CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1299 DE 13 DE AGOSTO DE 2020

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Ano 6 | nº 1299| 13 de agosto de 2020

  

NOTÍCIAS

Expectativa de mercado firme para o boi gordo

Em São Paulo, com boa parte dos frigoríficos com escalas mais longas, o cenário foi de calmaria na última quarta-feira (12/8)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em R$226,00/@, preço bruto, à vista. A cotação da vaca está em R$211,00/@ e a novilha em R$220,00/@, nas mesmas condições. O mercado chinês continua responsável pelos preços melhores, ofertas de R$230,00/@ para o macho e R$220,00/@ para a novilha gorda, ambos à vista, bruto. Apesar da estabilidade nas praças paulistas, o cenário de oferta limitada e escalas curtas levou ao aumento de preços em dez praças monitoradas pela Scot Consultoria no dia 12/8. A expectativa para o restante da semana é de preços sustentados pela oferta limitada.

SCOT 

Boi gordo se valoriza e SP registra negócios a R$ 229 por arroba

Segundo a consultoria Safras, o cenário continua sendo de oferta restrita e demanda aquecida no mercado interno e para exportação

O mercado físico de boi gordo mantém preços firmes nas principais praças de produção e comercialização do país. “A dinâmica das negociações pouco mudou. A oferta segue restrita, dificultando o posicionamento das escalas de abate por parte dos frigoríficos, apesar das indicações de que algumas unidades já contam com a incidência de animais negociados na modalidade a termo, além da utilização de confinamentos para suprir suas necessidades”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a demanda para a carne bovina vai registrando um ótimo resultado na primeira quinzena de agosto no mercado doméstico, com destaque para as vendas no último final de semana na cidade de São Paulo. “Temos ainda a China, que segue atuando de maneira enfática nas importações”, afirma Iglesias. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista passaram de R$ 228 para R$ 228/R$ 229 por arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 227 por arroba. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 220. Em Goiânia (GO), caíram de R$ 221 para R$ 220/R$ 221 por arroba. Já em Cuiabá, subiram de R$ 206 para R$ 207 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina continuam firmes. Conforme Iglesias, a expectativa é por um movimento mais moderado de alta na segunda quinzena de agosto, período que contará com um menor apelo ao consumo. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preço da arroba do boi tem recorde na parcial de agosto, diz Cepea

Os preços da arroba do boi gordo atingiram, na parcial de agosto até o dia 11, 227,06 reais em média, a maior em termos reais da série histórica iniciada em 1994, disse o centro de estudos Cepea na quarta-feira

A alta nos preços do boi gordo ocorre com a forte demanda para a exportação, especialmente da China, em um momento em que o Brasil tem oferta restrita de bovinos. “Além da baixa oferta de animais prontos para o abate, a aquecida demanda internacional, especialmente por parte da China, segue sustentando as cotações domésticas”, comentou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na terça-feira, o indicador Cepea/B3 do preço da arroba fechou a 226,96 reais, ainda longe dos mais de 231 reais (recorde nominal) registrados ao final de novembro de 2019. Segundo dados do governo citados pelo Cepea, ao longo de 2020 os envios de carne à China somam 451,77 mil toneladas, contra 174,98 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Ainda que mês a mês as exportações à China venham aumentando, o país asiático tem reduzido o preço pago pela carne brasileira, “o que pode estar atrelado justamente ao elevado volume que tem adquirido”. Enquanto em janeiro deste ano o preço pago foi de 6,07 dólares/kg, em julho, caiu para 4,32 dólares/kg, disse o Cepea. “Por outro lado, é importante indicar que o dólar em patamar elevado acaba amenizando o recuo no recebimento de frigoríficos em moeda nacional”, completou. Segundo o Cepea, os preços de bezerro e boi magro estão igualmente em patamares recordes. No caso da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo, a média da carcaça casada do boi atingiu 15,37 reais/kg (à vista), 2,88% abaixo do recorde real, observado em dezembro de 2019.

REUTERS 

Alta nos preços dos bovinos para reposição em Rondônia

A demanda está aquecida por animais para reposição em Rondônia

Tomando o início do ano como referência, os preços dos animais para reposição subiram 25,2%, considerando a média de todas as categorias monitoradas pela Scot Consultoria. Já o mercado do boi gordo teve alta de 21,3% no mesmo intervalo, com isso, na média de todas as categorias monitoradas, o poder de compra do recriador/invernista caiu 3%. Nesse período a maior demanda foi pelo bezerro de desmama anelorado (6@). A categoria valorizou 33,8% nesse intervalo e, atualmente, está cotada em R$1,9 mil. A expectativa é de que os preços continuem firmes, apoiados na oferta restrita e na demanda aquecida por animais para reposição.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA 

Dólar fecha em alta mesmo após BC retomar venda de swaps após 3 meses

O dólar fechou em alta ante o real na quarta-feira, com a moeda brasileira entre os piores desempenhos globais na sessão, conforme os ativos domésticos foram afetados por incertezas sobre a capacidade de a equipe econômica tocar pautas reformistas em meio a insatisfação interna que causou “debandada” na véspera

O dólar saiu das máximas após duas ofertas líquidas de swaps cambiais pelo Banco Central, mas ainda terminou o dia mais valorizado. A cotação à vista fechou em alta de 0,70%, a 5,45265 na venda. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 1,11%, para 5,4450 reais, às 17h14. O real não apenas descolou da valorização de boa parte de seus pares como chegou ao fim da tarde com o pior desempenho entre as principais moedas. O mercado sentiu a saída de dois secretários especiais do Ministério da Economia, movimento classificado na véspera pelo próprio chefe da pasta, Paulo Guedes, como “debandada”. Segundo o próprio Ministro disse na terça-feira, os pedidos de demissão de Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização) foram feitos pela insatisfação dos dois com o andamento das privatizações e da reforma administrativa. No meio da tarde, notícia no site do jornal O Globo de que mais dois secretários especiais da equipe de Guedes poderiam pedir demissão —Waldery Rodrigues (Fazenda) e Carlos da Costa (Produtividade)— colaborou para manter o mercado pressionado. O Ministério da Economia, porém, divulgou breve nota esclarecendo que não procede informação. O evidente descolamento do real neste pregão chamou o Banco Central ao mercado. A autoridade monetária fez dois leilões de contratos de swap cambial —um no fim da manhã e outro no meio da tarde, com venda integral do lote somado de 20 mil contratos (1 bilhão de dólares). A última oferta líquida de swaps cambiais tradicionais —cuja colocação equivale à venda de dólares no mercado futuro— havia ocorrido em 19 de maio, de 500 milhões de dólares. Desde então, o BC vinha se limitando a fazer operações de rolagem desses ativos. O BC havia feito dois leilões de swap cambial pela última vez em 13 de maio, quando o dólar fechou no pico histórico nominal de 5,9012 reais, depois de durante os negócios alcançar 5,9445 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha praticamente estável em dia de vencimentos e agenda corporativa cheia

A MARFRIG ON fechou em alta de 4,77%, tendo no radar balanço do segundo trimestre após o fechamento. No setor, JBS ON, que reporta os números na quinta-feira, subiu 2,57% e MINERVA ON avançou 1,69%, tendo de pano de fundo ainda a alta do dólar ante o real. BRF ON, que também mostra o desempenho trimestre na quarta-feira, subiu 1,48%

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,06%, a 102.117,79 pontos, perdendo fôlego no final da manhã, após subir a 103.116,11 pontos no melhor momento O fechamento, porém, marcou uma melhora ante a mínima da sessão, quando chegou a 100.697,78 pontos. O volume alcançou 43,8 bilhões de reais, inflado pelas operações relacionadas aos vencimentos. A cena corporativa doméstica também destacou anúncio de acordo entre a StoneCo e a Linx, na noite de terça-feira, além dos balanços de RD, BR Distribuidora e XP Inc. Após o fechamento, estavam previstos os resultados de BRF, Eletrobras, MRV, Ultrapar, Taesa e Via Varejo. O pregão ainda teve de pano de fundo a saída dos secretários especiais do Ministério da Economia Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização), com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que houve uma “debandada” da sua equipe. Na visão de Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos, o cenário externo não está muito bom, mas também não tão ruim, com notícias sobre vacinas e percepção de que algum acordo será alcançado nos EUA para mais ajuda à economia. “O problema é que no Brasil há um cenário pior”, avaliou, citando a saída de mais dois membros da equipe econômica como o evento mais recente, em movimento que começa a trazer preocupação sobre o discurso mais pró-economia, pró-reformas. Franchini acrescentou que o receio no mercado é de que a estratégia do presidente Jair Bolsonaro de aumentar a sua base de apoio no Congresso acabe enfraquecendo Guedes e sua estratégia de ajuste das contas públicas.

REUTERS

Governo eleva a R$742,4 bi previsão para valor da produção agropecuária em 2020

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil neste ano foi estimado na quarta-feira em 742,4 bilhões de reais, aumento de 10,1% ante 2019, com um aumento da safra e alta nos preços de vários produtos, informou o Ministério da Agricultura na quarta-feira

Até o mês anterior, a estimativa era de um aumento de 8,8% no VBP ante o ano passado. Os resultados deste ano estão relacionados ao bom desempenho da safra de grãos, que deve alcançar recorde de 253,7 milhões de toneladas, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Em grande parte, esses números refletem o aumento das safras de soja e de milho. Os preços agrícolas mostram-se também favoráveis aos agricultores, e têm sido boas as condições do mercado internacional quanto à taxa de câmbio e à demanda externa”, afirmou o ministério. Segundo o ministério, as lavouras devem ter crescimento real de 12,3%, e a pecuária, 6,1%. As lavouras representam 66,5% do faturamento e a pecuária, 33,5%.

REUTERS

Exportação do agronegócio do Brasil avança para US$10 bi em julho puxada pela China

As exportações do agronegócio do Brasil atingiram 10 bilhões de dólares em julho, alta de 11,7% em relação a igual período do ano anterior e o equivalente a 51,2% do valor total exportado pelo país no mês passado, informou o Ministério da Agricultura na quarta-feira

O resultado foi puxado por firmes altas na comercialização de produtos como soja, açúcar, celulose, algodão e carnes suína e bovina, disse a pasta, que também destacou o crescimento nos embarques para a China. “O crescimento de quase 1 bilhão de dólares nas exportações para a China explica a expansão das vendas externas em julho deste ano”, afirmou o ministério em comunicado, acrescentando que os embarques para o país asiático somaram 3,85 bilhões de dólares, avanço de 34,3% na comparação anual. Os dados indicam, dessa forma, que a China foi responsável por 38,4% de todo o valor exportado pelo agronegócio brasileiro no mês passado. Os embarques de soja, principal produto de exportação do Brasil, somaram 3,61 bilhões de dólares em julho, diante de uma elevação de 39,4% no volume exportado, a 10,4 milhões de toneladas —das quais 75,8% foram para a China. Em termos de avanço percentual no valor exportado, o ministério destacou o açúcar, cujos embarques geraram receita de 964 milhões de dólares, ganho de 83,4% no ano a ano, em momento de demanda firme e maior produção pelas usinas locais.

REUTERS

EMPRESAS 

Marfrig tem lucro de R$1,59 bi no 2º tri, com China e melhora operacional

A Marfrig teve lucro líquido de 1,59 bilhão de reais no segundo trimestre, um salto ante os 87 milhões obtidos em igual período de 2019, melhora que a companhia atribuiu à melhora no desempenho operacional e firme demanda da China

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 266% ano a ano, a 4,1 bilhões de reais. A receita líquida consolidada atingiu 18,9 bilhões de reais, crescimento de 54% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. “Apesar do cenário adverso (com a pandemia da Covid-19), a companhia registrou um desempenho operacional significativamente acima da média do mercado…Buscamos comprar melhor e vender melhor”, disse à Reuters o Presidente da Operação América do Sul da Marfrig, Miguel Gularte. “Nosso preço médio (de portfólio) subiu 18%, enquanto o mercado subiu 11%…Reduzimos os abates em linha com o mercado, de 10% a 11%, mas o custo com gado aumentou 31%, enquanto para a Marfrig subiu 29%”, comparou. No período, a receita líquida da Operação América do Sul —Brasil, Argentina, Uruguai e Chile— atingiu 4,4 bilhões de reais, crescimento anualizado de 27,7%, enquanto o Ebitda ajustado passou de 216 milhões de reais para 613 milhões. Parte significativa deste resultado se deve ao forte avanço de exportações da Operação América do Sul para a Ásia. Segundo a companhia, as vendas de carne bovina para China e Hong Kong saltaram 145% no trimestre, no comparativo ano a ano, e representam 65% das receitas de exportação. Gularte disse que este forte desempenho no mercado asiático foi impulsionado também pelo aumento no número de plantas habilitadas para exportar à China. “O Brasil teve um acréscimo de 17 plantas aprovadas pelos chineses, em relação ao segundo trimestre do ano passado. A Marfrig, mais quatro”, afirmou o executivo. Atualmente com 13 unidades habilitadas pela China, a Operação América do Sul da Marfrig obteve 68% de suas receitas totais oriunda do exterior. Há um ano, essa fatia era de 52%. Sobre a pandemia, Gularte ressaltou que nenhuma planta da empresa foi paralisada no Brasil e os gastos com medidas de prevenção alcançaram 42 milhões de reais desde o fim de março. O food service foi o segmento mais afetado e a expectativa é que até o quarto trimestre haja uma normalidade. Olhando para os próximos meses, Gularte vê um cenário de ajuste na oferta de gado no Brasil, relacionado a questões climáticas por ausência dos animais de confinamento, mas compensada por preços atrativos para a carne. A receita líquida da Operação América do Norte atingiu 2,7 bilhões de dólares no trimestre, alta anual de 19%, com salto de 170,3% no Ebitda ajustado para 635 milhões de dólares. Com isso, a operação representou 77% das receitas líquidas e 86% do Ebitda consolidado da Marfrig, um recorde.

REUTERS 

BRF: Lucro líquido atribuído aos controladores recua 5,8% no 2º tri, para R$ 303,8 milhões

A empresa de alimentos BRF registrou lucro líquido de R$ 303,8 milhões no segundo trimestre de 2020, em queda de 5,8% em relação aos R$ 322,8 registrados no mesmo trimestre do ano passado

Os números são os atribuídos aos sócios controladores, base para distribuição de dividendos. Segundo os dados arquivados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite da quarta-feira, a receita líquida da empresa no segundo trimestre atingiu R$ 9,1 bilhões, em alta de sobre os R$ 8,3 bilhões registrados um ano antes. A companhia registrou despesa financeira de R$ 190,3 milhões no segundo trimestre deste ano, três vezes menor que a despesa no mesmo trimestre do ano passado. A empresa teve lucro operacional de R$ 587,1 milhões no segundo trimestre deste ano, em queda de 36,8% ante os 930,0 milhões um ano antes. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da BRF atingiu R$ 1,0 bilhão no segundo trimestre de 2020, em queda de 33,3% sobre o resultado de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre de 2019.

VALOR ECONÔMICO 

Paraná tem 4,7 mil casos confirmados de Covid-19 entre trabalhadores de frigoríficos

Desde o início da pandemia, 4 profissionais da área morreram por complicações causadas pela doença, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado 

Maior produtor e exportador brasileiro de aves e responsável por cerca de 40% das exportações do país, o Paraná registra 4.717 casos confirmados de Covid-19 entre trabalhadores de frigoríficos, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (SESA) com base no cadastro do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador (Cest). O órgão contabiliza quatro mortes entre trabalhadores e outras duas de pessoas que entraram em contato com profissionais que foram infectados. Segundo a Cest, o Paraná possui 103.415 trabalhadores em indústrias de proteína animal distribuídos em 106 frigoríficos com mais de 50 funcionários. A secretaria de Saúde do Estado também identificou outras 178 empresas menores, com dois casos confirmados. Entre as unidades maiores, com mais de 500 trabalhadores, das 43 plantas presentes no Paraná, 32 apresentaram casos de Covid-19. Na maior delas, da BRF, em Toledo, o número de trabalhadores que tiveram contato com o novo coronavírus chama atenção: 1.162 casos confirmados desde o início da pandemia e uma morte.

GLOBO RURAL

FRANGOS & SUÍNOS

China detecta covid-19 em asa de frango importada do Brasil

Não está claro em qual estágio da produção houve contaminação; empresa exportadora não foi identificada 

Autoridades chinesas informaram que detectaram o novo coronavírus em carga de asas de frango importadas do Brasil, informou a agência Reuters com base em comunicado do governo de Shenzhen, cidade do sul do país asiático. Segundo a agência, o governo local afirmou ter realizado testes em uma amostra de asas congeladas brasileiras e que, após o resultado positivo, testou outros produtos que estavam armazenados próximos ao lote infectado, mas que os resultados deram negativo. O centro de prevenção e controle de epidemias da cidade também alega ter testado pessoas que podem ter entrado em contato com os produtos. Os resultados também deram negativo para a covid-19. O governo pediu, na nota, que a população se mantenha atenta aos produtos congelados — em especial carnes e frutos do mar — provenientes do exterior. De acordo com a Reuters, desde junho várias cidades do sul da China relataram casos de frutos do mar congelados contaminados. Um lote de camarões vindos do Equador foi outro a testar positivo para a presença do vírus. “É difícil dizer em que estágio o frango congelado foi infectado”, disse o funcionário de uma empresa exportadora de carne brasileira que trabalha na China. Procurada pela Reuters na China, a embaixada brasileira não se pronunciou. O fornecedor da asa de frango não foi identificado pela reportagem. Além de examinar todos os contêineres de carnes e frutos do mar que chegam a seus principais portos nos últimos meses, a China suspendeu algumas importações de carnes de frigoríficos de vários países, incluindo do Brasil, desde meados de junho.

VALOR ECONÔMICO 

Justiça obriga JBS a testar funcionários em Garibaldi(RS) para covid-19

Empresa terá dez dias para companhia testar funcionários de abatedouro

A juíza titular da 1ª Vara do Trabalho de Garibaldi (RS) determinou que a unidade de abate de aves da JBS no município deverá testar para covid-19 todos os funcionários no prazo de dez dias. A unidade teria 66 casos confirmados de covid-19, com 65 funcionários recuperados e um óbito, informou a companhia nos autos do processo. O município gaúcho tem 869 casos confirmados de covid-19 e nove mortes, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado. Os funcionários com sintomas e resultado positivo deverão ser afastados por 14 dias, retornando ao trabalho somente quando estiverem sem sintomas por pelo menos 72 horas. Aqueles com sintomas e resultado negativo deverão ficar afastados e após dez dias deverão ser submetidos ao teste sorológico para então serem ou não liberados para voltar ao trabalho. A companhia também terá de manter o sistema de escalas de trabalho e revezamento de turnos e jornadas, garantir que os trabalhadores se mantenham a dois metros um do outro, além de manter e fiscalizar o uso de equipamento de 5 proteção individual. A JBS também deve implementar medidas de busca ativa de casos entre os funcionários.

VALOR ECONÔMICO 

Cingapura liberou mercado para miúdos suínos do Brasil, diz ABPA

Entidade que representa a indústria do setor disse ter recebido a informação do Ministério da Agricultura 

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou na quarta-feira (12/8) ter sido informada pelo Ministério da Agricultura sobre a abertura do mercado de Cingapura para os miúdos de suínos do Brasil. Em nota, a entidade informou que a autorização vale para as 29 plantas industriais que já estão habilitadas a exportar carne suína para o país. No comunicado, a ABPA destaca que Cingapura já é um tradicional comprador de carne suína do Brasil. Fica apenas atrás de China e Hong Kong na lista dos principais destinos. Entre janeiro e julho, o volume embarcado para lá foi de 32 mil toneladas, 49% a mais que no mesmo período no ano passado. “A liberação das vendas de miúdos para Singapura ocorre em um momento altamente favorável nos negócios com este mercado Apenas em 2020, nove novas plantas foram habilitadas para embarcar produtos. A abertura do mercado para um segmento de produto tão apreciado na região reforça a posição asiática como novo maior polo mundial dos negócios internacionais para a proteína animal do Brasil”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

GLOBO RURAL 

INTERNACIONAL

JBS fecha temporariamente a sua maior fábrica de bovinos na Austrália

Pausa nas operações reflete a enorme escassez de oferta de animais e o quadro de contaminações por Covid-19

A JBS Austrália, controlada pela brasileira JBS, confirmou que fechará, temporariamente, duas de suas principais instalações de processamento de carne vermelha no país, informa o portal australiano Beef Central. Uma delas é a fábrica de Dinmore, no oeste de Brisbane, a maior instalação de processamento de carne bovina da Austrália, com capacidade operacional diária de 3.400 cabeças. Essa unidade, informa a Beef Central, fechará por pelo menos quinze dias a partir de 24 de agosto, devido à crescente crise de fornecimento de gado depois do registro de um longo período de seca no país. A fábrica de Dinmore tem operado com capacidade ociosa de pelo menos 50%. Como é um negócio de baixa margem, é sabido que o processamento de carne vermelha se torna cada vez menos lucrativo à medida que os níveis de rendimento diminuem, relata a reportagem da Beef Central. A JBS disse à Beef Central que vinha perdendo dinheiro na Dinmore “há muito tempo” este ano. As taxas de abate em todo o leste da Austrália deterioraram-se gradualmente durante este ano, depois do esgotamento na oferta de gado após dois anos de seca, empurrando os preços dos animais vivos fortemente para cima. Em artigo recente, a Beef Central apontou que o gado australiano se tornou o mais caro do mundo. A JBS também confirmou o fechamento por tempo indeterminado de sua grande unidade de processamento de carne bovina e ovina no Brooklyn, a 7 km de Melbourne. A fábrica foi afetada seriamente pelo avanço da Covid-19 entre funcionários. Segundo o site da JBS Austrália, a fábrica de Brooklyn tem capacidade diária de abate de 1.400 cabeças de gado.

Beef Central

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