CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1296 DE 10 DE AGOSTO DE 2020

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Ano 6 | nº 1296| 10 de agosto de 2020

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA 

EXPORTAÇÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA CRESCEM E SE APROXIMAM DAS 200 MIL TONELADAS/MÊS

Segundo a ABRAFRIGO foram movimentadas em julho 194.093 toneladas, com receita de US$ 776,3 milhões, crescimento de 17% no volume e de 22% na receita

Com as exportações totais de carne bovina (in natura + processada) se aproximando pela primeira vez na história das 200 mil toneladas movimentadas em apenas um único mês, o país continua batendo todos os seus recordes nas vendas ao exterior deste produto. O mercado chinês é o grande responsável por este crescimento, mantendo seu apetite mês a mês: em junho, os chineses compraram 77.200 toneladas e em julho as aquisições subiram para 115.186 toneladas. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados totais divulgados na quinta-feira (07) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. Em relação a 2019, no acumulado até julho, as compras chinesas que ingressaram pela cidade estado de Hong Kong e pelo continente atingiram a 634.624 toneladas, quase o dobro das 381.325 importadas em 2019 no mesmo período. Com isso, a movimentação do produto no acumulado até julho alcançou a 1.103.818 toneladas contra 999.177 no ano passado no mesmo período, ou 10% de elevação. A receita subiu mais: passou de US$ 3,7 bilhões em 2019 para US$ 4,7 bilhões em 2020, num aumento de 25%. Segundo a ABRAFRIGO, as compras chinesas têm mais do que compensado as quedas nas vendas para a União Europeia e para os países árabes, ocasionada principalmente pela epidemia de Covid-19 que reduziu drasticamente o consumo fora de casa. Atualmente, a China responde por 57,5% da exportação brasileira. Nas exportações de julho, 169.240 toneladas foram na forma de carne in natura e outras 24.240 toneladas de carne bovina processada. No acumulado até julho, depois da China foi o Egito que mais adquiriu o produto brasileiro, com 75.389 toneladas (-25%). O Chile veio a seguir com 39.733 toneladas (-37%). A Rússia, por sua vez, adquiriu 37.731 toneladas (+ 1,4%).

Quadro – Exportações para a China em 2020 mês a mês

Janeiro = 53,1 mil toneladas

Fevereiro = 37,6 mil toneladas

Março = 51,8 mil toneladas

Abril = 60,7 mil toneladas

Maio = 83,9 mil toneladas

Junho = 77,2 mil toneladas

Julho=115.186 mil toneladas

REUTERS/VALOR ECONÔMICO/ O GLOBO/EXTRA/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/pagina do estado/DIÁRIO DO COMÉRCIO/MONEY TIMES/UOL ECONOMIA/CARNETEC/AGROLINK/PORTAL DBO/CANAL RURAL/PECUARIA.COM.BR 

NOTÍCIAS

Boi gordo: expectativa de mercado firme

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o preço da arroba do boi gordo ficou estável na última sexta-feira (7/8), na comparação com o fechamento do dia anterior, em R$226,00, bruto e à vista, R$225,50, livre de Senar e em R$222,50, descontado Senar e Funrural

No Norte de Mato Grosso, os compradores melhoraram a oferta de compra e a cotação da arroba do boi gordo subiu 1,55% ou R$3,00 na comparação feita dia a dia. A cotação corrente é de R$200,00/@, bruto e à vista, R$199,50, livre de Senar e em R$197,00, descontado Senar e Funrural. Para o curto prazo, a oferta limitada e compras compassadas é o cenário do boi gordo. A expectativa para os próximos dias é de cotações firmes, apoiada nas escalas de abate curtas e nas exportações em bom ritmo.

SCOT CONSULTORIA 

SP e GO registraM aumento dos custos de produção de bovinos confinados

Na 38 a edição do Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) observou-se aumento dos custos da diária-boi (CDB) no mês de julho para os confinamentos representativos do Estado São Paulo médio (CSPm) e Goiás (CGO), enquanto o confinamento de São Paulo grande (CSPg) apresentou redução nesse custo

Em SP foi registrado aumento nos preços do milho, sorgo e soja grão, de 2,38%, 4,54% e 11,61%, respectivamente; houve também aumento nos preços da polpa cítrica peletizada, bagaço de cana e farelo de algodão nas seguintes proporções: 0,47%, 1,51% e 13,00%, na devida ordem. Houve redução de 3,20% no preço da ureia pecuária. Em Goiás, identificou-se aumento nos preços do sorgo e milho grão, 1,76% e de 29,1%, respectivamente. Houve também aumento nos preços de caroço de algodão, casquinha de soja e ureia pecuária, de 2,5%, 2,56% e 0,55%, na devida ordem. Como resultado, ao otimizar a nova dieta alimentar, os custos por animal/dia para as propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO apresentaram aumento de 2,76%, 2,61% e 2,31%, respectivamente. O Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) manteve-se, de modo geral, estável entre os meses de junho e julho. No acumulado de 2020 o indicador para CGO recuou 3,76% enquanto para CSPg e CSPm houve aumento de 3,71% e 5,95%, respectivamente. Para os dois estados pesquisados, o preço pago pelo animal de reposição (boi magro de 360 quilos), aumentou 4,5% em São Paulo e 9,2% em Goiás, em comparação ao mês anterior, junho de 2020. O Custo Total (CT) obtido no mês de julho quando comparado com o mês anterior apresentou aumento de 3,47% e 3,21% nos confinamentos de CSPm, CSPg, na ordem; e aumento de 6,68% em CGO.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE), da FMVZ/USP

ECONOMIA 

Dólar vai à máxima desde junho com correção global de ativos

O dólar engatou a terceira alta consecutiva frente ao real na sexta-feira, acumulando o maior ganho semanal desde junho, amparado por um dia de aversão a risco nos mercados externos em meio a dados nos EUA e incertezas sobre novo pacote de auxílio norte-americano

O dólar à vista subiu 1,30%, a 5,4126 reais na venda, maior patamar desde 30 de junho (5,44 reais). Nos últimos três pregões, a moeda avançou 2,44%. Na semana, a cotação ganhou 3,72%, mais forte valorização desde a semana finda em 19 de junho (+5,41%). No ano, o dólar salta 34,88%, com o real mantendo a posição de pior desempenho global entre as principais divisas no período.

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Ibovespa fecha em queda de 1,22%

O Ibovespa fechou queda nesta sexta-feira, em meio ao aumento da tensão entre Estados Unidos e China e a números sobre a economia norte-americana, que respaldaram movimentos de realização de lucros, o que fez com que a semana terminasse no zero a zero

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,22%, a pontos, determinando uma variação negativa de 0,05% no acumulado da semana, conforme dados preliminares. O volume financeiro somava 27,26 bilhões de reais. Medidas adotadas pelo governo Trump para proibir os aplicativos WeChat e TikTok trouxeram apreensão sobre a resposta da China, enquanto a criação de empregos nos EUA no mês passado endossou a percepção de desaquecimento da retomada economia. No Brasil, a aprovação pelo Senado de projeto de lei que estabelece um teto para taxas de juros de cheque especial e cartão de crédito pressionou as ações de bancos. O texto ainda será avaliado pela Câmara dos Deputados.

REUTERS

EMPRESAS

JBS abre 5,2 mil novos postos de trabalho no Brasil

A processadora de alimentos JBS está contratando 5.200 trabalhadores adicionais no Brasil, buscando aumentar a produção em uma base importante de exportação, enquanto reage à ameaça da Covid-19, que interrompeu algumas de suas fábricas

A maior parte das novas posições será “para modernizar as linhas e auxiliar na produção”, disse a empresa na sexta-feira. Uma parte menor das contratações é em resposta à pandemia, que forçou a JBS e rivais a afastar pessoas de alto risco, como mulheres grávidas, para protegê-los durante a crise de saúde. A JBS informou que os empregos são para abate e desossa de carne bovina, de frango e suína em 16 Estados. Outras posições também foram abertas em centros de distribuição, lojas, unidades de aves e de ração. Na semana passada, a JBS disse que contratou mais de 10 mil pessoas de março a junho em resposta à Covid-19. Suas fábricas foram atingidas por surtos que levaram ao fechamento em pelo menos três Estados para testes e aplicação de protocolos de saúde mais rígidos. Os frigoríficos do país registraram 24,5 mil adições líquidas de empregos de janeiro a junho, mesmo com a economia geral cortando 1,2 milhão de empregos, mostram dados do governo.

REUTERS 

MPT pede suspensão de operações de fábrica da JBS no RS

O Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu na quinta-feira que a JBS suspenda as operações em uma fábrica no Rio Grande do Sul e teste seus funcionários para Covid-19 depois de uma investigação sobre um surto na unidade, de acordo com documentos judiciais

O MPT pediu a um juiz que ordene “a remoção imediata, com remuneração, de todos os funcionários e trabalhadores terceirizados” de uma instalação de processamento de carne de frango na cidade de Garibaldi, de acordo com um documento visto pela Reuters. A fábrica tem 230 casos confirmados de Covid-19, incluindo sete hospitalizações e uma fatalidade, disse o MPT ao tribunal, citando dados de serviços de saúde locais. Mais de 900 pessoas trabalham na instalação, de acordo com o MPT. A JBS não comentou o caso, afirmando que não foi notificada. A empresa tem defendido repetidamente seus protocolos de segurança e resposta a surtos de Covid-19 em fábricas no Brasil. Uma série de surtos de coronavírus em instalações da JBS em pelo menos cinco Estados ameaçou as exportações e interrompeu as operações nos locais, uma vez que foram temporariamente fechadas em três Estados.

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BRF paga R$ 965 milhões em dívidas de curto prazo

Financiamentos tinham prazo médio de vencimento de sete meses

A BRF informou na sexta-feira (7) que pré-pagou, em julho e agosto, R$ 965 milhões de linhas de financiamento de curto prazo com prazo médio de vencimento de sete meses. A companhia disse que quer manter uma posição de liquidez “prudencial” e suficiente para enfrentar o momento “adverso e volátil”, assim como manter-se “aderente à sua estratégia de longo prazo e de disciplina financeira”. A BRF lembrou ainda que continua à sua disposição uma linha de crédito rotativo com o Banco do Brasil de até R$ 1,5 bilhão, com vencimento em dezembro de 2022.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Dependência da China não preocupa frigoríficos, dizABPA

País asiático absorve quase 50% da carne suína exportada pelo Brasil

A dependência da China como cliente para os exportadores de carnes não é uma questão isolada do Brasil e não preocupa os frigoríficos. A afirmação é do Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em debate virtual promovido na sexta-feira (7) pela consultoria Datagro. “A China está comprando porque precisa e vai pagar, mas é uma situação diferente do que aconteceu com a Rússia. Até porque não apenas o Brasil, mas todos os grandes mercados têm na China um importante comprador”, disse Santin, em alusão à dependência que os frigoríficos brasileiros tiveram dos russos na década passada. No primeiro semestre, a China foi responsável por 48,8% das exportações brasileiras de carne suína e 16,8% das exportações de carne de frango, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Na avaliação de Santin, o país asiático continuará a ser um grande mercado para a importação de carne suína, mesmo que a recomposição do rebanho do país asiático ocorra em 2025. Desde 2018, a China sofre com uma epidemia de peste suína africana, o que reduziu o plantel e estimulou importações. “Se a China lograr voltar aos 54 milhões de toneladas [de produção de carne suína] em 2025, ainda assim vai precisar 56 milhões de toneladas de carne suína [para consumo]. A importação tende a diminuir, mas não deve parar”, avaliou Santin. Conforme estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção chinesa de carne suína alcançará 40,2 milhões de toneladas neste ano, ante 55,4 milhões de toneladas em 2018. As importações do país asiático, que consome metade da carne de porco do mundo, devem pular das 1,5 milhão de toneladas vistas em 2018 para 4,4 milhões de toneladas neste ano.

VALOR ECONÔMICO 

Exportações de carne de frango devem crescer de 3% a 5% em 2020, projeta ABPA

No primeiro semestre, porém, embarques aumentaram apenas 1,2%

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reiterou na sexta-feira (7) as estimativas de crescimento das exportações de carne de frango em 2020. A associação que representa os frigoríficos projeta que os embarques aumentarão entre 3% e 5% neste ano, para até 4,45 milhões de toneladas. Se o ritmo do primeiro semestre for mantido, porém, o incremento esperado para as exportações não será alcançado. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, os embarques de carne de frango totalizaram 2,058 milhões de toneladas entre janeiro e junho, crescimento de 1,2% na comparação anual. A receita caiu 9,2%, para US$ 3,1 bilhões. Além do ritmo aquém do esperado nos primeiros seis meses, dados parciais indicam forte queda em julho. De acordo com dados da Secex, o Brasil exportou 337,5 mil toneladas de carne de aves e miúdos (frescas, refrigeradas ou congeladas) no mês passado, redução de 9,2% ante as 371,8 mil toneladas exportada em julho do ano passado. A receita caiu 28,9%, para US$ 446,8 milhões. Em evento virtual realizado na sexta-feira pela consultoria Datagro, o Presidente da ABPA, Ricardo Santin, reiterou a projeção da associação para as exportações e comemorou o desempenho do semestre. “Apesar da receita que cai, é um resultado muito positivo”, afirmou. A queda da receita é mais do que compensada pela valorização do dólar. Durante o debate virtual, Santin argumentou que poucos frigoríficos do país foram afetados pela covid-19 e também pelas restrições chinesas em razão de casos do novo coronavírus entre funcionários. “Há frigoríficos que não tem nenhum caso, prova de que frigorífico não transmite covid-19 nem carne transmite covid-19. Foram cinco ou dez plantas paradas de um total de 410”, sustentou.

INTERNACIONAL

Paraguai: anunciada a construção de um frigorífico de última geração

Dois dos maiores fazendeiros do Paraguai, Horacio Cartes (ex-Presidente da República) e Maris Llorens (ex-proprietária da Frigomerc, atualmente da Athena Foods) anunciaram a construção de uma planta frigorífica para abate de bovinos que entraria em operação no início de 2022

A planta, localizada no baixo Chaco, a poucos quilômetros de Asunción, envolve um investimento de US $ 50 a US $ 60 milhões e terá capacidade para processar entre 800 a 1.000 bovinos por dia, segundo Maris Llorens. Llorens enfatizou que será um “frigorífico de última geração, moderno e construído com todas as regras impostas ao bem-estar animal”, acrescentando: “É um investimento que dará trabalho a muitas pessoas e gerará desenvolvimento econômico, social e pecuário”. As obras estão programadas para começar ainda este ano, e os proprietários pretendem obter classificações para todos os mercados disponíveis em todo o país. Atualmente, no Paraguai, existem dez fábricas executando tarefas de exportação de carne. Em julho, foram processadas 157.279 cabeças, uma queda de 6,2% em relação ao mesmo mês do ano passado e uma queda de 3,5% em relação à atividade de junho de 2020. Entre janeiro e julho, a atividade industrial soma 1.047.404 animais, um aumento de 6,2% em relação ao período de janeiro a julho de 2019, quando foram processadas 986.675 cabeças.

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