CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1282 DE 21 DE JULHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1282| 21 de julho de 2020

 

NOTÍCIAS

Frigoríficos sondando o mercado

Na praça paulista, boa parte das indústrias estiveram fora das compras na manhã desta segunda-feira 

A cotação do boi gordo está firme em R$218,00/@, bruto e à vista para o boi comum, e R$225,00/@ para as boiadas de até trinta meses. Vale destacar que frigoríficos abriram as compras com ofertas abaixo da referência, mas com poucos negócios concretizados. As escalas de abate atendem em média, três dias. As transações difíceis entre a indústria e o pecuarista têm feito com que o mercado trabalhe devagar. Embora a segunda quinzena do mês seja normalmente de menor consumo de carne bovina, a expectativa está por conta do efeito da abertura de bares e restaurantes em alguns municípios.

SCOT CONSULTORIA 

Valorização no mercado do sebo

A boa demanda por sebo bovino na produção de biodiesel mantém o mercado com viés de alta

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o produto terminou a última semana cotado em R$3,40/kg, livre de imposto, alta de 4,9% na comparação semanal e de 19,3% no acumulado de julho. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado, em média, em R$3,56/kg, nas mesmas condições. Valorização de 9,5% no mesmo período. Para os próximos dias, a expectativa é de que a oferta limitada e a demanda aquecida mantenham os preços firmes no mercado de sebo.

SCOT CONSULTORIA

Mapa e IICA oferecem curso online gratuito sobre transporte legal de bovinos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), estão oferecendo gratuitamente o curso online sobre o tema transporte legal de bovinos. O curso já está disponível e as pessoas podem estudar no próprio ritmo

O conteúdo trata desde o comportamento e os cuidados com os animais, a aptidão dos animais para o transporte, cuidados com os veículos, planejamento da viagem até planos de contingência para situações adversas. Os interessados que completarem o curso com 80% de acertos receberão certificado. O curso é destinado a todos os profissionais da bovinocultura leiteira e de corte como cuidadores, condutores de veículos transportadores, produtores rurais, agroindústrias, técnicos de extensão rural, veterinários, zootecnistas e estudantes. Para a elaboração do material do curso o Ministério e o IICA firmaram projeto de cooperação técnica em 2015 e foi concluído ano passado. Segundo a médica veterinária e auditora fiscal federal agropecuária Lizie Buss, o transporte é uma etapa muito sensível da cadeia produtiva da bovinocultura, porque pode gerar muitos prejuízos aos animais e perdas econômicas, caso as boas práticas não sejam adotadas. “Além disso, é uma parte que está exposta aos consumidores, que circulam pelas estradas e podem ver as condições dos animais e como são transportados”.

Mapa 

Preços do boi gordo recuam R$ 1 em algumas praças brasileiras

De acordo com a Safras, a arroba pode ter alcançado um limite e seriam necessários novos fatores no mercado para que as cotações subam mais

Os preços do boi gordo caíram em algumas regiões produtoras na segunda-feira, 20, de acordo com a consultoria Safras.”O movimento de alta parece ter alcançado seu limite”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, para um novo salto nos preços da matéria-prima, teria que surgir um fato novo no mercado, como a ampliação das exportações, algo que não aparece no horizonte neste momento específico. “Para que a China fosse ainda mais atuante nas importações seria necessária a habilitação de novas unidades frigoríficas. O contraponto está no temor que outras unidades sofram suspensões em função da pandemia da Covid-19. Recentemente, unidades argentinas tiveram seus embarques suspensos.”, afirma. Na capital de São Paulo, os preços passaram de R$ 221 para R$ 220 por arroba. Em Uberaba (MG), continuaram em R$ 217 por arroba. Em Dourados (MS), caíram de R$ 212 para R$ 211 por arroba. Em Goiânia (GO), recuaram de R$ 211 para R$ 210 por arroba. Já em Cuiabá (MT), seguiram em R$ 198 a arroba, sem alterações. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, no entanto, a tendência de curto prazo remete a um menor espaço para reajustes, com o consumidor médio descapitalizado na segunda quinzena do mês. “Já para a segunda quinzena de agosto, há um maior otimismo, com o reforço na demanda representado pelo Dia dos Pais”, diz Iglesias. Com isso, a ponta de agulha continuou em R$ 12,10 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mapa suspende retirada da vacinação contra a febre aftosa em Minas Gerais

Em razão da pandemia do coronavírus, o Estado com o segundo maior rebanho do Brasil terá a vacinação em 2021

A retirada da vacinação contra a febre aftosa prevista para 2021 no Estado de Minas Gerais foi suspensa pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em razão da pandemia do coronavírus. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), informou por meio de nota que das 42 ações estabelecidas pelo Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), 28 já foram cumpridas por Minas Gerais, restando apenas 14 em andamento, cujo plano de ação foi enviado ao Mapa.  O Estado possui cerca de 23 milhões de bovinos e bubalinos e é detentor do segundo maior rebanho do Brasil. O Diretor-Geral do IMA, Thales Fernandes, reforça que “em razão da pandemia, o Mapa manifestou preocupação com a condição de avançar nas ações previstas, em especial pela queda da arrecadação e poder de investimentos dos estados”. O novo status sanitário, o de área livre de febre aftosa com vacinação para área livre da doença sem a vacina, é almejado por 11 estados que compõem o bloco IV do PNEFA. Estes estados correspondem a 70% de toda a bovinocultura do país, são eles: Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

PORTAL DBO 

Boi: aumento de custos trava intenção de confinamento, diz Assocon

Segundo presidente da entidade, a arroba deveria custar cerca de R$ 240 para estimular a atividade, R$ 20 a mais do que a média atual informada pelo Cepea

O Presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Velloso, afirma que os pecuaristas estão agindo com bastante precaução, pois o alto custo da reposição e dos insumos tem limitado a atratividade do confinamento. A entidade mantém a projeção de queda de 18% na intenção de confinamento em 2020 na comparação anual, de acordo com informações coletadas com os associados (cerca de 1.400 unidades mapeadas).

Velloso considera que a arroba deveria custar cerca de R$ 240 para estimular a atividade de confinamento. São pelo menos R$ 20 a mais do que a média reportada pelo CEPEA na sexta-feira, 17. Ele afirma que, considerando os valores em dólares, a arroba está cotada no segundo menor valor da série histórica. Ou seja, há muita atratividade para o mercado externo, mas com custos muito altos para quem utiliza de tecnologia e tem custos dolarizados. “O confinamento hoje necessita extremo profissionalismo do pecuarista para ter lucratividade”, diz Velloso. De acordo com o analista da Safras & Mercado Fernando Iglesias, a pecuária se divide em duas modalidades principais de produção: a extensiva e a intensiva. A primeira é de pasto e caracteriza a safra entre novembro e maio. Enquanto que a segunda é a de confinamento no período de seca. No confinamento há dois giros, o primeiro entre o fim de maio e fim de julho e o segundo de agosto até meados de dezembro. Iglesias afirma que o primeiro giro neste ano foi menos atrativo, pois a decisão foi tomada em momento de preços baixos da arroba, em março, em virtude das projeções em relação à pandemia do novo coronavírus. A menor oferta, somada à ótima demanda da China, gerou alta dos preços entre junho e julho, segundo ele. Assim, o segundo giro teve uma atratividade maior, pois os preços já estavam em patamares mais interessantes no momento da tomada de decisão. Apesar disso, Iglesias estima queda na intenção de confinamento total no país em 2020, na comparação com 2019, de cerca de 2,5%, em boa medida em virtude de um primeiro giro muito discreto neste ano. No ano passado, o número de animais confinados foi estimado em 5,25 milhões de cabeças, e a estimativa para 2020 é de 5,12 milhões. Maurício Velloso projeta que o cenário de retração da oferta permanecerá até o início de 2021, a não ser que haja uma sinalização de preços mais convidativos aos pecuaristas. Em relação ao segundo giro, ele ainda vê um valor muito alto para a reposição limitando o aumento da intenção.

CANAL RURAL 

ECONOMIA

Dólar segue exterior com otimismo sobre potenciais vacinas

O dólar começou a semana em queda ante o real, firmando baixa na parte da tarde conforme os mercados globais se animaram com notícias promissoras sobre potenciais vacinas contra o Covid-19

O dólar à vista caiu 0,75%, a 5,3419 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha baixa de 0,73%, a 5,3485 reais, às 17h19. Testes de possíveis vacinas têm se mostrado promissores. Mais recentemente, vacinas de AstraZenica, CanSino Biologics Inc e de uma parceria entre Pfizer Inc e a empresa alemã de biotecnologia BioNTech foram administrados com segurança e induziram respostas no sistema imunológico de pacientes. O índice do dólar frente a uma cesta de moedas cedia 0,1% no fim da tarde. A queda do dólar ante o real nesta sessão manteve a taxa de câmbio “presa” a uma faixa cada vez mais estreita no fechamento —na qual está desde meados de junho— e que contrasta com as amplas variações percentuais intradiárias das últimas semanas. Nesta segunda, a moeda oscilou entre alta de 0,18%, a 5,3923 reais, e baixa de 0,99%, para 5,329 reais. Alguns profissionais de mercado dizem que o fato de o dólar terminar as sessões regulares próximo a patamares recentes depois de grandes variações no intradia indica que o mercado pode estar sendo conduzido por operações de “day trade” —quando há abertura e fechamento de contratos na mesma sessão. “Além disso, o volume de contratos em cada uma das pontas (compra e venda) está menor do que nos últimos meses, o que dá a operações pontuais mais peso na formação do preço do câmbio”, disse Felipe Pellegrini, Gerente de Tesouraria do Travelex Bank. Com a expectativa de divulgar na terça-feira sua proposta para unificar PIS e Cofins, a equipe econômica quer apresentar em 15 dias o conjunto restante da reforma tributária, que envolverá para pessoas físicas a diminuição das deduções possíveis no Imposto de Renda, mas também das alíquotas de tributação, disse Guilherme Afif, secretário especial do Ministério da Economia. “É um assunto novo e interno (reforma tributária). Pode mexer bem no dólar”, concluiu Pellegrini.

REUTERS 

NY ajuda e IBOVESPA fecha em alta

O Ibovespa fechou acima dos 104 mil pontos na segunda-feira, o que não acontecia desde março, com ações de varejo e de telecomunicações liderando as altas, em sessão ainda apoiada por ganhos em Wall Street após notícias positivas sobre vacinas contra o Covid-19

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,49%, a 104.426,37 pontos, encerrando perto da máxima da sessão, de 104.438,58 pontos. O volume financeiro somou 39,2 bilhões de reais, ampliado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou 12 bilhões de reais. No exterior, vacina experimental contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford produziu resposta imunológica em testes clínicos de estágio inicial, corroborando esperança de que possa ser usada até o final do ano. Em paralelo, a alemã BioNTech e a norte-americana Pfizer relataram dados adicionais de sua vacina experimental contra o Covid-19 que mostraram que ela é segura e induziu resposta imunológica nos pacientes. Após começar a sessão sem tendência definida, com o aumento de casos de coronavírus nos Estados Unidos ainda pressionando a confiança de investidores, o norte-americano S&P 500 fechou o dia com alta de 0,8%. O Nasdaq Composite terminou com elevação de 2,5%. “Avanços no desenvolvimento de vacinas têm sido eficazes para sustentar ativos de risco, à medida que os investidores continuam avaliando o caminho de volta à normalidade para a atividade econômica e a vida cotidiana”, afirmou equipe do Goldman Sachs em nota nesta tarde. No Brasil, a semana também marca o começo da temporada de resultados, com WEG abrindo o calendário de divulgações do Ibovespa na próxima quarta-feira, antes da abertura da bolsa.

REUTERS 

EMPRESAS 

Marfrig e Minerva conversam sobre fusão?

Antes de a pandemia chegar ao Brasil, representantes dos frigoríficos Marfrig e Minerva estavam começando a criar condições para iniciar um diálogo visando a combinação dos negócios. A soma do valor de mercado das empresas, sem considerar sinergias, seria hoje de 18 bilhões de reais — 60% concentrado na Marfrig

As conversas entre as duas companhias nunca foram fáceis, mas intermediários de ambos os lados abriam espaço para uma transação — que poderia juntar a segunda maior companhia de carnes do mundo (Marfrig) com a maior exportadora da América do Sul (Minerva). As empresas teriam somado 17,5 bilhões de reais de receita líquida no primeiro trimestre, o equivalente a 31% dos 56,5 bilhões de reais registrados pela gigante JBS. Qualquer pessoa que conheça minimamente a história do Marfrig sabe que o fundador Marcos Molina não tem nenhuma disposição de deixar de ter as rédeas do negócio, que sozinho vale 10,5 bilhões na bolsa. A questão é que Fernando Galletti de Queiroz, Presidente da Minerva e herdeiro do fundador, também não gosta da ideia de perder a cadeira para uma transação — ainda menos com a rival nacional do outro lado. Mas, fontes com conhecimento do assunto afirmam que o objetivo era pavimentar um caminho para Molina ficar à frente das companhias combinadas. Com ele, ou é assim, ou não é. Atualmente, entre ações e derivativos, Molina tem 47% do capital total da Marfrig, descontadas as ações em tesouraria. Já a família Vilela de Queiroz, da Minerva, conduz o negócio com cerca de 20% do capital — apoiada por um acordo de acionistas com o fundo saudita Salic, dono de 25% da empresa. Economicamente, portanto, não é difícil entender que Molina seria prevalente como acionista de referência. A união das companhias é aventada há tempos e houve até quem sonhasse em juntar Marfrig, Minerva e BRF num só negócio. Contudo, a execução sempre foi um desafio e o tempo só fez a rivalidade entre os empresários aumentar. O clima é quase como Sadia e Perdigão, que só se uniram para formar a BRF quando a primeira estava à beira de um colapso financeiro devido à crise dos derivativos cambiais em 2008. Consultadas, ambas negam com veemência qualquer possibilidade de acordo e a existência de discussões. No entanto, a reportagem teve acesso a informações que confirmam o namoro pré pandemia. E há quem acredite que esse diálogo possa esquentar ainda no segundo semestre deste ano.

Portal Exame 

FRANGOS & SUÍNOS

Custos de produção de frangos de corte e suínos caem em junho

Os custos de produção de frangos de corte e suínos medidos pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa caíram em junho, a primeira queda mensal desde o início do ano, informou a Cias/Embrapa na segunda-feira (20)

O ICPFrango, que mede o custo de produção de frangos de corte, teve queda de 0,65% em junho ante maio, para 263,77 pontos. O ICPFrango ainda acumula alta de 12,86% no ano e de 18,34% nos últimos 12 meses. No Paraná, o custo de produção do quilo de frango de corte vivo fechou junho em R$ 3,39. O ICPSuíno caiu 0,46% em junho, para 264,50 pontos, a primeira queda desde outubro de 2019. Em maio, o índice tinha registrado um recorde de 265,73 pontos. O custo de produção de suínos ainda acumula alta de 10,38% no ano e de 17,9% em 12 meses. O custo do quilo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina fechou em R$ 4,62 em junho.

CARNETEC

Preço do suíno segue em alta, tanto para a carne quanto para o animal vivo

O mercado de suínos fechou a segunda-feira (20) com valorização nos preços, inclusive no preço do animal no mercado independente gaúcho, negociado hoje em R$ 5,88/kg, aumento de R$ 0,57 centavos em relação à semana passada

Conforme análise do Cepea/Esalq, parte da indústria tem intensificado as compras de novos lotes de suínos para abate no intuito de atender à demanda externa aquecida. A procura contínua por animais no mercado independente tem, ainda, reduzido a disponibilidade de suínos em peso ideal para abate. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 2,73%/2,61%, chegando a R$ 113/R$ 118, enquanto a carcaça especial subiu 2,27%/2,22%, atingindo R$ 9/R$ 9,20 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (17), o preço ficou estável no Rio Grande do Sul, cotado em R$ 5,08/kg. O valor subiu 4,27% em Minas Gerais, avançando para R$ 6,35/kg, alta de 1,19% em São Paulo, com preço de R$ 5,93/kg, valorização de 0,76% no Paraná, atingindo R$ 5,32/kg, e de 0,57% em Santa Catarina, fechando em R$ 5,31/kg.

SCOT CONSULTORIA/CEPEA

Em 13 dias úteis, exportação de carne suína chega a 79% da receita e 86% do volume de julho/19

Preço pago por tonelada diminui, e analista aponta que queda é devido ao câmbio, mas que a compensação em volume embarcado torna a movimentação lucrativa

Passados 13 dias úteis de julho, as exportações de carne suína brasileira dão sinais de que podem chegar às 90 mil toneladas embarcadas até o fim do mês, conforme projeta o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini. O faturamento até o 13º dia útil de julho foi de US$ 110.900.590, cerca de 78,9% do que foi a receita com a venda do produto em julho de 2019, que foi de US$ 140.734.932. No caso do volume exportado, em julho deste ano já foram 53.234.509 toneladas, quantia que representa 86,57% do volume embarcado no mesmo mês do ano passado, 61.486.221 toneladas. A média diária paga pela carne suína exportada no começo deste mês foi de US$ 8.530.814, quantia 39,42% superior ao valor de US$ 6.118.910, praticados no mesmo mês do ano passado.  As toneladas por média diária embarcada suína, 4.094.962 até a terceira semana do mês, são 53,18% maiores do que as 2.673.313 registradas em julho de 2019. Em relação ao preço pago por tonelada, o recuo nos primeiros 13 dias úteis de julho está estimado em 8,98%, quando comparados os US$ 2.083.246 praticados atualmente contra os US$ 2.288.885 no mesmo mês do ano passado.

AGRIFATTO 

Exportações de carne de frango continuam em queda em receita e volume

A carne bovina brasileira está ganhando mais espaço que a de frango na China, principal importador de proteína animal do país

Os embarques e a arrecadação com as exportações de carne de frango seguem negativos de acordo com os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgados na segunda-feira (20). Em matéria de faturamento, nos primeiros 13 dias úteis de julho, o país não chegou nem na metade da receita obtida pelo setor em julho de 2019. De acordo com o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, as médias de volume embarcado por dia, que vinham na casa das 17 mil toneladas, pioraram nesta semana, caindo para pouco mais de 15 mil toneladas/dia. “O que pode ter havido é uma política de conciliação chinesa, deixando de comprar carne de frango brasileira e comprando mais a carne bovina. Pode também estar havendo um movimento de aumento na produção local de frango, já que é um animal de ciclo rápido. Há ainda o impacto da incerteza dos outros países compradores”, explicou. A média diária paga pela carne de frango exportada por enquanto neste mês foi de US$ 20.046.280, quantia 26,64% inferior ao valor de US$ 27.325.769. As toneladas por média diária embarcada de frango, 15.178.577 até o 13º dia útil do mês, são 6,10% a menos do que as 16.165.413 registradas em julho de 2019. Em relação ao preço pago por tonelada, o recuo neste mês de julho está estimado em 21,87%, quando comparados os US$ 1.320.695 praticados atualmente contra os US$ 1.690.384 no mesmo mês do ano passado. O faturamento nas três primeiras semanas de julho foi de US$ 260.601.643, cerca de 41,96% da receita com a venda do produto em julho de 2019, que foi de US$ 628.492.698.  No caso do volume exportado, nos primeiros 13 dias úteis de julho foram embarcadas 197.321.501 toneladas, 53% do volume embarcado em junho passado, 371.804.508 toneladas.

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