CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1298 DE 12 DE AGOSTO DE 2020

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Ano 6 | nº 1298| 12 de agosto de 2020

 

ABRAFRIGO

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

INSTRUÇÃO NORMATIVA N0 52 DE 11 DE AGOSTO DE 2020

Reconhecer como livres de febre aftosa sem vacinação os Estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e regiões dos Estados do Amazonas e de Mato Grosso.

Veja mais no link:

https://drive.google.com/file/d/1BkZeKeKSkaJx44DqnwMRHU8IVCegVhsI/view?usp=sharing

NOTÍCIAS

Boi gordo chega a R$ 228,50, maior valor do ano, e se aproxima de recorde

De acordo com o indicador Cepea/B3, o patamar mais alto alcançado até hoje foi de R$ 231,35, em novembro do ano passado

O indicador Cepea/B3 para o boi gordo voltou a subir nesta segunda-feira, 10, e registrou o maior valor do ano, a R$ 228,50 por arroba. Os cálculos são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em apenas um dia, os preços compensaram a queda registrada na primeira semana de agosto e se aproximaram do recorde histórico registrado em novembro do ano passado, de R$ 231,35. De acordo com o pesquisador do Cepea Thiago Bernardino, a falta de oferta de animais terminados e os fortes volumes de exportação explicam o avanço das cotações. Em 2020, apenas fevereiro não bateu recorde para o mês dentro da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) para embarques de carne bovina. A primeira semana de agosto, por exemplo, em resultado divulgado nesta segunda, já sinaliza novo recorde para o mês e alta probabilidade de também registrar o maior volume embarcado dentre todos os meses da série. Bernardino projeta cenário geral de firmeza para arroba, porém, alerta que alguns fatores podem precificar o boi para baixo. Por exemplo, a demanda doméstica deve ficar estabilizada em níveis inferiores aos registrados antes da pandemia pelo menos até o último trimestre de 2020. Além disso, é prevista a saída de animais de confinamento, apesar de estar atrasada em virtude dos altos custos do animal de reposição e do milho. Entre os fatores que podem levar a arroba para novos recordes, o pesquisador cita câmbio em patamar interessante, que torna a carne brasileira competitiva no exterior, e o apetite chinês. O especialista analisa que o início de 2021 ainda deve ser de cotações firmes, pois o cenário de oferta restrita não deve ser resolvido totalmente até lá, apesar da chegada das chuvas nos pastos.

CANAL RURAL

Preço da carne bovina dispara e boi gordo também sobe, diz Safras

Segundo a consultoria Safras, na primeira semana de agosto, a oferta de animais continuou restrita enquanto as exportações seguiram fortes

O mercado físico de boi gordo mantém preços em alta em algumas regiões, de acordo com a consultoria Safras. “A oferta de animais terminados no geral é restrita, dificultando o alongamento das escalas de abate em algumas unidades frigoríficas”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, alguns frigoríficos já sinalizam para a entrada de animais a termo e a utilização de confinamento próprio, o que acaba tornando a situação um pouco mais confortável. “O resultado das exportações na primeira semana de agosto foi bastante positivo, um indício que a China segue muito atuante no mercado de proteína animal”, acrescenta Iglesias. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista passaram de R$ 227 para R$ 228 por arroba. Em Uberaba (MG), subiram de R$ 225 para R$ 227 por arroba. Em Dourados (MS), continuaram estáveis em R$ 220. Em Goiânia (GO), seguiram em R$ 221 por arroba. Em Cuiabá (MT), permaneceram em R$ 206 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina voltaram a subir. Conforme Iglesias, a reposição entre atacado e varejo permanece muito interessante nesta semana, reflexo do bom resultado das vendas no varejo no último fim de semana, com o Dia dos Pais atuando como relevante motivador da demanda. “O resultado das exportações na primeira semana de agosto foi muito positivo; a China adquiriu importantes volumes de proteína animal”, afirma. Com isso, a ponta de agulha passou de R$ 12,60 o quilo para R$ 13 o quilo. O corte dianteiro subiu de R$ 13,10 o quilo para R$ 13,30 o quilo, e o corte traseiro passou de R$ 15,10 o quilo para R$ 15,60 o quilo.

AGENCIA SAFRAS  

Boi gordo: mercado firme

Em São Paulo, os preços ficaram estáveis na última terça-feira (11/8), apesar da tentativa dos frigoríficos em pressionar negativamente os preços após alongar um pouco as escalas de abate. O boi gordo ficou cotado em R$226,00/@, preço bruto, à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria

A cotação da vaca ficou em R$211,00/@ e a novilha em R$220,00/@, nas mesmas condições. O mercado chinês continua responsável pelos preços melhores, ofertas de R$230,00/@ para o macho e R$220,00/@ para a novilha gorda, ambos à vista, bruto. As escalas de abate atendem em média, cinco dias. Já no Oeste da Bahia, as cotações de todas as categorias subiram R$2,00/@ na comparação dia a dia, e o boi gordo ficou cotado em R$228,00/@, bruto e a vista, R$227,50/@ com o desconto do Senar e em R$224,50/@, livre de impostos (Senar + Funrural). A pouca oferta de animais, exportação aquecida e bovinos confinados ainda não terminados explicam esse cenário de alta.

SCOT CONSULTORIA

Boa demanda e alta nos preços do sebo bovino

A demanda aquecida por sebo bovino para a produção de biodiesel e produtos de higiene resultou em mais uma semana de valorização da gordura animal

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o produto está cotado em R$3,87/kg, livre de imposto, alta de 2,4% na comparação semanal e 35,8% desde o início do ano. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$4,04/kg, nas mesmas condições. Alta de 2,5% na última semana. Para o curto prazo, a expectativa é de manutenção do cenário de demanda aquecida e cotações firmes.

SCOT CONSULTORIA 

Aumento nas exportações brasileiras de carne bovina em agosto

De acordo com a Secretária de Comércio Exterior, na primeira semana de agosto foram embarcadas 44,62 mil toneladas de carne bovina in natura, que resultou num faturamento de US$177,82 milhões. A média diária ficou em 8,81 mil toneladas, frente às 6,14 mil toneladas em igual período de 2019, incremento de 43,5%. As exportações aquecidas colaboram com a as altas de preços no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

‘Não vamos financiar empresas de carne que desmatarem’, diz presidente do Itaú Unibanco

Executivo detalha plano de bancos para ações para coibir o desmatamento na Amazônia e cobra ‘maior eficiência’ do governo federal na área ambiental

Para o banqueiro, além de se endereçar a questão da exploração inadequada da floresta, é necessário também discutir a regularização fundiária para organizar a região, com planos de incentivo para os proprietários de terra que mantêm as árvores em pé. “Vamos montar um plano para desestimular o consumo de gado criado em área ilegal”, disse o executivo. “Não vamos financiar essa cadeia, se (as empresas) estiverem nessas condições.” Bracher avalia que há uma ausência de políticas públicas de qualidade em relação à Amazônia. “Claramente, a política ambiental do governo no que se refere à questão da Amazônia não está funcionando. Nós precisamos ajudar, e o governo tem de agir com eficiência maior”, afirmou. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Itaú, Bradesco e Santander se uniram para discutir um plano de desenvolvimento sustentável para Amazônia. Como será a interlocução com o governo?

Essa pandemia mostrou aos bancos o potencial da ação conjunta para o bem (geral). A questão ambiental preocupa os três bancos. Estamos todos expostos às pressões internacionais, pois conversamos com os investidores estrangeiros e sentimos as preocupações do mundo. Então, nos ocorreu de unir esforços pela preservação da Amazônia. Ao governo, nos limitamos a contar o que estamos fazendo para entender como nossa contribuição pode ser mais efetiva.

Os bancos já definiram quais serão as suas prioridades dentro deste projeto?

Estamos trabalhando há um mês e elencamos dez programas vinculados à Amazônia. Em reunião, na segunda-feira, dia 10, decidimos focar em quatro dessas iniciativas. A principal é em relação à indústria de carne. Queremos garantir que a indústria não se abasteça de carne de rebanhos criados em área desmatada. Faremos isso através de rastreamentos. Não vamos financiar (as empresas) dessa cadeia que estiverem nessas condições. Vamos montar um plano para desestimular o consumo de gado criado em área ilegal. Outro ponto é a regularização fundiária, que é um problema gravíssimo na região. Vamos trabalhar pela regularização, dando apoio às discussões no Congresso em relação ao tema. A terceira e quarta frentes são estimular culturas sustentáveis na Amazônia, como cacau e açaí. Vamos ter linhas especiais para financiamento e estímulo, assim como para a bioeconomia. Vamos começar com esses projetos. Leia mais:

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,nao-vamos-financiar-empresas-de-carne-que-desmatarem-diz-presidente-do-itau-unibanco,70003395951

O ESTADO DE SÃO PAULO 

ECONOMIA 

Dólar ajusta para baixo, mas sente incerteza sobre ajuda fiscal nos EUA

O dólar caiu 0,9% ante o real na terça-feira, com a moeda brasileira seguindo correção vista em outras divisas emergentes que recentemente sofreram expressivas quedas, mas se afastou das mínimas da sessão em meio às incertezas sobre o pacote fiscal nos Estados Unidos

O tom foi mais positivo durante o meio da tarde, quando o dólar chegou a cair 1,69% e o índice S&P 500 da Bolsa de Nova York se manteve perto de recordes, mas o mercado perdeu ânimo depois de o líder republicano do Senado dos EUA, Mitch McConnell, dizer que negociadores da Casa Branca não conversaram na terça-feira com líderes democratas no Congresso dos EUA sobre o projeto de lei de alívio aos efeitos do coronavírus, após as negociações terem sido interrompidas na semana passada. No fechamento, o dólar à vista caiu 0,91%, a 5,4149 reais na venda. Na máxima, alcançada pela manhã, a moeda subiu 0,33%. Na B3, o dólar futuro tinha queda de 1,39%, a 5,4105 reais, às 17h11. Além disso, na máxima da sessão, quando bateu 5,4830 reais, o dólar se aproximou da marca de 5,5000 reais, que para analistas do DailyFX representa uma importante resistência. Ao mesmo tempo, na mínima do dia, de 5,3723 reais, a divisa caminhou para o suporte de 5,3500 reais —indicando limitação para as oscilações da moeda dentro dessa banda.

REUTERS

Ibovespa segue piora em NY e fecha em queda

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, seguindo a piora em Nova York diante da falta de avanços nas negociações para novos estímulos fiscais nos Estados Unidos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,23%, a 102.174,40 pontos, quase na mínima do dia. O giro financeiro somou 28,6 bilhões de reais na sessão marcada ainda por operações tendo em vista o vencimento de contrato futuro do Ibovespa, na quarta-feira. Em Wall Street, o S&P 500 flertou com nova máxima história, mas fechou com queda de 0,8%, após o líder republicano no Senado dos EUA, Mitch McConnell, afirmar que negociadores da Casa Branca não conversaram com lideranças do partido Democrata no Congresso sobre estímulos fiscais. Mais cedo, as apostas de mais ajuda à economia encontraram suporte em comentários do Presidente Donald Trump, de que os principais democratas do Congresso queriam se reunir com ele para discutir estímulos econômicos. Na máxima da sessão, o Ibovespa chegou a 104.408,92 pontos, tendo como pano de fundo declaração do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que o país tornou-se o primeiro do mundo a dar aval regulatório para vacina contra Covid-19. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que está discutindo com autoridades de saúde da Rússia o processo para uma possível pré-qualificação da vacina.

REUTERS 

Produção agroindustrial se afasta do fundo do poço, indica FGVAgro

Indicador calculado pelo centro de estudos teve queda de “apenas” 2,3% em junho

Depois de registrar variações negativas de dois dígitos em abril e em maio, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) encerrou junho com baixa de “apenas” 2,3% em relação ao mesmo mês de 2019, num sinal mais claro de que, para o setor, o pior da pandemia ficou para trás. Além da retração interanual ter perdido força, mostram cálculos recém-concluídos, o indicador subiu 1,9% em relação a maio, já considerando os ajustes sazonais. Mas, mesmo assim, no primeiro semestre o recuo acumulado na comparação com igual intervalo do ano passado chegou a 6,1%. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. Com a desaceleração da tendência de queda, o FGV Agro passou a projetar uma redução menos aguda da produção agroindustrial brasileira para 2020 como um todo. Segundo o centro, a contração será de 4,2%, derivada de uma grande “perda de dinamismo” na área de produtos não-alimentícios, para a qual é esperada redução de 9,7%. Para produtos alimentícios e bebidos, é esperado um avanço de 1%. “Embora a contratação de junho [em relação a maio de 2019] tenha sido expressiva, foi menor do que a verificada no mês anterior (16,8%), o que sugere que o mês de abril concentrou os mais duros efeitos da pandemia sobre a agroindústria brasileira”, diz análise do FGV Agro. “Por trás da contratação da agroindústria, há a perspectiva de contratação do PIB, depreciação do real [ante a média de 2019], deterioração das expectativas do empresário industrial, forte expansão das exportações de produtos alimentícios e bebidas e uma intensão diminuição das importações de produtos não-alimentícios”, diz o centro.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS 

SC é o maior exportador de carne de frango do Brasil

Crescimento das exportações mostra a força da cadeia produtiva tão importante para Santa Catarina

Santa Catarina retoma o crescimento nos embarques em julho. No último mês, Santa Catarina faturou US$ 122,5 milhões com as exportações do produto, um aumento de 16,4% em relação a junho. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). De acordo com dados divulgados, o bom resultado de julho se deve ao aumento expressivo nos embarques para a Holanda, que se tornou o maior comprador no último mês com US$ 21,2 milhões – 139,2% a mais do que em junho e 48,5% a mais do que em julho de 2019. “A avicultura é um dos grandes destaques do agronegócio catarinense. Nossos produtos chegam a mais de 130 países e o setor gera empregos e renda ao longo de toda cadeia produtiva. Encerramos o mês de julho com boas notícias nas exportações e com a expectativa de crescimento na demanda interna”, ressalta o Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa. No mês passado, os maiores compradores da carne de frango produzida em Santa Catarina foram Holanda, Japão, China e Arábia Saudita.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Forte aumento das exportações de carne bovina do Uruguai ao Nafta

As exportações de carne bovina do Uruguai para o Nafta somaram 68.087 toneladas de peso carcaça entre janeiro e julho, um aumento de 37,5% em relação ao mesmo período do ano passado

Segundo dados do Instituto Nacional da Carne (INAC), o maior aumento das exportações foi registrado para o Canadá, com alta de 120,7%, totalizando 16.231 toneladas. Já os Estados Unidos cresceram 23,4% com 51.856 toneladas. Nas exportações para a América do Norte, o faturamento cresceu 51,2%, com um total de US $ 271,6 milhões. Além do Nafta, os embarques para a Rússia também aumentaram no período analisado, de 724 para 3.720 toneladas de peso-carcaça, um crescimento de 413,5%. Os restantes mercados registaram quedas, nomeadamente China (-37,1%), Ilhas Canárias (- 38%), Mercosul (- 46,6%) e União Europeia (- 19,3%). Para todos os destinos, o valor médio das exportações é de US $ 4.279 por tonelada de peso carcaça, queda de 1,8% ante 2019.

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