CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1286 DE 27 DE JULHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1286| 27 de julho de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado sustentado

Em São Paulo, na última sexta-feira (24/7), a arroba do boi gordo subiu 0,9% na comparação feita dia a dia, o que significa alta de R$2,00/@, segundo levantamento da Scot Consultoria

Desta forma, a cotação do boi ‘’comum’’, destinado ao mercado interno ficou em R$220,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$219,50/@, com desconto do Senar, e R$216,50/@ com desconto do Funrural e Senar. Para boiadas que atendem os requisitos do mercado chinês, o macho de até trinta meses e novilhas, os preços giraram em torno de R$225,00/@ e R$213,00/@, respectivamente, bruto à vista. Nas demais regiões do país, a dificuldade em originar a matéria-prima continua sendo um limitante para os frigoríficos. Em curto prazo, a expectativa é de um cenário de cotações firmes, associado a oferta limitada de boiadas, exportações colaborando e a proximidade da virada do mês, dando sustentação ao mercado.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: preços recuaram na semana, mas mercado já ensaia reação

Segundo analista da Safras, em um cenário de oferta apertada, já está se evidenciando um movimento de retomada das cotações vigentes nas semanas anteriores

Os preços do boi gordo apresentaram uma pequena correção para baixo na última semana nas principais praças de produção e comercialização do Brasil, de acordo com a consultoria Safras. “Em um cenário de oferta apertada, já está se evidenciando um movimento de retomada dos preços vigentes nas semanas anteriores”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a demanda de exportação permanece positiva ao longo do mês, com uma participação bastante efetiva da China no mercado internacional de proteína animal. O país continua com déficit neste setor, com o rebanho suíno dizimado por surtos de peste suína africana. “Já para a primeira quinzena de agosto, é grande o otimismo em relação ao consumo doméstico de carne bovina no Brasil, avaliando a celebração do Dia dos Pais como elemento motivador da demanda”, afirma. A data é, ao lado do Ano-Novo, um dos grandes pontos de pico de consumo de carne bovina do ano. Veja a diferença dos preços nos fechamentos de 17 e 24 de julho:

São Paulo: caiu de R$ 221 para R$ 219

Uberaba (MG): caiu de R$ 217 para R$ 216

Dourados (MS): caiu de R$ 212 para R$ 210

Goiânia (GO): caiu de R$ 211 para R$ 210

Cuiabá (MT): permaneceu estável em R$ 198

Os embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 390,479 milhões em julho (13 dias úteis). A quantidade total exportada pelo país chegou a 95,375 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.094,10. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve ganho de 30,21% no valor, alta de 26,69% na quantidade e avanço de 2,77% no preço médio.

AGÊNCIA SAFRAS 

Demanda fraca e preços do couro andando de lado

A demanda pelo produto segue baixa, tanto no mercado interno quanto no mercado externo

Do lado da exportação, até a terceira semana do mês, o Brasil exportou 21,67 mil toneladas de couro, volume 30,3% menor comparado ao mesmo período do ano passado (Secex). Para o curto prazo a expectativa é de que o mercado siga com os preços andando de lado. No Brasil Central, considerando o preço médio da semana, o couro verde está cotado em R$0,40/kg, para o produto de primeira linha. No Rio Grande do Sul, o couro verde comum está cotado em R$0,60/kg. Estabilidade ante a semana anterior.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA 

Dólar tem maior queda semanal desde começo de junho, mas sob intensa volatilidade

O dólar fechou a volátil sessão da sexta-feira em leve queda, depois de subir quase 0,8% mais cedo, com o vaivém nos preços da moeda seguindo um dia instável nos mercados internacionais, em meio a temores sobre as relações entre Estados Unidos e China

O dólar à vista BRBY caiu 0,14%, a 5,207 reais na venda. Na semana, o dólar perdeu 3,26%, a mais forte desde a semana finda em 5 de junho. Em julho, a cotação recua 4,28%, mas ainda dispara 29,76% em 2020. Na B3, o dólar futuro DOLc1 rondava estabilidade, a 5,2140 reais, às 17h27. No exterior, o dólar =USD bateu mínimas em quase dois anos, com avaliações de que a economia norte-americana pode perder ritmo em sua recuperação diante do aumento de casos de Covid-19 no país. Esse temor voltou a pressionar as bolsas, além dos receios de potenciais impactos econômicos decorrentes de tensões EUA-China. O noticiário cauteloso no exterior corroborou a volatilidade do câmbio no Brasil. O dólar oscilou no dia entre alta de 0,76%, a 5,2541 reais, e queda de 1,03%, a 5,1609 reais. O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, afirmou que a volatilidade cambial incomoda e está sendo estudada pela autoridade monetária, mas que há entendimento de que os instrumentos dos quais o BC dispõe não são adequados para atuar nesse sentido. O IPCA-15 de julho, divulgado nesta sexta e que veio abaixo do esperado, também foi citado como elemento a embaralhar os movimentos do câmbio, uma vez que deu argumentos para quedas nas taxas de juros futuros negociadas na B3—movimento que, em tese, reflete mais apostas de cortes da Selic. Roberto Campos, gestor sênior de câmbio na Absolute Investimentos, avaliou que a narrativa de que a volatilidade cambial é fruto do patamar da Selic é “uma tese ainda não provada”, mas contribui para afastar das operações cambiais investidores apegados a fundamento, o que abre espaço para maior influência de posições de curtíssimo prazo, geralmente de maior volatilidade. “Então vira um mercado de day trade, de muito gráfico, técnico”, disse. “O que se tem de não volátil é o entendimento de que o real seguirá volátil”, completou.

REUTERS

Ibovespa estável em sessão de ajustes e antes de bateria de balanços

O Ibovespa fechou estável na sexta-feira, com a alta de Ambev e Suzano atenuando entre os destaques positivos, em meio a embolso de lucros antes da temporada de resultados ganhar tração nesta semana

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa terminou com variação positiva de 0,09%, a 102.381,58 pontos, mas contabilizando a primeira perda semanal do mês, de 0,49%. No pior momento do dia, caiu a 100.858,76 pontos. O volume financeiro na sessão somou 27,2 bilhões de reais. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 0,6%, com receios sobre as relações entre os Estados Unidos e a China somando-se a preocupações como ritmo da recuperação da economia norte-americana, em sessão de queda no setor de tecnologia. “O Ibovespa está em um movimento normal de realização de lucros, as pessoas que tiveram ganhos estão resgatando este dinheiro”, afirmou o analista Fernando Góes, da Clear Corretora. Com base na análise gráfica do Ibovespa, ele avalia que o Ibovespa deve se manter entre os 100 mil e 98 mil pontos, que são suportes fortes e podem ser pontos de compra de ações. Nesta semana, cerca de 20 empresas do Ibovespa divulgam balanços do segundo trimestre, que experimentou o momento mais agudo da crise econômica deflagrada pela pandemia da Covid-19. Entre elas estão Vale, Petrobras, Ambev e Bradesco.

REUTERS

China respondeu por 40% das exportações brasileiras no primeiro semestre

De acordo com o levantamento realizado pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, para cada US$ 1 exportado para os EUA, quase US$ 7 são exportados para a China

A China respondeu por 40% das exportações agrícolas brasileiras no primeiro semestre deste ano, segundo levantamento realizado pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura. De janeiro a junho deste ano, foram gerados US$ 20,5 bilhões com as vendas de produtos agrícolas para os chineses. “Em 2020 a participação da China nas exportações do agro foi recorde”, destaca o relatório. Na sequência, entre os principais destinos, vêm os demais países da Ásia (17%) e a União Europeia (16%). O peso da China na pauta agrícola brasileira é tão expressivo que as exportações para o país asiático foram superiores em US$ 5 bilhões à soma da receita gerada com vendas externas para União Europeia, América do Norte, Oriente Médio, América do Sul e África. De acordo com o documento, para cada US$ 1 exportado para a União Europeia, mais de US$ 2 são exportados para a China; enquanto para cada US$ 1 exportado para os Estados Unidos, quase US$ 7 são exportados para a China. No período, a receita de exportações agrícolas do País atingiu recorde com geração de US$ 51,63 bilhões, 9,7% a mais que o registrado no primeiro semestre de 2019. Já a receita dos demais setores econômicos caiu 20%. Com o resultado, a participação do agronegócio no faturamento total das exportações brasileiras saltou de 43% para 51% no acumulado dos seis primeiros meses deste ano. Os 10 principais produtos exportados pelo País representaram 80% da receita de exportações do agronegócio. Do total, R$ 20,5 bilhões vieram das vendas de soja (40%). Outros R$ 4,5 bilhões foram gerados pela comercialização externa de carne bovina (7%). Na sequência, entre os maiores faturamentos, constam celulose (6%), carne de frango (6%), farelo de soja (6%), açúcar (5%), café (4%), algodão (2%), carne suína (2%), papel (2%) e demais commodities (20%). Para a China, as exportações agrícolas brasileiras aumentaram 30% em valor nominal, na comparação entre o primeiro semestre de 2019 e 2020, enquanto para os demais mercados caíram 1%. De soja, a comercialização para a China avançou 30% nos seis primeiros meses de 2020 e de carnes cresceu 114%. A oleaginosa e as proteínas brasileiras representam 87% do valor gerado com as vendas externas para o país asiático. A China adquiriu 72% da soja em grão exportada pelo Brasil.

ESTADÃO CONTEÚDO

EMPRESAS 

Mesmo com covid-19, BRF caminha para ter resultados positivos em 2020, diz CEO

Retomada da lucratividade da companhia é consistente, de acordo com o executivo

Mesmo com os impactos da covid-19, a BRF está “caminhando” para ter um ano de “resultados positivos”, afirmou na sexta-feira (24) o CEO da companhia, Lorival Luz. Em live promovida pela “Exame”, o executivo evitou comentar os resultados do segundo trimestre — que serão divulgados pela companhia em 12 de agosto —, mas ressaltou que a retomada da lucratividade da companhia é consistente. Depois passar por uma reestruturação financeira e operacional, a BRF fechou 2019 no azul, reportando o primeiro lucro anual desde 2015. Durante a live, Luz destacou o processo de recuperação das margens de lucro da empresa e da redução do índice de endividamento. A margem bruta, que caiu a quase 10%, voltou para o patamar de 25% nos últimos resultados trimestrais divulgados pela BRF. O índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda), que atingiu um nível considerado preocupante de 6 vezes, caiu para menos de 3 vezes. Segundo o CEO da BRF, o objetivo é, com a geração de resultados, reduzir esse indicador de endividamento ainda mais. No início de março, a empresa projetou encerrar o ano com um índice de alavancagem entre 2,35 vezes a 2,75 vezes.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS 

Preços do suíno batem recordes no Brasil com baixa oferta e demanda aquecida, diz Cepea

Os preços do suíno vivo alcançaram recordes no Brasil no acumulado de julho, recuperando perdas de meses anteriores no momento em que há uma baixa oferta de animais para abate e melhora na demanda interna, aliada a exportações aquecidas, disse na sexta-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Na parcial deste mês (de 30 de junho a 23 de julho), o Indicador Cepea/Esalq do suíno subiu expressivos 40% em Santa Catarina, ao atingir 5,93 por quilo na quinta-feira, o maior patamar real para a série histórica iniciada em 2002. O Estado é líder nacional em produção da proteína. Ganho semelhante foi visto no Paraná, segundo maior Estado produtor, onde a cotação atingiu 6,05 reais por quilo na quinta-feira, avanço de 42% no mês e pouco abaixo do recorde real de outubro de 2014. Segundo o Cepea, a reabertura comercial em importantes regiões consumidoras após as medidas de isolamento forçadas pela pandemia de coronavírus fez a demanda local aumentar recentemente, enquanto as exportações seguem fortes, limitando ainda mais a oferta doméstica. Até a terceira semana de julho, o Brasil embarcou 53,2 mil toneladas de carne suína, média de 4,1 mil toneladas por dia, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em todo o mês de julho de 2019, as exportações foram de 61,5 mil toneladas, com média diária de 2,7 mil toneladas. “(Neste cenário) em algumas regiões, especialmente nas de Santa Catarina, os valores médios diários do suíno atingiram patamares recordes reais da série histórica do Cepea… Já em termos nominais, ou seja, sem considerar a inflação, o animal é negociado nas máximas da série do Cepea em praticamente todas as praças”, disse o instituto em comunicado. Em Minas Gerais e São Paulo, as altas no mês foram um pouco mais modestas —de 32% e 34%, respectivamente — mas também se aproximam das máximas registradas em novembro de 2014. Segundo a série histórica do Cepea, os preços do suíno vivo no país atingiram as mínimas do ano em abril, auge do isolamento social no Brasil, quando o quilo chegou a ser cotado a cerca de 3,50 reais nas principais praças. “Mesmo com as valorizações intensas do suíno, o custo de produção da atividade também está em alta”, afirmou o Cepea, destacando os preços elevados do farelo de soja e milho, utilizados nas rações, e a alta nos valores de insumos importados, puxada pelo câmbio.

REUTERS 

Suínos: altas nos preços nas granjas e no atacado

O mercado de suínos segue firme em julho. O animal terminado nas granjas paulistas teve alta semanal, cotado em R$120,00/@ (+9,1%). O aumento foi de 34,1% em relação ao início do mês, ou R$30,50/@

No atacado, o preço seguiu o movimento registrado nas granjas, com alta de R$0,70/kg, com a carcaça cotada em R$9,50 por quilo (+8,0%), alta de 31,9% frente ao início do mês, ou R$2,30/kg. A exportação de carne suína segue forte e dá firmeza para o mercado interno, pela redução da oferta. Até a terceira semana de julho, o volume médio diário exportado foi 1,42 mil toneladas (Secex) ou 53,2% maior que o volume médio diário exportado em julho de 2019 (Secex). No mercado interno, a demanda foi impulsionada pela boa competitividade da carne suína em relação às demais proteínas e às exportações. No curto prazo a expectativa é de manutenção do cenário atual. As exportações devem continuar firmes, impulsionadas pela demanda chinesa, país que ainda sofre os impactos da peste suína africana.

SCOT CONSULTORIA 

Covid-19: Justiça do Trabalho suspende atividades em unidades de suínos e aves da Coopavel

Cooperativa deverá realizar triagem entre os funcionários e exames para detectar a Covid-19 em todos os colaboradores

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no Paraná, em decisão proferida na sexta feira, 24 de julho, determinou que a Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel) suspenda suas atividades nas unidades Friaves e Frisuínos, a partir de 1º de agosto, e realize triagem médica e testagem de todos os seus empregados, para verificar casos de trabalhadores contaminados pelo novo coronavírus. A decisão, em caráter liminar, é decorrente de Mandado de Segurança impetrado no bojo da Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho em Cascavel no início de junho. Além da suspensão das atividades e testagem RT-PCR de todos os empregados, inclusive terceirizados, a Coopavel também deverá manter os empregados afastados por mais 7 dias até que seja feita retestagem sorológica, garantindo-se assim a confiabilidade dos resultados. A Cooperativa deve ainda, imediatamente, adotar procedimentos de vigilância e busca ativa diária, dentre empregados e terceirizados, com sintomas compatíveis com a síndrome gripal e os seus contactantes tanto no ambiente de trabalho e familiar. A decisão ainda prevê que os trabalhadores devem ser orientados a seguir as medidas de isolamento e que o retorno ao trabalho apenas ocorra após o cumprimento do período de afastamento próprio do período de incubação viral e desde que assintomáticos.

A Coopavel ainda deverá adotar o uso de máscaras para todos os seus empregados com certificação técnica de qualidade, de acordo com as normas da ABNT, além de máscaras PFF2 e cirúrgica para determinadas atividades mais sensíveis.   A decisão do Mandado de Segurança se soma a outras medidas que a empresa já estava obrigada a cumprir anteriormente em decorrência da Ação Civil Pública do MPT.

MPT-PR

INTERNACIONAL 

Nem todos os trabalhadores de frigoríficos podem manter distanciamento, diz Smithfield

Declarações foram dadas pela empresa em resposta a senadores americanos

A Smithfield Foods, a maior processadora de carne suína do mundo, disse na sexta-feira (24) que os trabalhadores de suas fábricas não podem estar socialmente distantes em todas as áreas dos frigoríficos. De acordo com a Reuters, a declaração da empresa americana, que é controlada pelo grupo chinês WH, ocorreu em resposta aos senadores americanos, que pressionaram os frigoríficos por medidas contra o avanço da covid-19 no país. Os senadores democratas Elizabeth Warren e Cory Booker afirmaram no mês passado que as empresas Smithfield, Tyson Foods, JBS USA e Cargill colocaram seus trabalhadores em perigo para manter a produção de carnes. Os senadores questionaram as empresas sobre a quantidade de carne enviada para a China, e alertaram sobre a escassez doméstica devido aos surtos de covid-19. “Essas empresas claramente não podem ser confiáveis para fazer o que é certo”, disse o senador Booker. Ele e Warren pediram uma nova legislação para proteger os trabalhadores. “Para melhor ou para pior, nossas plantas são o que são”, disse Kenneth Sullivan, CEO da Smithfield, segundo a Reuters. De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, mais de 16 mil funcionários de frigoríficos em 23 Estados americanos foram infectados com covid-19. Do total, 86 morreram com doenças respiratórias.

VALOR ECONÔMICO

Após baque da covid-19, JBS retoma nível normal de produção nos EUA

Na semana passada, volume está até maior que no mesmo período de 2019

A JBS retomou o nível normal de produção de carnes nos Estados Unidos, afirmou na quinta-feira, 23, o principal executivo da companhia no país, André Nogueira. De acordo com o executivo, a empresa está produzindo mais nesta semana do que fez no mesmo intervalo do ano passado. Em live promovida pela XP, Nogueira afirmou que a normalização da produção o surpreendeu. Em abril, os efeitos da pandemia, que provocaram o fechamento de dezenas de frigoríficos nos EUA por causa da contaminação de funcionários, reduziu a produção de carnes entre 30% a 40%. “Não diria que ia voltar ao patamar normal tão cedo, mas voltou”, afirmou. De fato, Nogueira demonstrava mais cautela com os impactos da pandemia sobre a produção de carnes nos EUA. Em teleconferência com analistas em 15 de maio, o executivo disse não saber se o pior já havia passado. Àquela altura, boa parte dos frigoríficos americanos já haviam retomado a produção. Nos Estados Unidos, a JBS possui cerca de 60 mil funcionários e é uma das três maiores indústrias de carnes bovina, suína e de frango. A JBS USA, que contempla todas as operações do JBS fora do Brasil, fatura cerca de US$ 40 bilhões por ano e é a principal geradora de caixa da companhia.

VALOR ECONÔMICO 

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