CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1287 DE 28 DE JULHO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1287| 28 de julho de 2020

 

NOTÍCIAS

Alta na cotação da carne bovina no atacado

Pela quinta semana consecutiva, os preços da carne sem osso subiram no atacado. A alta foi de 0,3% na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria na última semana. No período de 30 dias a valorização foi de 2,1%

Destaque para os cortes do dianteiro, que apresentaram alta de 0,8% frente à valorização de 0,2% registrada nos cortes do traseiro, em sete dias. Na comparação anual, o aumento foi de 22,9% na média de todos os cortes pesquisados. A maior valorização vai novamente para o dianteiro, com um aumento de 32,0%, frente a 20,3% nos cortes do traseiro.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: preços firmes no início da semana

Em São Paulo, parte dos frigoríficos estava fora das compras na última segunda-feira (27/7) e a cotação foi a mesma vigente na sexta-feira (24/7)

Tanto compradores quanto vendedores estiveram devagar nas negociações, aguardando definição do mercado para traçar as estratégias de compras e de venda da semana. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$220,00/@ à vista e R$222,00/@ a prazo sem descontar os impostos. Para os animais mais jovens, até quatro dentes, o “boi China”, a cotação é de R$225,00/@ bruto e à vista. O quadro é de manutenção de preços em boa parte das praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria. Embora o cenário seja de calmaria, a expectativa é de preços firmes ao longo da semana, com possíveis valorizações em função das escalas de abate enxutas e à virada do mês dando fôlego ao mercado.

SCOT CONSULTORIA 

Preços da arroba do boi gordo se mantêm estáveis nesta segunda

Segundo consultoria, muitos frigoríficos ainda estão ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para utilizar no restante da semana

O mercado físico de boi gordo iniciou a semana com preços firmes, de acordo com a consultoria Safras. “Muitos frigoríficos ainda estão ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para utilizar no restante da semana”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. No geral, a oferta de animais terminados permanece restrita no mercado doméstico. “Importante destacar que há maior otimismo em relação à primeira quinzena de agosto, período que conta com o adicional de consumo do Dia dos Pais. Enquanto isso, as exportações encerram o mês de julho apresentando bom desempenho, atenção ao movimento da China em impor normas mais duras em relação a presença de Covid-19 no chão de fábrica”, afirma. a capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 219 por arroba. Em Uberaba (MG), seguiram em R$ 216 por arroba. Em Dourados (MS), permaneceram em R$ 210 por arroba. Em Goiânia (GO), mantiveram-se em R$ 210 por arroba. Já em Cuiabá (MT), continuaram em R$ 198 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram entre estáveis a mais altos. O sentimento positivo entre os frigoríficos se acentua com a retomada das atividades em São Paulo, maior centro consumidor nacional de carne bovina. Com isso, a ponta de agulha passou de R$ 12,10 o quilo para R$ 12,30 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14,00 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Auditores tentam barrar atuação de veterinários privados nos frigoríficos

Sindicato da categoria entra na Justiça contra decreto do governo que permite as contratações

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Agropecuários (Anffa Sindical) entrou com uma ação na justiça contra um decreto do governo federal que reformulou a estrutura do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e permitiu a contratação de médicos veterinários privados para atividades de análise ante e post mortem em abatedouros. Segundo o Anffa, o decreto “fragiliza as atividades de fiscalização e inspeção dos produtos de origem animal, o que expõe risco à segurança sanitária e agropecuária nacional e, consequentemente, à saúde de toda a população brasileira”. A entidade critica a possibilidade de contratação de agente de inspeção sem concurso público e diz que a prática vai contra a Constituição e a legislação vigentes. Segundo o decreto, a inspeção ante mortem e post mortem de animais tem de ser realizada obrigatoriamente por um médico veterinário integrado à equipe do SIF, mas não necessariamente servidor concursado. Profissionais privados já podiam ser admitidos temporariamente ou cedidos por órgãos municipais ou estaduais para atuar no âmbito do SIF. O decreto estendeu a possibilidade para contratação de veterinários por intermédio de um serviço social autônomo, o que ainda deve ser criado ou regulamentado. Para o sindicato da categoria, a medida significa a “quarteirização da atividade de inspeção e fiscalização agropecuária”. O Anffa elaborou uma nota jurídica na qual defende que “as atribuições legais privativas de seus cargos estão na iminência de serem usurpadas por profissionais não investidos na respectiva carreira, contratados sob modalidades antijurídicas, conforme autorização ilegal e inconstitucional conferida pela nova norma, que dispõe sobre a inspeção ante mortem e post mortem de animais”. A Ação Coletiva foi protocolada na 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal e pede que a União não cumpra a determinação do decreto 10.419/2020 assinado pelo Presidente Jair Bolsonaro e os Ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Agricultura, Tereza Cristina, no dia 7 de julho.

VALOR ECONÔMICO

Exportação das carnes nas quatro primeiras semanas de julho

As exportações das três carnes registraram melhora na quarta semana de julho

Em comparação com à média diária registrada um ano atrás, a carne bovina registra incremento de volume de quase 30%. Uma semana atrás a variação permanecia inferior a 27%. E a carne suína, que até a terceira semana registrava incremento de 53%, agora sinaliza expansão muito próxima dos 60%. Por sua vez, o índice negativo da carne de frango, anteriormente superior a 6%, agora está abaixo de 5,5%. Mantida a mesma média registrada nos 18 dias anteriores, as exportações de carne suína e bovina estarão atingindo novo recorde, com volumes de, respectivamente, 97.856/t e 174.320/t. E a carne de frango, embora sinalizando redução da ordem de 5,5%, alcançará volume mensal ligeiramente superior a 350 mil toneladas: 7% a mais que a média registrada nos seis primeiros meses do ano.

AGROLINK                

ECONOMIA

Ibovespa sobe 2% com aposta em mais estímulos nos EUA e antes de balanços

O Ibovespa fechou em alta de 2% na segunda-feira, retomando o patamar de 104 mil pontos, com papéis de bancos e ações de mineração e siderurgia entre os destaques, começando no azul uma semana com agenda carregada de balanços e expectativas de mais estímulos para a economia norte-americana

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,05%, a 104.477,08 pontos. O volume financeiro da sessão somou 28,45 bilhões de reais. “Investidores operam na ponta compradora com a expectativa de um novo pacote de estímulos econômicos contra o coronavírus discutido no Congresso dos Estados Unidos”, destacou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. Nos EUA, senadores republicanos corriam para concluir os detalhes de um pacote de um trilhão de dólares elaborado com a Casa Branca e esperado para ser divulgado no final desta segunda, com o prazo de muitos benefícios em decorrência à pandemia previsto para expirar nesta semana. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,74%, tendo no radar balanços de empresas como Apple, Amazon.com, Facebook e Alphabet nos próximos dias, com o aumento de casos do Covid-19 nos EUA e a tensão EUA-China ficando momentaneamente em segundo plano. No Brasil, a temporada de resultados do segundo trimestre de empresas do Ibovespa começou bem com Weg e Hypera, e nesta semana segue com nomes como Vale, Petrobras, Bradesco e Ambev.

REUTERS 

Dólar fecha abaixo de R$5,20 com expectativa global por estímulos

O dólar começou a última semana de julho em queda contra o real, espelhando movimento observado nos mercados globais de câmbio em meio a um dia de apetite por risco por expectativas de mais estímulos à economia mundial

O dólar à vista caiu 0,94%, a 5,1583 reais na venda na segunda-feira. A cotação firmou baixa na parte da tarde, quando marcou mínima de 5,152 reais (-1,06%). Na máxima, alcançada pela manhã, a divisa foi a 5,225 reais (+0,35%). Em julho, o dólar cede 5,18%, a caminho da maior queda mensal de 2020. No ano, porém, sobe 28,54%. Na B3, o dólar futuro tinha queda de 1,37% às 17h02, para 5,1625 reais.

REUTERS

Economistas veem contração menor da economia este ano

O mercado passou a ver contração de 5,77% da economia brasileira neste ano, na quarta semana seguida em que os economistas melhoraram a previsão, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira

Na semana anterior, a projeção era de que o Produto Interno Bruto (PIB) sofreria em 2020 recuo de 5,95%. Para 2021 permanece a expectativa de um crescimento econômico de 3,50%. Os especialistas consultados no levantamento mensal também ajustaram seu cenário para a inflação, vendo alta do IPCA este ano de 1,67%, de 1,72% antes. Para 2021 a projeção é de inflação de 3,0%, sem alterações. O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Também não houve mudança nas perspectivas para a taxa básica de juros, com a Selic calculada em 2,0% este ano e em 3,0% em 2021. Por sua vez, o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, fez ajustes no seu cenário, vendo a Selic a 1,88% em 2020 e a 2,25% em 2021, respectivamente de 2,0% e 2,38% na semana anterior.

REUTERS

EMPRESAS 

Jornal liga JBS a compra de gado de área desmatada na Amazônia

Reportagem do “The Guardian” flagra irregularidade em fornecedor indireto da empresa

A multinacional JBS foi mais uma vez ligada ao abate de animais vindos de fazendas em que há desmatamento ilegal na Amazônia. Segundo o jornal inglês “The Guardian”, que fez uma investigação conjunta com o Repórter Brasil e o Bureau de Jornalismo Investigativo, fotos tiradas por um motorista de um caminhão da JBS no verão passado indicam o transporte de gado de uma área embargada após multa por desmatamento ilegal para uma fazenda sem pendências a partir da qual o gado foi vendido para a empresa. “Isso parece indicar que a JBS está em contato com pelo menos um fornecedor indireto multado por desmatamento”, afirma a reportagem. Conforme o “The Guardian”, as fotos foram postadas pelo motorista em uma rede social. Identificam a propriedade irregular como a Fazenda Estrela do Aripuanã, de Ronaldo Venceslau Rodrigues da Cunha, de os animais seriam levados a outra fazenda do mesmo proprietário, a 300 quilômetros de distância. Ele foi multado em 2012 em R$ 2,2 milhões por desmatar floresta nativa na Estrela de Aripuanã e a propriedade tem 1.455 hectares embargados pelo Ibama. Recentemente, a ONG Anistia Internacional também denunciou o envolvimento da empresa com a compra de gado criado ilegalmente em territórios indígenas em um relatório. Procurada, a JBS afirmou, em nota, que “não compra gado de fazendas envolvidas em irregularidades e adota uma abordagem inequívoca de desmatamento zero em toda a sua cadeia de suprimentos” Segundo a empresa, “o serviço de logística e transporte fornecido e executado, de forma independente, deve atender às mesmas políticas de sustentabilidade da empresa, incluindo o bloqueio das fazendas que não estejam em conformidade com essas políticas”. Nesse sentido, diz a JBS, “as informações mencionadas pela reportagem sobre o transporte de gado entre fazendas/clientes não refletem os padrões operacionais da empresa que iniciou uma avaliação sobre esse tema e que se encontra em andamento”.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

China habilita três plantas brasileiras para embarque de pescados

Ao todo, 110 empresas já receberam autorização para enviar produtos aos chineses

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Orlando Ribeiro, confirmou ao Valor que a China habilitou hoje mais três plantas brasileiras para exportação de pescados ao país asiático. Ao todo, 110 empresas já receberam autorização para enviar produtos aos chineses. “É uma demanda que há muito não evoluía e agora se tornou realidade, trazendo possibilidades de mais comércio, empregos e renda para milhares de trabalhadores da aquicultura e pesca nacionais”, afirmou nas redes sociais o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior. Apesar das habilitações, as exportações de pescados ainda não deslancharam. O Brasil exporta cerca de 6 mil toneladas de peixes, produtos e subprodutos anualmente, com US$ 12 milhões em negócios. As vendas externas aumentaram 26% de 2018 para 2019. A produção foi de 758 mil toneladas no ano passado. A tilápia é o carro-chefe dos negócios internacionais, com alta de 19% no volume exportado em 2019.

VALOR ECONÔMICO 

China compra 1 milhão de toneladas de carne bovina entre janeiro e junho

Somente em junho, o país asiático importou 180 mil toneladas de carne do exterior – alta de 32,1% na comparação anual

As importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 900 mil toneladas em junho deste ano, volume 74,4% maior do que o adquirido em igual mês do ano anterior, informou o Departamento de Alfândegas da China (GAAC, na sigla em inglês). A despesa com a importação do produto também aumentou 74%, atingindo US$ 2,68 bilhões no mês. Em relação a maio, as compras do produto avançaram 9,75% em volume. No primeiro semestre deste ano, o país asiático importou 4,75 milhões de toneladas de carnes e miúdos. As importações de carne suína somaram 400 mil toneladas em junho, volume 128,4% superior ao comprado em igual mês do ano passado. Em valor, o aumento foi de 191,1%, para US$ 1,068 bilhão. No acumulado do ano, o país asiático comprou 2,12 milhões de toneladas de carne suína. De carne bovina, o país asiático importou 180 mil toneladas em junho, alta de 32,1% na comparação anual. O valor desembolsado com o produto foi 30,3% maior, de US$ 830,21 milhões. De janeiro a junho deste ano, a China comprou 1 milhão de toneladas de carne bovina do exterior. O aumento das importações chinesas de carnes ocorre em meio à crise que o país enfrenta na procura de alternativas para o suprimento de proteína animal, como consequência da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) que dizimou o seu rebanho nos últimos dois anos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que as importações de carne suína pela China devem aumentar 57% neste ano para o recorde de 3,9 milhões de toneladas. De carne bovina, o USDA projeta que o país asiático importe 2,5 milhões de toneladas até o fim deste ano – 15% a mais que no ano passado.

ESTADÃO CONTEÚDO

ABRAFRIGO 

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3088 8124 

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment