CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1319 DE 14 DE SETEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1319| 14 de setembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Alta nos preços da arroba da vaca e novilha para abate

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na última sexta-feira (11/9) o boi comum ficou cotado em R$245,00/@, bruto e à vista em São Paulo, estabilidade na comparação dia a dia

Os negócios que ocorriam em até R$250,00/@, bruto e a vista para o boi China, estão mais frequentes. A cotação da novilha gorda subiu mais R$1,00/@ ou 0,4% na comparação dia a dia, e ficou em R$236,00/@, nas mesmas condições. O destaque no dia 11/9 foram as vacas para abate, que em comparação com o fechamento anterior, subiram R$5,00/@, um ajuste positivo de 2,2%. Dentre as 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria, o preço da arroba do boi gordo subiu em 19 delas no dia 11/9.

SCOT CONSULTORIA 

Preços do boi gordo sobem em São Paulo

Segundo o analista da Consultoria Safras, a oferta de animais terminados deve seguir restrita até o fim do ano

Os preços do boi gordo voltaram a subir nas principais praças de produção e comercialização do Brasil. “O cenário pouco mudou. A oferta de animais terminados permanece restrita, sem espaço para mudanças contundentes no curto prazo”, avalia o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Ainda segundo ele, a estiagem prolongada tende a resultar no atraso da entrada de animais de safra no mercado. “A expectativa é que eles estejam aptos ao abate apenas no primeiro trimestre. Portanto a oferta seguirá anêmica no restante do ano. As exportações de maneira geral seguem muito positivas, com a China importando volumes substanciais de proteína animal brasileira”, diz Iglesias. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 250 a arroba, ante R$ 248 registrados na quinta, 10. Em Uberaba (MG), os preços subiram de R$ 243 a arroba para R$ 250. Em Dourados (MS), os valores ficaram entre R$ 242 a arroba, contra R$ 241,00 na quinta-feira. Em Goiânia (GO), o valor indicado foi de R$ 240 a arroba, estável. Já em Cuiabá (MT), o preço ficou em R$ 224 – R$ 225 a arroba, ante R$ 222. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a reposição permanece em bom nível no decorrer da primeira quinzena de setembro. “A entrada dos salários segue como um importante motivador deste movimento. As exportações permanecem em bom nível, em linha com a ótima demanda da China no decorrer de 2020, sem dúvida o grande diferencial para o setor carnes”, assinala. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,10 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,15 o quilo, e o corte traseiro seguiu em R$ 17,50 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Rabobank estima queda de 2,5% na produção de carne bovina em 2020

O Rabobank espera uma queda de 2,5% na produção brasileira de carne bovina em 2020, considerando as atuais condições econômicas e seus impactos no consumo doméstico, conforme relatório divulgado na semana passada

O auxílio emergencial concedido pelo governo à população durante a pandemia colaborou para sustentar o consumo de carne bovina no país até agora, segundo o Rabobank.  Até agora, a produção de carne bovina brasileira tem sido impulsionada principalmente pela demanda externa. “Para os próximos meses, esperamos que as exportações continuem fortes, especialmente para a China. Já o consumo doméstico, e, portanto, os preços de carne bovina domésticos, dependerão da prorrogação do auxílio emergencial”, disse o banco no relatório divulgado à imprensa em 9 de setembro. “Isso, por sua vez, deverá definir os rumos futuros dos preços do boi gordo, bem como as intenções de confinamento na segunda campanha que terá início no final do terceiro trimestre”. No primeiro trimestre deste ano, a produção brasileira de carne bovina caiu 13% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O Rabobank espera uma melhora nos números do segundo trimestre diante do aumento da demanda chinesa. O banco disse ainda que a pandemia do novo coronavírus ainda representava um risco para a produção local de carne bovina, embora o número de novos casos esteja estabilizando-se ou caindo em algumas regiões do país.

CARNETEC 

Brasil nunca exportou tanta carne bovina in natura

Nos últimos dois meses, pela primeira vez o volume embarcado ficou na faixa de 160 mil toneladas por período

A carne bovina in natura exportada pelo Brasil nunca foi tão disputada no mercado internacional, como vem ocorrendo desde o início do ano. De janeiro a agosto o País exportou 1,1 milhão de toneladas in natura, por US$ 4,8 bilhões, recorde absoluto na série histórica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base no Secex, divulgados na sexta-feira (11/9). Nos últimos dois meses, pela primeira vez o volume embarcado ficou na faixa de 160 mil toneladas: 169,3 mil em julho e 163,2 mil em agosto. Respectivamente, com valores de US$ 690,8 milhões e US$ 654,2 milhões. Neste ano o Brasil já exportou 1,292 milhão de toneladas de produtos bovinos, por US$ 5,448 bilhões. O desempenho dos primeiros oito meses está muito próximo do que o País exportou em 2016, ano em que as vendas totais somaram 1,348 milhão de toneladas, por US$ 5,338 bilhões. Com a demanda internacional aquecida, o Brasil tem beneficiado no valor da tonelada in natura, que neste ano está na média de US$ 4.329. É o maior já registrado nos últimos cinco anos, na comparação com anos anteriores tomando todo o período. Em 2019, por exemplo, o preço médio da tonelada exportada foi US$ 3.872. Com o maior rebanho bovino do País, o Mato Grosso reinou absoluto, com 242 mil toneladas embarcadas desde janeiro, por US$ 1 bilhão, valor 31,6% acima do ano passado. Em 2019 foram 199,1 mil toneladas por US$ 760,6 milhões, ano em que ultrapassou pela primeira vez o Estado de São Paulo nesse período. Neste ano, as exportações in natura paulistas já somam 202,5 mil toneladas, por US$ 923,9 milhões. A China vem pagando mais pela carne in natura brasileira, exatos US$ 4.770 por tonelada. Em relação à média geral, o valor está 10,2% acima. Neste ano foram embarcadas ao país asiático 529,9 mil toneladas, por US$ 2,5 bilhões, praticamente metade de tudo que saiu do Brasil. Na conta não estão as compras de Hong Kong, basicamente para alimentar a China, com 144,3 mil toneladas por US$ 548,2 milhões.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Real supera bolsa e renda fixa em semana marcada por noticiário sobre inflação

O dólar fechou em leve alta ante o real na sexta-feira, com investidores demandando proteção antes do fim de semana depois de mais uma sessão instável nos mercados internacionais

O dólar à vista teve ganho de 0,25%, a 5,3331 reais. A moeda oscilou entre alta de 0,57%, para 5,3501 reais, durante a tarde, e queda de 1,13%, para 5,2600 reais, ainda pela manhã. Na semana, a divisa ganhou 0,47%. Em setembro, recua 2,69%. No plano doméstico, operadores comentaram decisão do Ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que o Presidente Jair Bolsonaro preste depoimento pessoalmente no âmbito do inquérito que aponta suposta interferência dele na Polícia Federal. O Ministro negou pedido feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, para que o chefe do Executivo fosse interrogado por escrito, informou o STF na sexta-feira. A percepção é que a discussão sobre a agenda de reformas pode ser prejudicada conforme o Presidente segue às voltas com questões de fora do âmbito econômico. O mercado também percebeu o Presidente Jair Bolsonaro mais preocupado com potenciais efeitos da valorização do dólar no sentimento do eleitor, depois de recente ganho de popularidade apontado por pesquisas de opinião. Na quinta-feira, o Presidente disse que o valor da moeda norte-americana está alto e que estava tendo conversas com ministros e o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre o que poderia ser feito para atenuar o movimento dentro das regras de mercado. Em nenhum outro mercado relevante o dólar subiu tanto neste ano, em termos nominais, com valorização de 32,90%. Isso deixa o desalinhamento médio da taxa de câmbio no Brasil negativo em 22,0% –ou seja, o real está neste ano 22,0% mais fraco do que o sugerido pelos fundamentos, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). E, de acordo com Emerson Marçal –coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da FGV(FGV EESP) e um dos autores do estudo “a incerteza fiscal e política tem influenciado no desvio negativo em 2020”, disse Marçal em entrevista à Reuters, destacando ainda os efeitos da pandemia na economia.

Reuters

Ibovespa fecha semana abaixo de 99 mil pontos

O Ibovespa voltou a acumular queda semanal, encerrando a sexta-feira abaixo de 99 mil pontos, afetado por ‘sell-off’ nas bolsas norte-americanas nos últimos dias, que respaldou uma correção no pregão brasileiro após meses de valorização

O mercado está sem catalisadores para novas altas, diante da ausência de novidades sobre mais estímulos fiscais nos EUA, tampouco eventos benignos efetivos de vacinas contra a Covid-19. No Brasil, o noticiário político-econômico seguiu no radar, mas sem novos ruídos graves, com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, buscando abrandar o entrevero com o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Maia afirmou na sexta-feira que a proposta que cria mecanismos para conter as despesas públicas e preservar a regra de ouro e a PEC da reforma tributária são as que têm maiores chances de o Congresso Nacional votar ainda em 2020. Ainda assim, não transmite bom sinal o fato de o Ministro Celso de Mello, do STF, determinar que o Presidente Jair Bolsonaro preste depoimento pessoalmente no âmbito do inquérito que aponta suposta interferência dele na Polícia Federal. Para alguns profissionais do mercado, a pauta de reformas pode ser prejudicada conforme o Presidente segue às voltas com questões de fora do âmbito econômico. Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,48%, a 98.363,22 pontos, contabilizando perda de 2,84% na semana e de 1,01% no mês. No ano, o declínio é de 14,94%.

Reuters

Exportações do agronegócio do Brasil somam quase US$ 9 bi em agosto com soja e açúcar

A receita de vendas externas, no entanto, apresenta desaceleração quando comparada aos 10 bilhões de dólares registrados em julho, quando a disponibilidade de soja para embarque era maior

As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram 8,91 bilhões de dólares em agosto, alta de 7,8% ante igual período de 2019, impulsionadas pelo aumento de 16,5% no volume embarcado, com destaque para soja e açúcar, disse o Ministério da Agricultura na sexta-feira. Com isso, o agronegócio representou mais de 50% das exportações totais do país no mês, conforme levantamento da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais da pasta. A receita de vendas externas, no entanto, apresenta desaceleração quando comparada aos 10 bilhões de dólares registrados em julho, quando a disponibilidade de soja para embarque era maior. Em agosto, as exportações de soja em grão atingiram 2,21 bilhões de dólares, alta de 25,1% na variação anual, mas abaixo dos 3,61 bilhões obtidos em julho. A China foi responsável pela aquisição de 75% da oleaginosa comercializada pelo Brasil em agosto, o que representou 1,65 bilhão de dólares. No mercado de açúcar, com as quedas de produção na Índia e Tailândia na safra 2019/20, houve novas oportunidades para o Brasil aumentar as exportações do produto, que alcançaram em agosto 960 milhões de dólares, com incremento de 107%, disse o ministério. A demanda chinesa por produtos do agronegócio brasileiro também explica o incremento registrado em agosto. Foram despachados para o país asiático 30% a mais que o registrado em 2019, totalizando 2,7 bilhões de dólares. Já as importações de produtos agropecuários diminuíram de 1,10 bilhão de dólares em agosto de 2019 para 912 milhões no mês passado, o que significou um recuo de 17,3%. Desta forma, o saldo da balança comercial de agosto somou 7,1 bilhões de dólares.

Reuters 

Produção agroindustrial continua em recuperação

O FGV Agro destaca que, ante julho de 2019, a performance da agroindústria foi melhor que a dos demais ramos industriais pesquisados

Depois de registrar variações interanuais negativas desde março, quando o novo coronavírus começou a se espalhar pelo país, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) voltou ao azul em julho. O indicador subiu 1,5% ante o mesmo mês de 2019, puxado pelo setor de alimentos e bebidas, que cresceu 10,4%. Em relação a junho deste ano, o avanço foi de 4,4%. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. O FGV Agro destaca que, ante julho de 2019, a performance da agroindústria foi melhor que a dos demais ramos industriais pesquisados — a indústria geral recuou 3%, as de transformação caíram 3,6% e as extrativas subiram 0,9%. Mesmo assim, nos primeiros sete meses do ano a produção agroindustrial registrou queda acumulada de 4,7% ante igual intervalo de 2019. “Mas, de modo geral a agroindústria, apesar de não ter passado ilesa pela crise, na média conseguiu ser impactada de forma menos intensa e vem demonstrando uma recuperação mais acelerada que os demais segmentos industriais”, avalia o centro. Na área de produtos alimentícios e bebidas, a reação observada em julho foi determinada pelos incrementos das produções de bebidas alcoólicas (alta de 24,2% em relação ao mesmo mês de 2019) e de alimentos de origem vegetal (17,6%). No segmento de produtos não-alimentícios, contudo, diversas cadeias ainda enfrentam mais dificuldades. O segmento como um todo caiu 8,2% em julho na comparação interanual, pressionado pelos recuos de têxteis (26,8%), borracha (14,9%) e biocombustíveis (8,9%).

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Santa Catarina tem alta de 56,8% nas exportações de carne suína em agosto

Em agosto, o setor manteve o crescimento e alcançou um faturamento de US$ 109,3 milhões – o segundo maior valor já registrado na série histórica, desde 1997 – e 56,8% a mais do que no ano anterior

No último mês o estado exportou 50,8 mil toneladas de carne suína, um aumento de 55% em relação a agosto de 2019. O crescimento, mais uma vez, é puxado pela China, que importou 33 mil toneladas do produto no valor de US$ 73,9 milhões. Esses valores representam incrementos de 109,1% e 115,5% em relação a agosto de 2019, respectivamente. Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina tem um status sanitário diferenciado, que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo. O estado é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. De janeiro a agosto deste ano, Santa Catarina já exportou 345,9 mil toneladas de carne suína, um crescimento de 27,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O faturamento já passa de US$ 758,6 milhões, superando em 40% o valor de 2019. Além da China, que vem aumentando os embarques mês a mês, outros mercados importantes estão investindo na produção catarinense. O Japão, por exemplo, se tornou o quarto maior comprador e ampliou em 166,2% o volume importado de Santa Catarina neste ano. O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) Alexandre Giehl explica que os números indicam um novo recorde de exportações de carne suína em 2020, tanto em valor quanto em quantidade. Além disso, as exportações contribuíram para minimizar os prejuízos dos suinocultores e garantir a continuidade da produção.

AGROLINK

INTERNACIONAL

China proíbe importação de carne suína alemã após caso de peste suína africana

A China proibiu as importações de carne suína da Alemanha no sábado, depois que o país europeu confirmou seu primeiro caso de peste suína africana na semana passada, em uma ação que deverá atingir os produtores alemães e elevar os preços globais à medida que os suprimentos de carne da China se estreitam

A proibição da China às importações de seu terceiro maior fornecedor ocorre em um momento em que o maior comprador de carne do mundo lida com uma escassez sem precedentes de carne suína após sua própria epidemia da doença em suínos. A proibição da Alemanha, que forneceu cerca de 14% das importações de carne suína da China até agora neste ano, aumentará a demanda por carne de outros grandes fornecedores, como Estados Unidos e Espanha, aumentando os preços globais. As exportações alemãs para a China movimentam cerca de 1 bilhão de euros por ano, e os volumes dobraram nos primeiros quatro meses deste ano com o aumento da demanda, depois que a produção chinesa encolheu cerca de 20%. Uma porta-voz do Ministério de Alimentos e Agricultura alemão confirmou a proibição, acrescentando que o ministério continua em negociações com o governo chinês sobre o assunto. Agricultores alemães pediram na sexta-feira que a China evitasse a proibição nacional das importações de carne suína, e o ministério disse que pediu a Pequim para aplicar uma abordagem regional ao caso da peste suína. Mas a proibição, anunciada pela agência alfandegária da China e seu ministério da agricultura, foi amplamente antecipada devido ao histórico de Pequim de agir rapidamente para implementar proibições nesses casos. A proibição ocorre dois dias antes de o Presidente chinês Xi Jinping comparecer a uma reunião por meio de um link de vídeo com a chanceler alemã Angela Merkel e líderes da União Europeia.

Reuters

Nos EUA, processadora de carne é multada por surto de Covid-19 em fábrica

Esta é a primeira multa relacionada à Covid-19 imposta pelo governo americano a um frigorífico

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos multou a processadora de carne suína Smithfield Foods, controlada pelo WH Group, de Hong Kong, por causa de um surto de Covid-19 que infectou cerca de 1.300 trabalhadores e levou a quatro mortes em uma unidade em Dakota do Sul. Segundo o departamento, a companhia falhou em proteger os funcionários. Durante a primavera no Hemisfério Norte, a doença se espalhou rapidamente entre trabalhadores de unidades de processamento de carne, forçando a Smithfield e outras empresas a fechar temporariamente suas fábricas. A Smithfield disse que vai contestar a citação, que acarreta uma multa de US$ 13.494, o máximo permitido por lei, de acordo com a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) do Departamento de Trabalho. A fábrica de Sioux Falls, em Dakota do Sul, é uma das maiores da indústria de suínos, com cerca de 3.700 trabalhadores e capacidade diária de abate de 20 mil animais. Depois que a unidade foi associada a mais de 200 infecções por covid-19 no início de abril, a governadora de Dakota do Sul, Kristi Noem, pediu à Smithfield para fechá-la por um período prolongado. A empresa o fez, mas o CEO, Kenneth Sullivan, advertiu que o fechamento de fábricas ameaçaria o abastecimento de alimentos dos EUA. A OSHA disse na quinta-feira que, depois de inspecionar as instalações de Sioux Falls, chegou à conclusão de que a Smithfield não forneceu um local de trabalho livre de perigos que pudessem causar morte ou danos graves aos funcionários. A agência disse que pelo menos 1.294 trabalhadores da fábrica contraíram o vírus durante a primavera, e quatro morreram. Segundo a chefe de assuntos corporativos da Smithfield, Keira Lombardo, a empresa solicitou a visita da OSHA mais cedo, mas a agência não o fez. Ela acrescentou que a Smithfield gastou US$ 350 milhões em despesas relacionadas ao coronavírus entre abril e julho, e que a OSHA apontou algumas das ações da companhia como modelo para outros frigoríficos.

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