CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1263 DE 24 DE JUNHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1263| 24 de junho de 2020

 

NOTÍCIAS

Aumento nas exportações brasileiras de carne bovina em junho

Em junho, no acumulado até a terceira semana, o Brasil embarcou 107,20 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex)

A média diária exportada ficou em 7,65 mil toneladas, frente às 6,02 mil toneladas em igual período de 2019, incremento de 27%.

Scot Consultoria

Oferta curta de boiadas para abate e alta nos preços do boi gordo

Em São Paulo, a cotação do “boi comum” subiu 1,4% na última terça-feira (23/6) na comparação dia a dia, ou R$3,00/@, e ficou em R$213,00/@, a prazo e livre de Funrural, R$212,50/@ com desconto do Senar e R$210,00/@ com desconto do Funrural e Senar

As ofertas de compra no mercado interno seguem ganhando força. Para bovinos de até quatro dentes, cujo destino é o mercado chinês, o mercado está firme em R$215,00/@ bruto à vista.

A cotação da novilha também subiu. A alta foi de R$1,00/@, e está cotada em R$203,00/@, bruto e a prazo, segundo levantamento.

Scot Consultoria

Boi gordo: preços têm nova alta e chegam a R$ 213 em SP, diz Safras

Além disso, segundo a consultoria, animais que atendem o padrão de exportação para a China estão sendo negociados até R$ 15 acima das referências

Os preços do boi gordo voltaram a subir de forma consistente nesta terça-feira, 23. Segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a pressão de alta fica ainda mais acentuada diante de um quadro de oferta restrita de animais terminados, prontos para o abate. “Ao mesmo tempo, a demanda chinesa segue agressiva, e os números preliminares de exportação de junho, muito fortes, refletem isso, assim como os dados da alfândega chinesa sobre as importações de carnes brasileiras”, afirma. No mercado doméstico, com uma disputa acirrada para animais que cumprem os requisitos de exportação para a China, há um ágio de até R$ 15 por arroba em relação às boiadas destinadas à comercialização interna. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista passaram de R$ 211 para R$ 212/R$ 213. Em Uberaba (MG), foram de R$ 205 para R$ 208. Em Dourados (MS), subiram de R$ 201 para R$ 203. Em Goiânia (GO), passaram de R$ 205 para R$ 207. Já em Cuiabá (MT), foram de R$ 184 para R$ 186. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios indica novas altas nos preços, principalmente na virada do mês. A ponta de agulha ficou em R$ 11,85 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 12,55 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 13,75 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA 

Dólar cai 2,3% com exterior positivo e ata do Copom

O dólar caiu mais de 2% ante o real nesta terça-feira, fechando na mínima em mais de uma semana, em movimento que capturou novo dia de apetite por risco no mundo após dados de atividade melhores que o esperado no exterior e declarações favoráveis ao acordo comercial EUA-China

O dólar à vista cedeu 2,26%, a 5,1531 reais na venda. É a maior queda percentual diária desde 8 de junho (-2,66%) e o menor patamar desde 15 de junho (5,1421 reais). A cotação oscilou nesta terça entre baixas de 2,60%, a 5,1350 reais, e de 0,84%, para 5,2279 reais. Na B3, o dólar futuro recuava 1,79%, a 5,1605 reais, às 17h07. Ainda na segunda-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o acordo estava “totalmente intacto”. Analistas também atribuíram a força “extra” à sinalização mais cautelosa do Banco Central sobre novos cortes de juros, conforme ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) publicada na manhã desta terça-feira. No documento, o BC apontou que o país já estaria próximo do limite efetivo mínimo para a taxa básica de juros Selic, a partir do qual novos cortes seriam contraproducentes. A Selic foi reduzida na semana passada a nova mínima recorde de 2,25% ao ano, e alguns no mercado veem taxa de juros ao fim de 2020 em 2% ou até menos. Quanto menor esse patamar, menor o retorno pago pelo Brasil em títulos de renda fixa, o que desestimula aplicação na renda fixa doméstica, já que outros emergentes têm juros mais altos e medidas mais baixas de risco. Mas o Goldman Sachs acredita que um corte adicional da Selic em agosto ainda é provável. Para Alberto Ramos, diretor de pesquisas econômicas para a América Latina do banco privado, previsões de inflação para 2021 “muito confortáveis” e núcleos de inflação rodando abaixo de níveis compatíveis com cumprimento da meta sugerem que novo corte é mais provável do que não, “barrando mais elevações no prêmio de risco fiscal e/ou uma performance significativamente mais fraca para o real”, disse Ramos em nota.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta com exterior positivo

A bolsa paulista retomou o viés positivo na terça-feira, após a correção na véspera, embalada por dados de atividade nos Estados Unidos e Europa melhores do que o esperado, além de fala do presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmando que o acordo comercial com a China permanece em vigor

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,67%, a 95.975,16 pontos, tendo alcançado 97.485,59 pontos na máxima da sessão. O volume financeiro alcançou 26,35 bilhões de reais. Nos EUA, as vendas de novas moradias mostraram crescimento acima do esperado em maio, de 16,6%, enquanto a atividade empresarial teve contração abaixo do previsto, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) preliminar Composto melhorando para 46,8. Antes disso, dados na zona do euro também mostraram sinais de recuperação da atividade. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,43% e o Nasdaq Composite subiu 0,74%, para nova máxima histórica. Também trouxe alívio aos negócios o tuíte de Trump de que o acordo comercial EUA-China segue “totalmente intacto” após o assessor da Casa Branca Peter Navarro adicionar forte volatilidade ao afirmar que o acordo estaria “acabado”. “Esse breve momento de caos lembrou aos mercados que a guerra comercial está longe de terminar e poderia retornar a qualquer momento”, disse o analista Milan Cutkovic, da AxiCorp. O Banco Central divulgou a ata da reunião da semana passada, quando cortou a Selic a 2,25%, e avaliou que o país já estaria próximo do limite efetivo mínimo para a taxa Selic, a partir do qual novos cortes seriam contraproducentes.

REUTERS 

Arrecadação federal cai 32,92% em maio, a R$77,415 bi, pior dado para o mês desde 2005

A arrecadação do governo federal teve queda real de 32,92% em maio sobre igual mês do ano passado, a 77,415 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na terça-feira

Foi o pior desempenho para o período desde 2005, quando a arrecadação somou 76,178 bilhões de reais, em valores atualizados pela inflação. A série histórica divulgada pela Receita tem início em 2002. De janeiro a maio, a arrecadação acumulada teve recuo de 11,93% sobre o mesmo período do ano passado, em termos reais, a 579,708 bilhões de reais. Em relatório, a Receita disse que o desempenho no mês foi afetado principalmente pelos diversos diferimentos concedidos em meio à pandemia do coronavírus. Em função da crise, o governo permitiu o atraso no pagamento de uma série de tributos para dar alívio de caixa às empresas e famílias. Em maio, esse diferimento afetou negativamente a arrecadação em 29,920 bilhões de reais. Há dúvidas sobre a viabilidade da cobrança dos impostos diferidos ainda neste ano, em meio à profunda queda no Produto Interno Bruto (PIB) esperada com o surto de Covid-19. Em coletiva de imprensa, o chefe do centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou que, caso haja uma recuperação da atividade econômica no segundo semestre aos patamares anteriores ao da crise econômica, as empresas terão condições de recolher os valores diferidos. A redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as operações de crédito, outra medida tomada no âmbito do enfrentamento à crise, respondeu por uma diminuição de 2,351 bilhões de reais na arrecadação no mês de maio.

REUTERS

EMPRESAS 

Controle chinês põe frigoríficos em alerta

Ministério da Agricultura suspendeu exportação de abatedouro de Mato Grosso após casos de covid-19

O maior controle exigido por Pequim para evitar uma segunda onda do novo coronavírus começou a afetar os frigoríficos brasileiros. Em um esforço de precaução, o Ministério da Agricultura suspendeu voluntariamente a autorização para o Frigorífico Agra, localizado em Rondonópolis (MT), exportar carne bovina à China. Ontem, a Administração Geral de Alfândegas do país asiático (GACC, na sigla em inglês) informou publicamente ter recebido a decisão do governo brasileiro. O temor de outros frigoríficos é que a ocorrência de casos de covid-19 entre funcionários seja suficiente para bloquear mais abatedouros, ainda que não exista evidências de contaminação pela carne. Na indústria, a decisão do Ministério da Agricultura provocou muita confusão. Enquanto uns encararam a medida como precaução necessária, outros atribuíram a suspensão a uma falha de comunicação entre os dois países. Do ponto de vista estratégico, o Ministério da Agricultura teria razão para agir de forma voluntária, sustentam fontes do setor. Ao suspender a autorização para o Frigorífico Agra exportar, a Pasta tomou as rédeas do processo, evitando que os chineses vetassem a unidade por conta própria. Sendo assim, o ministério poderá reinserir o abatedouro na lista dos autorizada a vender para a China, afirma uma fonte. Por outro lado, há quem argumente que a suspensão foi um grande mal-entendido. Conforme uma fonte, a GACC teria se equivocado ao receber informações sobre as medidas adotadas pelo frigorífico. Na semana passada, a unidade foi paralisada temporariamente por decisão da vigilância sanitária local. A parada, que ocorreu após a suspeita de casos de covid-19 entre os funcionários, motivou a testagem de todos os trabalhadores da companhia, o que permitiu que o frigorífico fosse autorizado a reabrir na segunda-feira. Procurado, o ministério negou que tenha havido uma falha de comunicação. “Não tem erros. Informamos às autoridades chinesas no domingo que, no momento, o estabelecimento estava suspenso por iniciativa deles para realização de testes nos funcionários, que teve um número de confirmados baixo. O estabelecimento já adotou as medidas necessárias de prevenção e voltou suas atividades. Agora o Ministério da Agricultura está preparando a documentação para solicitar a continuidade de exportação deste estabelecimento para China”, apontou a Pasta.

VALOR ECONÔMICO 

JBS, BRF, Marfrig e Minerva declaram carga ‘livre de coronavírus’ à China

Os frigoríficos brasileiros JBS, Marfrig e Minerva assinaram declarações pedidas por autoridades chinesas dizendo que suas exportações estão livres do coronavírus, disseram fontes das empresas familiarizadas com o assunto

Já a BRF, maior exportadora de frango no mundo e fornecedora também de carne suína, disse à Reuters em nota que assinou na última sexta-feira a declaração pedida pela China “assegurando a qualidade e segurança de seus produtos”. “Vale destacar que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras autoridades de saúde reconhecidas no mundo inteiro, não há evidências de que a Covid-19 esteja sendo transmitida por alimentos ou suas embalagens”, ressaltou a BRF. A companhia ainda afirmou que estudos feitos sobre o novo coronavírus também mostram que a transmissão ocorre de pessoa para pessoa ou pelo contato próximo com pessoas infectadas. Em geral, as declarações assinadas pelos frigoríficos são válidas tanto para as cargas que estão sendo contratas quanto para os contêineres que estão chegando aos portos chineses. “A China fez esse pedido a praticamente todas a empresas de quem eles importam, do Brasil e diversos outros países. A Marfrig assinou assim como todas as demais, praticamente no mesmo dia que veio a solicitação”, disse a fonte sob condição de anonimato. O interlocutor da Minerva afirmou que a solicitação inicial partiu de autoridades chinesas para as empresas importadoras e estas repassaram os pedidos a seus fornecedores estrangeiros. Segundo ele, a demanda chegou aos frigoríficos exportadores no último fim de semana e a resposta, apesar de assegurar a sanidade das cargas em todos os casos, “não é uma carta padrão”. Questionadas, JBS, Marfrig e Minerva não quiseram se posicionar. Os principais países exportadores de carne, como Brasil e Estados Unidos, tiveram milhares de casos da Covid-19 entre trabalhadores de frigoríficos. A China intensificou as inspeções às importações de carne depois que um novo surto de infecções pelo vírus foi identificado em Pequim, no mercado atacadista Xinfadi. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmou em nota que os exportadores brasileiros receberam pedidos de declaração feitos pelos importadores de que cumprem a norma chinesa, que garante a segurança dos alimentos.

REUTERS 

Justiça determina que JBS deve testar funcionários de Três Passos (RS) para Covid-19

A Justiça do Trabalho determinou que a JBS teste todos os funcionários de sua planta localiza em Três Passos (RS) para Covid-19, disse o Ministério Público do Trabalho local (MPT-RS) na terça-feira, dia em que o número de trabalhadores do setor no Estado com coronavírus chegou a 32

O MPT-RS disse que, pela decisão, a companhia tem o prazo de cinco dias para realizar os testes bem como afastar, sem prejuízo de remuneração, todos os trabalhadores que testarem positivo para a Covid-19, por um período mínimo de 14 dias. Procurada, a JBS se recusou a comentar a decisão judicial. Frigoríficos de 23 municípios do Rio Grande do Sul, que é o terceiro maior exportador e produtor de carne de frango do Brasil, já registraram casos de coronavírus entre funcionários. Até este momento, 4.957 trabalhadores de fábricas de carne no Estado testaram positivo para o novo coronavírus, o que equivale a 25,14% dos 19.710 casos gaúchos, segundo o MPT-RS. A proporção chegou a atingir 35%. Cinco funcionários de unidades de processamento de carne no Rio Grande do Sul e 12 parentes ou amigos de pessoas que trabalham na indústria morreram por causa da doença, afirmou o MPT-RS. A JBS e a rival BRF, que também opera unidades na região, tiveram plantas fechadas devido a surtos do vírus. A disseminação da pandemia não afetou a produção ou as exportações do Rio Grande do Sul até este momento, segundo o Diretor-Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos. Ele disse à Reuters em entrevista recente que as exportações de frango do Estado avançaram 64,5% entre janeiro e maio, para 281.400 toneladas, gerando receita de 403 milhões de dólares no período. Os frigoríficos se tornaram pontos de surtos da Covid-19, uma vez que os funcionários costumam trabalhar em áreas densamente ocupadas e no frio, ambientes propícios para a sobrevivência do vírus. A indústria de carnes emprega cerca de 65 mil pessoas no Rio Grande do Sul, disse o MPT-RS.

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China diz que empresas no Brasil e Reino Unido suspenderam vendas de carne por vírus

A China, principal importadora de carne do mundo, disse na terça-feira que um exportador de carne bovina do Brasil e uma fábrica de carne suína no Reino Unido suspenderam voluntariamente exportações devido a infecções pelo coronavírus

Muitos países exportadores, como Brasil e Estados Unidos, têm visto milhares de casos de Covid-19, a doença respiratória causada pelo vírus, entre trabalhadores em fábricas de carnes. A brasileira Agra Agroindustrial De Alimentos suspendeu voluntariamente exportações de carne bovina à China depois de uma infecção pelo vírus entre sua força de trabalho, disse a Administração Geral de Alfândegas da China em seu site. Em um comunicado em separado na rede social Weibo, o departamento acrescentou que a britânica Tulip também suspendeu embarques de forma voluntária em sua fábrica de carne suína de Tipton, em West Midlands, devido a um surto de Covid-19. A China ampliou inspeções sobre importações de carne após uma nova série de infecções pelo vírus em Pequim ter sido associada a um grande mercado de alimentos na capital. Na semana passada, as alfândegas chinesas pediram a exportadores que assinassem declarações de que sua produção estava livre de contaminação pelo vírus.

REUTERS 

Testes evitam parada de planta da Marfrig

Prefeitura de Mineiros (GO) suspendeu decreto que interditava abatedouro

O programa de realização de testes para covid-19 previsto no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado pela Marfrig, segunda maior indústria de carne bovina do país, com o Ministério Público do Trabalho (MPT) evitou o fechamento temporário do abatedouro de bovinos do grupo em Mineiros (GO). Na segunda-feira, a prefeitura de Mineiros publicou um decreto determinando o fechamento da unidade da Marfrig até 29 de junho. No entanto, o decreto teve os efeitos suspensos após o grupo apresentar o protocolo de segurança que vem adotando. Com isso, a unidade segue funcionando Em Mineiros, todos os funcionários foram submetidos ao teste para a detecção da covid-19 – os resultados devem sair nos próximos dias. Conforme o acordo firmado pela Marfrig com o MPT, os funcionários das 12 unidades do grupo serão testados periodicamente. A empresa também se comprometeu com uma busca ativa para tentar evitar a disseminação do vírus. Quando o TAC foi anunciado, no início de junho, o MPT informou que o acordo garante a “rotina de testagem rápida sorológica” associada ao teste molecular RTPCR, a depender do caso. Os testes rápidos são menos precisos e podem gerar falsos positivos e negativos. Por isso, a necessidade de um segundo exame para confirmar o diagnóstico.

VALOR ECONÔMICO 

Frigorífico da JBS em São Miguel do Guaporé é interditado novamente

O frigorífico de carne bovina da JBS em São Miguel do Guaporé (RO) foi interditado por decisão liminar da Justiça do Trabalho no último dia 18 de junho, segundo informações do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Rondônia

O ritmo de aumento nos casos de covid-19 na cidade e no frigorífico motivaram pedidos do MPT e do Ministério Público (MP) para o fechamento da unidade, que já tinha sido interditada por decisão liminar em 27 de maio, até que a companhia aplicasse testes em massa. A unidade foi posteriormente autorizada a retomar as atividades em junho após obter decisão judicial favorável à reabertura. Procuradores alegam que 40% dos empregados da JBS na unidade apresentaram teste positivo para o novo coronavírus até 12 de junho e que o número de casos confirmados saltou de 29 para 377 em 20 dias, até 15 de junho. Em 15 de junho, havia 558 casos de covid-19 confirmados em São Miguel do Guaporé, município com cerca de 23 mil habitantes, segundo o MPT. A recente decisão pela interdição do frigorífico cita a incapacidade do sistema de saúde público e privado de São Miguel do Guaporé para receber pacientes. A suspensão das atividades deve ocorrer “até o efetivo cumprimento de todas as medidas que, de forma efetiva, inibam a proliferação da doença”, conforme informação em nota do MPT. A JBS disse em nota que não comenta processos judiciais. A companhia afirma que adota rígido protocolo de prevenção contra a covid-19 em todas as plantas no Brasil desde o início da pandemia, seguindo orientações dos Ministérios da Saúde, Economia e Agricultura e de especialistas médicos, incluindo do Hospital Albert Einstein.

CARNETEC 

FRANGOS & SUÍNOS 

Importação de carne suína pela China em maio salta 86% na comparação anual

A China importou 370 mil toneladas de carne suína em maio, alta de 86% na comparação com mesmo mês do ano anterior, mostraram dados de alfândega na terça-feira, com compradores aumentando as aquisições externas após um colapso na produção doméstica

As importações totais de carne suína nos primeiros cinco meses do ano alcançaram 1,72 milhão de toneladas, disse a Administração Geral de Alfândegas, disparando 146% sobre mesmo período do ano anterior. As importações incluindo miúdos foram de 510 mil toneladas em maio, alta de 62% na comparação anual, levando as importações totais no ano para 2,28 milhões de toneladas, segundo os dados. As fortes compras vêm após a peste suína africana ter dizimado o rebanho suíno da China ao longo dos últimos dois anos, reduzindo a produção de porcos em quase um terço no primeiro trimestre e mantendo os preços da carne favorita do país em máximas recorde. As importações em maio ficaram apenas um pouco abaixo do recorde registrado em abril, de 400 mil toneladas.

REUTERS 

INTERNACIONAL 

Investidores globais exigem debater desmatamento com diplomatas do Brasil

Um grupo de 29 empresas globais de investimento que administram 3,7 trilhões de dólares está exigindo reuniões com diplomatas brasileiros em todo o mundo para pedir ao governo do Presidente Jair Bolsonaro que detenha o avanço do desmatamento na Floresta Amazônica

Os investidores, liderados pela empresa de seguros e pensões norueguesa Storebrand Asset Management, enviaram cartas a embaixadas do Brasil em sete países pedindo reuniões e expressando o receio de que o Brasil esteja eliminando proteções ambientais, de acordo com um comunicado que incluiu uma cópia da carta. “A escalada do desmatamento nos últimos anos, combinada a relatos de um desmantelamento de políticas ambientais e de direitos humanos e de agências de vigilância, está criando uma incerteza generalizada sobre as condições para investir ou oferecer serviços financeiros no Brasil”, disse a carta. Ambientalistas culpam Bolsonaro por enfraquecer as proteções e causar um aumento no desmatamento e nos incêndios florestais desde que tomou posse em 2019. Bolsonaro argumenta que o Brasil é um modelo de conservação, ao mesmo tempo em que pede mais mineração e agricultura na região amazônica. O Ministério das Relações Exteriores confirmou, em nota, que algumas embaixadas receberam a carta e que está examinando a questão em coordenação com as agências governamentais responsáveis pelas políticas ambientais. O Presidente-Executivo da Storebrand Asset Management, Jan Erik Saugestad, disse em uma entrevista que, embora iniciativas anteriores tenham se concentrado em pressionar empresas brasileiras, o novo esforço visa precisamente o governo. Entre as 25 empresas europeias que assinaram estão a também norueguesa Nordea Asset Management e a Igreja da Inglaterra, que tem um fundo de pensão equivalente a 3,5 bilhões de dólares. A britânica Legal & General Investment Management (LGIM) está entre as maiores investidoras com seus 1,2 trilhão de libras esterlinas sob gerenciamento. As norte-americanas Domini Impact Investment e Pax World Funds também assinaram a carta. A Fram Capital, que tem sede em São Paulo, é a única signatária brasileira. A carta não fala em consequências se o governo brasileiro não agir, mas na semana passada sete empresas da Europa disseram à Reuters que podem desinvestir em ativos ligados ao país se a destruição ambiental continuar.

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