CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1318 DE 11 DE SETEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1318| 11 de setembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: preços da arroba subiram em dezesseis praças

Na última quinta-feira (10/9), entre as 32 praças de pecuária monitoradas pela Scot Consultoria, o preço da arroba do boi gordo subiu em metade delas, com estabilidade nas demais

Em São Paulo, a forte demanda por bovinos com até 30 meses destinados ao mercado externo e a oferta de gado nada abundante provocaram mais outra alta na cotação da arroba do boi gordo. Os negócios ocorreram em até R$250,00/@, considerando o preço bruto e à vista. A cotação da novilha gorda subiu R$5,00/@ ou 2,2% na comparação dia a dia, e está em R$235,00/@, nas mesmas condições. Para o boi mais erado a cotação também subiu. A arroba está cotada em R$245,00, preço bruto e à vista, R$244,50/@, sem o Senar, e em R$241,50, descontado o Senar e o Funrural, o que representou uma alta de 2,1% ou R$5,00/@ frente ao fechamento de ontem. No Pará, a cotação do boi gordo subiu nas três regiões pesquisadas no estado. Em Marabá-PA, o preço ficou em R$245,00/@, bruto e a prazo. Alta de 2,1% ou R$5,00/@ na comparação dia a dia. Na região de Redenção-PA, a cotação do boi gordo aumentou R$3,00/@ ou 1,2% na comparação dia a dia, cotada também em R$245,00/@, bruto e a prazo. Em Paragominas-PA, o preço também subiu. O aumento foi de R$2,00/@ ou 0,8% comparado de ontem para hoje com o boi gordo cotado em R$242,00/@, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA 

Arroba do boi gordo tem nova alta e fecha a R$ 248 em São Paulo, diz Safras

Segundo o analista da Safras & Mercado, oferta de animais terminado seguirá limitada no curto prazo 

Os preços do boi gordo voltaram a subir nas principais praças de produção e comercialização do Brasil. “A oferta de animais terminados, prontos para o abate permanece restrita em grande parte do país, condição que não deve apresentar contundentes mudanças no curto prazo”, diz o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. De acordo com ele, é importante também dentro da atual conjuntura o registro de uma estiagem prolongada, que segue influenciando a condição das pastagens em grande parte do Centro-Oeste do país, levando a crer que seguirá a dependência dos frigoríficos em relação à oferta de confinados durante o último trimestre, uma vez que os animais de pasto estarão aptos ao abate apenas no primeiro trimestre de 2021. “Em termos de exportação, a China segue importando volumes substanciais de proteína animal brasileira, fato que não sofrerá mudanças no restante do ano”, aponta Iglesias. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 248 a arroba, ante R$ 246 a arroba ontem. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços subiram de R$ 242 a arroba para R$ 243. Em Dourados (MS), os preços ficaram em R$ 241,00 a arroba, contra R$ 239,00 a arroba na quarta-feira, 9 Em Goiânia (GO), o valor indicado foi de R$ 240 a arroba, ante R$ 235,00. Já em Cuiabá (MT), as cotações ficaram estáveis em R$ 222 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram entre estáveis a mais altos. Conforme Iglesias, a reposição entre atacado e varejo permanece em bom nível no decorrer desta primeira quinzena de setembro, com a entrada da massa salarial na economia impulsionando o consumo. “Ao mesmo tempo, as exportações permanecem em bom nível, em linha com a ótima demanda da China no decorrer de 2020, sem dúvida o grande diferencial para o setor carnes nesse ano”, diz o analista. Com isso, a ponta de agulha permaneceu a R$ 14,05 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 14,10 o quilo, e o corte traseiro aumentou de R$ 17,35 o quilo para R$ 17,50 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços da carne bovina sem osso subiram no atacado

Mais uma semana de valorização nos preços da carne bovina sem osso no atacado

Segundo levantamento da Scot Consultoria, os cortes de dianteiro subiram, em média, 0,9% e os cortes de traseiro 1,4% nos últimos sete dias. Esse comportamento acontece pela baixa oferta de matéria-prima, associada à melhora do fluxo de vendas no mercado interno, usual para este período do mês, e exportações aquecidas.

SCOT CONSULTORIA

Abate de bovinos cai 8,0% no 2º trimestre ante 2º tri de 2019, diz IBGE

O País registrou o abate de 7,3 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária no segundo trimestre, queda de 8,0% ante igual período de 2019

Em relação ao primeiro trimestre de 2020, houve alta de 0,3%. Os dados são da divulgação definitiva das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgadas nesta quinta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme o IBGE, a quantidade de cabeças abatidas no segundo trimestre foi a menor para segundos trimestres desde 2011. Na comparação mensal, abril apresentou a maior queda em relação à 2019, com 15,1% de cabeças abatidas a menos, por causa da pandemia de covid-19. “A quarentena iniciada no fim de março de 2020, por conta pandemia do covid-19, pode ter causado o maior impacto no mês subsequente, devido à reestruturação do setor para se adaptar ao cenário adverso”, diz a nota do IBGE. Por outro lado, em junho foi detectado um aumento de 1,8%, informou o órgão. O abate de 638,11 mil cabeças de bovinos a menos no segundo trimestre ante igual período de 2019 foi impulsionado por reduções em 22 dos 27 Estados. Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 16,0% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,5%) e São Paulo (10,7%).

ESTADÃO CONTEÚDO

MT: preço do boi volta a aumentar; mercado futuro em alta

Mercado do boi e da vaca gorda registrou altas significativas
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária constatou que, por mais uma semana, o mercado do boi e da vaca gorda registrou altas significativas, no Estado, na semana passada. A arroba do macho teve variação semanal de 2,46%, ficando cotada na média de R$ 211,87, enquanto a da fêmea teve aumento de 2,64% no período, fechando na média de R$ 201,48. A informação foi divulgada, ontem, no boletim semanal da pecuária. “A dificuldade de compra de animais ainda é uma realidade no Estado, demonstrada pela nova queda da escala de abate, que ficou próxima dos patamares de 6 dias na semana passada. No mercado futuro, o contrato corrente e de outubro próximo permaneceram em alta. No comparativo semanal, os aumentos foram de 3,58% e 2,09%, respectivamente, ficando cotados a R$ 239,11/@ e R$ 241,00/@, na mesma ordem”. O IMEA conclui expondo que, mesmo com a alta do bezerro na semana passada, desta vez a valorização da arroba foi mais forte e aumentou a relação de troca boi/bezerro, registrando a média de 1,88 cabeça/cabeça.

AGROLINK                         

Boi China atinge R$ 250 por arroba em São Paulo, diz Scot

Boi China atinge R$ 250 por arroba em São Paulo no levantamento diário da Scot Consultoria

De acordo com a análise da consultoria, a forte demanda por bovinos com até 30 meses, padrão destinado ao mercado externo e escassez de oferta, provocaram novas altas na cotação da arroba. Para bois com idades maiores, os preços também subiram. A arroba está cotada agora em R$ 245, bruta e à vista, alta diária de R$ 5. A pesquisa traz aumento em metade das 32 praças coletadas e estabilidade na outra metade. Em São Paulo, a cotação da novilha teve forte alta diária de R$ 5, ou 2,2%, para R$ 235, bruto e à vista. A Scot registra mercado bastante comprador no Pará, onde as três regiões pesquisadas apresentaram alta. Em Marabá e em Redenção, o preço chegou a R$ 245, bruto e a prazo, com R$ 3 de incremento. Em Paragominas, a alta foi menor, de R$ 2, e a cotação ficou em R$ 242, bruta e a prazo.

CANAL RURAL 

Consumo de carne bovina pode cair com piora da crise econômica, diz Rabobank

De acordo com o banco, a possibilidade de um fim do auxílio emergencial pode trazer impactos imediatos na demanda pelo produto

A piora das condições econômicas no Brasil vem trazendo preocupação com relação ao consumo de carne bovina, segundo relatório divulgado pelo Rabobank relativo ao terceiro trimestre de 2020. De acordo com o banco, a possibilidade de um fim do auxílio emergencial oferecido pelo governo brasileiro pode trazer impactos imediatos na demanda por carne bovina. Segundo o Rabobank, a produção de carne bovina caiu 13% no primeiro trimestre deste ano frente ao quarto trimestre de 2019, mas com o incremento de demanda por parte da China, há uma expectativa de volumes maiores daqui para frente, ainda que para o ano a produção de carne bovina no país deve fechar com um declínio de 2,5% frente a 2019. O banco sinaliza que as exportações de carne bovina do Brasil cresceram 12% de janeiro a julho, atingindo 1,1 milhão de toneladas, com destaque para a China, que respondeu por 41% das compras, e para o Egito, nação para o qual o país habilitou 15 plantas em março. Para os meses finais de 2020 o Rabobank acredita que as exportações brasileiras de carne bovina seguirão fortes, especialmente para a China. No âmbito doméstico, o consumo e os preços da carne bovina dependerão da continuidade do programa de apoio do governo. Os preços mais altos dos bovinos vivos, que em julho de 2020 estavam 45% mais altos frente ao mesmo mês do ano passado, também deverão ser influenciados pelo cenário de demanda da carne bovina daqui para frente, bem como pelas intenções de confinamento do segundo ciclo, que inicia no final do terceiro trimestre.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha em alta com piora externa

O dólar fechou em alta ante o real na quinta-feira, com a moeda ganhando tração especialmente durante a tarde conforme os mercados de risco no exterior pioraram o sinal

Desconforto do lado doméstico também pesou, com incertezas sobre a política fiscal ainda dando o tom depois de o Tesouro Nacional ter realizado o maior leilão de prefixados já registrado (por métrica de risco de mercado) e ainda ter feito colocação parcial, o que pressionou a curva de juros e fez as taxas longas dispararem. O dólar à vista subiu 0,38%, a 5,3200 reais na venda. A moeda oscilou entre queda de 0,57%, a 5,2699 reais na venda, por volta de 11h, e alta de 0,47%, para 5,325 reais, a caminho do fechamento do pregão no mercado à vista. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,16%, a 5,3195 reais, às 17h08. O índice do dólar frente a uma cesta de moedas chegou ao fim da tarde em alta de 0,13%, depois de cair 0,6% na mínima da sessão. O comentário nas mesas é que, de forma geral, os mercados estão entrando num período de maior incerteza, de olho na eleição presidencial dos EUA e na falta de acordo para um novo pacote de estímulo no país, num cenário de correção de excessos no setor de tecnologia e de dúvidas sobre os impactos da pandemia de coronavírus ainda em curso. No Brasil, alta recente de preços de alguns produtos, como alimentos; postura do governo de “fiscalizar” supermercados sobre essas elevações; percepção de um enfraquecido Ministro da Economia, Paulo Guedes, e receios sobre a capacidade de financiamento do Tesouro Nacional têm se somado ao viés externo mais cauteloso. “Leilão gigante (de prefixados), Tesouro não colocou tudo. O recado está dado”, disse um profissional de uma gestora, referindo-se à oferta de 44,5 milhões de títulos públicos, entre LTN e NTN-F, realizada pelo Tesouro na quinta, que teve colocação de 93%, com a percepção de dificuldade do Tesouro de atrair compradores de papéis. O DI janeiro 2025 chegou ao fim da tarde em disparada, perto de 20 pontos-base, ampliando ainda mais a inclinação ante os trechos curtos, o que representa um encarecimento de crédito ao setor produtivo que arrisca prejudicar o ritmo de recuperação econômica diante de um quadro fiscal já frágil. O banco UBS entende que “crescentes” riscos fiscais e saídas de recursos em carteira têm tido importante peso na magnitude da depreciação do real em 2020, de 24,57%, a mais forte entre as principais moedas.

REUTERS

Ibovespa cai 2,43% e fecha abaixo de 99 mil pontos

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, alinhado à trajetória negativa em Nova York após a trégua na véspera, com as ações da Petrobras entre as maiores pressões de baixa na esteira do recuo do petróleo

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,43%, a 98.834,59 pontos, menor patamar de fechamento desde 13 de julho. O volume financeiro somou 27,1 bilhões de reais, um pouco abaixo da média diária em 2020, de 29,3 bilhões de reais. As bolsas de Wall Street abriram em alta, mas mudaram de sinal com ações de tecnologia perdendo o fôlego mostrado na quarta-feira, enquanto dados de auxílio-desemprego nos EUA sublinharam as dificuldades da recuperação da economia do país. O S&P 500 perdeu 1,76%, também pressionado pela queda de ações de energia com o recuo do petróleo. Em comentário a clientes, o Goldman Sachs observou que a confiança na recuperação do crescimento global depende de pelo menos duas coisas: vacina e estímulos econômicos. “Até o momento, os mercados e as economias receberam muitos estímulos, mas nenhuma vacina – embora o progresso em direção à aprovação de uma vacina pela FDA continue”, destacou, referindo-se à agência dos EUA para controle de alimentos e medicamentos. No Brasil, nem as vendas no comércio acima do esperado em julho conseguiram sustentar a alta das ações de varejo, tampouco a queda nos pedidos de seguro-desemprego para 463.835 em agosto.

REUTERS

Vendas no varejo sobem 5,2% em julho, mostra IBGE

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas cresceu 7,2% em relação a junho

O volume de vendas no varejo subiu 5,2% em julho, na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada na quinta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado segue a alta de 8,5% em junho de 2020 e de 13,3% em maio. Na comparação com julho de 2019, houve alta de 5,5%. Nos sete primeiros meses de 2020, comércio acumula baixa de 1,8%. Em 12 meses, registrou alta, de 0,2%. A receita nominal do varejo, por sua vez, avançou 5,7% de junho para julho. Na comparação com julho de 2019, foi registrado aumento de 8,8%. No acumulado do ano até julho, a receita nominal do comércio teve alta de 1,4%. Em 12 meses, o crescimento foi de 3%. No varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, e material de construção, o volume de vendas avançou 7,2% entre junho e julho, já descontados os efeitos sazonais. Os analistas esperavam alta de 4,9%. Na comparação com o sétimo mês de 2019, o volume de vendas do varejo ampliado apresentou incremento de 1,6%. No acumulado de 2020 até julho, o varejo ampliado cedeu 6,2% e, em 12 meses, recuou 1,9%. Já a receita nominal do varejo ampliado aumentou 8,4% em julho ante junho. Em relação a julho de 2019, houve expansão de 4,9%. No acumulado do ano, a receita do varejo ampliado registrou queda, de 3,1%, mas, em 12 meses, subiu 0,7%. Atividades As vendas no comércio de junho para julho avançaram em sete das oito atividades pesquisadas no varejo. Ante julho de 2019, quatro atividades tiveram alta e outras quatro experimentaram retração. Em julho, Livros, jornais, revistas e papelaria foram o principal fator positivo no mês nas vendas do varejo, com alta de 26,1%. Também houve altas de vendas em Tecidos, vestuário e calçados (25,2%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (11,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%), Combustíveis e lubrificantes (6,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (5%) e Móveis e eletrodomésticos (4,5%). A única atividade que não teve crescimento no volume de vendas na passagem de junho para julho foi Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%). No varejo ampliado, que inclui automóveis e peças e material de construção, houve altas no volume de vendas do setor de Veículos, motos, partes e peças cresceu 13,2%, enquanto Material de construção avançou 6,7%. Em julho, das 27 unidades da Federação, 21 apresentaram crescimento no volume de vendas na comparação com o mês imediatamente anterior.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS

Salic fará injeção de R$ 400 milhões na Minerva com conversão de opções

Fundo saudita ampliará participação na empresa, antecipou site e confirmou o Valor

O fundo soberano da Arábia Saudita, Salic, vai converter opções de compra de ações da Minerva de forma antecipada no valor de R$ 400 milhões, que serão injetados na companhia. A informação foi antecipada pelo site “Brazil Journal” e confirmada pelo Valor com fontes próximas à empresa. A Minerva não se manifestou até o momento. A operação deve aumentar a fatia da Salic na Minerva de 25% para quase 34%. Com a injeção de recursos, a alavancagem deve ser reduzida, destravando distribuição de dividendos aos acionistas. Pela política de pagamento de dividendos da Minerva, 50% do lucro líquido deve ser distribuído caso a alavancagem (relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) seja igual ou menor do que 2,5 vezes. O fundo saudita possui metade das opções de compra de ações da Minerva, que somam 121 milhões. A outra parte está com a holding controladora, da família Vilela de Queiroz, e dos demais acionistas.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

ABATE DE FRANGOS RECUA 6,8%

A pandemia também afetou a produção de frangos. No segundo trimestre, foram abatidos 1,41 bilhão de cabeças de frangos, queda de 1,0% em relação ao mesmo período de 2019 e recuo de 6,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2020 

“Efeitos da pandemia da covid-19, como paralisações temporárias devido ao contágio, que impactaram a produção dos frigoríficos, ajudam a explicar as quedas registradas”, diz a nota do IBGE. O abate de 14,17 milhões de cabeças de frangos a menos no segundo trimestre de 2020, em relação a igual período do ano anterior, foi determinado por queda no abate em 12 dos 25 Estados que participaram da pesquisa do IBGE. O Paraná continua liderando amplamente o abate de frangos, com 34,2% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,8%) e Rio Grande Sul (12,9%). Ao mesmo tempo em que derrubou a produção de carne bovina e de frangos, a crise causada pela covid-19 impulsionou a produção de ovos de galinha. No segundo trimestre, foram produzidas 974,15 milhões de dúzias, alta de 2,8% ante o segundo trimestre de 2019 e de 0,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O pico da produção ocorreu em maio, quando foram contabilizadas 326,73 milhões de dúzias, 2,0% acima da produção do mês equivalente de 2019. “Períodos de recessão econômica como o do isolamento social por conta da pandemia do covid-19 tendem a aumentar o consumo de ovos de galinha, por se tratar de uma fonte de proteína mais acessível do que as carnes”, diz a nota do IBGE.

ESTADÃO CONTEÚDO 

Exportação de carne suína cresce 54,5% em 2020

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 98,5 mil toneladas em agosto

Com este número, os embarques do setor superam em 89,2% o volume registrado no mesmo mês de 2019, com 52 mil toneladas. A receita em dólar do setor também é positiva, com US$ 209,2 milhões, número que supera em 90,7% o saldo obtido no mesmo período de 2019, com US$ 109,7 milhões. No saldo do ano (janeiro a agosto), as vendas de carne suína totalizaram 678,3 mil toneladas, volume 44,37% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 469,8 mil toneladas. No mesmo período, a receita de exportações totalizou US$ 1,488 bilhão, número 54,5% superior ao registrado no mesmo período de 2019, com US$ 963,2 milhões. “A alta nas exportações é compensada com uma elevação prevista na produção interna de carne suína, mantendo em patamares estáveis a oferta para o mercado interno.  O ganho em receita cambial reduz os fortes impactos causados pela alta dos grãos e pelos investimentos feitos para o enfrentamento da pandemia. As perspectivas positivas para o setor devem se manter nos próximos meses”, avalia Ricardo Santin, Presidente da ABPA. A Ásia segue como carro-chefe das exportações do setor de suínos. Principal importadora da carne suína do Brasil, a China importou em agosto 50,7 mil toneladas, volume 168% maior em relação a embarcado no mesmo mês de 2019.  Outro destaque foi Hong Kong, com 14 mil toneladas (+48%). No comparativo mensal, Vietnã assume o terceiro posto entre os importadores do produto brasileiro, com 9,5 mil toneladas em agosto (no ano anterior, importou menos de 800 toneladas no mesmo período).  Cingapura também elevou suas compras, com 4,4 mil toneladas (+166%). Nas Américas, as vendas para o Chile são o destaque, com 3,7 mil toneladas em agosto (+4%).

ABPA

Abate de suínos do país dispara no 2º tri com exportação forte

O abate de suínos no Brasil cresceu 6,2% no segundo trimestre para 12,1 milhões de cabeças, novo recorde trimestral da série iniciada em 1997, impulsionado pelas fortes exportações, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira 

A indústria ainda aumentou em 1,8% os abates ante o primeiro trimestre. Na comparação mensal, foi registrado o melhor resultado para um mês de junho, disse o IBGE. “O resultado consiste em um recorde para a série histórica. As exportações de carne suína, também recordes para um 2º trimestre, contribuíram para este setor da economia em meio ao panorama de incertezas ocasionado pela pandemia do Covid-19”, afirmou o IBGE. Santa Catarina continuou liderando o abate de suínos, com 28,4% da participação nacional, seguido por Paraná (20,8%) e Rio Grande do Sul (16,6%). As exportações de carnes do Brasil têm sido elevadas especialmente pela demanda da China, principal importador dos produtos brasileiros, que ampliou compras no exterior para lidar com um menor plantel atingido pela peste suína africana.

REUTERS

INTERNACIONAL

Caso de peste suína em javali na Alemanha coloca exportações em risco

País confirmou caso na quinta-feira (10). Coreia do Sul, segundo maior comprador do país europeu, já anunciou veto às importações alemãs de carne

A Alemanha confirmou na quinta-feira (10) que encontrou peste suína africana (PSA) em um javali morto nas proximidades da fronteira com a Polônia ameaçando as exportações de carne suína para a China do maior país produtor da proteína na Europa, avaliadas em 1,2 bilhão de dólares no ano passado. Autoridades no Estado alemão de Brandemburgo colocaram em quarentena uma área de 15 quilômetros na qual o javali foi encontrado para buscar mais animais mortos, enquanto também restringiram o movimento de animais em fazendas. A Coréia do Sul, segundo maior comprador de carne suína da Alemanha fora da União Europeia, anunciou rapidamente um veto às importações de carne suína alemã após a notícia. Embora a doença não seja perigosa para seres humanos, ela é fatal para porcos. Um surto massivo na China, maior produtor de carne suína do mundo, levou ao sacrifício de centenas de milhões de animais. “A atenção agora está sobre se países importadores, especialmente a China, vão impor restrições às compras de carne de porco alemã”, disse Andre Schaefer, da corretora de commodities Kaackterminhandel. “A China, especialmente, é uma cliente vital para a Alemanha. Se houver vetos às importações, poderemos ver os preços da carne suína sob pressão na Alemanha”, afirmou. Nos primeiros quatro meses de 2020, a Alemanha exportou à China 158 mil toneladas de carne suína, no valor de 424 milhões de euros, o dobro do montante no mesmo período do ano passado, segundo estatísticas oficiais do país. A Ministra da Agricultura, Julia Kloeckner, disse que Berlim manteve contato durante a noite com a China. A Alemanha não tem um acordo formal com a China sobre a doença, “portanto, estamos em diálogo permanente”, afirmou. A Alemanha está enfatizando “o princípio da regionalidade” no caso, disse ela. Isso significaria eventual imposição de restrições às importações apenas para partes do país atingidas pela doença, acrescentou. A Alemanha construiu centenas de quilômetros de cercas ao longo da fronteira com a Polônia na tentativa de impedir que a doença se espalhe entre javalis. Kloeckner disse ainda esperar que as exportações de carne suína alemã para outros países europeus continuem. O caso “não é motivo para pânico”, disse ela, acrescentando que as autoridades estão avaliando intensamente quais medidas precisam ser tomadas para combater a doença e evitar que ela se espalhe para fazendas comerciais de suínos. “É o caso de um javali de uma área”, disse a Ministra.

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