficaram em R$ 246. Em Dourados (MS), os preços ficaram em R$ 244 a arroba, contra R$ 242 na sexta-feira, 11. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 240 a arroba, estável. Já em Cuiabá (MT), o preço ficou em R$ 227 a arroba, ante R$ 224 – R$ 225. No mercado atacadista, os preços da carne bovina subiram. Conforme Iglesias, a reposição entre atacado e varejo teve boa intensidade na segunda-feira, 14, reflexo das boas vendas registradas ao longo do final de semana. Já para a segunda quinzena do mês espera-se um arrefecimento na demanda, pois o período é tradicionalmente de menor apelo ao consumo. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,10 o quilo. O corte dianteiro subiu de R$ 14,15 o quilo para R$ 14,20 o quilo, e o corte traseiro passou de R$ 17,50 o quilo para R$ 17,70 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Começo de semana mais calmo no mercado do boi, mas preços firmes

O mercado do boi gordo abriu esta semana calmo, mas com preços firmes na última segunda-feira (14/9) nas praças paulistas.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi comum ficou cotado em R$245,00/@, preço bruto e à vista, estabilidade em relação ao fechamento de sexta-feira (11/09). O ágio para bovinos destinados ao mercado chinês chega até R$5,00/@.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de carne bovina segue com ritmo acelerado na segunda semana de setembro

Volume embarcado alcançou 65,6 mil toneladas e pode encerrar o mês com 155 a 170 mil toneladas exportadas 

As exportações de carne bovina in natura seguem com um bom desempenho na segunda semana de setembro, na qual a média diária embarcada ficou em 8,20 mil toneladas e teve um aumento de 24,61% se comparado com os dados observados em setembro do ano passado, que registrou uma média exportada de 6,58 mil toneladas. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX), o volume embarcado alcançou 65,6 mil toneladas de carne bovina na segunda semana de setembro, sendo que no ano passado o total exportado em todo mês de setembro foi de 138,2 mil toneladas. As projeções preliminares da Consultoria Agrifatto apontam que o mês de setembro deve encerrar com um volume exportado de 155 a 170 mil toneladas de carne bovina in natura. Os dados até o momento mostram que os embarques de setembro serão tão robustos quanto dos dois meses anteriores. Os preços médios na segunda semana de setembro ficaram próximos de US$ 4.081,5 mil por tonelada, na qual teve uma queda de 3,30% frente aos dados divulgados em setembro de 2019 que registrou um valor médio de US$ 4.022,8 mil por tonelada. O valor negociado para o produto foi US$ 267,9 milhões na segunda semana de setembro deste ano, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de setembro do ano anterior foi de US$ 583,6 milhões. A média diária ficou em US$ 33,492,4 milhões e registrou um avanço de 20,50%, frente ao observado no mês de setembro do ano passado, que ficou em US$ 27,794,4 milhões.

Agrifatto

Brasil exporta 4 mil bovinos para o Líbano

No total serão exportados 26 mil animais vivos na mesma operação e navio, sendo que 22 mil irão para a Turquia

O Porto Rio Grande (RS) começou a embarcar na última quinta-feira (10/9) quatro mil bovinos vivos para o Líbano e 22 mil para a Turquia, totalizando 26 mil animais exportados. Os animais saíram da Estância del Sur, de Capão do Leão (RS), região próxima de Pelotas. Os bezerros são cruzamentos de raças europeias como Angus e Brangus, criados em diversas fazendas gaúchas. Eles têm entre sete e doze meses de idade, pesam cerca de 250 quilos e não são castrados. Serão necessários pelo menos cinco dias para fazer o embarque dos animais. O navio “MV Nada”, de bandeira panamenha, consegue embarcar o lote de dois caminhões ao mesmo tempo. A viagem leva cerca de 28 dias. O Diretor de Exportação da Estância del Sur, Vinícius Pilz, afirmou que esta é a primeira venda da fazenda ao Líbano. Outros mercados árabes que a companhia trabalha são Jordânia e Egito. Este ano, a Estância del Sur já enviou dois navios ao Egito, totalizando 20 mil animais, e um navio para a Jordânia com 10 mil animais. Sem contar este novo embarque, em 2020 já foram exportadas aos países árabes aproximadamente 45 mil bovinos pelo porto Rio Grande, o equivalente a 11,8 mil toneladas, que somaram US$ 23,34 milhões. De janeiro a agosto, o Brasil exportou US$ 111 milhões em gado vivo aos árabes, valor 39,3% menor que o do mesmo período do ano passado, totalizando 59,36 mil toneladas, o que equivale a cerca de 237,4 mil animais. Os principais países árabes compradores são Iraque, Egito, Arábia Saudita, Líbano e Jordânia. O total exportado pelo Brasil em gado vivo até agosto deste ano foi US$ 131 milhões, queda de 47% no mesmo comparativo. A Turquia aparece em quarto lugar entre os maiores compradores, atrás do Iraque, Egito e Arábia Saudita. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Os principais portos que realizam embarques de gado vivo no Brasil são Rio Grande, Paranaguá e Santos.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar cai 1% e fecha na mínima desde o fim de julho com exterior positivo

O dólar fechou no menor patamar desde o final de julho na segunda-feira, caindo cerca de 1%, com investidores imprimindo no câmbio um começo de semana otimista nos mercados globais antes de importantes decisões de política monetária nos próximos dias

O dólar à vista recuou 1,10%, a 5,2747 reais na venda, menor nível desde 31 de julho (5,2185 reais). A moeda oscilou entre 5,3244 reais na máxima alcançada pela manhã (-0,16%) e 5,2626 reais na mínima (-1,32%) durante a tarde. Na B3, o contrato de dólar de maior liquidez cedia 0,83% às 17h01, para 5,2795 reais.

REUTERS

Ibovespa sobe 2% e atinge os 100 mil pontos com influência externa positiva

O Ibovespa recuperou na segunda-feira o patamar dos 100 mil pontos perdido na última semana, apoiado no viés positivo em Wall Street

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,94%, a 100.274,52 pontos. O volume financeiro da sessão somou 23,95 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, as bolsas em Nova York encontraram suporte na recuperação de papéis de tecnologia, em meio a anúncios no segmento, além de perspectivas positivas sobre o desenvolvimento de vacina contra o coronavírus. A farmacêutica AstraZeneca anunciou no fim de semana que retomou os ensaios clínicos no Reino Unido da candidata a vacina contra Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, uma das mais avançadas em desenvolvimento. No Brasil, o Banco Central divulgou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado sinalizador do PIB, teve alta de 2,15% em julho em relação ao mês anterior, no terceiro resultado positivo, mas desacelerando ante junho. O resultado ficou ainda bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 3,4% na comparação mensal.

REUTERS

Governo vê valor da produção agropecuária do Brasil em recorde de R$771,4 bi em 2020

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil deverá atingir um recorde de 771,4 bilhões de reais em 2020, alta de 10,1% em relação ao ano anterior, impulsionado pelos firmes preços domésticos e vendas externas, disse o Ministério da Agricultura na segunda-feira

A nova projeção supera em 3,9% a estimativa publicada no mês passado, quando o governo via o VBP para este ano em 742,4 bilhões de reais. “Alguns produtos estão obtendo resultados nunca obtidos anteriormente, como a soja, milho, carne bovina, carne suína e ovos”, disse em nota o Coordenador-Geral de Avaliação de Política e Informação da Secretaria de Política Agrícola do ministério, José Garcia Gasques. Segundo a pasta, as lavouras deverão somar 519 bilhões de dólares, avanço de 13,6% em relação ao ano anterior e equivalente a 67,3% do VBP. Principal produto de exportação do Brasil, a soja deve ter desempenho 26,1% superior na comparação anual, a 194,2 bilhões de reais, impulsionada pela demanda externa robusta — majoritariamente da China– e beneficiada também pela desvalorização do real frente ao dólar neste ano. O milho tende a avançar 15,2%, a 81,9 bilhões de reais, de acordo com o governo, que também destacou desempenhos fortes do trigo (+67,4%), café (+39,8%) e arroz (+19,9%). No front da pecuária, o Ministério da Agricultura vê um faturamento 3,7% maior que o de 2019, totalizando 252,3 bilhões de reais. “Os preços internos, bastante superiores aos do ano passado, e as exportações, de carnes e grãos principalmente para a China, impulsionam o desempenho favorável”, afirmou Gasques.

REUTERS

Economia do Brasil cresce 2,15% em julho e fica abaixo do esperado, mostra índice do BC

A economia brasileira iniciou o terceiro trimestre com crescimento pelo terceiro mês seguido em julho, mas abaixo do esperado diante da reabertura da atividade em meio à pandemia e medidas de auxílio do governo, após contração recorde no segundo trimestre

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 2,15% em julho em relação ao mês anterior, informou o BC. Esse é o terceiro resultado positivo, mostrando desaceleração ante o crescimento de 5,3% em junho, em dado revisado pelo BC após alta de 4,9% informada antes. O resultado ficou ainda bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 3,40% na comparação mensal. O Produto Interno Bruto teve contração recorde de 9,7% no segundo trimestre sobre o primeiro, segundo dados do IBGE. Entretanto, a cautela ainda prevalece diante da continuidade das infecções no país, bem como a redução do auxílio emergencial fornecido pelo governo, em um país com desemprego alto. O caminho ainda é longo, com o IBC-Br apresentando em julho contração de 4,89% na comparação com o mesmo mês de 2019. No acumulado em 12 meses, o índice teve queda de 2,90%, segundo números observados. Em julho, a indústria brasileira registrou aumento da produção pelo terceiro mês seguido e acima do esperado, de 8,0% sobre junho, mas permanece 6% abaixo do nível visto antes das paralisações. O setor varejista brasileiro continuou em expansão em julho, com aumento de 5,2% das vendas e no ritmo mais forte para o mês na série histórica. Já o volume de serviços cresceu 2,6% no mês na comparação mensal, mas iniciou o terceiro trimestre abaixo das expectativas e ainda longe de recuperar as perdas em razão da pandemia de coronavírus. O governo estima que o PIB vai contrair 4,7% neste ano, no que seria o pior resultado da série histórica, e crescerá 3,2% em 2021. Já o mercado prevê recuo da economia de 5,11% em 2020 e avanço de 3,50% em 2021, segundo a pesquisa Focus do BC divulgada na segunda-feira.

REUTERS 

CEPEA: Com covid-19, população ocupada no agro cai com força no 2º trimestre

O número de pessoas ocupadas no agronegócio teve forte queda de 8,9% no segundo trimestre deste ano frente ao mesmo período de 2019, o equivalente a 1,63 milhão de pessoas, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP

Trata-se da maior queda no número de ocupados nessa comparação desde o início da série histórica do Cepea, em 2012. Pesquisadores do Cepea indicam que esse cenário está possivelmente atrelado à pandemia de coronavírus. Apesar disso, pesquisadores ressaltam que a queda no setor foi menos acentuada que no Brasil como um todo, que foi de 10,71%, o equivalente a quase 10 milhões de pessoas. Entre os perfis de trabalhadores, os mais afetados pela crise foram os tradicionalmente mais vulneráveis no mercado de trabalho: empregados sem carteira assinada, com menores níveis de escolaridade e mulheres. De acordo com os pesquisadores do Cepea, em geral, as perdas mais acentuadas no número de ocupações ocorreram no ramo agrícola, seja na agricultura dentro da porteira ou na agroindústria. Setorialmente, os destaques em reduções da PO foram: cana-de-açúcar, café, produção florestal e “outras lavouras” na agricultura, e vestuários e acessórios, produtos e móveis de madeira, massas e outros, papel e celulose e bebidas na agroindústria agrícola. Na agroindústria agrícola, apenas a indústria de óleos e gorduras vegetais apresentou aumento da PO, e para a indústria açucareira houve estabilidade. No ramo pecuário, reduções foram observadas para pesca e aquicultura, bovinocultura e para a indústria de couro e calçados de couro. Ao contrário, o número de ocupações cresceu para as criações de suínos e aves e para a indústria de laticínios. Entre os segundos trimestres de 2019 e de 2020, houve queda na média real de rendimentos para os empregadores e os trabalhadores por conta própria do agronegócio, de 8,8% e 7,4%, respectivamente.

Cepea

EMPRESAS

JBS vai resgastar notas de 2024 para economizar US$26,4 mi com juros por ano

A JBS anunciou na segunda-feira plano de resgatar todo o saldo remanescente do principal de 450 milhões de dólares em notas com cupom de 5,875% e vencimento em 2024

Os papéis emitidos pelas subsidiárias JBS USA, JBS USA Lux e JBS USA Finance, terão preço de resgate de 101,958% do principal e o resgate ocorrerá em 14 de outubro, o que reduzirá despesas anuais com juros em 26,4 milhões de dólares, afirmou a JBS.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suspensões de importações de carne suína da Alemanha podem beneficiar carnes

De acordo com Presidente da ABPA, o gap deixado pelo país europeu não pode ser suprido por apenas um país exportador, e é possível que consumo seja dividido entre carnes concorrentes

Após a divulgação de um caso de Peste Suína Africana detectado em um javali na Alemanha na última quinta-feira (10), países que adquiriam carne suína ou processados da proteína, como China, Japão, Coreia do Sul, Argentina e Brasil, suspenderam as aquisições. Segundo o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a lacuna deixada pela Alemanha é tão grande que mesmo os maiores países exportadores não conseguiriam assumir sozinhos. “A produção de carne suína é de ciclo longo, então vários países que têm condições de exportar vão contribuir para preencher esse espaço. É possível, inclusive, que a carne bovina e a de frango passem a ser mais comercializadas para complementar este espaço”, disse. Em relação aos preços, com a demanda pela carne suína alta e a oferta – agora – mais curta, os países que embargaram temporariamente as importações do país europeu podem sofrer com aumento. Entretanto, isso não deve exercer muita influência nos preços no mercado interno brasileiro, conforme explica o Presidente da ABPA. De acordo com Santin, entre janeiro e agosto deste ano, a Alemanha exportou, apenas para a China, um volume de 500 mil toneladas, representando 14% das importações de carne suína pelo país asiático. A título de comparação, no mesmo período o Brasil embarcou para a China 333 mil toneladas, 9% das compras do produto feitas pelos chineses. “Até o final do ano, a Alemanha deixa um espaço de mais 500 mil toneladas que seriam exportadas, e essa quantidade não é encontrada toda de uma vez em um lugar só”, afirmou.

ABPA 

Exportações de frangos na segunda semana de setembro seguem melhores que os de agosto

Segundo dados divulgados na segunda-feira (14) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o desempenho das exportações de carne de aves brasileira vem em linha com os resultados da semana anterior, com volumes aumentando

De acordo com o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, o país deve ter um mês de setembro “satisfatório” para as vendas de carne de frango no exterior, com expectativa de avanço de 5% no total exportado. A média diária paga pela carne de aves exportada na segunda semana de setembro foi de US$ 23.657.378, quantia 8,96% inferior ao valor de US$ 25.986.941, praticados no mesmo mês do ano passado. O valor registrado neste mês é 9,2% maior no comparativo com a média diária registrada no final de agosto, US$ 21.662.548. As toneladas por média diária embarcada da proteína avícola, 17.303,686 no começo deste mês, são 8,31% maiores do que as 15.976,202 registradas em setembro de 2019. Em relação ao fechamento de agosto, houve um aumento de 6,66% na média diária de toneladas embarcadas, que foram 16.222,725. Em relação ao preço pago por tonelada, o recuo em setembro está estimado em 15,95%, quando comparados os US$ 1.367,187 praticados atualmente contra os US$ 1.626,603 no mesmo mês do ano passado. Ainda assim, o valor é 2,3% superior ao registrado no final de agosto. O faturamento nos oito primeiros dias úteis de setembro com as exportações de carne de frango foi de US$ 189.259.028, cerca de 34,68% do total arrecadado com a venda do produto em setembro de 2019, que foi de US$ 545.725.767. As 138.429,488 toneladas exportadas por enquanto representam 41,26% do volume embarcado no mesmo mês do ano passado, 335.500,259 toneladas.

Agrifatto 

Receita da exportação de carne suína pode ter recorde em setembro

Segundo analista, o caso de Peste Suína Africana detectado na Alemanha na última semana poderá beneficiar as exportações da proteína brasileira

De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal divulgados na segunda-feira (14), as exportações de carne suína nos primeiros oito dias úteis de setembro tiveram bom resultado, conforme classifica o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini. Segundo ele, a elevação dos preços foi maior do que a do volume embarcado, e as exportações brasileiras devem ser beneficiadas com o caso de Peste Suína Africana detectado na Alemanha na última quinta-feira (10). É possível, inclusive, que haja um recorde para um mês de setembro. A média diária paga pela carne suína exportada na segunda semana de setembro foi de US$ 9.552.787, quantia 54,35% superior ao valor de US$ 6.189.088, praticados no mesmo mês do ano passado. O valor da média diária no começo deste mês é 2,3% maior do que o registrado em agosto, US$ 9.337.681. As toneladas por média diária embarcada da carne suína, 4.123,227 no começo deste mês são 54,61% maiores do que as 2.666,838 registradas em setembro de 2019. A quantia embarcada no início de setembro foi 1,27% menor do que as 4.176,421 toneladas por média diária no fechamento de agosto.

Agrifatto

Brasil proíbe entrada de carne suína da Alemanha

Importações, em pequenos volumes, são concentradas em tripas

O Brasil suspendeu as importações de carne suína da Alemanha depois da descoberta de um foco de peste suína africana naquele país, na semana passada. A informação é de Orlando Ribeiro, Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, que divulgou nota. Segundo o ministério, a decisão foi motivada pelo registro de um caso de peste suína africana em um javali morto. No comunicado, o ministério informou que solicitou informações detalhadas às autoridades sanitárias do país europeu sobre as medidas de biossegurança adotadas pelas plantas industriais alemãs. Brasília informou Berlim sobre a suspensão na sexta-feira. O Brasil importa especialmente tripas de suínos da Alemanha, em pequeno volume. De janeiro a agosto, as compras somaram 1,8 mil toneladas, ou US$ 16,8 milhões. Outros países também já suspenderam as importações de carne suína alemã, como a própria China, a Coreia do Sul e a Argentina.

VALOR ECONÔMICO 

INTERNACIONAL

Mais de 200 trabalhadores de fábricas de carne nos EUA morreram de Covid-19

Os fiscais federais sabiam de sérios problemas de segurança em dezenas de fábricas de carne do país, que se tornaram focos mortais do coronavírus nesta primavera, mas levaram seis meses para agir, sendo que só recentemente exigiram mudanças para proteger os trabalhadores.

As penalidades financeiras para uma fábrica da Smithfield Foods, em Dakota do Sul, e uma fábrica da JBS, no Colorado, emitidas na semana passada totalizam cerca de US$ 29 mil – uma quantia que os críticos disseram ser tão pequena e que não serviria de incentivo para os frigoríficos do país assumirem distanciamento social e outras medidas visando proteger seus funcionários. Trabalhadores de frigoríficos, líderes sindicais e grupos de segurança do trabalho também estão indignados porque as duas fábricas, com alguns dos surtos mais graves do país, foram notificadas apenas por três violações de segurança e que centenas de outras fábricas de carne não receberam multas. As empresas criticaram os fiscais federais por demorar muito para orientá-los sobre como manter os trabalhadores seguros. Pelo menos 42.534 trabalhadores testaram positivo para o novo coronavírus em 494 frigoríficos, e pelo menos 203 morreram desde março, de acordo com uma análise da Food Environmental Reporting Network, uma organização de notícias investigativas sem fins lucrativos. Na fábrica da Smithfield, na cidade de Sioux Falls, no Estado de Dakota do Sul, 1.294 trabalhadores testaram positivos para o coronavírus e quatro morreram. Na fábrica da JBS USA, em Greeley, no Colorado, 290 testaram positivo e seis morreram. No ano passado, a receita da Smithfield foi de quase US$ 14 bilhões. A JBS – o maior frigorífico do mundo – faturou US$ 51,7 bilhões. Ambas as empresas, que atuam internacionalmente, disseram que as notificações são “sem mérito”, que elas serão contestadas e que já realizaram melhorias na segurança. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional [nr. OSHA, na sigla em inglês, órgão do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos] disse que as fábricas não forneceram um local de trabalho “livre de riscos reconhecidos que estavam causando ou provavelmente causando morte ou danos físicos graves aos funcionários, pois estavam trabalhando próximos uns dos outros e expostos” ao coronavírus. As notificações também apontam que as empresas “não desenvolveram ou implementaram medidas oportunas e eficazes para mitigar exposições”. Além de melhorar o distanciamento entre os funcionários, a OSHA ordenou que as empresas erguessem barreiras entre os trabalhadores quando isso não fosse possível. Para a Smithfield, a OSHA disse que a fábrica precisava ajustar as velocidades da linha de processamento “para permitir que os funcionários ficassem mais distantes”. As empresas, os grupos de segurança do trabalho e trabalhadores das fábricas de carne criticaram a OSHA pelo tempo que a agência levou para concluir as investigações das fábricas.

The Washington Post

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