CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1288 DE 29 DE JULHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1288| 29 de julho de 2020

 

NOTÍCIAS

Carne bovina: exportação recorde

Segundo dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex), até a quarta semana de julho, o Brasil embarcou 136,42 mil toneladas de carne bovina in natura, recorde para o mês

A média diária ficou em 7,57 mil toneladas, frente às 5,79 mil toneladas em igual período de 2019, um incremento de 30,9%. As exportações brasileiras aquecidas, com destaque para os embarques para a China, ajudam no escoamento da produção e colaboram com a sustentação dos preços da arroba no mercado do boi.

SCOT CONSULTORIA

Viés de alta no mercado do boi gordo

Em São Paulo, apesar de poucos negócios na manhã da última terça-feira (28/7), houve espaço para que a cotação das novilhas subisse

Com oferta de pequenos lotes, os frigoríficos paulistas compram somente o necessário para manter o fluxo de abates, cuja programação está curta. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo está firme, apregoada em R$220,00/@ à vista e R$222,00/@ a prazo sem descontar os impostos. Para o mercado chinês a cotação vigente é de R$225,00/@ bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA 

Arroba do boi gordo sobe para R$ 220 em SP, aponta Safras

Segundo a consultoria, a oferta de animais terminados permanece restrita, dificultando um maior conforto nas escalas de abate

O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes, de acordo com a consultoria Safras. “O ambiente de negócios ainda sugere pela manutenção dos preços, em linha com a relutância dos frigoríficos em reajustar seus preços”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. A oferta de animais terminados permanece restrita, dificultando um maior conforto nas escalas de abate. “Para a primeira quinzena do mês, com a expectativa de uma maior demanda aumenta a possibilidade de reajustes, mesmo que isso ocorra de maneira pontual. As exportações permanecem positivas no decorrer do mês de julho, com uma atuação bastante marcante da China”, complementa. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista subiram de R$ 219 para R$ 220.  Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 216 a arroba. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 210 a arroba. Em Goiânia (GO), continuaram em R$ 210 a arroba. Já em Cuiabá (MT), seguiram em R$ 198 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram entre estáveis a mais altos. O ambiente de negócios sugere por um movimento mais consistente de alta no decorrer da primeira quinzena de agosto, avaliando o processo de retomada em importantes centro de consumo, a exemplo da cidade de São Paulo. “A celebração relativa ao Dia dos Pais também produz efeito positivo sobre o consumo”, afirma Iglesias. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 12,30 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro subiu de R$ 14 por quilo para R$ 14,10 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Valorizações no mercado de sebo bovino

A boa demanda por sebo bovino, principalmente para a produção de biodiesel, resultou em valorização da gordura animal

No Brasil Central, segundo levantamento da Scot Consultoria, a gordura animal está cotada, em média, em R$3,45/kg, segundo levantamento da Scot Consultoria. Alta de 1,5% frente a semana anterior. No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado, em média, em R$3,75/kg. Valorização de 5,3% na mesma comparação. Para o curto prazo, a expectativa é de manutenção do cenário de demanda aquecida e cotações firmes.

SCOT CONSULTORIA

Auditoria que definirá retirada da vacinação contra aftosa no RS ocorrerá em agosto

Mapa deverá avaliar o cumprimento de 18 apontamentos levantados durante a auditoria realizada no ano passado

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul informou na segunda-feira, 27 de julho, que irá receber auditores do Ministério da Agricultura entre os dias 4 e 5 de agosto para que o Estado consiga o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação. Nestas datas, o ministério deverá avaliar o cumprimento dos 18 apontamentos levantados durante a auditoria realizada no ano passado. “Das 18 recomendações do ministério, faltam atender apenas duas, que já estão em fase final de cumprimento. A montadora vencedora da licitação de 72 veículos para o Estado já está enviando o cronograma de entrega, e o pregão para contratação de 150 auxiliares administrativos deve começar a receber propostas a partir de 4 de agosto. Então, mesmo que a auditoria acontecesse hoje, seríamos bem avaliados porque o ministério vai comprovar que o governo estadual fez todos os movimentos necessários para a conquista da retirada da vacinação contra a aftosa”, afirma Covatti Filho, Secretário de Agricultura do Estado. O auditor Gilson Renato Evangelista de Souza contou que, no início de julho, foi realizada uma pré-avaliação do ministério na secretaria. “Verificamos que os 18 itens estão com andamento bastante adequado e em fase final de atendimento. A auditoria de agosto vai averiguar o andamento das metas da secretaria, considerando o pleito para evolução de status sanitário junto à Organização Mundial de Saúde Animal, a OIE”, disse. O Presidente do Fundesa, Rogério Kerber, ressaltou as vantagens que a retirada da vacinação contra a febre aftosa trará para os produtores rurais do Estado. “Canadá já começa a sinalizar negociação de carne bovina com o Brasil, e quem sabe o Rio Grande do Sul poderá se sentar à mesa e negociar com este importante mercado e outros mais. Será uma nova perspectiva para todo o Estado”, afirma.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar fecha perto da estabilidade com dados positivos

O dólar fechou praticamente estável ante o real na terça-feira, depois de chegar a subir 0,9% na máxima da sessão, com investidores voltando as atenções para dados melhores da economia brasileira e para apostas sobre política monetária

O dólar à vista teve variação negativa de 0,02%, a 5,1572 reais na venda. Na máxima, a cotação subiu 0,91%, a 5,2053 reais, e na mínima cedeu 0,42%, a 5,1367 reais. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,22%, a 5,1585 reais, às 17h20, após máxima de 5,2050 reais. O dólar se manteve longe das máximas ao longo da tarde, depois de o Caged mostrar desaceleração no ritmo de perdas de postos de trabalho com carteira assinada em junho ante os meses anteriores. Houve fechamento de 10.984 vagas formais de trabalho no mês passado, bem abaixo das previsões do mercado e dos números de março (-259.917), abril (-918.286) e maio (-350.303). A melhora em alguns indicadores recentes é, para analistas do Bank of America, argumento para o Banco Central não cortar a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima semana. O BofA cita também piora do lado fiscal como justificativa para estabilidade dos juros.

A manutenção da Selic em 2,25% iria de encontro às apostas refletidas na curva de DI, de redução de 0,25 ponto. A pausa nos cortes poderia dar suporte à taxa de câmbio, uma vez que interromperia a diminuição dos retornos da renda fixa brasileira comparativamente a seus pares emergentes. Nesta quarta, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) anuncia sua decisão de política monetária, com expectativa de estabilidade nos juros básicos por lá entre zero e 0,25%. Mas, apesar dos dados, que refletem sobra de dólares no Brasil, Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), fez ponderação. A despeito dos superávits, “o real não ficou abaixo de 5,00 por dólar, uma prova de quão desafiadores os mercados ainda são para os emergentes”, disse. O dólar chegou a ficar abaixo de 5 reais no começo de junho, mas não se sustentou nesse patamar.

REUTERS 

Ibovespa recua em meio a cautela no exterior

O Ibovespa fechou em leve queda na terça-feira, com a hesitação nas bolsas no exterior endossando movimentos de realização de lucros, enquanto Carrefour Brasil subiu após resultado trimestral e Cogna disparou em meio a expectativas para o IPO de sua subsidiária de educação básica.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa cedeu 0,35%, a 104.109,07 pontos. O volume financeiro da sessão somou 26,75 bilhões de reais. O declínio veio após alta de 2% na véspera, ampliando a alta do Ibovespa em julho a quase 10%. No exterior, senadores republicanos nos EUA anunciaram na véspera pacote de 1 trilhão de dólares contra efeitos econômicos do coronavírus, que foi elaborado com a Casa Branca, com o prazo alguns benefícios anteriores terminando nesta semana. Mas a proposta provocou reação dos democratas, que a consideraram muito limitada em comparação com a proposta de 3 trilhões de dólares aprovada na Câmara dos Deputados em maio, e de alguns republicanos, que a consideraram muito cara. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,65%, com resultados trimestrais abaixo do esperado e o enfraquecimento da confiança do consumidor também pesando, antes do desfecho da reunião de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira.

REUTERS

Corte de empregos é recorde no semestre

O Brasil fechou 10.984 vagas formais de trabalho em junho, numa piora na comparação com a abertura de 48.436 postos em igual mês do ano passado, mas desacelerando o ritmo de perdas frente aos meses anteriores, quando o impacto da crise do coronavírus afetou frontalmente as estatísticas

Este foi o pior junho do Caged desde 2016, quando houve encerramento de 91.032 vagas. A maior perda foi registrada no setor de serviços, com fechamento de 44.891 postos em junho. Comércio e indústria também registraram desempenhos negativos, com encerramento de 16.646 e 3.545 vagas, respectivamente. Já a agricultura abriu 36.836 empregos formais, ao passo que na construção o número ficou no azul em 17.270 vagas. Em 2020, os dados também vieram negativos em março (-259.917), abril (-918.286) e maio (-350.303), na esteira da paralisia econômica vivida pelo país com as medidas de isolamento social adotadas para frear a contaminação pelo Covid-19. “Frente a tudo isso que passamos, o número (de junho) é absolutamente positivo”, afirmou o Secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. No acumulado do primeiro semestre, foram fechados 1.198.363 postos, na série com ajustes, na performance mais fraca para o período da série iniciada em 2010 disponibilizada pelo Ministério da Economia. No mesmo período de 2019, foram abertas 408.500 vagas. Ele afirmou ainda que os números do Caged já demonstram “claramente” que a recuperação em V no pós-crise é “muito possível”, dado que o mercado de trabalho já está reagindo. Bianco também frisou a importância do Bem, benefício pago pelo governo aos que têm redução de jornada ou contrato de trabalho suspenso, para preservação dos empregos, ressaltando que já foram feitos até o momento cerca de 15 milhões de acordos. Destes, 1,5 milhão de novos acordos foram celebrados após a edição do decreto que autorizou a prorrogação da medida. Já considerando o novo prazo de vigência, Bianco afirmou que a expectativa é que o custo fiscal do Bem fique por volta dos 51 bilhões de reais originalmente estimados.

REUTERS 

Produção de grãos e carnes deve crescer mais de 20% em dez anos

Conforme o Ministério da Agricultura, país manterá protagonismo nas exportações

A produção brasileira de grãos deverá aumentar 27% na próxima década, a partir de um incremento de 16% da área plantada e de ganhos de produtividade. É o que aponta um estudo do Ministério da Agricultura com projeções para o agronegócio até 2030. O levantamento também prevê aumentos de 16% na produção de carne bovina, de 27% na de carne suína e de 28% na de carne de frango, e avanço das exportações das principais cadeias produtivas do campo. O relatório ressalta que o cenário para a agropecuária brasileira é positivo sobretudo depois que, mesmo nesses tempos de pandemia, a safra de grãos e a produção e distribuição das proteínas foram pouco afetadas – embora algumas cadeias, como a de hortifrútis, tenham sido bastante prejudicadas. No novo cenário traçado pelo ministério para a próxima década, o Brasil vai saltar das 250,9 milhões de toneladas de grãos colhidas nesta safra 2019/20, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para 318,3 milhões de toneladas. Soja, milho (segunda safra) e algodão vão puxar o crescimento. No total, a área plantada de grãos deverá crescer de 65,5 milhões de hectares para 76,4 milhões em 2029/30 – a área de soja deverá crescer 9,7 milhões de hectares, para 46,6 milhões, enquanto a tendência é de queda para produtos básicos como arroz e feijão. Já a Produtividade Total dos Fatores (PTF) deverá subir 2,93% ao ano até 2030. Essa média é resultado da análise das tendências de redução de mão de obra ocupada, de ganhos de rendimento e de aumento do uso de capital. “Mesmo nas áreas de fronteira, a produtividade vai puxar o crescimento, não a área. Mesmo quando usamos um indicador mais completo para a produtividade, a taxa prevista é elevada”, afirma José Garcia Gasques, Coordenador-Geral de Avaliação de Política da Informação do Ministério da Agricultura.

VALOR ECONÔMICO 

Agropecuária tem o melhor desempenho em geração de empregos no ano

Setor encerrou o primeiro semestre com saldo positivo de 62 mil vagas

A agropecuária brasileira encerrou o primeiro semestre do ano com a geração de 62.633 empregos com carteira assinada. O número integra o mercado de trabalho nas áreas de agricultura, pecuária, produção florestal e pesca e aquicultura. Entre janeiro e junho deste ano, foram 437.999 admissões e 375.366 demissões, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Foi o melhor desempenho na primeira metade do ano entre todos os setores da economia, em meio ao cenário de retração provocado pela pandemia de coronavírus. Quem perdeu mais empregos formais no primeiro semestre foi o segmento de serviços, com 3.034.508 contratações, 3.542.216 demissões e saldo negativo de 507.708. Entre os segmentos que compõem cada setor analisado pelo Ministério da Economia, alguns tiveram destaques positivos. Considerando só o mês de junho, a agropecuária também foi o setor que mais gerou empregos formais no Brasil. Foram 36.836 vagas (83.241 contratações e 46.405 demissões). O mês passado foi o melhor no mercado de trabalho no setor neste ano, seguido por janeiro (16.666 vagas), maio (15.995) e fevereiro (5.524). Já em março (-7.171) e abril (-5.217), houve mais demissões do que contratações na agropecuária brasileira.

GLOBO RURAL

EMPRESAS

Minerva limita efeito do câmbio e passa de prejuízo para lucro no 2ºtri

A Minerva Foods reportou lucro líquido de 253,4 milhões de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 113,3 milhões um ano antes, com desempenho operacional recorde, refletindo a política de hedge

“A estratégia de hedge evitou um efeito negativo de 437 milhões de reais sobre a dívida líquida do trimestre”, disse a jornalistas o Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Minerva, Edison Ticle, em videoconferência na terça-feira. No trimestre, a moeda norte-americana atingiu um pico, perto de 6 reais, e chegou a acumular valorização superior a 30% no ano, diante da turbulência na esteira da pandemia da Covid-19. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu 590,2 milhões de reais, recorde para um segundo trimestre, alta de 62% no comparativo anual e margem Ebitda recorde de 13,4%, alta de 4,4 pontos percentuais ano a ano. Com isso, a alavancagem líquida do trimestre, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses foi de 2,6 vezes, menor patamar dos últimos 12 anos. Em dólar, a alavancagem líquida encerrou o trimestre em 2,2 vezes. “(Com o hedge) a dívida da companhia ficou praticamente estável na passagem de trimestre e a alavancagem caiu porque o Ebitda subiu mais de 60%”, afirmou Ticle. “O grande brilho do trimestre é sem dúvida nenhuma o resultado operacional”. O Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, destacou que a pandemia veio em “ondas” entre países fornecedores e consumidores de proteína animal, com mercados muito mais voláteis, o que exigiu que a companhia se adequasse de forma mais rápida. No trimestre, a Divisão Brasil da Minerva abateu cerca de 344,1 mil cabeças de gado, queda de 16,2% no comparativo anual, com uso da capacidade de 63,2%, ante 76,7% um ano antes. “A redução na utilização de capacidade explica-se pela implementação das medidas de segurança no interior das fábricas, para atender as normas de combate à Covid-19”, disse a empresa. Desta forma, o volume consolidado de abate da Minerva —incluindo as operações da subsidária Athena Foods na América do Sul— atingiu 752,2 mil cabeças no período, redução de 12,2% com taxa de uso da capacidade caindo de 76% para 69,7% em um ano. “Ainda assim, tivemos o melhor segundo trimestre da história”, disse Queiroz. A receita líquida da Minerva atingiu 4,4 bilhões de reais no período, crescimento de 9,3% na variação anual. A receita bruta de 4,625 bilhões, representou alta de 8,3%, puxada pelo mercado externo, que avançou 16%, para 3,34 bilhões de reais.

REUTERS 

Gestora norueguesa Nordea decide excluir ações da JBS do portfólio

A Nordea Asset Management decidiu excluir ações da JBS de todos os seus fundos neste mês, citando o histórico ambiental da processadora de carne e suas ações no combate à pandemia de Covid-19

A Nordea afirmou que a decisão de excluir as ações da JBS, avaliadas em 40 milhões de euros, foi tomada depois de um período de contato com a empresa que acabou não produzindo resultado satisfatório. “Sempre dizemos que preferimos entrar em contato com a empresa em vez de apenas começar a excluir tudo”, disse Eric Pedersen, diretor de investimentos responsáveis do Nordea, à Reuters por telefone. A Nordea, que tem cerca de 215 bilhões de euros em ativos sob gestão, tem pequenas participações em outras duas processadoras de carne do Brasil, Marfrig e Minerva. Embora estas empresas não sejam o tipo preferido de investimento da Nordea, os fundos da empresa investem nelas porque são parte do Ibovespa, afirmou o executivo. A JBS não comentou a decisão da Nordea, mas afirmou que lamenta que não foi contatada pelo fundo recentemente para que pudesse apresentar evidência de transparência em suas relações e da sustentabilidade de suas operações. As ações da JBS encerraram o dia em alta de 1,2% na B3, enquanto o Ibovespa teve baixa de 0,35%.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS

Myanmar abre mercado para carne suína do Brasil; BRF e Aurora veem oportunidade

Frigoríficos do Brasil ganharam autorização para exportar carne suína para Myanmar, disseram na terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Ministério da Agricultura

Segundo a pasta, o governo brasileiro recebeu o comunicado das autoridades sanitárias de Myanmar com o aceite da proposta de modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para respaldar as exportações brasileiras de carne suína e seus produtos para aquele mercado. “(Sendo assim) todos os estabelecimentos brasileiros registrados no Mapa, no âmbito do Serviço de Inspeção Federal (SIF), estão considerados aptos a exportar carne e produtos cárneos de suínos para Myanmar”, afirmou a pasta. O Presidente da ABPA, Francisco Turra, ressaltou em comunicado que Myanmar é uma das nações da Ásia que tem sofrido com perdas geradas pela peste suína africana, com impacto direto na oferta local de proteína animal. “Neste contexto, o Brasil, que já é parceiro do país asiático para o abastecimento de carne de frango, agora consolida sua posição também no setor de suínos”, disse o executivo.

Com 53 milhões habitantes, a população de Myanmar tem consumo per capita médio de 17,5 quilos anuais de carne suína, informou a ABPA. A BRF informou que já embarca frango para o Myanmar e vê com otimismo a abertura para o segmento de suínos. “Considerando o aumento do consumo de proteína no sudeste asiático, por conta do crescimento econômico, bem como o impacto da peste suína africana nos rebanhos locais, trata-se de uma oportunidade interessante para a BRF nesta região asiática.” Na mesma linha, a cooperativa Aurora Alimentos, uma das principais exportadoras de suínos do país, disse que vai se apresentar ao ministério como interessada em acessar o Myanmar. “A Aurora deve participar, sim, desse novo mercado”, estimou.

REUTERS

441 novos surtos de peste suína foram notificados no mundo entre 10 e 23 de julho

De acordo com a OIE, surtos novos ou em andamento foram registrados em 25 países

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) informou que 441 novos surtos de peste suína africana foram notificados no mundo entre os dias 10 de julho e 23 de julho, ante 603 novos casos verificados no levantamento anterior. Já o número total de surtos em andamento caiu de 7.043 para 7.030, sendo 3.542 somente na Romênia e outros 1.472 no Vietnã. Dos novos surtos, 427 foram notificados pela Europa e outros 14 na Ásia. Os dados foram publicados em levantamento quinzenal divulgado na sexta-feira. De acordo com a OIE, surtos novos ou em andamento foram registrados em 25 países. Na Europa, Bulgária, Grécia, Hungria, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia e Ucrânia ainda apresentam a incidência da doença. Na Ásia, China, Índia, Indonésia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Laos, Mianmar, Papua Nova Guiné, Filipinas, Rússia, Timor Leste e Vietnã têm casos em andamento. Já na África, Namíbia, Nigéria e África do Sul reportam a presença do vírus. No período de cobertura do levantamento, foram notificadas perdas de 13.071 animais, número inferior ao reportado no boletim anterior, de 17.565 animais eliminados. A maior parte desse número foi observada na Europa, com abate sanitário de 11.950 animais, sobretudo na Romênia, onde 11.564 animais foram perdidos, e na Rússia, que descartou 1.144 suínos. Na África, a Nigéria alterou a forma de divulgação dos dados, que não podem mais ser quantificados devido ao formato dos relatórios.

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