CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1297 DE 11 DE AGOSTO DE 2020

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Ano 6 | nº 1297| 11 de agosto de 2020

  

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado firme em curto e médio prazos

A referência de preço do boi gordo em São Paulo ficou estável na última segunda-feira (10/8) na comparação com o fechamento de sexta-feira (7/8), em R$226,00/@, preço bruto, à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria

Para bovinos que atendem as exigências do mercado chinês, animais jovens de até quatro dentes, há ofertas de até R$230,00/@ para o macho e R$220,00/@ para a novilha gorda, ambos à vista, bruto. As escalas de abate atendem em média, quatro dias no estado. A estratégia adotada pelos frigoríficos é de trabalhar com escalas menores, experimentando o mercado e comprando compassadamente. Para o curto prazo, não é esperado um aumento significativo da oferta de boiadas e, com escalas de abate curtas, o mercado do boi gordo deverá seguir firme.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: preço da arroba volta a subir nesta segunda-feira

Segundo analista, a oferta de animais terminados permanece restrita, sem indícios de avanços significativos no curto prazo  

O mercado físico de boi gordo iniciou a semana com preços em alta. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais terminados permanece restrita, sem indícios de avanços significativos no curto prazo. “No que diz respeito à demanda de carne bovina, a tendência é de um comportamento mais discreto na segunda quinzena de agosto, período que contará com menor apelo ao consumo”, assinalou Iglesias. Para as exportações, os frigoríficos seguem focados nos embarques à China, o que vem sendo o grande diferencial para a pecuária de corte neste ano. Em São Paulo, capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 227 a arroba, ante R$ 226 a arroba na sexta-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços passaram de R$ 223 a arroba para R$ 225 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 220 ante R$ 219 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 221 a arroba, contra R$ 220. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 206 a arroba, ante R$ 205. No mercado atacadista, os preços da carne bovina subiram. Conforme Iglesias, o resultado das vendas do varejo foi muito interessante neste final de semana, com indícios do melhor movimento no mercado paulista desde o início da pandemia. “Esse quadro remete a uma boa reposição no decorrer desta semana, com o varejo buscando a recomposição de seus estoques”, disse. Com isso, a ponta de agulha passou de R$ 12,50 o quilo para R$ 12,60 o quilo. O corte dianteiro subiu de R$ 12,90 o quilo para R$ 13,00 o quilo, e o corte traseiro passou de R$ 15,00 o quilo para R$ 15,10 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Secretaria de Defesa Agropecuária divulga temas da Agenda Regulatória 2020-2021

A agenda conta com 60 temas considerados prioritários em relação à elaboração e revisão de normas de defesa agropecuária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na segunda-feira (10), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 277, que aprova a lista de temas da primeira Agenda Regulatória 2020-2021 da Secretaria de Defesa Agropecuária. É a primeira vez que o Mapa implementa esse instrumento que já é utilizado pelas agências reguladoras. A agenda conta com 60 temas considerados prioritários em relação à elaboração e revisão de normas de defesa agropecuária. A construção da lista contou com a participação de representantes do governo, do setor privado, da sociedade civil e da academia. “A elaboração da agenda regulatória é uma das ações previstas no Programa de Melhoria de Qualidade Regulatória (PMQR), do Plano de Defesa Agropecuária (PDA) lançado em 2015. Neste contexto, engloba aspectos políticos, institucionais, econômicos, sociais e ambientais, dentro de uma visão integrada de abertura, transparência e previsibilidade”, destaca o Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal. A lista de temas da Agenda Regulatória será revisada ao final do primeiro ano, com a possibilidade de substituição de, no máximo, 20% dos temas elencados. A proposta de substituição deverá ser justificada e privilegiar temas de maior gravidade, urgência ou tendência de agravamento e dependerá de autorização do secretário de Defesa Agropecuária. Os temas que não foram selecionados neste primeiro momento integram o banco secundário que servirá de base para a tomada de decisão acerca de outras regulamentações, a depender da capacidade institucional. A Portaria entra em vigor no dia 1º de setembro.

MAPA 

ALTA de 43% na Média diária exportada de carne bovina in natura na primeira semana de agosto

Nos cinco primeiros dias úteis de agosto, a média diária exportada de carne bovina in natura ficou em 8,81 mil toneladas e teve um aumento de 43,50% se comparada com os dados observados no mesmo período do ano passado, com média exportada de 6,14 mil toneladas

Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX), o volume embarcado alcançou 44,06 mil toneladas de carne bovina na primeira semana de agosto, sendo que no ano passado o total exportado em todo mês de agosto foi de 135,1 mil toneladas. De acordo com o analista da Consultoria Agrifatto, Yago Travagini, o desempenho das exportações nesta primeira semana reforça que as compras chinesas devem seguir aquecidas nos próximos meses. “Fechamos mês passado com os chineses levando 51%, mais de 87 mil toneladas. O volume desta semana, mais de oito mil toneladas diárias, corresponde à expectativa de que eles devem acelerar as compras até novembro”, informou. Os preços médios ficaram próximos de US$ 4.035,6 mil por tonelada, na qual teve uma queda de 3,32% se comparado ao mesmo período do ano anterior que registrou um valor médio de US$ 4.174,0 mil por tonelada. “O preço está bem menor do que no início do ano, isso pode ser reflexo do câmbio e também das renegociações das compras chinesas”, ressaltou o analista da Agrifatto. “Outro fator que influenciou foi que parte dos grandes compradores reduziram o preço pago na tonelada de carne bovina, como foi o caso da Rússia, Egito, Líbano, Arábia Saudita e Emirados Árabes que diminuíram o preço pago pela tonelada em julho/20”, reportou Travagini. A média diária ficou em US$ 35,563 milhões e registrou um avanço de 38,75%, frente ao observado mês de agosto do ano passado que ficou em US$ 25,632 milhões.

AGRIFATTO

ECONOMIA 

Dólar supera R$5,46 e bate máxima desde junho

O dólar começou a semana em alta ante o real, na quarta valorização diária consecutiva e na máxima desde o fim de junho, puxado por um dia de moeda norte-americana fortalecida no exterior em meio a tensões EUA-China.

O país asiático impôs na segunda-feira sanções a 11 cidadãos dos EUA, incluindo parlamentares do Partido Republicano, ao qual pertence o Presidente Donald Trump, em resposta a sanções por Washington contra Hong Kong e autoridades chinesas acusadas de restringir liberdades políticas na ex-colônia britânica. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e de vários países da América Latina. O dólar à vista subiu 0,97% na segunda-feira, a 5,4649 reais na venda, maior patamar desde 26 de junho (5,4652 reais). Em quatro sessões seguidas de ganhos, o dólar avançou 3,43%. A série de altas é a mais longa desde os cinco pregões de apreciação entre 12 e 18 de junho. O dólar sobe 4,72% em julho e salta 36,18% em 2020. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,41% nesta segunda-feira, a 5,4670 reais, às 17h06. O dólar subiu ante o real na segunda na véspera de o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgar a ata da reunião da semana passada, quando o juro básico foi reduzido a nova mínima recorde de 2,00% ao ano e o Banco Central deixou a porta aberta para nova distensão monetária. Na sexta, o dólar saltou 1,30%, movimento que, para o Scotiabank, esteve relacionado a uma leitura fraca do IPCA de julho. “(O dado) remove pelo menos um impedimento para novo corte da Selic em setembro que reduziria ainda mais as diferenças de taxas entre o Brasil e os Estados Unidos, já em mínimas recordes”, disseram Brett House e Tania Escobedo Jacob em relatório no qual preveem nova redução de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro, para 1,75% ao ano. Somando-se aos ventos contrários ao real, os profissionais do Scotiabank lembram “crescentes” preocupações sobre deterioração da postura fiscal do Brasil, pressão por mudanças no teto de gastos e possíveis atrasos na realização de uma reforma fiscal mais ampla.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com Wall St e cena corporativa

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, após sessão sem tendência clara, tendo no radar Wall Street e o noticiário corporativo brasileiro

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,65%, a 103.444,48 pontos, tendo alcançado 101.282,05 pontos na mínima e 103.722,49 pontos na máxima. O volume financeiro somou 24,8 bilhões de reais, em sessão que contou com as estreias das ações de D1000 e Quero-Quero. A agenda de balanços do Ibovespa também continua sob os holofotes e traz na terça-feira BTG Pactual, BR Distribuidora e RD, além da repercussão dos resultados da Cosan Yduqs e Itaúsa PN, que foram divulgados ainda na segunda-feira. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta, em sessão marcada por oscilações pequenas em meio a expectativas de novidades sobre um projeto de lei de estímulos fiscais para a economia norte-americana. O Nasdaq Composite caiu após recordes na semana passada. Para a equipe do Goldman Sachs, a cautela com ações de tecnologia ofuscou o otimismo em alguns papéis pró-cíclicos, em meio “a uma miríade de considerações pendentes sobre o futuro”. Entre elas estão mais estímulos nos EUA, mesmo após o Presidente do país, Donald Trump, assinar no fim de semana uma série de decretos para oferecer alívio econômico adicional aos norte-americanos atingidos pela pandemia, depois que seus negociadores não conseguiram chegar a um acordo com o Congresso. Citando a reação tímida do mercado, o Goldman Sachs observou que os decretos parecem não ser um substituto para a legislação fiscal adicional, cujo progresso parece ser um grande foco para o mercado. “A falta de um acordo mais abrangente do Congresso pode pesar sobre os mercados”, avalia.

REUTERS 

Mercado mantém expectativa para Selic a 2% este ano e vê contração do PIB de 5,62%,

O mercado manteve a expectativa de que a taxa básica de juros terminará este ano em 2% após o Banco Central ter pontuado que novos ajustes seriam ainda mais graduais e dependerão da situação das contas públicas, ao mesmo tempo em que melhorou novamente a perspectiva para a economia este ano.

De acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo BC, a Selic deve encerrar 2020 nos atuais 2% e 2021 em 3%. Na semana passada, a autoridade monetária cortou a taxa de juros em 0,25 ponto, e manteve a porta aberta para novos ajustes na taxa de juros à frente. Os investidores esperam agora a divulgação da ata deste encontro na terça-feira para avaliar melhor quais seriam os próximos passos do BC. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também manteve a perspectiva de que a Selic ficará em 1,88% ao final deste ano, na mediana das projeções, mas passou a ver os juros básicos em 2,00% ao fim de 2021, de 2,25% antes. O levantamento semanal apontou que a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) agora é de uma contração de 5,62%, contra queda vista antes de 5,66%, na sexta semana seguida de melhora. Para o ano que vem, segue a expectativa de um crescimento de 3,50% da economia. O cenário para a inflação, por sua vez, não sofreu alteração, com a alta do IPCA calculada em 1,63% este ano e em 3,0% no próximo. O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

REUTERS

EMPRESAS

BRF registra 1.138 casos de Covid-19 em trabalhadores de fábrica no Paraná

Uma única fábrica da BRF representou cerca de 29% dos casos de Covid-19 em frigoríficos do Paraná, segundo dados mais recentes de autoridades de saúde do Estado

Os números mostram que a fábrica da BRF em Toledo teve 1.138 casos confirmados de Covid-19 enquanto a instalação da companhia em Carambeí teve cinco. As autoridades de saúde do Paraná, que enviaram os dados a pedido da Reuters, confirmaram um total de3.979 casos de Covid-19 nos frigoríficos do Estado até 24 de julho. “Embora a maioria das empresas tenha apresentado um plano de contingência para o enfrentamento do COVID-19, os casos continuam a crescer de forma bastante expressiva”, disseram autoridades de saúde do Paraná, em comunicado. Em resposta à Reuters, a BRF, maior exportadora de carne de frango do mundo, afirmou que “não há nenhum colaborador testado positivamente para Covid-19 trabalhando atualmente em suas unidades de Toledo e Carambeí”. A BRF realizou 11 mil testes de coronavírus apenas em Toledo e afirmou que é uma das empresas do setor que mais tem testado trabalhadores. A companhia afirmou que as fábricas em Carambeí e Toledo estão operando normalmente. O primeiro trabalhador com teste confirmado para Covid-19 no setor de frigoríficos do Paraná era contratado da GT Foods em Paranavaí, segundo os dados das autoridades de saúde do Estado. Houve 137 casos e cinco mortes por Covid-19 ligados à GT Foods, incluindo três funcionários. Não houve mortes em outros frigoríficos do Estado ligadas à doença, segundo os registros. Adler Dourado, médico na GT Foods, confirmou as três mortes e pelo menos uma outra vinculada à fábrica. Ele afirmou que a GT Foods emprega cerca de 2.250 pessoas em Paranavaí e ficou fechada por 14 dias para manutenção e testes, medida que ajudou a conter o surto. A JBS, maior processadora de carne do mundo e que emprega 11 mil funcionários no Paraná, registrou pelo menos 88 casos em quatro fábricas no Estado, incluindo 57 infecções na unidade de Santo Inácio, segundo os dados das autoridades paranaenses. A companhia, que teve registros de surtos em fábricas em pelo menos cinco Estados do país, reafirmou que seus protocolos de saúde são robustos e seguem as regras federais de operação de frigoríficos durante a pandemia.

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FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína do Brasil cresce 48% em julho com impulso da Ásia

As exportações de carne suína do Brasil voltaram a superar a marca mensal de 100 mil toneladas em julho, novamente puxadas pela firme demanda asiática, disse na segunda-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Segundo a entidade, o volume embarcado dos produtos (in natura e processados), de 100,4 mil toneladas, é 47,9% superior ao de igual período do ano anterior. As receitas somaram 203,1 milhões de dólares no mês, alta de 37,3%. Em maio, as exportações da proteína haviam ultrapassado o nível de 100 mil toneladas por mês pela primeira vez na história —na ocasião, o país embarcou pouco mais de 102 mil toneladas do produto, um recorde. “As lacunas deixadas pela peste suína africana nos países asiáticos ainda impactam a demanda local por produtos importados, e o Brasil está consolidado como um fornecedor confiável para a região”, disse em nota o Presidente da ABPA, Francisco Turra, referindo-se à doença que dizimou criações de suínos na Ásia, especialmente na China. De acordo com os dados da associação, entre janeiro e julho as vendas brasileiras para a Ásia somaram 456 mil toneladas, alta de 82,9% na comparação anual e equivalente a 78,6% do total exportado pelo setor. Ao todo, as vendas do setor cresceram 38,78% nos sete primeiros meses do ano, para 579,9 mil toneladas. A China adquiriu 282,1 mil toneladas de carne suína do Brasil no período, avanço de 143% no ano a ano. O volume não inclui as exportações para Hong Kong, que apuraram alta de 17%, a 107,7 mil toneladas. “Esse é um comportamento consistente no mercado asiático, que deve perdurar ao longo dos próximos meses”, afirmou Turra.

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CARNE DE FRANGO TEM QUEDA NA EXPORTAÇÃO

Os embarques de carne de frango do Brasil terminaram julho com queda de 5,7% em relação a mesmo mês do ano passado, totalizando 364,6 mil toneladas, segundo a ABPA

As receitas atingiram 498,2 milhões de dólares, recuo de 25% no ano a ano. Apesar disso, a ABPA ainda acredita que as exportações da proteína devam manter a alta no acumulado do ano —entre janeiro e julho, foram embarcadas 2,471 milhões de toneladas, leve avanço de 0,5% ante os sete primeiros meses de 2019. “O volume exportado em julho deste ano foi acima da média efetivada em 2019, de 351 mil toneladas mensais. O comportamento mensal das exportações deste ano indica que a alta acumulada deverá se manter”, disse o Diretor-Executivo da associação, Ricardo Santin.

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210 novos surtos de peste suína foram notificados no mundo em 13 dias

De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal, surtos novos ou em andamento foram registrados em 25 países

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) informou que 210 novos surtos de peste suína africana foram notificados no mundo entre os dias 24 de julho e 6 de agosto, ante 441 novos casos verificados no levantamento anterior. Já o número total de surtos em andamento subiu de 7.030 para 7.176, sendo 3.589 na Romênia e 1.472 no Vietnã. De acordo com a OIE, surtos novos ou em andamento foram registrados em 25 países. Na Europa, Bulgária, Hungria, Letônia, Polônia, Moldávia, Romênia, Rússia, Sérvia e Ucrânia ainda apresentam a incidência da doença. Na Ásia, China, Índia, Indonésia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Laos, Mianmar, Papua Nova Guiné, Filipinas, Rússia, Timor Leste e Vietnã têm casos em andamento. Já na África, Namíbia, Nigéria, África do Sul e Zâmbia reportam a presença do vírus. No período de cobertura do levantamento, foram notificadas perdas de 2.728 animais, número bem inferior ao reportado no boletim anterior, de 13.071 animais eliminados. A maior parte desse número foi observada na África, com abate sanitário de 2 336 animais, sobretudo na Zâmbia, onde 2.336 animais foram perdidos. Na Europa, a Romênia registrou perdas de 234 animais, seguida da Rússia, com 107, e Ucrânia, com 14.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Subsidiária da JBS USA pretende construir nova fábrica por US$ 200 milhões

Unidade da Plumrose terá foco em produtos processados à base de carne suína

A JBS USA, por meio de sua subsidiária Plumrose USA, anunciou a intenção de construir uma fábrica de produtos processados à base de carne suína nos EUA. A empresa pretende investir US$ 200 milhões na nova unidade. A intenção é erguer uma planta estrategicamente localizada para acessar com eficiência a matéria-prima e aproveitar sinergias com outros ativos existentes. A Plumrose USA já conta com seis fábricas nos EUA. “A Plumrose USA está posicionada de forma única para atender à crescente demanda do consumidor por carnes ‘italianas’ de excelente sabor e alta qualidade, como salame e presunto”, disse Thomas Lopez, Presidente da Plumrose USA, em comunicado. A empresa, que tem 85 anos, foi adquirida pela JBS USA em 2017 e tem apresentado um crescimento significativo desde a aquisição. Detalhes sobre financiamento ou construção da unidade não foram divulgados.

REUTERS 

FAO: Preços globais dos alimentos continuam aumentando

O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) teve média de 94,2 pontos em julho, um aumento de 1,2% em relação a junho e quase 1% acima de julho de 2019

O Índice de Preços de Alimentos da FAO rastreia os preços internacionais das commodities alimentares mais comumente comercializadas. O Índice de Preços do Óleo Vegetal da FAO atingiu uma alta de cinco meses em julho, depois de aumentar 7,6% em relação a junho. A FAO disse que a retomada da demanda por óleos vegetais levou ao aumento dos preços, enquanto o índice de Preços de Laticínios da FAO subiu 3,5% no mês, com todos os produtos de manteiga e queijo a leite em pó subindo. O Índice de Preços de Cereais da FAO permaneceu estável em julho e manteve-se inalterado desde junho. “Embora os preços do milho e do sorgo tenham registrado forte aumento, influenciados pelas grandes compras da China dos Estados Unidos, enquanto os do arroz caíram, refletindo as perspectivas de grandes safras em 2020”, disse a FAO. “Os preços do trigo mudaram pouco em meio à baixa atividade comercial”, completou. O Índice de Preços de Carne da FAO caiu 1,8% em julho, à medida que a demanda global de importação de suínos e bovinos diminuiu. Ainda assim, os preços da carne de frango aumentaram devido à redução da produção no Brasil motivada pelo alto custo da ração e às preocupações com a demanda futura. Por fim, o Índice de Preços do Açúcar da FAO subiu 1,4% com o aumento das margens de esmagamento, trabalhando para aliviar o aumento dos preços da energia no Brasil.

AGROLINK 

Uruguai: “A rastreabilidade abriu mercados e valorizou o gado”

O Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai pensa em realizar alguns testes com novos dispositivos de controle eletrônico por satélite, que possam ser aplicados na pecuária, aumentando a rastreabilidade obrigatória, para ver seus benefícios e como funcionam em nível de campo. A informação foi confirmada pelo diretor do Sistema Nacional de Identificação Pecuária (SNIG), Gabriel Osorio

A verdade é que para incorporar novas tecnologias, ainda que com custos mais elevados, é preciso resolver problemas básicos, como a conectividade. “Os identificadores eletrônicos que garantem a rastreabilidade que temos hoje são o que nos dá maior segurança a um custo mínimo”, garantiu o diretor do SNIG. Osorio lembrou que os aparelhos usados hoje “têm um custo muito econômico que o Estado está pagando” e disse que daqui para frente, “começaremos a ver outro tipo de tecnologia, com outros benefícios”. Ele considerou que a segurança “pode ser aumentada com os identificadores que hoje se utilizam e com uma maior pressão dos comandos. O controle é muito importante”, frisou. É que a própria rastreabilidade é baseada em um sistema de controles rígidos, “quem não acreditar nisso não terá um bom sistema de rastreabilidade”, frisou Osório. De acordo com sua visão, deve haver uma boa regulamentação, um bom controle e um bom sistema de extensão aos produtores que o administram. “Esses são os principais pilares do sistema e isso (o SNIG) tem”, alertou Osório. “Se for revisado o Decreto nº 300/019, que marca o tipo de aparelho eletrônico a ser utilizado, fala-se em RFID (o brinco visual será colocado na orelha esquerda do animal e o aparelho RFID, se externo, na orelha direita). A tecnologia teria que ser trocada, “o que não significa que, paralelamente, os produtores que quiserem ter algum outro tipo de tecnologia também possam utilizá-la, desde que não seja incompatível”, admitiu Osorio. O Uruguai é o único país do mundo que possui rastreabilidade obrigatória em todo o seu rebanho bovino. “Vejo a rastreabilidade como uma ferramenta para agregar gradativamente outras informações que auxiliem ou facilitem uma melhor tomada de decisão”, disse o diretor do SNIG. A meta das autoridades é, futuramente, aumentar a intensidade do trabalho nas questões de saúde e qualidade da carne, aproveitando todas as informações geradas pelo sistema. “Abre-se a possibilidade de confrontar as informações geradas pelo SNIG com as quais surgem através do Sistema de Cajas Negras instalado nos frigoríficos”, explica Osório. Dessa forma, será possível ter informações muito mais avançadas que favorecerão uma melhor tomada de decisão, mas, ao mesmo tempo, o uso desses dados deve se transformar em uma ferramenta para desenvolver políticas públicas com certa precisão.

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