CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1261 DE 22 DE JUNHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1261| 22 de junho de 2020

 

NOTÍCIAS 

Alta nos preços do boi gordo e da carne bovina no atacado

Na última sexta-feira (19/6), a cotação da arroba do boi gordo subiu em 14 das 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria. Na média de todas as regiões monitoradas a cotação subiu 2,6%, ou R$4,00/@ ao longo da semana passada 

No mercado atacadista, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$13,53/kg, alta de 3,6% na comparação semanal. Os estoques enxutos mantêm os preços sustentados. Para esta semana, o quadro é de otimismo com relação às cotações no mercado do boi, apoiado na oferta limitada e com a ajuda da exportação.

SCOT CONSULTORIA

Bovinos para reposição: aumento de 4,8% no acumulado de junho

A trajetória de alta das cotações no mercado de reposição continua

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todos os estados monitorados, entre machos e fêmeas anelorados e mestiços, o aumento foi de 3,5% nos últimos sete dias. Já comparado com o início do mês, a valorização é de 4,8%. As altas foram puxadas pelas fêmeas. Considerando a média de todas as categorias, a valorização foi de 4,4%, frente a 2,4% da média das categorias dos machos anelorados. Como estamos em ano de retenção de fêmeas, há um maior investimento dos pecuaristas na cria para a produção de bezerros, colaborando para a valorização dessas categorias.

SCOT CONSULTORIA

Brasil publica normas obrigatórias para prevenir Covid-19 em frigoríficos

Os ministérios da Agricultura, da Economia e da Saúde definiram em portaria publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira medidas destinadas à prevenção à Covid-19 nas atividades desenvolvidas na indústria frigorífica e de processamento de carnes

As normas, de observância obrigatória, foram elaboradas após conversas com o Ministério Público do Trabalho (MPT), disse o Ministério da Agricultura em nota. O MPT tem feito demandas à Justiça para o fechamento de unidades com casos crescentes de Covid-19. Algumas fábricas de grandes empresas chegaram a ser fechadas devido ao aumento de casos de coronavírus. No momento, uma planta avícola da JBS, em Trindade do Sul (RS), segue parada desde a semana passada. Já a BRF, que teve sua unidade de suínos e aves de Rio Verde (GO) parada no início de junho, deverá reabrir a fábrica nesta segunda-feira, disse a companhia à Reuters. Segundo nota do Ministério da Agricultura, existem atualmente 3.299 estabelecimentos processadores de carnes e derivados registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), dos quais, 445 comercializam proteína animal, enquanto nas linhas de inspeção dos frigoríficos trabalham 1.948 pessoas. A fiscalização das normas definidas na portaria, “que visam garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores”, além do abastecimento da população, ficará a cargo do Ministério da Economia, destacou o Ministério da Agricultura em comunicado na sexta-feira. A portaria definiu que, no interior das indústrias, o distanciamento entre os funcionários deverá ser de pelo menos um metro, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. “Se essa distância não puder ser implementada, os trabalhadores devem usar máscaras cirúrgicas além dos equipamentos de proteção individual (EPI), e serem instaladas divisórias impermeáveis entre esses funcionários ou fornecidas viseiras plásticas ou óculos de proteção”, disse o ministério. Segundo a norma, também deverão ser reforçados os cuidados nos refeitórios, nos vestiários e no transporte dos trabalhadores, quando fornecido pelas organizações. A portaria também define a necessidade de acompanhamento de sinais e sintomas de Covid-19 e afastamento imediato por 14 dias dos funcionários que tiverem casos confirmados, suspeitos ou contactantes de confirmados de Covid-19.

REUTERS 

Arroba do boi gordo em SP subiu R$ 7 em uma semana, diz Safras

Segundo consultoria, a oferta de animais terminados segue restrita, fator que vai oferecendo

um importante ponto de sustentação aos preços domésticos

Os preços do boi gordo dispararam no mercado físico brasileiro na semana passada, subindo R$ 7 na praça de São Paulo, segundo acompanhamento da consultoria Safras. O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias afirma que os frigoríficos continuaram trabalhando com escalas de abate apertadas, enquanto a disputa por animais que cumprem os requisitos para exportação à China permaneceu acirrada, principalmente em São Paulo. “No geral, a oferta de animais terminados segue restrita, fator que vai oferecendo um importante ponto de sustentação aos preços domésticos”, diz. Enquanto isso, ainda há algum otimismo em relação à demanda interna de carne bovina com o relaxamento das medidas de distanciamento social em alguns estados. Conforme Iglesias, permanece uma tendência de aumento pontual nos preços, apoiada na expectativa de reação no consumo doméstico. Já as exportações seguem com volumes expressivos, diante de um grande apetite por proteína animal brasileira por parte da China. Veja o comparativo da arroba do boi gordo em 12 e 19 de junho:

São Paulo: passou de R$ 202 para R$ 209

Goiânia (GO):  passou de R$ 195 para R$ 200

Uberaba (MG): passou de R$ 198 para R$ 204

Dourados (MS): passou de R$ 186 para R$ 200

Cuiabá (MT): passou de R$ 175/R$ 176 para R$ 183

As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 280,784 milhões em junho (9 dias úteis), com média diária de US$ 31,198 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 64,491 mil toneladas, com média diária de 7,165 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.355,90. Na comparação com junho de 2019, houve ganho de 34,08% no valor médio diário, alta de 18,89% na quantidade média diária e avanço de 12,77% no preço médio.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA 

Dólar tem maior alta semanal desde maio com noticiário político doméstico e receios sobre Covid-19

O dólar fechou em queda ante o real na sexta-feira, com investidores aproveitando o declínio da moeda no exterior para realizar lucros depois de um rali da cotação ao longo desta semana

O dólar à vista caiu 0,99%, a 5,3182 reais na venda. A moeda oscilou entre alta de 0,21%, a 5,3830 reais, e queda de 1,54%, para 5,2887 reais. Na semana, a divisa subiu 5,41%, maior alta desde a semana finda em 8 de maio (+5,56%), em meio a um noticiário político local ainda tenso. Até a véspera, o ganho era ainda mais forte, de 6,46% em apenas quatro sessões. Em junho, o dólar cai 0,42%. Em 2020, salta 32,53%.  O dólar cedia 0,7% ante o peso mexicano no fim da tarde, 1% contra o rand sul-africano e também 0,7% comparado ao rublo russo. A alta das commodities ajudou nesse movimento. O Bank of America revisou recentemente a projeção para o dólar no fim do ano de 5,85 reais para 5,40 reais, citando justamente a política monetária “extremamente expansiva” nos EUA e na Europa. Mas analistas do banco ponderam que a decisão de juros do Fed neste mês provavelmente marcou o fim do rali de ativos de risco, com expectativas de que as moedas comecem a refletir maior prêmio de risco em linha com a deterioração dos fundamentos. E para Roberto Serra, gestor sênior na Absolute Investimentos, o movimento do real nesta semana mostra que as forças de depreciação para a divisa brasileira ainda estão presentes. “Vejo o real em tendência de piora, seja pela curva de juros, pela situação do Brasil como um todo, seja pelo fiscal”, afirmou. “Não acho que seja o caso de uma depreciação forte em pouco tempo, mas de uma tendência de perda de valor ao longo do tempo. Com a fotografia de hoje, é difícil pensar no Brasil entrando num ciclo sustentável de crescimento robusto”. O Banco Central cortou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual na última quarta-feira e sinalizou chance de mais afrouxamento residual. No cenário político, a semana foi marcada por uma série de episódios desgastantes para o governo Jair Bolsonaro, incluindo a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho do Presidente Flávio Bolsonaro, a validação do inquérito das fake news pelo Supremo Tribunal Federal e a saída do governo do controverso Ministro da Educação, Abraham Weintraub.

REUTERS 

Liquidez global ofusca tensão política interna e Ibovespa sobe 4% na semana

A MARFRIG ON caiu 2%, em meio à queda do dólar ante o real, além de notícia de que a autoridade aduaneira da China pediu que os exportadores de alimentos ao país assinem uma declaração de que seus produtos não estão contaminados pelo novo coronavírus MINERVA ON terminou em alta de 1,3% e JBS ON, que chegou a oscilar no azul, fechou em queda de 0,4%

A bolsa paulista teve uma sessão volátil na sexta-feira, com o Ibovespa encerrando em alta e acumulando desempenho semanal positivo, em meio a um ambiente de ampla liquidez global, que continuou prevalecendo sobre tensões políticas e um cenário econômico ainda desafiador no país. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,46%, a 96.572,10 pontos. Na semana, acumulou alta de 4,07%. O volume financeiro na sexta-feira totalizou cerca de 38,4 bilhões de reais. O Ibovespa chegou a alcançar 97.540,33 pontos na primeira etapa da sessão em meio a notícias de que a União Europeia começou o processo de aprovação de um pacote de estímulo sem precedentes no bloco de 750 bilhões de euros, além de notícias mais positivas sobre as relações comerciais EUA-China. No começo da tarde, porém, notícia de que a Apple voltará a fechar algumas lojas nos Estados Unidos por causa de aumento no número de novos casos de coronavírus naquele país derrubou Wall Street e arrastou o Ibovespa, que tocou a mínima da sessão, renovada mais tarde, a 95.874,30 pontos. O Departamento de Pesquisa Econômica do Bradesco observa que a possibilidade de uma segunda onda de contágio pelo novo coronavírus aumenta a incerteza sobre o ritmo de recuperação da economia global, com novos casos de Covid-19 voltando a aparecer na China e em alguns Estados dos EUA. Na visão do estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, o excesso de liquidez disponibilizado pelos bancos centrais continua a se sobrepor sobre qualquer outro aspecto econômico ou financeiro, e até mesmo político, enquanto não houver risco de um evento mais extremo, como um processo de impeachment. A prisão de um ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, acrescentou Kawa, traz mais uma pitada de incerteza ao ambiente, e a bolsa pode vir a sofrer.

REUTERS 

EMPRESAS 

MPF e MPT recomendam a Cooperativa Lar que afaste trabalhadores indígenas durante pandemia

Funcionário que mora na Comunidade Tekoha Ocoy testou positivo para covid-19

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendaram à Lar Cooperativa Agroindustrial o afastamento remunerado de todos os seus trabalhadores indígenas durante a pandemia de coronavírus, após o registro de casos de covid-19 entre trabalhadores indígenas da cooperativa e em uma das comunidades onde moram, a Tekoha Ocoy. A recomendação vale para o frigorífico de aves e carnes da cooperativa em Matelândia e para sua fábrica de rações em Medianeira, ambos no Paraná. De acordo com denúncia, um funcionário da cooperativa que mora na comunidade testou positivo para a covid-19 e outro apresentou os sintomas da doença. Na comunidade, já havia nove suspeitas de indígenas com coronavírus, além de uma criança de 1 ano e 27 dias que testou positivo. A denúncia afirma ainda que os indígenas da comunidade têm tentado estabelecer medidas de isolamento social, mas que não conseguiram evitar a circulação da doença porque os que trabalham nas unidades da cooperativa foram obrigados a ir trabalhar mesmo durante a pandemia. A comunidade Tekoha Ocoy possui cerca de 400 pessoas. Indígenas de outras comunidades também trabalham para a Lar Cooperativa Agroindustrial, como Anhetete e Itamarã. Os órgãos mencionam a maior incidência de doenças entre a população indígena, incluindo comorbidades, além de maior vulnerabilidade social e econômica e dificuldade logística de comunicação e de acesso aos territórios indígenas. A recomendação ao grupo agroindustrial leva em consideração que “os frigoríficos são ambientes de trabalho propícios para disseminação do vírus causador do coronavírus, diante das características científicas evidenciadas da forma do contágio”.

VALOR ECONÔMICO 

Maersk vê alta de 10% na exportação de carnes do Brasil para Ásia em 2020, aumento no controle em portos chineses

A empresa de logística Maersk estima alta de mais 10% nos volumes de exportações de carnes do Brasil para a Ásia neste ano e maiores prazos na movimentação de contêineres diante das exigências sanitárias relacionadas à covid-19, disseram executivos da empresa em coletiva de imprensa na sexta-feira (19)

A companhia verificou um aumento nos prazos para a liberação de contêineres de proteína animal do Brasil para a China com o início da pandemia de covid-19, principalmente em fevereiro, quando foram adotadas medidas mais restritivas de isolamento social que afetaram atividades em portos chineses. O desafio para manter o ritmo na movimentação dos contêineres continua, mas a Maersk não acredita que isto deverá resultar na redução de volumes de exportações de carnes brasileiras para a China. “Mais de 60% da carga de proteína brasileira está indo para a China. Essa concentração é bastante grande e é um desafio adicional fazer o giro dos nossos equipamentos. Esse eu acredito que vai ser o nosso maior desafio: manter os nossos equipamentos com as cargas dos nossos clientes circulando”, disse Jean Stoll, líder global de proteínas da Maersk. Os prazos para a movimentação de contêineres de carne também poderão aumentar após a China reforçar os controles de cargas que chegam ao país em meio ao ressurgimento de casos de covid-19 na região.  “No nosso entendimento, o que vai aumentar é a fiscalização (na China) que hoje leva de 2 a 3 dias. Talvez vão fazer mais inspeções e poderá levar até 7 dias para o contêiner ser disponibilizado”, disse Stoll. Ele não espera que essa situação leve à queda nos volumes de carnes brasileiras exportadas para a China, já que os exportadores brasileiros “são referência na questão sanitária” e os chineses continuarão a demandar grandes volumes de carnes importadas.

CARNETEC 

INTERNACIONAL 

China pede que exportador de alimento declare produto livre de coronavírus

A autoridade aduaneira da China pediu que os exportadores de alimentos ao país assinem uma declaração de que seus produtos não estão contaminados pelo novo coronavírus, disseram três pessoas que receberam uma carta na sexta-feira

A declaração pode ser um esforço da China para reduzir os testes adicionais realizados em alimentos importados na última semana e responsabilizar os exportadores por garantir a segurança de seus produtos, afirmou um importador de carne que assinou. Ele se recusou a ser identificado devido à sensibilidade do problema. A associação francesa da indústria de suínos Inaporc também recebeu o aviso, disse uma autoridade. A declaração diz que o exportador está disposto a cumprir as leis chinesas e também orientações da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), das Nações Unidas, para garantir que os alimentos importados pela China não sejam contaminados pelo vírus que causa a COVID-19. “No caso de um novo caso/caso suspeito de Codiv-19 ser detectado em uma empresa de alimentos, ou se houver risco de contaminação de produtos alimentícios exportados para a China, estamos dispostos a tomar todas as medidas necessárias para  eliminar os riscos de segurança alimentar e proteger a saúde do consumidor “, acrescenta. Pequim começou a testar alimentos importados para o coronavírus após um surto no mercado atacadista de alimentos na semana passada. Em Tianjin, o principal porto de Pequim, as autoridades estão testando todos os contêineres de carne, disseram os importadores. Mais de 30 mil amostras de carne, frutos do mar, legumes e frutas foram testadas entre os dias 11 e 17 de junho. Todos tiveram resultado negativo para o coronavírus, segundo a alfândega na quinta-feira. “É muito caro e demorado testar todos os produtos. Eles estão pedindo aos fornecedores que assinem esta carta para que voltem ao normal”, disse o exportador de carne.

REUTERS 

China suspende importação de aves da fábrica da Tyson por causa da autoridade aduaneira Covid-1-

A autoridade aduaneira da China disse no domingo que suspendeu as importações de produtos avícolas de uma planta de propriedade da processadora de carne americana Tyson Inc TSN.N que foi atingida pelo novo coronavírus

A Administração Geral das Alfândegas disse em seu site que decidiu a suspensão depois que a empresa confirmou um conjunto de casos de coronavírus na fábrica, localizada em Springdale, Arizona. O porta-voz da Tyson, Gary Mickelson, disse que a empresa estava investigando o problema, acrescentando que a Tyson trabalha em estreita colaboração com as autoridades americanas para garantir que seus alimentos sejam produzidos em total conformidade com os requisitos de segurança do governo. “É importante observar que a Organização Mundial da Saúde, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, o USDA e a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA concordam que não há evidências para apoiar a transmissão do Covid-19 associado a alimentos”, disse ele à Reuters em um email. A China também suspendeu os produtos suínos do processador alemão Toennies, na semana passada, após um surto de coronavírus entre centenas de seus trabalhadores. A China intensificou a supervisão de alimentos importados depois que um novo conjunto de casos de coronavírus foi vinculado a um mercado atacadista de alimentos na capital, há pouco mais de uma semana. Pequim começou a testar carne, frutos do mar e produtos frescos para o coronavírus na semana passada e alguns portos estavam abrindo todos os recipientes de carne para realizar testes de coronavírus. Na sexta-feira, a alfândega pediu aos exportadores de alimentos que assinassem uma declaração de que seus produtos não estão contaminados pelo vírus.

REUTERS

Investidores europeus ameaçam desinvestir no Brasil devido a desmatamento

Sete grandes empresas de investimento europeias disseram à Reuters que desinvestirão em produtores de carne, operadoras de grãos e até em títulos do governo do Brasil se não virem progresso rumo a uma solução para a destruição crescente da Floresta Amazônica

As ameaças cada vez maiores de investidores com mais de 2 trilhões de dólares em ativos administrados, como o finlandês Nordea e a britânica Legal & General Investment Management (LGIM), mostram como o setor privado está adotando ações globais para proteger a maior floresta tropical do mundo. O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, dá de ombros para a pressão diplomática a respeito da questão. O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu uma máxima de 11 anos em 2019, o primeiro ano de Bolsonaro no cargo, e aumentou outros 34% nos cinco primeiros meses de 2020, de acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Presidente afrouxou as proteções ambientais e pediu mais mineração e agricultura na região amazônica. “As tendências que vemos no Brasil são muito preocupantes”, disse Daniela da Costa-Bulthuis, gerente de portfólio para o Brasil da empresa de gerenciamento de ativos holandesa Robeco. “Você tem um desmantelamento dos mecanismos regulatórios de controle ambiental desde o ano passado”. Até agora, a pressão corporativa se mostrou mais eficiente para fazer Brasília voltar as atenções ao meio ambiente. Um projeto de lei proposto originalmente por Bolsonaro para conceder títulos de propriedade para terras públicas assentadas irregularmente, uma medida vista como um incentivo ao desmatamento, não passou em uma votação em maio e foi adiada por tempo indeterminado depois que mais de 40 empresas majoritariamente europeias ameaçaram boicotar exportações brasileiras. Em setembro, 230 investidores institucionais assinaram uma carta pedindo ações urgentes para combater os incêndios em crescimento na Floresta. Mas as sete empresas de gerenciamento de ativos que conversaram com a Reuters – Storebrand, AP7, KLP, DNB Asset Management, Robeco, Nordea Asset Management e LGIM – foram mais longe ao delinear a ameaça do desinvestimento se não houver avanço. Elas detêm mais de 5 bilhões de dólares em investimentos ligados ao Brasil, incluindo comerciantes de grãos com operações de vulto no país. JBS, Minerva e Marfrig disseram em comunicados separados que estão comprometidas a eliminar o desmatamento amazônico em suas cadeias de suprimento e detalharam suas iniciativas. No mês passado, Bolsonaro despachou militares para combater a destruição da Amazônia, mas o desmatamento voltou a crescer na comparação com o ano anterior pelo 13º mês seguido.

REUTERS

USDA projeta desaceleração do mercado de carne

Apenas China e Japão manteriam uma taxa de crescimento positiva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou uma desaceleração do mercado de carnes devido à pandemia do novo coronavírus. O USDA colocou as importações dos 10 principais compradores de carne abaixo de suas compras de 2019, mostrando uma queda de quase 1%. Nesta nova projeção, apenas China e Japão manteriam uma taxa de crescimento positiva, embora significativamente menor do que o projetado antes do Covid-19. No caso da China, estima-se que o crescimento das importações em 2020 seja de 15% (menos da metade crescimento esperado nas primeiras projeções), o que representa uma redução de quase 500.000 toneladas em comparação com as projeções pré-pandêmicas, informou o AgroFy News. Além da China, o Japão manteria uma taxa de crescimento positivo de suas importações de carne bovina de 2%, enquanto o restante dos principais importadores do mundo reduziria suas compras de carne de países terceiros. Enquanto em suas projeções para o mês de janeiro o USDA estimou um crescimento nas exportações de carne bovina (considerando os 10 principais exportadores mundiais) de quase 7%, as projeções subsequentes apresentam as exportações deste ano abaixo das correspondentes a 2019, com queda de 2%. De acordo com essa nova estimativa do USDA, apenas 3 países manteriam taxas de crescimento em suas exportações durante 2020: Canadá (12%), Brasil (8%), México (2%), enquanto todos os outros países exportadores alcançariam níveis das exportações abaixo do ano de 2019, com as quedas mais acentuadas em queda: Austrália (-19,5%), Argentina (-11,5%), Nova Zelândia (-2%) e Uruguai (-1,5%).

AGROLINK/USDA 

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