CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1289 DE 30 DE JULHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1289| 30 de julho de 2020

 

NOTÍCIAS

CEPEA: média mensal da arroba é recorde para julho

Na parcial deste mês (até o dia 29), o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (mercado paulista, à vista) registra média de R$ 220,76, avanço de 5,2% na comparação com a média de junho, e recorde real da série histórica do Cepea, iniciada em 1994, considerando-se apenas os meses de julho.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o avanço no mercado nacional é explicado pela combinação de exportações brasileiras aquecidas, beneficiadas pela intensa demanda chinesa, e pela oferta restrita de animais no pasto, evidenciada pelo menor número de boi gordo abatido no início deste ano desde 2011.

CEPEA

Boi gordo: mercado externo ditando o ritmo

A oferta restrita de boiada e o mercado externo ditaram o ritmo dos negócios na última quarta-feira (29/7). Nas praças paulistas as negociações do boi gordo tiveram alta de R$3,00/@, uma valorização diária de 1,4%

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo ficou cotada, a prazo, em R$225,00 bruto, R$224,50 descontado o Senar e R$221,50 descontados os impostos. Para o “boi China”, as negociações chegam a R$230,00, bruto. A cotação das fêmeas acompanhou a alta do boi com destaque à cotação de novilhas, com a arroba cotada a prazo em R$220,00 bruto, R$219,50 descontado Senar e R$216,50 descontado impostos. Variação diária de 1,6% ou, R$3,50/@.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: preços sobem em algumas praças devido à oferta restrita

Mas dinâmica do mercado pode mudar em agosto, com os frigoríficos de maior porte contando com a entrada de boiadas negociadas na modalidade a termo

O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes, de acordo com a consultoria Safras. “Os frigoríficos em geral continuam operando com escalas de abate encurtadas, em um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a dinâmica do mercado pode apresentar mudanças ao longo de agosto, com os frigoríficos de maior porte contando com a entrada de boiadas negociadas na modalidade a termo, o que pode resultar em algum alívio nas escalas de abate. “Em relação à demanda, persiste um maior otimismo no mercado doméstico, com a celebração do Dia dos Pais atuando como motivador do consumo na primeira quinzena de agosto. Por fim, fica a expectativa em relação ao posicionamento da China no mercado, que segue tentando endurecer as regras para exportação de proteína animal, ainda carregando preocupações em torno da presença da Covid-19 dentro dos frigoríficos. E é importante reforçar que essas medidas não se restringem ao Brasil”, completa. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 220 por arroba, estáveis, mas com negócios sendo registrados acima da referência, segundo a Safras. Em Uberaba (MG), as cotações seguiram em R$ 216 por arroba. Em Dourados (MS), passaram de R$ 210 para R$ 211 por arroba. Em Goiânia (GO), subiram de R$ 210 para R$ 212 por arroba. Já em Cuiabá (MT), o preço ficou em R$ 198 a arroba, inalterado. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram entre estáveis a mais altos. “A tendência é que os preços continuem subindo, com as exportações enxugando a oferta e a perspectiva de aumento no consumo doméstico na primeira quinzena de agosto”, diz Iglesias. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 12,30 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro subiu de R$ 14,10 por quilo para R$ 14,20 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Tocantins: alta nos preços dos animais de reposição

No acumulado dos últimos doze meses, os preços dos bovinos para reposição subiram 62,1% no estado, considerando a média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria

Nesse mesmo período, a arroba do boi gordo teve alta de 45,0%, piorando o poder de compra do recriador/invernista em 10,4%, considerando a média de todas as categorias. A demanda aquecida, associada à escassez de oferta de animais, explica esse cenário de alta na reposição. O bezerro de ano anelorado teve a valorização mais significativa nesse intervalo. Em julho de 2019 estava cotado em R$1.415,00, atualmente está em R$2.350,00. Alta de 66,1%. Em julho/19, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,81 bezerro de ano, atualmente compra-se 1,58. Piora 12,7% no poder de compra do recriador/invernista. Para o curto prazo, a oferta limitada de animais para reposição continuará ditando o rumo do mercado.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha em alta com mercado avaliando Fed

O dólar fechou em alta ante o real na quarta-feira, depois de cair 0,8% na mínima, tomando fôlego na parte da tarde após o banco central dos Estados Unidos manter os juros, mas sem indicar uma política monetária ainda mais acomodatícia

O dólar à vista subiu 0,29%, a 5,1723 reais na venda. A moeda oscilou entre 5,185 reais (+0,54%) e 5,1155 reais (-0,81%). Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 0,55%, a 5,1785 reais, às 17h13. No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de moedas chegou a renovar a mínima em dois anos logo após o início da fala de Jerome Powell, chair do Fed, mas rapidamente recobrou forças à medida que o comandante do BC dos EUA não fazia novos anúncios. Powell disse que o salto em casos de coronavírus nos Estados Unidos e as restrições que visam contê-lo começaram a pesar na recuperação econômica e repetiu promessa de manter os juros baixos e recorrer a todas as ferramentas para apoiar a economia. Passada a decisão de política monetária nos EUA e com o mercado ainda monitorando os desdobramentos das negociações sobre estímulos nos EUA, analistas se voltam cada vez mais também para a sinalização de juros no Brasil, conforme se aproxima a reunião do Copom da semana que vem. Analistas do Citi veem agora como mais provável cenário de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para nova mínima recorde de 2,00% ao ano. Eles citam que o real até desvalorizou desde a última reunião (em meados de junho), mas apenas “marginalmente”.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com balanços e Fed

A MINERVA ON caiu 4,41%, apesar do lucro líquido de 253,4 milhões de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 113,3 milhões um ano antes, com desempenho operacional recorde

O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% e acima dos 105 mil pontos pela primeira vez desde março na quarta-feira, com a temporada de balanços de empresas brasileiras ganhando tração e o Federal Reserve reiterando compromisso de usar sua “gama completa de ferramentas” para apoiar a economia dos EUA. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,44%, a 105.605,17 pontos, renovando máxima de fechamento desde o começo de março. O volume financeiro no pregão somou 28 bilhões de reais. Autoridades do banco central norte-americano afirmaram no final de sua reunião de política monetária que a atividade econômica e o emprego nos EUA aceleraram um pouco nos últimos meses, mas seguem bem abaixo de seus níveis no começo de 2020. Todos os membros do comitê de política monetária do Fed votaram por deixar a meta da taxa de juros de curto prazo entre zero e 0,25%, intervalo no qual está desde 15 de março. E para o chair Jerome Powell há necessidade de suporte fiscal adicional. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 1,24%, também apoiado em resultados trimestrais. “O Federal Reserve confirmou expectativas de mercado por uma postura mais ‘dovish’ ao reforçar a manutenção na implementação medidas de injeção de recursos e estímulos monetários por um período estendido”, avaliou a equipe da Guide Investimentos.

REUTERS

Dívida pública federal sobe 3,27% em junho embalada por volume alto de emissões, diz Tesouro

A dívida pública federal do Brasil subiu 3,27% em junho sobre maio, a 4,390 trilhões de reais, num mês marcado pelo alto volume de emissões aproveitando a melhoria do ambiente do mercado, divulgou o Tesouro Nacional na quarta-feira

Em nota, o Tesouro destacou que em junho houve reabertura gradual de diversas economias, com o cenário externo ficando mais favorável diante das expectativas com o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 e com novos estímulos econômicos, o que repercutiu positivamente sobre os mercados. “Tal conjuntura permitiu ao Tesouro realizar sua primeira operação no mercado externo em 2020 e emitir, no mercado doméstico, volumes mais elevados do que em meses anteriores”, disse. Olhando apenas para a dívida pública mobiliária interna, houve avanço de 2,93% em junho sobre maio, a 4,151 trilhões de reais, diante de emissão líquida de 99,18 bilhões de reais e apropriação positiva de juros de 18,80 bilhões de reais. Já a dívida externa subiu 9,65% na mesma base de comparação, a 239,03 bilhões de reais. No início de junho, o Tesouro emitiu 3,5 bilhões de dólares no mercado externo, sua primeira incursão do tipo desde novembro e que contou com forte demanda, levando as taxas de retorno para baixo do inicialmente estimado. Foram emitidos dois papéis novos: 1,25 bilhão de dólares em títulos de cinco anos, com vencimento em 2025 (Global 2025) e taxa de retorno de 3%, e 2,25 bilhões de dólares em papéis de 10 anos, com vencimento em 2030 (Global 2030) e retorno de 4%. Para o ano, a meta corrente no Plano Anual de Financiamento (PAF) é de um estoque da dívida total entre 4,5 trilhões de reais e 4,75 trilhões de reais, mas o Tesouro havia indicado que mudaria o PAF por conta da pandemia de coronavírus. Em relação aos detentores, a participação dos investidores estrangeiros na dívida mobiliária interna teve recuo a 9,09% em junho, sobre 9,11% no mês anterior.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva Foods vê recuperação na demanda na América do Sul, uso da capacidade continua reduzido

A Minerva Foods já vê sinais de recuperação das demandas domésticas nos países onde está presente na América do Sul, mas pretende continuar operando com capacidade de abates reduzida no Brasil, informaram executivos da companhia em teleconferência com analistas na quarta-feira (29)

A empresa registrou forte redução nas demandas nos mercados domésticos onde atua em abril, impactadas pelas medidas de prevenção da covid-19, o que também resultou na redução de 27,5% no volume total de vendas da companhia no segundo trimestre para 224,1 mil toneladas. O uso da capacidade de abates da empresa no Brasil caiu para 63,2% no segundo trimestre, ante 76,7% no mesmo período do ano passado. “O novo normal vai ser uma redução das capacidades, mas o novo normal também vê uma volta do consumo gradual em todos os mercados internos”, disse o Presidente da companhia, Fernando Galletti de Queiroz. Além da recuperação nas demandas domésticas em países da América do Sul, a Minerva espera aumento da demanda externa no segundo semestre. A peste suína africana continua a impactar principalmente a Ásia e a guerra comercial entre Estados Unidos e China está abrindo espaço para frigoríficos sul-americanos na China. “Está bastante positivo o ambiente para a América do Sul. O mercado vai se normalizando gradualmente na China. O que é importante é que o hábito de consumir carne bovina (na China) está permanente, com grandes oportunidades para nós”, disse Queiroz.

CARNETEC

JBS investe R$100 mi em medidas contra Covid-19

A JBS afirmou na quarta-feira que investiu mais de 100 milhões de reais (19,3 milhões de dólares) em medidas, sistemas e processos de contingência em saúde e segurança para todas suas fábricas no Brasil

A companhia, maior processadora de carne do mundo, afirmou que os recursos foram investidos em dezenas de ações nos últimos três meses, incluindo contratação de profissionais de saúde, aumento de frota de ônibus de transporte de funcionários e compra de 180 mil proteções faciais para os trabalhadores. As medidas envolveram as 135 unidades da empresa, incluindo centros de distribuição, escritórios e outras instalações no país, onde emprega 130 mil pessoas, afirmou a companhia. A JBS registrou uma série de surtos de Covid-19 em fábricas em Estados que incluem Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Depois que a pandemia atingiu o Brasil, autoridades chinesas bloquearam importações de carne de fábricas brasileiras como medida preventiva contra o vírus, incluindo de instalações da JBS no sul do país. Atualmente, há seis fábricas brasileiras de produtos de carne impedidas de exportar para a China por causa de preocupações com o coronavírus, incluindo duas da BRF e uma da Marfrig. A JBS também contratou mais de 10 mil funcionários no Brasil entre março e junho para substituir trabalhadores de grupos de risco em quarentena.

REUTERS

Ministério Público abre inquérito para apurar despejo de poluição da JBS no rio Araguaia

Órgão recebeu denúncia sobre despejo da unidade do grupo em Barra do Garças (MG)

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil público para apurar uma denúncia de despejo de poluição de uma unidade da JBS em Barra do Garças (MT) no Rio Araguaia. O inquérito foi aberto na terça-feira (28), após a publicação em uma rede social de imagens que mostram aparentes despejos de poluição no leito do Rio Araguaia que seriam oriundos de uma unidade da JBS e também da Estação de Tratamento de Esgoto de Barra do Garças. Uma filmagem mostra uma tubulação despejando líquido de coloração escura e com espuma às margens do rio. As imagens mostram ainda a instalação de uma nova tubulação para despejo diretamente no leito do rio para que a poluição ficasse menos perceptível. O MPF e uma equipe da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) foram ao local apontado. A Politec realizou registros fotográficos e coletou amostras da água para análise laboratorial. A Procuradoria disse que as irregularidades foram identificadas, mas afirmou também que a JBS teria alterado o local de lançamento dos efluentes entre a data das filmagens, no domingo, e o momento da visita dos agentes do Estado, na terça-feira. Procurada, a JBS informou que “cumpre com a legislação e está devidamente licenciada pelos órgãos ambientais desde 2015 para que, em função do período de estiagem e consequente baixa no volume de água do Rio Araguaia, possa utilizar um novo ponto de lançamento de efluentes, conforme parecer técnico da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA-MT)”.

VALOR ECONÔMICO

Minerva quer investir US$ 30 milhões em startups

A Minerva Foods pretende investir US$ 30 milhões (cerca de R$ 155 milhões) em startups, afirmou na quinta-feira o Diretor Financeiro da companhia, Edison Ticle

Anunciado na semana passada como parte da área de inovação recém-criada pela companhia, o fundo de venture capital da companhia investirá, no Brasil e no exterior, em startups relacionadas aos negócios da Minerva. Segundo Ticle, a companhia investirá em startups que tenham “potencial de alavancar sinergias” para a companhia. O executivo citou proteína alternativas, logística, pecuária e varejo alimentar como possíveis alvos do investimento em startups. O primeiro aporte deve ocorrer ainda neste ano, de acordo com o executivo. “O primeiro investimento está na fase final de negociação. Acho que conclui nos próximos 45 dias”, disse o executivo. A primeira investida deve ser uma startup do Vale do Silício — o executivo não revelou o nome. A ideia do fundo é investir em cerca de dez startups, com um tíquete entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

BRF diz que China suspendeu exportações de frango de Dourados

A BRF disse na quarta-feira que a Administração Geral das Alfândegas da China suspendeu a habilitação para exportações de proteína de frango de sua unidade de Dourados (MS), em meio a preocupações sobre a pandemia do Covid-19

A companhia, que é maior exportadora de frango do país, disse em nota que não foi notificada oficialmente sobre a suspensão, mas que soube da mesma por meio de uma publicação no site da agência chinesa. A empresa informou que já está atuando junto às autoridades brasileiras e chinesas para reversão da suspensão no menor prazo possível. A BRF e as processadoras de carne Marfrig e JBS, que afirmam que o novo coronavírus não pode ser transmitido por alimentos, estão entre as empresas que tiveram exportações de determinadas plantas locais proibidas pelos chineses após surtos no Brasil. A BRF disse que órgãos chineses já realizaram testes para identificar Covid-19 em 227,9 mil amostras de alimentos de forma aleatória procedentes de diversos países e das mais variadas empresas. “Nada foi constatado até o momento”, disse a BRF. A companhia acrescentou que desde o começo da pandemia adotou protocolos de saúde e segurança e planos de contingência em todas as suas unidades fabris no Brasil e no exterior. O Ministério da Agricultura do Brasil não comentou de imediato.

REUTERS

CEPEA: preço recorde do suíno vivo aumenta poder de compra do produtor

Com os preços do suíno vivo operando nas máximas nominais da série histórica do Cepea em todas as regiões acompanhadas (em algumas praças, inclusive, os valores são recordes reais), o poder de compra de produtores frente ao milho e ao farelo de soja também está em alta.

Esse cenário tem sido observado mesmo com a elevação das cotações desses insumos de alimentação, visto que a valorização do suíno está mais intensa. Segundo pesquisadores do Cepea, o preço do animal vivo segue impulsionado pela baixa oferta de suínos em peso ideal de abate.

CEPEA

INTERNACIONAL

Argentina se aproxima de acordo com a China para turbinar produção de carne suína

A Argentina está se aproximando de um acordo inicial com a China que pode abrir caminho para potenciais investimentos do gigante asiático na produção local de carne suína para exportação, disse à Reuters o Subsecretário de Comércio e Promoção de Investimentos argentino

O acordo pode eventualmente resultar em criações de porcos apoiadas pela China no país sul-americano, em momento em que Pequim tenta diversificar sua oferta de carne suína depois de os rebanhos locais serem dizimados pela peste suína africana. O Subsecretário Pablo Sivori disse que um memorando de entendimento pode ser assinado com a China nas próximas semanas. O chanceler argentino, Felipe Sola, havia afirmado no início deste mês que investimentos chineses podem ajudar a Argentina a ampliar de forma acentuada sua produção de carne suína. “Nós já concordamos com o conteúdo do memorando”, disse Sivori, acrescentando que o Ministério das Relações Exteriores pediu para o governo chinês assinar o documento de forma virtual. Ele afirmou que o memorando é resultado de um processo iniciado pelo setor privado e envolveria estruturas de investimento na Argentina, além de cooperação em áreas sanitárias, científicas e tecnológicas relacionadas ao setor. A Argentina já é uma grande exportadora de carne bovina para a China, mas não tem grande expressão no mercado global de suínos. Segundo dados oficiais, em 2019 o país produziu 630 mil toneladas de carne suína, das quais apenas 34 mil toneladas foram exportadas. Mas a perspectiva do interesse chinês gerou expectativas no país. O Ministro Sola chegou a dizer neste mês que a Argentina poderia produzir 9 milhões de toneladas de carne suína com o apoio do país asiático, nível mais de 14 vezes superior ao atual. Especialistas dos dois lados, porém, preferiram manter os pés no chão ao comentar a possibilidade de uma rápida disparada na produção argentina de suínos. Sivori afirmou que medidas sanitárias de produção estabelecidas por autoridades locais teriam de ser seguidas, o que significa que o país poderia dobrar a produção de forma gradual dentro de quatro anos. Já um executivo de uma empresa chinesa que investiu no setor agropecuário externo acrescentou que a Argentina é um lugar “bastante arriscado” para investir, dada a volatilidade do mercado local e a distância física entre os países.

REUTERS

Unidade da JBS na Austrália tem 71 casos de coronavírus; país diz que oferta de carne está normal

O setor de pecuária da Austrália diz que o fornecimento de carne bovina está garantido, mesmo depois que mais frigoríficos e processadoras foram fechados em meio ao novo pico de casos de coronavirus na segunda cidade mais populosa do país

Cerca de cinco milhões de pessoas em Melbourne estão em quarentena de seis semanas. O número de mortos no estado de Victoria aumenta e centenas de novos casos são registrados diariamente. Pelo menos meia dúzia de processadoras de carne e laticínios foram fechadas depois que centenas de casos da Covid-19 foram associados às suas instalações. Em comunicado, o Presidente do Conselho de Gado da Austrália, Tony Hegarty, disse que consumidores podem ficar tranquilos sobre o abastecimento de carne nos supermercados. Os produtores de carne bovina adotaram “práticas sólidas” durante a primeira onda de surtos do vírus e estão em melhor posição para responder a novos casos devido a essa experiência, disse. Daniel Andrews, chefe do executivo de Victoria, associou os novos surtos, que também atingiram centros de idosos, à insegurança de renda entre trabalhadores sem acesso a licenças. O estado introduziu pagamentos para esses trabalhadores para incentivá-los a se isolarem enquanto aguardam resultados de testes de coronavírus ou após um teste positivo, na tentativa de conter o contágio. Setores de altos riscos podem ser fechados se as pessoas continuarem a trabalhar doentes, disse Andrews na segunda-feira. Andrews destacou que o risco não existe apenas em frigoríficos, unidades de abate, grandes depósitos e centros logísticos, mas também em casas de repouso e centros de saúde, disse. Frigoríficos e processadores em Melbourne e áreas regionais agora respondem por alguns dos maiores focos no estado de Victoria, com 95 casos vinculados à Somerville Retail Services, 71 em uma unidade da JBS e 47 casos na Australian Lamb, em Colac, a cerca de duas horas da cidade, segundo dados do governo estadual da segunda-feira.

Money Times

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