CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1317 DE 10 DE SETEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1317| 10 de setembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Preços do boi gordo voltam a subir no mercado interno, diz Safras

A oferta de animais terminados é restrita, e os frigoríficos ainda encontram dificuldades no alongamento das escalas de abate

Os preços do boi gordo voltaram a subir em algumas praças de produção e comercialização do Brasil. “A oferta de animais terminados no geral é restrita, e os frigoríficos ainda encontram dificuldades no alongamento de suas escalas de abate”, destaca o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Conforme Iglesias, foi evidenciada neste ano uma redução no volume de contratos a termo, o que tradicionalmente oferece um alívio aos frigoríficos de maior porte. “Sob a ótica da demanda, o quadro que permanece inalterado é o de bom ritmo de embarques. Caso haja manutenção das exportações este será o melhor setembro da história em termos de volume”, aponta. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 246 a arroba, ante R$ 244 a arroba na terça-feira, 8 Em Uberaba (MG), os preços subiram de R$ 240 para R$ 242 a arroba. Em Dourados (MS), os preços ficaram em R$ 239, estáveis na comparação com a terça. Em Goiânia (GO) o preço indicado foi de R$ 235 a arroba, inalterado. Já em Cuiabá (MT), o preço ficou em R$ 222 a arroba, também estável. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram entre estáveis a mais altos. De acordo com o analista da Safras, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, pois a entrada da massa salarial na economia segue como um importante motivador da reposição entre atacado e varejo. “No entanto, a principal justificativa para a alta dos preços em toda a cadeia pecuária segue na forte atuação da China no mercado brasileiro, comprando volumes substanciais de proteína de origem animal”. Com isso, a ponta de agulha permaneceu a R$ 14,05 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 14,10 o quilo, e o corte traseiro aumentou de R$ 17,35 o quilo para R$ 17,50 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Oferta restrita e alta nos preços no mercado do boi gordo

No Noroeste paranaense, as más condições das pastagens de inverno contribuíram com o cenário de escassez de boiadas e escalas apertadas, que resultaram em alta de 2,2% no preço do boi gordo ou R$5,00/@ na última quarta-feira na comparação com a última terça-feira (8/9)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região, a cotação da arroba do boi gordo ficou em R$240,00, considerando o preço bruto, à vista, R$239,50/@, com desconto do Senar, e R$236,50/@ com desconto do Funrural e Senar. No Tocantins, o quadro é o mesmo, de pouca oferta de gado para abate. Com isso, a cotação da arroba do boi gordo subiu R$2,00, ou 0,9%, no comparativo diário, e está em R$240,00/@ e R$238,00/@, bruto e à vista, nas regiões Norte e Sul, respectivamente. Em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na comparação feita dia a dia em R$240,00/@, à vista e bruto, R$239,50/@ com desconto do Senar e R$236,50/@ livre de Senar e Funrural, para o “boi comum”.

SCOT CONSULTORIA

Rastreabilidade e origem da carne devem ganhar importância em cenário pós-covid

A pandemia da covid-19 provocou mudanças nos padrões de consumo de carnes e consumidores deverão dar mais importância à origem dos produtos no longo prazo, segundo analistas do Rabobank

“A rastreabilidade, com o consumidor apto a identificar a origem dos alimentos e o modo como estes foram produzidos, deve ganhar ainda mais importância no futuro, principalmente no que diz respeito a aspectos de sustentabilidade”, disse o Rabobank em relatório divulgado na semana passada. Durante a pandemia, protocolos sanitários tiveram de ser adaptados para minimizar os riscos de transmissão entre funcionários dentro das plantas frigoríficas e das propriedades rurais. A segurança sanitária na produção dos alimentos continuou no radar dos clientes, afetando temporariamente exportações de carnes produzidas em algumas unidades frigoríficas brasileiras. Apesar dos desafios, o Brasil continuou ganhando mercados no exterior em 2020. A competitividade das carnes brasileiras aumentou em momento de desvalorização cambial, colaborando para elevar os embarques. O Rabobank espera que a indústria de carnes brasileira continue a ganhar mercados no exterior, com ampliação dos destinos para exportação reduzindo a dependência de mercados específicos. “Este cenário deve se manter no futuro e as oportunidades de aumento de produção e produtividade são evidentes tanto por questões climáticas como por competitividade nos custos de produção”, disse o Rabobank. “O número crescente de novas habilitações para exportação sinaliza não só o esforço do país para ampliar as opções, mas também que o interesse pelas carnes brasileiras está se elevando”.

CARNETEC

O bom ritmo das exportações brasileiras de carne bovina continua

Na primeira semana de setembro os embarques totalizaram 32,90 mil toneladas do produto in natura, que resultou num faturamento de US$133,94 milhões (Secex)

Exportações de carne bovina cresceram 24,9% na primeira semana de setembro, na comparação anual. A média diária exportada no período foi de 8,22 mil toneladas, incremento de 24,9% frente igual período de 2019. As exportações aquecidas e a oferta restrita de animais para abate colaboram com o cenário de alta nos preços no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA 

Produtos exclusivos para exportação passam a ter registro automático

Produtos destinados exclusivamente à exportação passaram a ter registro automático

Com a mudança, sinalizada em circular do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, os fiscais federais deixarão de analisar previamente os registros, ficando sob responsabilidade das empresas o atendimento à legislação do país importador. Para controlar o processo, as equipes do Mapa realizarão auditorias das determinações previstas em lei. A decisão está prevista no decreto 10.468 de 18 de agosto, que alterou o decreto 9.013 de 29 de março de 2017.

>> Confira a circular completa aqui <<

BEEFPOINT 

Recordes no boi e no bezerro

O indicador do boi gordo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)/B3, com base nos preços de São Paulo, segue renovando seus recordes históricos e ultrapassou os R$ 247 por arroba pela primeira vez na história

A cotação teve alta superior a 1% pelo segundo dia consecutivo (+1,31%) e fechou a R$ 247,1. Esse foi o nono dia seguido de alta, sendo que o avanço acumulado no período foi de 8,4%. Na B3, altas mais modestas foram registradas e a curva avançou em média 0,54%. O contrato para dezembro marcou a máxima do dia em R$ 249,95. Enquanto isso, o contrato para outubro teve ajuste acima de R$ 245 por arroba pela primeira vez desde que passou a ser negociado. O indicador do Cepea para o bezerro também bateu recorde histórico e superou os R$ 2200 por cabeça pela primeira vez na série. No dia, a variação foi positiva em 2,5%. Além disso, a cotação acumula uma alta de 45% em 2020 em relação a 2019.

CEPEA

ECONOMIA 

Dólar cai 1,2% com exterior positivo

O dólar fechou em baixa ante o real na quarta-feira, com o mercado de câmbio replicando o dia de fraqueza global da moeda norte-americana

O dólar à vista caiu 1,23%, a 5,3000 reais na venda, depois de alta de 1,09% na sessão anterior. É a maior queda percentual diária desde a quinta-feira passada, dia 3 (-1,27%). Na B3, o dólar futuro de maior liquidez tinha queda de 1,16%, a 5,3040 reais, às 17h21. Mesmo a notícia de que a AstraZeneca havia suspendido testes globais com sua potencial vacina contra o coronavírus, devido a reação em um participante do estudo, não abalou o mercado nesta sessão e foi entendida por alguns players como evidência de que governos e bancos centrais precisarão continuar injetando liquidez no sistema financeiro para debelar a crise causada pela pandemia. No Brasil, o mercado seguiu atento à agenda de reformas fiscais, mas avaliou com cautela a postura do governo diante de elevações nos preços de alguns alimentos. Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,24%, maior variação positiva para o mês de agosto desde 2016, em meio a forte pressão dos preços da gasolina e de alimentos, informou na quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na avaliação de Agustin Sicouly, chefe de câmbio para a América Latina do Barclays, o juro baixo ainda limita chances de recuperação mais expressiva para o real neste ano, mas a moeda pode se beneficiar de uma melhora econômica e da retomada da agenda de reformas. Em estudo, o Bradesco avaliou que a volatilidade do real, entre as maiores do mundo, está “muito atrelada” ao cenário de incertezas quanto à política fiscal doméstica, mas ponderou que o país pode atrair recursos mesmo a Selic baixa. “Com redução das incertezas fiscais e a retomada do crescimento, o país volta a se tornar atrativo para os fluxos de portfólio, mesmo em um ambiente de juros domésticos ainda baixos”, disse o banco em nota.

REUTERS 

Ibovespa acompanha melhora em NY e fecha em alta

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, acompanhando o viés mais positivo nos mercados acionários no exterior e a trégua na queda dos preços do petróleo, com os papéis de siderúrgicas entre as maiores altas

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 1,24%, a 101.292,05 pontos. O volume financeiro da sessão somou 24 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, os principais índices de ações em Wall Street reagiram forte. “O Ibovespa subiu hoje com investidores acompanhando o forte movimento de alta nas bolsas internacionais, com destaque para recuperação das ações de tecnologia que haviam passado por fortes baixas nos últimos 3 pregões”, observou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. No front doméstico, ele destacou comentário do Ministro da Economia, Paulo Guedes, de que a reforma administrativa proposta pelo governo representa economia de 300 bilhões de reais em gastos com o serviço público. “O mercado continua monitorando os detalhes das reformas que tramitam no Congresso e podem destravar valor nesse movimento de reabertura e reaquecimento da economia brasileira”, acrescentou. Após a notícia de suspensão dos testes com a candidata a vacina contra o Covid-19 da AstraZeneca, trouxe algum alento comentário do Governador de São Paulo de que resultados dos testes clínicos em estágio avançado da potencial vacina da chinesa Sinovac têm sido “extremamente positivos”.

REUTERS 

Alimentos e gasolina pressionam e IPCA tem maior alta para agosto em 4 anos

A inflação oficial do Brasil voltou a enfraquecer em agosto diante da pressão da queda nos preços de Educação, mas ainda registrou o maior nível para o mês em quatro anos diante da forte pressão da gasolina e dos alimentos

Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,24% depois de subir 0,36% no mês anterior, informou na quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de ter enfraquecido na comparação mensal, a leitura é a mais alta para o mês de agosto desde 2016, quando o IPCA subiu 0,44%. Além disso, o avanço acumulado em 12 meses até agosto chegou a 2,44%, acima dos 2,31% de julho, aproximando-se do piso do intervalo para a meta de inflação neste ano — de 4%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos — medida pelo IPCA. As maiores pressões em agosto foram exercidas pela gasolina, que subiu pelo terceiro mês seguido, e pelos alimentos. “Essa alta de alimentos tem a ver com diversos fatores, como exportações maiores, em especial chinesa. Tem a ver também com o dólar que favorece essa exportação e tem efeito até do auxílio e da flexibilização das medidas de distanciamento”, afirmou o Gerente da Pesquisa, Pedro Kislanov. Os preços da gasolina subiram 3,22% em agosto e levaram o grupo Transportes a acelerar a alta a 0,82%, de 0,78% em julho, exercendo o maior peso sobre o índice. O segundo maior impacto veio de Alimentação e bebidas, que registrou alta de 0,78% em agosto depois de ficar praticamente estável no mês anterior. Os alimentos para consumo no domicílio subiram 1,15%, influenciados principalmente pela alta nos preços do tomate (12,98%), do leite longa vida (4,84%), das frutas (3,37%) e das carnes (3,33%). “O destaque é o tomate, que depende de temperaturas mais quentes. Com mais frio o produtor segura mais o estoque e ele demora a maturar mais”, comentou Kislanov. “O leite tem uma entressafra normal, e as carnes sobem por conta da demanda externa, enquanto o arroz tem um problema de oferta”, completou.

REUTERS 

Brasil fica em 51º de 122 países em índice de recuperação econômica

A avaliação se baseia em centenas de dados, distribuídos em três pilares: resiliência na saúde, resiliência econômica e capacidade de absorção

O Brasil é classificado na 51ª posição num índice que avalia como 122 países estão posicionados para superar mais rapidamente o impacto econômico da pandemia de covid-19 e se recuperar da pior recessão desde os anos de 1930. O chamado “Covid Índice de Recuperação Econômica” foi lançado na quarta-feira em Genebra por um think tank suíço, Horizon Group, durante evento virtual organizado pelo Clube Suíço da Imprensa. A avaliação se baseia em centenas de dados, distribuídos em três pilares: resiliência na saúde, resiliência econômica e capacidade de absorção. Não foca diretamente a reação de governos como os de Brasil e Estados Unidos, que minimizaram a pandemia, reagiram contra confinamentos e promoveram remédios não comprovados para o combate da covid-19. Na verdade, no indicador “preparação para a pandemia”, o Brasil aparece com 83,3 pontos, melhor que a Alemanha, com 81,3. Margareta Drzeniek, principal autora do relatório, explica que se trata de um indicador da Universidade Johns Hopkins (EUA) que mede quais planos e capacidades básicas estão em vigor. “Não analisa como o governo se preparou ou respondeu a esta pandemia em particular, (nem) como os planos são implementados. No Brasil, o forte é que os laboratórios são avaliados como muito bons e têm boa cobertura de prontuários eletrônicos. No entanto, é necessário fazer melhorias na comunicação durante as emergências de saúde pública e também nos planos nacionais de preparação.” No geral, a classificação do Brasil “é melhor do que o esperado”, diz ela. A pontuação do país é de 55,78 do total de 100. Considera baixa a capacidade de absorção do país (99), por causa de alta dependência em industrias vulneráveis (97), forte desigualdade de renda (118) e desempenho não otimal do mercado de trabalho (91) que deixa boa parte da população sem emprego. Do lado positivo, o relatório nota que o Brasil não é abertamente dependente dos mercados internacionais. Seu maior comprador, a China, se recupera mais rapidamente da crise. Entre os desafios para a recuperação no Brasil estão a confiança da população no governo e treinamento em habilidades digitais, diz Drzeniek. Na visão dos autores do relatório, a capacidade de recuperação não se mede apenas com dinheiro. O que conta para a capacidade de recuperação inclui boa governança, qualificação de pessoal e mercados financeiros estáveis. Na América Latina, o Uruguai (42º), Chile (43º) e Costa Rica (46º) ficam na frente do Brasil. O ranking é liderado pela Finlândia, seguido por Noruega, Alemanha e Suíça. Os EUA ficam em sétima posição, graças a seu enorme peso econômico e inovação. Entre os grandes emergentes, a China (32ª) tem o melhor desempenho econômico, seguido pela Rússia (36ª), Brasil (51ª), Índia (63ª) e África do Sul (77ª), representando o pior resultado entre países do G20.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de frango do Brasil sobe 1,8% no ano após salto em agosto; receita recua 11,3%

As exportações de carne de frango do país totalizaram 2,833 milhões de toneladas de janeiro a agosto, volume 1,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, após um forte crescimento registrado no mês passado, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quarta-feira 

Em receita, contudo, o setor no maior exportador global da proteína contabiliza uma retração de 11,3% nas exportações na mesma comparação, para 4,14 bilhões de dólares. No mês passado, as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) apresentaram alta de 11,3%, alcançando 362,4 mil toneladas. “O movimento mensal das exportações foi positivo em praticamente todos os grandes importadores da carne de frango do Brasil”, disse o Presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota. Segundo ele, o aumento nos embarques contribui para reduzir os impactos do aumento de custos com o enfrentamento da pandemia e da alta dos grãos, principal matéria-prima da ração. A ABPA disse que a Arábia Saudita voltou ao segundo lugar entre os principais destinos do produto nacional, com alta de 24% nos embarques em agosto. Outro destaque do Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos aumentaram suas importações também em 24%. A China, líder nas compras, elevou suas importações em 46% em agosto em relação ao mesmo mês de 2019, totalizando 54,7 mil toneladas no mês. Ainda na Ásia, as exportações para a Coreia do Sul aumentaram em 25%. Já a União Europeia aumentou suas importações em 14% no mês de agosto.

REUTERS 

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