CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1316 DE 09 DE SETEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1316| 09 de setembro de 2020

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA 

Com mais um recorde para o mês, CHINA já é destino de 62,4% das exportações totais de carne bovina

Em agosto, o país comprou 108 mil toneladas do produto. Em julho foram 115 mil toneladas

Com um novo recorde para o mês de agosto, foram movimentadas 191.141 toneladas na exportação total de carne bovina (in natura + processada), segundo informações da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. A receita alcançou US$ 753,2 milhões. Isso significou um crescimento de 19% em relação ao mesmo mês de 2019, com suas 160.938 toneladas e de 14% na receita, com US$ 658,6 milhões no ano passado. No acumulado do ano, as exportações totais de carne bovina já alcançaram 1 milhão 294 mil toneladas, contra 1 milhão 159 mil toneladas até agosto de 2019, num crescimento de 12% ou 139 mil toneladas a mais. A receita atingiu a US$ 5,4 bilhões, contra US$ 4,4 bilhões no mesmo período de 2019, ou um crescimento de 23%. Em agosto, a China importou 108 mil toneladas do produto brasileiro, uma leve redução em relação as 115 mil toneledas movimentadas em julho. Do total exportado pelo Brasil no acumulado do ano, a China sozinha é responsável pela movimentação de 62,4 % da comercialização, levando-se em consideração o produto que entra pelo continente (530.458 toneladas) e o que entrou pela cidade Estado de Hong Kong (212.261 toneladas), com a soma de 742.719 toneladas. Em 2019, no mesmo período, a China importou 448.021 toneladas e era responsável por 38%,6% da movimentação total. O prognostico da ABRAFRIGO é que as exportações fiquem acima deste crescimento de 12% registrado até agosto em 2020, já que os últimos meses do ano costumam historicamente apresentar crescimento de movimentação. Depois da China o segundo maior cliente do Brasil foi o Egito, com a importação de 91.529 toneladas (-25,4%). O Chile veio na terceira posição com 50.360 toneladas adquiridas (-34,2%), enquanto a Rússia ficou com a quarta posição com 43.177 toneladas (-4,6%). Na quinta posição entraram os Estados Unidos, que elevaram suas compras a 34.502 toneladas (+39,7%); na sexta posição estão as Filipinas, com 25.660 toneladas (+23,4%) e na sétima os Emirados Árabes, com 25.595 (-58,2%). Já no caso da maioria dos países integrantes da União Europeia, houve redução nas importações do produto brasileiro. No total, 81 países aumentaram suas aquisições até agosto, enquanto que 87 diminuíram.

VALOR ECONÔMICO/GLOBO RURAL/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/REUTERS/O GLOBO/EXTRA/ESTADÃO CONTEÚDO/A TARDE/UOL/DIÁRIO DE PERNAMBUCO/AGENCIA BRASIL/CORREIO DO ESTADO/DINHEIRO RURAL/CANAL RURAL/MONEY TIMES/TERRA/JORNAL DO COMÉRCIO/AGROEMDIA/PAGINA RURAL/BEEF POINT/PORTAL DBO/PECUARIA.COM.BR/BLOOMBERG

NOTÍCIAS 

Boi gordo: cenário calmo na volta do feriado, mas preços firmes

Como era esperado, após o feriado nacional do dia 7 de setembro, o volume de negócios caiu na última terça-feira (8/9). O mercado, no entanto, esteve calmo e firme

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na praça paulista, a cotação da arroba de boi gordo ficou estável na comparação feita dia a dia, em R$240,00/@, à vista e livre de Funrural, R$239,50/@ com desconto do Senar e R$236,50/@ bruto, para o “boi comum”. Para bovinos jovens, o mercado está firme e os negócios estão em até R$245,00/@, à vista e preço bruto. Das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba subiu em 13 delas. A oferta limitada, a forte demanda por carne bovina para exportação e a primeira quinzena de mês explicam esse cenário no primeiro dia útil desta semana.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do Boi gordo tem dia de preços firmes no Brasil, veja cotações

Segundo analista, as exportações à China continuam sendo o grande diferencial da pecuária de corte brasileira em 2020

Os preços do boi gordo seguem firmes nas principais praças de produção e comercialização do Brasil. “O ambiente de negócios segue apontando para novos reajustes de alta nos próximos dias”, disse o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Conforme Iglesias, a oferta de animais terminados permanece restrita na maior parte do país, dificultando a composição das escalas de abate pelos frigoríficos. “Esta conjuntura tem resultado em negociações com preços acima das referências, principalmente envolvendo animais que cumprem os requisitos de exportação ao mercado chinês”, apontou Iglesias. Assim, as exportações à China continuam sendo o grande diferencial da pecuária de corte brasileira em 2020. Em São Paulo, capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 244 a arroba, ante R$ 244 – R$ 245 na sexta-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços seguiram em R$ 240,00 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 239 contra R$ 238 a nesta segunda. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 235 a arroba, inalterado. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço continuou em R$ 222. No mercado atacadista, os preços da carne bovina voltaram a subir. Conforme Iglesias, a boa reposição entre atacado e varejo neste início de mês indica que novas altas deverão acontecer. Além disso, as exportações permanecem pujantes, ajudando a equilibrar a oferta doméstica. “A ressalva fica na capacidade do consumidor final de absorver tantos reajustes”, disse. Com isso, a ponta de agulha passou de R$ 14 o quilo para R$ 14,05 o quilo. O corte dianteiro subiu de R$ 14,05 o quilo para R$ 14,10 o quilo, e o corte traseiro aumentou de R$ 17,00 o quilo para R$ 17,35.

AGÊNCIA SAFRAS

Setembro inicia com bom volume exportado de carne bovina in natura; mas preço médio segue com recuo

Projeções apontam que o mês de setembro deve encerrar com um volume exportado de 155 a 170 mil toneladas

Nos quatros primeiros dias úteis de setembro, a média diária exportada de carne bovina in natura ficou em 8,22 mil toneladas e teve um aumento de 24,91% se comparado com os dados observados em setembro do ano passado, que registrou uma média exportada de 6,58 mil toneladas. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX), o volume embarcado alcançou 32,9 mil toneladas de carne bovina na primeira semana de setembro. Projeções da Consultoria Agrifatto apontam que o mês de setembro deve encerrar com um volume exportado de 155 a 170 mil toneladas de carne bovina in natura. O Analista de Mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini Rarreira, destacou que os chineses reduziram as compras por carne bovina. “Nós observamos que a China reduziu as importações de carne bovina em agosto, sendo que em julho importaram 87 mil toneladas e no mês passado fecharam com um volume de 78 mil toneladas”, aponta. Os preços médios na primeira semana de setembro ficaram próximos de US$ 4.071,2 mil por tonelada, na qual teve uma queda de 3,54% frente aos dados divulgados em setembro de 2019 que registrou um valor médio de US$ 4.022,8 mil por tonelada. O valor negociado para o produto foi US$ 133,9 milhões na primeira semana de setembro deste ano, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de setembro do ano anterior foi de US$ 583,6 milhões. A média diária ficou em US$ 33,486,2 milhões e registrou um avanço de 20,48%, frente ao observado mês de setembro do ano passado que ficou em US$ 27,794,4 milhões.

Agrifatto 

Brasil chega a 100 frigoríficos com ajustamento de conduta por causa da Covid-19

Acordos garantiram proteção a mais de 185 mil trabalhadores no Brasil, de acordo com Procuradoria Geral do Trabalho 

Perto de completar seis meses do início do estado de calamidade decretado pelo Congresso diante do avanço da pandemia de Covid-19 no Brasil, o Ministério Público do Trabalho (MPT) alcançou a marca de 100 termos de ajustamento de conduta (TAC) firmados com frigoríficos. Segundo levantamento da Procuradoria Geral do Trabalho (PGT), os acordos para garantir medidas de prevenção e controle da doença entre trabalhadores do setor envolvem 32 empresas e beneficiaram 185.228 profissionais. Além dos termos assinados nos últimos seis meses, o MPT ajuizou 25 ações civis públicas contra frigoríficos devido à falta de medidas mínimas de segurança a funcionários alocados na linha de produção. Desse total, 17 foram contra a JBS. Ao contrário de suas concorrentes, a empresa optou por não firmar termos de ajustamento de conduta com o MPT e chegou a ter unidades paralisadas devido ao aumento do número de casos confirmados no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul. Segundo estimativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação e Afins (CNTA) e da Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação da CUT (Contac), cerca de 20% dos funcionários o setor de frigorífico já contraíram a Covid-19 no Brasil. As entidades têm defendido a adoção de medidas adicionais de proteção aos trabalhadores, como aumento do distanciamento mínimo na linha de produção a partir da reorganização das escalas e jornadas de trabalho e a testagem em massa periódica dos funcionários.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar salta mais de 1% ante real em dia de aversão a risco no exterior

O dólar começou a semana em alta frente ao real, alavancado por uma terça-feira de fortalecimento da divisa norte-americana no exterior em meio a nova sessão de busca por ativos de segurança diante de incertezas sobre a economia global

O dólar à vista subiu 1,09%, a 5,3662 reais na venda. No pico do dia, alcançado às 10h46, a divisa saltou 1,92%, para 5,4103 reais. Na mínima, atingida às 14h21, o dólar marcou 5,3167 reais, leve alta de 0,16%. Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 1,26%, a 5,3710 reais, às 17h10. O mercado doméstico de forma geral seguiu o movimento das moedas no exterior. O índice do dólar contra uma cesta de moedas subia 0,38%, para máximas em quatro semanas.

Preocupações renovadas sobre o Brexit e uma nova onda de vendas em ações do setor de tecnologia em Wall Street pesaram sobre o sentimento do investidor, que puniu ativos mais arriscados, como moedas emergentes. Em carta mensal a cotistas do fundo Nimitz, a SPX Capital –uma das maiores gestoras de recursos independentes do Brasil, informou que havia zerado posições compradas em setor de tecnologia nos mercados internacionais de ações e que mantinha apostas na queda de divisas emergentes. O fato de o dólar ter caído frente ao real nas últimas sessões abaixo de médias móveis de 50 e 100 dias também serve como limitador a novas quedas no curto prazo. A moeda recuou 5,73% entre 26 de agosto (quando bateu máxima em três meses) e 3 de setembro, quando fechou na mínima em um mês. No dia 4 de setembro, na sexta-feira, sessão passada, o mercado de câmbio já havia dado uma pausa no movimento recente de baixa, com o dólar encerrando em alta de 0,33%.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com NY e tombo do petróleo

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, com Petrobras entre as maiores baixas na esteira do tombo do petróleo no exterior, em sessão também negativa em Wall Street, enquanto, no Brasil o cenário fiscal continua preocupando

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em declínio de 1,18%, 100.050,43 a pontos, após ser negociado abaixo dos 100 mil pontos na mínima. A partir desta sessão, a carteira teórica do Ibovespa passou a incluir as ações da Eztec e da PetroRio. Na volta de fim de semana prolongado por feriado na segunda-feira, o volume financeiro somou 25,5 bilhões de reais. Em Wall Street, que também não abriu na segunda-feira por feriado nos Estados Unidos, o Nasdaq recuou mais de 4%, conforme o ‘sell-off’ em ações de tecnologia continuou pelo terceiro pregão seguido. O S&P 500 caiu 2,78%. Novos ruídos nas relações China-Estados Unidos corroboraram o viés negativo, entre eles potencial sanção norte-americana contra a fabricante de chips SMIC e comentários do Presidente Donald Trump de que a economia dos EUA se descole da China. Para Danilo Cápua, sócio da Guelt Investimentos, além da realização de lucros no mercado norte-americano, pesaram na bolsa paulista preocupações com as contas públicas brasileiras. “Depois da apresentação do Orçamento, o mercado entendeu que tem pouquíssimo espaço para remanejo e ainda não está explicado como será pago o Renda Brasil… Isso ainda deixa uma aversão a risco grande”, afirmou.

REUTERS 

Mercado piora expectativa para PIB este ano após 9 semanas de melhora

O mercado piorou a expectativa para a contração da economia brasileira neste ano depois de nove semanas seguidas de melhora, mostrou na segunda-feira a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central

Os especialistas consultados passaram a ver agora retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 5,31%, contra queda de 5,28% estimada uma semana antes. Para 2021, eles ainda veem crescimento de 3,50% do PIB. O levantamento semanal apontou ainda que a expectativa para a alta do IPCA este ano passou a 1,78%, 0,01 ponto percentual a mais, com a inflação ainda sendo calculada em 3% para 2021. O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar 2020 no atual nível de 2,0%, com a expectativa de Selic a 2,88% na mediana das projeções para 2021 permanecendo inalterada. Por sua vez, o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, elevou a estimativa a taxa de juros neste ano a 1,88% de 1,75% antes, vendo ainda a Selic a 2,0% em 2021.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig fecha acordo com associação no Paraguai que prevê investimento de US$100 mi

A Marfrig fechou acordo não vinculante com a Associação Paraguaia de Produtores e Exportadores de Carne (Appec) para a formação de uma nova sociedade naquele país com o objetivo de explorar potenciais investimentos

“Os investimentos da Marfrig poderão atingir 100 milhões de dólares norte-americanos em até 24 meses”, afirmou a companhia brasileira em comunicado na sexta-feira, acrescentando que sua participação no negócio será de 85%. A empresa acrescentou que deverá contribuir com know-how em tecnologia, produção, comercialização e logística, enquanto a Appec buscará garantir uma quantidade significativa de matéria-prima, além de contribuir com conhecimentos no mercado local. “A operação busca replicar o modelo de sucesso que a Marfrig vem desenvolvendo na National Beef em que conta com os produtores locais como sócios do empreendimento”, afirmou.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Filipinas retiram embargo sobre a carne de frango brasileira

Como informou a agência Bloomberg, importações estavam suspensas desde o dia 14 de agosto

As Filipinas retiraram ontem o embargo à importação de carne de frango do Brasil. A medida veio após o governo brasileiro mostrar que a cadeia produtiva está adotando medidas de prevenção contra o novo coronavírus, segundo informou a agência Bloomberg com base em posição do Departamento de Agricultura filipino. O país asiático passará a exigir, porém, que as embalagens de frango tenham selos que garantam que o produto foi manuseado em fábricas que seguem estritas medidas sanitárias e de higiene. As cargas que não cumprirem o requisito serão confiscadas. As Filipinas suspenderam as compras de carne de frango brasileira em 14 de agosto, após um município da China ter detectado traços do coronavírus em carga proveniente do país. O Brasil responde por 20% das importações anuais de frango das Filipinas.

VALOR ECONÔMICO

Exportação de carne de frango tem melhores resultados no início de mês

Países que haviam diminuído as importações da proteína devido à crise gerada pela pandemia retornaram as compras 

Conforme dados divulgados na segunda-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne de frango começam a mostrar melhores resultados. Nos primeiros quatro dias úteis de setembro, os números foram melhores do que na última semana de agosto. De acordo com o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, esta foi uma semana boa para as negociações da proteína no mercado externo. “São os primeiros passos para que voltemos a “arrancar” nos embarques de proteína de aves. Devemos continuar vendo essa tendência de estabilidade nos embarques de carne suína na próxima semana e crescimento para aves”, disse. Para Travagini, países árabes (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iêmen) estão comprando com mais força, e África do Sul e Coreia do Sul voltando a normalidade das importações. A média diária paga pela carne de aves exportada na primeira semana de setembro foi de US$ 23.689.185, quantia 8,84% inferior ao valor de US$ 25.986.941, praticados no mesmo mês do ano passado. Em agosto, a média diária arrecadada com a venda do produto foi de US$ 21.662.548, o que aponta que nos primeiros dias de setembro houve um aumento de 20,87%. As toneladas por média diária embarcada da proteína avícola, 17.509,989 no começo deste mês, são 9,60% maiores do que as 15.976,202 registradas em setembro de 2019. Em agosto, as toneladas por média diária fecharam em 16.222,725, quantia 7,93% menor do que o registrado na primeira semana deste mês. Em relação ao preço pago por tonelada, o recuo em setembro está estimado em 16,83%, quando comparados os US$ 1.352,895 praticados atualmente contra os US$ 1.626,603 no mesmo mês do ano passado. O preço pago pela tonelada de carne suína em agosto foi de US$ 1.335,321, mostrando que nos primeiros dias de negociação de setembro, houve um aumento de 1,31%. “Acredito que o câmbio desvalorizado vai continuar nos favorecendo muito, e afeta positivamente as negociações, isso por que apesar de diminuirmos o valor em dólar, a receita em real continua muito elevada”, disse o analista. O faturamento nos quatro primeiros dias úteis de setembro com as exportações de carne de frango foi de US$ 94.756.743, cerca de 17,36% do total arrecadado com a venda do produto em setembro de 2019, que foi de US$ 545.725.767. As 70.039,959 toneladas exportadas por enquanto representam 20,87% do volume embarcado no mesmo mês do ano passado, 335.500,259 toneladas.

Agrifatto

INTERNACIONAL

Venda de carne bovina da Austrália cai 27% em agosto

A Austrália vem perdendo mercado internacional, sobretudo na China

As exportações de carne bovina da Austrália totalizaram 78.021 toneladas em agosto, o menor volume mensal de exportação em meados do ano visto em pelo menos dez anos, informa a Beef Central. “O ponto mais baixo anterior que pudemos encontrar em nossos registros para as exportações de agosto foi 2016, quando a recomposição do rebanho estava em pleno andamento. O volume naquele mês caiu para 80.600 toneladas”, observa o portal. As exportações de agosto deste ano caíram 27% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando um déficit de mais de 28 mil toneladas. O número do mês passado foi 12% menor em volume do que as exportações do mês anterior – em julho já foi um mês de fraco desempenho nos embarques, na comparação com o ano anterior. No acumulado do ano, a Austrália exportou 720.486 toneladas de carne bovina resfriada e congelada, um déficit de 70 mil toneladas ou 9% abaixo do volume registrado no mesmo período de oito meses do ano passado. Tem havido um declínio gradual nas taxas de abate em todo o leste da Austrália desde abril, quando as mortes semanais nos estados do leste eram em média em torno de 140.000 cabeças. Atualmente, os abates não superam a casa das 100.000 cabeças semanais, um declínio de 40%. Isso se deve principalmente ao impacto da redução do rebanho nacional após uma seca severa durante os anos 2018-19. Tal condição adversa terminou em março, com chuvas generalizadas nos estados do leste, e um estreitamento gradual na oferta de gado para abate tem sido a principal característica do setor desde então. Mais recentemente uma sequência de fechamentos de matadouros, seja por medidas de controle da Covid-19, seja pela falta generalizada de gado, também contribuiu para a redução da produtividade. A moeda também é um fator, com o dólar australiano valorizado frente ao dólar norte-americano. Um valor monetário mais alto torna mais difícil para as exportações australianas competirem nos mercados internacionais.

Beef Central 

Exportações de carne bovina dos EUA sobem 36% em julho frente a junho

De acordo com a Federação de Exportação de Carne do país, a produção começa a encostar em níveis quase normais

As exportações norte-americanas de carne bovina totalizaram 107.298 toneladas em julho, o que significou avanço de 36% sobre junho, mas ainda 9% abaixo do volume registrado em julho do ano passado, informou a Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF), com base nos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Com a produção voltando aos níveis quase normais, definitivamente vimos uma melhora nas exportações de carne bovina, embora a recuperação não tenha sido tão forte quanto a esperada”, disse o CEO da USMEF, em comunicado. Em receita, os embarques de carne vermelha dos EUA atingiram US$ 647,8 milhões em julho, o maior valor desde março, mas 10% menor em relação ao faturamento de julho de 2019. Porém, as exportações de julho para a China aumentaram acentuadamente na comparação com o mesmo mês do ano passado, relata a USMEF. No acumulado de janeiro a julho, as exportações de carne bovina dos EUA ficaram 9% abaixo do ritmo do ano passado em volume, atingindo 698.907 toneladas. Em valor, caiu 10%, totalizando US$ 4,28 bilhões. As exportações de carne suína em julho dos EUA totalizaram 222.035 toneladas, uma queda de 5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em receita, os embarques em julho caíram 12%, para US$ 548,3 milhões, sobre julho de 2019. Na comparação anual, as vendas de carne suína subiram para os mercados China/Hon g Kong, Canadá, Filipinas, Vietnã e Caribe, de acordo com um comunicado da USMEF. No acumulado do ano, as exportações de carne suína subiram 20%, para 1,78 milhão de toneladas, frente ao período de janeiro a julho de 2019. Em receita, houve aumento de 22%, para US$ 4,6 bilhões.

USMEF 

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