CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1262 DE 23 DE JUNHO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1262| 23 de junho de 2020

 

NOTÍCIAS

Preço da carne bovina recuou no varejo

A menor movimentação no varejo, com a segunda quinzena do mês, fez o preço da carne bovina recuar na semana passada em todas as regiões pesquisadas pela Scot Consultoria

Em São Paulo, onde a queda foi a mais acentuada, a redução foi de 2,16% na comparação semanal, na média dos cortes levantados, seguido por Minas Gerais com recuo de 0,71%, Rio de Janeiro, com queda de 0,45% e o Paraná, que registrou desvalorização de 0,30% no período analisado.

SCOT CONSULTORIA

Oferta fraca de boiadas e preços firmes

Em São Paulo, o cenário foi de estabilidade no mercado do boi gordo na última segunda-feira (22/6), frente à última sexta-feira (19/6) 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$208,00, bruto e à vista, R$207,50, livre de Senar, à vista, e em R$205,00, descontados os impostos (Senar e Funrural). Para o “boi China”, até quatro dentes, os negócios ocorreram em até R$215,00/@. O restabelecimento gradual do comércio fomenta um melhor consumo de carne bovina, o que contribui com o cenário de preços firmes diante da baixa oferta de bovinos terminados. Mas, cabe atenção a um possível revés nesse quadro em função do agravamento da pandemia causada pelo covid-19 em algumas regiões. Quanto ao mercado externo, chama a atenção os cuidados para as medidas de controle do vírus nos frigoríficos, com os chineses rigorosos nesse aspecto.

SCOT CONSULTORIA 

Preço do boi gordo dispara e sobe R$ 5 em Goiás, aponta Safras

Com a elevação, a arroba chegou a R$ 205 na praça goiana na segunda-feira, 22. Em São Paulo, foram registrados negócios a R$ 211 por arroba

Os preços do boi gordo voltaram a subir em algumas praças na segunda-feira, 22. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem trabalhando com escalas de abate apertadas, principalmente aqueles que atuam no preparo dos embarques destinados ao mercado chinês. “A disputa por animais que cumpram os requisitos dos importadores chineses segue muito acirrada”, diz. No mercado doméstico o relaxamento da quarentena em alguns estados ainda é um elemento que justifica a intensificação da alta dos preços. Também, a oferta de animais terminados permanece restrita, em um período de transição entre safra e entressafra bastante difícil. Na capital de São Paulo, os preços no mercado à vista passaram de R$ 209 para R$ 211 por arroba. Em Uberaba (MG), subiram de R$ 204 para R$ 205. Em Dourados (MS), foram de R$ 200 para R$ 201 por arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 200 para R$ 205. Já em Cuiabá (MT), subiu de R$ 183 para R$ 184. No mercado atacadista, os preços da carne bovina voltaram a subir, em movimento atípico para esta época do ano, normalmente pautada por uma lenta reposição entre atacado e varejo. Conforme Iglesias, o relaxamento da quarentena em São Paulo ainda gera otimismo, no entanto, seguem as preocupações com o crescimento dos casos em determinadas regiões do país. A ponta de agulha ficou em R$ 11,85 o quilo, contra R$ 11,55 o quilo na sexta-feira. O corte dianteiro passou de R$ 12,25 por quilo para R$ 12,55 o quilo, e o corte traseiro aumentou 45 centavos, passando para R$ 13,45 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Exportação de carne bovina do Brasil para China pressiona negócios com mundo árabe

As exportações do agronegócio brasileiro para países árabes recuaram 8% em valor e 3% em volume de janeiro a maio, conforme dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, enquanto a China surge como uma opção mais competitiva aos frigoríficos de bovinos

O Brasil exportou 5,48 milhões de toneladas em produtos agropecuários aos árabes nos cinco primeiros meses do ano, ante 5,65 milhões de toneladas adquiridos em igual período de 2019. Somente em carne bovina o recuo foi de 30% no período, para 108 mil toneladas, de acordo com os dados da câmara, enquanto no segmento “aves” as vendas de carne e miúdos caíram 2,6% de janeiro a maio, para 616 mil toneladas, mas baixaram 11,5% em valor, para 904 milhões de dólares. A exportação de gado vivo também recuou, 42%. Os embarques de açúcar e soja cresceram 20,8% e 71,4%, respectivamente, mas não foram suficientes para compensar as perdas deixadas pelo setor de proteína animal. “O Brasil está exportando cada dia mais carne bovina para a China por causa dos preços que estão sendo praticados lá. Isso mexe (com a oferta) para o mundo árabe, não tem jeito”, disse à Reuters o Secretário-Geral da Câmara Árabe, Tamer Mansour. Segundo ele, somente na área de bovino há esta competição direta, considerando a cesta de produtos que o agronegócio brasileiro comercializa para o mundo árabe, em linha com os preceitos halal. Na avaliação por país, o levantamento da Câmara Árabe indica que os mercados que mais baixaram suas compras de carne bovina do Brasil foram Egito (-35,4%) e Emirados Árabes (-58,2%). Mansour explicou que, no caso dos Emirados Árabes, a queda nas importações está atrelada à desaceleração econômica que, por sua vez, se deve aos efeitos do novo coronavírus. “Os Emirados funcionam como um hub de comércio internacional. Eles importam do Brasil para exportar a outros países da Ásia”, disse o Secretário. Desta forma, a redução nas compras significa que também houve limitação nas vendas para a região. Apesar do recuo nas exportações do agronegócio do Brasil para os árabes, ele acredita em uma recuperação motivada pelo aumento de vendas de aves para o Egito. “Ainda podemos fechar o semestre empatando com o ano passado ou com leve queda de 1%. Também vemos uma demanda por produtos agropecuários brasileiros surgindo em países que não são compradores tradicionais, como o Barein”, afirmou.

REUTERS 

Goiás: piora na relação de troca com todas as categorias de reposição

Na comparação mensal, considerando a média de todas as categorias de animais para reposição, a valorização foi de 4,5%, segundo levantamento da Scot Consultoria. Já o boi gordo, neste mesmo intervalo, subiu 0,8%

A demanda maior é pelas categorias mais eradas, para giro rápido. Os preços dos animais para reposição subindo em um ritmo mais forte que as altas verificadas no mercado do boi gordo pioraram o poder de compra do recriador em 3,5% em junho, frente a maio último, considerando a média de todas as categorias monitoradas. A categoria cuja alta foi mais significativa neste intervalo foi o garrote anelorado (+6,8%), atualmente cotado em R$2.350,00 por cabeça.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA      

Dólar fecha em queda seguindo fraqueza da moeda no exterior

Mas a divisa fechou a uma distância das mínimas, em meio a receios sobre segunda onda de casos de Covid-19 no mundo

O dólar à vista caiu 0,86% na segunda-feira, a 5,2722 reais na venda. As oscilações ao longo do dia continuaram expressivas. Na máxima, a cotação caiu apenas 0,39%, a 5,2977 reais, e na mínima cedeu 2,25%, para 5,1985 reais. Na B3, o dólar futuro tinha queda de 1,08%, a 5,2610 reais, às 17h28. O dólar registrava firmes perdas contra dólar australiano, peso mexicano e lira turca, divisas que se beneficiam de momentos de maior apetite por risco. O índice do dólar frente a uma cesta de rivais de mercados desenvolvidos caía 0,62% no fim desta tarde. Outros ativos de risco também se valorizaram, assim como os mercados de ações em Nova York. Fernando Bergallo, sócio da FB Capital, chama atenção no plano local para a constante incerteza política. “Nosso cenário político está no pior momento desde o início do governo Bolsonaro. A história do Queiroz ainda pode render muito. É algo que deixa o mercado mais cauteloso”, disse. Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do Presidente Jair Bolsonaro, foi preso na manhã de quinta-feira em Atibaia (SP), em imóvel que pertence ao advogado Frederick Wassef, segundo o Ministério Público de São Paulo. Ele já representou o presidente da República, é próximo da família Bolsonaro e era visto com frequência no Palácio do Planalto, em Brasília. O Goldman Sachs lembra que, apesar de ter deixado os patamares perto de 6 por dólar vistos em meados de maio, o real ainda é a moeda com pior desempenho em 2020. A divisa brasileira perde 23,89% no ano ante o dólar, segundo dados da Refinitiv. Para o Goldman Sachs, muito dessa fraqueza é justificável, em meio à forte contração do PIB, contínuas dificuldades do país ao lidar com o Covid-19, tensões em curso entre Executivo e Judiciário e possibilidade de novos cortes da Selic. Isso tudo torna o real uma “combinação não atraente de elevados riscos domésticos e baixo retorno”, disseram os profissionais do banco norte-americano em nota.

REUTERS 

Ibovespa passa por realização de lucros e fecha em queda

A MINERVA ON e JBS ON perderam 4,84% e 3,18%, respectivamente, tendo de pano de fundo a queda do dólar em relação ao real, com a cotação chegando a recuar para menos de 5,20 reais. No setor de proteínas, BRF ON e MARFRIG ON recuaram 1,96% e 2,8%

O Ibovespa fechou em queda de mais de 1% na segunda-feira, reflexo de realização de lucros, após quatro pregões seguidos de alta, com bancos entre as maiores pressões de baixa. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,28%, a 95.335,96 pontos. O volume financeiro da sessão somou 23 bilhões de reais. Nem o viés positivo em Wall St inibiu a correção na bolsa local, com o S&P 500 fechando em alta de 0,65%, apoiado particularmente no setor de tecnologia, apesar do aumento de casos de Covid-19 nos EUA e em outras grandes economias. Para o analista de investimentos José Falcão, da Easynvest, o Ibovespa subiu muito forte e rápido, então é natural que passe por uma correção, principalmente quando se aproxima dos 100 mil pontos, que representa uma barreira psicológica muito forte. “É natural que fique oscilando ao redor dos 95 mil pontos, podendo até alcançar 90 mil pontos, antes de buscar os 100 mil pontos”, acrescentou. Ele observou ainda que o otimismo do mercado com a reabertura das economias tem sido limitado pelo receio de uma segunda onda de infecções pela Covid-19.

REUTERS 

Moody’s reduz perspectiva do PIB do Brasil e alerta para riscos crescentes do Covid-19

A agência de classificação de risco Moody’s reduziu na segunda-feira as perspectivas econômicas para o Brasil em 2020, alertando que a recuperação do país está vulnerável ao aprofundamento da incerteza em torno da sua capacidade de controlar a pandemia do Covid-19

A Moody’s espera que o Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia da América Latina encolha 6,2% neste ano, em comparação a previsão anterior de queda de 5,2%, colocando-a mais em linha com o consenso geral entre os economistas. Em um relatório mais amplo, no qual reduziu a perspectiva econômica global, a Moody’s disse que o Brasil está no topo da lista de países que lutam para diminuir as taxas de infecção em meio a testagens insuficientes para o Covid-19. “Portanto, novas interrupções na atividade do consumidor e no funcionamento das empresas são uma possibilidade real e podem prejudicar permanentemente as perspectivas de crescimento das economias individuais do G-20”, escreveu a Moody’s, mencionando o Brasil em particular. O Brasil é o segundo maior epicentro do coronavírus no mundo depois dos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de casos confirmados e mais de 50 mil mortes relacionadas. A Moody’s revisou suas perspectivas de crescimento econômico para o Brasil em 2021 para 3,6%, ante 3,3%, mas disse que isso se dava mais em função de o quão baixo a economia irá recuar neste ano do que por uma forte recuperação. “O caminho geral da recuperação econômica permanece… (com) a atividade retomando no terceiro trimestre de 2020”, disse Samar Maziad, analista líder do rating soberano do Brasil. A Moody’s tem uma perspectiva “estável” em seu rating de crédito soberano “Ba2”, abaixo da classificação de grau de investimento, para o Brasil.

REUTERS 

EMPRESAS 

Ex-diretor executivo do Greenpeace Brasil é nomeado para comitê de sustentabilidade da Marfrig

A Marfrig anunciou ontem a nomeação de Marcelo Furtado, ex-diretor executivo do Greenpeace Brasil, para o comitê de sustentabilidade da companhia. Furtado dirigiu a ONG ambientalista no país entre 2008 e 2013. Além de Furtado, fazem parte do comitê de sustentabilidade Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade da Marfrig, Roberto Waack, membro do conselho de administração da companhia, Daniela Mariuzzo, Diretora Executiva da IDH Brazil, e Alain Martinet, que também é membro do conselho de administração da Marfrig.

VALOR ECONÔMICO

BRF reabre planta em Rio Verde após duas semanas

Complexo industrial estava interditado por determinação da prefeitura do município goiano A

BRF retomou ontem a produção no complexo industrial de Rio Verde, em Goiás. A unidade, que ficou duas semanas fechada por determinação da prefeitura e é uma das principais do grupo, ainda não está operando a plena capacidade. Em nota, a empresa informou que a retomada é gradativa. Os funcionários da planta só podem regressar depois de consulta médica e do resultado dos testes para a detecção do novo coronavírus. O decreto municipal que determinou a interdição temporária do complexo industrial ocorreu após testes detectarem alta prevalência da covid-19 entre os funcionários – os exames foram custeados pela empresa por exigência da Vigilância Sanitária do município goiano. Quando determinou a interdição da fábrica, a prefeitura informou que, dos testes cujos resultados já estavam prontos, 58,6% apresentavam diagnóstico positivo para o coronavírus. Àquela altura, o resultado de 29% das amostras era conhecido, o que indicava pelo menos 1,4 mil contaminados. Em Rio Verde, a BRF tem mais de 8,5 mil funcionários e todos foram testados. Em nota, a empresa não revelou quantos funcionários testaram positivo e quantos estão afastados. “A companhia ainda aguarda os resultados finais da testagem feita no início do mês”, informou o grupo, destacando que vem acompanhando a evolução do vírus no país.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Justiça do Trabalho suspende atividades de frigorífico em Cianorte (PR) por pelo menos 14 dias

A Justiça do Trabalho no município de Cianorte-PR determinou, na segunda-feira (22/6), a suspensão das atividades presenciais de todos os trabalhadores do frigorífico Avenorte Avícola Cianorte Ltda, que tem sede em Cianorte, na região Noroeste do Paraná. O afastamento deve durar ao menos 14 dias

Entre outras medidas, também foi determinada a testagem, com padrões técnicos específicos, para identificação da covid-19 em todos os trabalhadores do frigorífico. Entre as determinações sobre a forma da realização da testagem está a de que seja realizada após triagem dos trabalhadores, com exames certificados e acompanhada pelas autoridades sanitárias. A decisão determina ainda que a empresa afaste todos os trabalhadores contactantes de casos suspeitos de terem contraído a Covid-19 no raio de 1,5 metro. A decisão liminar foi tomada a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) em razão de surto de contaminação do novo coronavírus no estabelecimento. A ação foi ajuizada pelo MPT após investigação que identificou a ocorrência de centenas de casos entre os empregados e a insuficiência das medidas implementadas pela empresa para evitar as infecções. A Justiça estabeleceu multa diária de R$ 500,00 por empregado em caso de descumprimento da decisão.

MPT – PR

Peste suína africana continua sendo a questão dominante nos mercados globais de proteínas animais

A peste suína africana (ASF) terá impactos mais profundos e duradouros nos mercados globais de proteínas animais do que o Covid-19, argumenta o Rabobank

A ASF ainda é a principal influência nos mercados globais de carne suína, disse Justin Sherrard, analista do Rabobank que liderou o relatório. “Meu sentimento é que, quando começamos a aceitar o que está acontecendo ao redor do coronavírus, acho que há o risco de prestar atenção ao que ainda é, para mim, um fator mais importante do que a pandemia do Covid-19 para mercados globais a médio prazo, e isso é ASF.” “Não quero minimizar os impactos reais e os desafios reais que muitas empresas e cadeias de suprimentos estão enfrentando no momento. Ainda existem muitas questões pendentes, e há custos entrando no sistema devido a mudanças nos arranjos do local de trabalho relacionados ao Covid-19, e veremos mudanças permanentes na maneira como os frigoríficos são instalados e na maneira como plantas de processamento de carne operam.” “Ainda assim, se você estiver olhando para o que realmente impulsionará os mercados globais de proteínas animais até o meio desta década, acho que chegaremos a um acordo com esses problemas em torno do Covid-19 nos próximos seis a 12 meses, mas sustentar muito do que acontece nos mercados globais é a força da demanda de importação da China. Isso é principalmente sobre carne de porco, mas todas as outras proteínas tiveram aumento na demanda de importação da China”, disse ele. O grande vencedor em 2020 em termos de exportação de carne suína para a China foram os EUA, que tiraram o lugar da Espanha, que liderou o mercado em 2019. “No final do ano passado, em dezembro, começamos a ver as importações de carne suína de origem americana chegando e este ano elas foram particularmente fortes.” “Eu acho que essa tendência é um produto do chamado acordo comercial da Fase Um entre os EUA e a China. Isso também significa que a China conseguiu importar o tipo de matéria-prima necessária, principalmente para sua reserva estatal”, comentou o analista. “Vemos novos surtos na China, mas eles não estão sendo relatados da mesma maneira, seja por fadiga ou pelo impacto do Covid-19. Nas Filipinas, a doença ainda é bastante ativa e se espalha, mas principalmente em fazendas de quintal. A doença se espalhou para a Índia e também vimos a ASF registrada este ano na Papua Nova Guiné. A ASF continua se espalhando de maneiras que não estamos no topo.” Também houve um sucesso razoável em conter ASF na Bélgica, mas o mesmo não ocorre na parte ocidental da Polônia, onde o vírus continua a se espalhando, disse ele. “Ainda não sabemos quais são os vetores maiores ou mais importantes para o ASF e como eles diferem entre regiões diferentes; ainda não é possível rastrear isso e segui-lo com algum grau de certeza, e isso aumenta o desafio que temos ao tentar gerenciar a ASF. Essa é também uma das razões pelas quais vemos a ASF como a principal questão que impulsiona os mercados globais de proteína animal até a metade desta década. Melhoraremos o gerenciamento da queda do vírus Covid-19, mas o ASF ainda estará conosco”, afirmou o analista.

GlobalMeatNews.com  

China vai importar o volume recorde de 3,5 milhões de t de carne suína em 2020

Segundo o Rabobank, nos primeiros quatro meses do ano, importações chinesas de carne de porco cresceram 120% sobre igual período de 2019

Em novo relatório divulgado nesta segunda-feira, 22 de junho, o banco holandês Rabobank manteve a sua previsão para as importações de carne suína da China este ano, que devem alcançar o volume recorde de cerca de 3,5 milhões de toneladas. Segundo o banco, as importações de carne suína da China aceleraram fortemente nos primeiros quatro meses de 2020, registrando aumento de 120% em volume sobre o resultado apurado em igual período de 2019. Este ano, diz o Rabobank, o ranking dos principais fornecedores de carne suína à China mudou radicalmente, com os Estados Unidos assumindo a ponta, à frente da Espanha, Alemanha e Brasil. “Ao longo dos quatro primeiros meses de 2020, os volumes de importações chinesas de carne suína norte-americana aumentaram seis vezes em relação aos níveis registrados em igual período de 2019, segundo o banco”. No entanto, em seu relatório, Rabobank ressalta que “tensões geopolíticas e andamento entre os EUA e a China” podem afetar o comércio de carne suína entre os dois países. O banco informa que o nível crescente de compras chinesas elevou consideravelmente os estoques de carne de porco congelada no país asiático, enquanto a demanda doméstica pelo produto não cresce no mesmo ritmo, prejudicada pela Covid-19, que afetou principalmente o segmento de foodservice. Na avaliação do banco, o ritmo das importações de chinesas de carne suína “provavelmente diminuirá nos próximos meses e retomará com maior força no final do terceiro e quarto trimestres do ano”, quando espera-se uma situação melhor dos países exportadores em relação às ações de combates à propagação do novo coronavírus. O Rabobank também manteve a previsão de queda de 15% a 20% na produção de carne suína da China em 2020. No entanto, o banco se mostrou mais otimista em relação ao poder de recuperação do rebanho de porcos do gigante asiático, afetado drasticamente pelo vírus da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês). “Mudamos a nossa visão para o rebanho da China; esperamos uma recuperação mais rápida agora”, relata a instituição.

Rabobank 

ABRAFRIGO 

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3088 8124 

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment