CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1283 DE 22 DE JULHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1283| 22 de julho de 2020

 

ABRAFRIGO 

REFORMA TRIBUTÁRIA

Veja o projeto enviado pelo Governo ao Congressono link:

https://drive.google.com/file/d/1YgK3ldXTpcRh9GuZ4Ijuwce7RrJti42D/view?usp=sharing 

NOTÍCIAS 

Preços firmes no mercado do gordo

O preço da arroba do boi gordo ficou estável na última terça-feira (21/7)

Em ritmo cadenciado nas compras e com pouca oferta de boiadas, as indústrias trabalham com as escalas de abate apertadas e atentas ao consumo de carne bovina. Nesse quadro, em São Paulo, o preço da arroba do boi gordo ficou estável na última terça-feira (21/7), frente ao fechamento do dia anterior (20/7). Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em R$218,00/@, bruto e à vista, R$217,50/@, livre de Senar, e em R$214,50/@, descontado o Senar e o Funrural. Os negócios pelo “boi China”, bovinos até 30 meses, ficaram em até R$225,00/@, bruto e à vista. Para as fêmeas, vaca e novilha, a cotação ficou em R$200,00/@ e R$210,00/@, respectivamente, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

Preços do boi gordo recuam e mercado registra poucos negócios

Segundo a Safras, a oferta de animais terminados permanece restrita em plena entressafra, o que não dá espaço para quedas agressivas nas cotações

Os preços do boi gordo voltaram a cair em algumas regiões de produção e comercialização nesta terça-feira, 21, de acordo com a consultoria Safras. “Até o fim do dia, não havia sido registrado grande volume de negócios”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece restrita em plena entressafra, o que aponta que não há espaço para quedas agressivas nos preços. “Além disso, os volumes de exportação seguem expressivos, impulsionados pela grande demanda chinesa, que absorve enormes quantidades de proteína animal”, assinalou. Na capital de São Paulo, os preços caíram de R$ 220 para R$ 218/219. Em Uberaba (MG), recuaram de R$ 217 para R$ 216. Em Dourados (MS), foram de R$ 211 para R$ 210. Em Goiânia (GO), continuaram em R$ 210. Já em Cuiabá (MT), seguiram em R$ 198. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a tendência é de que não aconteçam reajustes para cima até o fim do mês, já que a segunda quinzena sempre é pautada por uma velocidade de reposição entre atacado e varejo bem menor, com o consumidor médio mais descapitalizado. “Já para a primeira quinzena de agosto há grande otimismo por conta do adicional de consumo representado pelo Dia dos Pais, um dos grandes pontos de demanda do ano”, afirma Iglesias. Com isso, a ponta de agulha continuou em R$ 12,10 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Aumento nas exportações brasileiras de carne bovina IN NATURA

As exportações brasileiras de carne bovina in natura aumentaram na terceira semana de julho

Na comparação com o volume embarcado até a segunda semana, o aumento diário foi em média 11,1%, chegando ao volume de 7,34 mil toneladas. Frente ao mesmo período do ano passado, o volume diário exportado aumentou 26,7%. O faturamento foi de US$30,04 milhões por dia, considerando os 13 dias úteis desse mês, o que representou uma alta de 11,4% comparado à média até a segunda semana de julho e um incremento de 30,21% em relação ao ano anterior. O bom desempenho da exportação contribui para o cenário de preços firmes para os próximos dias.

SCOT CONSULTORIA

Santa Catarina mantém proibição de entrada de bovinos vindos de outros estados

A nova Instrução Normativa do Ministério da Agricultura não altera as regras vigentes em Santa Catarina 

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, em conjunto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), está analisando todos os pontos da Instrução Normativa Nº 48/2020 publicada pelo Mapa, que traz as diretrizes para a vigilância de febre aftosa dentro do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa), e tranquiliza o setor produtivo catarinense. “A IN 48 estabelece a possibilidade de transporte de animais susceptíveis à febre aftosa entre os estados, porém em Santa Catarina nós temos uma lei estadual que proíbe a entrada de bovinos e bubalinos de outros estados, que ainda não sejam reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre da doença sem vacinação. É importante que os produtores saibam que essa Instrução Normativa do Ministério da Agricultura não irá se sobrepor à lei estadual, portanto mantemos as regras já vigentes em nosso estado”, explica o Secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa. Santa Catarina tem tratamento diferenciado por ser o único do país com status de área livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Há 20 anos, os catarinenses não vacinam seus rebanhos contra a doença e mantém um rígido controle para defesa da saúde animal. Por isso, o estado possui legislação específica para o ingresso de animais susceptíveis à doença. Santa Catarina segue as regras estipuladas na Lei Estadual nº 17.826, de 18/12/19, e na Portaria nº 015/00/SDA, de 27 de abril de 2000, que não serão alteradas devido à Instrução Normativa do Governo Federal.

SECRETARIA DA AGRICULTURA E DA PESCA DE SC

Reposição encarece custos da recria em Mato Grosso

Para o bezerro de ano e de desmama, por exemplo, as altas tem sido significativas, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária 

O custo operacional (CO) da atividade de recria no Mato Grosso subiu 6,68% no segundo trimestre de 2020, em relação ao trimestre anterior, fechando em R$ 158,69/@, de acordo com informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). A atividade de recria segue movimento de alta bem intenso em relação ao verificado na atividade de cria, que registrou ligeiro aumento de 0,4% no custo operacional na mesma base de comparação. No sistema de ciclo completo, houve queda de 1,78% no CO. Segundo o Imea, o avanço expressivo no sistema de cria ao longo deste ano está atrelado, principalmente, ao desembolso com a aquisição animal. Este item representou 60,99% do CO. O principal fator para tal aumento é relacionado à valorização dos preços no mercado de reposição, ligado ao cenário cíclico de restrição da oferta de animais. Para o bezerro de ano e de desmama, por exemplo, as altas no comparativo trimestral foram de 7,30% e 6,57%, respectivamente, informa o Imea.

IMEA

ECONOMIA 

Dólar vai à mínima em um mês com ânimo global sobre estímulos

O dólar sofreu a maior queda em seis semanas na terça-feira em dia de fraqueza generalizada da moeda norte-americana conforme investidores se apegaram a expectativas de mais estímulos em meio a esperanças sobre vacinas para o Covid-19

O dólar à vista BRBY caiu 2,44%, a 5,2115 reais na venda. É a maior desvalorização percentual diária desde 8 de junho (-2,66%) e o menor patamar para um fechamento desde 23 de junho (5,1531 reais). A divisa operou em baixa durante toda a sessão. Na mínima, desceu a 5,1659 reais (-3,29%), enquanto na máxima marcou 5,3115 reais (-0,57%). Na B3, o dólar futuro DOLc1 recuava 2,43%, a 5,2105 reais, às 17h04. A terça-feira foi marcada pela queda generalizada do dólar, com a divisa perdendo ante todos os seus principais pares. Depois do real, peso chileno CLP= (+1,8%), dólar australiano AUD= (+1,6%) e outras divisas ligadas a commodities encabeçavam os ganhos, junto com moedas europeias, com o euro EUR= superando 1,15 dólar e indo a máximas em um ano e meio após líderes europeus aprovarem um histórico fundo de recuperação de 750 bilhões de euros. O índice do dólar frente a uma cesta com seis divisas =USD cedia 0,6%, nas mínimas desde o começo de março. “O global está ditando o movimento do dólar aqui”, disse Roberto Motta, chefe da mesa de futuros da Genial Investimentos. O real sobe 2,47% em julho, mas ainda cai 23,00% no ano, o que faz da divisa brasileira a de pior desempenho entre os principais rivais do dólar. Um dos pontos mais comentados por analistas de mercado e que segundo os quais afasta fluxo ao país é a percepção de volatilidade no câmbio. A volatilidade implícita em opções de dólar/real —uma medida de incerteza sobre a taxa cambial— caiu nesta terça-feira a mínimas em pelo menos um mês, mas segue acima das observadas nos principais pares do real.

REUTERS 

Realização faz Ibovespa fechar em queda

O Ibovespa fechou no vermelho nesta terça-feira em meio a uma realização de lucros e noticiário corporativo intenso, com Vale e B3 entre as maiores pressões de baixa

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,11%, a 104.309,74 pontos, em sessão na qual chegou a 105.449,23 pontos na máxima e 103.732,33 pontos na mínima. O volume financeiro somou 33 bilhões de reais. “O mercado deve continuar subindo lentamente e o que devemos ver são algumas altas dos setores se intercalando”, disse Góes. Wall Street também reduziu o fôlego à tarde, o que ajudou a tirar o Ibovespa das máximas da sessão. O S&P 500 fechou com acréscimo de 0,17%, em meio a perspectivas de mais estímulos econômicos, além de resultados corporativos. Ainda no exterior, líderes da União Europeia chegaram a um acordo histórico sobre um plano de estímulo para suas economias afetadas pelo coronavírus. No Brasil, a temporada de balanços do segundo trimestre das empresas do Ibovespa começa na quarta-feira, com os números da WEG antes da abertura do mercado. “As expectativas já são baixas, então vemos espaço para surpresas positivas”, afirmou a equipe do Bank of America em relatório na terça-feira, citando que os analistas da casa esperam queda de 40% nos lucros do Ibovespa ano a ano. Também nesta sessão, o governo enviou ao Congresso aguardada proposta de reforma tributária, que contempla a união de PIS e Cofins num único imposto sobre valor agregado, a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

REUTERS 

Governo apresenta proposta de IVA federal com alíquota de 12%, mas mantém regimes diferenciados

O governo encaminhou ao Congresso na terça-feira sua aguardada proposta de reforma tributária, que contempla a união de PIS e Cofins em um único imposto sobre valor agregado (IVA), a chamada Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), cuja alíquota proposta é de 12%.

O projeto de lei, contudo, manteve regimes diferenciados para uma série de situações. De um lado, itens da cesta básica continuaram com desoneração, na contramão de sinalização que já havia sido dada pelo Ministério da Economia em diversas ocasiões. Também permanecem como são hoje as regras para o Simples Nacional, para a Zona Franca de Manaus e para o regime agrícola. Ficarão isentas da CBS a venda de imóveis residenciais para pessoas físicas, as receitas decorrentes da prestação de serviços de transporte público coletivo e as operações de cooperativas. Além disso, entidades financeiras vão manter a forma de apuração antiga com alíquota de 5,8%. Em coletiva de imprensa, a Assessora Especial do Ministro da Economia, Vanessa Rahal Canado, afirmou que o governo não desistiu de reonerar a cesta básica, mas que retomará o tema no Renda Brasil, programa de transferência de renda que substituirá o Bolsa Família. Ela também defendeu que a manutenção de alguns regimes se deu por questões técnicas ou constitucionais. pós a entrega do texto aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o Ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou que o projeto de lei representa apenas a parte inicial do plano do governo. “Em vez de mandarmos uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), mandamos propostas que podem então ser trabalhadas e acopladas”, disse Guedes. “Mas mandaremos todas: Imposto de Renda, dividendos, os impostos indiretos, IPI, todos os impostos serão abordados”, acrescentou. O Ministério da Economia sinalizou que os próximos passos da reformulação tributária vão incluir, para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), uma simplificação e alinhamento ao chamado “excise tax” (imposto seletivo). Para o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Pessoa Física (IRPF), haverá redução da tributação sobre empresas e a tributação de dividendos “para menos pejotização e mais investimento”. O ministério ainda indicou, em uma apresentação, mais uma peça da reforma envolvendo a desoneração da folha de salários “para redução do custo de trabalho formal”. O secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto, estimou que entre 20 e 30 dias o governo encaminhará uma ou mais partes restantes da reforma. Com a CBS, cada empresa só pagará sobre o valor que agrega ao produto ou ao serviço. O ministério afirmou que a contribuição possibilitará a redução de 52 para 9 campos na nota fiscal e de 70% das obrigações acessórias. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) disse que a mudança proposta é “tímida, decepciona em relação à esperada simplificação e pode gerar aumento da carga tributária” no país.

REUTERS 

EMPRESAS

Marfrig vai anunciar plano de desmatamento zero em webinar na 5ª-feira

Amanhã, dia 23 de julho, às 11h, será realizado o “Webinar Compromissos Marfrig”, em que a companhia divulgará seus planos nas áreas de desmatamento zero, rastreabilidade, inclusão e transparência

Com o lema “Nossa marca é azul. Nosso sonho é verde”, a Marfrig preparou o evento em parceria com a The Sustainable Trade Initiative (IDH, ou Iniciativa de Comércio Sustentável). Na abertura, falarão Marcos Molina, presidente do Conselho de Administração da Marfrig, e Miguel Gularte, CEO da companhia. Na sequência, o plano “verde” da empresa será detalhado por Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade e Comunicação. Por fim, um painel moderado por Roberto Waack, conselheiro da Marfrig, reunirá: Joost Oorthuizen, CEO global da IDH; Mauricio Voivodic, CEO do WWF Brasil; Daniel Azeredo, Procurador da República (MPF); Maristela Miguel, Presidente do Instituto PCI e Ecoarts Produtora Rural (MT); e Tasso Azevedo, Coordenador-Geral do MapBiomas.

CARNETEC 

Minerva cria área de inovação que inclui e-commerce e venture capital

A Minerva comunicou na terça-feira que criou uma nova área de inovação que terá em seu escopo plataforma de comércio eletrônico e marketplace, bem como venture capital e análise avançada de dados 

A plataforma de e-commerce e marketplace, segundo a companhia, será destinada a identificar oportunidades no mercado de vendas digitais e desenvolvê-las ao redor do mundo, com foco inicial no Brasil, Argentina e Paraguai. A iniciativa de venture capital, através de um veículo de investimento recém criado pela companhia, será focada em investimentos em start-ups e empresas de tecnologia, relacionadas à cadeia de valor da Minerva, disse a empresa.

A análise avançada de dados será responsável pelo desenvolvimento e gerenciamento de dados estatísticos e ferramentas de inteligência artificial para ajudar em decisões operacionais, financeiras e de gerenciamento de risco.

REUTERS

JBS não pode usar relatório para dizer ser livre de desmatamento, afirma certificadora norueguesa

DNV-GL audita programa de monitoramento de fornecedores diretos da empresa

A certificadora norueguesa DNV-GL enviou uma carta à JBS afirmando que a companhia brasileira de carnes não pode utilizar avaliações feitas até 2019 como provas de que todo seu fornecimento de gado está livre de desmatamento. A carta foi enviada ao grupo em 13 de julho, em meio à divulgação de um relatório da Anistia Internacional acusando a gigante de carnes de comprar gado criado em territórios indígenas e de proteção ambiental. A DNV-GL afirmou que sua avaliação não contemplou toda o fornecimento de gado à JBS, mas apenas as compras diretas, usando base de dados fornecidas pela própria companhia. A certificadora disse que não avaliou fornecedores indiretos e que a JBS não possui sistemas para rastrear a cadeia de fornecimento indireta. A DNV-GL notou, inclusive, que a ausência desse monitoramento foi apontada como uma não conformidade no relatório sobre a JBS de 2019. E disse não saber qual é a participação dos indiretos no sistema de fornecimento da JBS. Além disso, a certificadora afirmou que sua avaliação foi feita com base em uma amostra que representou 10% de todas as transações de gado feita diretamente com a JBS armazenadas em sua base de dados, e não em todos os registros de compra da companhia. A partir dessa amostra, a DNV-GL realizou uma checagem junto à base de dados do Ibama para avaliar se as fazendas das quais o gado foi comprado estavam embargadas ou envolvidas em processos legais relacionados a desmatamento, invasão de terras indígenas e aspectos sociais. A certificadora ainda avaliou se os sistemas de satélite utilizados pela companhia para bloquear fornecedores com problemas estava funcionando da forma adequada, mas não auditou os resultados desses sistemas. A DNV-GL afirmou ainda que não avaliou se houve manipulações de dados de Cadastro Ambiental Rural (CAR) ou de Guias de Transporte Animal (GTA). A carta da certificadora foi divulgada pela ONG Rainforest Foundation Norway (RFN), que disse em seu site que tanto a JBS como a Marfrig compram mais da metade de seu gado de fornecedores indiretos. Procurada, a JBS informou “ter tomado ciência da carta e esclarece que em todas as suas comunicações sobre os resultados das auditorias independentes, incluindo aquelas realizadas pela empresa DNV-GL, sempre deixou claro que as mesmas se referem exclusivamente às suas compras diretas de gado”. “A Companhia reitera que as auditorias independentes realizadas pela DNV-GL, entre 2017 e 2019, comprovam a altíssima taxa de conformidade das aquisições diretas de gado realizadas pela JBS, em conformidade com sua Política de Compra Responsável de matéria-prima para a Amazônia Legal. O último relatório de auditoria, publicado em 2019, referente às aquisições realizadas em 2018, indica que 100% das compras diretas de gado realizadas pela JBS atenderam aos critérios socioambientais da empresa. A JBS informa ainda que vai publicar os resultados da auditoria independente, referente às compras de gado em 2019, até 31 de agosto deste ano”.

VALOR ECONÔMICO 

Minerva nega conversas para fusão com Marfrig

A Minerva Foods informou que não existem conversas com a Marfrig sobre eventual fusão

Em comunicado ao mercado, a empresa negou “veementemente a existência de qualquer tratativa em curso acerca de uma possível operação com a empresa Marfrig Global Foods”. A declaração foi em resposta a matéria da revista Exame de que Marfrig e Minerva teriam começado a conversar antes da pandemia de covid-19. Uma possível fusão entre Minerva e Marfrig poderia trazer benefícios em termos de escala, poder de negociação junto a criadores e diversificação geográfica, disse o Citi em relatório, observando, porém, que considera a transação improvável. De acordo com o Citi, Minerva e Marfrig teriam uma capacidade combinada de abate de quase 57 mil cabeças de gado por dia (77% na América do Sul e 23% na América do Norte), tornando a nova companhia a maior processadora de carne bovina na América Latina. Além disso, teria maior poder de barganha junto a criadores, principalmente no Brasil, disse o banco. O Citi destacou ainda que, com uma possível fusão, a Minerva teria acesso ao mercado norte-americano, enquanto a Marfrig teria acesso ao Paraguai e à Colômbia. Em uma eventual combinação dos negócios, a nova companhia provavelmente continuaria atuando somente no mercado de carne bovina, com uma leve exposição a hambúrgueres processados (entre 5% e 10% das vendas combinadas), disse o Citi. A receita líquida ficaria em cerca de R$ 70 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) provavelmente seria de R$ 7,2 bilhões, com margem Ebitda de aproximadamente 10,4% (excluindo sinergias), estimou o banco. “Apesar do potencial do poder de barganha, ainda é cedo para avaliar o possível ganho em margens, já que Marfrig e Minerva operam usando diferentes estratégias de hedge de custos”, afirmou o Citi. Quanto à alavancagem, o banco destacou que ambas as companhias captaram recursos via aumento de capital nos últimos meses, e estimou que a relação dívida líquida/Ebitda da nova companhia provavelmente ficaria em 3,4 vezes, o que é um nível “normalizado” para uma processadora que trabalha com um único tipo de carne, segundo o Citi. O banco observou que a transação seria complexa, já que cada companhia tem um forte acionista controlador. Aos preços atuais de mercado, o controlador da Marfrig teria participação de 28% na nova empresa, enquanto o controlador da Minerva teria 8%, estimou o banco.

Portal Estadão

FRANGOS & SUÍNOS 

Lar Cooperativa vai elevar abates de frangos em setembro com arrendamento de planta

A Lar Cooperativa Agroindustrial irá ampliar sua capacidade de abates de frango a partir de setembro após fechar contrato de arrendamento do complexo industrial da Granjeiro em Rolândia, no norte do Paraná, disse a empresa em nota na semana passada

A Lar estabeleceu um contrato de arrendamento de um ano da unidade da Granjeiro com o compromisso aquisição da planta no ano que vem, segundo o Diretor-Presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, em programa de rádio da cooperativa divulgado na terça-feira (21). Essa será a terceira unidade de abate de frango da Lar, com capacidade de abater 175 mil aves por dia. A Lar pretende manter 1.700 empregos na planta arrendada e 300 aviários integrados. “Para satisfação nossa, essa planta também tem habilitação para exportar para mercados muito importantes como a China, que é o mercado predileto, e também para México e Rússia”, disse Rodrigues. A unidade também pode exportar para a África do Sul e para as Filipinas, mercado que a Lar ainda não tinha acesso. A Lar ainda pretende atender o mercado do norte do Paraná com a nova planta, que também poderá servir como centro de distribuição pela proximidade ao interior de São Paulo. A planta está localizada a menos de 15 km da ferrovia, possibilitando redução no custo de transporte de cargas até o porto de Paranaguá.

Além da planta de abate, o complexo industrial arrendado tem uma indústria de rações e uma unidade de recepção de grãos, além da frota de veículos leves e pesados. Rodrigues disse que a Lar também está elevando a capacidade de produção de sua unidade de abates em Cascavel (PR) de 175 mil aves/dia para 215 mil aves/dia.

CARNETEC

INTERNACIONAL 

OIE e FAO lançam ação global de combate à peste suína africana

A disseminação da ASF coloca os rebanhos de suínos domésticos e selvagens sob ameaça direta, dizem organizações

O carne de porco é a proteína mais consumida no mundo, representando 35,6% do consumo global mas, nos últimos anos, a peste suína africana (ASF) tornou-se uma grande ameaça ao setor, causando enormes perdas nos rebanhos e gerando drásticas consequências econômicas, de acordo com uma declaração conjunta da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Para apoiar os esforços dos países para proteger as economias e a segurança alimentar, as agências internacionais lançaram nesta segunda-feira, 20 de julho, uma “Iniciativa para o Controle Global do ASF” e pediram aos países e parceiros que unissem forças contra esta doença mortal dos porcos, relata reportagem divulgada pelo portal norte-americano Feedstuffs. Sem a existência de uma vacina eficaz, a doença da ASF afeta hoje vários países da África, Ásia e Pacífico e Europa. Segundo declarações da OIE-FAO, o vírus não está apenas impedindo a saúde e o bem-estar dos animais, mas tem impactos negativos sobre os meios de subsistência dos agricultores. Hoje, 51 países são afetados pela peste suína africana. Em meio à difícil situação apresentada pelo Covid-19, a ASF continua a se espalhar, intensificando as atuais crises socioeconômicas e de saúde”, disse o Dr. Matthew Stone, Vice-Diretor Geral da OIE para padrões e ciências internacionais. A iniciativa global baseia-se nos esforços regionais anteriores e segue as recomendações de especialistas em ASF de todo o mundo, disseram a OIE-FAO. O objetivo é fortalecer a capacidade dos serviços veterinários nacionais de gerenciar riscos por meio do desenvolvimento e implementação de programas nacionais de controle da ASF, com os setores público e privado trabalhando em parceria. A comunicação de risco com as partes interessadas relevantes será um elemento crucial para abordar efetivamente caminhos de risco e práticas de alto risco. Em escala global, a disseminação sustentada da ASF representa uma ameaça à segurança alimentar, ao desenvolvimento econômico e rural, disseram a OIE e a FAO, explicando que a doença representa uma barreira para o setor agrícola atingir seu pleno potencial, gerando emprego e aliviando a pobreza.

Feedstuffs

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